Pavón brilha em estreia, e Grêmio goleia o Santa Cruz no Gauchão

 Argentino fez um gol e deu duas assistências na vitória de 6 a 2 do Tricolor que assume a liderança do Gauchão

Pavón o grande nome desta tarde na Arena 

Quarenta e cinco minutos foram suficientes para Cristian Pavón mostrar porque foi contratado e porque será fundamental no time do Grêmio. Após um primeiro tempo ruim, o Tricolor venceu o Santa Cruz por 6 a 2 neste sábado na Arena, com o argentino como protagonista. No primeiro tempo os dois times empataram em 2 a 2. Gustavo Nunes e Cristaldo abriram o placar para o Grêmio. David e Jean Lucca empataram para o Santa Cruz. No segundo tempo, Pavón fez o terceiro gol, e deu duas assistências, nos gols de JP Galvão e André Henrique. João Pedro ainda marcou um golaço de fora da área. Com a vitória, o Grêmio, agora classificado para as quartas, é o novo líder do Gauchão com 20 pontos, um a mais que o Inter que joga neste domingo contra o Novo Hamburgo.

Para o Tricolor agora tudo é Gre-Nal. O time treinado por Portaluppi enfrenta o Inter pela disputa direta da liderança no próximo domingo, às 18h no estádio Beira-Rio. Já o Santa Cruz recebe o Ypiranga no dia 26 de fevereiro.

Primeira etapa com 4 gols

Depois de jogar com os reservas contra o Ypiranga no Colosso da Lagoa, o Grêmio entrou com força máxima para enfrentar o Santa Cruz nesta tarde de sábado. A vitória era essencial para o Tricolor retomar a liderança do Gauchão.

Apesar da forte marcação do Santa Cruz, o Grêmio iniciou o jogo atacando. Aos 5 minutos veio a primeira chance com Everton Galdino. De fora da área, o atacante arriscou e obrigou a Pitol a fazer uma grande defesa.

Era a primeira chance de um Grêmio que seguiu atacando. O gol era uma questão do tempo e veio minutos depois com Gutavo Nunes. Aos 13 minutos, João Pedro invadiu a área pela direita e cruzou para JP Galvão. O centroavante teve seu arremate bloqueado e no rebote Gustavo Nunes aproveitou e colocou a bola para o fundo das redes do Santa Cruz.

O Tricolor aproveitou o bom momento e ampliou três minutos depois com Cristaldo. Gustavo Nunes fez a jogada pela esquerda e, após driblar o marcador, cruzou para dentro da área. O meia paraguaio dominou, se livrou do marcador e não teve dificuldades de fazer o segundo gol do Tricolor.

Depois do gol, dependente exclusivamente das ações de Gustavo Nunes, o Tricolor parou de criar com a mesma intensidade. A reação do Santa Cruz apesar de tímida começou com os jogadores arriscando de fora da área. Deu certo. Aos 25 minutos, o lateral esquerdo Davi arriscou de muito longe e acertou. Marchesín bem que tentou mas não chegou a tempo. Golaço. O gol deu confiança para o visitante. Iarley fez duas alterações com 30 minutos.

Léo Aquino e Leylon deram lugar a Pablo e Mineiro. O Galo melhorou eos ataques que eram penas chute de fora da área começaram a dar lugar para jogadas dentro da área do Grêmio.

A letargia Tricolor com Galdino e JP Galvão no ataque custou caro e o Santa Cruz chegou ao empate já nos acréscimos do primeiro tempo. Mineiro arrancou do meio do campo, passou por Geromel e tocou para Pablo. Pablo achou Jean Lucca que com categoria deslocou Marchesín e empatou a partida. O juiz apitou e o Grêmio foi para o vestiário entre vaias e aplausos.

Pavón estreia em grande estilo

Em busca da vitória, o técnico Renato Portaluppi promoveu três trocas no intervalo, entre eles os recém contratados Pavón e Du Queiroz. Junto deles André Henrique entraram para a saída de Cristaldo, Galdino e Geromel. Mais ofensivo taticamente, o Grêmio foi para cima do adversário. O Santa Cruz especulava os contra ataques. Com menos de 15 minutos, Pitol já havia salvado pelo menos duas vezes. Uma delas com Pavón, aos 9 minutos. Pepê cruzou na área e o argentino desviou de cabeça obrigando a Pitol a uma grande defesa. Um minuto depois, Gustavo Nunes entrou pela esquerda de ataque e chutou a gol. Pitol fez a defesa e no rebote Du Queiroz arriscou de longe. A bola desviou na zaga e foi para fora.

O gol mais uma vez era uma questão de tempo. A entrada de Pavón deu animo, energia e criatividade ao Grêmio. Aos 21 minutos o argentino apresentou seu cartão de visitas. No campo de ataque Pepê achou André Henrique dentro da área que apenas ajeitou para o argentino que chutou de primeira sem chance para Pitol.

O gol foi o divisor de águas para o Tricolor que com mais espaço e com mais qualidade, com as entradas de Pavón e André Henrique. Aos 31 minutos, João Pedro arriscou de perna esquerda, de fora da área, e fez um golaço. Dois minutos depois JP Galvão fez o quinto após assistência de Pavón pelo lado direito. O sexto e ato final viria com André Henrique, mais uma vez com passe do estreante, desta vez pelo lado esquerdo. O nome deste sábado foi Cristian Pavón, sem dúvidas um grande acréscimo para o Tricolor.

Gauchão - 9ª rodada

Grêmio 6
Marchesín; João Pedro, Geromel (André Henrique), Kannemann (Dodi) e Reinaldo; Villasanti, Pepê e Cristaldo (Du Queiróz); Everton Galdino (Pavón) , Gustavo Nunes e João Pedro Galvão (Besozzi) . Técnico: Renato Portaluppi.

Gols : Gustavo Nunes, Cristaldo, Pavón, João Pedro, André Henrique e JP Galvão

Santa Cruz 2
Marcelo Pitol; Jefferson, Anderson Alagoano (Kevlin) e Thiago Sales e David (Tairone) ; Leylon (Mineiro), Daniel Pereira, Léo Aquino (Bueno); Jean Lucca, Tcharles( Rickelmy) e Netto Jr. Técnico: Pedro Iarley

Gols: Jean Lucca e David

Cartões Amarelos: André Hnrique, Villasanti, Tairone e Grando

Árbitro: Lucas Horn (RS)
Assistentes: Gustavo Marin Schier (RS) e Estefani Adriati Estrela da Rosa (RS)
Local: Arena do Grêmio, Porto Alegre (RS)

Correio do Povo

Renato destaca entrada de Pavón e Queiroz no Grêmio: “praticamente mudaram a partida”

 

Treinador disse que time deu mole no primeiro tempo e que acordou no segundo

Treinador disse que equipe relaxou quando fez 2 a 0 

O técnico Renato Portaluppi destacou as entradas das novas contratações do Grêmio, como sendo fundamentais na vitória do Tricolor na tarde deste sábado por 6 a 2, contra o Santa Cruz na Arena. “Eu conversei com eles no intervalo, mudamos um pouco. Coloquei o Queiróz e o Pavón. São jogadores que vinham fazendo a pré-temporada… os dois entraram e mudaram o panorama da partida. Indiscutivelmente são jogadores que acrescentam uma qualidade a mais”.

Renato ainda revelou que colocou os dois para pegarem ritmo de jogo e para conhecerem o time.

Portaluppi ainda minimizou o empate em 2 a 2 do primeiro tempo, após estar vencendo por 2 a 0, e disse que o time relaxou após o resultado, cedendo o empate. “O time esteve bem, tivemos a chance de matar e não matamos e o adversário começou a gostar do jogo”, destacou o treinador que falou em zona de zona de conforto após o segundo gol de Cristaldo.

“Não quero tirar os méritos dele mas não acho que estivemos mal, mas esse mole não podemos dar.”

Portaluppi ainda explicou porque colocou um atacante a mais (André Henrique) no lugar de Geromel. “A gente precisava de agilidade, posse de bola e marcação. Por isso eu mudei a equipe. Não adiantava colocar o André no lugar do JP Galvão, a gente precisava de gols”, justificou.

O treinador ainda revelou que tirou um sino que tem guardado no armário e que tocou para alguns jogadores acordarem para o segundo tempo. “Eu tirei um sino do armário para acordar alguns e eles acordaram. Massacramos o adversário. Não que os que saíram estivessem ruim, mas mexi para acordar alguns, no momento em que acharam que o jogo estava decisivo.

Gustavo Nunes

O treinador ainda destacou a atuação de Gustavo Nunes, o atacante de 18 anos, que fez um dos gols ainda no primeiro tempo. “É um jogador de um para um, ele tem qualidade. Já está jogando como um adulto. Eu apressei a entrada dele com as lesões do Soteldo e do Nathan e o garoto tá aproveitando as oportunidades. É mais um jogador que tem muito a crescer. Entre os erros e acertos ele acrescenta mais virtudes que defeitos.”


Correio do Povo

Fuga faz lembrar pedido da "dama do tráfico" ao governo Lula e dados sobre CV

 


Embora o governo Lula tivesse dados sobre o controle do Comando Vermelho no sistema carcerário brasileiro e sobre o crescimento da facção criminosa nas regiões Norte e Nordeste, nada fez para reforçar a segurança do presídio de segurança máxima de Mossoró antes da fuga de dois integrantes da facção criminosa na quarta, 14.

O Antagonista - https://acesse.dev/YWgWQ

Fonte: https://www.instagram.com/p/C3c7DgKAode/?igsh=MXBja3dvdXRyZGljag%3D%3D

Fugitivos de presídio federal em Mossoró fizeram família refém na noite de sexta

 Criminosos se alimentaram e continuaram com a fuga

Policiais trabalham com a hipótese de que os foragidos estejam num perímetro de 15 quilômetros ao redor da Penitenciária Federal de Mossoró 

Os dois presos que escaparam na quinta-feira, 15, da Penitenciária Federal de Mossoró, unidade de segurança máxima no interior do Rio Grande do Norte, fizeram uma família refém na noite da sexta-feira, 16. Eles se alimentaram e continuaram com a fuga. As informações foram reveladas pelo jornal Folha de S.Paulo e confirmadas pelo Estadão.

Essa é a primeira fuga registrada na história da rede penitenciária federal, onde estão líderes de facções como Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC). São cinco presídios do tipo no País: além de Mossoró, há unidades em Catanduvas (PR), Campo Grande, Porto Velho e Brasília.

A primeira delas, no Paraná, foi inaugurada em junho de 2006. Os fugitivos foram identificados como Deibson Cabral Nascimento e Rogerio da Silva Mendonça. Conforme informações preliminares, ambos têm ligação com o CV, uma das facções dominantes no Acre, onde ficaram presos até setembro do ano passado.

Os criminosos foram transferidos para Mossoró após terem participado de uma rebelião no Presídio Antônio Amaro Alves, na região metropolitana de Rio Branco, que resultou na morte de cinco detentos em julho de 2023. A transferência foi feita a pedido do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Acre. Além de Deibson e Rogerio, 12 presos foram remanejados nas mesmas circunstâncias.

O Ministério da Justiça e Segurança Pública afirmou na quinta-feira, 15, que cerca de 300 policiais trabalham nas buscas pelos fugitivos, entre agentes da Polícia Federal (PF), Polícia Rodoviária Federal (PRF) e das polícias locais. Estão sendo usados desde drones a helicópteros na tentativa de encontrar os dois criminosos. Até o momento, porém, nenhum deles foi recapturado.

Os policiais trabalham com a hipótese de que os foragidos estejam num perímetro de 15 quilômetros ao redor da Penitenciária Federal de Mossoró. Câmeras externas não registraram a chegada de veículos para resgatar os prisioneiros e também não foram identificados furtos ou roubos de veículos na região, o que reforça a hipótese de que Deibson e Rogério fugiram a pé.

Quem são os fugitivos da prisão de Mossoró?

* Conhecido como 'Deisinho' ou 'Tatu', Deibson Cabral Nascimento, de 33 anos, é considerado um criminoso da 'primeira leva' de batismos (quando um criminoso é aceito como membro da facção) do Comando Vermelho no Acre, no fim de 2013. Ele soma penas de mais de 60 anos, com acusações que se acumulam desde a adolescência

* Já Rogério da Silva Mendonça, apelidado de 'Cabeça de Martelo' ou 'Querubin', entrou posteriormente na facção criminosa, em processo de expansão do crime organizado pela região Norte. Conforme o Ministério Público do Estado do Acre, as investigações ainda não conseguiram precisar quando ele ingressou no CV, mas o criminoso passou a ter papel importante dentro da prisão. Suas penas somam mais de 70 anos.

Estadão Conteúdo e Correio do Povo

Solidariedade “silenciosa” em Moscou marca homenagens a Navalny

 Ativista morreu nessa sexta-feira em uma prisão da Rússia

Solidariedade “silenciosa” em Moscou marca homenagens a Navalny 

Em absoluto silêncio, centenas de moscovitas se sucederam durante todo o sábado (17) para depositar flores em homenagem ao opositor russo Alexei Navalny, de 47 anos, morto na prisão no dia anterior, que para muitos era um símbolo de "esperança".

Navalny cumpria pena de 19 anos em uma prisão do Ártico quando as autoridades penitenciárias anunciaram sua morte na sexta-feira, uma notícia que gerou comoção entre seus simpatizantes.

A polícia fechou na manhã deste sábado a praça onde fica o monumento às vítimas da repressão no período da União Soviética, local tradicional de reunião da oposição nas imediações da avenida Sakharov, que leva o nome deste famoso dissidente soviético.

Em frente ao monumento batizado de "Muro do Luto", centenas de flores, retratos de Navalny e velas foram deixadas por moscovitas, alguns trazendo seus filhos. As mulheres choravam.

"Jamais esqueceremos, jamais perdoaremos", "Rússia será livre", "Quem é o próximo?", "Seu coração pulsava por todos nós", eram algumas das mensagens escritas em cartazes colocados entre as flores.

"Navalny nos deu a esperança de que a injustiça poderia ser vencida. Graças a ele, acreditei que um dia seria possível construir a 'maravilhosa Rússia do futuro'", afirma Alexandre, um motorista de 40 anos, retomando uma expressão famosa do opositor.

"A notícia da morte de Navalny me surpreendeu. Vir aqui e lhe prestar uma homenagem é uma questão de princípios para mim", conta. "Mas não devemos nos desesperar. Quero acreditar que algum dia a injustiça será vencida", acrescenta.

A manifestação não esteve isenta da repressão habitual neste tipo de evento. Neste sábado, cerca de 15 pessoas foram detidas, segundo o meio de comunicação independente Sota.

Ouça "Navalny: o que a morte do opositor de Putin representa para a Rússia e para o mundo" no Spreaker.

AFP e Correio do Povo

Rússia mantém silêncio sobre morte do opositor Navalny e rejeita críticas ocidentais

 Memoriais improvisados e pequenos protestos em homenagem ao opositor foram rapidamente dispersados pela polícia russa

Polícua russa detém homem que homenageava Navalny em São Petersburgo 

A Rússia manteve o silêncio neste sábado (17) sobre a repentina morte na prisão de Alexei Navalny, principal opositor do Kremlin, apesar dos protestos e das crescentes acusações das potências ocidentais sobre sua responsabilidade. O governo britânico convocou os diplomatas da embaixada russa na sexta-feira para "deixar claro que responsabilizava totalmente" a Moscou pela morte e pediu uma "investigação completa e transparente".

O presidente americano, Joe Biden, afirmou que seu homólogo russo, Vladimir Putin, "é responsável" pela morte de Navalny. A União Europeia a atribuiu ao "regime russo".

A morte de Navalny demonstra "a fraqueza do Kremlin e o medo de qualquer adversário", declarou em Paris o presidente francês, Emmanuel Macron, junto com seu homólogo ucraniano Volodimir Zelensky, que assegurou que é "óbvio" que o opositor "foi assassinado como milhares de outros (...) por culpa de uma única pessoa, Putin".

Neste sábado, o primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese, também responsabilizou Putin e seu regime.O s ministros das Relações Exteriores do G7 (Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido), reunidos em Munique, observaram um minuto de silêncio por Navalny.

Já China, aliado cada vez mais importante do Kremlin, não comentou a morte, um "assunto interno da Rússia".

Putin também não se manifestou, mas o Kremlin considerou "totalmente inaceitáveis" as acusações do Ocidente. "Ainda não foi realizado um exame pericial e o Ocidente já tirou conclusões", indicou a porta-voz da chancelaria, María Zajárova, segundo a agência de notícias estatal TASS.

Manifestações na Rússia

Memoriais improvisados e pequenos protestos em homenagem ao opositor foram rapidamente dispersados pela polícia russa, que segundo grupos de direitos humanos, prenderam cerca de 177 pessoas.

Em Moscou, a polícia prendeu ao menos 15 pessoas em frente a um monumento às vítimas da repressão soviética, segundo o informativo independente Sota. Vídeos publicados por este veículo mostram uma mulher sendo detida, apoiadores indignados e retirando flores de um monumento na praça Lubianka, enquanto a polícia cercava o local.

Navalny, condenado por "extremismo", cumpria uma pena de 19 anos em uma remota colônia penitenciária do Ártico, após julgamentos, segundo muitas vozes, com motivações políticas.

As autoridades russas forneceram poucos detalhes sobre as circunstâncias da morte e se limitaram a garantir que todos os esforços foram empenhados para reanimar o opositor, cuja saúde ficou debilitada com a prisão, um envenenamento em 2020 e uma greve de fome em 2021.

"O prisioneiro Navalny A.A. sentiu-se mal após uma caminhada e quase imediatamente perdeu a consciência", indicou o serviço penitenciário de Yamal em nota.

A porta-voz do opositor, Kira Yarmish, afirmou neste sábado que a mãe de Navalny, Liudmila Navalnaya, foi notificada de que ele morreu às 14h17 locais (06h17 em Brasília) e pediu que seu corpo seja entregue à família "imediatamente".

Segundo autoridades, o corpo está em Salekhard, localidade próxima à prisão. Porém, a equipe de Navalny afirmou que seu advogado, que chegou a esta cidade neste sábado com a mãe do opositor, ligou para o necrotério e foi informado que "o corpo de Alexei não estava" lá.

"Não se rendam"

A morte de Navalny, aos 47 anos e três na prisão, tira de cena o principal nome de uma oposição exausta, a um mês da eleição presidencial, que, provavelmente, consolidará o poder de Vladimir Putin, após anos de repressão.

Na quinta-feira, Navalny participou de duas videoconferências com um tribunal da região de Vladimir e não se queixou de seu estado de saúde, segundo a agência estatal de notícias Ria Novosti. Sua mãe declarou que viu seu filho na segunda-feira "saudável e bem humorado", informou o jornal independente Novaya Gazeta, citando uma postagem no Facebook.

A prisão não minou a determinação de Navalny, que não deixou de criticar Putin. Em seu julgamento por "extremismo", denunciou "a guerra mais estúpida e sem sentido do século XXI", em referência à ofensiva russa na Ucrânia.

Em um documentário filmado antes de seu retorno à Rússia no início de 2021, Navalny deixou uma mensagem ao povo russo."Não se rendam. Não devem, não podem se render", declarou. "A única coisa necessária para o mal vencer é que as pessoas boas não façam nada".

Ouça "Navalny: o que a morte do opositor de Putin representa para a Rússia e para o mundo" no Spreaker.

AFP e Correio do Povo

O que entrava a economia do bioma Pampa?

 Estudo elaborado pela assessoria econômica da Farsul atribui o atraso na região à menor produção de grãos, realidade que pode ser perpetuada pela judicialização influenciada por viés político e ambiental

Campos do bioma pampa 

Região cujas paisagens ajudaram a cristalizar no imaginário popular a figura mítica do gaúcho a cavalo pelo campo, o Pampa conecta o Rio Grande do Sul com o Uruguai e a Argentina e tem seu potencial turístico e riqueza de fauna e flora exaltados e defendidos frequentemente em espaços acadêmicos e de poder. O viés ambiental preservacionista do bioma, que cobre cerca de 70% do território gaúcho, não considera a face social. No Pampa, há menos educação, saúde e empregos, mas índices de violência superiores aos da Metade Norte, onde a agropecuária mais intensiva favorece o desenvolvimento das comunidades. Um raio X comparativo entre as regiões com presença dos biomas Pampa (Sul) e Mata Atlântica (Norte) foi elaborado pela Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul) e expõe a assimetria socioeconômica das duas regiões.

O economista-chefe da Farsul, Antonio da Luz, nascido em Quaraí, na região pampeana, preparou o estudo confrontando o desempenho das regiões e analisando dados de municípios onde há presença exclusiva dos biomas Pampa e Mata Atlântica. Da Luz contrapõe a situação das regiões a partir de aspectos demográficos, de economia e indicadores sociais. Também mostra como a intensificação da agricultura tem capacidade de elevar a geração de riquezas. O Pampa está em desvantagem, mas apresenta potencial para erguer os índices a partir da entrada mais intensa de lavouras de soja e milho. “Temos que nos desenvolver, crescer, melhorar as nossas condições de vida, e não nos auto determinarmos a um subdesenvolvimento que não acaba nunca”, diz.

O economista se valeu da classificação dos biomas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), descartando localidades com presença de ambos os biomas e cidades metropolitanas. Da Luz também aborda um aspecto alheio às estatísticas, mas que entende serem limitadores para a evolução socioeconômica dos moradores do Pampa. “Existem algumas posturas de uma elite, sobretudo financeira e intelectual, que propõem determinadas agendas para a sociedade que não mexem na relação de poder, muito menos financeira, mas que têm impacto em termos de pobreza e subdesenvolvimento imenso em regiões”, diz. Ele questiona o posicionamento de acadêmicos e alguns promotores de Justiça que falam sobre ameaças ao ambiente, minimizando aspectos como pobreza e subdesenvolvimento.

O desabafo é contra o que julga serem discursos sistemáticos que entravam o avanço da agricultura. “É fácil entrar com ação civil pública. Se cometerem (os promotores) uma lesão imensa para um cidadão, uma região ou o Estado inteiro, a consequência para o indivíduo é zero. Eles são livres em termos legais, mesmo que ao final das contas fique um legado de efeitos econômicos perversos.”
Para Da Luz, o agro não é vilão no Pampa, um bioma afetado há séculos pela antropização (ação humana), assim como foi a Metade Norte antes de haver legislação ambiental mais rígida. Por trás das críticas, ele defende chances para evolução nos indicadores sociais da Metade Sul.

“Oportunidades são geradas quando geramos desenvolvimento e crescimento econômico. E oportunidades para essas pessoas foram destruídas”, salienta. Assim como o novo da Assembleia Legislativa, Adolfo Brito, que disse em sua posse que o RS “precisa virar a chave”, colocando em pauta os temas de reservação de água e irrigação, Da Luz entende que o Pampa precisa intensificar a produção de grãos, que fomentará a industrialização. Ele analisa que comunidades ficam à espera (a partir de promessas) de que alguém virá e fará alguma coisa. “Ninguém vai, porque o desenvolvimento não vem de fora para dentro, mas de dentro para fora. Raramente cai alguém de paraquedas. E quando acontece, são corridos de lá, como temos muitos exemplos. E não foi o pessoal do Pampa, mas o pessoal de Porto Alegre, que está condenando (a região) ao subdesenvolvimento,” reclama.

A região já foi a mais próspera do Estado, no período das charqueadas, perdendo relevância econômica após esse ciclo e agora com indícios de uma nova época, com a introdução da soja e do milho. “As coisas estão acontecendo, mas temos muito ainda a buscar e desenvolver. O Pampa tem renda per capita muito abaixo da média do Estado, e o Pampa não vai se desenvolver com palestras, ações na Justiça ou a criação de um ministério do desenvolvimento do Pampa. A gente precisa permitir que aquelas pessoas produzam. Temos no Pampa potencial de produção agrícola maior do que na Mata Atlântica”, diz.

O Ministério Público disse perceber falta de argumentos técnico-jurídicos do economista nas críticas a promotores. “Certamente, não será um único dado econômico o responsável pela pujança e desenvolvimento de uma porção do Estado em detrimento de outra”, disse, por meio de nota. O órgão destacou que a Mata Atlântica é protegida pela Lei Federal nº 11.428/2006. “O paradoxo na fala do economista é que justamente a área que possui proteção legal mais intensiva é a mais desenvolvida. Talvez, o problema não seja de cunho legal”, informou. O MP salientou atuar na defesa da ordem jurídica. “Cabe-nos aplicar e fiscalizar a aplicação da lei. Especialmente o Pampa, um dos biomas mais ameaçados do país e que nas últimas décadas perdeu 2,9 milhões de hectares.

Manteremos um olhar atento e vigilante, fiscalizando ilegalidades e promovendo as devidas responsabilizações. Estamos preocupados com desmatamentos, conversões de campo e impactos que causam, inclusive, mudança do regime climático. Estaremos ao lado dos poderes Executivo e Legislativo para colaborar na construção de ações de Estado que busquem concretizar demandas da sociedade.”

Migração silenciosa para longe

Homem em campos de canola na metade norte Homem em campos de canola na metade norte | Foto: Fernando Dias/DivulgaçãoAscom-Seapi/Cp

Falta de oportunidades tem feito minguar a população do Pampa e aumentar a da Mata Atlântica, onde perspectiva econômica é melhor, conforme análise da Farsul com base em dados do IBGE

O estudo comparativo entre municípios dos biomas Pampa (Sul) e Mata Atlântica (Norte) feito pela assessoria econômica da Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul) descartou localidades que comportam os dois biomas. Conforme o economista-chefe da Farsul, Antonio da Luz, a seleção foi feita para avaliar corretamente o que acontece em cada uma das metades do Rio Grande do Sul.

A área do bioma Pampa, que ocupa cerca de 70% do território gaúcho, é maior do que a da Mata Atlântica, com populações semelhante. São 3,27 milhões de pessoas na região selecionada da Mata Atlântica e 3,12 milhões no Pampa, conforme dados do IBGE de 2021. De 2005 a 2021, o Pampa encolheu a população em quase 2 mil pessoas. Já os municípios da Mata Atlântica tiveram acréscimo de cerca de 386 mil pessoas neste intervalo de 16 anos.

A concentração nos municípios da Mata Atlântica aponta que lá estão as oportunidades. Os dados demográficos do IBGE indicam que os recursos humanos do Pampa saem para buscar melhores condições de vida, conforme a distribuição da população por faixa etária. Na variação entre os Censos de 2010 e 2020, a população entre 25 a 39 anos de idade se manteve em 23% na Mata Atlântica. No mesmo período, no Pampa, caiu em torno de 10%, de 22% para 20%. “A população em que mais se observa a diferença é justamente a mais produtiva, que é economicamente ativa, entre 25 e 39 anos de idade. Neste período, a Mata Atlântica não perdeu gente em idade produtiva, mas o Pampa perdeu, cedendo gente para outros lugares. E, quando essas pessoas desse intervalo populacional estão diminuindo, vemos que elas estão saindo em busca de oportunidades”, analisa Da Luz.

Conforme o economista, a migração de jovens também vai impactar as próximas leituras censitárias. No período entre 2010 e 2020, o Pampa perdeu 6% de pessoas entre zero e 16 anos, caindo de 23% para 17% − nos municípios englobados pela Mata Atlântica, a queda foi de 21% para 18%. “Os jovens de 25 a 39 anos têm a força de trabalho e também a capacidade reprodutiva. Então, é grave o que está acontecendo na região do Pampa”, diz Da Luz.
Na faixa etária acima de 70 anos, os percentuais se equivalem, de 6% em 2010 e 8% em 2020. “Estamos concentrando pessoas velhas nesta parte do Rio Grande do Sul. Ou seja, a economia da Previdência Social vai ser cada vez mais importante para o bioma Pampa, porque são velhos que estão querendo ficar lá”, complementa o economista.

Maior pecuária está no Norte

Boi no pampa com medidor de carbono Boi no pampa com medidor de carbono | Foto: Ian Sezimbra/Embrapa/Divulgação CP

O senso comum aponta para maior pecuária no Pampa. De fato, o rebanho bovino ainda está concentrado no Pampa, com 6,59 milhões de cabeças em 2020 (73% do total do Estado), mas com a taxa de crescimento médio anual em queda de 0,45%. Na Mata Atlântica, o rebanho é de 2,37 milhões de cabeças, com taxa de crescimento positivo de 0,2%.

A maior fatia da pecuária gaúcha está na avicultura, com 129,7 milhões de cabeças na Mata Atlântica (95% do rebanho), onde a taxa de crescimento médio desde 1974 é de 4,42%. E é na metade Norte que se concentram agroindústrias de abates as aves e fábricas de rações. No Pampa, são apenas 6,67 milhões de cabeças, e crescimento médio anual de 0,49%.

A produção de suínos também é superior na Mata Atlântica, com 4,47 milhões de cabeças e taxa de crescimento médio de 1,3% desde 1974 (94% do rebanho gaúcho). No Pampa, o rebanho é de 272,5 mil cabeças, com crescimento médio anual negativo de 1,1%. Antonio Da Luz acredita que a intensificação na produção de soja e milho no Pampa tende a atrair indústrias. “Nós exportamos uma parte importante dessa produção e não tem sentido nenhum não estar próxima do porto. Se há produção farta de grãos para dar estabilidade à produção de suínos e aves, faz todo o sentido começar a surgir a produção de aves e suínos na Metade Sul e naturalmente as indústrias, que têm o porto ao lado”, avalia.

Da mesma forma, a bacia leiteira apresenta taxa de crescimento médio na região da Mata Atlântica (3,96%) duas vezes superior à da região do Pampa (1,98%). Conforme a Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM) do IBGE, em 2020 os estabelecimentos da Mata Atlântica produziram 2,24 bilhões de litros, contra 452,4 milhões no Pampa.

Onde há agricultura, há crescimento

Produção de grãos na metade sul do Estado, campos de arroz em Alegrete Produção de grãos na metade sul do Estado, campos de arroz em Alegrete | Foto: Paulo Lanzetta/Embrapa/Divulgação

Intensificação dos plantios , de acordo com a pesquisa da Farsul, aumentou o PIB da Mata
Atlântica e do Bioma Pampa a partir de 2006, mas regiões seguem com diferentes potenciais

O estudo da Farsul sobre o desenvolvimento econômico em municípios dos biomas

e Mata Atlântica mostra que a intensificação das atividades agrícolas gera melhores resultados. A análise contempla dois períodos, de produção menos intensiva de grãos (1974 a 2005) e mais intensiva e tecnológica (2006 a 2021), a partir de dados do IBGE.

Na Mata Atlântica, antes da intensificação a produção média era de 3,85 milhões de toneladas, com taxa média de crescimento de 1,38% ao ano. A partir de 2006, a produção média saltou para 7 milhões de toneladas, com crescimento médio anual de 3,26%. O salto impactou positivamente a correlação entre o PIB da agricultura e o PIB geral. Até 2006, 72% do PIB da região vinha do desempenho da agricultura. “Já após 2006, quando ficamos mais intensivos, chegou a 93%. Ou seja, a agricultura ficou ainda mais importante na Mata Atlântica”, analisa Antonio da Luz.

A influência da agricultura também é clara nos setores de indústria e serviços. Até 2005, 60% do desempenho da indústria se explicava pela força da agricultura. No período seguinte, o indicador passou para 82%. No segmento de serviços, a correlação era de 19% até 2005, e saltou para 93% no período de 2006 a 2021. O incremento envolve áreas como comércio de grãos e insumos, transporte, armazenagem, profissionais da área agropecuária e o sistema de crédito rural. Ao final, o PIB per capita da região da Mata Atlântica superou a média do Estado.

No Pampa, onde a intensificação foi mais tardia, a produção média de grãos de 4,67 milhões de toneladas de 1974 a 2005, com crescimento médio de 3,19% ao ano, avançou após 2006. A produção média saltou para 11,6 milhões de toneladas, com taxa média de 5,13% ao ano. “Antes, explicava-se 80% do desempenho da economia do Pampa pela produção agropecuária. Hoje, subiu para 96%”, diz

Da Luz. A correlação na indústria era de 65% e foi para 91%. Na relação com serviços, voou de 3% para 96% após a intensificação agrícola no Pampa. “As coisas estão acontecendo, mas temos muito ainda a buscar. Essa região tem uma renda per capita muito abaixo da média do Estado”, diz Da Luz. “A gente precisa intensificar muito o Pampa em 30 anos, no mínimo, para equilibrar.”

Indicadores de saúde diversos

A assimetria entre as duas metades do Rio Grande do Sul é mais contundente nos indicadores sociais de saúde, educação e segurança pública. Na saúde, os gastos na Mata Atlântica em 2021 eram de R$ 640 per capita, contra R$ 422 no Pampa, conforme dados do Tribunal de Contas do Estado (TCE). Numa análise desde 2005, as despesas com saúde aumentaram 17,8% na Mata Atlântica e 18,4% no Pampa. Em 2005, para cada R$ 1 gasto por pessoa no Pampa, aplicava-se -se R$ 1,60 por pessoa na Mata Atlântica. Em 2021, para cada R$ 1 por pessoa gasto no Pampa, aplicou-se R$ 1,50 por pessoa na Mata Atlântica. “Uma pessoa na Mata Atlântica, em termos de saúde, vale 50% a mais do que uma pessoa no Pampa”, critica o economista-chefe da Farsul, Antonio da Luz.

Mesmo com população equivalente, a Mata Atlântica tinha 53% mais estabelecimentos de saúde do que o Pampa, com taxas de crescimento médio de 9,24% e 7,71%, respectivamente, desde 2005, conforme o Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (Cnes) do SUS. O estudo aponta a existência, em 2022, de 9.543 estabelecimentos de saúde na Mata Atlântica e 6.228 no Pampa. A Mata Atlântica tinha 34% mais leitos de internação do que o Pampa, sendo 8.041 unidades na porção Norte e 5.971 na região Sul. A taxa de crescimento médio foi negativa em ambas as regiões, caindo -0,27% no norte e -0,24% no sul.

Educação desigual e maior índice de violência

Educação no campo Educação no campo | Foto: Liliane Bello/Embrapa/Divulgação/CP

Municípios da região da Mata Atlântica gastaram em 2021 cerca R$ 1,70 por estudante matriculado nas suas redes de ensino, 70% mais do que foi investido nas escolas do bioma Pampa durante o mesmo período

O desequilíbrio regional também se manifesta nos números da educação. O estudo da Farsul indica gasto per capita de R$ 836 na Mata Atlântica e R$ 488 no Pampa em 2021, de acordo com dados do Tribunal de Contas do Estado. E a distância de investimentos no setor tem aumentado desde 2005, quando cada R$ 1 gasto por pessoa no Pampa equivalia a R$ 1,60 por pessoa na Mata Atlântica. Em 2021, o gasto na Mata Atlântica subiu para R$ 1,70 por pessoa em comparação com o mesmo R$ 1 aplicado para a formação de jovens na região sulina. “Será que uma criança no Pampa vale menos?

Essas pessoas não têm direito de buscar esse gap?”, questiona o economista Antonio Da Luz.
O número de matrículas nas escolas, de acordo com o Censo Escolar da Educação Básica/Inep, era de 436.785 na Mata Atlântica e 340.093 no Pampa, em 2021. A Mata Atlântica tem 30% mais matrículas escolares. A taxa de crescimento médio é negativa em ambas regiões, -0,80% na Mata Atlântica e de -1,6% no Pampa.

As opções também são desproporcionais nos biomas. A Mata Atlântica concentra 80% mais escolas e 30% mais matrículas do que no Pampa, conforme o Censo Escolar da Educação Básica. Em 2021, eram 2.385 escolas na Mata Atlântica e 1.328 no Pampa, com taxa de crescimento médio negativas de 0,43% e 0,11%, respectivamente.

No campo da segurança pública, dados da Secretaria da Segurança Pública (SSP) indicam que no ano de 2022 aconteceram 14,36 roubos por mil habitantes no Pampa, contra 1,03 na região da Mata Atlântica. Os registros de tráfico apontam 6,61 ocorrências para cada mil habitantes no Pampa e 1,01 na Mata Atlântica. Os registros de homicídios dolosos são de 0,66 por mil habitantes no Pampa e 0,13 na Mata Atlântica.

Correio do Povo

Lula envia 125 toneladas de comida para Cuba enquanto 33 milhões de brasileiros passam fome

 



Saiba mais: https://revistaoeste.com/politica/governo-lula-envia-125-toneladas-de-alimentos-para-cuba-acao-fortalece-ditadura-diz-deputado/

Mega-Sena acumula, prêmio vai a R$ 87 milhões

 Quina foi acertada por 65 apostadores e cada um irá levar mais de R$ 65 mil.

Mega-Sena acumula, prêmio vai a R$ 87 milhões 

O sorteio da Mega-Sena 2689 foi realizado na noite deste sábado (17) e o prêmio de R$ 59 milhões acumulou porque ninguém acertou as seis dezenas.

As dezenas sorteadas foram as seguintes: 09 - 16 - 20 - 47 - 48 - 52.

De acordo com informações da Caixa Econômica Federal, a quina foi acertada por 65 apostadores e cada um irá levar mais de R$ 65 mil.

Já a quadra foi acertada por 4.926 apostas e cada uma irá levar R$ 1.231,40.

Correio do Povo

Operação Verão Total registra queda de crimes no litoral gaúcho

 Roubos a estabelecimentos comerciais tiveram redução de 60%

As atividades ocorrem até 10 de março, com 39 órgãos e entidades do Executivo envolvidos no projeto 

A Operação Verão Total completou 60 dias de atuação nas praias e balneários gaúchos com queda de indicadores criminais. Em comparação ao mesmo período da do ano passado, o número de roubos a estabelecimentos comerciais teve significativa redução, de 60%. Já o roubo a pedestres registrou queda de 48%, e roubo de veículos teve diminuição de 39%.

Os Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLI) caíram 38%. Por sua vez, o número de crimes de estelionato teve redução de 35%, enquanto os indicadores de roubos a residência diminuíram 26%. “Os indicadores refletem a efetividade da cooperação entre as forças de segurança nesta que é a nossa maior operação, além dos investimentos do governo do Estado em tecnologia e das ações em parceria com os demais órgãos que participaram das atividades”, destacou o vice-governador Gabriel Souza, coordenador do projeto.

De acordo com o secretário-adjunto da Segurança Pública, Mário Ikeda, os dois meses da ação também englobaram alertas preventivos e salvamentos. “O reforço operacional e as ações integradas foram decisivas para a redução dos crimes. Destaco também os mais de 300 mil avisos preventivos e os 700 salvamentos realizados pelos guarda-vidas nas áreas cobertas pelos bombeiros”, disse.

Lançada em 16 de dezembro do ano passado, em evento realizado na cidade de Imbé, no Litoral Norte, a Operação Verão Total 2023-2024 contempla a prestação de serviços públicos sazonais aos turistas e aos veranistas que circulam em praias, lagoas e balneários dos municípios das regiões litorânea, serrana e da fronteira do Rio Grande do Sul. As atividades ocorrem até 10 de março, com 39 órgãos e entidades do Executivo envolvidos no projeto.

Correio do Povo