Terrorista Unabomber morre aos 81 anos em prisão dos Estados Unidos

 Ele foi preso em 1996 após quase 20 anos de série de ataques a acadêmicos, empresários e civis com bombas caseiras



Theodore Kaczynski, terrorista conhecido como Unabomber, morreu neste sábado (10) em um centro médico de uma prisão federal em Butner, na Carolina do Norte, Estados Unidos. Ele tinha 81 anos e foi encontrado morto nesta manhã, de acordo com um porta-voz da prisão.

Graduado da prestigiada Universidade de Harvard, o terrorista enviou bombas escondidas em encomendas postais a várias pessoas e empresas, deixando um total de três mortos e 23 feridos. Após uma longa caçada policial, ele foi preso em 1996 e condenado à prisão perpétua em 1998.

O Unabomber atacou acadêmicos, empresários e civis aleatórios com o objetivo de provocar o colapso da ordem social. Ele  passou quase 20 anos sem ser capturado até sua prisão em 1996.

A série de ataques terminou após o que foi frequentemente descrito como a caçada humana mais longa e cara da história americana. 

Kaczynski estava anteriormente em uma instalação de segurança máxima no Colorado, mas foi transferido para uma instalação médica na Carolina do Norte em dezembro de 2021 devido a problemas de saúde.

AFP, R7 e Correio do Povo

Mercado para solteiros ganha força no Dia dos Namorados

 O percentual de domicílios com apenas um morador cresceu de 7,28% para 7,76% no Rio Grande do Sul


Neste sábado (10), Porto Alegre foi uma das três capitais do Brasil - além de São Paulo e Rio de Janeiro - escolhida para abrigar a Match Party, festa idealizada pelo aplicativo de namoros holandês Inner Circle. Entre os atrativos do evento estão correio elegante e adesivos divertidos para identificar os participantes do evento. 

O pano de fundo é claro: encontrar um parceiro, nem que seja apenas por uma noite. “A gente pensou: vamos fazer algo para a galera que está solteira que tem aquela dorzinha de cotovelo, de querer fazer alguma coisa no dia dos namorados também”, conta Isadora Mello, gerente de marketing do Espaço Brava, local que organizou a Match Party, em parceria com o site Quarto POA. 

Isadora constatou uma procura maior pelo evento do que a média das festas do Brava, movimento que se repete para a Trip Acampamento dos Solteiros, da agência de viagens Trip da Criss, também realizada em 10 de junho. A trip dos solteiros é mais procurada que o passeio para os namorados e tem uma parcela de público que busca um parceiro em potencial, de acordo com a proprietária da agência, Cristini Fagundes Stasiak. 

O destino da viagem é surpresa e a programação inclui brincadeiras e lual. “Fazemos uma no ano, mas a procura é grande, está maior que no ano passado. Já locamos dois ônibus e estamos no terceiro”, comenta Cristini. Ela também observa que o número de solteiros fazendo viagens em geral tem aumentado. “Geralmente a maioria das pessoas que viajam são solteiras, casais não viajam tanto”, conta.

Essa tendência a um aumento da popularidade de serviços e produtos voltados a solteiros também pode ser observada nas imobiliárias. Em 2022, o percentual de domicílios com apenas um morador cresceu de 7,28% para 7,76% no Rio Grande do Sul, maior número da série histórica do IBGE, que começou em 2012, quando 575 mil domicílios com essa característica, contra 892 mil no ano passado, o que representa um crescimento de 55,01%.

“Observa-se não somente um aumento no número de pessoas morando sozinhas, mas também as famílias ficaram menores, o que aumenta a procura por locais mais compactos”, afirma o departamento de estatística do Sindicato da Habitação do Rio Grande do Sul (Secovi/RS), em nota para o Correio do Povo. 

A oferta de imóveis pequenos, no formato JK (ou quitinete) baixou de 807 em 2022 para 505 em 2023, o que representa uma queda de 37,44%. Essa queda está diretamente relacionada com um aumento de demanda por esse tipo de imóvel, majoritariamente locado para apenas uma pessoa, de acordo com o Secovi. 

O sindicato também avalia que o número de imóveis alugados por apenas uma pessoa deve continuar crescendo, ao considerar o número de divórcios no Estado, que aumentou 21,55% em 2021, com 13.441, comparado com 11.058 no ano de 2020 segundo o IBGE.

Um movimento parecido também é identificado na indústria de supermercados, que tem observado uma diversificação maior nos produtos escolhidos. Isso pode significar não somente um aumento no número de solteiros, mas também na quantidade de pessoas com ocupação e poder de compra num mesmo núcleo familiar, como avalia o presidente da Associação Gaúcha de Supermercados (AGAS), Antônio Cesa Longo. 

“Eu não vejo tanto o aspecto solteiro ou casado porque, no momento que tu tens renda, a opção é tua, isso diversificou muito o consumo”, diz Longo. “Hoje em dia as pessoas têm a própria marca preferida do biscoito, cerveja, refrigerante…”, relata. Ele também vê a questão como uma oportunidade para outros segmentos, como o de locação, hotéis e deslocamento. 


Correio do Povo

'Passo fundamental na construção da paz', diz Lula sobre cessar-fogo entre Colômbia e guerrilha

 Acordo entre o presidente colombiano e o líder do Exército de Libertação Nacional (ELN) tem prazo de seis meses


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) parabenizou o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, pelo acordo de cessar-fogo por seis meses com o Exército de Libertação Nacional (ELN). "Um passo fundamental na construção da paz para os povos latino-americanos", disse Lula, neste sábado (10), em uma rede social. O pacto, assinado na presença do presidente Petro e do líder da guerrilha, Antonio García, foi anunciado nessa sexta-feira (9) pelo governo colombiano. 

Desde o início do ano, as partes negociam um cessar-fogo. Em janeiro, guerrilha e governo viveram um momento tenso quando os rebeldes negaram uma trégua bilateral com os principais grupos armados do país que Petro havia anunciado na véspera de Ano Novo. Em março, houve um segundo ciclo de negociações na Cidade do México, mas não se chegou a um acordo. 

Segundo o documento acordado, o cessar-fogo será implementado em 3 de agosto e feito por fases. As negociações serão progressivas até um possível acordo final, em maio de 2025, e a trégua será monitorada pelas Nações Unidas, a Igreja Católica, os países garantidores e representantes da sociedade civil. 

"O mundo das armas e de matar uns aos outros precisa acabar", disse o presidente da Colômbia, durante a cerimônia.

O comandante guerrilheiro, Pablo Beltrán, também discursou. "Este tipo de acordo é uma esperança de que os conflitos possam ser resolvidos por vias diplomáticas e políticas."

Seis décadas de conflito

O conflito na Colômbia dura quase seis décadas e já matou pelo menos 450 mil pessoas. Inspirado pela revolução cubana e por ideais marxistas, com o tempo o Exército de Libertação Nacional passou a ter em sequestros, extorsão e nas ligações com o narcotráfico suas principais fontes de receita.

Isso fez com que o grupo guerrilheiro passasse a ter cada vez menos apoio da população colombiana devido a seus métodos violentos de atuação. 

O atual presidente colombiano, Gustavo Petro, integrou a luta armada, mas abandonou a guerrilha três décadas atrás. Já eleito presidente, ele  prometeu  defender a paz e a estabilidade política no país.

"Vai começar o primeiro governo que esperamos seja da paz. Que possa trazer à Colômbia o que não teve durante séculos, que é a tranquilidade e a paz. Aqui começa um governo que lutará pela justiça ambiental", disse Petro, em um evento no ano passado, pouco antes de tomar posse.


R7 e Correio do Povo

Probabilidade de atingir meta de redução de gases do efeito estufa é baixa

 Estudo foi publicado na revista Science

Estudo liderado pelo Imperial College de Londres, e publicado na quinta-feira na revista Science, mostra que 90% dos países com as maiores emissões de gases do efeito estufa têm metas climáticas para zerar suas emissões com baixa ou muita baixa probabilidade de serem cumpridas. O Brasil está entre eles.

As metas estabelecidas pelo Acordo de Paris incluem manter o aumento da temperatura abaixo de 2°C em relação à temperatura média antes da Revolução Industrial e, idealmente, abaixo de 1,5°C. Atingir o nível de "emissões líquidas zero", em que, além da diminuição de gases do efeito estufa lançados na atmosfera, as emissões remanescentes são compensadas, é a principal maneira de atingir esse objetivo.

Para isso, os países submetem à ONU, suas NDCs (sigla em inglês para Contribuições Nacionalmente Determinadas), ou a meta de redução de emissões de gases do efeito estufa. O Brasil, por exemplo, formalizou a sua em abril de 2022 após reações negativas por ter apresentado meta para 2030 mais baixa do que o País havia previsto em Paris, em 2015.

O que a pesquisa publicada nesta quinta-feira faz - contando com apoio de cientistas brasileiros - é avaliar os compromissos de atingir as "emissões líquidas zero" dentro das NDCs de 34 países e União Europeia. Entre os itens analisados estão o ano em que a meta deve ser atingida (a China, por exemplo, estabeleceu 2060), se esse compromisso traz consequências legais se for descumprido, o quão robusto cientificamente cada plano é e se o país está no "caminho correto" para cumprimento. Além da União Europeia, apenas Reino Unido e Nova Zelândia, tiveram seus planos considerados de Alta Confiança.

<b>BRASIL.</b> Apesar de seu compromisso, o Brasil, por exemplo, registrou a maior alta nas emissões de gases de efeito estufa em 19 anos, segundo levantamento do Observatório do Clima. A elevação, de 12,2%, ocorreu em 2021 em relação ao ano anterior, e tem como principal causa o desmatamento. Dos 35 planos analisados, por exemplo, apenas 12 são juridicamente vinculativos (têm consequências legais por descumprimento). O Brasil não está entre eles.


Agência Estado e Correio do Povo

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Eleições 2024: redução do teto de candidatos a vereador é desafio para partidos no RS

 Mudança na legislação prevê que siglas apresentem menos postulantes ao Legislativo na comparação com eleição anterior



Uma mudança que pode parecer sutil para o eleitor e que já esteve vigente na eleição geral do ano passado será aplicada pela primeira vez em um pleito municipal. Diferente de outras disputas, onde cada partido podia apresentar uma nominata condizente com o total de vagas nas Câmaras de Vereadores mais a metade (150%), agora cada sigla ou federação terá como teto a inscrição do total de cadeiras mais um (100% mais um). Em Porto Alegre, por exemplo, onde a Câmara é composta por 36 vereadores, cada legenda poderá apresentar, no máximo 37 candidatos, não mais 54 como foi até 2020. 

Alteração gerada pela lei 14.211/21, a redução do número máximo de candidatos ao legislativo tende a provocar uma escolha mais criteriosa dos postulantes, embora tenha como efeitos colaterais a possibilidade de migração de políticos de grandes partidos, alijados da disputa pela régua de corte, para siglas menores e possa inibir o surgimento de novas lideranças. 

“Esse critério não é positivo no meu ponto de vista. Para buscar juventude, mulheres e novas lideranças seria melhor a manutenção dos 150%. Quanto mais pessoas forem protagonistas, como candidatos, melhor”, defende o presidente estadual do PP, Celso Bernardi. Além de ser a sigla no RS com maior número de prefeitos eleitos no último pleito, o PP tem também a liderança no ranking de vereadores, com 1.261, contra 1.137 do MDB, únicos dois partidos que passam dos mil parlamentares nos legislativos municipais.

A regra vale também para federações formadas para as eleições de 2020, mas que por quatro anos atuarão, por lei, como um só partido. Assim, a lista final de candidatos a vereador será unitária, contendo nomes de todas as siglas que compõem uma federação. “Para nós é um desafio. Estamos fazendo um levantamento das nossas potencialidades em todo Estado. A presença dos partidos não é homogênea em todos os municípios”, afirma a presidente estadual do PT, Juçara Dutra Vieira, que está à frente da federação PT-PCdoB-PV no RS.

Conforme Juçara, a dinâmica de cada partido nos municípios será respeitada e o PT vai apoiar movimentos de constituição das outras legendas federadas, caso haja interesse, bem como reforçar candidaturas das outras siglas em municípios onde eles se encontrem melhor estabelecidos com o objetivo de “compor e não rivalizar”. 

A exemplo de Bernardi, Juçara vê como negativa a alteração do número máximo de candidatos para o pleito municipal. “Isso tem um elemento negativo. Na época de eleições trabalhamos na potencialidade da juventude, das mulheres e movimentos negros, por exemplo, com a revelação das novas lideranças. Teremos que ser seletivos.”

Impacto nas majoritárias

Outro ponto levantado por Celso Bernardi é que os candidatos das vagas proporcionais auxiliam nas campanhas majoritárias e com nominatas menores, a mudança impactará também na campanha dos candidatos a prefeito e vice. “A eleição proporcional depende de votos na legenda. Mesmo aqueles com poucos votos ajudam o partido a decidir eleição.”

A doutora em Ciência Política e professora do programa de pós-graduação da Ufrgs, Silvana Krause, frisa que, apesar de os efeitos das mudanças de regramento eleitoral sejam dinâmicos, sendo difícil precisar, essa questão é relevante. “Com a diminuição se condensa mais a oferta. Os efeitos são muito dinâmicos. Não temos condições de prever. Mas a ideia é diminuir a oferta, concentrando esforços em candidatura de maior expressão.”

A concentração pode contribuir para migrações na janela partidária. Com o foco nas principais candidaturas, não será incomum que políticos mudem de sigla, visando concorrer a vereador e, principalmente, reforçar a campanha de candidatos à prefeitura por meio de coligações. Para ela, no entanto, a alteração está ligada à ideia de redução do número de partidos, que iniciou com o fim das coligações proporcionais, já válidas na última eleição municipal.

Entenda

  • A mudança: Com a nova legislação, nas eleições de 2024 cada partido ou federação poderá apresentar uma nominata ao legislativo com no máximo o total de cadeiras da Câmara mais um. Antes, ela poderia ter o total de vagas mais a metade (150%). Em Porto Alegre, onde a Câmara tem 36 vereadores, cada legenda poderá apresentar, no máximo 37 candidatos, não mais 54, como foi até 2020. 
  • Limites constitucionais: A quantidade de vereadores está relacionada com o número de habitantes, sendo estipulado pela Lei Orgânica, dentro dos limites da Constituição. 
  • Rio Grande do Sul: Municípios com até 15 mil habitantes têm até nove vereadores. Dos 497 municípios gaúchos, 380 estão nessa faixa, o que representa mais de 76% do total. Nestas cidades, por exemplo, as nominatas poderão ter no máximo dez candidatos a vereador. 

Correio do Povo

Flávio Dino descarta censura a shows de Roger Waters no Brasil

 Ministro diz não ter recebido petição sobre suposta apologia ao nazismo


O ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, afirmou neste sábado (10) que não há possibilidade de censura prévia aos shows no Brasil do músico britânico Roger Waters, 79 anos, cofundador e ex-integrante da icônica banda inglesa Pink Floyd.

O artista está em um giro mundial com a turnê This is Not a Drill, e que vem ao país para uma série de apresentações, em outubro e novembro, em cinco capitais: Brasília, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba e Porto Alegre.

A declaração de Dino foi uma resposta a matérias veiculadas na imprensa de que um integrante da Confederação Israelita do Brasil (Conib) teria entrado com uma petição no ministério para pedir que o músico seja impedido de fazer sua performance que teria suposto conteúdo de apologia ao nazismo.  

"Ainda não recebi petição sobre apologia a nazismo que aconteceria em show musical. Quando receber, irei analisar, com calma e prudência", escreveu o ministro em uma postagem no Twitter.

Em seguida, ele alerta de que "consoante a nossa Constituição, é regra geral que autoridade administrativa não pode fazer censura prévia, sendo possível ao Poder Judiciário intervir em caso de ameaça de lesão a direitos de pessoas ou comunidades".

Na postagem, Flávio Dino lembra ainda que, no Brasil, é crime, "sujeito inclusive a prisão", a veiculação de "símbolos, emblemas, ornamentos, distintivos ou propaganda que utilizem a cruz suástica ou gamada, para fins de divulgação do nazismo", que podem ter pena de dois a cinco anos de reclusão.

A turnê

Anunciada como "a primeira turnê de despedida" de Roger Waters, a This is not a Drill já percorreu dezenas de cidades na América do Norte e Europa, lotando arenas, e virá à América do Sul no segundo semestre, para shows em ao menos 5 países, que serão realizados em grandes estádios de futebol.

O concerto traz uma experiência sonora e cinematográfica que perpassa boa parte da carreira do Pink Floyd, incluindo músicas de seus principais álbuns: Dark Side of The Moon (1973), Wish You Were Here (1975), Animals (1977) e The Wall (1979). E é justamente sobre esse último álbum, um dos mais populares da história da banda, que reside a suposta polêmica envolvendo o que seria uma menção ao nazifascismo, que o músico faz como crítica.

The Wall

O álbum duplo The Wall é um dos discos de rock mais vendidos da história, com 19 milhões de cópias em todo mundo até os anos 1990. Virou filme em 1982, estrelado por Bob Geldof e dirigido pelo aclamado diretor Alan Parker, que dirigiu obras como Mississipi em Chamas (1988).

Trata-se de uma ópera rock complexa que explora ideias sobre abandono, isolamento e megalomania. Concebidas por Waters, as músicas falam da vida do protagonista Pink, vivido por um garoto que perdeu o pai na Segunda Guerra Mundial, na luta contra o nazifascismo, cresceu com essa ausência, foi oprimido na relação com uma mãe superprotetora e uma escola que tolhia a criatividade.

Esse contexto é retratado em canções conhecidas do disco, como In The Flesh, Mother e Another Brick in The Wall Pts. 1 e 2. Tudo isso são tijolos (bricks) colocados sobre o muro (The Wall), que é a metáfora para a parede de dores emocionais construída pelo protagonista.

Na vida adulta, Pink se torna um astro de rock, e expressa as opressões por meio de violência, comportamento perturbado e abuso de drogas. É neste momento que, em um acesso de alucinação, ele se vê como um ditador totalitário e explode em uma performance que remete ao comportamento de um autocrata nazifascista. Tudo isso é retratado artisticamente tanto no filme quanto nos shows que Waters, com e sem o Pink Floyd, executa há mais de 40 anos em turnês pelo mundo.

O músico não usa símbolos nazistas no palco. Os trajes trazem uma simbologia de dois martelos cruzados que embute uma crítica a regimes autoritários de toda a espécie, incluindo o stalinismo. Na história do disco, Pink sai da alucinação, vai a julgamento pelos seus crimes e, ao final, o muro é completamente destruído no palco, como que destruindo as opressões sociais que moldam a humanidade.

Na vida real, Waters é órfão de pai que morreu na Segunda Guerra, em 1944, lutando pelo Exército britânico contra os nazifascistas na Itália. O músico tinha apenas um ano de idade. Seu avô por parte de pai  morreu na Primeira Guerra Mundial.

Performance histórica

Essa forte simbologia pessoal e artística levou Roger Waters, por exemplo, a se apresentar em junho de 1990 em Berlim, tocando a íntegra de The Wall, com participação de dezenas de músicos convidados, apenas oito meses após a derrubada do muro que separava a cidade em Berlim Ocidental e Oriental, que é tido como um marco do fim da chamada Guerra Fria, com a dissolução da então União Soviética.

Encomendado pela prefeitura da capital alemã, a apresentação reuniu mais de 350 mil pessoas. Nela, Waters fez a mesma performance que agora é alvo de críticas. Ele usa um casaco negro, com uma braçadeira vermelha com símbolo de martelos cruzados, quando vive a alucinação de um demagogo fascista, como descreve Waters, no que sempre foi lido como uma clara manifestação antiautoritária.

Há algumas semanas, na mesma capital alemã, ele sofreu pressões para cancelar suas apresentações na cidade. O músico chegou a postar uma nota oficial classificando como "ataques de má-fé".  

"Minha recente apresentação em Berlim atraiu ataques de má-fé daqueles que querem me caluniar e me silenciar porque discordam de minhas opiniões políticas e princípios morais. Os elementos de minha performance que foram questionados são claramente uma declaração em oposição ao fascismo, injustiça e fanatismo em todas as suas formas. As tentativas de retratar esses elementos como algo diferente são dissimuladas e politicamente motivadas. A representação de um demagogo fascista desequilibrado tem sido uma característica dos meus shows desde The Wall do Pink Floyd em 1980", escreveu. A polícia da capital alemã chegou a abrir um procedimento investigativo contra Waters, ainda em curso.

Na turnê This Is Not a Drill, Waters faz duras críticas ao governo do Estados Unidos por ter protagonizado e patrocinado guerras ao redor do mundo. Ele também faz uma defesa enfática da causa palestina, exibindo nomes de vítimas atingidas pelas forças de defesa de Israel no conflito, que assola o Oriente Médio há décadas.

Ele exibe no telão os nomes de Anne Frank, a adolescente judia que morreu em um campo de concentração nazista, e de Shireen Abu Akleh, jornalista com cidadania palestina e estadunidense do canal Al Jazeera que morreu em uma operação israelense no ano passado.

Também aparecem Sophie Scholl, da Rosa Branca, movimento de resistência alemã antinazista, morta em 1943, Mahsa Amini, que morreu após ter sido detida pela polícia da moralidade no Irã, no ano passado. Além de George Floyd, morto sufocado pela polícia dos Estados Unidos, no que desencadeou uma série de protestos organizados pelo movimento Black Lives Matter (vidas negras importam).

"Passei minha vida inteira falando contra o autoritarismo e a opressão onde quer que os veja. Quando eu era criança, depois da guerra, o nome de Anne Frank era frequentemente falado em nossa casa, ela se tornou um lembrete permanente do que acontece quando o fascismo não é controlado. Meus pais lutaram contra os nazistas na Segunda Guerra Mundial, com meu pai pagando o preço final. Independentemente das consequências dos ataques contra mim, continuarei a condenar a injustiça e todos aqueles que a cometem", acrescentou.

Essa mesma performance foi executada por Waters em quatro shows no Brasil em 2012. Sua última vinda ao país foi em 2018, na turnê Us+Them, que ocorreu durante o segundo turno das eleições presidenciais que levou à vitória de Jair Bolsonaro.

Na época, Waters exibiu no telão o nome do então candidato chamando-o de neofascista, ao lado de nomes como o de Viktor Orbán, presidente da Hungria, e o do ex-presidente dos EUA, Donald Trump. A exibição desses nomes dividiu o público de uma apresentação em São Paulo, entre os que vaiaram e os que apoiaram a crítica à ascensão de governos de direita.

Causa Palestina

O pano de fundo envolvendo a atual controvérsia com Roger Waters tem ligação com sua intensa militância pela causa Palestina no Oriente Médio. O artista é um dos nomes mais conhecidos do movimento global BDS (Boicote, Desinvestimento, Sanções), uma plataforma que envolve ativistas, artistas, intelectuais e movimentos sociais que coordenam campanha de boicote artístico, acadêmico, econômico e cultural contra o governo de Israel.

O objetivo da iniciativa é pressionar Israel a conter as violações de direitos humanos cometidas contra a população palestina, alvo de ocupação de seu território e de um impasse até hoje não solucionado para a criação de dois Estados, em termos definidos pela própria Organização das Nações Unidas (ONU), mas jamais colocados em prática.  

Em 2015, Waters chegou a enviar uma carta pública aos músicos Gilberto Gil e Caetano Veloso, para demovê-los, sem sucesso, de uma apresentação que fariam em Tel-Aviv naquele mesmo ano. A mesma tentativa ocorreu em 2019, quando da apresentação de Milton Nascimento em Israel.

Mais recentemente, em 2020, antes de iniciar a atual turnê – que acabou sendo adiada para 2021 por causa da pandemia de covid-19 – a Liga de Baseball dos Estados Unidos (EUA) chegou a cancelar a divulgação dos shows do artista após pressão de grupos de advogados judeus críticos ao artista.

Na Alemanha, o Conselho da cidade de Munique chegou a aprovar, em 2017, uma proibição à realização de eventos do movimento BDS em locais públicos, considerando a atuação do grupo como antissemita. 


Agência Brasil e Correio do Povo

Deputado de Goiás que disse merecer prisão recua e pede ao ministro Alexandre de Moraes para não ser preso

 


O deputado estadual Amauri Ribeiro, do partido União Brasil-GO, se dirigiu ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), solicitando que ele negue qualquer “eventual pedido de prisão” que possa ser feito contra si. O parlamentar reagiu a uma nota do colunista Lauro Jardim, que informava que a Polícia Federal (PF) planejava pedir a sua prisão devido à sua admissão de ter ajudado manifestantes dos atos de 8 de janeiro.

Em manifestação protocolada na sexta-feira, os advogados de Ribeiro afirmam que suas palavras foram retiradas de contexto e que ele ajudou apenas “os mais necessitados” que estavam acampados em frente a um quartel do Exército em Goiânia. Além disso, Ribeiro destacou que considera “criminosos” aqueles que participaram dos atos de 8 de janeiro, em Brasília.

Na petição, a defesa também argumenta que a Constituição de Goiás determina que deputados só podem ser presos “em flagrante de crime inafiançável” e que a prisão deverá ser confirmada pela Assembleia Legislativa em até 24 horas.

A equipe de advogados liderada pelo ex-senador Demóstenes Torres afirma: “Dada a apresentação dessas explicações, solicitamos a rejeição de qualquer eventual pedido de prisão preventiva contra o requerente, uma vez que tal medida é inadequada e desnecessária.”

Durante um discurso na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) na última semana, Ribeiro declarou que ele também “deveria estar preso” por ter ajudado no acampamento em questão.

“A prisão do coronel Franco é um insulto a cada cidadão honesto deste Estado. Ele foi preso sem motivo algum, sem ter feito nada. Eu também deveria estar preso. Eu ajudei a financiar aqueles que estavam lá. Podem me prender, eu sou um criminoso, eu sou um terrorista, eu sou um canalha, aos olhos de vocês. Eu ajudei. Eu forneço comida, água, dinheiro. Eu acampei lá e também estive na porta. Porque sou patriota.”

Essa declaração foi feita em defesa da libertação do coronel Benito Franco, preso pela Polícia Federal em abril durante uma das fases da Operação Lesa Pátria, que investiga as manifestações do dia 8 de janeiro. Franco foi solto na quinta-feira (8), dois dias após o discurso de Ribeiro.

Após a repercussão negativa, Ribeiro afirmou que suas palavras foram distorcidas e que os acampamentos apoiados por ele haviam terminado antes de 31 de dezembro, sem qualquer relação com os ataques à Praça dos Três Poderes em 8 de janeiro.

O Sul

Morte de bebê acende alerta para importância de leitos pediátricos no RS

 Secretária da Saúde de Porto Alegre confirmou abertura de 57 novos leitos



A morte de um bebê de três meses que nasceu com má-formação no intestino e precisava de tratamento especializado acendeu o alerta sobre a necessidade de ampliar os leitos de UTI pediátrica no Rio Grande do Sul. A família lutava na Justiça pela transferência de Larah Silveira de Oliveira da UTI do Hospital Universitário São Francisco de Paula, em Pelotas, para um hospital da Capital, mas foi informada que não existiam leitos disponíveis nas redes pública e privada. No dia 17 de maio, a bebê faleceu.

Diante desse cenário, a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) de Porto Alegre confirmou a abertura de 57 novos leitos pediátricos. São 35 leitos clínicos, 12 de UTI e 10 de cuidados intermediários. O objetivo é reforçar a rede de saúde e evitar a superlotação dos hospitais. Diretor de Atenção Ambulatorial Hospitalar e de Urgências da Secretaria Municipal de Saúde de Porto Alegre, Favio Telis avalia que a Capital está preparada para atender a demanda durante a Operação Inverno, mas reconhece que é preciso estudar a possibilidade de contar com leitos mais qualificados.

“Crianças que nascem com problemas específicos, que precisam de um atendimento de UTI, crianças especiais, talvez a gente tenha que rediscutir isso e ver com todos (hospitais) como está sendo essa demanda. Mas hoje, com esse número de 12 leitos aumentado de UTI pediátrica, já teoricamente dentro dos estudos quantitativos que a gente fez, seria suficiente para atender a Operação no Inverno”, ressalta. Conforme Telis, casos de crianças que aguardam por leito de UTI são os que preocupam. “Aquele foi um caso muito específico, que acabou caindo para Porto Alegre. A responsabilidade obviamente é de todos, mas era uma criança regulada pelo Estado aguardando um leito no Hospital de Clínicas”, afirma.

De acordo com Telis, as medidas adotadas pelo município, como abertura de Unidades Básicas de Saúde (UBS) aos finais de semana e outras estratégias em pronto atendimentos, resultaram em melhorias. “O horário estendido de algumas unidades durante a semana à noite, a ampliação da vacinação, principalmente em crianças, tudo isso tem dado resultado. A gente sabe que demora um pouco. E começou a dar o resultado agora. A gente já está vendo o resultado nas emergências, com a diminuição de crianças aguardando por leitos de UTI”, afirma. “Ainda temos crianças em leitos clínicos em algumas emergências, mas já começou a diminuir a pressão dentro das emergências”, completa.

Telis explica que muitos usuários que buscam os serviços de pronto atendimento poderiam ser atendidos em UBS. “A gente ainda continua vendo que o maior número de procura dentro das nossas emergências, dos nossos pronto atendimentos, são de pessoas com classificação verde e azul, que poderiam estar sendo atendidas nas nossas unidades. Às vezes, pelo tempo de demora no atendimento e por conta da emergência lotada, essas pessoas acabam ficando para trás, porque é preciso dar prioridade de atendimento para casos graves”, afirma. Em Porto Alegre, de acordo com SMS, existem 519 leitos clínicos e cirúrgicos, dos quais 404 do Sistema Único de Saúde (SUS) e 115 privados.

Do total anunciado pela prefeitura, serão quatro leitos pediátricos de UTI no Hospital Materno Infantil Presidente Vargas, dos quais dois já foram abertos, e oito leitos UTI no Grupo Hospitalar Conceição, que já estão em operação. Outros 35 leitos clínicos também estão em operação: 20 no Hospital Vila Nova, 10 no Hospital Restinga e Extremo-Sul; e 5 no Hospital Materno Infantil Presidente Vargas.

Correio do Povo

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