Calor movimenta Litoral Norte gaúcho no feriadão do Dia do Trabalhador

 Com temperaturas na média dos 24ºC, prefeitos comemoraram fluxo de público nas praias

O calor presenteou quem escolheu curtir o feriadão nas praias gaúchas. O domingo teve termômetros na média de 24ºC no litoral Norte do Estado, o que possibilitou um banho de mar ou uma caminhada tranquila pela areia. “Tem muitas famílias, pessoas fogem com os filhos”, conto o prefeito de Capão da Canoa, Amauri Magnus Germano. 

Segundo Germano, o movimento nas praias neste feriadão é motivo de celebração para os municípios do litoral. O prefeito explica que as cidades preparam estrutura física, setor gastronômico e de limpeza para receber os visitantes. O prefeito de Xangri-lá, Celso Bassani Barbosa, conhecido como Celsinho, também comemorou o “dia de verão”, que fez neste domingo. 

Celsinho afirma que o fluxo foi menor do que no feriado de Tiradentes. Porém, o gestor público considera um bom movimento. Conforme a Polícia Rodoviária Federal (PRF), cerca de 70 mil motoristas iriam se dirigir para o litoral norte gaúcho entre sexta e sábado pela Freeway. Porém, neste domingo o fluxo segue e mais de 16 mil veículos já passaram pelo pedágio de Santo Antônio da Patrulha em direção às praias.

Após uma sequência de feriados, quem não aproveitou a praia só terá chance próxima em junho, no próximo ponto facultativo. Feriado em segunda-feira, fica mais distante ainda, visto que o seguinte será apenas em Natal, em 25 de dezembro.


Correio do Povo

Intensos combates seguem no Sudão, apesar de cessar-fogo que está para expirar

 O conflito deixa pelo menos 528 mortos e 4.599 feridos

Os combates intensos entre o exército sudanês e os paramilitares continuaram neste domingo(30), enquanto uma trégua de três dias que foi violada no terreno se aproxima do fim.

O Sudão enfrenta bombardeios e tiros antiaéreos desde 15 de abril, quando começou o conflito entre o general Abdel Fatah al Burhan, que dirige o país, e aquele que já era seu número dois e agora é seu rival, o militar Mohamed Hamdan Daglo, que comanda o grupo paramilitar Forças de Apoio Rápido (FAR).

Os confrontos continuaram na capital Cartum e em outras regiões, especialmente na área de Darfur, como aconteceu durante uma primeira trégua, que também não conseguiu deter os combates.

O atual cessar-fogo em vigor terminou à meia-noite deste domingo (19h no horário de Brasília).

O conflito deixa pelo menos 528 mortos e 4.599 feridos, segundo o Ministério da Saúde, balanço que pode piorar já que os confrontos impossibilitam o recolhimento dos corpos.

Vários testemunhas informaram que há combates neste domingo muito perto do quartel-general do exército em Cartum e bombardeios em Omdurman, subúrbio ao norte da capital.

"Há combates muito violentos, tiros são ouvidos na minha rua a cada poucos minutos, desde o amanhecer", disse uma testemunha à AFP.

"Intensificar os esforços" 

Desde o início do conflito, os cinco milhões de habitantes da capital permanecem entrincheirados e tentam sobreviver, apesar da falta de alimentos, água e eletricidade. Outros decidiram fugir.

As autoridades do estado federal de Cartum anunciaram que deram "permissão para não trabalhar até nova ordem" aos funcionários da capital, enquanto a polícia verificava seu transporte na cidade para evitar saques.

A maioria dos hospitais do país fecham as portas. Nos que continuaram abertos, "a situação é insustentável", reconheceu Majzub Saad Ibrahim, médico de Ad Damir, capital do estado federal do Nilo, ao norte de Cartum.

Dezenas de milhares de pessoas fugiram em travessias difíceis para países vizinhos, como Egito, Etiópia, Chade ou Sudão do Sul.

Governadores estrangeiros estão tentando evacuar seus cidadãos e nacionais de outros países de Porto Sudão para Jeddah, na Arábia Saudita, do outro lado do Mar Vermelho.

O primeiro avião com ajuda humanitária do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) pousou neste domingo em Porto Sudão, com oito toneladas de suprimentos, embora o espaço aéreo estivesse fechado desde o início do conflito.

O chefe da diplomacia saudita, Fayçal ben Farhan, convidou-se neste domingo com um emissário do general Burhane.

Mas apesar dos apelos da comunidade internacional, não há solução política à vista para acabar com os confrontos entre os dois generais rivais.

"A ONU intensifica seus esforços para ajudar as pessoas que buscam segurança nos países vizinhos", disse o secretário-geral da ONU, António Guterres, no Twitter.

Segundo a ONU, 75.000 pessoas foram deslocadas pelos combates para outras partes do país e pelo menos 20.000 fugiram para o Chade, 4.000 para o Sudão do Sul e 3.500 para a Etiópia.

Segundo estimativas, se a guerra continuar, até 270.000 pessoas poderão fugir do país.

As autoridades sudanesas informaram que os combates atingem 12 dos 18 estados do país, que têm 45 milhões de habitantes e é um dos mais pobres do mundo.

Segundo a ONU, quase 100 pessoas foram mortas desde segunda-feira em El Geneina, capital de Darfur do Oeste, uma região ainda fortemente marcada pela guerra civil dos anos 2000.

Em um momento em que o drama humanitário se agrava, a ONG Médicos Sem Fronteiras (MSF) anunciou que precisaria "suspender quase todas as suas atividades" devido à violência.

ARTE: PAZ PIZARRO, JONATHAN WALTER, SYLVIE HUSSON, GABRIEL CAMPELO / AFP


AFP e Correio do Povo

Botafogo vence Flamengo em grande clássico e lidera o Brasileirão

 Com um jogador a menos, time de Luís Castro venceu por 3 a 2 neste domingo


Botafogo e Flamengo deram um verdadeiro espetáculo para os mais de 53 mil torcedores presentes no Maracanã na tarde deste domingo. O time alvinegro superou a pressão adversária, com um homem a menos, para continuar com 100% de aproveitamento no Brasileirão e assumir a liderança, ao vencer o clássico diante de seu rival por 3 a 2, pela terceira rodada.

O Botafogo confirmou o bom momento com o técnico Luís Castro. O time alvinegro vem de 12 jogos de invencibilidade na temporada, sendo sete vitórias consecutivas. Do outro lado, só pressão. David Luiz e Vidal foram os principais alvos dos torcedores, que vãoaram muito a dupla.

Na tabela de classificação, o Botafogo é o único horário com nove pontos. Já o Flamengo ficou estacionado com três, ainda longe de brigar pelas primeiras colocações do campeonato.

O Flamengo viveu uma tarde onde parecia que tudo daria errado. Antes mesmo da bola rolar, o meio Gerson reclamou de dores no adutor da coxa durante o aquecimento e acabou sendo substituído por Ayrton Lucas, que iniciaria entre os suplementos.

Com a bola em jogo, o time rubro-negro perdeu uma chance clara de gol. Wesley tabelou com Gabriel e cruzou rasteiro para Vidal. Livre dentro da área, o chileno deu um leve desvio e acertou a trave. O domínio do Flamengo era total, mas o Botafogo começou a equilibrar as ações e se arriscar.

Em um dos poucos bons momentos ofensivos do Botafogo durante os 45 minutos iniciais, o árbitro marcou pênalti de Wesley em Victor Sá. Aos 29, Tiquinho Soares cobrou com categoria e mandou para o gol. O atacante poderia ter saído de campo como o grande herói. Ele teve a chance de fazer o segundo bem quando o Santos estava fora do gol. O arremate, no entanto, foi para fora.

Atrás do empate, o Flamengo pressionou o Botafogo e passou a arriscar de todo o lugar. Mas senti o gol e comecei a se arriscar, tanto que Vidal foi amarelado por parar um contra-ataque e Gabriel por reclamação, melhor para a equipe de Luís Castro, que foi para o intervalo à frente do placar.

No intervalo, Jorge Sampaoli fez a substituição que ensaiava antes mesmo do fim do primeiro tempo. Ele tirou Ayrton Lucas e colocou Éverton Ribeiro. O meia precisou de três minutos para deixar Gabriel na cara do gol em duas oportunidades. O atacante parou em ambos em Lucas Perri, que vive momento mágico com a camisa do Botafogo.

A sorte do Botafogo começou a mudar aos quatro minutos, quando Rafael acertou Rafael e acabou expulso. Mas esse não foi o momento mais tenso da partida. Luís Castro foi fazer uma alteração para recompor o tempo. O que era para ser simples, virou uma confusão. Treinador e arbitragem não se entenderam e rolou um maior bate boca com Edina Alves Batista, que mostrou o vermelho para o técnico alvinegro.

O Flamengo já tinha uma posse de bola no 11 contra 11. Com um jogador mais, o domínio foi ainda mais avassalador. O gol, que demorava a sair, aconteceu aos 12 minutos. O time rubro-negro foi com tudo para o ataque. Fabrício Bruno recebeu na direita e cruzou, como um camisa 10, para o "9", Léo Pereira, rebaixamento.

Mas o bom momento do Flamengo na partida não durou muito. Após segurar a pressão, o Botafogo permitiu arriscar no contra-ataque, já que Sampaoli abriu mão de seus dois laterais. A ideia funcionou. O time alvinegro perdeu, em um mesmo lance, quatro chances para ampliar e conseguiu só depois, aos 25 minutos. Tchê Tchê avançou pela direita e deu para Tiquinho Soares fazer o seu segundo gol na partida.

Após sofrer o gol, Sampaoli deu novo ânimo aos torcedores ao chamar Bruno Henrique. Mas quem chamou a atenção foi Thiago Maia. Ele acertou um chute em Di Placido e teve que sair de campo de maca. O volante rubro-negro ainda escapou de ser expulso. O VAR chamou Edina para reavaliar a lança, mas apenas o cartão amarelo foi aplicado.

O Botafogo parecia ter o jogo sob o controle, mas foi o Flamengo que colocou fogo na partida. Aos 40 minutos, Everton Ribeiro cobrou escanteio na cabeça de Léo Pereira, que fez mais um.

O Flamengo ainda aproveitou os 11 minutos de acréscimos para criar inúmeras chances, mas Lucas Perri confirmou a vitória alvinegra.

Flamengo e Botafogo têm compromissos por torneios continentais no meio de semana. O time rubro-negro enfrentou o Racing, na Argentina, pela Copa Libertadores, enquanto a equipe alvinegra encara a LDU, no Nilton Santos, pela Sul-Americana.

No Brasileirão, o Flamengo tem como próximo desafio o Athletico, no domingo, às 16h, na Arena da Baixada, em Curitiba (PR). No mesmo dia, às 18h30, o Botafogo recebe o Atlético-MG, no Nilton Santos, no Rio de Janeiro (RJ).

Agência Estado e Correio do Povo

Meta afirma que PL das Fake News cria sistema 'similar ao de regimes antidemocráticos'

 

De acordo com a nota publicada, o projeto de lei 'precisa de mudanças'


No último sábado (29), o Meta, empresa de Mark Zuckerberg e dona de grandes nomes do segmento, como WhatsApp Instagram, se posicionou contra diversos tópicos levantados no PL 2630/2020, também conhecido como “PL das Fake News”. Por meio de uma nota, a companhia afirma que o posicionamento do Projeto de Lei é “similar ao sistema de vigilância de sistemas antidemocráticos”. Entre as principais preocupações, destacam-se as novas regras de publicidade digital, que podem restringir o funcionamento de pequenas companhias de marketing. 

ENTRE AS PRINCIPAIS PREOCUPAÇÕES APONTADAS, DESTACAM-SE AS NOVAS REGRAS DE PUBLICIDADE DIGITAL, QUE PODEM RESTRINGIR O FUNCIONAMENTO DE PEQUENAS COMPANHIAS DE MARKETING.

 

Foi também mencionado que o PL visa “atender a alguns poucos interesses econômicos”. Entre os impactos que as diretrizes podem causar, segundo o Meta, seria o encerramento da gratuidade dos seus serviços. A multinacional explica que “na sua forma atual, a legislação dificultaria que empresas de tecnologia como a nossa continuem a oferecer o tipo de serviços gratuitos usados por milhões de pessoas e negócios no Brasil”.

(Créditos: Austin Distel na Unsplash)

Outras críticas feitas pelo Meta ao texto do PL 2630/2020

Sobre o tópico que destaca que as redes sociais lucram com discursos de ódio, a nota destaca: “Muito do recente debate sobre regulação da Internet no Brasil tem sido baseado na falsa premissa de que as plataformas digitais lucram com conteúdo violento e de ódio. Refutamos explicitamente esse argumento”. Ou seja, a gigante nega diretamente que as suas plataformas obtenham quaisquer vantagens ao permitir mensagens que violem os termos de uso. 

A GIGANTE NEGA DIRETAMENTE QUE AS SUAS PLATAFORMAS OBTENHAM QUAISQUER VANTAGENS AO PERMITIR MENSAGENS QUE VIOLEM OS TERMOS DE USO.

 

Complementando os pontos que, na opinião da Big Tech, devem ser melhorados, sobre a monetização de veículos de notícias: 

“A proposta rompe com abordagens internacionais e o faz sem qualquer clareza sobre como a lei afetaria relações e práticas comerciais por conteúdo com direitos autorais. Não está claro como qualquer plataforma digital poderia cumprir com os dispositivos de forma sustentável”.

Para encerrar, o monitoramento constante de conteúdos publicados, de acordo com a empresa, criaria uma “polícia da internet”. Para ler a nota completa do Meta, acesse o site oficial neste link

Mundo Conectado

Tarcísio fixa salário mínimo em SP em R$ 1.550, maior que o de Lula

 

“Você está em um time que…”: jornalista do centro do país viraliza com recado dado para Adriel

 

Jogadoras do Corinthians enfrentam ameaças após protesto e demissão de Cuca, diz técnico

 Técnico afirmou que o protesto não foi direcionado para Cuca, mas em favor das mulheres


As jogadoras do Corinthians estão sofrendo ameaças, nas redes sociais e nas ruas, após o protesto pelo movimento "Respeita as Minas" que aumentou a pressão contra a contratação do técnico Cuca, condenado por violência sexual contra um jovem de 13 anos em 1987 na Suíça . Cuca não suportou a pressão de parte da torcida e deixou o time masculino após sete dias. A advertência de ameaças foi feita pelo técnico do time feminino Arthur Elias.

O técnico afirmou que o protesto não foi direcionado para Cuca, mas em favor das mulheres. "A gente passou dias conturbados, então é importante, no pouco espaço que tenho, me manifestar. Foi uma declaração que eu dei, com a intenção de amenizar um pouco as consequências negativas que o grupo estava sofrendo. Atletas sendo xingadas, não só nas mídias sociais, mas também nas ruas. Algumas delas foram ameaçadas", afirmou o treinador antes da vitória sobre o Cruzeiro neste domingo.

Elias se refere à nota publicada nas redes sociais durante a estreia de Cuca contra o Goiás para fortalecer o movimento "Respeita as Minas". "Estar em um clube democrático significa que podemos usar a nossa voz, por vezes de forma pública, por vezes nos bastidores. "Respeita as Minas" não é uma frase qualquer. ", diz trecho da nota divulgada por todas as atletas e que vem sendo bastante compartilhada pelos torcedores.

"A gente tem que deixar claro que foi um posicionamento feito por todas as atletas, apoiado por mim. Um posicionamento que se refere à luta dos direitos a favor das mulheres. Obviamente contra qualquer tipo de violência contra a mulher", disse Elias.

Arthur Elias teme que a modalidade perca força dentro do clube e diante dos torcedores. "É injusto que a gente perca força com nosso torcedor e perca força internamente dentro no nosso clube. É uma responsabilidade minha, como treinador, da imprensa, de olhar como tudo deve ser olhado. Eu tenho certeza que com esse projeto a gente impacta na geração. A gente tem uma chance de transformar um futebol que sempre foi machista. Contribuímos muito próximo. É um novo mercado. Temos que entender que esse esforço Então pode ser perdido e sim aumentado", afirmou.

Lembre-se do caso

Depois da queda de Fernando Lázaro, que deixou de ser treinador e voltou a ser auxiliar, o presidente Duílio Monteiro Alves escolheu Cuca, apesar da possibilidade de resistência da torcida em função da prestação do treinador em um caso de violência sexual na Suíça ocorrido em 1987 , ao lado de outros três jogadores quando era do Grêmio.

Algumas torcedoras foram ao CT Joaquim Grava para protestar. Em sua apresentação e em todas as declarações posteriores, Cuca afirmou ser inocente e que foi condenado à revelação por estar no Brasil. Diante da pressão, também nas redes sociais, Cuca pediu demissão na madrugada de quarta-feira após a classificação sobre o Remo na Copa do Brasil.

Agência Estado e Correio do Povo

Bolsonaro reencontra apoiadores após a volta ao Brasil

 Ex-presidente foi para Ribeirão Preto onde participará da Agrishow

O ex-presidente Jair Bolsonaro foi aclamado neste domingo (30) por centenas de apoiadores no interior de São Paulo, em sua primeira viagem pelo país desde que voltou dos Estados Unidos prometendo uma oposição dura a Luís Inácio Lula da Silva.

Bolsonaro, que passou os três primeiros meses do ano nos Estados Unidos, tanque de combustível neste domingo a Ribeirão Preto, 300 milhas ao norte de São Paulo, onde participará na segunda-feira de um grande evento de tecnologia agrícola, a feira internacional Agrishow.

Ao deixar o aeroporto, centenas de apoiadores vestidos de verde e amarelo esperandom pelo ex-presidente para cumprimentá-lo e tirar fotos, em clima de campanha eleitoral, confirmado a AFP.

"Ele vai ser o nosso líder, com certeza, porque ele já é e sempre será. Porque o que ele fez pelo Brasil jamais foi feito nesse país", afirmou à AFP o produtor rural Hermes Santana, de 77 anos, que aguentou o forte calor para ver o ex-presidente de perto.

Bolsonaro percorreu alguns metros a pé, espremido por guarda-costas e abrindo caminho entre uma multidão frenética de apoiadores que tentavam apertar sua mão eo saudavam com gritos de "Deus, pátria, família e liberdade".

Em seguida, deixou o local da caçamba de um caminhonete, seguido por uma pequena caravana de motos e carros.

Antes do fim de seu mandato presidencial, Bolsonaro acompanhou os Estados Unidos no dia 30 de dezembro, dois dias antes da posse de Lula, a quem nunca parabenizou pela vitória no ano passado, que ele considerou "injusta".

Bolsonaro estava na Flórida em 8 de janeiro, quando milhares de seus apoiadores inconformados com a vitória petista nas eleições invadiram e vandalizaram as sedes dos Três Poderes em Brasília. O episódio abalou a democracia e resultou na prisão de mais de 1.800 pessoas.

O ex-presidente, cujo papel nessas invasões está sendo investigado, começou na semana passada à Polícia Federal (PF) sobre o caso, e voltou a negar quaisquer envolvimentos.

Antes de embarcar de volta ao Brasil, no dia 30 de março, ele garantiu que pretendia "andar" pelo país, com até três viagens mensais, e se preparando junto com a oposição as eleições municipais de 2024.

Bolsonaro "está voltando, vai começar agora a andar pelo Brasil, começar a aparecer", disse o comerciante John Alves, em Ribeirão Preto.

"Se Deus quiser, a gente vai colocar ele de volta lá em cima", acrescentou.

O ex-presidente enfrentou um total de quatro processos protocolados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e mais de dez processos administrativos na justiça eleitoral por supostos abusos políticos e psicológicos nas eleições de 2022, que poderiam ter deixado-lo inelegível em 2026.


AFP e Correio do Povo

PF ouve os primeiros depoimentos sobre ataque na Terra Yanomami

 Três indígenas foram feridos; um deles não resistiu e morreu


Agentes da Polícia Federal (PF) permaneceram neste domingo (30) na Terra Indígena Yanomami para apurar o ataque à comunidade indígena de Uxiú. Segundo lideranças indígenas, três yanomamis foram baleados na tarde deste sábado (29). Uma das vítimas, um agente de saúde que atuava na comunidade, morreu no local. As outras duas vítimas foram socorridas no posto de saúde que funciona na própria reserva e, subsequentemente, recorrentes para o Hospital Geral de Roraima, onde estão internadas.

Em nota divulgada esta tarde, a Superintendência da PF em Roraima informa que tomou conhecimento no início da noite de ontem que garimpeiros haviam atacado uma comunidade indígena. Já na madrugada de hoje, duas equipes do órgão foram deslocadas para o local, com o apoio da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e da Aeronáutica. O objetivo, segundo a PF, era não só começar a investigar o que aconteceu, como também “interromper agressões que ainda estão acontecendo em andamento”.

Ainda segundo a PF, os agentes periciaram o local e ouviram o depoimento preliminar de testemunhas. “Outras diligências seguem em andamento para identificar, localizar e prender os autores dos crimes cometidos contra os indígenas”, garantiu o órgão, na nota em que menciona que os invasores da terra yanomami e os indígenas chegaram a trocar tiros.

Nas mídias sociais, o presidente do Conselho Distrital de Saúde Indígena (Condisi) Yanomami, Júnior Hekurari, denunciou que a comunidade Uxiú foi atacada por garimpeiros armados que “alvejaram” os três indígenas.

A ministra dos Povos Indígenas, Sonia Guajajara, também usou suas contas nas redes sociais para anunciar que uma comitiva interministerial vai a Roraima para “reforçar ainda mais as ações de desintrusão [retirada de não-indígenas] dos criminosos” da área yanomami que, segundo ela, foram atacados a tiros. “Solicitamos reforço ao Ministério da Justiça para investigação da PF sobre este caso”.

Agência Brasil e Correio do Povo

Uma resposta a Chico Bruarque: Mãos sujas ou Chico no buraco...