Por unanimidade, Conselho de Ética aprova pedido de cassação contra Gabriel Monteiro

 Relatório vai para votação no plenário da Câmara na próxima terça. Pelo menos 33 vereadores precisam estar presentes



Conselho de Ética da Câmara do Rio aprovou por unanimidade, nesta quinta-feira, o relatório final do vereador Chico Alencar (PSOL) que pediu a cassação do mandato do vereador Gabriel Monteiro (PL) por quebra de decoro parlamentar.

Com a aprovação, a cassação de Gabriel Monteiro vai para votação no plenário da Câmara na próxima terça-feira. Para cassar o mandato do parlamentar, serão necessários 33 vereadores presentes para a votação.

O ex-policial militar é investigado em acusações de estupro, assédio, gravação de um vídeo íntimo com uma menor de idade e a manipulação de conteúdo audiovisual para a internet.

“O dia de hoje é simbólico. O parecer pela perda do mandato do vereador Gabriel Monteiro é do conselho de ética. É uma decisão pelo estado democrático de direito, que não existe sem as práticas éticas. O vereador tem que se comportar com atitudes pautadas pela ética e a moral”, disse o relator Chico Alencar.

Na última terça-feira, a defesa do vereador Gabriel Monteiro entregou as alegações finais sobre o relatório do processo de cassação do mandato aberto pelo Conselho de Ética da Câmara. Após entregarem o documento, os advogados Pedro Henrique dos Santos e Sandro Figueredo informaram que pediram o arquivamento do processo.

R7 e Correio do Povo

André Mendonça manda ao plenário do STF ação contra PEC dos Benefícios

 Medida aprovada pelo Congresso Nacional permite aumento da concessão de auxílios em ano eleitoral



ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), enviou ao plenário da corte uma ação que questiona a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que autoriza o pagamento de benefícios em ano eleitoral. A chamada PEC dos Benefícios permitiu a ampliação do valor do Auxílio Brasil e ajuda financeira para taxistas e caminhoneiros.

Com a decisão de enviar o caso ao colegiado, Mendonça se abstém de tomar uma decisão monocrática, ou seja, de decidir sozinho sobre os pedidos. A proposta estabeleceu um estado de emergência, que permite ao governo conceder auxílios mesmo no período de três meses antes das eleições, algo que seria vedado em condições comuns.

O pacote financeiro reservado aos pagamentos está na ordem de R$ 44 bilhões. O montante engloba aumento de R$ 400 para R$ 600 aos beneficiários do Auxílio Brasil, novas concessões ao Auxílio-Gás e o repasse de um voucher de R$ 1 mil para caminhoneiros.

As ações relatadas por Mendonça foram apresentadas pelo Partido Novo e pela Associação Brasileira de Imprensa (ABI). O Novo afirma que a distribuição dos recursos, que tem previsão para ocorrer apenas até dezembro deste ano, é medida eleitoreira.

"Não se está apenas diante de uma medida que, claramente, busca efetuar a distribuição gratuita de bens em ano eleitoral — que afeta a liberdade do voto e afronta a salvaguarda da anualidade já em curso", aponta o texto da ação movida pela sigla.

A partir de agora, cabe ao presidente da Corte, Luiz Fux, incluir o caso na pauta de julgamentos. Os pagamentos do Auxílio Brasil com o novo valor e os demais repasses já começaram.

R7 e Correio do Povo

Bolsonaro critica manifesto e diz que Constituição é a melhor carta da democracia

 Presidente reclama de texto assinado por juristas, políticos e artistas; documento foi lido quinta-feira na Faculdade de Direito da USP



O presidente Jair Bolsonaro (PL) fez críticas à carta pela democracia e em defesa do sistema eleitoral brasileiro que foi lida nesta quinta-feira na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP) e disse que a Constituição da República é o verdadeiro manifesto a favor do estado democrático de direito. "Alguém discorda que essa daqui [a Constituição] é a melhor carta da democracia? Acham que outro pedaço de papel qualquer substitui isso daqui?", afirmou Bolsonaro.

O chefe do Executivo federal questionou o apoio de algumas personalidades políticas ao documento desta quinta-feira, entre elas o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Bolsonaro lembrou que quando a Assembleia Nacional Constituinte de 1988 aprovou o texto final da Constituição, o PT votou contra a redação.

"Já que o símbolo máximo do PT assinou a carta, pergunto: o PT assinou a carta de 1988? Assinou a Constituição de 1988? O pessoal faz onda agora sobre carta da democracia para tentar atingir a mim, mas a bancada toda do PT não assinou essa carta à democracia em 1988. E agora quer assinar essa cartinha da democracia?", disse Bolsonaro.

Além disso, o presidente alegou que, no auge da pandemia da Covid-19, muitos governantes desrespeitaram a Constituição ao adotar medidas para tentar impedir a circulação de pessoas nas ruas. "Quando se fala em carta à democracia, onde estavam os signatários por ocasião da pandemia? Vários dispositivos foram violados. Alguns governadores e prefeitos, com decretos e sem consultar as assembleias legislativas, tomaram medidas drásticas e proibitivas que foram muito mais danosas e graves do que o estado de sítio, por exemplo."

R7 e Correio do Povo

Faqueiro Inox 24 Peças Toscana

 


Um belo jogo de talheres é um dos mais importantes utensílios para casa, pois além de auxiliar na degustação, ele dá um acabamento à decoração da sua mesa. Receba seus convidados com todo requinte que eles merecem. Com um design que é sinônimo de bom gosto, o Faqueiro Haus Toscana imprime elegância e inovação para sua mesa posta. São 24 peças: 6 Garfos, 6 Facas, 6 Colheres de Sopa e 6 Colheres de Sobremesa. todas com estrutura em aço inox de alta qualidade, e cabo em poliestireno resistente na cor bambu, que dão um toque a mais às peças.

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RS terá sol e temperatura amena nesta sexta-feira

 Amanhecer será de temperatura baixa e de geada isolada em cidades de maior altitude



O sol aparece com nuvens em todo o Rio Grande do Sul nesta sexta-feira, mas na primeira metade do dia haverá momentos de céu claro em muitas áreas do Estado. Ao longo do dia, nuvens ingressam a partir do Nordeste da Argentina, e a nebulosidade aumentará muito na Metade Oeste gaúcha.

O tempo aberto da madrugada favorece o frio, com um amanhecer de temperatura baixa e geada isolada em cidades de maior altitude. Segundo a MetSul, pode ter nevoeiro e neblina cedo em alguns pontos, mas rapidamente o sol aparece.

Já a tarde terá marcas agradáveis, com máximas ao redor ou pouco acima de 20ºC na maior parte dos municípios. Em Porto Alegre, a temperatura varia entre 9ºC e 21ºC.

Mínimas e máximas no RS nesta sexta

Torres 10 ºC /  21 ºC
Caxias do Sul 7 ºC / 21 ºC
Ausentes 1 ºC / 17 ºC
Vacaria 4 ºC / 18 ºC
Erechim 7 ºC / 20 ºC
Santa Rosa 5 ºC / 24 ºC

Correio do Povo


Edenilson assume responsabilidade por eliminação e evita falar em fim de ciclo no Inter

Mano isenta Edenilson de responsabilidade em eliminação do Inter: "Não é justo"


Passa de 30 o número de casos confirmados de varíola do macaco no RS


Porto Alegre libera quarta dose da vacina para pessoas acima de 35 anos nesta sexta

Dólar descola do exterior, engata alta frente ao real e fecha a R$ 5,1582

 Ibovespa fechou em baixa de 0,47%



dólar engatou movimento de alta na sessão de negócios desta quinta-feira, 11, e o real se descolou da valorização vista em boa parte de divisas emergentes e fortes. Analistas apontam questões internas, como as incertezas com questões fiscais e políticas, como fator que impede a moeda local de manter uma trajetória mais firme de valorização ainda que notícias externas tenham sido mais favoráveis para o enfraquecimento do dólar no âmbito global.

Cleber Alessie Machado Neto, gerente de mesa de Derivativos Financeiros da Commcor DTVM, nota que o real indicou "algum desconforto" do mercado com os níveis na região de R$ 5,05, tocados na quarta-feira. "O mercado parece aproveitar os atuais níveis entre R$ 5,05 e R$ 5,10 para zerar posições vendidas, dando a crer que ainda não estaria confortável a ponto de alimentar os movimentos desencadeados pelo CPI e PPI abaixo do esperado nos EUA", disse.

Assim, um dia após oscilar na região dos R$ 5,05, abriu com alta comedida. Pouco antes e logo depois da divulgação do índice de preços ao produtor (PPI, na sigla em inglês) nos Estados Unidos, que veio bem menor que o consenso, o dólar bateu mínima a R$ 5,0640. Mas passou a subir com ímpeto após as 11 horas, em manhã na qual houve a leitura da Carta às Brasileiras e aos Brasileiros - Estado Democrático de Direito Sempre, que conta com aproximadamente 900 mil assinaturas.

O dólar no segmento à vista saiu da abertura cotado a R$ 5,0855 para fechar em alta de 1,44%, a R$ 5,1582, batendo em R$ 5,1713 na máxima intraday.

Matheus Pizzani, economista da CM Capital, ressalta que a volatilidade deve estar presente no mercado de câmbio brasileiro muito influenciada por questões domésticas. "Problemas internos agregam desconfiança para o investidor estrangeiro. A economia demorando um pouco para deslanchar e o adicionamento de custo à estrutura fiscal pesam. Por mais que tenhamos superávit primário este ano, que será impulsionado pela inflação, houve uma adição de custo significativa", diz.

Na sua avaliação, essa situação impõe um piso para a cotação local. "Não acreditamos que o dólar fique abaixo de R$ 5,00 até o final deste ano. E, à medida que o período eleitoral for chegando, pode desvalorizar ainda mais". "No Brasil, houve uma pancada para baixo com dados melhores de inflação nos Estados Unidos e, depois, um movimento de correção. Isso principalmente porque pelos problemas internos o Brasil se torna menos atrativo para absorver boa parte desses excedentes no mercado de câmbio, mesmo com nossa taxa de juros elevada", ressalta.

Taxas de juros

Os juros futuros fecharam a quinta-feira em alta nos vencimentos intermediários e longos, refletindo correção do mercado às quedas recentes nos prêmios de risco e estimulados ainda pela alta do dólar e dos rendimentos dos Treasuries, apesar da inflação no atacado nos Estados Unidos ter surpreendido para baixo. As taxas chegaram a quase zerar o avanço no começo da tarde, passado o leilão de prefixados, muito maior do que os anteriores, mas no fim do dia voltou a ganhar fôlego com as máximas nos yields dos títulos do Tesouro americano e dólar ampliando alta. Profissionais relatam ainda forte influência de movimentos técnicos nos últimos dias ante vencimentos grandes de títulos públicos no curto prazo.

A ponta curta terminou estável, numa sessão sem vetores capazes de alterar a percepção sobre a Selic nos próximos meses. Nem a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) nem o anúncio da redução do preço do diesel provocaram reação das taxas.

A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2023 fechou estável em 13,72% e a do DI para janeiro de 2024 passou de 12,928% para 12,95%. A do DI para janeiro de 2025 subiu de 11,872% para 11,95% e a do DI para janeiro de 2027, de 11,713% para 11,79%.

Até chegaram a testar queda na abertura, mas viraram ainda pela manhã com o mercado se preparando para o leilão do Tesouro, que veio grande. Foram vendidos integralmente os lotes de 16,5 milhões de LTN e de 2 milhões de NTN-F, com taxas abaixo do consenso, segundo a Necton Investimentos, que informou ainda que o risco (DV01) foi de US$ 798 mil.

De todo modo, o leilão foi no geral bem absorvido, inclusive o de papéis longos (NTN-F), que são normalmente alvo de estrangeiros e vinham tendo pouco interesse. O operador de renda fixa da Mirae Asset Paulo Nepomuceno afirma que o leilão mostra que há fluxo para Brasil e "que a rolagem da dívida pública está garantida". No começo da tarde, a pressão sobre os DIs diminuiu com os típicos ajustes pós-leilão, de desmonte de posições defensivas.

Nepomuceno lembra que o mercado de juros vinha perdendo prêmios de forma muito rápida e tem havido alguma recomposição, nesta quinta com influência do dólar, mesmo num dia de queda inesperada da inflação no atacado nos Estados Unidos. "Na visão do mercado brasileiro, tanto o CPI quanto o PPI sugerem que os juros lá fora não precisam explodir, mas não necessariamente é isso o que pensa o mercado lá fora. O Fed vai ter de subir juro para colocar a economia no lugar", disse, destacando que aqui "o juro real ainda aguenta bastante desaforo da inflação".

No meio da tarde, os juros dos Treasuries ganharam fôlego, com a taxa do papel de 10 anos projetando 2,88%, do patamar de 2,79% de quarta.

A agenda doméstica trouxe o volume de serviços em junho (+0,7%) maior do que a mediana das estimativas (+0,4%), mas que não alterou a percepção do mercado de que o ciclo de aperto da Selic terminou no Copom de agosto. Tampouco a redução de R$ 0,22 no litro do diesel anunciada pela Petrobras mudou a percepção sobre a inflação. O impacto é residual no IPCA, na casa de -0,01 ponto porcentual.

Bolsa

Puxada por bom desempenho das ações do setor minero-siderúrgico (Vale ON +3,48%, CSN ON +2,92%, Usiminas PNA +2,63%) e do Banco do Brasil (ON +4,43%), após forte balanço trimestral da instituição financeira, o Ibovespa parecia até o meio da tarde que teria fôlego para o oitavo ganho seguido, igualando série de março passado. Mas, entre mínima de 109.603,66 e máxima de 111.309,64 (maior nível intradia desde 6 de junho), acompanhou a piora em Nova York e mudou de sinal, para fechar em baixa de 0,47%, aos 109.717,94 pontos, devolvendo o nível de 110 mil que havia reconquistado no encerramento anterior pela primeira vez desde 7 de junho.

Na semana, o índice avança 3,05%; no mês, 6,35% e, no ano, 4,67%. O giro financeiro foi a R$ 35,5 bilhões nesta quinta-feira. Diferentemente de sessões anteriores, o avanço do Ibovespa até o meio da tarde ocorria a despeito do sinal do dólar, que na quarta foi negociado perto de R$ 5 e nesta quinta-feira retornou à casa dos R$ 5,15 (+1,44%), em dia de leve baixa para o índice DXY, que contrapõe a moeda americana a referências como euro, iene e libra.

"O dólar e os juros futuros voltaram a subir hoje, em um movimento de realização, após fortes quedas nos últimos dias", diz Piter Carvalho, economista da Valor Investimentos. "Uma realização em Brasil, com olhar para outros emergentes onde há também oportunidades."

Em Nova York, a pausa na recuperação dos índices de ações ocorreu apesar da deflação observada em julho no índice de preços ao produtor (PPI), que corrobora visão mais benigna sobre a inflação nos Estados Unidos desde a leitura da última quarta-feira sobre os preços ao consumidor no país. Aqui, os dados sobre a atividade de serviços, pela manhã, também favoreciam em alguma medida apetite por risco. Mas o que prevaleceu ao fim foi a cautela, com os investidores inclinados a colocar dinheiro no bolso após a extensa sequência positiva do Ibovespa.

"É natural uma realização de lucros após uma sequência tão longa de ganhos. O Ibovespa estava muito descontado, com várias empresas com P/L em nível de 2008, algumas até abaixo disso. Os mercados estavam temendo, trabalhando com a possibilidade de uma recessão maior nos Estados Unidos, mas dados como os recentes sobre o mercado de trabalho não mostram isso", diz José Simão, sócio e head de renda variável da Legend Investimentos, destacando também o quadro econômico e corporativo no Brasil, em que "a fotografia de hoje parece melhor do que a percebida no início do ano". "Ao mesmo tempo, os dados de inflação ao consumidor e ao produtor, nos Estados Unidos, sugerem que a atuação do Fed está produzindo efeito, embora seja preciso cautela com as leituras, que podem variar de um mês para outro", acrescenta.

Apesar de os dados de emprego refutarem a hipótese de recessão e a estabilidade vista na inflação ao consumidor em julho, divulgada nesta semana, contribuir para "pintar um quadro mais favorável para a economia americana", observa em nota a Guide Investimentos, "diversos dirigentes do Fed voltaram a reforçar que a batalha com a inflação está longe de ganha, e que existem grandes chances de o Fomc o comitê de política monetária do BC americano seguir subindo o juro 2023 adentro".

Em meio à pausa observada nesta quinta-feira também nos índices de Nova York, destaque para BRF (-12,65%), MRV (-11,00%) e Americanas (-9,41%), na ponta perdedora do Ibovespa, com Positivo (+10,26%), Minerva (+7,33%) e Marfrig (+5,41%) no lado oposto.

A segunda queda de preço do diesel em uma semana contribuiu para as ações da Petrobras (ON -1,89%; PN -2,32%, mínima do dia no fechamento) descolarem dos ganhos vistos nas empresas de maior liquidez na B3, realizando lucros após o entusiasmo em torno da recente safra de resultados e de anúncio de dividendos históricos, que fizeram os preços do papel da petroleira avançar. Nesta sessão, o movimento em Petrobras destoou também das cotações da commodity na sessão, em que Brent e WTI subiram mais de 2%.

No dia de mobilização de diversas entidades empresariais e da sociedade civil em defesa da democracia, o presidente Jair Bolsonaro comemorou a nova redução do diesel anunciada pela Petrobras. "Hoje, aconteceu um ato muito importante em prol do Brasil e de grande relevância para o povo brasileiro: a Petrobras reduziu, mais uma vez, o preço do diesel", escreveu o presidente da República, em uma rede social.

Agência Estado e Correio do Povo

Inter perde para o Melgar nos pênaltis e está fora da Sul-Americana

 Colorado sofre com expulsão de Gabriel e, após empate em 0 a 0 no Beira-Rio lotado, fica sem a vaga nas cobranças

Edenilson perde pênalti e goleiro Caceda foi heroi na classificação do Melgar às semifinais 

Os 41 mil torcedores que lotaram o Beira-Rio saíram decepcionados com uma desclassificação dramática. O Inter sofreu com um jogador a menos, e até levou a partida para os pênaltis diante do Melgar, na noite desta quinta-feira. No entanto, após o empate em 0 a 0 no tempo normal, ficou sem a vaga ao perder por 3 a 1 nas cobranças da marca da cal. Com o resultado, a equipe de Mano Menezes está fora da Sul-Americana e terá apenas o Brasileirão no restante da temporada. 

O Inter pressionou no primeiro tempo, mas não conseguiu marcar. Na etapa final, Gabriel foi expulso e comprometeu a partida nos 90 minutos. 

O Inter volta a campo para o compromisso no Campeonato Brasileiro. No domingo, o Inter recebe o Fluminense, às 19h, no Beira-Rio, em jogo válido pela 22ª rodada da competição.

Inter pressiona, mas sem abrir o placar

O técnico Mano Menezes mandou a campo a equipe que era esperada, conforme aquilo que foi trabalhado nas atividades durante a semana. A dúvida, que persistia entre Mauricio e Alan Patrick, foi sanada uma hora antes do confronto. A opção foi pelo camisa 10, que já havia atuado os 90 minutos contra o Fortaleza. No lugar de Alemão, suspenso pelo cartão vermelho, o escolhido foi Braian Romero.

Logo no primeiro lance de ataque, ainda a 1 minuto, o Inter deu o tom do que seria a partida. Braian Romero foi acionado em profundidade, e saiu na cara de Cáceda. Ele até chegou a limpar a marcação e driblar o goleiro, mas se atrapalhou com a bola, dando tempo do camisa 12 do Melgar se recuperar e ficar com ela, evitando sair no prejuízo muito cedo.

O Inter apostou em subir as linhas e tentar pressionar a saída de bola do Melgar. Os jogadores de ataque mais acionados no início da partida foram Wanderson e Alan Patrick. A trama dos dois resultou em mais uma chance para Braian Romero, aos 8 minutos. Após bola cruzada da esquerda, no entanto, o atacante chegou um passo atrasado e perdeu a chance de empurrar a bola para o gol vazio.

Aos 26, o maior volume de jogo do Inter até se transformou em gol. Wanderson acionou Braian Romero, que se deslocou do comando de ataque para receber dentro da área, na esquerda. Ele cruzou para Edenilson marcar de cabeça. No entanto, na origem da jogada, o auxiliar flagrou posição adiantada do camisa 9 colorado. Bem à frente, não demorou muito para que o VAR referendasse a decisão, mantendo o placar em 0 a 0.

A tendência se manteve ao longo de todo o primeiro tempo. E isso se traduziu na posse de bola, maior para o colorado, e nas finalizações: foram 10 contra apenas duas dos visitantes. No entanto, nos últimos 15 minutos, o Melgar esfriou um pouco o jogo, prendendo mais a bola no ataque e correndo menos riscos. Assim, o confronto foi ao intervalo empatado em 0 a 0.

Gabriel é expulso e compromete

A primeira boa chance do segundo tempo só podia ser do Inter. Aos 8 minutos, Alan Patrick, um dos mais lúcidos do meio campo, acionou Bustos livre na direita. Ele invadiu a área e finalizou forte, mas parou mais uma vez no até então sempre bem posicionado Cáceda, evitando o gol colorado.

Apesar do susto inicial, o Melgar voltou bem postado para o segundo tempo. A entrada de Iberico, que foi titular no confronto de ida, colocou os ponteiros do time peruano mais adiantados. A marcação do Inter pareceu ficar um pouco confusa com a troca, e demorou para se encontrar, cedendo certa liberdade para o Melgar procurar o ataque com mais ânsia na comparação com a primeira etapa.

Diante do nervosismo crescente com o placar inalterado, o técnico Mano Menezes precisou fazer modificações. E a primeira escolha para entrar foi Taison, no lugar de Alan Patrick, que visivelmente cansou e, voltando de lesão, dificilmente teria condições para aguentar 90 minutos de uma partida tão intensa como o confronto se apresentou.

A situação, que estava longe de ser confortável aos 28 minutos do segundo tempo, ficou ainda pior quando Gabriel recebeu cartão vermelho direto. O árbitro, que até então deixava o jogo correr livre, optou pela expulsão quando ele chegou por cima da bola, direto no tornozelo de Arias.

Mesmo com um a menos, o Inter seguiu a pressão, com Mano Menezes colocando em campo jogadores para buscar o placar necessário para ficar com a classificação nos 90 minutos. No entanto, o gol não saiu, e a decisão da vaga foi mesmo para as cobranças.

Na marca da cal, melhor para o Melgar, com direito a brilho do goleiro Cáceda. Ele pegou as cobranças de Edenilson, De Pena e Taison, e o triunfo do Melgar por 3 a 1 garantiu a vaga aos visitantes nas semifinais da Sul-Americana. 

Sul-Americana - jogo de volta das quartas-de-final 

Inter 0 (1)

Daniel; Bustos, Mercado, Vitão e Renê; Gabriel, Edenilson, De Pena e Alan Patrick (Taison); Wanderson (Pedro Henrique) e Braian Romero (Mikael). Técnico: Mano Menezes

Melgar 0 (3)

Cáceda; Ramos, Deneumostier, Galeano e Reyna; Arias (Archimbaud), Orzán, Cabrera (Tandazo), Perez Guedes e Bordacahar (Iberico); Bernardo Cuesta. Técnico: Pablo Lavellén

Gols: -

Arbitragem: Roberto Tobar (CHI)

Cartões amarelos: De Pena (Inter); Reina (Melgar)

Cartões vermelhos: Gabriel (Inter) 

Local: Estádio Beira-Rio, em Porto Alegre 

Data e hora: 11/08, às 19h15min

Público: 43.191 torcedores 

Renda: R$ 2.255.459,75

Coreio do Povo


Dólar descola do exterior, engata alta frente ao real e fecha a R$ 5,1582


RS terá sol e temperatura amena nesta sexta-feira


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Fifa confirma antecipação da abertura da Copa do Catar para manter tradição



Projeto capacita quem está em situação de vulnerabilidade e produção alimenta os mais humildes

 Apoio para conquistar a independência financeira: projeto Qualifica Mulheres capacita e estimula quem está em situação de vulnerabilidade social e a produção fica na alimentação dos mais humildes.

Veja na reportagem!



Absurdo: Lula critica distribuição de renda! Auxílio-Brasil é 3x o Bolsa-Família – Coppolla n.115

 Boletim Coppolla n.115 (quarta-feira, 10 de agosto de 2022)

Todos os dias, de segunda à sexta-feira, às 17h55, na TV Jovem Pan News (canal 576 ou 581) e na Rádio Jovem Pan.



Bilionários estatais

 "Bill Gates criou sua fortuna dentro de um ambiente de competição acirrada. Acertou mais do que errou. Fruto da sua competência, suplantou pelo caminho aqueles concorrentes que poderiam ameaçar o seu negócio. Quem não quebrava e ficava pelo caminho, era comprado. Não há moralismo barato nas minhas linhas. Mas ainda falta a resposta."

Guilherme Baumhardt

Há uma estranha onda de “bondade” no ar. E que merece uma atenção especial. Principalmente por se tratar de gente defendendo não a caridade pura e simples, a doação feita diretamente a quem precisa, mas sim pela cobrança de impostos. A mais recente bilionária disposta a dar mais dinheiro para governos é a austríaca Marlene Engelhorn.

Ela é uma das herdeiras da fortuna dos fundadores da Basf, empresa multinacional que atua especialmente na área química. A fortuna a que Marlene tinha direito ultrapassava os 4 bilhões de euros (em uma conta rápida estamos falando de mais de 20 bilhões de reais). É muito, muito dinheiro.

A herdeira faz parte de um movimento chamado “Tax me now” (Me taxem agora, em tradução simples), que defende o pagamento de mais impostos. Quem integra a turma? Basicamente herdeiros de fortunas bilionárias. Há até um site, em alemão, expondo as razões pelas quais essa gente passou a acreditar em Papai Noel. Marlene decidiu que ficará com “apenas” 10% do valor total – algo como 400 milhões de reais.

Um dos primeiros a defender a ideia de que deveria pagar mais impostos foi o bilionário norte-americano Bill Gates, dono da Microsoft. Há algum tempo, Gates, em um momento de profunda autocrítica – talvez inspirado por comunistas, especialistas quando o assunto é a “profunda autocrítica” –, resolveu dizer mais ou menos o seguinte: paguei impostos de menos na minha vida e, como bilionário, acredito que deveria ter pagado mais.

No final de 2019, ele escreveu em uma rede social: “Se você tiver mais dinheiro, paga uma porcentagem maior de impostos. Acho que os ricos devem pagar mais do que pagam atualmente, e isso inclui Melinda e eu”.

Vejo sempre com bons olhos iniciativas que primam pela doação, financeira ou não, em prol de terceiros. É um princípio que fomento. Mas à medida que a idade avança, a ingenuidade cede e dá espaço a um olhar mais arguto, menos romântico e mais pragmático.

Bill Gates, em uma noite entre o Natal e o Ano Novo, resolveu ter uma espécie de drama de consciência? Pouco provável. Se não é isso, então estamos diante do quê exatamente? Gates, inteligente que é, sabe que a riqueza gerada pelas suas empresas é muito mais produtiva e eficiente quando gerida por ele. Máquinas estatais, via de regra, são lentas, engessadas, paquidérmicas. Há no caminho do dinheiro gerido pelo poder público um sem-fim de ralos por onde a riqueza pode escoar e se perder, desde a burocracia até a corrupção.

Se ele sabe disso, qual o sentido de defender o pagamento de mais impostos, uma atitude que se resume a tirar dinheiro do privado e passar ao público (leia-se governos)? Não seria mais inteligente criar uma fundação para ajudar aqueles que precisam, com caráter assistencialista? Ah, ele já tem. Chama-se Gates Foundation. Difícil de entender? Parece, mas não é.

Bill Gates criou sua fortuna dentro de um ambiente de competição acirrada. Acertou mais do que errou. Fruto da sua competência, suplantou pelo caminho aqueles concorrentes que poderiam ameaçar o seu negócio. Quem não quebrava e ficava pelo caminho, era comprado. Não há moralismo barato nas minhas linhas. Mas ainda falta a resposta.

Gates e tantos outros bilionários veem um mundo com mudanças cada vez mais bruscas e acontecendo de maneira muito mais rápida. Ele mesmo, algum tempo atrás, admitiu que seu maior temor era o de que algum jovem ainda imberbe, em um país distante, mas com um computador na mão e acesso à rede, criasse um produto novo e revolucionário, algo tão inovador a ponto de acabar com os seus negócios. Entenderam agora?

É autopreservação. Depois que se chega ao topo, o negócio não é facilitar a vida de quem entra, mas colocar minas terrestres pelo caminho. E aí, meu caro, ninguém melhor do que o governo (leia-se Estado) para cumprir tal missão.


Correio do Povo