Presidente da Câmara dos Deputados prevê votação da Proposta de Emenda Constitucional do voto impresso para esta terça-feira

 


O presidente da Câmara, deputado Arthur Lira (PP-AL), anunciou em pronunciamento na sexta-feira (06) que a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) 135/19, que torna obrigatório o voto impresso, deverá ser levada para votação no plenário da Casa nesta terça-feira (10).

“O voto impresso está pautando o Brasil. Não é justo com o País e com o que a Câmara dos Deputados tem feito para enfrentar os grandes problemas do Brasil desde que assumi a presidência desta Casa”, afirmou o deputado.

Segundo Lira, “a disputa já foi longe demais” e tem dividido o País. Dessa forma, apesar de ter sido rejeitada em comissão especial na noite de quinta-feira (05), a proposta será analisada em plenário pelos 513 deputados.

“Pela tranquilidade das próximas eleições e para que possamos trabalhar em paz até janeiro de 2023, vamos levar a questão do voto impresso para o plenário, onde todos os parlamentares eleitos legitimamente pela urna eletrônica vão decidir. Para quem fala que a democracia está em risco, não há nada mais livre, amplo e representativo que deixar o plenário manifestar-se”, declarou Lira. “Só assim teremos uma decisão inquestionável e suprema, porque o plenário é nossa alçada máxima de decisão, a expressão da democracia. E vamos deixá-lo decidir”.

O parlamentar argumentou ainda que continuará no caminho da institucionalidade e da defesa da democracia. “Não contem comigo com qualquer movimento que rompa ou macule a independência e a harmonia entre os Poderes, ainda mais como chefe do Poder que mais representa a vontade do povo brasileiro”, disse.

Comissão

A comissão especial da Câmara dos Deputados que analisa a PEC do Voto Impresso rejeitou, por 23 votos a 11, o substitutivo apresentado pelo relator, deputado Filipe Barros (PSL-PR). Apesar de ter sido rejeitado pelo colegiado, o regimento interno da Câmara permite que a matéria seja analisada em plenário.

Tramitação

Com a análise em plenário, a PEC do Voto Impresso precisa ser aprovada por três quintos dos deputados, o correspondente a 308 votos favoráveis, em dois turnos de votação. Caso seja aprovado na Câmara, o texto segue para apreciação do Senado, onde também deve ser analisado em dois turnos e depende da aprovação de, pelo menos, 49 senadores.

O Sul

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O Sul

DEZ FALÁCIAS SOBRE O CONSERVADORISMO

 


Falácia – do latim fallare, enganar; qualidade do que é falaz; qualquer enunciado, argumento ou raciocínio falso, inconsistente, inválido ou falho que, todavia, simula a verdade, com aparência de correto, na tentativa de sustentar o que alega; aquilo ou aquele que tem em si falsidade.
Por: Antonio Nunes Barbosa Filho (DPL)
No campo do debate das ideias existe uma máxima que diz: “Acuse o seu inimigo daquilo que você é!”. Assim na efervescência das narrativas amplamente divulgadas, a população em geral já não terá condições de distinguir este daquele grupo. Este daquele ideário, estando, assim, a mercê de quem domina os meios de comunicação, como feito em muitos países totalitários. Como fazem os ditadores e todos os que têm aspirações de sê-lo. Neste sentido, se processa o que se convenciona chamar de “assassinato de reputações”, imputando ao outro lado aquilo que não é justamente a essência de seus opositores. E tal acontece com os Conservadores comumente atacados por associações caluniosas quanto aos seus valores ou comportamento, dentre as quais listaremos e poremos abaixo as 10 (dez) falácias mais comuns sobre o Conservadorismo.
Bom, mas a priori convém explicitar quem é o indivíduo conservador, seus valores, modo de pensar e de agir para, em seguida, refutarmos de modo inconteste cada uma destas falácias.
Em termos simples, o conservador “é aquele indivíduo que deseja preservar aquilo que ama”, sobretudo a vida, a liberdade, a pátria e a família, em especial por entender que esta última é a base da sociedade que se converterá em nação. Assim, destruindo-se aquela jamais se alcançará esta, em suas expectativas de respeito ao próximo, de justiça, de igualdade e de prosperidade, que são princípios que devem caminhar lado a lado. O conservador preza pela liberdade, ampla, geral e irrestrita, a qual dever se somente limitada pela responsabilidade consigo mesmo e com os demais, de modo recíproco. Para tanto, entende que o cidadão, a menor das minorias, deve ser amplamente protegido de e não tutelado pelo Estado, que jamais pode ser o senhor das vontades e dos destinos.
Dito isto, passemos ao exame das falácias:
1) Primeira falácia – Que somos fanáticos religiosos:
Herdeiros das tradições judaicocristãs, por um lado e das Greco-Romanas, de outro, defendemos valores inegáveis como a honra, verdade e fé em um Ser supremo, que nos impele a sermos jutos, honesto e verdadeiros. E destes não devemos nos afastar, sob pena de nossa própria consciência ser o primeiro e mais rigoroso julgador de nós mesmos. Quem não baliza seus atos por estes sentimentos não se importa em mentir, ser injusto e até mesmo cruel, posto que incapazes de julgarem a si próprios, não compreenderão a necessidade de colocar freios ao mal que aos seus semelhantes possam causar. Nesta esteira, não faltam exemplos de atrocidades que, ao longo da história da humanidade, foram capazes e ainda o são, na atualidade, de causar tanto sofrer até mesmo em seus nacionais. Explicita-se, portanto, nesta simples distinção, a impossibilidade dos Conservadores serem fanáticos religiosos e aqueles a quem é possível, por negação da importância de uma religião como balizador positivo para a vida humana, em nome das ideias que defendem, infligir danos continuados aos demais de sua espécie.
2) Segunda falácia – Que somos contra a evolução, contra as inovações:
Acreditamos que o melhor caminho para a humanidade é transpor a inafastável evolução passo a passo, para que todos possam seguir juntos.Vemos com comedidas restrições que a noção de que para evoluir é preciso destruir ou desconsiderar o que antes estava posto. Ora, como será possível fazê-lo sem bases, sem alicerces, o quanto custará e o quanto tardará tentar fazê-lo a partir de uma “terra arrasada”? Ora, o que repugnamos é a busca insensata pela revolução, que deve romper com todo o anterior, o histórico, o já passado, anteriormente consolidado, como se fosse possível negá-lo, deixar de lado os aprendizados decorrentes e, como em um passe de mágica – milagrosamente, diriam alguns – possa se estabelecer uma sociedade perfeita. Mas, enquanto esta não chega, aqueles que anseiam por este futuro de faz-de-conta, costumam aproveitar e dividir somente entre os mais próximos, fazendo desaparecer eventuais discordantes, as benesses que esbravejam ser para todos em sua destruição improdutiva, em verdade, arrasadora. Conservadores inovam, de modo sustentável, o que gera riqueza para toda a sociedade, que termina partilhada e oferecendo melhor qualidade de vida a todos os seus integrantes. Assim, cai por terra a segunda falácia!
Sobre o ludismo: Foi um movimento operário que teve lugar na Inglaterra, ao início do século XIX, liderado por Neil Ludd (de onde se derivou o termo “luditas”), por meio do qual se colocaram frontalmente contra a mecanização da indústria têxtil inglesa, chegando a destruir vários teares mecânicos, como se isso fosse necessário e suficiente para garantir os empregos dos tecelões nos superados teares manuais. Desde então, verificou-se uma importante lição que deve ser relembrada através dos tempos. Não se pode negar a importância dos teares mecânicos em detrimentos aos manuais, se os primeiros podem produzir muito maior quantidade de tecidos em menor tempo, a um custo muito inferior e, assim, permitir que um número maior de pessoas possam se vestir e usufruir dos benefícios de sua utilização, entre estes a proteção de seus corpos. Ou seja, a inovação traz benefícios a todos, no longo prazo e não pode ser refutada de pronto, em sua introdução, como se apenas evitar malefícios pontuais fossem mais importantes do que os benefícios coletivos, alguns universais, que podem resultar das novas tecnologias.
3) Terceira falácia – Que somos patrimonialistas:
O quê vem a ser o patrimônio acumulado? Em termos financeiros deveria ser o conjunto de todos os bens resultantes do trabalho honesto acumulados para, suficientemente, prover o sustento para si e para os seus, no cotidiano e na velhice, de modo a assegurar a dignidade humana em suas necessidades gerais, sem incorrer-se em ganância ou usura, muito pelo contrário, baseado na distribuição responsável e na fraternidade, que advém de princípios e de valores religiosos e de saudável convivência social. Ora, se de modo honesto e digno obtenho meios para prover a subsistência própria e de familiares, partilhando o excedente – às vezes nem tanto – para minorar as fragilidades de outros concidadãos, estimula-se, ao mesmo tempo, o trabalho e a solidariedade diretamente entre cidadãos, sem que haja a necessidade de expropriação, por parte de uma Superestrutura, o Estado, que se encarregará de buscar junto a quem produz ou tem, excedentes, para os padrões determinados por representantes estatais, e partilhará tais recursos, de forma inominada ou propositadamente nominada, em favor das autoridades estatais, para atribuir-lhes o papel de benevolentes e estabelecer laços de gratidão por quem beneficiado com o recurso disposto por outras famílias a quem se impôs esta perda patrimonial, nem sempre voluntária, e que denomina ironicamente de “contribuição”. E quando as pretensões de assistência estatal se agigantam, muitas vezes no afã de estabelecer um patrimônio para pretensamente “servir” a todos, termina por mal servir a muitos e, não raro, a impor subtrações patrimoniais que chegam a inviabilizar a dignidade de famílias e de contribuintes individuais, penalizando todos, exaurindo a capacidade de investimentos e de melhoria de vida destes. Assim sendo, melhor seria que as próprias famílias, segundo os seus valores e capacidades, fossem os executantes em efetivo dessa redistribuição de patrimônio, posto que, em realidade o são, e não um Estado agigantado e, também não raro, pouco eficiente neste propósito. É, portanto, pura falácia que os conservadores desejam e acumulam capital apenas para si mesmos e para os seus descendentes em detrimento do restante da sociedade. Muito pelo contrário, é justamente desse capital acumulado que surgem investimentos em novos negócios, em inovações que geram oportunidades de geração de emprego e renda para grande parte da população, em especial em períodos de escassez econômica.
4) Quarta falácia – Que nazistas e fascistas eram conservadores! E costumeiramente somos a estes associados.
Esta é talvez a maior, a mais absurda e a menos sustentável das falácias arremessadas ao encontro dos conservadores. É, pois, facilmente desconstruída, bastando para isso, justamente, analisar as três falácias anteriores. Ora, não apenas o nazismo, como o fascismo e demais ideologias que pregaram e ainda pregam a supressão religiosa, a ruptura abrupta da ordem social e o crescimento do Estado, como o legitimado distribuidor de riquezas e promotor de igualdades, sobretudo para as classes menos abastadas de suas populações, caminham e se estabelecem em posições diametralmente opostas ao Conservadorismo, conforme já explicitado e demonstrado quando discorremos acerca das três falácias anteriores, abordando a religião, o modelo de evolução social e econômico preconizado, bem como de distribuição do excedente produzido no âmbito das famílias. Portanto, inegavelmente superada, posto que integralmente refutada esta quarta falácia.
5) Quinta falácia: Que somos demofóbicos, portanto, contra o povo!
Ora, ora… ser contra o povo, ter aversão ao povo, seria o mesmo que admitir, ainda que imaginariamente, estar fora deste, não se incluir nesta categoria e pôr-se em condição de antagonismo, o que exigiria para a sua manutenção e perpetuação assumir posição acima deste. Por princípios religiosos ou dos valores democráticos herdados, aos quais já nos referimos ainda quando dissertamos acerca da primeira falácia, conservadores legítimos jamais poderão assumir esta posição, posto ser contra tudo o que os constitui como indivíduos participantes de qualquer coletividade. Existe e paira acima dos conservadores um sistema de coordenação de pensar que os impele a agir de modo permanente segundo este e jamais se afastar deste, o que também já foi explicitado. Exemplos não faltam de que são justamente aqueles que têm inclinações e percepções de ideário destoantes dos conservadores, quando detentores do poder estatal, em suas distintas esferas, que impõem ao povo distanciamento, repressão e o abandono à própria sorte, uma vez que a busca pelo poder por integrantes deste grupo se dá, não pelo interesse da satisfação das necessidades populares, mas, tãosomente, de si próprios e daqueles que, em troca de migalhas da fartura e dos privilégios obtidos ilegalmente por acesso ao poder e aos cofres públicos, se lançam em defesa do indefensável. Em razão disso, defendem um estado imenso, capaz de fornece-lhes benesses que de outra forma, em geral, não estariam aptos a obter.
6) Sexta falácia – Que somos homofóbicos:
Esta falácia se assenta em um modo de pensar circular, que tenta levar de um pensamento inconsistente a outro, sem antes demonstrar a real possibilidade de inter-relacionamento entre estes e deste para aquele, como em um ciclo vicioso do qual se torna impossível escapar. Se assim fosse, seria um trilho e não trilha, cujo caminho deve ser aberto para se poder explorar. Pois bem, passemos a trilhar as pretensões de associação para esta 6ª falácia. Reputam-se os Conservadores como fanáticos religiosos, o que já foi devida e integralmente refutado, e como tal, inevitavelmente, seriam homofóbicos. Ora, se aquela condição que levaria à segunda já foi desconstituída, esta igualmente última se apresenta inteiramente frágil. Não nos cabe julgar escolhas íntimas de cada indivíduo, enquanto estas importam e afetam tão-somente a cada um. Não há e nem cabe, neste sentido, nenhum julgamento de valor ao ser humano e de suas escolhas. Nossas restrições se colocam quando as consequências dessas escolhas culminam por tentar fazer incidir, de modo amplo, geral e irrestrito sobre a sociedade uma mudança de valores e insistem em difundir, com o intuito de normalizar, um comportamento que notadamente não é predominante em nenhuma das sociedades ao longo da história da humanidade. Não se trata, portanto, em hipótese nenhuma, de uma tentativa de segregação, de exclusão, de tornar alguém “sub-cidadão” por suas escolhas sexuais. O que entendemos é que não se pode substituir o senso comum, ou seja, da grande maioria, em detrimento e fazendo vigorar as expectativas de um grupo menor, cujos direitos não são negados, mas cujo entendimento de sociedade não pode suplantar o dos demais concidadãos. Se assim fosse, teríamos uma condição insustentável de “ditadura das minorias” que, recorrentemente, posto que sempre instável, traria novas concepções de sociedade a vigorar, segundo o entendimento de cada grupo minoritário a reclamar o seguimento de sua concepção de viver no cenário social. Havemos de conviver harmoniosamente todos os grupos sociais, mas não se pode impor desejos e modos de vida de nenhum destes sobre outros ou sobre os demais, condição esta que, por princípio, excluiria o próprio sentido de democracia.
7) Sétima falácia: Que somos misóginos:
Ou seja, que temos ódio ou aversão às mulheres. Ora, ora… Os conservadores estão continuamente dispostos a dar a vida por suas esposas, mães e filhas, para defendê-las – e, por vezes, até por desconhecidas, ao percebê-las necessitar de ajuda, de defesa, mesmo diante de outros homens – por reconhecerem nelas toda a grandiosidade do ser feminino e de sua importância nos contextos familiar, social e econômico. Basta esta insofismável predisposição para fazer cair por terra a presente falácia. Conservadores se dispõem a correr os riscos, a assumir o trabalho pesado, a se contentar com o mínimo, para que suas esposas e filhos tenham o conforto, a proteção e a segurança que de outra forma não encontrariam. Acreditamos na importância de que as famílias tenham presença materna e paterna para o seu desenvolvimento. Que não há prevalência desta figura sobre aquela, mas que cabe à paterna se colocar em posição de guardião dessa família, para, inclusive, reagir à força às ameaças externas ou mesmo de filhos homens que, inadequadamente, possam se insurgir contra a própria mãe e irmãs, tentando fazer valer a força de sua juventude, pelos mais diversos motivos. Para tanto, precisa ser respeitado e reconhecido neste papel. Pais e mães de famílias saudáveis conversam sobre as escolhas e destinos de suas famílias, consensam suas decisões. Imaginem que, certa vez, ouvi de viva voz de uma senhora de cerca de 60 anos, aconselhando a todas as presentes em determinado ambiente público, que “mulheres que ganhassem mais do que os seus maridos não precisavam dar satisfação do que fazem com o seu salário”. Então, perguntei-lhe: O que a senhora realmente entende por comunhão em um casamento? Ora, se o defendido por esta senhora fosse razoável ou plausível, por que discordar da impropriedade e questionar os homens que ganham mais do que suas companheiras ou esposas quando não as deixam participar das decisões relativas ao salário deles, quando, muitas vezes, estas não trabalham e o salário masculino é o único provedor das necessidades domésticas? A questão, em realidade, não é relativa à origem do sustento familiar, mas dos princípios que regem cada família.
😎 Oitava falácia – Que somos racistas:
Que pretensamente discriminamos etnias ou por origem, por orientação religiosa ou por preferência sexual. Em realidade, esta falácia se desdobra em várias, cada qual com os seus respectivos falsos argumentos. Passemos ao exame de cada uma destas: quanto à discriminação por preferência sexual, esta já foi desconstituída na 6ª falácia (“Os conservadores são homofóbicos”). Que discriminamos por orientação religiosa, falso! Pois, como igualmente explicitado, a tradição judaico-cristã baseia-se na tolerância e na reciprocidade entre as religiões, a partir do respeito às crenças individuais ou ate mesmo na ausência desta. Não pregamos o extermínio de quem quer que seja, muito menos por causa de sua fé, como afeito a outros, segundo suas ideologias. Muito pelo contrário, nos dias atuais, aqueles que sofrem, por todo o mundo, as maiores perseguições em razão da natureza de seu credo são justamente aqueles que professam os ensinamentos judaico-cristãos. E isso, é inegável! Que discriminaríamos por origem, que seríamos pretensamente xenófobos, este tema é tratado com detalhes na 9ª falácia, sobre a qual discorreremos a seguir. Por fim, que discriminamos por etnia. Mais um falso argumento que igualmente não se sustenta. Ora, bem dizem as Escrituras Sagradas que a integridade é um atributo divino, pois “Ele é íntegro, justo, correto e perfeito” (Deut. 32:4). Tendo Ele criado o homem à sua imagem e semelhança, compartilha conosco essa virtude e deseja (tendo firme expectativa, mesmo ciente de nossas limitações) que esta seja também uma de nossas qualidades. Logo, a integridade de caráter não tem cor, não se estabelece simplesmente por professar um credo, tampouco pode ser adquirida nos mercados ou ser obtida em troca de algumas moedas, como se refletisse o patrimônio material de alguém. A este respeito, nos ensina um dos homens de maior integridade dentre aqueles citados nos relatos bíblicos, Jó (27: 4-6):
“4 meus lábios não falarão maldade, e minha língua não proferirá nada que seja falso.
5 Nunca darei razão a vocês! Minha integridade não negarei jamais, até a morte.
6 Manterei minha retidão e nunca a deixarei; enquanto eu viver, a minha consciência não me repreenderá”.
Assim, quem se espelha nesse Deus, não olha outra coisa em seu semelhante que não o seu caráter, que se expressa em seus gestos, palavras, atos e omissões.
9) Nona falácia – Que somos xenófobos:
Eita mundo grande sem porteiras… O buscar por novas oportunidades, melhores condições de vida para si e os seus descendentes sempre fez parte da história da humanidade, pelo que jamais deixarão de existir migrações. Assim como muitos dos animais sobre a face da terra, no ar ou sob as águas, somos seres migrantes. É instintivo! Ora, e embora nas migrações animais exista um ir e voltar entre locais muito mais frequente do que entre os seres humanos, estes bem sabem que precisam se adaptar a estas localidades, que é preciso preserválas, posto que fundamentais para a sua sobrevivência. Migrantes são minorias, que, em regra, se destinam a localidades outras para aproveitar as oportunidades limitadas ou inexistentes em seus rincões de origem. O que se busca evitar é a imposição de costumes ou de valores advindos com estes, em substituição ou pela destruição daqueles anteriormente existentes. Migrar já imbuído deste pensar não é adaptar-se, integrar-se, mas a busca deliberada de excluir o outro, de negar-lhe o respeito aos direitos que anseia em encontrar e exige para si, justamente quando negará aos demais quando passar a ser grupo dominante. Nada mais é do que uma usurpação territorial, das pátrias. Conservadores acolhem e colaboram com todos aqueles que querem construir uma pátria comum mais forte e melhor para todos. Contudo, jamais permitirão ser alijados de sua própria pátria, que defenderão com a própria vida.
10) Décima falácia, mas não a última a ser lançada contra os Conservadores – Que somos covardes e violentos.
A violência, comumente, resulta da incapacidade de tratar com argumentos os embates porventura surgidos entre indivíduos, grupos ou nações. Diante da fraqueza ou da ausência da franqueza de argumentos, surge a violência. Na primeira forma, como meio de fazer prevalecer o que a palavra inconsistente é incapaz de vencer. Na segunda, como meio de antagonizar a injusta agressão, já concretizada ou ainda vindoura. É, então, defesa. Por vezes, para evitar esta defesa, perpetram-se ações covardes, como a atuação agressiva de grupos contra indivíduos ou outros grupos em condição de indefesa, como forma de demonstração de pretensa superioridade, o que bem sabem estes agressores, em seu íntimo, embora o neguem consciente ou inconscientemente, que não o são. Seriam os conservadores violentos por defenderem o livre acesso às armas? Para quê armas? Para defenderem de modo autônomo, a liberdade pessoal e de seus entes queridos e sua propriedade e, ainda, terceiros incapazes e injustamente agredidos como aqueles atacados por grupos, no exemplo acima citado, por reconhecerem a incapacidade estatal de prover ao tempo exato e devido a defesa legítima a todos os seus cidadãos e respectivas famílias e propriedades, sobretudo, em um país de dimensões continentais como o Brasil. Não se desejam armas para derrubar governos ou fazer revoluções. Muito pelo contrário, para defendê-los quando legitimamente eleitos e para inibir ou impedir estas últimas, se somente aos “fora da lei” forem acessíveis as armas para a satisfação de seus intentos. Exemplos históricos da supressão de armas junto a populações inteiras reforçam a desconstrução desta falácia. Governos autoritários só temem seus cidadãos quando e enquanto estes estiverem armados.
Bem, para você, leitor, que chegou até o final de nossa exposição e efetiva desconstrução dessas “dez falácias sobre o Conservadorismo” e que gostaria de conhecer um pouco mais sobre o uso de falácias no cotidiano, o que tem lugar nos mais distintos ambientes, seja em discussões familiares, seja em mesas de bar ou nas salas de aula, o convidamos a conhecer um pouco mais sobre a temática, para o que discorremos a seguir sobre dois tipos muito comuns de falácias:
1) A falácia do espantalho: é quando um dos debatedores ignora propositalmente a posição do seu interlocutor, os argumentos de sua defesa e a substitui por uma versão distorcida, que representa, também de forma propositalmente errada, esta posição. Ou seja, passa a agir como um “tradutor” da posição do outro para uma eventual platéia, tentando levá-los a crer que as palavras que saem de sua boca mais a tradução fiel do pensar e agir do outro, cuja interpretação direta deve ser descartada, como se a presença do próprio inexistisse. Em razão disso, a presença daquele seria equiparada a
de um mero espantalho.
2) Falácia do argumento “ad hominem”: ou seja, a crítica contra a pessoa, ao autor, ao emitente da opinião e não ao conteúdo que este expressa. Tenta-se destruir ou fazer a plateia desconsiderar o valor do conteúdo dos argumentos em oposição em razão de uma tentativa, ainda que absurda, de desqualificação da pessoa contra quem se debate.
Sobre o Autor:
*Antonio Nunes Barbosa Filho é Engenheiro Mecânico pela Universidade Federal da Paraíba (1991), Mestre em Engenharia de Produção pela Universidade Federal da Paraíba (1994) e Doutor em Engenharia de Produção pela Universidade Federal de Pernambuco – UFPE (2005), possui bacharelado em Direito (2009) – área de concentração: Direito do Trabalho. Professor da Universidade Federal de Pernambuco (desde 1993). Tem experiência na área de Engenharia de Produção, com ênfase em Ergonomia Aplicada, atuando principalmente nos seguintes temas: pessoas com deficiência, condições de trabalho, projeto de produto, segurança do trabalho e acessibilidade. Foi Coordenador de Transferência de Tecnologia da UFPE e é autor de livros nas áreas de Segurança do Trabalho e Gestão Ambiental, Segurança do Trabalho na Construção Civil, Segurança do Trabalho na Agropecuária e na Agroindústria, Saúde e Segurança Ocupacional em Arqueologia e Projeto e desenvolvimento de Produtos, publicados por editora de caráter nacional.

Fonte: https://www.facebook.com/culturaemdoses/posts/1292466537835349

Após cancelar reunião dos chefes de poderes, o presidente do Supremo diz ao Congresso que o diálogo com o Legislativo não será afetado

 


Após anunciar o cancelamento da reunião entre os chefes de poderes, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luiz Fux, procurou a cúpula do Congresso Nacional para informar que o diálogo com o Poder Legislativo não será afetado.

A decisão de se fazer a reunião dos poderes foi anunciada em 12 de julho, após um encontro entre Fux e o presidente Jair Bolsonaro. Contudo, diante dos novos ataques do presidente da República ao sistema eleitoral e a ministros do STF, o presidente do tribunal decidiu cancelar a reunião.

Diante da decisão, Fux manteve contato com o presidente do Congresso, senador Rodrigo Pacheco (DEM-MG), e também teria falado com o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL).

A ideia do ministro é mostrar que a situação envolvendo o Supremo e Bolsonaro é pontual e não terá desdobramentos nas relações com outras autoridades. De acordo com interlocutores, a relação do Supremo com ministros do governo Bolsonaro também não será afetada.

Nessa semana, o ministro Alexandre de Moraes atendeu a um pedido unânime dos ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e incluiu Bolsonaro entre os investigados no inquérito das fake news em razão dos ataques às urnas.

Fux e Aras – A ideia de Fux levada à cúpula do Congresso foi reforçada durante um encontro do presidente do STF com o procurador-geral da República, Augusto Aras. Ao fim da reunião, em duas notas divulgadas à imprensa, STF e PGR ressaltaram a importância do diálogo.

No Supremo, a avaliação é que o Poder Executivo precisa mais do Supremo, do que o contrário. Isso porque a Corte tem processos em tramitação que podem ter forte repercussão econômica, como a ação que discute qual índice deve ser aplicado na correção dos saldos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e a ação que discute a aplicação da “revisão da vida toda” ao cálculo de benefícios previdenciários.

CPI da Covid 

O senador Renan Calheiros (MDB-AL), relator da Comissão Parlamentar de Inquérito da Covid, disse neste domingo (8) que deve antecipar a entrega do relatório sobre os trabalhos da comissão. O senador afirmou que a CPI obteve “provas indiscutíveis” da atuação do governo de Jair Bolsonaro na promoção da cloroquina e da imunização de rebanho.

O relatório da CPI da Covid pode ser entregue até a primeira semana de novembro, pois a comissão foi prorrogada por mais 90 dias em julho. Para ser aprovado, o relatório deverá receber o voto favorável da maioria dos membros da CPI. As conclusões da CPI e o relatório aprovado podem ser remetidos ao Ministério Público para o indiciamento de possíveis infratores.

“Eu vou, como relator, procurar não utilizar os 90 dias. Eu vou tentar antecipar o relatório porque, como você sabe, nós já temos muitas coisas – na perspectiva sanitária – comprovadas. Estamos caminhando para comprovar as demais. Nós vamos ter nos próximos dias também avanços na investigação do que acontece no Rio de Janeiro nos hospitais [federais] e nas organizações sociais”, disse Calheiros.

O Sul

Comitê Olímpico do Brasil quer aumentar valor de bônus por pódio para a Olimpíada de Paris

 


O COB (Comitê Olímpico do Brasil) planeja aumentar a bonificação destinada aos atletas medalhistas em Olimpíadas na próxima edição do megaevento, programada para acontecer em Paris, em 2024. A avaliação da direção da entidade é a de que premiar financeiramente os competidores que chegarem ao pódio é uma tendência mundial e funcionou positivamente em Tóquio.

O Brasil bateu o recorde de medalhas na capital japonesa, com 21 (sete ouros, seis pratas e oito bronzes). Os agraciados receberão um total de R$ 4,6 milhões a serem pagos pela entidade, com dinheiro privado. O expediente é adotado há tempos em outros países, como Estados Unidos, Canadá e outras potências olímpicas.

“Nós fazemos contingenciamentos, cortamos despesas para termos condições de dar esse incentivo aos atletas em situações importantes, como os Jogos Olímpicos. Nossa ideia é continuar a fazer esse tipo de estímulo e aumentá-lo para Paris”, afirmou o diretor-geral do COB, Rogério Sampaio.

A entidade anunciou em junho que daria bônus para quem ficasse entre os três primeiros colocados na competição: o ouro valeria R$ 250 mil para indivíduos, R$ 500 mil para times com até seis integrantes e R$ 750 mil para equipes com sete ou mais; a prata tem prêmios entre R$ 150 mil e R$ 450 mil; e o bronze vai de R$ 100 mil a R$ 300 mil.

Rebeca Andrade, ouro (salto) e prata (individual geral) na ginástica, por exemplo, embolsa R$ 400 mil com as conquistas. A seleção masculina de futebol, com o ouro na decisão contra a Espanha, leva R$ 750 mil para dividir entre os convocados. Já a equipe feminina de vôlei, vice-campeã neste domingo, ganha R$ 450 mil pela prata, também para compartilhar entre o elenco.

Duplas como as velejadoras Martine Grael e Kahena Kunze (ouro, ou seja, R$ 500 mil) e as tenistas Laura Pigossi e Luisa Stefani (bronze, R$ 200 mil) recebem valores diferenciados.

Para conseguir viabilizar mais dinheiro para os bônus dos atletas, o COB pretende também arrecadar mais recursos privados, hoje ainda escassos – a entidade sobrevive com verba da Lei Agnelo Piva, que vem de porcentagem das loterias federais. É uma das prioridades para o ciclo que desemboca em Paris 2024.

O Sul

Olimpíada de Paris terá surfe no Taiti, breakdance e provas em cartões-postais

 


Com o encerramento dos Jogos de Tóquio neste domingo (8), começa também a contagem regressiva para a Olimpíada de Paris-2024. Devido ao adiamento da atual edição por conta da pandemia, o tempo de espera será menor do que os quatro anos habituais até a próxima cerimônia de abertura, marcada para 26 de julho.

Embora algumas definições estejam previstas para os 1.083 dias que separam os dois eventos, atrativos como a disputa do surfe no Taiti, a inclusão do breakdance como modalidade olímpica e a realização de provas em cartões-postais da capital francesa já estão confirmados.

Nova modalidade

A principal novidade em Paris será a inclusão do breakdance como modalidade, o que já ocorreu nos Jogos Olímpicos da Juventude em Buenos Aires, em 2018. A competição consistirá em dois eventos – um masculino e outro feminino – nos quais 16 b-boys e 16 b-girls vão se enfrentar em batalhas solo, avaliadas por um grupo de juízes. Estreantes em Tóquio, o surfe, o skate e a escalada serão mantidos no programa olímpico. A decisão coaduna com o objetivo de atrair o público jovem e tornar o evento mais plural. Em contrapartida, o caratê e o basebol/softbol não serão disputados.

“Os quatro esportes propostos por Paris estão totalmente em linha com a Agenda Olímpica 2020 porque eles contribuem em deixar o programa com um melhor equilíbrio de gênero e mais urbano, oferecendo uma oportunidade de se conectar com a geração mais jovem”, disse Thomas Bach, o presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI).

Surfe no Taiti

Sem praias em Paris, a organização precisou escolher outra sede para o surfe, que será disputado em Teahupoo, no Taiti. O arquipélago fica a cerca de 15 mil quilômetros da capital francesa, no Oceano Pacífico. É basicamente o oposto de Tsurigasaki, praia onde Ítalo Ferreira se tornou o primeiro campeão olímpico de surfe da história. Além do cenário de ilha paradisíaca e mar azul, o local de competição tem umas das ondas mais perigosas do mundo, na visão de surfistas.

A época das melhores e maiores ondas vai de abril a setembro, o que vai abarcar o período de realização dos Jogos. Em razão de sua força e velocidade, a formação das ondas é perfeita para tubos cinematográficos, mas perigosa. Uma queda debaixo dela pode ter consequências graves porque a onda se forma em um trecho da praia cheio de corais no fundo.

Tais condições podem podem ser mais propícias a tubos do que a aéreos, manobras que Ítalo Ferreira e Gabriel Medina apresentaram em exaustão na praia japonesa.

Horários melhores

O cronograma dos Jogos, que vão acontecer entre 26 de julho e 11 de agosto, ainda não foi elaborado. Mas é certo que o brasileiro não vai precisar passar a madrugada acordado para acompanhar as competições. Na Olimpíada de Londres, por exemplo, a maioria das provas ocorreu entre 5h e 18h no horário de Brasília. Como o fuso em Paris é próximo, essa programação não deve sofrer grandes mudanças.

Competições em cartões-postais

Vislumbrando um evento sustentável, a organização de Paris 2024 prevê que 95% das arenas olímpicas usadas nos Jogos sejam já existentes ou temporárias. Entre as vantagens, está o fato de que haverá provas em cartões-postais da capital francesa, como partidas disputadas de frente para a Torre Eiffel. É o caso, por exemplo, do vôlei de praia. Estruturas para receber as competições de lutas, como judô e luta greco-romana, também serão erguidas ao longo da Champ de Mars, uma das maiores áreas verdes da Cidade-Luz.

Já as disputas do skate, do BMX freestyle e do basquete 3×3 vão ocorrer na Praça da Concórdia, no coração da capital francesa. O tiro com arco, por sua vez, será realizado de frente para o Palácio dos Inválidos, cuja construção foi ordenada por Luís XIV, o “Rei Sol”. O local é sede de museus e monumentos, entre eles o túmulo de Napoleão Bonaparte, líder militar de destaque no período da Revolução Francesa.

A Pont d’Iéna, que corta o Rio Sena, será transformada em arquibancadas para provas de triatlo e ciclismo aos pés da Torre Eiffel. As provas de vela contarão com uma vista privilegiada da marina de Marselha. A modalidade é uma entre as oito que ocorrerão em locais mais afastados. Os outros 24 esportes serão disputados em até 10 km da vila dos atletas.

Estádios e arenas já conhecidos no mundo todo também vão abrigar competições. O futebol terá partidas no Parc des Princes, casa do clube multimilionário PSG de Neymar – e talvez de Messi. Já o tênis será disputado nas quadras do complexo de Roland-Garros.

O Sul

CHIRIBIQUETE: AMAZÔNIA ABRIGA A "CAPELA SISTINA" DA PINTURA RUPESTRE

 Uma localidade no sul da Colômbia abriga algumas das pinturas rupestres mais impressionantes do mundo. Chiribiquete é conhecida entre os arqueólogos latino-americanos como a "Capela Sistina" da Amazônia. Esse parque nacional foi declarado patrimônio cultural e biológico da humanidade pela UNESCO em 2018.

No idioma karijuna, falado pelos indígenas que habitavam a região, Chiribiquete significa "colina onde se desenha". Pouco se sabia sobre esse lugar, até que Carlos Castaño, arqueólogo e antropólogo colombiano, teve que fazer uma viagem à Amazônia colombiana em 1986. Lá, ele encontrou um tesouro perdido: mais de 75 mil pinturas rupestres que retratam a rica diversidade biológica da região.
“É um lugar absolutamente transcendente devido ao seu significado simbólico e cosmogônico, que talvez remeta aos primeiros momentos na América", explica Castaño. Segundo ele, a arte rupestre de Chiribiquete, que inclui pinturas de animais como a onça-pintada, é uma das manifestações culturais mais antigas do continente. Os pesquisadores estimam que alguns dos desenhos possam ter sido feitos há cerca de 20 mil anos
Segundo o especialista, o apelido de "Capela Sistina" é perfeito para definir o local. Isso porque os desenhos que estão ali apresentam grande qualidade e requinte, além de ter um caráter sagrado. “Existem poucos lugares no mundo com essas condições”, afirma Castaño.
Fonte: BBC
Imagens: Álvaro Gaviria/Parques Nacionales de Colombia






Fonte: https://www.facebook.com/culturaemdoses/posts/1292457221169614

Tóquio se despede dos Jogos Olímpicos, e Paris já se prepara para sediar o evento em 2024

 


Faltam 1.083 dias para as Olimpíadas de Paris 2024. A contagem regressiva começou neste domingo na Cerimônia de Encerramento dos Jogos de Tóquio. Sem público nas arquibancadas, mas em clima de festa com direito a um show de luzes e muita música, os japoneses celebraram o fim das Olimpíadas de Tóquio e fizeram a passagem de bastão para os franceses.

A chama olímpica foi apagada depois de 17 dias de disputas nas arenas de Tóquio marcando o fim das Olimpíadas. Para o Comitê Olímpico Internacional (COI) e para o Comitê Organizador dos Jogos, ter conseguido realizar as Olimpíadas em tempos de pandemia do coronavírus foi um desafio superado. Uma barreira que todos esperam que não se repita a caminho dos Jogos de Paris, em 2024.

A governadora de Tóquio, Yuriko Koike, entregou a bandeira do COI para Thomas Bach, presidente do COI, que passou o pavilhão para Anne Hidalgo, prefeita de Paris. Foi a simbólica passagem de bastão.

A cerimônia de encerramento acabou com uma chamada para as Paralimpíadas de Tóquio. A abertura dos Jogos Paralímpicos está programada para o dia 24 de agosto.

Luzes e música

Por causa da pandemia do coronavírus, o Japão teve de reduzir os custos das cerimônias de abertura e encerramento. Ainda assim, a festa deste domingo foi marcada por um show de luzes na formação dos aros olímpicos, simbolizando a energia de todos os torcedores que não puderam estar nas arquibancadas.

Muita música japonesa também transportou os atletas um pouco para perto da cidade de Tóquio que eles não puderam conhecer por causa da pandemia do coronavírus. Os participantes dos Jogos só podiam se deslocar entre as arenas e a Vila Olímpica.

Parada das nações

Como é de costume na Cerimônia de Encerramento, todas as bandeiras dos países entraram juntas no Estádio Olímpico. A ginasta campeã olímpica Rebeca Andrade foi a porta-bandeira do Brasil. Por causa da pandemia do coronavírus, 63 das 206 delegações não enviaram representantes, e suas bandeiras foram carregadas por voluntários.

“Estou muito feliz. Eu me sinto muito honrada. De tantos atletas, eu fui a escolhida. É um sonho estar aqui”, disse Rebeca Andrade.

Brasil

Assim como na Cerimônia de Abertura, a participação do Brasil foi reduzida para evitar surto de coronavírus. Rebeca Andrade foi a porta-bandeira em reconhecimento às conquistas da ginasta, prata no individual geral e ouro no salto. Campeão no boxe, Hebert Conceição foi o representante masculino dos atletas do Brasil. Francisco Porath, técnico de Rebeca, representou os treinadores do Brasil.

Completaram a delegação brasileira a médica Ana Corte, o vice-chefe de missão Sebastian Pereira e Bira, funcionário mais antigo do COB.

Pódios

Como já virou tradição, a cerimônia de pódio da maratona foi realizada dentro da festa de encerramento dos Jogos. Foi a primeira vez, porém, que a prova feminina da maratona também recebeu essa honraria, reforçando o conceito de igualdade de gêneros dos Jogos de Tóquio. O hino do Quênia tocou para Peres Jepchirchir e Eliud Kipchoge.

O Sul

Cientistas testam, no Brasil, necessidade de terceira dose de vacina contra covid

 


Na última semana, uma marca importante foi alcançada: mais de cem milhões de brasileiros estão vacinados com a primeira dose ou dose única da vacina contra covid. Os cientistas torcem para que a vacinação ganhe a corrida contra a variante delta e outras variantes que possam surgir, e querem descobrir por quanto tempo ficaremos protegidos. No Brasil, já estão sendo realizados testes com doses de reforço.

O que a ciência sabe até agora é que alguns meses depois da segunda dose de qualquer vacina a quantidade de anticorpos cai. Mas isso não significa que as pessoas ficarão vulneráveis.

“Quando vocês ouvirem falar que anticorpos diminuíram, não se assustem, porque os anticorpos vão diminuir. É natural que diminuam, mas isso não quer dizer que não tem a proteção. Os anticorpos são aquela primeira linha de defesa do organismo, mas por trás dos anticorpos têm outras linhas de defesas”, explica a infectologista Denise Garrett.

E são justamente as pesquisas com anticorpos que estão levantando um debate no mundo todo sobre a aplicação de doses de reforço. Israel, Alemanha, França, Chile e Uruguai, países que estão usando diferentes imunizantes, já revelaram planos para oferecer uma dose extra para grupos de risco.

As pesquisas sobre o tema também chegaram ao Brasil. Uma terceira dose da Pfizer está sendo testada com 1.160 voluntários. Metade tomou a vacina, metade tomou placebo. Na última sexta-feira (6), houve a última aplicação em um centro de São Paulo.

“Esse estudo vai mostrar se a eficácia da vacina tomada na dose de reforço é maior significantemente do que aquelas pessoas que só tomaram duas doses”, diz Cristiano Zerbini, coordenador de estudos da Pfizer no Brasil.

“A dose de reforço deve ser discutida só dentro do plano científico. Para isso, nós estamos fazendo um estudo. Pode ser que a gente prove que não há necessidade”.

Uma terceira dose da Oxford/AstraZeneca também começou a ser aplicada em pesquisa no país nas últimas semanas. E o Ministério da Saúde anunciou um estudo sobre doses de reforço para quem tomou Coronavac, com 1.200 voluntários.

O Instituto Butantan, fabricante da Coronavac, afirmou que pretende iniciar uma pesquisa sobre o tema.

“Deve iniciar ainda nesse mês, exatamente para definir qual será a contribuição de uma dose adicional independentemente de quais tenham sido as duas primeiras doses. Uma revacinação pode ser feita com uma vacina completamente diferente”, diz o presidente do Butantan, Dimas Covas.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) pediu a países ricos que adiem planos de aplicar a terceira dose em massa enquanto dezenas de nações mal começaram a vacinar os principais grupos de risco. Segundo a OMS, o número de mortes por Covid na África subiu 80% no último mês.

“Numa pandemia, isso é claro: ou todos os países agem de forma conectada ou aqueles mais suscetíveis vão sofrer por mais tempo e, consequentemente, nenhum país, mesmo tendo controlado a pandemia, vai estar tranquilo”, afirma o imunologista Gustavo Cabral.

Por enquanto, é o avanço da primeira rodada da vacinação em todo o Brasil — e em todos os países — que vai controlar a transmissão e impedir o surgimento de variantes mais perigosas.

O Sul

Olimpíada 2020: Brasil termina em 12º lugar, a melhor posição da história

 


Os recordes de ouros e de medalhas levaram o Brasil ao 12º lugar no quadro de classificação das Olimpíadas de 2020, a melhor posição da história, uma acima do 13º conquistado no Rio, em 2016.

Em Tóquio, a delegação brasileira igualou a marca recorde de sete ouros – a mesma de cinco anos atrás – e conquistou seis pratas e oito bronzes. O total de 21 medalhas em uma só edição também é um recorde entre as participações brasileiras em Olimpíadas.

O Brasil empatou com Canadá e Nova Zelândia em número de ouros e pratas. A delegação canadense assegurou o 11º lugar por ter 11 bronzes. Os neozelandeses ficaram em 13º, com sete bronzes, um a menos que o conjunto brasileiro. Cuba também conquistou sete ouros, mas ficou em 14º, com três pratas e cinco bronzes.

Em relação à classificação final de 2016, a delegação do país conseguiu, nas Olimpíadas de Tóquio, ultrapassar a Hungria e a Coreia do Sul, mas foi superada pelo Canadá.

A posição final do Brasil no quadro de medalhas dos Jogos de 2020 condiz com o tamanho do conjunto de atletas enviado pelo Comitê Olímpico Brasileiro (COB) a Tóquio. Foram 302 competidores, a 12º maior delegação entre todos os países nos Jogos.

No Rio, em 2016, como era sede, o Brasil teve uma delegação maior, com 465 atletas inscritos.

No topo do quadro, os Estados Unidos ficaram à frente, em Tóquio, com 39 ouros e 113 medalhas no total, contra 38 de ouro e 88 no total da China.

Nordeste e mulheres

Atletas do Nordeste e mulheres puxam a lista dos brasileiros campeões olímpicos em Tóquio. As competidoras do país conquistaram nove pódios, o que também representa um recorde na história da participação das mulheres.

O primeiro ouro do País nos Jogos veio de um esporte estreante nas Olimpíadas, o surfe, com o potiguar Ítalo Ferreira.

Os títulos femininos começaram com a primeira brasileira a ganhar duas medalhas em apenas uma edição dos Jogos. Depois de levar a prata no individual geral, a ginasta paulista Rebeca Andrade ficou com o lugar mais alto do pódio no salto.

A fluminense Martine Grael e a paulista Kahena Kunze repetiram o feito do Rio-2016 e foram bicampeãs olímpicas na classe 49erFX da vela. A baiana Ana Marcela Cunha conquistou um ouro inédito na maratona aquática.

E no sábado (7), penúltimo dia dos Jogos, o Brasil faturou três medalhas de ouro. O baiano Isaquias Queiroz foi campeão na categoria C1 1000m da canoagem, o primeiro título do país no esporte em Olimpíadas.

O também baiano Hebert Conceição venceu a categoria peso médio do boxe. E a seleção brasileira foi bicampeã olímpica no futebol masculino.

O Sul