segunda-feira, 9 de agosto de 2021

Comitê Olímpico do Brasil quer aumentar valor de bônus por pódio para a Olimpíada de Paris

 


O COB (Comitê Olímpico do Brasil) planeja aumentar a bonificação destinada aos atletas medalhistas em Olimpíadas na próxima edição do megaevento, programada para acontecer em Paris, em 2024. A avaliação da direção da entidade é a de que premiar financeiramente os competidores que chegarem ao pódio é uma tendência mundial e funcionou positivamente em Tóquio.

O Brasil bateu o recorde de medalhas na capital japonesa, com 21 (sete ouros, seis pratas e oito bronzes). Os agraciados receberão um total de R$ 4,6 milhões a serem pagos pela entidade, com dinheiro privado. O expediente é adotado há tempos em outros países, como Estados Unidos, Canadá e outras potências olímpicas.

“Nós fazemos contingenciamentos, cortamos despesas para termos condições de dar esse incentivo aos atletas em situações importantes, como os Jogos Olímpicos. Nossa ideia é continuar a fazer esse tipo de estímulo e aumentá-lo para Paris”, afirmou o diretor-geral do COB, Rogério Sampaio.

A entidade anunciou em junho que daria bônus para quem ficasse entre os três primeiros colocados na competição: o ouro valeria R$ 250 mil para indivíduos, R$ 500 mil para times com até seis integrantes e R$ 750 mil para equipes com sete ou mais; a prata tem prêmios entre R$ 150 mil e R$ 450 mil; e o bronze vai de R$ 100 mil a R$ 300 mil.

Rebeca Andrade, ouro (salto) e prata (individual geral) na ginástica, por exemplo, embolsa R$ 400 mil com as conquistas. A seleção masculina de futebol, com o ouro na decisão contra a Espanha, leva R$ 750 mil para dividir entre os convocados. Já a equipe feminina de vôlei, vice-campeã neste domingo, ganha R$ 450 mil pela prata, também para compartilhar entre o elenco.

Duplas como as velejadoras Martine Grael e Kahena Kunze (ouro, ou seja, R$ 500 mil) e as tenistas Laura Pigossi e Luisa Stefani (bronze, R$ 200 mil) recebem valores diferenciados.

Para conseguir viabilizar mais dinheiro para os bônus dos atletas, o COB pretende também arrecadar mais recursos privados, hoje ainda escassos – a entidade sobrevive com verba da Lei Agnelo Piva, que vem de porcentagem das loterias federais. É uma das prioridades para o ciclo que desemboca em Paris 2024.

O Sul

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