segunda-feira, 9 de agosto de 2021

DEZ FALÁCIAS SOBRE O CONSERVADORISMO

 


Falácia – do latim fallare, enganar; qualidade do que é falaz; qualquer enunciado, argumento ou raciocínio falso, inconsistente, inválido ou falho que, todavia, simula a verdade, com aparência de correto, na tentativa de sustentar o que alega; aquilo ou aquele que tem em si falsidade.
Por: Antonio Nunes Barbosa Filho (DPL)
No campo do debate das ideias existe uma máxima que diz: “Acuse o seu inimigo daquilo que você é!”. Assim na efervescência das narrativas amplamente divulgadas, a população em geral já não terá condições de distinguir este daquele grupo. Este daquele ideário, estando, assim, a mercê de quem domina os meios de comunicação, como feito em muitos países totalitários. Como fazem os ditadores e todos os que têm aspirações de sê-lo. Neste sentido, se processa o que se convenciona chamar de “assassinato de reputações”, imputando ao outro lado aquilo que não é justamente a essência de seus opositores. E tal acontece com os Conservadores comumente atacados por associações caluniosas quanto aos seus valores ou comportamento, dentre as quais listaremos e poremos abaixo as 10 (dez) falácias mais comuns sobre o Conservadorismo.
Bom, mas a priori convém explicitar quem é o indivíduo conservador, seus valores, modo de pensar e de agir para, em seguida, refutarmos de modo inconteste cada uma destas falácias.
Em termos simples, o conservador “é aquele indivíduo que deseja preservar aquilo que ama”, sobretudo a vida, a liberdade, a pátria e a família, em especial por entender que esta última é a base da sociedade que se converterá em nação. Assim, destruindo-se aquela jamais se alcançará esta, em suas expectativas de respeito ao próximo, de justiça, de igualdade e de prosperidade, que são princípios que devem caminhar lado a lado. O conservador preza pela liberdade, ampla, geral e irrestrita, a qual dever se somente limitada pela responsabilidade consigo mesmo e com os demais, de modo recíproco. Para tanto, entende que o cidadão, a menor das minorias, deve ser amplamente protegido de e não tutelado pelo Estado, que jamais pode ser o senhor das vontades e dos destinos.
Dito isto, passemos ao exame das falácias:
1) Primeira falácia – Que somos fanáticos religiosos:
Herdeiros das tradições judaicocristãs, por um lado e das Greco-Romanas, de outro, defendemos valores inegáveis como a honra, verdade e fé em um Ser supremo, que nos impele a sermos jutos, honesto e verdadeiros. E destes não devemos nos afastar, sob pena de nossa própria consciência ser o primeiro e mais rigoroso julgador de nós mesmos. Quem não baliza seus atos por estes sentimentos não se importa em mentir, ser injusto e até mesmo cruel, posto que incapazes de julgarem a si próprios, não compreenderão a necessidade de colocar freios ao mal que aos seus semelhantes possam causar. Nesta esteira, não faltam exemplos de atrocidades que, ao longo da história da humanidade, foram capazes e ainda o são, na atualidade, de causar tanto sofrer até mesmo em seus nacionais. Explicita-se, portanto, nesta simples distinção, a impossibilidade dos Conservadores serem fanáticos religiosos e aqueles a quem é possível, por negação da importância de uma religião como balizador positivo para a vida humana, em nome das ideias que defendem, infligir danos continuados aos demais de sua espécie.
2) Segunda falácia – Que somos contra a evolução, contra as inovações:
Acreditamos que o melhor caminho para a humanidade é transpor a inafastável evolução passo a passo, para que todos possam seguir juntos.Vemos com comedidas restrições que a noção de que para evoluir é preciso destruir ou desconsiderar o que antes estava posto. Ora, como será possível fazê-lo sem bases, sem alicerces, o quanto custará e o quanto tardará tentar fazê-lo a partir de uma “terra arrasada”? Ora, o que repugnamos é a busca insensata pela revolução, que deve romper com todo o anterior, o histórico, o já passado, anteriormente consolidado, como se fosse possível negá-lo, deixar de lado os aprendizados decorrentes e, como em um passe de mágica – milagrosamente, diriam alguns – possa se estabelecer uma sociedade perfeita. Mas, enquanto esta não chega, aqueles que anseiam por este futuro de faz-de-conta, costumam aproveitar e dividir somente entre os mais próximos, fazendo desaparecer eventuais discordantes, as benesses que esbravejam ser para todos em sua destruição improdutiva, em verdade, arrasadora. Conservadores inovam, de modo sustentável, o que gera riqueza para toda a sociedade, que termina partilhada e oferecendo melhor qualidade de vida a todos os seus integrantes. Assim, cai por terra a segunda falácia!
Sobre o ludismo: Foi um movimento operário que teve lugar na Inglaterra, ao início do século XIX, liderado por Neil Ludd (de onde se derivou o termo “luditas”), por meio do qual se colocaram frontalmente contra a mecanização da indústria têxtil inglesa, chegando a destruir vários teares mecânicos, como se isso fosse necessário e suficiente para garantir os empregos dos tecelões nos superados teares manuais. Desde então, verificou-se uma importante lição que deve ser relembrada através dos tempos. Não se pode negar a importância dos teares mecânicos em detrimentos aos manuais, se os primeiros podem produzir muito maior quantidade de tecidos em menor tempo, a um custo muito inferior e, assim, permitir que um número maior de pessoas possam se vestir e usufruir dos benefícios de sua utilização, entre estes a proteção de seus corpos. Ou seja, a inovação traz benefícios a todos, no longo prazo e não pode ser refutada de pronto, em sua introdução, como se apenas evitar malefícios pontuais fossem mais importantes do que os benefícios coletivos, alguns universais, que podem resultar das novas tecnologias.
3) Terceira falácia – Que somos patrimonialistas:
O quê vem a ser o patrimônio acumulado? Em termos financeiros deveria ser o conjunto de todos os bens resultantes do trabalho honesto acumulados para, suficientemente, prover o sustento para si e para os seus, no cotidiano e na velhice, de modo a assegurar a dignidade humana em suas necessidades gerais, sem incorrer-se em ganância ou usura, muito pelo contrário, baseado na distribuição responsável e na fraternidade, que advém de princípios e de valores religiosos e de saudável convivência social. Ora, se de modo honesto e digno obtenho meios para prover a subsistência própria e de familiares, partilhando o excedente – às vezes nem tanto – para minorar as fragilidades de outros concidadãos, estimula-se, ao mesmo tempo, o trabalho e a solidariedade diretamente entre cidadãos, sem que haja a necessidade de expropriação, por parte de uma Superestrutura, o Estado, que se encarregará de buscar junto a quem produz ou tem, excedentes, para os padrões determinados por representantes estatais, e partilhará tais recursos, de forma inominada ou propositadamente nominada, em favor das autoridades estatais, para atribuir-lhes o papel de benevolentes e estabelecer laços de gratidão por quem beneficiado com o recurso disposto por outras famílias a quem se impôs esta perda patrimonial, nem sempre voluntária, e que denomina ironicamente de “contribuição”. E quando as pretensões de assistência estatal se agigantam, muitas vezes no afã de estabelecer um patrimônio para pretensamente “servir” a todos, termina por mal servir a muitos e, não raro, a impor subtrações patrimoniais que chegam a inviabilizar a dignidade de famílias e de contribuintes individuais, penalizando todos, exaurindo a capacidade de investimentos e de melhoria de vida destes. Assim sendo, melhor seria que as próprias famílias, segundo os seus valores e capacidades, fossem os executantes em efetivo dessa redistribuição de patrimônio, posto que, em realidade o são, e não um Estado agigantado e, também não raro, pouco eficiente neste propósito. É, portanto, pura falácia que os conservadores desejam e acumulam capital apenas para si mesmos e para os seus descendentes em detrimento do restante da sociedade. Muito pelo contrário, é justamente desse capital acumulado que surgem investimentos em novos negócios, em inovações que geram oportunidades de geração de emprego e renda para grande parte da população, em especial em períodos de escassez econômica.
4) Quarta falácia – Que nazistas e fascistas eram conservadores! E costumeiramente somos a estes associados.
Esta é talvez a maior, a mais absurda e a menos sustentável das falácias arremessadas ao encontro dos conservadores. É, pois, facilmente desconstruída, bastando para isso, justamente, analisar as três falácias anteriores. Ora, não apenas o nazismo, como o fascismo e demais ideologias que pregaram e ainda pregam a supressão religiosa, a ruptura abrupta da ordem social e o crescimento do Estado, como o legitimado distribuidor de riquezas e promotor de igualdades, sobretudo para as classes menos abastadas de suas populações, caminham e se estabelecem em posições diametralmente opostas ao Conservadorismo, conforme já explicitado e demonstrado quando discorremos acerca das três falácias anteriores, abordando a religião, o modelo de evolução social e econômico preconizado, bem como de distribuição do excedente produzido no âmbito das famílias. Portanto, inegavelmente superada, posto que integralmente refutada esta quarta falácia.
5) Quinta falácia: Que somos demofóbicos, portanto, contra o povo!
Ora, ora… ser contra o povo, ter aversão ao povo, seria o mesmo que admitir, ainda que imaginariamente, estar fora deste, não se incluir nesta categoria e pôr-se em condição de antagonismo, o que exigiria para a sua manutenção e perpetuação assumir posição acima deste. Por princípios religiosos ou dos valores democráticos herdados, aos quais já nos referimos ainda quando dissertamos acerca da primeira falácia, conservadores legítimos jamais poderão assumir esta posição, posto ser contra tudo o que os constitui como indivíduos participantes de qualquer coletividade. Existe e paira acima dos conservadores um sistema de coordenação de pensar que os impele a agir de modo permanente segundo este e jamais se afastar deste, o que também já foi explicitado. Exemplos não faltam de que são justamente aqueles que têm inclinações e percepções de ideário destoantes dos conservadores, quando detentores do poder estatal, em suas distintas esferas, que impõem ao povo distanciamento, repressão e o abandono à própria sorte, uma vez que a busca pelo poder por integrantes deste grupo se dá, não pelo interesse da satisfação das necessidades populares, mas, tãosomente, de si próprios e daqueles que, em troca de migalhas da fartura e dos privilégios obtidos ilegalmente por acesso ao poder e aos cofres públicos, se lançam em defesa do indefensável. Em razão disso, defendem um estado imenso, capaz de fornece-lhes benesses que de outra forma, em geral, não estariam aptos a obter.
6) Sexta falácia – Que somos homofóbicos:
Esta falácia se assenta em um modo de pensar circular, que tenta levar de um pensamento inconsistente a outro, sem antes demonstrar a real possibilidade de inter-relacionamento entre estes e deste para aquele, como em um ciclo vicioso do qual se torna impossível escapar. Se assim fosse, seria um trilho e não trilha, cujo caminho deve ser aberto para se poder explorar. Pois bem, passemos a trilhar as pretensões de associação para esta 6ª falácia. Reputam-se os Conservadores como fanáticos religiosos, o que já foi devida e integralmente refutado, e como tal, inevitavelmente, seriam homofóbicos. Ora, se aquela condição que levaria à segunda já foi desconstituída, esta igualmente última se apresenta inteiramente frágil. Não nos cabe julgar escolhas íntimas de cada indivíduo, enquanto estas importam e afetam tão-somente a cada um. Não há e nem cabe, neste sentido, nenhum julgamento de valor ao ser humano e de suas escolhas. Nossas restrições se colocam quando as consequências dessas escolhas culminam por tentar fazer incidir, de modo amplo, geral e irrestrito sobre a sociedade uma mudança de valores e insistem em difundir, com o intuito de normalizar, um comportamento que notadamente não é predominante em nenhuma das sociedades ao longo da história da humanidade. Não se trata, portanto, em hipótese nenhuma, de uma tentativa de segregação, de exclusão, de tornar alguém “sub-cidadão” por suas escolhas sexuais. O que entendemos é que não se pode substituir o senso comum, ou seja, da grande maioria, em detrimento e fazendo vigorar as expectativas de um grupo menor, cujos direitos não são negados, mas cujo entendimento de sociedade não pode suplantar o dos demais concidadãos. Se assim fosse, teríamos uma condição insustentável de “ditadura das minorias” que, recorrentemente, posto que sempre instável, traria novas concepções de sociedade a vigorar, segundo o entendimento de cada grupo minoritário a reclamar o seguimento de sua concepção de viver no cenário social. Havemos de conviver harmoniosamente todos os grupos sociais, mas não se pode impor desejos e modos de vida de nenhum destes sobre outros ou sobre os demais, condição esta que, por princípio, excluiria o próprio sentido de democracia.
7) Sétima falácia: Que somos misóginos:
Ou seja, que temos ódio ou aversão às mulheres. Ora, ora… Os conservadores estão continuamente dispostos a dar a vida por suas esposas, mães e filhas, para defendê-las – e, por vezes, até por desconhecidas, ao percebê-las necessitar de ajuda, de defesa, mesmo diante de outros homens – por reconhecerem nelas toda a grandiosidade do ser feminino e de sua importância nos contextos familiar, social e econômico. Basta esta insofismável predisposição para fazer cair por terra a presente falácia. Conservadores se dispõem a correr os riscos, a assumir o trabalho pesado, a se contentar com o mínimo, para que suas esposas e filhos tenham o conforto, a proteção e a segurança que de outra forma não encontrariam. Acreditamos na importância de que as famílias tenham presença materna e paterna para o seu desenvolvimento. Que não há prevalência desta figura sobre aquela, mas que cabe à paterna se colocar em posição de guardião dessa família, para, inclusive, reagir à força às ameaças externas ou mesmo de filhos homens que, inadequadamente, possam se insurgir contra a própria mãe e irmãs, tentando fazer valer a força de sua juventude, pelos mais diversos motivos. Para tanto, precisa ser respeitado e reconhecido neste papel. Pais e mães de famílias saudáveis conversam sobre as escolhas e destinos de suas famílias, consensam suas decisões. Imaginem que, certa vez, ouvi de viva voz de uma senhora de cerca de 60 anos, aconselhando a todas as presentes em determinado ambiente público, que “mulheres que ganhassem mais do que os seus maridos não precisavam dar satisfação do que fazem com o seu salário”. Então, perguntei-lhe: O que a senhora realmente entende por comunhão em um casamento? Ora, se o defendido por esta senhora fosse razoável ou plausível, por que discordar da impropriedade e questionar os homens que ganham mais do que suas companheiras ou esposas quando não as deixam participar das decisões relativas ao salário deles, quando, muitas vezes, estas não trabalham e o salário masculino é o único provedor das necessidades domésticas? A questão, em realidade, não é relativa à origem do sustento familiar, mas dos princípios que regem cada família.
😎 Oitava falácia – Que somos racistas:
Que pretensamente discriminamos etnias ou por origem, por orientação religiosa ou por preferência sexual. Em realidade, esta falácia se desdobra em várias, cada qual com os seus respectivos falsos argumentos. Passemos ao exame de cada uma destas: quanto à discriminação por preferência sexual, esta já foi desconstituída na 6ª falácia (“Os conservadores são homofóbicos”). Que discriminamos por orientação religiosa, falso! Pois, como igualmente explicitado, a tradição judaico-cristã baseia-se na tolerância e na reciprocidade entre as religiões, a partir do respeito às crenças individuais ou ate mesmo na ausência desta. Não pregamos o extermínio de quem quer que seja, muito menos por causa de sua fé, como afeito a outros, segundo suas ideologias. Muito pelo contrário, nos dias atuais, aqueles que sofrem, por todo o mundo, as maiores perseguições em razão da natureza de seu credo são justamente aqueles que professam os ensinamentos judaico-cristãos. E isso, é inegável! Que discriminaríamos por origem, que seríamos pretensamente xenófobos, este tema é tratado com detalhes na 9ª falácia, sobre a qual discorreremos a seguir. Por fim, que discriminamos por etnia. Mais um falso argumento que igualmente não se sustenta. Ora, bem dizem as Escrituras Sagradas que a integridade é um atributo divino, pois “Ele é íntegro, justo, correto e perfeito” (Deut. 32:4). Tendo Ele criado o homem à sua imagem e semelhança, compartilha conosco essa virtude e deseja (tendo firme expectativa, mesmo ciente de nossas limitações) que esta seja também uma de nossas qualidades. Logo, a integridade de caráter não tem cor, não se estabelece simplesmente por professar um credo, tampouco pode ser adquirida nos mercados ou ser obtida em troca de algumas moedas, como se refletisse o patrimônio material de alguém. A este respeito, nos ensina um dos homens de maior integridade dentre aqueles citados nos relatos bíblicos, Jó (27: 4-6):
“4 meus lábios não falarão maldade, e minha língua não proferirá nada que seja falso.
5 Nunca darei razão a vocês! Minha integridade não negarei jamais, até a morte.
6 Manterei minha retidão e nunca a deixarei; enquanto eu viver, a minha consciência não me repreenderá”.
Assim, quem se espelha nesse Deus, não olha outra coisa em seu semelhante que não o seu caráter, que se expressa em seus gestos, palavras, atos e omissões.
9) Nona falácia – Que somos xenófobos:
Eita mundo grande sem porteiras… O buscar por novas oportunidades, melhores condições de vida para si e os seus descendentes sempre fez parte da história da humanidade, pelo que jamais deixarão de existir migrações. Assim como muitos dos animais sobre a face da terra, no ar ou sob as águas, somos seres migrantes. É instintivo! Ora, e embora nas migrações animais exista um ir e voltar entre locais muito mais frequente do que entre os seres humanos, estes bem sabem que precisam se adaptar a estas localidades, que é preciso preserválas, posto que fundamentais para a sua sobrevivência. Migrantes são minorias, que, em regra, se destinam a localidades outras para aproveitar as oportunidades limitadas ou inexistentes em seus rincões de origem. O que se busca evitar é a imposição de costumes ou de valores advindos com estes, em substituição ou pela destruição daqueles anteriormente existentes. Migrar já imbuído deste pensar não é adaptar-se, integrar-se, mas a busca deliberada de excluir o outro, de negar-lhe o respeito aos direitos que anseia em encontrar e exige para si, justamente quando negará aos demais quando passar a ser grupo dominante. Nada mais é do que uma usurpação territorial, das pátrias. Conservadores acolhem e colaboram com todos aqueles que querem construir uma pátria comum mais forte e melhor para todos. Contudo, jamais permitirão ser alijados de sua própria pátria, que defenderão com a própria vida.
10) Décima falácia, mas não a última a ser lançada contra os Conservadores – Que somos covardes e violentos.
A violência, comumente, resulta da incapacidade de tratar com argumentos os embates porventura surgidos entre indivíduos, grupos ou nações. Diante da fraqueza ou da ausência da franqueza de argumentos, surge a violência. Na primeira forma, como meio de fazer prevalecer o que a palavra inconsistente é incapaz de vencer. Na segunda, como meio de antagonizar a injusta agressão, já concretizada ou ainda vindoura. É, então, defesa. Por vezes, para evitar esta defesa, perpetram-se ações covardes, como a atuação agressiva de grupos contra indivíduos ou outros grupos em condição de indefesa, como forma de demonstração de pretensa superioridade, o que bem sabem estes agressores, em seu íntimo, embora o neguem consciente ou inconscientemente, que não o são. Seriam os conservadores violentos por defenderem o livre acesso às armas? Para quê armas? Para defenderem de modo autônomo, a liberdade pessoal e de seus entes queridos e sua propriedade e, ainda, terceiros incapazes e injustamente agredidos como aqueles atacados por grupos, no exemplo acima citado, por reconhecerem a incapacidade estatal de prover ao tempo exato e devido a defesa legítima a todos os seus cidadãos e respectivas famílias e propriedades, sobretudo, em um país de dimensões continentais como o Brasil. Não se desejam armas para derrubar governos ou fazer revoluções. Muito pelo contrário, para defendê-los quando legitimamente eleitos e para inibir ou impedir estas últimas, se somente aos “fora da lei” forem acessíveis as armas para a satisfação de seus intentos. Exemplos históricos da supressão de armas junto a populações inteiras reforçam a desconstrução desta falácia. Governos autoritários só temem seus cidadãos quando e enquanto estes estiverem armados.
Bem, para você, leitor, que chegou até o final de nossa exposição e efetiva desconstrução dessas “dez falácias sobre o Conservadorismo” e que gostaria de conhecer um pouco mais sobre o uso de falácias no cotidiano, o que tem lugar nos mais distintos ambientes, seja em discussões familiares, seja em mesas de bar ou nas salas de aula, o convidamos a conhecer um pouco mais sobre a temática, para o que discorremos a seguir sobre dois tipos muito comuns de falácias:
1) A falácia do espantalho: é quando um dos debatedores ignora propositalmente a posição do seu interlocutor, os argumentos de sua defesa e a substitui por uma versão distorcida, que representa, também de forma propositalmente errada, esta posição. Ou seja, passa a agir como um “tradutor” da posição do outro para uma eventual platéia, tentando levá-los a crer que as palavras que saem de sua boca mais a tradução fiel do pensar e agir do outro, cuja interpretação direta deve ser descartada, como se a presença do próprio inexistisse. Em razão disso, a presença daquele seria equiparada a
de um mero espantalho.
2) Falácia do argumento “ad hominem”: ou seja, a crítica contra a pessoa, ao autor, ao emitente da opinião e não ao conteúdo que este expressa. Tenta-se destruir ou fazer a plateia desconsiderar o valor do conteúdo dos argumentos em oposição em razão de uma tentativa, ainda que absurda, de desqualificação da pessoa contra quem se debate.
Sobre o Autor:
*Antonio Nunes Barbosa Filho é Engenheiro Mecânico pela Universidade Federal da Paraíba (1991), Mestre em Engenharia de Produção pela Universidade Federal da Paraíba (1994) e Doutor em Engenharia de Produção pela Universidade Federal de Pernambuco – UFPE (2005), possui bacharelado em Direito (2009) – área de concentração: Direito do Trabalho. Professor da Universidade Federal de Pernambuco (desde 1993). Tem experiência na área de Engenharia de Produção, com ênfase em Ergonomia Aplicada, atuando principalmente nos seguintes temas: pessoas com deficiência, condições de trabalho, projeto de produto, segurança do trabalho e acessibilidade. Foi Coordenador de Transferência de Tecnologia da UFPE e é autor de livros nas áreas de Segurança do Trabalho e Gestão Ambiental, Segurança do Trabalho na Construção Civil, Segurança do Trabalho na Agropecuária e na Agroindústria, Saúde e Segurança Ocupacional em Arqueologia e Projeto e desenvolvimento de Produtos, publicados por editora de caráter nacional.

Fonte: https://www.facebook.com/culturaemdoses/posts/1292466537835349

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