Estudantes protestam contra os cortes de verbas na educação e pela autonomia das universidades

 Grupo de 20 manifestantes realizou um ato no cruzamento das avenidas Paulo Gama e Osvaldo Aranha



Os estudantes voltaram às ruas nesta quinta-feira para protestar pela autonomia das universidades federais e contra o corte de verbas na Educação. Um grupo de 20 manifestantes realizou um ato no cruzamento das avenidas Paulo Gama e Osvaldo Aranha, nas proximidades da Faculdade de Educação (Faced) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs).

Com faixas e cartazes, os jovens mostraram sua insatisfação com as seguintes mensagens: "Em Defesa da autonomia da Ufrgs e + Orçamento!", "Fora Bolsonaro", "Em defesa da educação pública", " - Intervenção + Investimento", "Em defesa da autonomia universitária" e "Fora Interventor", uma alusão ao professor Carlos André Bulhões empossado no cargo de reitor da Ufrgs para o período de 2020 a 2024, e a vice-reitora, a professora Patrícia Pranke. Os manifestantes permaneceram cerca de uma hora na avenida Paulo Gama e receberam o apoio de alguns motoristas que buzinavam aos estudantes quando do fechamento da sinaleira.

A presidente da União Estadual dos Estudantes (UEE/RS), Gerusa Pena, disse que em 2020 foi um ano de pandemia da Covid-19 e cheio de adversidades e o Ministério da Educação (MEC) não fez nenhum esforço para manter um diálogo com a comunidade universitária, ou seja, com estudantes e professores.

"A gestão do MEC até o momento está sendo autoritária desrespeitando principalmente a autonomia das universidades federais. Foi um ano de intervenções, ou seja, reitores eleitos nas universidades não puderam tomar posse porque o governo federal decidiu por um reitor que teve menos votos e alinhado com o governo", ressaltou.

A manifestação contou também com a presença de integrantes da União Nacional dos Estudantes (UNE) e da União Brasileira de Estudantes Secundaristas (UBES).  A manifestação dos estudantes aconteceu nas universidades Federal de Pelotas (UFPel) e de Santa Maria (UFSM) e na Universidade Federal do Rio Grande (Furg). 

De acordo com o Projeto de Lei Orçamentária Anual de 2021 encaminhado pelo governo federal ao Congresso Nacional, o Ministério da Educação (MEC) poderá ter um corte de R$ 1,4 bilhão no orçamento. O presidente da UNE, Iago Montalvão, disse que os cortes impactam a retomada e a adaptação para as aulas presenciais, a pesquisa, os programas de assistência estudantil e os dos hospitais universitários.

"O governo Jair Bolsonaro vai na contramão do que é necessário em termos de financiamento. Coloca em risco o funcionamento das universidades e escolas no próximo ano e também aumentar o número da evasão", acrescentou.

Correio do Povo

Jossara Jinaro, atriz brasileira

 












Jossara Jinaro, descrita na mídia latina como a "última mulher forte, inteligente e sexy", era filha do amor de dois maoístas na América do Sul. Ela nasceu no Rio de Janeiro, Brasil e quando sua mãe se casou com um diplomata colombiano ela se mudou para a Colômbia. Quando menina, ela gostava de assistir filmes. Sua favorita era "Gilda" porque ela amava Rita ... Veja a biografia completa »

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Grêmio trabalha para ter Jean Pyerre no jogo de volta contra o Santos

 Alisson deve retornar apenas contra o São Paulo, na primeira partida da semifinal da Copaa do Brasil


Mesmo com compromisso pelo Brasileirão no fim de semana, o Grêmio já pensa na partida de volta da Libertadores. E espera contar com o reforço do meia Jean Pyerre, que foi ausência no confronto de ida, para o duelo da próxima quarta-feira, contra o Santos. 

De acordo com o repórter Rafael Pfeiffer, o clube está confiante que o meia possa atuar na próxima semana. Renato Portaluppi espera contar com o jogador já no treino desta sexta-feira. 

O Grêmio se reapresentou nesta quinta-feira, às 15h30min, no CT Luiz Carvalho, após o empate em 1 a 1 contra o Santos. O meia Jean Pyerre ficou de fora da partida por lesão, e Piñares substituiu o jogador, um dos destaques da equipe na retomada da boa campanha no Brasileirão, Copa do Brasil e Libertadores. 

Alisson em fase final do tratamento

Já o meia Alisson está em fase final de tratamento de lesão, e deve passar para a transição física em breve. Ele não deve ficar à disposição para a partida contra o Santos, e o Grêmio trabalha o retorno do atleta para o duelo contra o São Paulo, pelo jogo de ida da semifinal da Copa do Brasil, no dia 23 de dezembro.  

Curiosamente, o jogador está fora desde duelo contra o próprio São Paulo. No dia 17 de outubro, deixou a partida no Morumbi com dores. Três dias depois, teve constatada a lesão no ligamento do tornozelo. Inicialmente, a previsão de parada era de três semanas. 

O Grêmio enfrenta o Goiás no sábado, às 21h, no estádio da Serrinha, em Goiânia, pela 25ª rodada do Brasileirão. Já o jogo de volta das quartas de final da Libertadores, diante do Santos, acontece na próxima quarta-feira, às 19h15min. 



Correio do Povo

Comissão Eleitoral do Inter define que chapa de Spode deve disputar 2º turno

 Candidatura de Aquino foi impugnada por 4 votos a 2, mais cedo



A Comissão Eleitoral do Inter definiu, na noite desta quinta-feira, que a chapa 1 de Guinther Spode deverá concorrer no segundo turno das eleições presidenciais do clube. O representante da mesma ala que o presidente Marcelo Medeiros enfrentará a chapa 5 de Alexandre Barcellos.

O presidente da Comissão Eleitoral, Lauro Dorneles, comunicou todas as chapas participantes da decisão. Foram cinco votos favoráveis e um contrário.

"É tudo recente, eu quero conversar com companheiros. Ainda não foi possível trocar ideias, passei uma opinião pessoal minha", relatou Spode na Rádio Guaíba, ao projetar sua ida ao segundo turno.

A chapa 3, que inicialmente seria a concorrente, indicou que entrará com recurso para reverter a decisão que impugnou sua candidatura. "Que culpa pode ter José Aquino pela ação de terceiros? Não há vinculação alguma com a chapa", legou o representante jurídico Cláudio Lamachia. "Tem de haver prova, devido processo legal, direito ao contraditório. É antidemocrático."


Rádio Guaíba e Correio do Povo

Majoração do ICMS no RS recebe apoio e críticas na Assembleia

 Projeto de mantém elevação das alíquotas deve ser votado na próxima semana na Assembleia, mas governo ainda precisa de apoio no Legislativo



Com previsão para votação na Assembleia Legislativa na próxima terça-feira, o projeto que trata da manutenção da majoração do ICMS esteve em discussão em várias frentes nesta quinta. Pela manhã, durante o “Seminário Encontro RS Cidades”, que contou com a presença de prefeitos eleitos, a mobilização foi mais favorável à aprovação. Inclusive, na oportunidade, o presidente da Famurs, Maneco Hassen, confirmou o apoio dos gestores municipais ao projeto. No caso dos prefeitos, o fim da majoração impactará nas finanças públicas do próximo ano. 

À tarde, durante audiência pública, promovida pela Comissão de Economia, o tom predominante foi de críticas. As manifestações partiram por parte de alguns deputados, como os dois integrantes da bancada do Novo, Fábio Ostermann e Giuseppe Riesgo, e também de representantes de entidades empresariais e do setor produtivo. A crítica principal foi de que a manutenção da majoração recai sobre toda a sociedade e prejudica a economia. 

Sobre as articulações, o chefe da Casa Civil, Otomar Vivian, ressaltou que o governo é o proponente de uma agenda, mas que cabe à Assembleia “tomar a decisão”. Reforçou que é uma oportunidade de fazer mudanças, algumas históricas. E ressaltou que o governo está à disposição para construir uma proposta que “seja o anseio da sociedade gaúcha”.

Complementando, o líder do governo na Assembleia, deputado Frederico Antunes (PP), salientou que o Executivo está fazendo esforços no sentido de diminuir o déficit do Estado com mudanças que ainda estão sendo praticadas, como as privatizações e as reformas previdenciária e administrativa. 

As articulações por parte do governo em relação ao projeto seguirão até o dia da votação no Legislativo, uma vez que a proposta ainda enfrenta forte resistência, inclusive por parte de integrantes da base aliada. A pressão do Executivo para conseguir aprovar o projeto deve-se porque, sem a aprovação, o governo terá uma queda estimada em cerca de R$ 2,8 bilhões (por ano) com o fim da majoração das alíquotas. 

Secretário defende conjunto de propostas

Coube ao secretário estadual da Fazenda, Marco Aurelio Cardoso, fazer a defesa dos projetos, tanto pela manhã como à tarde. Em ambas as ocasiões, ele enalteceu que não se trata apenas de uma medida arrecadatória, mas de um projeto mais amplo sobre a questão tributária no Estado. Como já vem sendo feito em outras apresentações, Cardoso apontou o conjunto de medidas já realizadas pelo Executivo, como privatizações, corte de despesas e a reforma administrativa. 

“A manutenção das alíquotas de ICMS é fundamental para manter o nível de serviços do Estado e municípios no período pós-pandemia”, ressaltou. Destacou que para 2021 há uma enorme incerteza, além do que a crise econômica demandará mais gastos públicos, como em saúde, educação e assistência social: “Temos um enorme risco de despesas para atender à população e, por outro, uma incerteza econômica muito grande”.

Em mais de uma vez, destacou que a majoração de alíquotas não faz parte de uma estratégia do governo. Em defesa ao projeto, relembrou de outras medidas que já foram colocadas em prática, como as reformas administrativa e da previdência dos servidores civis. Lembrou que essas medidas já apresentaram resultados, como a queda nas despesas de pessoal. Apontou ainda o processo de desestatização, que deve avançar no primeiro trimestre de 2021, com as concessões do grupo CEEE. 

Setores fazem críticas à carga tributária

Durante a audiência pública, representantes de entidades, associações e federações fizeram críticas ao projeto, apesar de considerarem que o texto traz algumas mudanças positivas. O vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs), Thômas Nunnenkamp, ressaltou pontos positivos, como o fim do Diferencial de Alíquota (Difal) - o imposto de fronteira. Ao mesmo tempo, enfatizou que manter a majoração representa na perda de competitividade no Estado. Outra ponderação foi em relação ao tempo de majoração, de quatro anos, o que um “prazo de vigência é muito longo, um exagero”. 

Representando a Federasul, Douglas Winter Ciechowiez reforçou que a entidade mantém posição contrária: “Concordamos com ponto positivos, mas não entendemos como Reforma Tributária, mas, sim um tarifaço”, avaliou. 

Segundo o líder do Novo, Fábio Ostermann, o governo deve investir em outras medidas e também criticou o fato de que propostas boas estão junto ao projeto, mas não podem ser votadas em separado. “Medidas como essa empobrecem nosso povo e retiram competitividade das nossas empresas, freando o desenvolvimento socioeconômico do RS.”

O deputado Fernando Marroni (PT) também fez duras críticas ao projeto. “Não podemos tratar esse assunto com passividade. Sabemos que estruturalmente vai afundar e tirar a competitividade do Estado.”

Resumo das propostas da Reforma RS 2020

ALTERAÇÕES NO ICMS
• Prorrogação das alíquotas de 30% por quatro anos;
• Alíquota modal de 18% em 2021; a partir de 2022, 17%;
• Corte de incentivos fiscais (até 25% de parte dos créditos presumidos dezembro de 2020) (decreto).

TRIBUTAÇÃO DO PATRIMÔNIO (sem alteração de alíquotas)

ALTERAÇÕES NO IPVA
• Alteração da idade de isenção para 30 anos (em 2022);
• Retirada da isenção de veículos elétricos (em 2022);
• Isenção para até 1 UPF (em 2022);
• Previsão da obrigatoriedade de emplacamento no RS.

ALTERAÇÕES NO ITCD
• Inclusão do PGBL/VGBL;
• Exclusão das áreas de preservação ambiental da base de cálculo do ITCD;
• Desconto para pagamento antecipado.

ESTÍMULO À ATIVIDADE ECONÔMICA E À RETOMADA PÓS-COVID
• Redução da alíquota efetiva para compras internas no Estado para 12% (decreto);
• Extinção do Difal (“imposto de fronteira”);
• Revisão do Simples Gaúcho (mantém a isenção até R$ 180 mil);
• Devolução de saldos credores de exportação (decreto);
• Estímulo à importação pelo RS (decreto);
• Incentivo ao e-commerce (decreto);
• Diferimento parcial de ICMS nas operações com substituição tributária (decreto).

TRANSPARÊNCIA, CIDADANIA E COMBATE À INFORMALIDADE
•Receita Certa – devolução ICMS aos cidadãos de parte do crescimento de receita do varejo
• Fortalecimento do programa Nota Fiscal Gaúcha (NFG), com aumento de 50% dos recursos às instituições parceiras

SIMPLIFICAÇÃO E MODERNIZAÇÃO DA ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA – RECEITA 2030
• “Nos Conformes”
• Código de Boas Práticas Tributárias
• Alterações no procedimento administrativo tributário
• Alterações no valor mínimo de ajuizamento
• Alterações cadastrais
• Aprimoramento do regime especial de fiscalização

CONTROLE PERMANENTE DA DESPESA
• Realismo orçamentário (PEC 289);
• Duodécimo (PEC 289);
• Teto de gastos estaduais (PEC 289);
• Alíquotas de previdência dos militares (PLC 05).


Correio do Povo

Procurador da República em ofício exige esclarecimentos sobre os posicionamentos da Sociedade Brasileira de Infectologia

 Bom dia!!! Toda a minha admiração e reconhecimento pelo Ailton Benedito, nosso Procurador da República. Em ofício exige esclarecimentos sobre os posicionamentos da Sociedade Brasileira de Infectologia. Vale a pena ler o documento.





Fonte: https://www.facebook.com/story.php?story_fbid=1060258901063820&id=165791233843929

Bolsonaro nega negociação para nomear novo ministro do Turismo

 Presidente demitiu Marcelo Álvaro Antônio e nomeou o ex-presidente da Embratur, Gilson Machado, para seu lugar



O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) negou, em transmissão ao vivo nas redes sociais nesta quinta-feira, que a demissão de Marcelo Álvaro Antônio (PSL) do Ministério do Turismo seja parte de uma negociação para influenciar a sucessão do atual presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ).

Como mostrou o Broadcast Político/Estadão, a troca ocorreu após o próprio Álvaro Antônio expor em um grupo de mensagens que o general Luiz Eduardo Ramos, da Secretaria de Governo, havia oferecido a pasta ao Centrão buscando apoio ao candidato do Planalto, Arthur Lira, líder do Progressistas na Casa.

O agora ex-ministro do Turismo chegou a acusar Ramos de ser "traíra". O ocorrido irritou Bolsonaro e, mesmo após o pedido de desculpas de Álvaro Antônio, a demissão não foi evitada. Amigo pessoal do chefe do Planalto e até então presidente da Embratur, Gilson Machado assumiu o ministério oficialmente nesta quinta-feira.

A expectativa é de que Machado ocupe o cargo apenas por um período provisório até novas mudanças previstas para a reforma ministerial, esperada para o ano que vem. Na live de hoje, Bolsonaro afirmou que ele assume como ministro efetivo, e não interino.

"Quando o pessoal fala em Centrão Eu já integrei o PP, PTB, PFL, atualmente DEM, PSC", enumerou o mandatário. "O pessoal fala, 'ah, um absurdo, foi de tal partido', isso é interesse meu. Se eu via que era mais fácil me reeleger em outro partido do que nesse, por que vou morrer nesse partido com tantos votos e podia ter sido eleito no outro?"

Na transmissão, ele apontou que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) é independente e, em seguida, acrescentou que o Senado, a Câmara e o Supremo Tribunal Federal (STF) também são instituições "sem influência" sua. "Nunca estivemos tão bem com a Câmara e com o Senado. Somos independentes e estamos cada vez mais harmônicos", sustentou.

As eleições municipais também foram lembradas pelo presidente, que, apesar de ter pedido votos em lives e aparecido nas campanhas de mais de uma dúzia de candidatos a prefeito, dos quais menos da metade foi eleita, alegou que não perdeu nem ganhou no pleito. "Tinha zero prefeito e continuei com zero", disse.


Agência Estado e Correio do Povo

Máximas podem chegar aos 40°C no RS nesta sexta-feira

 Dia será de calor intenso em todo o Estado



A sexta-feira será de muito calor em todo o Rio Grande do Sul. As máximas podem chegar aos 40°C em algumas regiões do Estado, especialmente no Noroeste. 

De acordo com a MetSul Meteorologia, o sol predomina e, por conta do forte aquecimento, pode haver áreas de instabilidade isoladas on Estado. Uma massa de ar muito quente cobre o terreitório, e já faz muito calor pela manhã em algumas cidades. À noite, tempo permanece abafado.

Em Porto Alegre, sol aparece entre nuvens. A mínima na Capital deve ser de 18°C, e a máxima pode chegar aos 36°C.

Mínimas e máximas no RS

Caxias do Sul 17°C / 32°C
Vacaria 15°C / 29°C
Passo Fundo 18°C / 34°C
Santa Rosa 21°C / 40°C
Uruguaiana 22°C / 39°C
Erechim 18°C / 34°C


MetSul Meteorologia e Correio do Povo

Dólar fecha quinta-feira em baixa de 2,69%, aos R$ 5,03

 Ibovespa vai a 115.128,63 pontos com avanço de 1,88%



O dólar fechou a quinta-feira em R$ 5,03, na menor cotação desde o dia 12 de junho, quando foi a R$ 5,00 após uma breve temporada abaixo deste patamar. Fatores técnicos, incluindo um leilão extra de swap cambial do Banco Central (espécie de venda de dólares no mercado futuro), além do noticiário positivo doméstico sobre vacinas contra o coronavírus e a perspectiva de que os juros podem voltar a subir mais cedo em 2021, o que em tese é positivo para atrair dólares ao Brasil, fez o real ganhar força em todo o pregão de hoje. A divisa brasileira terminou o dia com o melhor desempenho em uma cesta de 34 moedas mais líquidas, em meio a relatos de reforços nos fluxos externos ao Brasil, não só para a Bolsa, mas também para participar do leilão do Tesouro.

No fechamento, o dólar à vista encerrou em baixa de 2,69%, cotado em R$ 5,0379. No mercado futuro, o dólar para janeiro fechou em queda de 2,79%, em R$ 5,0270.

Operadores falavam já ontem à noite da chance de queda do real nesta quinta-feira, com o Banco Central anunciando oferta extra de swap para hoje, de US$ 800 milhões, após concluir a rolagem dos papéis de janeiro. Também na noite de ontem, o comunicado da reunião de política monetária do BC, considerado mais duro, levou parte dos analistas a passar a prever chance de alta de juros mais cedo em 2021, o que também se reverteu em aumento destas apostas na curva a termo de juros.

A analista de mercados emergentes e moedas do Commerzbank, You-Na Park-Heger, destaca que a possibilidade de alta de juros voltou ao radar do BC, o que não deixa de surpreender, pois a instituição vinha minimizando a recente aceleração dos índices de preços. Para ela, a volta da elevação dos juros pode ocorrer no segundo semestre de 2021. Assim, o comunicado mais duro ("hawkish") do BC é um fator positivo para o câmbio, na medida em que a redução do diferencial das taxas do Brasil com o resto do mundo foi um dos principais fatores a pressionar o câmbio nos últimos meses, além da questão fiscal.

Nas notícias sobre vacina, o governador de São Paulo, João Doria, afirmou que o Instituto Butantã começou a produzir ontem a Coronavac, com capacidade de produção que chegará a 1 milhão de doses por dia. Já a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou hoje uma resolução com regras para permitir o uso emergencial de vacinas. Com essas notícias, o dólar testou mínimas, enquanto o Ibovespa acelerou os ganhos, para no final da tarde superar os 115 mil pontos.

A expectativa pela vacina é forte porque ela pode ajudar a acelerar o crescimento da atividade, que será prejudicada neste e no próximo trimestre pelo crescimento de casos da covid no País, avalia o economista-chefe do Citi para Brasil, Leonardo Porto. Para ele, a vacinação no Brasil deve ganhar força a partir do segundo trimestre de 2021. Sobre o câmbio, ele está mais cético e acha que o dólar fecha o ano em nível mais alto que o atual, por conta da tendência do aumento de ruídos políticos nas próximas semanas em Brasília, em torno das reformas, da prorrogação do auxílio emergencial e da agenda fiscal. Por ora, o Senado confirmou a votação da Lei de Diretrizes Orçamentária (LDO) de 2021 no próximo dia 16.

Ibovespa

O Ibovespa deu uma arrancada na sessão de negócios desta quinta-feira, e testou, por vários momentos, para conseguir fechar na marca dos 115 mil pontos, nível que frequentou pela última vez em 17 de fevereiro passado (115.309,08). Assim, o índice Bovespa terminou com ganhos de 1,88%, aos 115.128,63 pontos. Ao contrário do início da semana, quando as preocupações com a questão fiscal foram preponderantes para a pisada no freio dos investidores, hoje, com a definição mais clara sobre a votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), na semana que vem, e notícias sobre o andamento do processo de imunização no país, as ordens de compra foram disparadas.

As ações de primeira linha do setor financeiro, ainda bastante descontadas, seguiram com altas fortes. Itaú Unibanco PN avançou 3,31% enquanto Bradesco PN, 4,12%, Banco do Brasil ON, 5,20% e as units do Santander, 2,33%.

Muito embora os pares em Nova Iorque mostrassem claudicância, mas oscilando na maior parte do tempo no terreno negativo pelas indefinições no Congresso americano pelo pacote de estímulos, outros ventos externos ajudaram o Ibovespa: as commodities. Os contratos futuros de petróleo passaram o dia com ganhos perto de 3% e as ações da Petrobras estiveram em sintonia, com as preferenciais e as ordinárias fechando a sessão de negócios com ganhos de 3,27% e 3,63%. O minério de ferro, em US$ 156,58 a tonelada, seguiu impulsionando Vale e empresas correlatas.

Aqui no Brasil, o Congresso Nacional convocou uma sessão no próximo dia 16 para votar a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2021. A votação será dividida em duas etapas, uma para deputados e outra para senadores. A convocação foi feita após um acordo do Congresso com o Executivo para votar o projeto da LDO diretamente no plenário e garantir que o governo comece janeiro com uma autorização mínima para executar despesas essenciais. A Lei Orçamentária Anual (LOA), com os valores para cada ministério e a definição das emendas parlamentares, deve ser votada em fevereiro.

Também durante o dia, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse que a decisão da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) de aprovar regras que autorizem o uso emergencial e em caráter experimental de vacinas contra a Covid-19 vai evitar a abertura de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar a agência.

Juros

O mercado de juros se dedicou nesta quinta-feira aos ajustes ao comunicado do Copom, com o tom mais conservador do que o esperado provocando a clássica reação de perda de inclinação na curva. As taxas curtas subiram e as demais caíram, refletindo a percepção de que o colegiado se prepara para retirar o forward guidance, que indica manutenção da Selic estável, provavelmente no próximo encontro, em janeiro. E, embora a maioria não acredite num aperto monetário já na reunião seguinte, várias instituições anteciparam suas estimativas de avanço da Selic ao longo de 2021. Outro destaque do dia foi o megaleilão de títulos do Tesouro. O lote de 47,5 milhões de títulos prefixados foi absorvido integralmente, representando uma oferta histórica em termos financeiros e de risco de mercado (DV01).

O giro de contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) na B3 foi astronômico, com mais de 1 milhão somente no vencimento de janeiro de 2022, o principal alvo da reação ao Copom. Fechou com taxa de 3,08% (regular) e 3,06% (estendida), de 3,039% ontem no ajuste. O DI para janeiro de 2023 fechou com taxa de 4,46% (regular) e 4,44% (estendida), de 4,465% ontem, e a do DI para janeiro de 2025 caiu de 6,114% para 6,03% (regular) e 5,99% (estendida). O DI para janeiro de 2027 terminou a regular com taxa de 6,83% e a estendida em 6,79%, de 6,963%.

O Copom manteve a Selic em 2% como esperado e também o forward guidance, mas alertou que desde sua adoção observou-se uma reversão da tendência de queda das expectativas de inflação em relação às metas para o horizonte relevante, com 2022 cada vez mais entrando no radar e já com a previsão de IPCA em cima da meta de 3,5%. "A manutenção desse cenário de convergência da inflação sugere que, em breve, as condições para a manutenção do forward guidance podem não mais ser satisfeitas", afirma o Copom.

"O mercado entendeu que o Copom vai elevar a Selic em meados de 2021. O novo guidance. A curva de juros cedeu e perdeu inclinação", afirma a instituição, que tem José Francisco Lima Gonçalves como economista-chefe.

Segundo o gestor de renda fixa da Absolute Investimentos, Mauricio Patini, a reação ao Copom foi o que ditou o comportamento da curva durante todo o dia e mesmo o leilão "gigantesco" do Tesouro foi bem absorvido. "Há sinais de que estrangeiros garantiram boa parte da demanda", afirmou. O Tesouro mais do que dobrou a oferta de LTN, de 20 milhões para 45 milhões, em relação à semana passada, enquanto o lote de NTN-F subiu de 450 mil para 2,5 milhões. As NTN-F são papéis normalmente demandados por investidores estrangeiros. Tudo foi vendido integralmente, menos a oferta de LFT, de até 1,5 milhão - foram colocadas 1.199.050.


Correio do Povo

Acordo garante votação de regulamentação do Fundeb

 Medida deve ser votada na Câmara dos Deputados nesta quinta-feira



Acordo feito entre parlamentares garante a votação de regulamentação do Fundeb, principal mecanismo de financiamento de educação básica no país, na Câmara dos Deputados nesta quinta-feira. A regulamentação estava prevista para a última quarta-feira, mas por falta de consenso foi adiada. O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou que a matéria deve ser analisada ainda hoje.

Os principais pontos que resultaram em conflito entre os parlamentares são a possibilidade de convênio com entidades privadas, eleição das diretorias de escolas, liberação de verba para pagamento de psicólogos e assistentes sociais e mecanismo VAAR (Valor Aluno/Ano Resultado).

A deputada federal Sâmia Bonfim (PSol-SP) disse ao R7 Planalto que articulou com o relator, deputado federal Felipe Rigoni (PSB-ES), mudanças no relatório, as quais ele prometeu pôr em prática no texto final da matéria. “A parte que possibilita convênios com sistema S, entidades filantrópicas, enfim, isso vai cair. Outro ponto que conseguimos também que as eleições para as diretorias de escolas sejam por eleição direta, e não meritocrática, como ele queria”, afirma.

“E sobre o VAAR ele escreverá um texto bem semelhante ao que estava na emenda constitucional e vai agregar a possibilidade de fortalecimento das escolas indígenas e do combate às desigualdades raciais. Já sobre os profissionais da educação, conseguimos a liberação dos recursos para assistenciais sociais e psicólogos, mas que atuam dentro das escolas”, acrescenta Sâmia.

Já a deputada federal Tabata Amaral (PDT-SP) informou que está trabalhando junto com o relator na articulação da matéria. “Com a regulamentação que foi construída, a gente está, não só equalizando o financiamento, trazendo mais equidade ao financiamento, mas trazendo qualidade com equidade, que é extremamente importante”, disse.

“Nós criamos mecanismos para incentivar o investimento especialmente nas escolas com pior desempenho e nos alunos mais vulneráveis, que historicamente foram deixados para trás. E sem a regulamentação, 1.500 municípios podem perder R$ 3 bilhões em 2021”, acrescenta Tabata.

Parlamentares da oposição ressaltam, contudo, que o acordo para a aprovação da medida só será de fato feito se os pontos acordados estiverem no relatório final protocolado.



Correio do Povo


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