Prefeitura reforça cercamento eletrônico e instala mais 186 câmeras em Porto Alegre

Equipamentos de monitoramento ficarão localizados em vias internas e na rota de saída da cidade

Instalação foi confirmada pelo prefeito Nelson Marchezan Jr. nesta quarta-feira

Aliadas no combate ao furto e roubo de veículos, as câmeras de monitoramento instaladas em pontos estratégicos de Porto Alegre contribuíram para a redução de 61% das ocorrências desde 2018, quando o sistema de monitoramento foi implantado pela Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC). Nesta quarta-feira, a prefeitura confirmou a instalação de mais 186 novas câmeras, das quais 110 em vias internas e 76 na entrada e saída do município. Com isso, o cercamento eletrônico de veículos passará a contar com 348 equipamentos.
Conforme o prefeito Nelson Marchezan Júnior, o objetivo é "formar um cerco" para tornar Porto Alegre uma cidade mais segura. O prefeito ressaltou que a parceria com órgãos estaduais e federais de segurança pública no que se refere à fiscalização de veículos foi importante, com aumento de apreensões de carros furtados ou roubados. Marchezan garante que a ideia é concluir as instalações nas entradas e saídas da cidade até agosto. "Conseguimos colocar tecnologia nos pardais de POA e de forma online captar placas, junto com lombadas, e fazer captação para verificar se o veículo tinha alguma ocorrência", destaca.
O secretário municipal de Segurança, Solon Beresford explicou que o cercamento eletrônico é uma iniciativa pioneira, que reúne inovação e tecnologia, e contribui no combate à criminalidade. Ele destaca ainda parceria com os órgãos estaduais e federais de segurança. "Essa integração permite fluxo muito grande de informações entre equipes de policiais que estão nas ruas dando pronta resposta para retirar quadrilhas das ruas que atuavam diretamente nesses crimes de furto e roubo de veículo", observou.
De acordo com o diretor de Operações da EPTC, Paulo Ramires, o desafio desde o início da gestão era aproveitar a uso de controladores eletrônicos e lombadas para colaborar no combate ao crime. Conforme Ramires, o foco principal sempre é garantir o deslocamento seguro das pessoas pela cidade e a redução da criminalidade. "Esse projeto deixa uma marca positiva que é a transversalidade e interoperacionalidade com as secretarias do município, do estado e do Governo Federal", afirma.

Correio do Povo

Proposta do MEC resulta em corte de R$ 110 milhões para universidades gaúchas, dizem reitores

Andife vê risco para pesquisa e ensino superior

Na Ufrgs, o corte vai representar cerca de R$ 30 milhões a menos no orçamento de custeio e capital de 2021

O anúncio do Ministério da Educação (MEC) de um corte de cerca de R$ 1 bilhão para as 69 universidades federais e institutos federais de ensino é alvo de preocupação a respeito da continuidade do pagamento de contas de manutenção e assistência estudantil em 2021. Em coletiva de imprensa, na tarde desta quarta-feira, a Associação Nacional de Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) apontou que, para os estabelecimentos do Rio Grande do Sul, a redução orçamentária pode chegar a R$ 110 milhões.
Conforme o reitor da Universidade Federal de Santa Maria e diretor da Andifes, Paulo Burmann, a assistência estudantil deve ser o setor mais afetado. “Em meio ao aumento da demanda pela assistência, com congelamentos orçamentários consecutivos, esse corte enorme chega em orçamentos já insuficientes”, destacou. No caso da UFSM, a redução orçamentária é estimada em R$ 25 milhões. Já a Universidade Federal de Pelotas (UFPel), projeta redução de R$ 16,6 milhões, o que equivale a 2 meses e meio de funcionamento inviabilizado, conforme o reitor Pedro Hallal.
A reitora da Universidade Federal do Rio Grande (Furg), Cleuza Dias, ressalta que o corte linear deve afetar gravemente as atividades de pesquisa, extensão, assistência estudantil e manutenção da instituição. “O orçamento já vem diminuindo nos últimos oito anos. Um corte como esse vai afetar até mesmo serviços de limpeza e vigilância”, disse à reportagem.
Na Ufrgs, o corte, se confirmado pelo Congresso, vai representar cerca de R$ 30 milhões a menos no orçamento de custeio e capital de 2021, em comparação ao de 2020. O reitor Rui Vicente Oppermann disse ter “expectativa que possa haver uma mudança na proposta a ser enviada ao Congresso”. De acordo com ele, os ministérios da Educação e da Economia foram informados da “grave situação” a ser enfrentada pelas universidades.

Proposta do MEC

Em anúncio dessa semana, o Ministério da Educação (MEC) afirmou que planeja um corte de R$ 4,2 bilhões no orçamento das despesas discricionárias (não obrigatórias) para 2021. Segundo o MEC, o percentual vai ser repassado a todas as áreas da educação.
Nas universidades e institutos federais de ensino, a previsão de corte é de R$ 1 bilhão. O corte não atinge as rubricas de pagamento de pessoal. A proposta de lei orçamentária deve ser encaminhada ao Congresso Nacional até 31 de agosto. A votação é prevista para o fim do ano.
Rádio Guaíba e Correio do Povo

China promove austeridade culinária para combater o desperdício de alimentos

Presidente Xi Jinping disse ser necessário manter "a sensação de crise em termos de segurança alimentar"

China promove austeridade culinária para combater o desperdício de alimentos

Os chineses receberam a instrução para pedir menos comida, em uma campanha de austeridade estimulada pelo presidente Xi Jinping, que deseja acabar com o desperdício de alimentos. A tradição chinesa determina que tantos pratos sejam servidos à mesa quanto o número de convidados mais um. Agora, o país é convidado a mudar a regra: um prato por convidado, menos um.
Muitas associações profissionais do setor de restaurante nas cidades de Pequim, Wuhan e Xian tentam agora impor o modelo chamado "N-1". Seus integrantes também são convidados a oferecer em seus menus porções reduzidas.
As iniciativas são motivadas por uma "instrução" publicada na terça-feira por Xi Jinping, que considera "chocante e preocupante" o desperdício de alimentos por parte de seus compatriotas. "Apesar das boas colheitas que o nosso país registra todos os anos, precisamos manter a sensação de crise em termos de segurança alimentar", advertiu o chefe de Estado.
Em um relatório de 2018, a Academia de Ciências da China calculou em quase 100 gramas a quantidade média de comida desperdiçada por pessoa a cada refeição. O protocolo exige deixar a comida no prato ao fim de cada refeição para não dar a impressão de que não há mais nada para comer.
Em pleno auge econômico, a China passou em algumas décadas de períodos de fome ao consumo excessivo de alimentos. Em 2015, a Academia de Ciências Agrícolas calculou em 35 milhões de toneladas a quantidade de comida desperdiçada a cada ano no país de quase 1,4 bilhão de habitantes.
AFP e Correio do Povo

Porta incenso tailandês à venda





Valor: R$ 120,00
Mais informações:
Judite Sandra La Cruz
(51) 9 8502.8080 
Teia de Aranha
Endereço: Av. João Pessoa, 1040 -  Porto Alegre - RS, 90040-001
A loja funciona de quarta a  domingo a partir das 10 horas.

Chega de ultraprocessados: faça você mesmo um requeijão caseiro



Sabrina Rolim desmistifica o preparo do requeijão, um verdadeiro coringa da cozinha

Requeijão é um coringa na cozinha, podendo ser usado de muitas maneiras. Traz cremosidade aos molhos, deixa os recheios aveludados e é o rei nas mesas de café da manhã. Ao comprar o requeijão no supermercado, não estamos levando apenas um derivado do leite, mas um composto de leite, conservantes e estabilizantes de nomes quase impronunciáveis que nos fazem ligar o ALERTA de PRODUTO ULTRAPROCESSADO.
Sobre este tema, acho válida uma breve explicação: o que são alimentos in natura, ingredientes culinários e industriais, alimentos processados e ultraprocessados?
- Alimentos in natura (não processados) ou minimamente processados, são aqueles obtidos diretamente de plantas ou animais e não sofrem qualquer alteração após deixarem a natureza, nem mesmo adição de sal ou qualquer outra substância.
- Ingredientes culinários e industriais incluem substâncias extraídas e purificadas pela indústria a partir de alimentos in natura ou obtidos direto da natureza, a fim de produzir ingredientes culinários para a indústria de alimentos ou para o consumidor final. São exemplos destes produtos as farinhas e amidos, óleos e gorduras, adoçantes, frutose, lactose, proteína de soja, entre outros.
- Alimentos processados são aqueles fabricados pela indústria com a adição de sal, de açúcar ou de outra substância de uso culinário a alimentos in natura para torná-los duráveis e mais agradáveis ao paladar, como, por exemplo, as conservas, frutas em calda, sardinha e atum enlatados, queijos.
- Alimentos ultraprocessados são formulações industriais feitas inteiramente ou majoritariamente de substâncias extraídas de alimentos (óleos, gorduras, açúcar, amido, proteínas), derivados de constituintes de alimentos (gorduras hidrogenadas, amido modificado) ou sintetizadas em laboratório com base em matérias orgânicas como petróleo e carvão (corantes, aromatizantes, realçadores de sabor e vários tipos de aditivos usados para dotar os produtos de propriedades sensoriais atraentes). É destes que devemos manter a maior distância possível.
Depois de saber sobre tudo isso, nada de vilanizar o requeijão. A receita que trago hoje é a solução para continuar consumindo sem culpa.

Requeijão Caseiro

Ingredientes:

1 litro de leite integral
2 colheres de sopa (ou 30 ml) de vinagre de álcool ou suco de limão
1 ½ colher de sopa de manteiga sem sal
Sal a gosto

Modo de preparo:

Antes de começar o preparo, reserve 1/3 de xícara de leite. Coloque em uma panela grande o restante do leite e leve ao fogo médio até ferver. Desligue o fogo e acrescente o vinagre ou suco de limão. Mexa um pouco e espere talhar (cerca de 10 a 15 minutos). Passe o leite talhado por uma peneira fina e aperte com uma colher para soltar o líquido. Transfira a massa que ficou na peneira para um liquidificador ou processador e acrescente o sal, a manteiga e o leite reservado. Bata por mais ou menos uns 3 minutos. Verifique o ponto do requeijão: se quiser ele menos consistente, acrescente um pouco mais de leite fresco (cuidado: o leite deve ser acrescentado bem aos pouquinhos, para não perder o ponto). Agora é só transferir o requeijão para um pote ou vidro bem fechado e guardar na geladeira. O requeijão ganha mais consistência depois de refrigerado.
O requeijão dura até 7 dias na geladeira, mas eu duvido que você demore todo esse tempo para terminar com essa delícia...
por Sabrina Rolim

Sabrina Rolim é empresária, mãe e louca por comida. A cada 15 dias, compartilha no Bella+ receitas de família (somente aquelas bem práticas) e dicas de lugares preferidos. @comidatriboa




Correio do Povo

STF aprova orçamento com R$ 25,7 milhões a mais para 2021 sem reajustes a ministros

De acordo com Toffoli, o Supremo fez um mapeamento interno das demandas das diversas áreas do tribunal

Durante a sessão administrativa, Fux disse que já está em contato com a equipe econômica para tratar do orçamento do STF

O Supremo Tribunal Federal (STF) aprovou na tarde desta quarta-feira uma proposta orçamentária para 2021 no valor de R$ 712,4 milhões, um salto de R$ 25,7 milhões em comparação à proposta aprovada no ano passado para 2020 (R$ 686,7 milhões). De acordo com o STF, a proposta orçamentária não inclui reajuste salarial para os ministros da Corte, que recebem mensalmente R$ 39,2 mil - teto do funcionalismo público.
"O que apresentamos agora é o possível no atual momento, sem prejuízo da soberania do Parlamento em aprimorar o orçamento", frisou o presidente do STF, Dias Toffoli. Toffoli destacou que o orçamento foi elaborado em conjunto com a equipe de transição do próximo presidente da Corte, Luiz Fux, que assumirá o comando do tribunal no dia 10 de setembro.
"O resultado (da proposta orçamentária de 2021) é a mera aplicação de índice inflacionário sobre o orçamento de 2020, uma prática que tem sido adotada desde a implantação do teto constitucional de despesas", disse Toffoli. O salto no valor da proposta orçamentária de 2021, em relação à de 2020, é de 3,74%.
De acordo com Toffoli, o Supremo fez um mapeamento interno das demandas das diversas áreas do tribunal. Depois do levantamento preliminar, foi necessário aplicar um corte de R$ 76 milhões, a fim de adaptar a proposta ao teto de gastos. Uma das saídas do Supremo foi compartilhar as despesas com a TV Justiça com outros órgãos que também aproveitam as instalações da emissora, como o Superior Tribunal de Justiça (STJ) e Conselho da Justiça Federal.
Durante a presidência de Toffoli, o Supremo entrou na mira da opinião pública e da própria Justiça após uma série de gastos públicos, como o contrato de R$ 481,7 mil que previa a compra de lagostas e vinhos para refeições a serem servidas a autoridades. A compra entrou na mira do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (MP-TCU), virou alvo de ação popular movida pela deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP) e chegou até a ser suspensa pela Justiça Federal do Distrito Federal.
Durante a sessão administrativa, Fux disse que já está em contato com a equipe econômica para tratar do orçamento do STF. "Depois da posse, vou conversar com os colegas, pedir que os colegas façam sugestões e depois vamos ter o contato com o Ministério da Economia", afirmou Fux.
Agência Estado e Correio do Povo

Toffoli marca para o dia 19 julgamento de ação sobre dossiê

Partido recorreu pedindo a abertura um inquérito na Polícia Federal para apurar relatório sobre 579 servidores federais e estaduais

Julgamento de ação sobre dossiê ficou para 19 de agosto

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, marcou para o dia 19 de agosto o julgamento de uma ação da Rede sobre um dossiê elaborado pelo governo contra 579 servidores federais e estaduais identificados como integrantes do “movimento antifascismo”. Na ação, a Rede pede ao STF a abertura de inquérito na Polícia Federal para investigar o caso.
O tema vai ser discutido pelos 11 integrantes da Corte em sessão plenária realizada por videoconferência.
Na última testa terça-feira, o ministro da Justiça, André Mendonça, se antecipou e encaminhou ao Congresso uma cópia do relatório sobre opositores do governo Jair Bolsonaro. O documento, com cerca de 200 páginas, foi entregue ao presidente da Comissão Mista de Controle das Atividades de Inteligência (CCAI), senador Nelsinho Trad (PSD-MS), antes que o colegiado fizesse uma solicitação. Em nota, a pasta também informou que a Polícia Federal vai investigar o vazamento do “dossiê”.
A existência do documento feito pela Diretoria de Inteligência da Secretaria de Operações Integradas (Seopi) com informações sobre 579 servidores da área de segurança pública e da educação identificados com o movimento antifascismo foi revelada em julho. Na sexta-feira passada, o ministro da Justiça negou o termo “dossiê”, afirmando que remete a algo ilegal, mas admitiu que a pasta monitorou opositores ao governo. Os parlamentares só deverão ter acesso ao relatório da pasta na semana que vem.

Explicações

Em resposta enviada ao Supremo na semana passada, o Ministério da Justiça e Segurança Pública disse que não investiga opositores do governo e negou que produza dossiês. A pasta disse ainda que não pode compartilhar com a Corte informações de Inteligência produzidas pela sua Seopi. A manifestação foi enviada ao tribunal depois de a relatora do caso, Cármen Lúcia, cobrar explicações dentro de um prazo de 48 horas.
“A atividade de Inteligência dedica-se a produzir conhecimentos para assessorar o processo decisório das autoridades públicas. Assim, é dever dizer que não há qualquer procedimento investigativo instaurado contra qualquer pessoa específica no âmbito da Seopi, muito menos com caráter penal ou policial. Noutras palavras, não compete à Seopi produzir ‘dossiê’ contra nenhum cidadão e nem mesmo instaurar procedimentos de cunho inquisitorial”, afirmou o ministério.
A pasta disse ainda que a produção de relatórios em secretarias é “atividade essencial para a segurança do Estado e dos cidadãos”, e que a Seopi “não se coloca a serviço de grupos, ideologias e objetivos mutáveis e sujeito às conjunturas político-partidárias”.
“Não se pode deixar de consignar que o vazamento de informações de Inteligência é fato grave e que coloca em risco tanto atividades essenciais do Estado Brasileiro como pessoas eventualmente citadas nos relatórios.”
O ministério defende o arquivamento da ação apresentada pela Rede Sustentabilidade, sob argumento que o partido não conseguiu demonstrar a existência dos atos que descreveu.

Agência Estado e Correio do Povo

O estuprador do direito de propriedade quer ser prefeito

Reservas do Grêmio empatam fora de casa diante do Ceará

Tricolor saiu atrás, mas contou com gol de Thaciano para empatar em 1 a 1 na noite desta quarta-feira, na Arena Castelão

Thaciano marcou gol que garantiu empate do Grêmio em 1 a 1 diante do Ceará

O técnico Renato Portaluppi mandou a campo uma equipe diferente em relação à primeira rodada, para o duelo contra o Ceará. Com uma equipe formada quase totalmente por reservas, o Grêmio saiu atrás, e sofreu com o desentrosamento e o pouco tempo de trabalho para treinar. Ainda assim, buscou um empate em 1 a 1 no segundo tempo, na noite desta quarta-feira, na Arena Castelão, em Fortaleza. 
O Ceará saiu na frente, com gol marcado por Cleber, aos 44 minutos do primeiro tempo. O Tricolor só buscaria o empate na etapa final: Thaciano marcou e deu números finais ao confronto. 
Com o resultado, o Tricolor soma quatro pontos na competição, e mantém a invencibilidade no Campeonato Brasileiro após duas rodadas. Na próxima rodada, o Tricolor encara o Corinthians. A partida acontece no sábado, às 19h, na Arena. 

Grêmio cria, mas sofre gol no fim do primeiro tempo 

Por conta da maratona de jogos que as equipes enfrentarão no Brasileiro, além das eventuais finais do Gauchão, o técnico Renato Portaluppi escalou um time praticamente reserva para enfrentar o Ceará. Os únicos considerados titulares em campo no Nordeste foram Pepê e Alisson. Alguns nomes foram preservados, enquanto outros, como Victor Ferraz, seguem lesionados.
Mesmo jogando fora de casa, foi o Grêmio quem iniciou melhor a partida. Ficou mais com a bola e ocupou o campo do adversário, empurrando a marcação e pressionando a saída de bola. Na beira do campo, aos gritos, Guto Ferreira pedia para que o time saísse de trás e conseguisse jogar. No início da partida, Alisson, um dos destaques do Tricolor no primeiro tempo, criou duas boas chances. 
A primeira chance do Ceará foi criada aos 17 minutos. A jogada, que começou na direita, chegou até o atacante Cleber, na entrada da área, que limpou a marcação e tabelou com Leandro Carvalho. Ele saiu na cara do gol, obrigando Paulo Victor a fazer boa defesa. 
A melhor chance do Grêmio surgiu aos 21 minutos, dos pés de Isaque. Após boa trama pela esquerda, Pepê soltou para o atacante na entrada da área. Ele limpou a marcação, e finalizando forte, obrigou Fernando Prass a cair para espalmar. Sete minutos depois, ele tentou de novo, após boa jogada de Alisson. Ele finalizou de calcanhar, para nova defesa de Fernando Prass. 
Quando parecia que a partida ia ao intervalo empatada em 0 a 0, o Grêmio tratou de tornar mais fáceis as coisas para o Ceará. Isso porque Orejuela fez uma falta desnecessária pela esquerda de ataque. Na cobrança, Cleber, o centroavante de 1,99m, subiu mais alto que Rodrigues e cabeceou para encobrir Paulo Victor e garantir a vantagem para os donos da casa nos primeiros 45 minutos. 

Thaciano assegura empate do Tricolor

Na segunda etapa, o Grêmio ficou mais com a bola nos quinze minutos iniciais. Cercou e conseguiu boas faltas na entrada da área, mas não conseguiu concluir com perigo ao gol de Fernando Prass. O desafogo do Tricolor foi Isaque. Novamente, o garoto saiu da área e buscou jogo, já que Darlan e Lucas Silva encontravam dificuldades para qualificar a saída de bola. Por sua vez, Orejuela comprometeu defensivamente, dando espaços sucessivos para o Ceará contra-atacar. 
No entanto, após novo bom começo do Grêmio, o Ceará se encontrou no jogo e melhorou. Passou a explorar os contragolpes e chegar novamente com perigo à frente. Ao mesmo tempo, conseguiu neutralizar as ações, especialmente com a boa marcação sobre Pepê, que pouco conseguiu contribuir na primeira metade do segundo tempo. 
Ainda assim, o Grêmio conseguiu chegar ao gol em uma jogada que começou com um dos destaques do time na partida. Alisson veio ao meio para receber. Ele acionou Orejuela, que buscou Pepê pela direita no fundo, em profundidade. Ele escorou para o meio da área, onde Thaciano aparceu livre para empurrar de primeira para o fundo do gol e empatar o confronto.
Após buscar o empate, o Grêmio pareceu satisfeito com o resultado. Passou a ficar mais com a bola no campo de defesa e pouco agrediu o Ceará. Os donos da casa, por sua vez, pareciam cansados, e também não conseguiram chegar à frente com a mesma qualidade, especialmente em comparação ao primeiro tempo. Assim, a partida terminou empatada em 1 a 1, e o Tricolor trouxe seu primeiro ponto como visitante no Brasileirão.

Campeonato Brasileiro - 2ª rodada

Ceará 1  
Fernando Prass; Samuel Xavier, Gabriel Lacerda, Luiz Otavio e Alyson; Charles, William Oliveira (Fabinho), Matheus Gonçalves e Fernando Sobral; Leandro Carvalho (Victor Jacaré) e Cleber. Técnico: Guto Ferreira
Grêmio 1
Paulo Victor; Orejuela, Rodrigues, David Braz e Cortez; Lucas Silva (Thiago Neves), Darlan, Thaciano, Alisson e Pepê; Isaque (Patrick). Técnico: Renato Portaluppi 
Gols: Cleber (44/1T); Thaciano (26/2T) 
Cartões amarelos: Fernando Prass e Leandro Carvalho (Ceará) 
Árbitro: Caio Max Vieira (RN)
Local: Estádio do Castelão, em Fortaleza (CE)
Correio do Povo

Ao lado de Guedes, Maia e Alcolumbre, Bolsonaro defende pacto para manutenção do teto de gastos

Presidente se reuniu nesta quarta-feira com presidentes do Senado e da Câmara e membros da equipe econômica

O presidente revelou ainda que temas como privatizações e outras reformas, como a administrativa, também foram debatidos na reunião entre os poderes

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quarta-feira que defende a manutenção do teto de gastos para o Brasil sair da crise causada pela pandemia do novo coronavírus. "Queremos o progresso, o desenvolvimento e o bem-estar do nosso povo. Respeitamos o teto dos gastos e queremos a responsabilidade fiscal. O Brasil tem como ser um daqueles países que melhor reagirá à crise”, afirmou o presidente.
A declaração à imprensa foi feita na área externa do Palácio da Alvorada, ao lado dos presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), e da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e de ministros. Entre eles, o ministro da Economia, Paulo Guedes, que enfrenta uma "debandada" de secretários de sua pasta.
"A economia está reagindo e nós resolvemos como essa reunião direcionar mais as nossas forças para o bem comum do que todos defendemos", afirmou Bolsonaro após o encontro.
O presidente revelou ainda que temas como privatizações e outras reformas, como a administrativa, também foram debatidos na reunião entre os poderes. "Nos empenharemos para buscar soluções para destravar a economia e colocar o Brasil na posição em que ele sempre mereceu estar”, ressaltou.

Pronunciamento

Também estavam presentes no pronunciamento do presidente os ministros da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, e do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho. Além deles, o líder do governo no Congresso, senador Eduardo Gomes (Solidariedade-TO), o líder do PP, Arthur Lira (AL), um dos principais nomes do "Centrão", e o recém-anunciado líder do governo na Câmara, deputado Ricardo Barros (PP-PR).
Mesmo após ter confirmado que está deixando a liderança do governo, o deputado Major Vitor Hugo (PSL-GO) também estava entre os participantes que acompanharam a declaração de Bolsonaro ao lado do presidente.

"Estado inchado"

Bolsonaro já havia destacado pela manhã em uma postagem em sua rede social que o norte do seu governo "continua sendo a responsabilidade fiscal e o teto de gastos. Também afirmou que "o estado está inchado e deve se desfazer de suas empresas deficitárias".
"Privatizar está longe de ser, simplesmente, pegar uma estatal e colocá-la numa prateleira para aquele que der mais levá-la para casa. Para agravar o STF decidiu, em 2019, que as privatizações das empresas 'mães' devem passar pelo crivo do Congresso", escreveu Bolsonaro.
Sobre a saída de integrantes da equipe de Paulo Guedes no Ministério da Economia, o presidente afirmou: "Em todo o governo, pelo elevado nível de competência de seus quadros, é normal a saída de alguns para algo que melhor atenda suas justas ambições pessoais. Todos os que nos deixam, voluntariamente, vão para uma outra atividade muito melhor".

Âncora política

A equipe econômica defende a regra do teto de gastos como uma ferramenta importante de âncora da política econômica. A sua retirada é considerada por eles um caminho certo para o aumento dos juros e da desconfiança com o futuro do país.  
A ofensiva ocorre num momento em que a pressão por dribles no teto, até mesmo por parte do governo, colocou em estado de alerta os investidores do mercado financeiro. 
Na Câmara e no Senado, parlamentares de diversos partidos têm apresentado propostas para flexibilizar o teto e até mesmo estender o Estado de calamidade da pandemia, que termina em dezembro, até 2021.  Com a calamidade, as regras fiscais, como necessidade de cumprimento da meta fiscal (com limite para o rombo das contas públicas), ficam suspensas.

R7 e Correio do Povo