Lei Rouanet: para além dos memes | Clic Noticias

Criada há cerca de trinta anos, ela se transformou em alvo de piadas e fake news na internet. Mas como funciona esse mecanismo de apoio à cultura?

Por Ana Paula Sousa
Ainda durante a campanha eleitoral, o presidente Jair Bolsonaro afirmou: “Ninguém é contra a cultura, mas a Lei Rouanet tem que ser revista”. A lei, de acordo com ele, deve ser usada pelo “tocador de viola” e pelo “jovem que está começando”. “Não é dar 10 milhões de reais para cantora famosa (…) Essa mamata tem que acabar.” A fala de Bolsonaro ecoa um discurso que se tornou corrente na sociedade: aquele que atrela a Lei Rouanet à ideia de “boquinha”, de “cooptação” e de mau uso do dinheiro público. Na internet, o mecanismo se tornou um dos alvos preferidos de memes e notícias falsas. Algumas críticas são válidas e devem ser feitas. Outras, porém, levam o público à desinformação e ao julgamento equivocado de um mecanismo de incentivo que, em quase 30 anos de existência, contribuiu com mais de 50.000 projetos culturais no país, produzindo um impacto econômico de 49,7 bilhões de reais.
A Lei nº 8.313, criada pelo diplomata e intelectual Sérgio Paulo Rouanet em 1991, não é exatamente o que hoje se chama de Lei Rouanet. A lei promulgada pelo ex-presidente Fernando Collor instituiu, na verdade, o Programa Nacional de Apoio à Cultura (Pronac), que se baseava num tripé: o Fundo Nacional da Cultura (FNC), os Fundos de Investimento Cultural e Artístico (Ficart) e, por fim, os incentivos fiscais, que, com o tempo, se tornaram sinônimo de Lei Rouanet.
O FNC deveria, entre outras coisas, estimular projetos de fora do eixo Rio-São Paulo e contribuir para a preservação do patrimônio cultural e histórico; já os Ficart foram idealizados para projetos com capacidade de dar retorno comercial aos investidores; o mecanismo de dedução fiscal, por sua vez, tinha o objetivo de aguçar no empresariado o gosto pelo mecenato, prática cujo nome deriva dos mecenas, homens ricos que, na Renascença, apoiavam as artes. Mas o FNC tem os cofres praticamente vazios, os Ficart nunca saíram do papel e tudo, na cultura, passou a depender do incentivo fiscal.

O que é a lei, afinal?
A lei permite, trocando em miúdos, que empresas e pessoas físicas invistam parte do imposto de renda devido em projetos culturais. As empresas podem aplicar até 4% do IR a pagar na cultura; as pessoas físicas, até 6%. O governo abre mão desses recursos para que eles sejam aplicados numa área considerada essencial para o desenvolvimento do país.
O investimento pode se dar de duas formas. Na mais usual delas (artigo 18), o apoiador abate 100% do valor investido em projetos de artes cênicas, música erudita e instrumental, exposições de artes e livros. Na outra (artigo 26), ele deduz apenas 30% do valor investido, ou seja, a empresa, obrigatoriamente, coloca recursos próprios no projeto. Os apoios a jogos eletrônicos, música popular, fotografia, design e moda estão enquadrados nesse artigo.
Um detalhe importante é que só empresas tributadas com base no lucro real podem usar a lei. Essa regra faz com que sejam excluídos da possibilidade de patrocínio com incentivo fiscal todos os pequenos e muitos dos médios empresários que faturam até 78 milhões de reais por ano e que, salvo exceções, podem aderir ao regime tributário do lucro presumido. Um exemplo de empresa que é invariavelmente tributada pelo lucro real são os bancos.

A escolha dos projetos que receberão recursos
Apesar de ter ganhado fama de ser usada para a cooptação de artistas, a Lei Rouanet foi criada a partir de um princípio liberal. A decisão sobre onde alocar os recursos não está nas mãos do Estado, mas sim nas mãos das empresas patrocinadoras. Ao governo cabe apenas fazer uma avaliação técnica do projeto (documentação, orçamento e objetivos) e encaminhá-lo para a Comissão Nacional de Incentivo à Cultura (Cnic), formada por 21 membros indicados por entidades do setor. Após a aprovação pela Cnic, a autorização para captação é homologada pelo ministro ou secretário competente. Nos últimos dez anos, entre 2009 e 2018, dos 60.699 projetos aprovados, pouco mais do que a metade, 32.705, conseguiram captar recursos.
Em nenhuma dessas etapas existe análise de mérito. Um projeto pode ser rejeitado por falta de clareza, por não cumprir as normas legais ou por não estar adequado aos objetivos propostos. Mas não porque quem o propôs é famoso ou porque se trata, supostamente, de algo “comercial”. “A Lei Rouanet é um instrumento liberal de gestão cultural. Ela dá autonomia aos agentes de mercado para a destinação de recursos, com mínima interferência do Estado”, resume Carlos Cavalcanti, CEO do Atelier de Cultura, responsável pelos musicais O Homem de La Mancha e Annie, dirigidos por Miguel Falabella.
Cavalcanti enfatiza que a lei não só é transparente – hoje, os dados de captação estão acessíveis a qualquer pessoa, via internet – como impõe uma série de regras. “A Lei estabelece obrigações extremamente rigorosas para o produtor cultural; a utilização dos recursos exige um sério padrão de gestão contábil e financeira”, afirma.

As críticas
Casos famosos, como o do espetáculo do Cirque du Soleil, o livro sobre a cantora Claudia Leitte e o Rock in Rio se tornaram exemplos de desvirtuamento da lei. Em 2006, a companhia circense, apesar de ter captado 9,4 milhões de reais em recursos públicos, cobrou até 370 reais pelos ingressos. Em 2016, a produtora que tem Claudia como sócia foi autorizada a captar 356.000 reais para o lançamento de sua biografia – a aprovação pegou tão mal que a cantora desistiu do projeto. Já a edição de 2011 do Rock in Rio, que obteve autorização para captar 12,3 milhões de reais – tendo obtido 6,7 milhões de reais extras em patrocínio – levou o Tribunal de Contas da União (TCU) a escrever, num parecer, que projetos com alto potencial lucrativo não deveriam receber incentivos fiscais.
O auge dos escândalos se deu, porém, em 2016, quando a Polícia Federal tornou pública a investigação que apurou desvios de recursos da ordem 180 milhões de reais e que tinha como alvo o grupo dirigido por Antonio Carlos Bellini Amorim, que era totalmente desconhecido no meio cultural e que usou a lei até para pagar o casamento do filho. Bellini chegou a ser preso na investigação apelidada de Operação Boca Livre. No fim do ano passado, o Ministério Público Federal (MPF) ofereceu, à 3ª Vara Criminal Federal de São Paulo, 27 denúncias contra a empresa do acusado.
Felipe Vaz Amorim: casamento pago com dinheiro captado via Lei Rouanet
Felipe Vaz Amorim: casamento pago com dinheiro captado via Lei Rouanet (Divulgação/VEJA)
O trabalho da PF motivou a Câmara dos Deputados a instaurar, ainda em 2016, uma CPI destinada a investigar a Lei Rouanet. À parte o caso de Bellini, os deputados não descobriram outras falcatruas. Diagnosticaram, porém, várias falhas na lei. O relatório final da CPI recomendou que se criem melhores mecanismos de controle, que a lei seja mais transparente e que se busque uma distribuição menos centralizada de recursos; o relatório registra, no entanto, o consenso em torno de sua preservação. Na esteira da CPI e dos questionamentos públicos, uma Instrução Normativa (IN) de 2017 estabeleceu, por exemplo, a exigência de que 30% dos ingressos de produções viabilizadas com a lei sejam gratuitos e que 20% tenham um valor médio de até 75 reais.
“Eu credito muito do ambiente refratário à lei ao enorme passivo de projetos à espera da análise no Ministério”, diz Sérgio Sá Leitão, ex-Ministro da Cultura, referindo-se ao acúmulo de projetos à espera de análise de prestação de contas ao longo dos anos e ao próprio excesso de trabalho dos pareceristas. “Se a prestação de contas fosse avaliada, um escândalo como esse do Bellini não teria acontecido. Ainda temos um passivo de 15.000 projetos para serem analisados, mas há dois anos não geramos mais passivo, ou seja, todos os novos projetos são analisados.” A fragilidade dos mecanismos de controle na prestação de contas se deve não só à falta de pessoal, mas também às próprias minúcias do processo, que implica, entre outras coisas, em fornecimento de notas fiscais para cada centavo gasto. Desde o ano passado, vem sendo implantado um sistema de controle digital, que deve tornar mais eficaz o trâmite.
Outros problemas são a concentração em projetos das cidades de São Paulo e do Rio de Janeiro – em especial, em uns poucos bairros dessas duas cidades – e a concentração em grandes proponentes: apenas 3% de todos os proponentes ficam com metade dos recursos captados e 80% do dinheiro da lei fica no Sudeste. Em 2018, por exemplo, dos 3.220 projetos que captaram recursos, 1.801 eram dessa região – já no Norte, apenas 37 conseguiram captar.
Além disso, é tênue a linha que separa os objetivos de marketing das empresas dos objetivos culturais – apesar de o artigo 26 prever a contrapartida de dinheiro do próprio patrocinador, até 2015, de cada 10 reais investidos, 9,50 reais tinham origem pública. Ou seja, o propósito inicial da lei, que era contribuir para a criação do hábito do mecenato, passou longe de ser cumprido.
Apesar de terem sido “renovadas” no último ano, especialmente durante as eleições, e até por parte de políticos que hoje integram o governo de Jair Bolsonaro, as críticas à Lei Rouanet remontam ao início do governo Lula. A concentração regional e a maior facilidade de captação entre artistas “consagrados” eram alguns dos defeitos apontados pelo então secretário-executivo do MinC, Juca Ferreira, já em 2003. Em 2005, o MinC trouxe a público as primeiras propostas de mudança no mecanismo e, desde 2010, tramita no Congresso Nacional um projeto de lei que substitui a Lei Rouanet pelo Procultura, que limita os 100% de isenção e direciona parte dos recursos do mecenato para o FNC. Esse projeto, que sempre enfrentou oposição, foi desconsiderado pelo governo Michel Temer e é, na prática, impossível que seja retomado pelo novo governo. O mais provável, pelo que se apurou até agora, é que o governo Bolsonaro acabe por fazer apenas ajustes na lei.
“É correto afirmar que a lei deve ser aprimorada e atualizada, mas a sua extinção seria dramática, levando o mundo da cultura a uma grande crise”, pondera Eduardo Saron, diretor do Instituto Itaú Cultural. Hoje, o Instituto é mantido com recursos próprios e o banco usa a lei para apoiar projetos de terceiros. “Grandes museus e eventos culturais relevantes, na sua maioria com bilheteria gratuita ou a preços populares, só são possíveis graças aos recursos que a lei injeta no sistema cultural brasileiro.”
O que acontece se a lei acabar?
Nas duas reuniões que teve com a equipe de transição do governo Bolsonaro, no fim do ano passado, o ex-ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, teve de falar bastante sobre a Lei Rouanet. Mas em nenhum momento, assegura, houve menção à extinção do mecanismo “O ministro (da Cidadania) Osmar Terra buscou apenas entender o que pode ser aperfeiçoado e melhorado”, assegura.
A despeito dos memes que atrelam a lei a Claudia Leitte, Pablo Vittar, Luan Santana ou Fábio Porchat, quem sofreria o maior abalo com seu fim seriam instituições como o Museu do Amanhã e a Orquestra Sinfônica Brasileira, no Rio de Janeiro, o Instituto Inhotim, em Minas Gerais, e o Masp e a Osesp, em São Paulo – que são, ao lado das grandes produtoras de musicais, os maiores captadores.
Em 2018, por exemplo, dos 1,3 bilhão de reais captados Brasil afora, 482,3 milhões de reais foram para projetos de artes cênicas e 187,9 milhões de reais para projetos de artes visuais. O proponente que mais captou recursos no ano passado – 21,5 milhões de reais – foi o Masp. Em seguida, aparece o Atelier de Cultura, que captou 16,5 milhões de reais para a realização de musicais como A Escola do Rock e Annie. Em terceiro lugar está a Fundação Orquestra Sinfônica Brasileira, com captação de 14,8 milhões de reais.
Na Fundação Bienal de São Paulo, 49% dos recursos vêm das leis de incentivo – da Rouanet e de suas similares estaduais e municipais. O resto é integralizado com o apoio de consulados e embaixadas, doações e parcerias com eventos feitos no Pavilhão. Ainda assim, segundo Luciana Guimarães, superintendente da Fundação, a Rouanet é imprescindível para a continuidade de projetos que são, em suas palavras, “potentes e impactantes”. Via lei de incentivo federal, no ano passado, a fundação foi o décimo proponente que mais captou recursos – 11,1 milhões de reais.
“Em 2018, 700.000 pessoas visitaram a exposição. Em três meses, geramos 1.600 postos de trabalho, tivemos repercussão na imprensa nacional e internacional e, além disso, representamos o Brasil na Bienal de Veneza”, afirma Luciana. “Tudo isso ajuda a promover a arte brasileira e a autoestima do Brasil.” Todas as grandes instituições que usam a lei oferecem, como contrapartida, programas educativos e de democratização de acesso. Ao menos 10% das entradas devem ser distribuídos gratuitamente para projetos sociais, educativos ou de formação artística, por exemplo.
Com o título ‘Afinidades afetivas’, a 33ª Bienal de São Paulo ocorreu até o dia 9 de dezembro de 2018 no Pavilhão Ciccillo Matarazzo, localizado no parque do Ibirapuera
Com o título ‘Afinidades afetivas’, a 33ª Bienal de São Paulo ocorreu até o dia 9 de dezembro de 2018 no Pavilhão Ciccillo Matarazzo, localizado no parque do Ibirapuera (Daniel Lins /Fotoarena/Folhapress)
Na outra ponta do sistema, seriam atingidos também os milhares de pequenos proponentes que captam menos de 100.000 reais. Os menos atingidos, na prática, seriam os cantores conhecidos e os grandes festivais de música. “Não vale a pena, para eventos de temporadas curtíssimas, como shows, assumir todas as contrapartidas de ingressos gratuitos ou a preços reduzidos, até porque é quase certa a venda de ingressos’, explica Carlos Cavalcanti, do Atelier de Cultura.
Cavalcanti observa que, sem a lei, acabaria também toda a política de contrapartidas sociais dos projetos culturais. “Isso faria com que espetáculos teatrais, exposições, shows, livros não comerciais e projetos de formação cultural fossem destinados exclusivamente àqueles que têm renda para pagar o ingresso.”
A última perda, por fim, seria de ordem econômica. Apesar de a Lei Rouanet responder por apenas 0,64% de todo o incentivo federal – que contempla desde a indústria automotiva até o esporte e a educação -, um estudo divulgado no fim de 2018 pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) demonstrou que cada real captado via Lei Rouanet gerou 1,59 real na economia. Além disso, as indústrias criativas, nas quais a cultura se insere, respondem hoje, de acordo com o extinto Ministério da Cultura, por 2,64% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro.
Apesar de as ameaças de extinção da lei ainda pairarem no ar, ninguém, no setor cultural, trabalha concretamente com essa possibilidade. “Acho que o governo não vai ser louco a ponto de acabar com a Lei Rouanet”, aposta Ricardo Ohtake, diretor do Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo. Na opinião de Ohtake, o fim da lei atingiria, antes de mais nada, a população. “A extinção de determinados projetos afetaria de forma direta a construção e a manutenção de símbolos que foram erguidos pela inteligência e pela criatividade nacionais e que funcionam como alicerce para todas as sociedades desenvolvidas”, acrescenta.
Seguindo a mesma toada, o ator Murilo Benício provoca: “Se não gostam da Lei Rouanet, que inventem outra. A gente não pode é ter uma falta de cultura. Vai viver de quê? Da cultura do outro? A gente tem que construir e celebrar nossa cultura, para que possamos ter nossa identidade. Um país sem identidade é oco”.
Alternativas ao incentivo fiscal
O Tribunal de Contas da União (TCU) se pronunciou, em 2016, a favor da restrição do uso de recursos da Lei Rouanet por projetos com potencial lucrativo e autossustentável. O Tribunal não avançou, porém, na definição dos parâmetros para se determinar o que é um projeto comercial, capaz de se pagar sem a necessidade do uso da renúncia fiscal. Quais seriam, então, as possibilidades de remuneração de um projeto cultural fora do universo do apoio direto do Estado e dos incentivos?
Bilheteria
Antonio Fagundes tem feito questão de dizer que coloca suas peças em cartaz sem a Lei Rouanet. O ator excursiona pelo país, é produtor do próprio espetáculo e tem um público cativo. A maioria dos atores e produtores insiste, porém, que a bilheteria não é suficiente para pagar uma produção no Brasil.
Bianca De Fellipes, produtora de um sucesso do cinema brasileiro, Carlota Joaquina, Princesa do Brasil (1995) e de Renato Russo – O Musical, há 12 anos em cartaz, esmiúça a contabilidade da apresentação feita em dezembro de 2018 no Teatro Riachuelo, em Natal, sem lei, para explicar porque é tão difícil a conta fechar.
“Colocamos 1.098 pessoas no teatro. Tirando o percentual gratuito de ingressos, a bilheteria rendeu R$ 50 mil. Desse total, ficamos com 5.000 reais. E os custos são muitos: aluguel do teatro é 20.000 reais, temos os direitos autorais, o Ecad, o transporte da equipe, os cachês… Nesse caso, paguei as contas. Mas se tivesse chovido, por exemplo, teria terminado no vermelho”, afirma. “Comecei a descarregar o caminhão da produção às 7h30 e fechamos o teatro às 23h30.”
‘Renato Russo, O Musical’
‘Renato Russo, O Musical’ (Facebook/Reprodução)

Financiamento coletivo
O financiamento coletivo, bastante utilizado nos segmentos de música, livros e no universo geek, não serviria para manter o Masp ou para colocar de pé um musical com dezenas de artistas no palco – para se ter uma ideia, em 2018, o Masp captou cerca de 21 milhões de reais e a Atelier, que faz os musicais de Miguel Falabella, 16 milhões de reais, valores inalcançáveis numa vaquinha digital. Trata-se, porém, de uma alternativa eficaz para produtos culturais de outro feitio e tamanho.
O Teatro Mágico, por exemplo, pediu 100.000 reais na plataforma Catarse e arrecadou 391.000 reais; o apoio mais caro, de 350 reais, dava direito a um ingresso para um show exclusivo, a uma viagem com a trupe no mesmo ônibus, camiseta, CD, pôster, caneca etc. A dupla Anavitória também conseguiu, em 2016, arrecadar 61.000 reais para produzir seu primeiro álbum. De toda forma, os 20 milhões de reais arrecadados pela plataforma Catarse em 2018 são ínfimos ante os 1,3 bilhão de reais mobilizados pela Lei Rouanet.

Endowments
No dia 4 janeiro, foi sancionada a Lei nº 13.800, que regulariza os endowments no Brasil. O endowment é um fundo patrimonial formado a partir de uma doação de uma empresa ou de uma pessoa. Nos Estados Unidos, fundações como Rockefeller e Carnegie e instituições como o Metropolitan Museum of Art de Nova York são exemplos do modelo. Na França, os endowments foram regulamentados em 2008 e, em um ano, 230 fundos foram criados – dentre os quais, o do Louvre.
No Brasil, esse tipo de fundo vinha sendo utilizado, até aqui, sobretudo por instituições ligadas ao setor financeiro, como a Fundação Bradesco, ou famílias da área financeira, como o Instituto Moreira Salles. Com a nova lei, a expectativa é que o modelo avance na cultura. “Na área da cultura, um dos primeiros endowments a surgir é o Masp, que está em processo de captação; a Osesp também tem trabalhado nisso; e a primeira instituição cultural que será inaugurada já com endowment é o Museu Judaico de São Paulo”, diz Ricardo Levisky, principal defensor do modelo no Brasil.
Gerido e administrado como qualquer fundo de investimento, o endowment tem duas características importantes: a manutenção da instituição beneficiada deve ser feita, basicamente, com os rendimentos financeiros do fundo; e ele possui uma blindagem jurídica que impede que futuros herdeiros tentem reaver o dinheiro ali colocado, o que garante a perenidade da instituição beneficiada.
“O principal aspecto positivo da lei é que ela, ao blindar os fundos patrimoniais, trouxe para o doador uma segurança jurídica, garantindo que os recursos doados não estejam atrelados a questões personalistas”, diz Levisky. “A cultura foi especialmente beneficiada porque ela passa a poder utilizar a Lei Rouanet como incentivo para os endowments. É o único incentivo que está previsto na lei, possibilitando a museus, orquestras e outras instituições perenes da área cultural que usem a Rouanet tanto para realizar projetos quanto para a sua sustentabilidade de longo prazo.”
Museu Metropolitano de Arte em Nova York
Museu Metropolitano de Arte em Nova York (Felix Hörhager/picture alliance/Getty Images)

Marketing das marcas
No século XXI, a comunicação das marcas se sofisticou e, mundialmente, a cultura é vista como uma ferramenta importante de comunicação. Shows, prêmios literários ou mesmo filmes com uma causa podem contribuir para aquilo que no marketing se chama “atitude de marca”. A ideia, nesse caso, é que a marca engaje os consumidores a partir de causas sociais ou culturais; mais do que simplesmente exposta, a marca deve ser qualificada. No Brasil, como as empresas podem atrelar o nome à cultura com 100% de isenção fiscal, esse modelo, simplesmente, ainda não vingou. Afinal de contas, por que usar a verba do departamento de marketing se é possível usar parte dos recursos do imposto a pagar?
Internacionalmente, no entanto, o marketing cultural tem muita relevância. No setor de museus do Reino Unido, por exemplo, a British Petroleum atrela seu nome à Tate Britain, a Toshiba ao museu Victoria & Albert e a Bloomberg, em busca da consolidação de uma imagem ligada à inovação, apoia a Serpentine Gallery, a Whitechapel Gallery e a Tate Modern.
Na França, ainda na década de 1990, ao descobrir que as mulheres não compravam seus produtos e serviços de telefonia, a Orange criou o Orange Prize, destinado a premiar escritoras de ficção. Resolvido o descompasso de gênero entre seus consumidores, a empresa passou o prêmio adiante e, em 2014, o Orange Prize virou Bailey’s Women’s Prize for Fiction.
No cinema, os recursos vêm dos celulares
Dentre as várias imprecisões que marcam as falas sobre o incentivo à cultura no Brasil está aquela que atribuiu à Lei Rouanet a manutenção do cinema brasileiro. A relação entre os longas-metragens nacionais e a Lei Rouanet é absolutamente remota.
O que a Lei Rouanet ajuda a manter, no setor audiovisual são, basicamente, os festivais de cinema. Os filmes, em sua grande maioria, são feitos com o auxílio de uma lei específica, a Lei do Audiovisual, e, sobretudo, com os recursos advindos do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA). Criado em 2006 e turbinado a partir de 2011, o FSA é hoje a principal fonte de financiamento de séries e filmes.
No entanto, como foram os incentivos fiscais que tiraram o cinema brasileiro do coma na década de 1990 e o mantiveram vivo nos anos seguintes, ainda é comum que se diga que são eles o esteio da produção. Não são. Em 2017, enquanto o fomento indireto – via renúncia fiscal – mobilizou 386 milhões de reais, o FSA injetou 606 milhões de reais no setor.
Mas de onde vem esse dinheiro, afinal de contas? A Lei 12.485, de 2011, que regulamentou a entrada das empresas de telecomunicações na TV por assinatura e instituiu cotas de conteúdo nacional, criou também a Condecine Teles, taxa cobrada por celular ativo. Até 2015, era uma taxa de 3,22 reais por celular, além de uma taxa anual relativa a cada estação de rádio base de banda larga fixa. Essa taxa incorporou empresas como Claro e Vivo ao sistema de financiamento e responde, atualmente, por mais de 75% dos recursos que abastecem o FSA.
Ao contrário do que acontece com a Lei do Audiovisual – e com a própria Lei Rouanet -, que entrega o poder decisório para a empresa patrocinadora, no caso do FSA a ação estatal é direta. Parte do dinheiro é repassado de forma automática aos players que apresentam determinados resultados de bilheteria e parte é distribuído por meio de processos seletivos coordenados pela Agência Nacional de Cinema e pelo Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul.
Outro aspecto fundamental do FSA é que há duas modalidades de apoio: reembolsáveis e não reembolsáveis. No caso dos investimentos reembolsáveis, o fundo tem participação nos resultados comerciais dos filmes, ou seja, parte do valor investido pode retornar ao Estado. O FSA prevê ainda operações de empréstimo aos produtores.
Veja

CLIMA | Uma sucessão de extremos que não poupou nenhum país do Cone Sul | Clic Noticias



MetSul

Polícia abate 14 criminosos em operação no Rio de Janeiro | Clic Noticias



Policiais e traficantes entraram em confronto dentro da comunidade Fallet Fogueteiro em Santa Teresa e no Morro dos Prazeres, no Catumbi, na manhã desta sexta-feira (8). Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, a intensa ação policial resultou em 14 criminosos mortos.
Durante a operação foram apreendidos: três fuzis, 12 pistolas, carregadores e granadas dentro das favelas.
A PM informou que todos os bandidos abatidos tinham envolvimento com o tráfico de drogas.
Terça Livre

Educação para a mídia nos EUA ganhou impulso após eleições de 2016 | Clic Noticias

Iniciativa partiu da própria comunidade escolar com objetivo de discutir fake news
Representantes educacionais pedem promoção de políticas de alfabetização midiática
Representantes educacionais pedem promoção de políticas de alfabetização midiática | Foto: Agência Brasil / CP Memória
Os Estados Unidos, por conta do seu sistema federativo descentralizado, dão autonomia aos estados de terem suas próprias legislações na área educacional e por isse motivo, a educação midiática não está inclusa no base regulamentar escolar. Dessa forma, a iniciativa de inserir o tema nos currículos parte, sobretudo, dos estados e da própria comunidade escolar.
Em Rhode Island, o menor dos estados americanos, na Costa Leste, a educadora Pam Steager, representante local da Media Literacy Now, organização da sociedade civil de promoção de políticas em alfabetização digital, conta que a lei estadual sobre educação midiática aprovada em 2017 apenas recomenda que o tema seja colocado nos currículos escolares.
“Estamos no processo de trabalhar com o Departamento de Educação de Rhode Island e com as escolas para encorajá-las a colocar os materiais existentes sobre alfabetização midiática nos currículos, e identificando os atores importantes, como administradores de escolas e professores”, disse Pam. Segundo ela, o ensino para a análise crítica da informação está se tornando importante no país e ganhou impulso após a campanha eleitoral em 2016, que elegeu o presidente Donald Trump. Pam conta que a discussão em torno das fake news (notícias falsas) veio à tona com mais intensidade naquele momento.
Para a diretora do Media Education Lab, organização que tem por objetivo expandir a educação em mídia, Renee Hobbs, tem sido “fascinante” perceber o aumento do interesse sobre o tema no mundo. “A questão das fake news trouxe a ideia de que educação midiática é parte da solução, e está aumentando o número de professores que estão se capacitando para lidar com o assunto”.
Renee, que é professora da Universidade de Rhode Island, não considera uma desvantagem o fato de os Estados Unidos não terem uma norma federal estabelecendo a educação para a mídia como uma política pública nacional. “Vejo que se esse tema tem o suporte dos movimentos de base, da comunidade local, isso o torna mais forte”, avalia.
A vertente de pesquisa do Media Education Lab é preparar conteúdos sobre o tema para os currículos escolares e para cursos online de treinamento de professores. “Os professores precisam de materiais para o currículo. Com o tempo, eles começam a modificar e adaptar esses materiais até criar os seus próprios”, diz Renee.
Segundo a educadora, na década de 1990, professores já começaram a usar reportagens de jornais como meio de estimular o pensamento crítico dos estudantes americanos sobre atualidades. Ela avalia que a questão da desinformação ganhou maior relevância no país em 2015, com o início da corrida eleitoral. “Tem que haver um ambiente propício na comunidade para que apoie o tema, por isso é importante alcançar os pais, os formuladores de políticas públicas, a opinião pública”, afirma Renee.
Na opinião do professor da Escola de Comunicação da Universidade de Miami, Alberto Cairo, mais do que ensinar o aluno a usar e criar tecnologias de informação, o sistema educacional deve investir na sólida formação humanística e ética dos alunos.
Projeto na aula de inglês
Na escola pública Albert Einstein, no estado de Maryland, a professora de inglês Kerri Mauer percebeu a necessidade de dar ferramentas para que seus alunos na faixa dos 14, 15 anos pudessem compreender o que é opinião, fato, propaganda, sátira, conteúdo patrocinado e, principalmente, notícias falsas. Ela lembra que o fenômeno das fake news não é algo novo, mas ganhou muita dimensão por causa da internet, das redes sociais e dos aplicativos de mensagens.
O projeto de educação midiática na escola surgiu logo após as eleições de 2016 a partir das questões levantadas pela campanha presidencial. “Eles não entendiam o que era desinformação, onde buscar uma fonte confiável de informação, e diziam que usavam as redes sociais como fonte de informação confiável”, conta a professora, que teve a ajuda de uma especialista em mídia para montar o currículo.
Segundo Kerri, a escola usa vídeos informativos, faz seminários e encoraja o debate entre os alunos com exemplos próximos de sua realidade para analisar o conteúdo de diferentes mídias, para ensiná-los a achar fontes confiáveis e a distinguir fato de ficção na internet “onde se posta todo tipo de coisa”. “Queríamos empoderar os alunos para tomar decisões conscientes, para não serem enganados. Eles têm que aprender a usar seus celulares e as redes sociais de forma segura para ter informações confiáveis”, afirmou Kerri, que envia uma carta aos pais explicando os objetivos do curso.
A aluna Sachi, de 16 anos, que participou do programa piloto, conta que o que aprendeu não é para ser usado apenas na escola e esquecido depois. “É uma habilidade para a vida, de fazer a coisa certa no futuro”. Atual aluno do projeto, Karl, de 14 anos, disse que a aula o ajuda a discernir o que é errado e certo nas redes sociais e em ter responsabilidade de não espalhar desinformação e boatos.
Agência Brasil e Correio do Povo

Aos 97 anos, marido da rainha Elizabeth II abandona o volante | Clic Noticias

Mês passado ele se envolveu em um acidente de trânsito
O príncipe Phillip, marido da rainha Elizabeth II da Inglaterra, entregou sua carteira de motorista neste sábado, aos 97 anos, após se envolver no mês passado em um acidente de trânsito. O Palácio de Buckingham ressaltou que o Príncipe Consorte e Duque de Edimburgo tomou essa decisão por vontade própria.
“Após cuidadosa reflexão, o duque de Edimburgo tomou a decisão de entregar voluntariamente sua carteira de motorista”, disse o comunicado. O acidente ocorreu em 17 de janeiro perto da residência real de Sandringham, onde Elizabeth II e Phillip residem durante grande parte do inverno.
A Land Rover Freelander que o Príncipe Phillip estava dirigindo colidiu com um carro da Kia quando ele saiu da estrada para pegar uma via. O príncipe não se machucou do acidente, mas a motorista do Kia sofreu cortes em um dos joelhos e Emma Fairweather fraturou o punho. O bebê que estava andando no banco de trás do carro não ficou ferido. O incidente provocou críticas na mídia, que destacaram que o príncipe demorou a pedir desculpas às mulheres afetadas
AFP e Correio do Povo

Os privilégios dos senadores da República | Clic Noticias



Os Senadores no Brasil contam com um auxílio-saúde ILIMITADO, enquanto o povo passa anos esperando por um simples exame do SUS. Fiz um vídeo falando sobre esse privilégio absurdo.

Entenda a reeleição de Maduro | Clic Noticias



Maduro - Lopez - Capriles
As eleições presidenciais da Venezuela aconteceram, efetivamente, em 20 de maio de 2018. Maduro tentava reeleição mesmo com crise econômica e reprovação global, e mesmo assim “foi reeleito“.
A votação deveria ter acontecido em 22 de abril do ano passado, mas foi adiada para maio após um pacto entre Maduro e a oposição.
Em 2018 a programação inicial era para que acontecessem em dezembro. A decisão de adiantar para abril foi motivo de disputa política no país. A oposição queria 10 de junho. A situação propunha 18 de março. Houve impasse e as negociações fracassaram. A Assembleia Nacional Constituinte era exclusivamente partidária do Governo. A oposição chegou a cogitar a retirada de seus candidatos do pleito.
Desta disputa de datas começaram a surgir as primeiras suspeitas de fraude.
Escassez de recursos, hiperinflação e descontentamento popular já eram fatores inegáveis e a oposição apostava nisso para derrotar a poderosa máquina criada por Maduro.
Alguns líderes da oposição fugiram do país com medo, outros estavam presos e impedidos de participar da corrida, principalmente os mais fortes opositores do ditador: Leopoldo Lopez, Henrique Capriles, Antonio Ledezma, Freddy Guevara , David Smolansky, María Corina Machado e Miguel Rodríguez Torres.
Os principais partidos políticos da oposição foram desqualificados após terem sido forçados a registar-se pela segunda vez em menos de um ano pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE), por não participarem nas eleições municipais de 2017. Hitler fez algo parecido?
A oposição criou na época o movimento Somos Venezuela (Nós somos a Venezuela).
Segundo as pesquisas da época, Maduro liderava a corrida contra dois adversários: Henri Falcón, um chavista arrependido, o pastor evangélico, Javier Bertucci, e Reinaldo Quijada, que apoiou Hugo Chávez publicamente.
Maduro foi acusado pela oposição que uniu-se em torno do movimento de tentar legitimar uma ditadura.
O comitê eleitoral decidiu então mudar a data de 22 de abril para 20 de maio. Na véspera desta nova data as pesquisas apontavam vitória de Henri Falcón.
Falcón inesperadamente rompeu com a oposição.
Infelizmente, Falcon sucumbiu à tentação de participar e jogar o jogo da ditadura“, declarou Juan Pablo Guanipa, líder da primeira divisão da Justiça de Capriles.
Luis Romero, líder do partido de Falcón, disse que o melhor método eram as pesquisas e que os manifestos populares que causaram quase 130 mortes em 2017 eram ineficazes.
No processo eleitoral, o Conselho Nacional Eleitoral (CNE), encarregado de supervisionar as eleições também era (e ainda é) controlado por Maduro.
O governo bolivariano foi acusado de excluir candidatos da oposição, escolher candidatos, intimidar eleitores, comprar votos e oferecer comida àqueles que votarem no presidente.
Maduro disse em transmissão de vídeo pelo Facebook que o salário mínimo da Venezuela subiria 58% em 1º de março, para 392.646 bolívares por mês, ou 1,84 dólar, segundo o site DolarToday, que acompanha de perto a taxa do mercado negro. Ele também elevou em 67% o subsídio de passagens de comida dos venezuelanos para 915.000 bolívares por mês, o equivalente a US $ 4,29.
Em uma visita ao Delta Amacuro, Maduro entregou oito lanchas, nove ambulâncias e reabriu o Aeroporto “Antonio Díaz” Tucupita, entre outros anúncios, violando o artigo 223 da Lei Orgânica de Processos Eleitorais que proíbe o uso recursos estatais durante as campanhas eleitorais, bem como uma das prerrogativas do Acordo de Garantias Eleitorais assinado pelos candidatos presidenciais ao CNE.
Em 8 de maio, o ditador prometeu em campanha “casas, gasolina e trabalho” em Puerto Ayacucho.
“Todo que tiver um ‘Carnê da Pátria’ tem que ir votar em 20 de maio. … Eu estou pensando em dar um prêmio ao povo venezuelano que saia para votar com o ‘Carnê da Pátria’ estou pensando…”
— Presidente Nicolás Maduro, 28 de abril de 2018
Segundo o Datanalisis, Maduro tinha no máximo 32,2%, contra 45,8% de Falcón.
O ditador passou a acusar os Estados Unidos de conspiração para se apoderar do petróleo venezuelano.
Finalmente, em 20 de maio, as eleições aconteceram. Maduro “venceu” e foi “reeleito” numa disputa em que 54% da população se absteve de votar e que segundo o pesquisador Félix Seijas, Maduro obteve 1,7 milhão de votos a menos que na eleição anterior de 2013.
Em 2013 as eleições foram em março, na Venezuela.
O Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), fundado por Hugo Chávez, comporta-se como dono do país, promovendo a Revolução Bolivariana, inicialmente liderada pelo próprio Chávez.
Maduro afirmava praticar o “socialismo do século 21“, de Chávez.
Em 2017 ele mandou fechar 49 veículos de comunicação que não se alinhavam com o Governo. 13 juízes da sala constitucional do tribunal supremo de justiça (TSJ) foram trocados por magistrados simpáticos a ele. Até a CNN ele tirou do ar no país. Centenas de empresas foram estatizadas. Setores inteiros como cimento e aço, são controlados por seu Governo. Mercados municipais foram militarizados para tentar conter a inflação. Assustados, grandes grupos saíram do país. A GM, antes de sair teve uma fábrica tomada pelo estado.
Terça Livre

Suprema Corte Venezuelana autoriza coalizão militar em missão de paz

MOMENTO ANTAGONISTA: Comissão da Verdade da Corrupção https://www.oantagonista.com/?p=163645 Em vez de ‘n’ CPIs, sugiro ao @jairbolsonaro a criação de uma comissão independente para apurar a corrupção da Era PT. No final, não dará um livro, mas uma enciclopédia.

Guaidó não descarta autorizar intervenção estrangeira na Venezuela | Clic Noticias

Líder da oposição enfatiza, porém, preocupação com custo social dos conflitos
Líder da oposição enfatiza, porém, preocupação com custo social dos conflitos
Líder da oposição enfatiza, porém, preocupação com custo social dos conflitos | Foto: Yuri Cortez / AFP / CP Memória
O opositor Juan Guaidó não descartou autorizar a intervenção de uma força estrangeira para que o presidente Nicolás Maduro pare de “usurpar” o poder e para “salvar vidas” ante uma “emergência humanitária”. No entanto, enfatiza que fará tudo que gerar o “menor custo social” para conseguir “eleições livres” que tirem a Venezuela da pior crise de sua história contemporânea. Líder da oposição  mostrou preocupação com consequências humanitárias da crise política e econômica no país.
Segundo Guaidó, na última semana de janeiro, 70 jovens foram mortos pela Faes, unidade das forças armadas. “Faremos tudo que for necessário, tudo que tivermos que fazer, para salvar vidas humanas, para que não continuem morrendo crianças. Vamos fazer o que for que tenha menor custo social, que gere governabilidade e estabilidade para poder atender a emergência”, afirmou. O autoproclamado Presidente encarregado admitiu que questão polêmica e garantiu que fará o necessário, dentro da soberania e competência de suas funções como presidente da Assembleia para combater crise.
Guaidó, engenheiro de 35 anos, dialogou nesta sexta-feira com a AFP sobre o auge que o conflito atingiu desde que ele se autoproclamou presidente interino, em 23 de janeiro, com apoio até agora de meia centena de países, liderados pelos Estados Unidos. O Chefe do Parlamento criticou postura de Maduro e afirmou que pretende alcançar transição de governo e eleições livres de forma soberana e autônoma.
AFP e Correio do Povo
PARIS
Manifestante perde a mão em protesto dos coletes amarelos

Maravilhas da fisionomia humana | Clic Noticias

Existem muitas coisas extraordinariamente interessantes no conjunto das tantas maravilhas que a Criação oferece; maravilhas que aparecem quando a inteligência toma contato com elas e descobre seu encanto e seu valor. Vamos nos referir à que concerne à fisionomia humana.
A humanidade primitiva cumpriu suas etapas entre as selvas virgens e em franca convivência com as espécies inferiores que povoavam a Terra. Seus rostos, carentes de toda expressividade humana, já que suas expressões tão somente denunciavam as reações do instinto, não podiam traduzir nenhuma das excelências do espírito, porque lhes faltava o polimento que a evolução realiza através dos séculos.
A fisionomia humana hoje mudou tanto, que bem pode ser proclamada uma das maravilhas mais preciosas da Criação. No homem de nossos dias, como no de avançadas civilizações do passado, é comum encontrar a presença de uma infinidade de traços que se manifestam no rosto, por força de uma espiritualidade cultivada ou, nos casos em que esta não foi alcançada, pela modelagem hereditária mediante o cruzamento de sangues e a adição de contribuições mútuas à superação da descendência. Não obstante, a fisionomia humana ainda dista muito de alcançar seu aperfeiçoamento, o que haverá de coincidir, naturalmente, com o aperfeiçoamento integral do ser.
A fisionomia é o que melhor revela as características psicológicas do ser humano
Os olhos, ao mostrarem, ora a candura dos sentimentos puros, ora uma sublime sensibilidade, ora a expressão da inteligência cultivada transparecendo na luz do olhar, costumam velar mais de um defeito e atrair a simpatia e a atenção, ao se concentrarem neles essas manifestações do sentir íntimo. E se a isso somamos a palavra expressada em tom afável e eloquente, teremos a razão por que muitas fisionomias se iluminam de repente e se enchem de graça e simpatia, gravando-se na retina de quantos as contemplam ou observam.
O mau caráter é o que mais enfeia o rosto. A repetida contração que promove nos músculos faciais endurece os traços fisionômicos e refletem modalidades inconvenientes que causam uma desfavorável prevenção nos semelhantes. Toda moderação que influa nos estados de ânimo e suavize a exteriorização dos desafogos do humor torna atraente a fisionomia e a dulcifica. O caráter enérgico não altera a fisionomia, se após a expressão dinâmica aparece o semblante tranquilo, natural.
A capacidade, o talento, como também todas as qualidades intelectuais desenvolvidas, oferecem a mesma característica, só que, na maioria das vezes, as linhas atraentes que tais qualidades gravam no semblante são substituídas pelas linhas antagônicas da vaidade e da excessiva estimação de si mesmo, que torna as pessoas pouco menos que intratáveis. As fisionomias se definem pela natureza dos pensamentos que predominam na mente e orientam a conduta do ser. Se são elevados e nobres, se são regidos por normas superiores de convivência, no rosto transparecem, com diáfana clareza, estados internos e modalidades do caráter que inspiram confiança e simpatia.
Extraído da Coletânea da Revista Logosofia – Tomo 1, pág. 225-227
Logosofia.org

Deputados propõem 527 projetos de lei em apenas quatro dias de trabalho | Clic Noticias

Número é mais que o dobro do protocolado no mesmo período da Legislatura anterior
Um dos temas mais presentes nas propostas apresentadas neste início de legislatura é o combate à corrupção
Um dos temas mais presentes nas propostas apresentadas neste início de legislatura é o combate à corrupção | Foto: Luis Macedo / Câmara dos Deputados / Divulgação / CP
Os deputados que tomaram posse na Câmara no dia 1.º chegaram com produtividade acelerada, pelo menos quando o quesito é a proposição de matérias. Apenas nos quatro primeiros dias de mandato, os parlamentares apresentaram 527 projetos de lei, segundo levantamento feito com auxílio do InteliGov, plataforma que faz o acompanhamento das tramitações no Legislativo. É mais que o dobro do número protocolado no mesmo período da Legislatura anterior (223), em 2015, e 14 vezes mais do que o apresentado na Legislatura de 2007 (37).
Apesar da “alta produtividade” verificada no número de projetos propostos, os deputados mantiveram uma prática comum a todas as legislaturas — a de não comparecer à Casa às sextas-feiras. Na tarde dessa sexta-feira, o plenário da Câmara estava vazio.
Um dos temas mais presentes nas propostas apresentadas neste início de legislatura é o combate à corrupção. De autoria do deputado Rodrigo Agostinho (PSB-SP), o projeto de número 107 estabelece a “notificação para explicar riqueza incompatível com a renda e capacidade econômica de seu detentor”. Outro, de Marx Beltrão (PSD-AL), tipifica o enriquecimento ilícito de servidores.
Mas há quem tenha apontado sua caneta para outros alvos. O deputado Davi Soares (DEM-SP) pede isenção de pagamento da inscrição em concursos federais para doadoras de leite materno. Já o petista Rubens Otoni (GO) quer a concessão de um benefício de um salário mínimo a pessoas portadoras de marca-passo.
Na esteira das promessas de campanha de Jair Bolsonaro, o projeto de lei de autoria de Rubens Bueno (PPS-PR) prevê a proibição da venda de bebida alcoólica a pessoas que portem armas. “Há um entendimento de que deputado bom é o que apresenta mais projetos”, disse o presidente da Associação Brasileira de Relações Institucionais e Governamentais, Guilherme Cunha Costa. “Mas o debate fica pobre devido à quantidade de proposições.”
Agência Estado e Correio do Povo