Presidenciáveis debatem a crise do Brasil no 31º Fórum da Liberdade

Jair Bolsonaro não compareceu ao evento que ocorreu no Centro de Eventos da PUCRS

Presidenciáveis debatem a crise do Brasil no 31º Fórum da Liberdade | Foto: Fabiano Amaral

Presidenciáveis debatem a crise do Brasil no 31º Fórum da Liberdade | Foto: Fabiano Amaral

Ao reunir candidatos à presidência, em seu primeiro dia, o 31º Fórum da Liberdade conquistou presença maciça de público, estudantes, empreendedores e parlamentares. O auditório do Centro de Eventos da PUCRS ouviu as propostas de Geraldo Alckmin (PSDB), Marina Silva (Rede), Henrique Meirelles (MDB), Ciro Gomes (PDT), João Amoêdo (Novo), e Flávio Rocha (PRB). Jair Bolsonaro PSC) não compareceu ao evento. Todos fizeram diagnóstico de crise e se comprometeram, em discurso, a salvar o Brasil. A insegurança, desemprego, defesa do livre mercado, sustentabilidade e críticas à esquerda, foram temas da pauta dos candidatos.

Primeiro a falar, Amoêdo defendeu o fim do Estatuto do Desarmamento, privatização de estatais, diminuir e simplificar os tributos, combater o crime organizado e colocar mais o dinheiro na mão do cidadão e não do Estado. Ele afirmou que o Brasil tem 61 mil homicídios por ano e que o peso financeiro do Congresso é de R$ 29 milhões por dia, enquanto 13% da população economicamente ativa está desempregada. "O Brasil é um país disfuncional onde 45 mil pessoas fórum privilegiado", criticou.

Segundo a falar, Henrique Meirelles disse que sua proposta ao Brasil é feita em cima de resultados e não de propostas que podem não trazer resultados. Sem modéstia, ele disse que tirou o País da recessão. Meirelles apontou que enfrentou e reverteu para o crescimento a "maior crise da história da economia do Brasil, maior que a de 1929". Para o ex-ministro da Fazenda o que está em jogo é mostrar resultados, "O Brasil precisa de gestão", o que segundo ele aconteceu na sua gestão. Citou como um trunfo, a reforma trabalhista e voltou a defender a reforma da previdência

Flávio Rocha abriu seu pronunciamento defendendo o capitalismo. "É o melhor sistema de geração de riquezas", afirmou. "Mas só por meio da liberdade da economia será possível tornar a inclusão algo real". Ele ainda atacou a esquerda. "Essas ideias estão falidas e enterradas a mil metros de profundidade", disse. Acha um desafio sério, mas se dispôs a vencer a "aristocracia burocrática que se apropriou de 50% da produção nacional e cerceou a sabedoria suprema do livre mercado". Rocha disse ter um medo: "Do marxismo cultural e sua prática de bagunçar parra dominar"

O candidato do PDT, Ciro Gomes também falou da criminalidade. "São 64,7 mil homicídios ocorridos nos últimos 12 meses dos quais só 8% foram investigados". Ele falou que 60 milhões de brasileiros estão endividados, ou na Serasa ou no SPC, e defendeu um projeto nacional sustentado nos complexos industriais do petróleo/gás, saúde, agronegócio. O Brasil, falou, gasta R$ 50 bilhões por ano em importações na área da saúde, gasta 40% dos ganhos do agronegócio também com importações e na área da defesa consome R$ 20 bilhões "gerando empregos no estrangeiro".

Já Marina Silva ressaltou a diversidade e o potencial do Brasil, onde estão 12% da água do planeta, 22% dos espécimes vivos, mais de 200 povos, base tecnológica razoável e uma agricultura que mantém a balança comercial. De acordo com ela, esses dados mostram que a nação tem saída e a sua ação irá explorar o crescimento aproveitando essa riqueza. O PIB, conforme ela, subiu 1% no ano passado, mas a agricultura foi a 10%, acentuou ela. Marina defendeu a recuperação do sentido sagrado da frase de São Francisco de Assis, "é dando que se recebe, que foi transformada numa falcatrua". Criticou os contrários ao Bolsa Família. "O programa é 0,5% do PIB, mas o bolsa empresário são 5% do PIB re ninguém diz nada". Se ganhar, disse, vou governar com os melhores do PSDB, do PMDB, do PT, do PDT e demais.

Ao público de 2,8 mil pessoas, dentro do auditório, e mais de 1 mil fora, entre os prédios 40 e 41 da PUCRS, Geraldo Alckmin (PSDB) falou do Brasil que um dia teve crescimento de taxas de até dois dígitos, entre os anos 1930 e 1950, e que depois parou. "Ficou caro, cartorial e ineficiente, com 150 estatais, sem infraestrutura nem capacidade de investimento, onde se trabalha cinco meses só para sustentar o governo", disse.

Entre as suas propostas, ele se comprometeu em mudar isso com uma agenda de crescimento com a União Europeia, Mercosul, países do Pacífico e grandes potências. Também enfatizou que combaterá duramente o narcotráfico, tráfico de armas e a criminalidade. "Sou contra a legalização do uso de qualquer tipo de droga, mas devemos estender a mão ao dependente químico. O Brasil é o segundo do mundo em consumo de crack e cocaína", declarou.


Correio do Povo

Um Brasil 'mais normal', por Diego Casagrande

Diego Casagrande.2

A prisão de um ex-presidente ladrão, em qualquer lugar do mundo, é sempre traumática visto que deixa a sociedade em profunda tensão. Deveria ser algo comum. Roubou, fez trampa, recebeu propina? Cadeia nele! Mas não é assim – ou não era. A história nos mostra que em países em desenvolvimento como o nosso é muito difícil colocar as mãos em malfeitores da política. O poder da caneta, a influência junto aos tribunais e o conluio com empresários poderosos torna a tarefa hercúlea. Quando isso acontece é algo absolutamente novo e disruptivo. E não é que conseguimos no Brasil?

A prisão de Lula, condenado a 12 anos e um mês por corrupção e lavagem de dinheiro, alça nosso país a um novo patamar: o das nações que não aceitam o crime como forma de fazer política. No caso dele, ficou escancarado o recebimento de R$ 2 milhões em propina por meio de um apartamento tríplex com benfeitorias. A violência da corrupção que afronta uma sociedade inteira começa a ser punida.

Ao longo deste processo todo, que surge com a Operação Lava Jato há quatro anos, Lula e seus asseclas desrespeitaram a nação. Ao mesmo tempo em que ameaçavam com discursos de ódio, zombavam de procuradores, juízes e todo o grupo que trabalha pela Justiça. Foi algo nunca visto. Por isso a prisão de Lula não foi algo “triste para o país e a democracia”, como logo correram para dizer políticos e jornalistas amiguinhos da esquerda. Essa bobagem foi repetida à exaustão. Mas duvido que qualquer povo decente do mundo fique triste quando consegue colocar seus bandidos poderosos na cadeia. O resto é pura hipocrisia.
Lula não tem mais o povo ao seu lado. As manifestações de choro e ranger de dentes contra a prisão eram de militantes, não do povo. Este quer e precisa trabalhar olhando para o futuro, não fazendo parte de uma ópera bufa sabendo quem são os vilões.

Dia 7 de abril de 2018 entrou para a história. Sugiro batizar a data como o “Dia Nacional de Combate à Corrupção”. Coisa linda ver um Lula, um Palocci, um Eduardo Cunha, um Gim Argello, um Sérgio Cabral, um Odebrecht e tantos outros pagando por seus crimes. E ainda falta gente nesta lista. Aguardemos! Como disse Diogo Mainardi, com a prisão de Lula está nascendo “um Brasil mais normal”.



Metro Jornal

Para livrar Lula, ministros querem impedir Fachin de votar no HC de Maluf

Procuradores detectaram uma emboscada contra a Lava Jato em gestação no STF.

O Habeas Corpus de Paulo Maluf entrou na pauta de quarta-feira, juntamente com o de Antônio Palocci. Como publicamos, a intenção de Cármen Lúcia foi dificultar, com isso, o julgamento das ADCs contra a prisão em segunda instância que Marco Aurélio Mello quer impingir ao plenário.

Só que do HC de Paulo Maluf consta o pedido de impedimento de Edson Fachin, matéria que já estava pacificada pela inadmissibilidade.

Como não há mais matéria pacificada num STF em luta aberta, se o pedido de impedimento for admitido, Fachin, autoridade coatora, não poderá votar. E, se der empate na votação do mérito do HC, Maluf estará livre.

O pulo das feras é o seguinte: se Fachin não puder votar no caso de Maluf, HCs de réus da Lava Jato, incluindo um de Lula, serão impetrados com o ministro igualmente impedido. E todo mundo sairá da prisão sai com o provável 5 a 5 na votação.

Sim, é exatamente isso: para livrar Lula, eles tentarão livrar Maluf antes.

O STF é uma savana africana. Você acha que está tudo calmo, mas os predadores estão sempre à espreita para dar o bote.


O Antagonista

Após folga, Grêmio vai iniciar maratona de jogos: 8 partidas em 31 dias

Tricolor terá jogos pelo Brasileirão e Libertadores

Grêmio terá maratona de jogos após o Gauchão | Foto: Ricardo Giusti

Grêmio terá maratona de jogos após o Gauchão | Foto: Ricardo Giusti

Campeão gaúcho pela 37ª vez neste domingo, o elenco do Grêmio ganhou folga de dois dias. Na volta, o Tricolor vai iniciar uma preparação para uma maratona de jogos que terá com o começo do Campeonato Brasileiro e a sequência da Libertadores.

Da partida com o Cruzeiro, no próximo sábado, até o jogo com o Monagas, em 15 de maio, o Tricolor fará oito jogos em um período de 31 dias.

Nesse período da maratona, o Grêmio terá o Gre-Nal, em 12 de maio, apenas três dias antes da partida com o Monagas, na Venezuela, pela Libertadores. Por conta disso, os dois jogos com o Cerro Porteño antes do Tricolor enfrentar os venezuelanos pode ser definitivo para o uso de força máxima no clássico.

O elenco do Grêmio se apresenta no CT Luiz Carvalho na quarta-feira. Assim, Renato terá apenas três treinamentos para preparar o time visando ao jogo com o Cruzeiro. A partida no Mineirão deve marcar a estreia do centroavante André, que chegou após o término das inscrições no Gauchão e na primeira fase da Libertadores.

Confira a sequência de jogos do Grêmio

Cruzeiro x Grêmio - 14/04 - Brasileirão (domingo)

Cerro Porteño - 17/04 - Libertadores (terça-feira)

Grêmio x Atlético-PR - 22/04 - Brasileirão (domingo)

Botafogo x Grêmio - 28/04 - Brasileirão (sábado)

Grêmio x Cerro Porteño - 01/05 - Libertadores (terça-feira)

Grêmio x Santos - 06/05 - Brasileirão (domingo)

Grêmio x Inter - 12/05 - Brasileirão (sábado)

Monagas x Grêmio – 15/05 – Libertadores (terça-feira)


Correio do Povo

Manuela suspende atividades de pré-candidatura enquanto Lula estiver preso

Presidente estadual do PCdoB, Adalberto Frasson, disse que se trata de uma luta pela democracia

Manuela suspende atividades de pré-candidatura enquanto Lula estiver preso | Foto: Reprodução / Facebook / CP

Manuela suspende atividades de pré-candidatura enquanto Lula estiver preso | Foto: Reprodução / Facebook / CP

O presidente estadual do PCdoB, Adalberto Frasson, confirmou nesta segunda-feira que a deputada estadual Manuela D’Ávila suspendeu as atividades da pré-candidatura à presidência para atuar na campanha "Lula livre". Ele disse que não há prazo para retomada das atividades enquanto Lula não sair da prisão.

• PT vai reafirmar candidatura de Lula e acredita em aliança no 1º turno

Frasson disse que se trata de uma luta pela democracia. “O problema principal é que a Constituição brasileira está sendo rasgada e que Lula é um preso político. Ele foi preso porque lidera as pesquisas. Esse não é um movimento do PT, nem das esquerdas, é da Democracia, que já foi golpeada com um impeachment”, sustenta.

As atividades da campanha também vem sendo capitaneadas por Guilherme Boulos, pré-candidato do PSol. Ele ainda não se manifestou sobre suspensão de atividades de campanha. Durante discurso de Lula na manhã do último sábado, antes de se entregar à Polícia Federal, Manuela D’Ávila e Boulos subiram ao lado do petista no palanque e foram citados por ele como a “nova política”.

Conforme Frasson, a campanha pela liberdade de Lula é importante para garantir que a esquerda esteja unida no segundo turno.

Na Assembleia Legislativa, antes de um seminário sobre desenvolvimento nacional promovido pelo PCdoB, um ato de desagravo a Lula ocorreu na noite de hoje, em Porto Alegre.


Rádio Guaíba e Correio do Povo

Bispos ‘conservadores’ tentam resistir

Sim, os bispos vermelhos tomam conta da CNBB desde sempre.

Mas a nota divulgada ontem por dom Odilo Scherer sobre a presepada em frente ao Sindicato dos Metalúrgicos do ABC no último domingo pode sinalizar que o arcebispo de São Paulo e também (sabe O Antagonista) o do Rio de Janeiro, dom Orani Tempesta, estão dispostos a resistir.

Ambos os cardeais são tachados pejorativamente de “conservadores” pelo clero abduzido pelo petismo e contaminado pela Teologia da Libertação — inclui-se aqui o secretário-geral da CNBB, dom Leonardo Steiner, amigão de Lula, Frei Betto e Leonardo Boff, além de ser admirador público de Lindbergh, Patrus Ananias e companhia.


O Antagonista

Vereadores de Porto Alegre retomam votação sobre aplicativos de transporte na quarta-feira

Das 37 emendas, apenas 7 foram votadas e 10 retiradas do projeto de lei que altera atual legislação

Votação sobre aplicativos de transporte individual será retomada na quarta | Foto: Guilherme Almeida

Votação sobre aplicativos de transporte individual será retomada na quarta | Foto: Guilherme Almeida

A votação do projeto de lei (PLE 016/17) que altera a atual legislação sobre os aplicativos de transporte individual de passageiros teve início nesta segunda-feira, no plenário da Câmara de Vereadores de Porto Alegre. Das 37 emendas apresentadas ao PLE 016/17, 10 foram retiradas e sete foram votadas até o momento, destas, cinco aprovadas e duas rejeitadas, além de duas subemendas que foram votadas e aprovadas. Por volta das 18h, o líder do governo na Câmara, vereador Moisés Barboza (PSDB), pediu verificação de quórum e a sessão foi encerrada. A votação será retomada na quarta-feira a partir das 14h.

Uma das principais alterações aprovada na tarde desta segunda-feira foi a retirada da obrigatoriedade do emplacamento do veículo cadastrado na Capital. Os motoristas de aplicativos, que lotaram mais uma vez as galerias do plenário, comemoraram a aprovação da matéria. Ainda há uma emenda, que não foi votada na sessão desta segunda, que prevê o emplacamento no Rio Grande do Sul.

A proibição do recebimento em dinheiro, prevista no texto do Executivo, foi derrubada com a aprovação da emenda 08. A redução na base de cálculo da Taxa de Gerenciamento Operacional (TGO) é outra alteração contida na proposta do Executivo municipal em relação a lei que estava em vigor desde dezembro de 2016. Com a mudança, a TGO passará a ser cobrada no valor de 0,025 Unidade Financeira Municipal (UFM) por viagem realizada.

Sobre a identidade visual dos veículos, também houve uma alteração. Com a aprovação da emenda 02, a identidade visual dos veículos consistirá de elementos discretos no interior, para fins de reconhecimento.

Motoristas gostam das mudanças

A maioria das emendas aprovadas, e também as rejeitadas, foram comemoradas pelos motoristas de aplicativos de transporte individual que acompanharam a sessão ordinária de ontem, na Câmara de Vereadores. Conforme o presidente da Associação dos Motoristas Particulares e de Aplicativos do Rio Grande do Sul (Ampa-RS) e integrante da Comissão de Motoristas de Aplicativos, Carlos Guessi, o público ficou muito satisfeito com o andamento da votação.

“Os resultados foram bem positivos, tivemos um pequeno incidente nas galerias, mas tirando isso, foi extremamente importante”, ressaltou. O incidente ao qual Guessi se referiu foi um princípio de confusão ocorrido durante a votação da emenda 08, que tratava sobre a forma de pagamento do serviço. Algumas pessoas que acompanhavam a sessão nas galerias, vaiaram a proposta, que era amplamente defendida entre a categoria. Após o ocorrido, chegou a ser informado aos motoristas que, se houvesse agressão, eles não poderiam acompanhar a próxima sessão.

“Conseguimos aprovar e derrubar as emendas que queríamos”, afirmou. Guessi ainda enfatizou que a prioridade no momento, para os motoristas de aplicativos, é a segurança. “Acreditamos que, se as empresas exigirem um cadastro mais rigoroso dos usuários, teremos uma redução da violência que é vista hoje”, explicou.

A questão do cadastro dos usuários ainda será apreciada pelos vereadores quando a emenda 28 for encaminhada. O texto sugere que o usuário que optar pelo pagamento em dinheiro deverá incluir, no cadastramento, documento de identificação civil e fotografia atualizada, entre outras exigências.

De acordo com Guessi, a Comissão dos Motoristas de Aplicativos teve participação na redação da emenda 28, que é considerada uma das mais importantes para a categoria. “Ficamos muito satisfeitos com a primeira etapa da votação. Na próxima sessão vamos mobilizar toda a categoria, novamente, mostrando as conquistas que já tivemos. As galerias ficarão lotadas novamente”, garantiu Guessi.


Correio do Povo

Assessor de vereador que prestou depoimento sobre Marielle é assassinado a tiros no Rio

Carlos Alexandre Pereira Maria, de 37 anos, era líder comunitário

Um colaborador do vereador Marcello Siciliano (PHS) foi morto a tiros, na noite deste domingo, na Taquara, zona oeste do Rio. De acordo com assessoria de imprensa do parlamentar, Carlos Alexandre Pereira Maria, de 37 anos, era líder comunitário e representava a região na Câmara. Ele identificaria as necessidades dos moradores da área e as repassaria ao vereador.

O crime ocorreu dois dias após Siciliano depor na Delegacia de Homicídios (DH) da Capital sobre o caso da morte da vereadora Marielle Franco (Psol) e de seu motorista, Anderson Gomes, no dia 14 de março, no Estácio, região central do Rio. Não há ainda informações sobre o motivo do crime.

Segundo informações da Polícia Militar, o 18º Batalhão da PM (Jacarepaguá) chegou a ser acionado, mas já encontrou a vítima morta. Agentes da Delegacia de Homicídio da Capital fizeram uma perícia no local do crime, na Estrada Curumau, na Taquara. Marcello Siciliano depôs sobre o caso da morte de Marielle Franco na sexta-feira. Os policiais foram ao gabinete de Siciliano na Câmara dos Vereadores na quinta-feira, mas ele não estava no local.

Na manhã de sexta, o parlamentar foi notificado para prestar depoimento, que ocorreu um dia após o vereador Zico Bacana (PHS) ir à Delegacia de Homicídios. Siciliano ficou três horas na delegacia. Na ocasião, ele declarou que foi convocado "para prestar esclarecimentos para poder ajudar na linha de investigação que estão utilizando". Ele disse ainda que Marielle era uma "grande amiga".


Estadão Conteúdo e Correio do Povo

Violência no trânsito: em 67 horas, 22 pessoas morreram em acidentes no RS

Final de semana foi o com mais mortes no ano em estradas - superando Carnaval e Páscoa

Homem morre e quatro ficam feridas em acidente na BR 386, em Montenegro, no sábado | Foto: Polícia Rodoviária Federal / Divulgação / CP

Homem morre e quatro ficam feridas em acidente na BR 386, em Montenegro, no sábado | Foto: Polícia Rodoviária Federal / Divulgação / CP

As últimas 67 horas foram marcadas pela violência no trânsito gaúcho. Entre às 7h de sexta e à 1h30min desta segunda-feira, 22 pessoas morreram em acidentes em rodovias do Rio Grande do Sul. De acordo com o Comando Rodoviário da Brigada Militar (CRBM), foram seis acidentes em rodovias estaduais com dez vítimas fatais. O número de feridos não foi divulgado. Já a Polícia Rodoviária Federal (PRF) informou que, no período, foram 58 acidentes, sendo nove com 12 mortos.

De acordo com o chefe de comunicação social da Polícia Rodoviária Federal (PRF) do Rio Grande do Sul, Alessandro Castro, o final de semana foi o mais violento do ano, superando o número de mortes em feriados como Carnaval e Páscoa. "Foi um final de semana atípico", ressalta.

A maioria dos acidentes, segundo Castro, foram causados por "excesso de falhas" associado à alta velocidade. "A maioria dos acidentes aconteceu por excesso de motoristas que cometeram falhas: ultrapassaram em lugar proibido, sono ao volante e desatenção. Falhas associadas ao excesso de velocidade", explicou.

Um dos acidentes mais graves aconteceu na madrugada de hoje, em Estrela Velha, na região Central do Estado. Cinco pessoas morreram – entre elas, duas crianças – em colisão frontal entre um Fiat Uno, de Estela Velha, e um caminhão, com placas de Arroio do Tigre, na ERS 481. As vítimas – dois meninos, um de 3 e outro de 10 anos, uma mulher, de 27, e dois homens, de 42 e 46 - seriam da mesma família e estavam no carro. O motorista do caminhão não se feriu.

Sexta-feira

Um casal morreu por volta das 7h de sexta-feira em uma colisão entre um carro e uma carreta na BR 285 em Muitos Capões, no Norte do Rio Grande do Sul. Uma menina de três anos, que estava no banco traseiro do automóvel, sobreviveu ao acidente. O casal estava em um Citroen C3, com placa de Itajaí, Santa Catarina, que transitava no sentido Vacaria-Lagoa Vermelha. No km 178 da rodovia, o carro colidiu contra um Volvo FH 440, com placas de Caxias do Sul, que vinha no sentido oposto.

Foto: Polícia Rodoviária Federal / Divulgação / CP

Sábado

Antônio Prado

Um motorista, de 45 anos, morreu após um caminhão cochar-se contra um barranco no km 111, da ERS 122, em Antônio Prado, na região Nordeste do Estado. O acidente aconteceu às 7h30min de sábado.

Palmeira das Missões

Um homem morreu após colisão transversal entre um Gol e um caminhão no km 103,2, da BR 158., em Palmeira das Missões, na região das Missoes. O acidente causou a morte do motorista do carro e deixou uma passageira em estado grave. Ela foi encaminhada ao hospital do município.

Júlio de Castilhos

O motorista de um Chevrolet Celta morreu após colisão contra um micro-ônibus no km 271, da BR 158, em Júlio de Castilhos, no Centro do Estado. A vítima chegou ser socorrida e hospitalizada, mas não resistiu. Um passageiro do carro teve ferimentos graves. No micro-ônibus da Secretaria Municipal da Saúde, o condutor ficou levemente ferido. Já os 14 passageiros do coletivo escaparam ilesos.

Foto: Polícia Rodoviária Federal / Divulgação / CP

Santa Maria

Motorista, de 54 anos, morreu após perder o controle do carro e colidir contra outro veículo na ERS 509, em Santa Maria, na região Central. O acidente aconteceu por volta das 8h30min de sábado. O homem chegou a ser socorrido, mas morreu no hospital.

Doutor Ricardo

Uma mulher, de 66 anos, morreu atropelada na ERS 332, em Doutor Ricardo, no Vale do Taquari. A pedestre foi atingida por um caminhão Scania, por volta das 20h de sábado, no km 26 da rodovia.

Venâncio Aires

Um motociclista morreu na RSC 453, em Venâncio Aires, após colidir contra uma caminhonete Chevy. O acidente aconteceu no km 6 da rodovia, sob a ponte do arroio Castelhano.

Nova Santa Rita

Um homem, de 69 anos, morreu na noite deste sábado após acidente envolvendo dois veículos na BR 386, em Nova Santa Rita, na região Metropolitana. De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), um Fiat Uno, de Canoas, e um Palio Week, de Nova Santa Rita, colidiram transversalmente no km 438 da rodovia, por volta das 19h20min. A vítima fatal conduzia o Uno. Duas pessoas ficaram feridas - uma em cada veículo.

Montenegro

Um idoso, de 67 anos, morreu e quatro pessoas ficaram feridas na tarde deste sábado em um acidente envolvendo três veículos na BR 386, em Montenegro, no Vale do Caí. A colisão frontal aconteceu no km 417 da rodovia, por volta das 15h20min.

Domingo

Montenegro

Um homem, de 35 anos, morreu após colisão entre duas motocicletas na ERSC 287, em Montenegro, no Vale do Caí. O acidente aconteceu no km quatro da rodovia por volta das 5h30min.

São Pedro do Sul

Três pessoas morreram em colisão frontal na BR 287, em São Pedro do Sul, no Centro do Estado. De acordo com a PRF, um Fiat Punto, de Canoas, teria invadido a pista contrária e colidiu contra uma carreta Scania T 113, de São Francisco de Assis, por volta das 7h15min de domingo, no km 309 da rodovia. As três vítimas fatais estavam no Punto.

Foto: Polícia Rodoviária Federal / Divulgação / CP

Pouso Novo

Um homem morreu em colisão frontam entre uma moto CG Titan e um Toyota Corolla na BR 386, em Pouso Novo, no Vale do Taquari. A colisão aconteceu por vola das 4h de domingo, no km 290. O motociclista morreu no local.

Rio Grande

Um jovem, de 24 anos, foi atropelado por um caminhão na BR 290, em Rio Grande, no Sul do Estado. O acidente aconteceu no km 42 da rodovia por volta das 7h. O motorista do caminhão não prestou socorro.

Segunda-feira

Cinco pessoas morreram em acidente entre caminhão e um carro na ERS 481, em Estrela Velha. As vítimas estavam no carro, com placas de Estrela Velha.


Correio do Povo

Governadores vão tentar invadir a PF?

O petista Camilo Santana, do Ceará, está organizando uma caravana com governadores do Nordeste para visitar Lula na cadeia amanhã, como registramos em A Semana em 5 Pontos.

A PF já deixou muito claro que só entrarão no prédio “familiares de primeiro grau e advogados de defesa” do condenado — reveja aqui.

Os governadores vão tentar invadir?


O Antagonista