Primeira Batalha de Ypres–História virtual

Primeira Batalha de Ypres

Parte da(o) Frente Ocidental da Primeira Guerra Mundial

Race to the Sea 1914.png
Linha de frente no início da Primeira Batalha de Ypres

Data
19 de outubro a 22 de novembro de 1914

Local
Ypres, Bélgica

Desfecho
Decisiva vitória dos Aliados

Combatentes

Reino Unido Reino Unido
França França
Bélgica Bélgica
Império Alemão Império Alemão

Principais líderes

Reino Unido John French
França Joseph Joffre
Bélgica Alberto I da Bélgica
Império Alemão Erich von Falkenhayn
Império Alemão Albrecht, Duque de Württemberg
Império Alemão Rupprecht, Príncipe da Baviera

Forças

Reino Unido Força Expedicionária Britânica
França VIII Exército Francês
Bélgica 4 Divisões de Exército
Império Alemão IV e VI Exércitos Alemães

Vítimas

França 41 300 mortos, feridos e desaparecidos[nota 1]
Bélgica 21 562 mortos, feridos e desaparecidos[nota 2]
Reino Unido
7 960 mortos[nota 2]
29 562 feridos
17 873 desaparecidos
Império Alemão
19 530 mortos [nota 3]
83 520 feridos
31 265 desaparecidos

A Primeira Batalha de Ypres ou, na sua forma portuguesa, de Ipres,[1] também chamada de Batalha da Flandres, foi a última grande batalha do primeiro ano da Primeira Guerra Mundial (1914).

Em outubro de 1914 ocorria a estagnação da frente ocidental entre Lille, norte da França, e os montes Suíços, devido a erros cometidos pelo comando alemão no início da ofensiva em setembro e também por problemas logísticos enfrentados pelo Exército Alemão.

Após o fracasso da ofensiva alemã na Primeira Batalha do Marne, os exércitos oponentes realizaram diversas tentativas de se flanquearem mutuamente, fase da guerra que ficou conhecida como Corrida para o mar, e que levou à formação de uma extensa linha de defesas em toda frente ocidental.

O Alto-Comando Alemão diante dessa situação, decidiu lançar uma última ofensiva no outono de 1914. Foi selecionado o flanco direito de sua frente de combate, região de Flandres na Bélgica, para o emprego das forças alemães recém-recrutadas, com no máximo seis semanas de treinamento e inexperientes no combate. O objetivo da ofensiva era romper o dispositivo inimigo, e assegurar dessa forma a vitória sobre os aliados, que escapava rapidamente.

Índice

Composição das forças

As forças alemãs na frente de Ypres eram formadas por dois Exércitos de Campanha, o IV e o VI.

Frente de Ypres, outubro—novembro de 1914.

O IV Exército de Campanha, comandado pelo Marechal-de-Campo Albrecht, Duque de Württemberg, contava com cinco Corpos de Exército da Reserva constituído por voluntários recrutados durante a fase de mobilização. O III Corpo de Exército, comandado pelo General Hans Hartwig von Beseler, enquadrava a 5ª Divisão da Reserva, 6ª Divisão da Reserva e 4ª Divisão Ersatz (substituta), esta procedente de Antuérpia e com alguma experiência em combate, cobria o flanco direito da frente do Exército, na região de Nieuport área próxima da costa do Mar do Norte. O XXII Corpo de Exército, constituído pela 43ª Divisão da Reserva e 44ª Divisão da Reserva, atuando na região de Dixmude. O XXIII Corpo de Exército, formado pela 45ª Divisão da Reserva e 46ª Divisão da Reserva na região de Houthust. O XXVI Corpo de Exército, comandado pelo General Von Hügel, formado pela 51ª Divisão da Reserva e 52ª Divisão da Reserva, atuando na região de Poelkapelle e Passchendaele, respectivamente. O XXVII Corpo de Exército, comandado pelo General Carlowitz e formado pela 53ª Divisão da Reserva e 54ª Divisão da Reserva, atuando na região de Becelaere. O Exército contava ainda com razoável apoio de fogo de artilharia pesada. O moral da tropa era excelente, e nas palavras do General Guderian: "Provavelmente nenhum soldado alemão jamais fora para o combate com tanto entusiasmo e vibração quanto esses homens desses novos regimentos".[nota 4]

O VI Exército Alemão, comandando pelo Príncipe Rupprecht da Baviera, ocupava a frente ao sul do IV Exército. Constituído por uma mistura de tropas regulares e da reserva de infantaria e cavalaria. A missão inicial atribuída a este Exército era romper para o oeste, atraindo a atenção das forças aliadas, mais especificamente da Força Expedicionária Britânica que confrontava sua área de atuação, facilitando dessa forma o avanço do IV Exército à sua direita.

As tropas aliadas eram formadas pela Força Expedicionária Britânica, na região mais ao sul, com cerca de 7 divisões de infantaria e 3 de cavalaria. Os franceses atuavam na área central do dispositivo, com 11 divisões de infantaria e oito de cavalaria. O Exército Belga fechava o dispositivo aliado ao norte, até a região costeira, com quatro divisões de exército. As forças aliadas estavam desdobradas ao longo do corte do Rio Yser e de seu canal que se estendia para o sul até a localidade de Comines. A região é plana e alagadiça ao norte, possuindo elevações ao sul de Ypres, no setor que foi guarnecido pelos britânicos.

A Batalha de Langemarck

A ofensiva foi iniciada em 20 de outubro com o IV Exército atacando na direção das localidades de Dixmude, Houthulst, PoelKapelle, Passchendaele e Becelaere. Os objetivos iniciais foram conquistados apesar das pesadas baixas sofridas.

Langemarck, outubro de 1914.

O ataque prosseguiu em 21 de outubro com as tropas alemãs avançando na direção de Langemarck e Broodseinde. As duas localidades foram severamente atingidas pela artilharia alemã. A resistência aliada foi intensa obrigando o comando alemão a utilizar suas reservas para fechar as brechas na frente de combate, tornando as baixas ainda maiores.

Em 22 de outubro as forças alemães realizaram nova tentativa de tomar Langemarck, sem sucesso. As forças aliadas tiveram ímpeto para montar um contra-ataque, demonstrando que seu poder de combate ainda estava intacto apesar dos ferozes combates travados.

A 23 de outubro os alemães atacaram na região de Bixschote, conseguindo alcançar sua extremidade leste, e mais ao norte chegando até as entradas de Dixmude. As conquistas, entretanto, foram modestas frente ao enorme número de baixas sofridas e as tropas tiveram que cavar abrigos para se proteger.

"Na noite de 23 de outubro, depois de quatro dias de combate, o primeiro ataque violento dos novos corpos no Canal Yser havia sido detido."[nota 5]

Ofensiva do VI Exército

O VI Exército formou o Grupo de Assalto Fabeck, constituído pelo 2º Regimento de Infantaria, pertencente ao XV Corpo da Baviera, e pela metade do XIII Corpo de Exército.

Em 29 de outubro o assalto às linhas britânicas começou em uma frente de 10 km no setor do VI Exército, executado por cinco divisões. O Grupo de Assalto foi empregado na direção geral de Menin-Ypres, visando romper a frente aliada e ocupar Ypres. O avanço foi difícil, sendo as tropas alemãs sucessivamente reforçadas com a 6ª Divisão Reserva da Baviera, 3ª Divisão da Pomerânia e elementos de cavalaria.

No dia 31 de outubro a frente britânica foi rompida, com a ocupação pelas forças alemãs da localidade de Gheluvelt, mas foi restaurada após um bem-sucedido contra-ataque do 2º Regimento de Worcestershire que reocupou a vila e fechou a brecha.

Em 1 de novembro a localidade de Messines ao sul foi conquistada pelos alemães.

Batalha pelo Saliente de Ypres

O VI Exército foi reforçado pela 4ª Divisão Jäger (Caçadores) e elementos da Divisão de Guarda Winkler, que juntamente com o XV Corpo de Exército formaram o Grupo de Assalto Lisingen, com o objetivo de atacar o saliente de Ypres, na direção geral da estrada Menin-Ypres.

Em 10 de novembro, na frente do XXIII Corpo do IV Exército, alguns regimentos conseguiram capturar Dixmude e prosseguiram para o objetivo seguinte em Drie Grachten e Het Sas. Enquanto isso a 9º Divisão da Reserva atacava na frente do III Corpo Exército, não obtendo êxito e registrando muitas baixas nesse setor.

No dia 11 de novembro o Grupo de Assalto Lisingen atacou no eixo da estrada Menin-Ypres, atingindo poucos resultados. Diante do impasse na frente de combate, os comandantes dos dois exércitos solicitaram reforços ao escalão superior.

O Alto-comando alemão enviou uma divisão de infantaria do VII Exército para reforçar o VI Exército, e o III Exército cedeu outra divisão e uma brigada para reforçar o IV Exército. Ambas divisões seguiram apenas com suas tropas de infantaria, deixando sua artilharia para trás. O Exército Alemão já sofria nessa ocasião com escassez de munição de artilharia o que vinha diminuindo seu poder de combate.

O IV Exército apesar dos reforços recebidos decidiu não realizar nenhum ataque. O VI Exército ainda empregou o Grupo de Assalto Lisingen em mais um ataque que foi repelido pelas forças britânicas com pesadas baixas.

"Em 18 de movembro, entre o mar e Douvre, mais de 27 divisões de infantaria e uma divisão de cavalaria alemãs faziam frente a 22 divisões de infantaria e 10 divisões de cavalaria inimigas".[nota 6]

Resultado Final

Com o fracasso final da ofensiva em Ypres, em 18 de novembro, os dois Exército Alemães resolveram adotar a guerra de posição. No total, a Batalha de Ypres consumiu mais de 100 000 homens do Exército Alemão, entre tropas veteranas e voluntários recrutados, e também muitos de seus comandantes. Nenhum avanço significativo foi realizado em nenhum dos ataques realizados, e a frente se manteve estável no corte do Rio Yser e de seu canal ao sul.

As tropas aliadas também sofreram pesadas perdas, e a batalha de Ypres é lembrada na Inglaterra como a batalha que consumiu o poder de combate da Força Expedicionária Britânica. Do lado francês as coisas também não foram melhores. O único resultado positivo para os aliados, apesar das pesadas baixas sofridas, foi ter evitado o rompimento da frente de combate no setor norte da Frente Ocidental.

Notas

  • Les Armées françaises dans la grande guerre (em francês). IV. Paris: Imp Nationale. 1926. p. 554
  • Beckett, Ian (2006). Ypres. The first battle, 1914 (em inglês). Londres: Pearson Education. p. 176. 280 páginas. ISBN 9781405836203
  • «German Army casualties at Ypres, 1914» (em inglês). Consultado em 13 de novembro de 2010
  • Guderian, Heinz (2009). Achtung, Panzer!. O desenvolvimento de forças blindadas, suas táticas e poder operacional (1914-1937). Rio de Janeiro: Biblioteca do Exército. p. 40. 282 páginas. ISBN 9788570114334
  • ReichsArquiv. Der WeltKrieg, 1914-1918 (em alemão). V. [S.l.: s.n.] p. 317
    1. ReichsArquiv. Der WeltKrieg, 1914-1918 (em alemão). VI. [S.l.: s.n.] p. 25

    Referências

    1. Fernandes, Ivo Xavier (1941). Topónimos e Gentílicos. I. Porto: Editora Educação Nacional, Lda.
    • Beckett, Ian (2006). Ypres. The first battle, 1914 (em inglês). Londres: Pearson Education. 280 páginas. ISBN 9781405836203
    • Farrar-Hockley, Anthony (199). The Death of an Army (em inglês). Londres: Wordsworth Military Library. 195 páginas. ISBN 9781853266980
    • Gardner, Nikolas (2003). Trial by Fire. Command and the British Expeditionary Force in 1914 (em inglês). Westport: Library of Congress. 259 páginas. ISBN 0313324735
    • Gilbert, Martin (2002). The Routledge Atlas of the First World War (em inglês) 2 ed. Londres: Routledge. 164 páginas. ISBN 0415285089
    • Guderian, Heinz (2009). Achtung, Panzer!. O desenvolvimento de forças blindadas, suas táticas e poder operacional (1914-1937). Rio de Janeiro: Biblioteca do Exército. p. 40. 282 páginas. ISBN 9788570114334
    • Holmes, Richard (2007). Atlas Hutchinson de Planos de Batalhas. Rio de Janeiro: Biblioteca do Exército. 256 páginas. ISBN 9788570113986
    • Schwink, Otto (2010). Ypres 1914: An Official Account Published by Order of the German General Staff (em inglês). Londres: General Books. 82 páginas. ISBN 9781152192683
    • SONDHAUS, Lawrence. A Primeira Guerra Mundial, Editora Contexto-2014. ISBN 978-85-7244-815-4
    • Van Pul, Paul (2007). In Flanders Flooded Fields. Before Ypres there was Yser (em inglês). Londres: Pen & Sword Books. 266 páginas. ISBN 1844154920

    Ligações externas

    Ver também

    Portal
    A Wikipédia tem o portal:

    [Esconder]

    ve

    Primeira Guerra Mundial

    Teatro Europeu: (BalcãsFrente OcidentalFrente OrientalCampanha Italiana)
    Teatro do Oriente Médio: (CáucasoMesopotâmiaSinai e PalestinaGallipoliPérsiaArábia do Sul)
    Teatro Africano: (SudoesteOcidenteOrienteNorte)
    Teatro da Ásia e Pacífico: (Cerco de Tsingtao)
    Oceano Atlântico

    Principais participantes
    (Pessoas)

    Potências da Entente

    Império Russo/RepúblicaImpério Francês: França, VietnãImpério Britânico: (Reino Unido, Austrália, Canadá, Índia, Nova Zelândia, Domínio de Terra Nova, África do Sul) • ItáliaRomêniaEstados UnidosSérviaPortugalChinaJapãoBélgicaMontenegroGréciaArmêniaBrasil

    Potências Centrais

    Império AlemãoÁustria-HungriaImpério OtomanoBulgária

    Linha do tempo

    Pré-conflitos

    Revolução Mexicana (1910–1920)Guerra ítalo-turca (1911–1912)Primeira Guerra dos Balcãs (1912–1913)Segunda Guerra dos Balcãs (1913)

    Prelúdio

    OrigensAtentado de SarajevoCrise de Julho

    1914

    Batalha das FronteirasBatalha de CerPrimeira Batalha do MarneBatalha de StallupönenBatalha de GumbinnenBatalha de TannenbergBatalha da GalíciaPrimeira Batalha dos Lagos MasurianosBatalha de KolubaraBatalha de SarikamishCorrida para o mar  • Batalha de Trindade  • Primeira Batalha de Ypres  • Trégua de Natal

    1915

    Segunda Batalha de YpresCampanha de GalípoliBatalhas do rio IsonzoGrande RetiradaConquista da SérviaCerco de Kut

    1916

    Ofensiva de ErzerumBatalha de VerdunOfensiva do Lago NarochBatalha de AsiagoBatalha da JutlândiaBatalha do SommeOfensiva BrusilovOfensiva MonastirConquista da Romênia

    1917

    Guerra submarina irrestritaCaptura de BagdáPrimeira Batalha de GazaOfensiva NivelleSegunda Batalha de ArrasOfensiva de KerenskyTerceira Batalha de YpresBatalha de CaporettoBatalha de CambraiArmistício de Erzincan

    1918

    Operação FaustschlagTratado de Brest-LitovskiFrente MacedôniaOfensiva da Primavera  • Batalha do Lys  • Ofensiva dos Cem DiasOfensiva Meuse-ArgonneBatalha de Baku, Batalha de MegidoBatalha do Rio PiaveBatalha de Vittorio VenetoArmistício com a AlemanhaArmistício com o Império Otomano

    Outros conflitos

    Revolta Maritz (1914–1915)Angola (1914–1915)Conspiração Hindu-Alemã (1914–1919)Revolta da Páscoa (1916)Revolução Russa (1917)Guerra civil finlandesa (1918)

    Pós-conflitos

    Guerra Civil Russa (1917–1921)Guerra Civil Ucraniana (1917–1921)Guerra Armeno-Azeri (1918–1920)Guerra Armeno-Georgiana (1918)Revolução Alemã (1918–1919)Guerra húngaro-romena (1918–1919)Revolta na Grande Polônia (1918–1919)Guerra de Independência da Estônia (1918–1920)Guerra de Independência da Letônia (1918–1920)Guerras de Independência da Lituânia (1918–1920)Terceira Guerra Anglo-Afegã (1919)Guerra polaco-soviética (1919–1921)Guerra de Independência da Irlanda (1919–1921)Guerra de Independência Turca incluindo a Guerra Greco-Turca (1919–1923)Guerra polaco-lituana (1920)Guerra soviético-georgiana (1921)Guerra Civil Irlandesa (1922–1923)

    Aspectos

    Guerra

    BatalhasGuerra navalGuerra AéreaUso de cavalos  •Uso de gás venenosoBombardeio estratégicoTecnologiaGuerra de trincheiraGuerra totalVeteranos sobreviventesTrégua de Natal

    Impacto civil /
    atrocidades

    VítimasGripe EspanholaViolação da Bélgica • Vítimas otomanas (genocídio armêniogenocídio assíriogenocídio grego)Cultura popularParticipantesPrisioneiros de guerra alemães nos Estados Unidos

    Acordos /
    Tratados

    Partilha do Império OtomanoSykes-PicotSt.-Jean-de-MaurienneFranco-ArmênioDamascoConferência de Paz de ParisTratado de Brest-LitovskTratado de LausanneTratado de LondresTratado de NeuillyTratado de St. GermainTratado de SèvresTratado de TrianonTratado de Versailles

    Consequências

    Pós-guerra • "Quatorze Pontos" • Liga das NaçõesNazifascismoCrise de 29Neo-otomanismoBolchevismo

    CategoriaPortal



  • Wikipédia


    Corinthians é campeão paulista em jogo polêmico com o Palmeiras

    Timão aplicou 1 a 0 no tempo normal e faturou título com 4 a 3 nas penalidades

    Timão aplicou 1 a 0 no tempo normal e faturou título com 4 a 3 nas penalidades | Foto: Rodrigo Gazzanel / Agência Corinthians / Divulgação CP

    Timão aplicou 1 a 0 no tempo normal e faturou título com 4 a 3 nas penalidades | Foto: Rodrigo Gazzanel / Agência Corinthians / Divulgação CP

    O Corinthians devolveu o placar do jogo de ida contra o Palmeiras, neste domingo, e em plena casa do Palmeiras comemorou o título do Campeonato Paulista. A partida foi daquelas de cortar tensão com fava e explodiu em revolta com um pênalti marcado a favor do Verdão e, depois, revertido pela arbitragem. Com o 1 a 0 no tempo normal, tudo foi definido nos pênaltis e aí o Timão teve mais competência para faturar por 4 a 3.

    O reencontro entre os dois rivais em uma decisão após 19 anos foi em uma intensidade altíssima, como se fosse para compensar o longo hiato sem decisões entre os clubes no Estadual. O jogo começou tão corrido que mal a torcida havia sentado, o placar estava alterado, no primeiro minuto. Mateus Vital fez jogada individual pela esquerda, rolou para trás e Rodriguinho, com frieza, arrematou e contou com o desvio em Victor Luís para fazer 1 a 0. A vantagem palmeirense no placar havia acabado.

    Com tudo igual, a decisão passou a ser um desafio para os nervos. No lado emocional o Corinthians estava mais forte, pois encontrou um atalho para o gol. Mateus Vital ganhava quase sempre as jogadas de Marcos Rocha, superava Antônio Carlos e chegava à linha de fundo com perigo. A resposta palmeirense quase veio aos cinco minutos. Willian teve um gol de cabeça anulado por poucos centímetros de impedimento.

    O gol precoce deixou os times em estados de ânimo opostos. O Palmeiras era nervoso, sentia a angústia de precisar marcar e ao se aproximar da área, sempre tomava a decisão errada. O Corinthians estava com o jogo a seu gosto. Cômodo por gostar de ser atacado, a equipe confiava no dia brilhante de Mateus Vital e em velhas práticas para ganhar tempo e enervar o rival. Cássio, por exemplo, levou cartão amarelo ainda aos 16 minutos.

    O ritual do Palmeiras no jogo era de martelar até a muralha rival ceder. Em uma rara brecha, o time finalmente conseguiu finalizar com perigo a gol, já aos 33 minutos. A escolha do técnico Roger Machado para buscar o empate foi acionar Keno para o segundo tempo. O Corinthians continuou firme à proposta de aguentar a pressão e esperar por uma oportunidade. O jogo ficou mais travado no segundo tempo, sem emoções. A torcida sentiu a dificuldade e ficou mais calada.

    A maior esperança do empate veio no lance que seria estopim para o nervosismo, aos 26 minutos. Ralf dividiu com Dudu na área, tocando primeiro a bola e depois no atacante. O palmeirense caiu. O árbitro Marcelo Aparecido de Souza marcou pênalti e, após longas reclamações, voltou atrás. A partida ficou oito minutos parada, enquanto princípios de tumulto e muita discussão tomavam conta do gramado. Se o time de casa já estava nervoso, passou a ficar transtornado, assim como a torcida.

    Os longos dez minutos de acréscimo seriam massacrantes para os dois lados. O primeiro viria com o Palmeiras. Thiago Santos cabeceou por cima uma oportunidade sem goleiro. O Corinthians fez a torcida alviverde prender a respiração logo depois, com uma tentativa perigosa de Sidcley. Outra polêmica colocou ainda mais pressão no clássico, por um possível toque de mão de Henrique dentro da área.

    A definição ficou para os pênaltis. O nervosismo pareceu pesar contra o Palmeiras, que começou errando. Dudu parou nas mãos de Cássio e depois Lucas Lima também. Frio na hora decisiva, sendo que apenas Fagner desperdiçou uma penalidade, o Corinthians foi eficaz nas cobranças, assim como foi nos 90 minutos. Um time fatal e, é claro, campeão.


    Estadão Conteúdo e Correio do Povo

    RS terá segunda-feira com tarde quente, marcada por sol e nuvens

    Alguns pontos podem ter chuva isolada e máximas rondam os 33°C

    Alguns pontos podem ter chuva isolada e máximas rondam os 33°C | Foto: Maia Rubim / PMPA / Divulgação CP

    Alguns pontos podem ter chuva isolada e máximas rondam os 33°C | Foto: Maia Rubim / PMPA / Divulgação CP

    A segunda-feira terá sol e nuvens no Rio Grande do Sul, mas algumas áreas devem ter períodos de maior nebulosidade. Não se descarta chuva muito isolada mais ao Sul do Estado e perto da fronteira com o Uruguai.  O padrão de bloqueio atmosférico manterá o território gaúcho sob influência de uma massa de ar quente com temperatura acima do que é normal para a época do ano. O amanhecer é ameno com nevoeiro e neblina em diferentes pontos, mas aquece rapidamente com calor à tarde que tende a ser mais forte novamente no Noroeste gaúcho.

    As mínimas rondam os 13°C em São José dos Ausentes e os 15°C em Caxias do Sul. As máximas, por sua vez, podem chegar a 33°C em Uruguaiana e Santa Rosa. Em Porto Alegre, os termômetros variam entre 19°C e 29°C.

    O RS teve um fim de semana com predomínio do sol, mas com nuvens em alguns momentos. O ar seco sobre o Estado favoreceu o tempo firme e proporcionou grande amplitude térmica. Em Santa Rosa, por exemplo, a madrugada anotou frio com mínima de 10,8ºC e a tarde teve calor de verão com uma máxima de 33,3ºC. A umidade à tarde caiu para 35%.

    A primeira metade da semana será de tempo seco. São esperadas máximas de 33ºC a 35ºC nos locais mais quentes do Estado. No máximo, se espera chuva isolada no Sul gaúcho e na fronteira pela proximidade com a instabilidade no Uruguai. Entre quinta e sexta-feira uma frente fria deve avançar pelo Estado com chuva generalizada, mas nos dois dias o sol aparece em parte do território gaúcho.


    MetSul Meteorologia e Correio do Povo

    Vídeo: A cronologia da prisão de Lula

    Do julgamento no STF até a efetiva prisão, foram dias históricos. Confira o passo-a-passo dos acontecimentos

    Batalha de La Lys–História virtual

    Batalha de La Lys

    Frente Ocidental da I Guerra Mundial

    Map of German Lys offensive 1918.jpg
    Mapa da ofensiva alemã em 1918

    Data
    7 a 29 de abril de 1918

    Local
    Flandres

    Desfecho
    Vitória tática dos Aliados; a ofensiva alemã falha

    Beligerantes

    Império Britânico
    Portugal
    Bélgica
    França
    Estados Unidos
    Império Alemão

    Comandantes

    Reino Unido Herbert Plumer
    Reino Unido Henry Horne
    Portugal Tamagnini de Abreu
    Portugal Gomes da Costa
    França Philippe Pétain
    Canadá Arthur Currie
    Império Alemão Ludwig von Falkenhausen

    Baixas

    111 300 mortos ou feridos
    109 000 mortos ou feridos

    A Batalha de La Lys deu-se a 9 de abril de 1918, no vale da ribeira de La Lys, na região da Flandres Francesa.

    Nesta batalha, que marcou negativamente a participação de Portugal na Primeira Guerra Mundial, os exércitos alemães infligiram uma pesada derrota às tropas portuguesas, constituindo o maior desastre militar português depois da batalha de Alcácer-Quibir, em 1578.

    A frente de combate distribuía-se numa extensa linha de 55 quilómetros, entre as localidades de Gravelle e de Armentières, guarnecida pelo 11.º Corpo Britânico, com cerca de 84 000 homens, entre os quais se compreendia a 2.ª divisão do Corpo Expedicionário Português (CEP), constituída por cerca de 20 000 homens, dos quais somente pouco mais de 15 000 estavam nas primeiras linhas, comandados pelo general Gomes da Costa. Esta linha viu-se impotente para sustentar o embate de oito divisões do 6.º Exército Alemão, com cerca de 55 000 homens comandados pelo general Ferdinand von Quast (1850-1934). Essa ofensiva alemã, montada por Erich Ludendorff, ficou conhecida como ofensiva "Georgette" e visava à tomada de Calais e Boulogne-sur-Mer. As tropas portuguesas, em apenas quatro horas de batalha na madrugada e manhã de 9 de Abril, teriam registado milhares de baixas, entre mortos (1341), feridos (4626), desaparecidos (1932) e prisioneiros (7440)[1]. De acordo com estudos recentes, porém, esses números estariam muito inflacionados. Segundo um autor, em La Lys ter-se-ão registado apenas 423 mortos portugueses (de um total de 2086 mortos do Corpo Expedicionário Português em 1917-1918) e cerca de 6000 prisioneiros [2]. Outro autor refere apenas 300 mortos e 6000 prisioneiros portugueses em La Lys.[3]

    Trincheiras em La Lys.

    Entre as diversas razões para esta derrota tão evidente têm sido citadas, por diversos historiadores, as seguintes:

    • A revolução de dezembro de 1917, em Lisboa, que colocou na Presidência da República o Major Doutor Sidónio Pais, o qual alterou profundamente a política de beligerância prosseguida antes pelo Partido Democrático.
    • A chamada a Lisboa, por ordem de Sidónio Pais, de muitos oficiais com experiência de guerra ou por razões de perseguição política ou de favor político.
    • Devido à falta de barcos, as tropas portuguesas não foram rendidas pelas britânicas, o que provocou um grande desânimo nos soldados. Além disso, alguns oficiais, com maior poder económico e influência, conseguiram regressar a Portugal, mas não voltaram para ocupar os seus postos.
    • O moral do exército era tão baixo que houve insubordinações, deserção e suicídios.
    • A grande diferença numérica entre as forças portuguesas e as alemãs.
    • O armamento alemão era muito melhor em qualidade e quantidade do que o usado pelas tropas portuguesas o qual, no entanto, era igual ao das tropas britânicas.
    • O ataque alemão deu-se no dia em que as tropas lusas tinham recebido ordens para, finalmente, serem deslocadas para posições mais à retaguarda.
    • As tropas britânicas recuaram em suas posições, deixando expostos os flancos do CEP, facilitando o seu envolvimento e aniquilação.

    O resultado da batalha já era esperado por oficiais responsáveis dentro do CEP, Gomes da Costa e Sinel de Cordes, que por diversas vezes tinham comunicado ao governo português o estado calamitoso das tropas.

    No entanto, é de realçar o facto de a ofensiva "Georgette" se tratar duma ofensiva já próxima do desespero, planeada pelo Alto Comando da Alemanha Imperial para causar a desorganização em profundidade da frente aliada antes da chegada das tropas norte-americanas, que nessa altura se encontravam prestes a embarcar ou já em trânsito para a Europa.

    A cidade de Ypres, devastada pelos combates.

    O objectivo do general Ludendorff no sector português consistia em atacar fortemente nos flancos do CEP, consciente que nesse caso os flancos das linhas portuguesa e britânica vizinha recuariam para o interior das suas zonas defensivas respectivas em vez de manterem uma frente coerente, abrindo assim uma larga passagem por onde a infantaria alemã se pudesse lançar. Coerente com essa táctica e para assegurar que os flancos do movimento alemão não ficassem desprotegidos, os estrategas alemães decidiram-se a simplesmente arrasar o sector português com a sua esmagadora superioridade em capacidade de fogo artilheiro (uma especialidade alemã), e deslocando para a ofensiva um grande número de efectivos como se explica acima, (nas palavras dos próprios: "Vamos abrir aqui um buraco e depois logo se vê!", o que também indicia o estado de espírito já desesperado do planeamento da ofensiva). Nestas condições, não surpreende a derrocada do CEP, que apesar de tudo resistiu como pôde atrasando o movimento alemão o suficiente para as reservas aliadas serem mobilizadas para tapar a brecha.

    Esta resistência é geralmente pouco valorizada em face da derrota, mas caso esta não se tivesse verificado a frente aliada na zona poderia ter sido envolvida por um movimento de cerco em ambos os flancos pelo exército alemão, o que levaria ao seu colapso. Trata-se de uma batalha com muitos mitos em volta a distorcerem a percepção do realmente passado nesse dia 9 de Abril de 1918.

    Uma situação análoga à da batalha de La Lys foi a da contra-ofensiva alemã nas Ardenas na parte final da Segunda Guerra Mundial, a (Batalha do Bulge), que merece comparação pelas semelhanças entre ambas. Novamente um exército aliado escasso para defender o sector atribuído ao I Exército dos Estados Unidos da América), sujeito a uma ofensiva desesperada por parte do Alto Comando Alemão (OKW - Oberkommando der Wehrmacht), para desorganizar a frente aliada arrombando-a em profundidade, usando para o efeito quatro exércitos completos (dois blindados) para atacar no sector do I exército norte-americano. A consequência foi o colapso local da frente, com retirada desorganizada dos americanos e com milhares a serem feitos prisioneiros pelos alemães, contido depois com as reservas aliadas (incluindo forças sobreviventes da Batalha de Arnhem ainda em recuperação como a 101.ª e a 82.ª divisões aerotransportadas) e com o desvio de recursos de outros exércitos aliados nas regiões vizinhas (com destaque para o III Exército do general Patton), obrigando a passar duma situação de ofensiva geral aliada à defesa do sector das Ardenas a todo o custo. Os aliados só retomariam a iniciativa na frente ocidental passado mais de um mês.

    Comparando-se ambas compreende-se melhor a derrocada das forças do CEP em La Lys.

    A experiência do Corpo Expedicionário Português no campo de batalha ficou registada na publicação João Ninguém, soldado da Grande Guerra, com ilustrações e texto do capitão Menezes Ferreira.

    As cerimónias da comemoração do aniversário da Batalha de La Lys têm lugar, habitualmente, todos os anos no Mosteiro de Santa Maria da Vitória - Batalha (Leiria) num dos primeiros fins de semana de Abril, com a presença dos vários ramos das forças armadas portuguesas, entre outras entidades.

    Índice

    O soldado Milhões

    Ver artigo principal: Soldado Milhões

    Nesta batalha a 2.ª Divisão do CEP foi completamente desbaratada, sacrificando-se nela muitas vidas, entre os mortos, feridos, desaparecidos e capturados como prisioneiros de guerra. No meio do caos, distinguiram-se vários homens, anónimos na sua maior parte. Porém, um nome ficou para a História, deturpado, mas sempiterno: o soldado Milhões.

    De seu verdadeiro nome Aníbal Augusto Milhais, natural de Valongo, em Murça, viu-se sozinho na sua trincheira, apenas munido da sua menina, uma metralhadora Lewis, conhecida entre os combatentes lusos como a Luísa. Munido da coragem que só no campo de batalha é possível, enfrentou sozinho as colunas alemãs que se atravessaram no seu caminho, o que em último caso permitiu a retirada de vários soldados portugueses e britânicos para as posições defensivas da retaguarda. Vagueando pelas trincheiras e campos, ora de ninguém ora ocupados pelos alemães, o soldado Milhões continuou ainda a fazer fogo esporádico, para o qual se valeu de cunhetes de balas que foi encontrando pelo caminho. Quatro dias depois do início da batalha, encontrou um major escocês, salvando-o de morrer afogado num pântano. Foi este médico, para sempre agradecido, que deu conta ao exército aliado dos feitos do soldado transmontano.

    Regressado a um acampamento português, um comandante saudou-o, dizendo o que ficaria para a História de Portugal, "Tu és Milhais, mas vales Milhões!". Foi o único soldado raso português da Primeira Guerra a ser condecorado com o Colar da Ordem Militar da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito, a mais alta condecoração existente no país.

    Referências

  • Infopédia - Batalha de La lys
  • Henrique Manuel Gomes da Cruz, Portugal na Grande Guerra: a construção do «mito» de La Lys na imprensa escrita entre 1918 e 1940, Tese de mestrado, FCSH - Universidade Nova de Lisboa, Março de 2014, p. 51
    1. Isabel Pestana Marques, Das Trincheiras, com saudade: a vida quotidiana dos militares portugueses durante a Primeira Guerra Mundial, Lisboa: A Esfera dos Livros, 2008.

    Bibliografia

    • La Lys, 1916, Mendo Castro Henriques e António Rosas Leitão, Lisboa, Prefácio («Batalhas de Portugal»), 2001, ISBN 972-8563-49-3
    • Guerra & Marginalidade. O Comportamento das Tropas Portuguesas em França. 1917 - 1918, Luís Alves de Fraga, Lisboa, Prefácio («História Militar»), 2003, ISBN 972-8563-90-6
    • «Portugal e a Grande Guerra» in Factos Desconhecidos da História de Portugal, Luís Alves de Fraga, Lisboa, Selecções do Resder's Digest, 2004, ISBN 972-609-416-X, pp. 214–225
    • «La Lys - a batalha portuguesa» in Portugal e a Grande Guerra, (coord. Aniceto Afonso e Carlos Matos Gomes), Luís Alves de Fraga, Lisboa, Diário de Notícias, 2003, ISBN 972-9335-07-9, pp. 427–442
    • AMARAL, Ferreira do. O 9 de Abril e a nossa política de Guerra.
    • GOMES DA COSTA, Manuel de Oliveira. A Batalha do Lys. 1920. 260p.
    • LUDENDORFF, Eric. Souvenirs de Guerre. 1920.
    • OLIVEIRA, Maria José, "Prisioneiros Portugueses da Primeira Guerra Mundial: frente europeia: 1917/1918". Porto Salvo, Saída de Emergência, 2017, 255 p. ISBN 978-989-773-022-1

    Ligações externas

    [Esconder]

    ve

    Primeira Guerra Mundial

    Teatro Europeu: (BalcãsFrente OcidentalFrente OrientalCampanha Italiana)
    Teatro do Oriente Médio: (CáucasoMesopotâmiaSinai e PalestinaGallipoliPérsiaArábia do Sul)
    Teatro Africano: (SudoesteOcidenteOrienteNorte)
    Teatro da Ásia e Pacífico: (Cerco de Tsingtao)
    Oceano Atlântico

    Principais participantes
    (Pessoas)

    Potências da Entente

    Império Russo/RepúblicaImpério Francês: França, VietnãImpério Britânico: (Reino Unido, Austrália, Canadá, Índia, Nova Zelândia, Domínio de Terra Nova, África do Sul) • ItáliaRomêniaEstados UnidosSérviaPortugalChinaJapãoBélgicaMontenegroGréciaArmêniaBrasil

    Potências Centrais

    Império AlemãoÁustria-HungriaImpério OtomanoBulgária

    Linha do tempo

    Pré-conflitos

    Revolução Mexicana (1910–1920)Guerra ítalo-turca (1911–1912)Primeira Guerra dos Balcãs (1912–1913)Segunda Guerra dos Balcãs (1913)

    Prelúdio

    OrigensAtentado de SarajevoCrise de Julho

    1914

    Batalha das FronteirasBatalha de CerPrimeira Batalha do MarneBatalha de StallupönenBatalha de GumbinnenBatalha de TannenbergBatalha da GalíciaPrimeira Batalha dos Lagos MasurianosBatalha de KolubaraBatalha de SarikamishCorrida para o mar  • Batalha de Trindade  • Primeira Batalha de Ypres  • Trégua de Natal

    1915

    Segunda Batalha de YpresCampanha de GalípoliBatalhas do rio IsonzoGrande RetiradaConquista da SérviaCerco de Kut

    1916

    Ofensiva de ErzerumBatalha de VerdunOfensiva do Lago NarochBatalha de AsiagoBatalha da JutlândiaBatalha do SommeOfensiva BrusilovOfensiva MonastirConquista da Romênia

    1917

    Guerra submarina irrestritaCaptura de BagdáPrimeira Batalha de GazaOfensiva NivelleSegunda Batalha de ArrasOfensiva de KerenskyTerceira Batalha de YpresBatalha de CaporettoBatalha de CambraiArmistício de Erzincan

    1918

    Operação FaustschlagTratado de Brest-LitovskiFrente MacedôniaOfensiva da Primavera  • Batalha do Lys  • Ofensiva dos Cem DiasOfensiva Meuse-ArgonneBatalha de Baku, Batalha de MegidoBatalha do Rio PiaveBatalha de Vittorio VenetoArmistício com a AlemanhaArmistício com o Império Otomano

    Outros conflitos

    Revolta Maritz (1914–1915)Angola (1914–1915)Conspiração Hindu-Alemã (1914–1919)Revolta da Páscoa (1916)Revolução Russa (1917)Guerra civil finlandesa (1918)

    Pós-conflitos

    Guerra Civil Russa (1917–1921)Guerra Civil Ucraniana (1917–1921)Guerra Armeno-Azeri (1918–1920)Guerra Armeno-Georgiana (1918)Revolução Alemã (1918–1919)Guerra húngaro-romena (1918–1919)Revolta na Grande Polônia (1918–1919)Guerra de Independência da Estônia (1918–1920)Guerra de Independência da Letônia (1918–1920)Guerras de Independência da Lituânia (1918–1920)Terceira Guerra Anglo-Afegã (1919)Guerra polaco-soviética (1919–1921)Guerra de Independência da Irlanda (1919–1921)Guerra de Independência Turca incluindo a Guerra Greco-Turca (1919–1923)Guerra polaco-lituana (1920)Guerra soviético-georgiana (1921)Guerra Civil Irlandesa (1922–1923)

    Aspectos

    Guerra

    BatalhasGuerra navalGuerra AéreaUso de cavalos  •Uso de gás venenosoBombardeio estratégicoTecnologiaGuerra de trincheiraGuerra totalVeteranos sobreviventesTrégua de Natal

    Impacto civil /
    atrocidades

    VítimasGripe EspanholaViolação da Bélgica • Vítimas otomanas (genocídio armêniogenocídio assíriogenocídio grego)Cultura popularParticipantesPrisioneiros de guerra alemães nos Estados Unidos

    Acordos /
    Tratados

    Partilha do Império OtomanoSykes-PicotSt.-Jean-de-MaurienneFranco-ArmênioDamascoConferência de Paz de ParisTratado de Brest-LitovskTratado de LausanneTratado de LondresTratado de NeuillyTratado de St. GermainTratado de SèvresTratado de TrianonTratado de Versailles

    Consequências

    Pós-guerra • "Quatorze Pontos" • Liga das NaçõesNazifascismoCrise de 29Neo-otomanismoBolchevismo

    CategoriaPortal



  • Wikipédia

    Casos de asfixia são registrados após bombardeios que deixaram dezenas de mortos na Síria

    Socorristas das zonas rebeldes denunciaram o uso de "gás cloro tóxico" em Duma

    Bombardeios aéreos do regime sírio ocorrem em Duma | Foto: STRINGER / AFP / CP

    Bombardeios aéreos do regime sírio ocorrem em Duma | Foto: STRINGER / AFP / CP

    Dezenas de casos de asfixia, alguns deles mortais, foram registrados após os bombardeios aéreos do regime sírio em Duma, o último bastião rebelde de Ghuta Oriental, informou o Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH). Os Capacetes Brancos, socorristas das zonas rebeldes, denunciaram o uso de "gás cloro tóxico", mas os meios estatais negaram qualquer responsabilidade do regime de Bashar Al Assad, denunciando uma "farsa" por parte dos rebeldes.

    O OSDH, que conta com uma ampla rede de fontes no terreno, disse que não podia "confirmar nem negar" as acusações de ataques químicos. No entanto, reportou ao menos 70 casos de dificuldades respiratórias e asfixias entre os civis presos em porões ou quartos com pouca ventilação, sem poder sair para tomar ar depois dos bombardeios, e detalhou que 11 pessoas - incluindo quatro crianças - tinham morrido nessas condições.

    Após terem mencionado um primeiro ataque químico e o uso de "gás cloro tóxico", os Capacetes Brancos informaram em sua conta do Twitter de um segundo ataque, no sábado à noite. "Famílias inteiras morreram asfixiadas nos porões, depois de que Duma foi alvo de gases tóxicos. Há 40 mortos e dezenas de feridos", indicaram os socorristas no Twitter.

    A AFP não conseguiu confirmar os números com uma fonte independente. As acusações coincidem com a retomada dos bombardeios, por parte do regime, contra Duma, última cidade de Ghuta Oriental controlada pelos rebeldes, neste caso do grupo Yaish Al-Islam. No Twitter, o responsável do Yaish Al-Islam, Mohamed Alush, também mencionou "dezenas de mortos" em consequência da "inalação de gases tóxicos contra a cidade de Duma", informando, ainda, de centenas de feridos.

    Uma "fonte oficial" citada pela agência Sana negou qualquer responsabilidade do regime, denunciando uma "farsa". "O exército, que avança rapidamente e com determinação, não precisa utilizar nenhuma substância química", segundo a agência oficial.


    AFP e Correio do Povo

    UE vê indícios de novo ataque químico do governo sírio

    França pede reunião de emergência no Conselho de Segurança após bombardeios na Síria

    UE vê indícios de novo ataque químico do governo sírio | Foto: AFP / CP

    UE vê indícios de novo ataque químico do governo sírio | Foto: AFP / CP

    A União Europeia (UE) disse, neste domingo, que há "indícios" de que o governo sírio lançou um ataque químico em Duma e pediu a Rússia e Irã, aliados de Damasco, que evitem outro ataque. "Os indícios apontam para mais um ataque químico do regime", disse o Serviço Europeu de Ação Exterior. "Pedimos aos partidários do regime, Rússia e Irã, que usem sua influência para evitar qualquer novo ataque", completou.

    Por iniciativa da França, nove países solicitaram uma reunião urgente do Conselho de Segurança, para esta segunda-feira (9), para tratar do ataque que teria sido cometido com produtos químicos na cidade síria de Duma. O pedido foi firmado por Costa do Marfim, Estados Unidos, França, Grã-Bretanha, Holanda, Kuwait, Peru, Polônia e Suécia, acrescentaram as mesmas fontes.

    O suposto ataque ocorrido no final da noite desse sábado (horário de Brasília) teria deixado dezenas de pessoas mortas. ONGs envolvidas com o caso citaram possibilidade de mais de 40 mortes.


    AFP e Correio do Povo



    "Os milhões que estão com Lula", segundo Dirceu

    José Dirceu gravou uma mensagem sobre a importância de o PT estar “unido com Lula”... [ leia mais]

    Cuba libre

    Lula pode contar com o apoio de Cuba, que soltou a seguinte nota:

    "Cuba denuncia a prisão com fins políticos do companheiro Luiz Inácio Lula da Silva, que constitui um fato gravíssimo... [ leia mais]



    Gilmar x Bolsonaro

    Gilmar Mendes também falou ao jornal Expresso, de Portugal, sobre a liderança de Jair Bolsonaro nas pesquisas eleitorais em cenários sem o detento Lula... [leia mais]

    Lula diz que Sergio Moro tem "uma mente doentia"

    O presidiário Lula, em mensagem gravada para sua página no Facebook, disse a Frei Betto que o juiz Sergio Moro tem "uma mente doentia".

    Era fundamental prender o criminoso... [ leia mais]

    MST e CUT a caminho de Curitiba

    Fontes de inteligência da Secretaria de Segurança do Paraná informaram a O Antagonista que 42 ônibus do MST e da CUT estão a caminho de Curitiba.

    Como registramos, Gleisi Hoffman disse que... [ leia mais]



    A 'operação abafa' no STF, segundo Barroso

    Luís Roberto Barroso afirmou em um debate em Cambridge, no estado de Massachusetts, nos Estados Unidos, que "há uma operação abafa em curso" para tentar impedir o combate à corrupção no Brasil... [leia mais]

    "LULA, LADRÃO! SEU LUGAR É NA PRISÃO!"

    Curitiba, como registramos na noite de sábado, recebeu Lula em festa.

    Assista ao momento em que o helicóptero com o corrupto e lavador de dinheiro se aproxima... [ leia mais]