Casa da Copa do Mundo, Rússia tem muitas semelhanças com o Brasil

País com a maior extensão territorial do mundo tem muito mais a apresentar do que apenas vodca e balé

A casa da Copa do Mundo | Foto: Fernanda Pugliero / Especial / CP

A casa da Copa do Mundo | Foto: Fernanda Pugliero / Especial / CP

A Rússia comanda, a partir de 14 de junho, o principal torneio de futebol do planeta. O país com a maior extensão territorial do mundo e que pertence ao mesmo tempo a dois continentes tem muito mais a apresentar do que apenas vodca e balé. Rússia e Brasil têm, inclusive, algumas semelhanças, como o “jeitinho especial de resolver as coisas”, além da capacidade de gingar.
A 75 dias do apito inicial da Copa do Mundo de 2018, a neve derrete com velocidade nas principais cidades russas. Onze delas hospedarão a edição de 2018 da Copa. Doze estádios recebem jogos – dois deles na capital Moscou. Entre as cidades-sede estão São Petersburgo, uma das cidades mais importantes e jovens do país, Sochi, que ficou famosa por causa da Olimpíada de Inverno em 2014, mas não tem time de futebol, e Kaliningrado, que é a única geograficamente desconectada do restante do território russo, um enclave entre a Polônia e a Lituânia.
Os torcedores brasileiros que desembarcam para acompanhar a 21ª edição do mundial têm sorte de ele acontecer durante o verão no Hemisfério Norte. Mas a escolha das cidades-sede não ocorreu por acaso. As eleitas ficam todas na porção ocidental da Rússia, mais próximas da Europa do que do Japão. É nessa parte do território que se localizam as maiores cidades do país. Por ali, as temperaturas podem até ficar abaixo de zero no inverno, mas os verões são temperados, atingindo os 20 graus e podendo chegar a 30 graus em alguns locais.

Entre as cidades-sede do mundial está São Petersburgo, uma das mais importantes do país

Em um país onde a planície siberiana ocupa mais de 70% do território e que ostenta o vilarejo mais frio do mundo, Oymyakon, onde as temperaturas chegam a 50 graus negativos no inverno, era de se esperar que o desenvolvimento urbano ocorresse onde faz algum calor, ao menos no verão. Há cidades na Rússia, como Oymyakon ou a militar Tiksi, no Norte do país, onde a paisagem permanece com cara de inverno mesmo durante junho ou julho. A neve nunca desaparece por completo.
O principal estádio do Mundial fica em Moscou e chama-se Luzhniki. Com capacidade para 81 mil torcedores, o local receberá 12 dos 64 jogos, incluindo as partidas de abertura e a grande final, no dia 15 de julho. Construído na década de 1950 e reformado especialmente para a Copa do Mundo, o estádio acolheu a abertura das Olimpíadas de 1980 – jogos que ficaram conhecidos pelo boicote Ocidental à então União Soviética e pela lágrima derramada pelo mascote Misha na cerimônia de encerramento. Inaugurado em março, o menor estádio da Copa está em Kaliningrado e tem espaço para 35.212 pessoas.
Para o torneio, sete dos 12 estádios foram construídos do zero. A Arena Zenit ou Estádio Krestovsky, erguido na ilha homônima em São Petersburgo, demorou dez anos para ficar pronto e é o mais caro do Mundial. O gramado foi inaugurado na abertura da Copa das Confederações, em 17 de junho do ano passado, com a partida entre Rússia e Nova Zelândia. É o segundo maior estádio da Copa, com 68.134 mil lugares, e sua construção foi cercada de controvérsias, com denúncias de exploração de trabalho escravo e corrupção envolvendo superfaturamento.
A previsão era que a obra iniciada em 2007 se estendesse por um ano e o orçamento estipulava custo de 220 milhões de dólares. Para concluir a casa do Zenit a tempo de receber a Copa das Confederações, entretanto, foi necessário desembolsar 43 bilhões de rublos, o equivalente a 750 milhões de dólares.

Catedral do Sangue Derramado, em São Petersburgo

Distantes e distintos, mas com algumas semelhanças
Não é só por causa das denúncias de corrupção envolvendo as obras da Copa do Mundo que Brasil e Rússia apresentam semelhanças. Apesar de distantes e distintos, os dois países possuem algumas afinidades. Ambos são gigantes territoriais, ainda que dentro do país com a maior extensão territorial do mundo, a Rússia, caibam quase dois Brasis, considerado o quinto maior do planeta. São 17,10 milhões de quilômetros quadrados versus 8,51 milhões.
A única cidade-sede da Copa de 2018 localizada na porção oriental dos Montes Urais, cordilheira que marca a fronteira entre Europa e Ásia, é Ecaterimburgo, terra natal do ex-presidente Boris Iéltsin. Dali até a capital do país são necessárias duas horas e dez minutos de voo sem escalas. Até Kaliningrado, três horas e meia. Nesse quesito, Rússia e Fifa foram espertas: não nomearam como sede nenhuma cidade que force um deslocamento superior a quatro horas de avião, o que deve facilitar a vida dos torcedores.
Na Copa do Mundo do Brasil, alguns fãs tiveram que cruzar o país para acompanhar os jogos. A distância de avião entre Manaus e Porto Alegre, duas das 12 cidades-sede em 2014, ultrapassa seis horas. E não há voos direto. Assim como o Brasil, a Rússia tem mais de um fuso horário. Por lá são nove, no Brasil, quatro. Esse talvez seja um drama para os torcedores que pretendem acompanhar os jogos pela televisão, já que a diferença horária entre Moscou e Brasília é de seis horas. Na Rússia, porém, a maioria das cidades-sede tem o mesmo fuso da capital.
Apenas Samara, Kaliningrado e Ecaterimburgo formam exceção. Situada a mil quilômetros a leste de Moscou e à beira do Volga, considerado o maior rio da Europa, a diferença horária entre Samara e a capital brasileira é de sete horas. Kaliningrado tem a menor diferença, apenas cinco. Já em Ecaterimburgo, a cidade-sede mais distante do Brasil, os relógios marcam oito horas a mais.

O país com a maior extensão territorial do mundo tem muito mais a apresentar do que apenas vodca e balé

Mas entre tantas divergências, existem semelhanças culturais. Os brasileiros podem não perceber, por causa da diferença de ritmos, mas os russos adoram dançar e até demonstram algum gingado. A capacidade de improvisação também marca presença. É comum encontrar ambulantes nas ruas das cidades russas, consertos em edifícios públicos ou privados feitos de forma inusitada e o espraiamento do ato de pechinchar.
A população também parece não se importar em definir programações em cima da hora – apesar de os russos serem extremamente pontuais, o que contrasta com a maioria dos brasileiros. Na culinária, um dos pratos mais tradicionais é a salada Olivier, conhecida no Brasil como salada russa. Os ingredientes são maionese misturada a batatas cozidas, ervilha, pepinos em conserva, cebola, ovo e cenoura. Outra delícia tipicamente russa e importada para o Brasil é o stroganov ou strogonoff, como é conhecido pelas bandas de cá. Trata-se de cubos de carne bovina picados servidos em molho de creme de leite. O borcht, sopa de beterraba e carne criada na Ucrânia, e o blini, um tipo de panquecas que podem ser servidas com caviar como acompanhamento, também são muito populares.
Rússia e Brasil fazem parte do BRIC, junto com China e Índia. Ambos países têm problemas econômicos estruturais e atravessam uma crise, apesar de continuarem a desempenhar papel de importantes players em suas regiões e mundialmente. Assim como a moeda brasileira, o rublo desvalorizou de forma brusca nos últimos anos. São necessários 57 rublos para comprar um dólar americano e os preços na Rússia são tão altos quanto os brasileiros.


Correio do Povo

Movimento de desintoxicação do celular, por Lúcio Machado Borges*

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O uso de aparelhos celulares é cada vez mais frequente e mais intenso. As pessoas não se falam mais pessoalmente, por causa do celular. A “Digital Detox” ou a desintoxicação celular, nasceu nos Estados Unidos e a OMS já considera o vício em celular e jogos eletrônicos como uma doença. Tem sido recomendado às pessoas viciadas um maior contato com a natureza e prática de esportes, como o surf.

Na Inglaterra, 1/3 da população acessa o celular nos primeiros cinco minutos em que acordam e a cada 10 ingleses, três acordam de madrugada para olhar o celular. As crianças são as mais viciadas e a cada três pessoas conectadas no mundo, uma é criança.

Em países orientais como China, Coreia do Sul e Japão, o vício a jogos eletrônicos, internet e celular já é considerado uma doença há bastante tempo.

*Editor do site RS Notícias

Detido no Vaticano padre suspeito de consultar pornografia infantil

Religioso havia sido convocado pela investigação em 2017

Detido no Vaticano padre suspeito de consultar pornografia infantil | Foto: Tiziana Fabi / AFP / CP

Detido no Vaticano padre suspeito de consultar pornografia infantil | Foto: Tiziana Fabi / AFP / CP

O Vaticano anunciou neste sábado a detenção, em seu território, do monsenhor Carlo Alberto Capella, que atuou como assessor da embaixada da Santa Sé em Washington, suspeito de ter consultado imagens de pornografia infantil. O religioso, que até o ano passado trabalhou na nunciatura (embaixada) da capital americana, foi convocado em setembro passado pelo Vaticano, que anunciou uma investigação sobre o caso.

As autoridades judiciais vaticanas emitiram uma ordem de prisão, realizada pela própria Gendarmeria do pequeno Estado, informou o comunicado oficial, acrescentando que Capella foi levado para uma cela do quartel dessa corporação. Por via diplomática, o Departamento de Estado americano alertou o Vaticano, em 21 de agosto, sobre uma possível violação das leis sobre imagens de pornografia infantil por parte de um membro de seu corpo diplomático em Washington.

A Santa Sé convocou o religioso para consultas, mas sem atender à demanda americana de suspensão da imunidade diplomática, indicou uma fonte do Departamento de Estado. "Os Estados Unidos estimulam a Santa Sé a agir de forma que sua política de proteção dos menores seja aplicada totalmente, e que se faça justiça sobre essas acusações", indicou essa fonte.

As informações fornecidas pelos Estados Unidos foram transmitidas ao procurador do tribunal do Vaticano, que abriu uma investigação e precisou de colaboração internacional para obter elementos sobre o caso.


AFP e Correio do Povo

Andreza Matais, colunista do Estadão

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Independência da Catalunha não é única solução, diz Puigdemont

Ex-presidente catalão afirmou estar disposto a trabalhar com o governo espanhol

Puigdemont advertiu que

Puigdemont advertiu que "tem que se começar a reconhecer que o separatismo catalão democrático é uma realidade contundente" | Foto: John MacDougall / AFP / CP

O ex-presidente catalão Carles Puigdemont afirmou neste sábado, dia seguinte à sua libertação na Alemanha, que a independência da Catalunha não é a única solução para o conflito com Madri e disse estar disposto a trabalhar com o governo espanhol. "Não, não, disse isso sempre", respondeu ele, ao ser questionado, durante uma coletiva de imprensa em Berlim, sobre se a independência era a única solução. "Sempre disse que [a independência] era nossa proposta", falou Puigdemont.

Mas - acrescentou - se a "Espanha quiser um projeto para a Catalunha, nós gostaríamos de ver isso incluído na discussão". "Estamos dispostos a ouvir", garantiu. Puigdemont advertiu que "tem que se começar a reconhecer que o separatismo catalão democrático é uma realidade contundente". A ministra alemã da Justiça, Katarina Barley, saudou a libertação de Puigdemont, dizendo que a decisão dos juízes alemães era "absolutamente correta".

Barley também assegurou ao jornal "Süddeutsche Zeitung" que "não seria fácil" para a Espanha fornecer elementos que reforcem as acusações de peculato, que também pesam sobre Puigdemont. A social-democrata advertiu que, se eles não receberem nenhum elemento novo que comprove isso, "Puigdemont será, então, um homem livre em um país livre, que é a Alemanha".


AFP e Correio do Povo

Trinta civis mortos em bombardeios contra bastião rebelde sírio de Duma

Levantamento foi feito pela ONG Observatório Sírio para os Direito Humanos

Governo de Bashar al-Assado atacou o último bastião rebelde perto de Damasco | Foto: Stringer / AFP / CP

Governo de Bashar al-Assado atacou o último bastião rebelde perto de Damasco | Foto: Stringer / AFP / CP

Ao menos 30 civis, entre eles oito crianças, morreram neste sábado em bombardeios do regime sírio de Bashar al-Assad contra a cidade de Duma, o último bastião rebelde perto de Damasco, segundo o Observatório Sírio para os Direitos Humanos (OSDH). O balanço de vítimas, anteriormente de nove civis mortos, foi revisado após novos bombardeios e pela descoberta de corpos sob os escombros, detalhou a ONG.


AFP e Correio do Povo

Instância (grau de jurisdição)

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Instância corresponde a um grau de jurisdição na hierarquia do Poder Judiciário.

Instâncias do Poder Judiciário no Brasil

A hierarquia do Poder Judiciário do Brasil baseia-se em três instâncias. A decisão de uma instância inferior pode ser modificada por uma instância superior, mediante recurso.[1]

A primeira instância, onde em geral começam as ações judiciais, constitui-se de juízes monocráticos: o juiz de direito de cada comarca (na Justiça organizada pelos estados), juízes federais, eleitorais e do trabalho (na Justiça Federal, Eleitoral e do Trabalho, respectivamente) e juízes auditores (na Justiça Militar).

A segunda instância, onde são julgados recursos contra decisões de primeira instância e alguns processos originários (onde os réus são autoridades com foro privilegiado), é formada pelos tribunais de Justiça[2] (os antigos Tribunais de Alçada foram extintos pela Emenda Constitucional nº 45, de 30 de dezembro de 2004) e pelos tribunais regionais federais, eleitorais e do trabalho.

A instância superior é constituída pelos tribunais superiores (Supremo Tribunal Federal, Superior Tribunal de Justiça, Tribunal Superior do Trabalho, Tribunal Superior Eleitoral), que julgam recursos contra decisões dos tribunais de segunda instância.[3] Na prática, porém, o Supremo Tribunal Federal tem funcionado como uma "quarta instância". [4]

Popularmente, a instância superior é conhecida como terceira instância devido a possibilidade das ações serem revistas novamente em caso de competência recursal, o que se entende que o Superior Tribunal de Justiça, Tribunal Superior do Trabalho, Tribunal Superior Eleitoral e o Superior Tribunal Militar compõe uma instância acima da segunda. Por isso, de forma errônea, nomeia-se a instância superior de terceira instância.

Referências

  • Vocabulário Jurídico - Econômico/Ambiental
  • «Primeira instância, segunda instância... Quem é quem na Justiça brasileira?». JusBrasil. Consultado em 27 de outubro de 2016
  • Supremo Tribunal Federal. Glossário Jurídico
  • STF funciona como quarta instância, diz Peluso. JusBrasil, 28 de dezembro de 2010.

  • Wikipédia

    Safra de arroz, por Lúcio Machado Borges*

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    O Rio Grande do Sul é o responsável por 95% da safra de arroz exportada para o exterior.

    *Editor do site RS Notícias

    Motorista atropela duas pessoas na Alemanha e se suicida

    Autoridades descartaram a possibilidade de um atentado islamita

    Autoridades descartaram a possibilidade de um atentado islamita | Foto: Stephan R. / DPA / AFP / CP

    Autoridades descartaram a possibilidade de um atentado islamita | Foto: Stephan R. / DPA / AFP / CP

    Um alemão matou, neste sábado, duas pessoas ao investir sua caminhonete contra a varanda de um restaurante em Münster, no noroeste da Alemanha, e depois se suicidou, um acontecimento ante o qual as autoridades descartaram a possibilidade de um atentado islamita. "Não há nenhum indício por enquanto de uma conexão islamita", informou Herbert Reul, ministro do Interior da Renânia do Norte-Westfália, a região onde fica Münster.

    Reul acrescentou que o motorista do veículo era "um cidadão alemão e não, como se afirmou, um refugiado". Vários meios alemães, entre eles o jornal Süddeutsche Zeitung e a rede de televisão pública ZDF, identificaram o homem como Jens R., nascido em 1969, acrescentando que ele sofria de problemas psicológicos. ZDF assegurou que ele tinha tentado se suicidar recentemente e que o veículo, uma caminhonete cinza-escuro, segundo as fotografias tiradas no local, estava registrada em seu nome.

    Segundo a rede n-tv, recentemente tinha anunciado também sua intenção de se suicidar e de comunicar isso ao maior número possível de pessoas. A polícia não quis confirmar estas informações por enquanto. O homem arremeteu a caminhonete contra os clientes que estavam na varanda de um restaurante movimentado, frequentado sobretudo por turistas, no centro desta cidade de 300 mil habitantes.

    Após anunciar um balanço de ao menos três mortos, as autoridades o revisaram para baixo, indicando que há dois mortos e 20 feridos, "um dezena" deles em estado grave. Segundo declarações do ministro regional do Interior ao jornal Westfälische Zeitung, os falecidos eram funcionários do restaurante. Pouco depois do atropelamento, o agressor se suicidou com um tiro "em seu veículo" perto do estabelecimento, segundo as autoridades.

    Varandas cheias

    Os fatos ocorreram às 15h30min (10h30min em Brasília) no centro de Münster, em um momento em que as varandas dos bares e restaurantes estavam cheias, em um dia de sol. "Escutamos um forte barulho e gritos, e chegou a polícia", contou à rede n-tv um funcionário do restaurante. "Muita gente gritava, estou indignado, é totalmente covarde fazer algo assim", acrescentou.

    A chegada do veículo a toda velocidade na praça histórica causou pânico entre os transeuntes. Nas redes sociais, circularam imagens que mostravam cadeiras derrubadas e quebradas. Pouco depois, bombeiros e policiais, alguns fortemente armados, foram enviados à zona.

    Merkel, "comovida"

    A chanceler alemã, Angela Merkel, disse estar "profundamente comovida" com "os terríveis acontecimentos" de Münster. "Será feito todo o necessário para esclarecer este acontecimento e apoiar as vítimas e seus familiares", disse a chefe do Executivo alemão no Twitter. Este último episódio acontece em um contexto de tensão na Alemanha. Há um ano e meio, as autoridades estão em alerta, devido a vários atentados islamitas cometidos, ou planejados no país, especialmente o de um caminhão que atropelou e matou 12 pessoas em uma feira natalina em Berlim, em dezembro de 2016.

    Os movimentos islamitas potencialmente violentos aumentaram no país nos últimos dois anos. O serviço de inteligência calcula que na Alemanha há cerca de 10 mil extremistas, dos quais 1,6 mil poderiam passar à ação violenta. Além do atentado com o caminhão de Berlim, o grupo Estado Islâmico reivindicou, em 2016, um assassinato em Hamburgo (norte); um atentado a bomba em Ansbach (sul) que deixou 15 feridos e matou o agressor; e um ataque com machado em um trem na Baviera, com cinco feridos.

    Vários destes ataques foram cometidos por solicitantes de asilo, o que motivou as acusações a Merkel de pôr o país em risco ao abrir as portas a centenas de milhares de refugiados em 2015 e 2016.


    AFP e Correio do Povo

    Economia da Venezuela–História virtual

    Economia da Venezuela

    Centro financeiro de Caracas

    Moeda
    Bolívar Venezuelano

    Ano fiscal
    Ano calendário

    Blocos comerciais
    OMC, Unasur, Mercosul

    Estatísticas

    PIB
    US$ 404,1 bilhões (2017, PPC)[1]
    US$ 131,9 bilhões (2015, nominal)[2]

    Variação do PIB
    Baixa -14% (2017)[3]

    PIB per capita
    $15 891 (2015)[2]

    PIB por setor
    agricultura: 3.9%, indústria: 32.9%, comércio e serviços: 63.2% (2015)

    Inflação (IPC)
    AumentoNegativo 720.5% (2017) [4][3]

    População
    abaixo da linha de pobreza
    AumentoNegativo 81.77% (est. 2017)[5]

    Coeficiente de Gini
    39 (2011)

    Força de trabalho total
    13 milhões (est. 2016)

    Força de trabalho
    por ocupação
    agricultura 7,3%, indústria 21,8%, serviços 70,9% (2011)

    Desemprego
    AumentoNegativo 25.3% (2017)[3]

    Principais indústrias
    petróleo, materiais de construção, processamento de alimentos, têxtil; mineração de ferro, produção de aço e alumínio; montagem de veículos a motor

    Exterior

    Exportações
    $47,5 bilhões (2015)

    Produtos exportados
    petróleo, bauxita e alumínio, aço, produtos químicos, produtos agrícolas, manufaturados básicos

    Principais parceiros de exportação
    Estados Unidos 34,6%, Índia 15,1%, China 12,9%, Cuba 5,3% (2014)

    Importações
    50,34 bilhões (2016)

    Produtos importados
    matérias primas, máquinas e equipamentos, equipamentos de transporte, materiais de construção

    Principais parceiros de importação
    Estados Unidos 24,2%, China 12,1%, Brasil 9,9%, Colômbia 4,3%, Argentina 4,1% (2014)

    Dívida externa bruta
    51,4% do PIB (2014)

    Finanças públicas

    Receitas
    $142,6 bilhões (2014)

    Despesas
    $204 bilhões (2014)

    Fonte principal: The World Factbook[6]
    Salvo indicação contrária, os valores estão em US$

    A economia da Venezuela passou, depois da Primeira Guerra Mundial, de uma essencialmente agrícola para uma economia centrada na produção e exportação de petróleo. Venezuela tem uma economia voltada para a exportação. A principal atividade econômica é a exploração da Venezuela e de refino de petróleo. É a quinta maior economia da América Latina, depois do Brasil, México, Argentina e Colômbia. Atualmente a economia da Venezuela é uma economia mista capitalista e planificada.

    O petróleo é responsável por cerca de um terço do PIB, por cerca de 80% das receitas de exportação e por mais de metade do financiamento da administração pública. Os responsáveis venezuelanos estimam que o PIB cresceu 2.7% em 2001. Uma forte subida nos preços internacionais de petróleo alimentou a economia, depois da grave recessão de 1999. A Venezuela participa também da OPEP.

    Em 2003 seu coeficiente de Gini foi estimado pela ONU em 48.2, um dos trinta piores resultados no planeta. Alguns países que possuem produção petrolífera muito acima de seu consumo e baseiam sua economia nisso (alguns países árabes por exemplo), costumam ter sua riqueza extremamente mal distribuída e não desenvolvem outros potenciais econômicos pela facilidade demasiada que a extração de petróleo proporciona.[7]

    Desde 2013 a situação econômica venezuelana vem se deteriorando, com os índices de inflação subindo vertiginosamente e os medidores do PIB encolhendo. A economia do país entrou em recessão oficialmente em 2014, os salários dos trabalhadores encolheu e o poder de compra da população caiu, puxado pela inflação e pelo desemprego. A nação sofre com a escassez de produtos de subsistência, gerando um caos social. Apesar das medidas tomadas pelo governo socialista do presidente Nicolás Maduro (em continuidade as políticas econômicas de Hugo Chávez), a situação não melhorou com os índices de pobreza e os tamanho da dívida pública (e externa) crescendo de forma alarmante. Vários fatores contribuíram para a forte recessão, como más políticas de Estado, gastos governamentais fora de controle e retração da atividade econômica, puxada principalmente pela queda no valor de commodities (especialmente o preço do petróleo, principal produto de exportação da Venezuela) no mercado internacional.[8]

    Índice

    Século XX

    No início do século XX, as principais exportações foram café, cacau, gado, açúcar, tabaco, batata doce, couros bovinos e borracha. Mas, no ano de 1920 é um ponto de viragem na economia venezuelana, a partir daí, as exportações de petróleo ocupam um lugar central. A 19 de junho de 1920 o governo de Juan Vicente Gómez promulga a primeira Lei de Hidrocarbonetos, que impôs um royalty de 15% e também estabeleceu o direito de reverter o Estado venezuelano a metade da área de concessão. Em 1928, a Venezuela se tornou o segundo maior produtor de petróleo e exportador, para chegar a 275 mil barris por dia.[9]

    Século XXI

    O Presidente Chavez começou em 2003 a canalizar os proventos do petróleo obtidos pela companhia estatal PDVSA para financiar programas sociais. Graças ao crescimento económico do país reduziu substancialmente os níveis de pobreza, as famílias abaixo da linha de pobreza caiu de 54% em 2003 para 27,4% em 2011 e 23.9% em 2013,[10] a extrema pobreza foi reduzida de 25,1% (2003) a 7,3% (2011).[11]

    Em 2015, mais de 70 por cento das famílias venezuelanas vive numa situação de pobreza, refere um estudo divulgado em novembro de 2015, um número considerado recorde na história do país. Os dados fazem parte de um estudo elaborado em conjunto pelas universidades Católica Andrés Bello, Central da Venezuela e Simón Bolívar e foram divulgados durante um fórum sobre a situação do país, que tem uma das maiores reservas de petróleo e gás do mundo.[12]

    Em 2005 68,13% da eletricidade consumida na Venezuela é produzida em usinas hidrelétricas. A estatal Corporación Venezolana de Guayana em Bolívar desenvolvido Raul Leoni Hidrelétrica e Macagua. Com eles, contribuiu com mais de 70% da produção da Venezuela nos últimos anos. De acordo com dados do INE, gerou 99,2 milhões de kWh de eletricidade, produção de energia elétrica da Venezuela foi equivalente a 757 mil barris de petróleo.

    No final de 2010, a Venezuela voltou a registar um crescimento económico de 0,6%, no primeiro trimestre de 2011 o país cresceu 4,5%.[13]Em 2012, a economia venezuelana fechou com um crescimento de 5,5%[14]O desemprego caiu para 6,4%. Os setores que mais cresceram foram finance com 32,90%, a construção 16,80%, o comércio com 9,20% e 7,20% das comunicações.[15]Naquele ano, a pobreza caiu 20%. Em 31 de julho de 2012, Venezuela foi incluída como membro oficial do Mercado Comum do Sul (MERCOSUL), os Estados Unidos seguiam como o principal parceiro comercial da Venezuela.[16]

    Desde 1999 a dívida pública caiu de 60% ​​para 25%, o PIB da Venezuela triplicou de 90 mil milhões de US $ 300.000 milhões.[17] e houve falta de produtos básicos [18]

    Desde 2014, a economia do país está em forte recessão, com a redução da atividade econômica, aumento do desemprego e da inflação, além de um maior endividamento por parte do Estado, que não conseguia colocar suas contas em dia. Como resultado, o PIB encolheu e os índices de pobreza aumentaram. Frente a números tão ruins economia, a oposição venezuelana vem ganhando força e critica com cada vez mais veemência o governo chavista do presidente Nicolás Maduro (que vê uma vertiginosa queda na sua popularidade em decorrência da situação caótica que o país se encontra).[19]

    Dados publicados no início de 2017 mostram que, devido a fortíssima crise que o país enfrenta sob o comando de Nicolás Maduro, cerca de um terço da população afirma estar passando fome e perdendo peso; mais da metade dos venezuelanos estão em estado de pobreza extrema (51,51%); ao fim de 2016, a inflação chegou aos 475% ao ano, segundo estimativa do FMI.[4]

    De acordo com o Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe, a pobreza aumenta desde 2014 então com um ritmo anual de 2% a 5% por causa da crise econômica e política.

    Agricultura

    Pecuária na Venezuela

    Venezuela produziu 699 mil toneladas de arroz para 1998 e 1080 em 2008[20]Na última década tem havido muitos sistemas de culturas anuais e mecanizadas modernos, tais como os que se especializam em milho, arroz, sorgo, de sésamo, de amendoim, de girassol e algodão. Em 2005, o gado da Venezuela tinha 16.300.000 bovinos, 3,1 milhões de suínos, 530 mil ovinos e aves 110.000.000. Nas planícies estabeleceu uma área próspera de produção intensiva de carne e leite.[21][22]

    Petróleo

    Venezuela tem reservas de petróleo significativas no Orinoco, que é considerado o maior acúmulo de petróleo pesado no mundo.[23]

    Moeda

    A moeda da Venezuela é o bolívar (alusão a Simón Bolívar, prócer da independência de grande parte da América espanhola).No início de 2002, o governo alterou o regime de taxas de juro de um regime indexado para um sistema de flutuação livre, o que fez com que o bolívar desvalorizasse significativamente.

    Referências

  • "Venezuela: Economy. CIA World Factbook. 19 August 2010. Retrieved 3 September 2010.
  • World Economic Outlook Database, October 2015
  • «IMF». IMF. Consultado em 8 de julho de 2017
  • https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/afp/2017/02/21/pobreza-na-venezuela-chega-a-818-aponta-estudo.htm
  • «Encovi: 82% de los hogares está en pobreza». El Universal. 17 de fevereiro de 2017. Consultado em 20 de julho de 2017
  • «The World Factbook»
  • «Venezuela tenta diminuir sua dependência do petróleo - O Globo, 30 de janeiro de 2009.»
  • "Violência e escassez de produtos agravam crise na Venezuela". Página acessada em 20 de maio de 2016.
  • Lagomarsino Verónica. Las Concesiones petroleras: soberanía de los Petróleos de Venezuela. Biblosec, Caracas, 1999.
  • http://www.aporrea.org/actualidad/n241247.html
  • http://www.ine.gov.ve/index.php?option=com_content&view=article&id=376:la-pobreza
  • «Níveis de pobreza batem recorde na Venezuela»
  • "El pib crecio 0.6 en el cuarto trimestre". Página acessada em 27 de feveiro de 2014.
  • http://globovision.com/articulo/producto-interno-bruto-de-venezuela-cierra-2012-en-55
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    1. http://www.pdvsa.com/index.php?tpl=interface.sp/design/readmenuprinc.tpl.html&newsid_temas=96

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