Batalha de Stalingrado–História virtual

Batalha de Stalingrado

Segunda Guerra Mundial

Bundesarchiv Bild 183-W0506-316, Russland, Kampf um Stalingrad, Siegesflagge.jpg

Data
17 de julho de 1942 - 2 de fevereiro de 1943

Local
Stalingrado, União Soviética

Desfecho
Vitória soviética decisiva

Beligerantes

União Soviética
Flag of the German Reich (1935–1945).svg Alemanha Nazista
Flag of Italy (1861-1946) crowned.svg Itália
Romênia Romênia
Flag of Hungary (1915-1918, 1919-1946).svg Hungria
Flag of Independent State of Croatia.svg Croácia

Comandantes

União das Repúblicas Socialistas Soviéticas Josef Stalin
União das Repúblicas Socialistas Soviéticas Vassili Chuikov
União das Repúblicas Socialistas Soviéticas Andrei Yeremenko
União das Repúblicas Socialistas Soviéticas Georgy Zhukov
União das Repúblicas Socialistas Soviéticas Aleksandr Vasilievsky
Flag of the German Reich (1935–1945).svg Adolf Hitler
Flag of the German Reich (1935–1945).svg Friedrich Paulus
Flag of the German Reich (1935–1945).svg Erich von Manstein
Flag of the German Reich (1935–1945).svg Wolfram von Richthofen
Flag of Italy (1861-1946) crowned.svg Italo Gariboldi
Romênia Petre Dumitrescu
Flag of Hungary (1915-1918, 1919-1946).svg Gusztáv Jány

Forças

1 143 500 soldados
~ 1 000 000 soldados (incluindo 400 mil alemães)

Baixas

1 129 619 perdas
(mortos, feridos ou desaparecidos)
4,341 tanques destruidos
2,769 aeronaves abatidas
cerca de 40 mil civis mortos[1]
728 000 perdas
(mortos, feridos ou desaparecidos)
1 500 tanques destruídos
900 aeronaves abatidas
91 mil prisioneiros alemães[2]

Batalha de Stalingrado (português brasileiro) ou Batalha de Estalinegrado (português europeu) foi uma operação militar conduzida pelos alemães e seus aliados contra as forças soviéticas pela posse da cidade de Stalingrado (atual Volgogrado), às margens do rio Volga, na antiga União Soviética, entre 17 de julho de 1942 e 2 de fevereiro de 1943, durante a Segunda Guerra Mundial.[3] A batalha foi o ponto de virada da guerra na Frente Oriental, marcando o limite da expansão alemã no território soviético, a partir de onde o Exército Vermelho empurraria as forças alemãs até Berlim, e é considerada a maior e mais sangrenta batalha de toda a história, causando a morte e ferimentos em cerca de dois milhões de soldados e civis.

Marcada por sua extrema brutalidade e desrespeito às perdas militares e civis de ambos os lados, a ofensiva alemã sobre a cidade de Stalingrado, a batalha dentro da cidade e a contra-ofensiva soviética que cercou e destruiu todo o 6º Exército alemão e outras forças do Eixo, foi a segunda derrota em larga escala da Alemanha Nazista na Segunda Guerra Mundial e a mais decisiva[4]; a partir daí, a ofensiva no leste forçou os alemães cada vez mais em direção ao seu território, e, com a ajuda vinda do Oeste pelos Aliados, juntamente com os Estados Unidos, com o "Dia D", deu-se a vitória final contra o Terceiro Reich, em 8 de maio de 1945.

Até 1925, "Stalingrado" ou "Estalinegrado", chamava-se "Tsaritsyn", e desde 1961 tem o nome de Volgogrado. Com a mudança de nome, a nomenclatura do memorial dedicado aos defensores da cidade também mudou, mas em 2004, o presidente Vladimir Putin autorizou a mudança da nomenclatura, que hoje encontra-se novamente como Stalingrado.[5]

Índice

A invasão à URSS

A 22 de junho de 1941, a Alemanha e os seus aliados do Eixo invadiram a União Soviética, na chamada Operação Barbarossa, avançando rapidamente para dentro de território soviético. Sofrendo derrota após derrota no verão e no inverno de 1941, as forças soviéticas contra-atacaram em larga escala próximo à capital do país, na chamada Batalha de Moscou, iniciada a 5 de dezembro de 1941. Os alemães, exaustos, com problemas de reposição logística (a maioria das divisões Panzer estava com a maior parte de seus carros de combate inoperantes) e ainda, com as tropas mal equipadas para a guerra no inverno e com linhas de suprimentos muito longínquas, acabaram sendo afastados das portas da cidade.

Os alemães estabilizaram sua frente de batalha na primavera de 1942. Apesar disso, as baixas da campanha de 1941 somadas às perdas de blindados e de material militar tornaram impossível a retomada de uma ofensiva em toda a frente oriental, obrigando Adolf Hitler a ter como ponto de partida uma ofensiva apenas setorial em 1942.

Planos para lançar uma segunda ofensiva contra Moscou foram rejeitados, não apenas porque o Grupo Central do Exército estava demasiadamente enfraquecido para um ataque, mas, ainda, pela concepção de Hitler que um ataque na direção sudeste da URSS – (Ucrânia) – propiciaria vantagens econômicas (cereais e petróleo) favoráveis a um futuro prosseguimento da guerra.[6] Os alemães mantiveram-se no controle, não obstante, de dois salientes nas proximidades de Moscou, de maneira a permitir um blefe que tornasse crível a possibilidade de uma nova ofensiva contra a capital russa.

Operação Azul

Operação Azul: Avanço alemão entre 7 de maio e 18 de novembro 1942

7 de julho de 1942

22 de julho de 1942

1 de agosto de 1942

18 de novembro de 1942

O Grupo de Exércitos Sul foi escolhido para a ofensiva pelas estepes do sudoeste da União Soviética em direção ao Cáucaso, para capturar os vitais poços de petróleo ali situados.[7] Em vez de concentrar suas atenções num esforço final contra Moscou, como seus planejadores militares aconselhavam, Hitler continuou a enviar homens e suprimentos para o leste da Ucrânia. Os alemães continuaram usando as táticas estratégicas do Blitzkrieg (guerra-relâmpago) muito eficiente nas grandes extensões de campos abertos da Rússia mas que seriam anuladas nas ruínas de Stalingrado.

A planejada ofensiva de verão deveria incluir o e o 17º Exército e o 1º e o 4º Exércitos Panzer. O Grupo Sul havia atravessado a Ucrânia durante a ofensiva de 1941. Assim, seria a ponta de lança da nova ofensiva até o rio Volga.

O início da chamada Operação Azul estava previsto para o fim de maio de 1942. Entretanto, numerosas unidades dos exércitos alemão e romeno que deveriam fazer parte da operação, ainda estavam envolvidas no cerco de Sebastopol e da península da Crimeia. Atrasos em terminar o cerco adiaram a data da operação por várias vezes e Sebastopol não caiu até o fim de junho.

A ofensiva finalmente foi iniciada em 28 de junho, com o Grupo Sul atacando no sudoeste da Rússia. Os ataques foram bem sucedidos no começo, com as forças soviéticas oferecendo pouca resistência na vastidão das estepes e recuando para leste em desordem. Várias tentativas de restabelecer uma linha defensiva fracassaram ao serem atacadas nos flancos pelas forças alemãs. Dois grandes bolsões de resistência se formaram e foram destruídos na semana seguinte, ao nordeste de Kharkov e na província de Rostov. Ao mesmo tempo, forças húngaras, junto com o 4º Exército Panzer, lançaram um assalto a Voronej, capturando a cidade em 5 de julho de 1942.

No fim de julho, os alemães haviam empurrado os soviéticos para trás do rio Don e nesse ponto da ofensiva eles começaram a utilizar as forças italianas, húngaras e romenas, suas aliadas do Eixo, para guardar seu flanco norte. O 6º Exército alemão encontrava-se então a algumas dezenas de quilômetros de Stalingrado e o 4º Panzer, que atacava ao sul dele, foi direcionado ao norte para ajudar a tomar a cidade. Mais ao sul, o Grupo de Exércitos adentrava fundo no Cáucaso, mas seu avanço se tornava lento devido à extensão das linhas de suprimento que, não acompanhando a velocidade do avanço, não chegavam a linha de frente com a rapidez necessária. Os dois grupos de exército alemães não estavam em posição nem em condições de ajudarem um ao outro devido à grande distância entre eles.

Com as intenções de Adolf Hitler se tornando claras pelo fim de julho, Josef Stalin nomeou o marechal Andrei Yeremenko comandante da frente sudeste em 1 de agosto de 1942. Andrei Yeremenko e o comissário político Nikita Kruschev foram encarregados do planejamento da defesa de Stalingrado. O lado leste da cidade se estendia ao longo do rio Volga e por sobre o rio os soviéticos trouxeram mais tropas do interior do país para sua defesa. Todas estas unidades combinadas, as que recuavam e os reforços trazidos pelo rio, formaram o 62º Exército soviético e seu comando foi entregue ao general Vassili Chuikov em 1 de setembro. As ordens de Chuikov foram as de defender Stalingrado a qualquer preço.

O começo da batalha

Infantaria alemã apoiada por um tanque StuG III atacam o perímetro da cidade.

Antes que a Wehrmacht alcançasse a cidade propriamente dita, a Luftwaffe havia atacado no rio Volga, via vital para o movimento de suprimentos em direção à cidade, deixando-o praticamente inutilizável para a navegação de barcos soviéticos. Entre 25 e 31 de julho, 32 navios e balsas foram afundados no rio.[8] A batalha começou sob pesado bombardeio da força aérea alemã a Stalingrado, com cerca de mil toneladas de bombas jogadas sobre a cidade e seus arredores,[9] transformando-a quase em destroços, apesar de algumas estruturas de fábricas ainda sobreviverem e continuarem sua produção de guerra em turnos de 24 horas.

Josef Stalin havia impedido os civis de deixarem o lugar, sob a premissa de que sua presença ali encorajaria ainda mais as forças soviéticas a defenderem-na, sendo postos a ajudar cavando trincheiras e fortificações defensivas em todo o perímetro urbano.[10] Em 23 de agosto, teve início um forte bombardeio aéreo que durou 5 dias, causando um grande incêndio, matando cerca de 40 mil civis[11] e transformando Stalingrado numa paisagem repleta de destroços e ruínas fumegantes. Noventa por cento do bairro de Voroshilovsky foi destruído.[12][13]

A impotente força aérea soviética foi esmagada pela Luftwaffe, perdendo 201 aviões no período de uma semana no fim de agosto.[14] Apesar de reforços aéreos trazidos, as perdas continuaram grandes durante o mês de setembro, fazendo com que a força aérea alemã tivesse o domínio completo dos céus sobre Stalingrado e regiões próximas durante as primeiras semanas de combate.[15]

O ataque alemão

O peso da defesa inicial da cidade caiu em cima de um regimento de artilharia antiaérea, composto por jovens mulheres voluntárias, sem treinamento específico de tiro para alvos terrestres. Apesar disto, e sem nenhum apoio de outras unidades soviéticas, suas atiradoras continuaram em seus postos disparando contra os tanques panzers. O comando da divisão panzer que as enfrentou, comunicou que foi necessário eliminar uma a uma até que todas as baterias estivessem destruídas. Neste começo da batalha, os soviéticos se valeram de milícias de trabalhadores que não estivessem diretamente envolvidos na produção de guerra. Por algum tempo, tanques continuaram a ser produzidos nas fábricas e a ser tripulados por operários. Eles eram transportados direto da fábrica para a frente de combate, muitas vezes sem pintura nem aparelho de mira do canhão.[16]

No fim de agosto, o Grupo de Exércitos Sul (B) havia finalmente atingido o rio Volga, ao norte de Stalingrado, seguido de outro avanço pelo rio até o sul da cidade. No começo de setembro, os soviéticos podiam apenas reforçar e realimentar suas tropas dentro da cidade por perigosos caminhos ao longo do Volga, sob constante bombardeio aéreo e de artilharia terrestre alemã. Em 5 de setembro, dois exércitos soviéticos organizaram um ataque maciço contra o Panzerkorps – as divisões blindadas nazistas, mas foram contidos pela Luftwaffe, que bombardeou a artilharia soviética de apoio ao ataque e as linhas defensivas. Dos 120 tanques usados na ofensiva, 30 foram perdidos nos bombardeios.[17] Nos dias seguintes, ataques de Stukas alemães ajudaram a destruir mais tanques russos da contra-ofensiva blindada soviética.

Posição defensiva soviética.

Na cidade em ruínas, dois exércitos russos estabeleceram suas linhas de defesa entre casas e fábricas destruídas, numa luta dura e desesperada. A expectativa de vida de praças recém-chegados à batalha era de menos de 24 horas e a dos oficiais, três dias. Em 27 de julho, Josef Stalin havia baixado a ordem número 227, decretando que todos os comandantes locais que aprovassem uma retirada não-autorizada em sua área devessem ser levados imediatamente a um tribunal militar. O slogan soviético era: "Nenhum passo para trás!". Isto fez com que o avanço alemão para dentro de Stalingrado lhes custasse pesadas baixas.

A doutrina militar alemã era baseada no princípio do combate com forças armadas combinadas e uma cooperação próxima e conjunta dos blindados, infantaria, engenharia, artilharia e bombardeio aéreo do solo inimigo. Para conter isto, os soviéticos adotaram a tática de simplesmente se colocar nas linhas de frente o mais próximo que fosse fisicamente possível, escapando o máximo que pudesse da artilharia e bombardeios aéreos, geralmente feitos às suas costas. Isto fazia com que as tropas alemãs tivessem que avançar por seu próprio risco num combate corpo a corpo. Combates cruéis aconteciam em cada rua, sótão, fábrica ou porão de cada casa ou construção. Os alemães brincavam amargamente com isso, ao dizerem que capturavam uma cozinha, mas ainda lutavam na sala de estar. A estação de trem de Stalingrado mudou de mãos quatorze vezes em seis horas de combates.

Combates corpo a corpo

A luta na proeminente colina Mamayev Kurgan, que se ergue sobre a cidade, era particularmente sem piedade. A posição mudava de mãos diversas vezes.[18] Durante um contra-ataque soviético, eles perderam uma divisão inteira de 10 mil homens num único dia, a 13ª Divisão de Guardas de Rifle, que matou número aproximado de inimigos alemães. Em 1944, durante o começo da restauração da cidade, dois corpos foram encontrados na colina: um alemão e um soviético, que, aparentemente, se haviam matado um ao outro simultaneamente a golpes de baioneta no peito e que haviam sido sepultados por tiros de artilharia na colina.

Soldados alemães lutando em Stalingrado.

No "Grain-Silo", um grande complexo de processamento de grãos encimado por um grande silo, o combate era tão próximo que soldados podiam ouvir a respiração do inimigo lutando. Quando os alemães finalmente tomaram a posição, apenas quarenta corpos soviéticos foram encontrados, apesar do número muito maior de combatentes estimado pelos alemães devido à ferocidade e à demora do combate, que havia perdurado por semanas. Todos os grãos estocados foram queimados pelos soviéticos quando se retiraram.

Em outra parte da cidade, um pelotão de soldados, sob o comando do sargento Yakov Pavlov, transformou um edifício de apartamentos numa fortaleza impenetrável. O prédio, mais tarde conhecido como a "Casa de Pavlov", dominava uma praça no centro da cidade. Seus soldados a cercaram com minas, montaram metralhadoras nas janelas e selaram as janelas no porão para melhor comunicação.[19] Eles não tiveram substituição nem reforços por dois meses e aguentaram a posição até o fim do conflito. Muito tempo depois, o general Chuikov brincava que talvez mais alemães tenham morrido tentando capturar a Casa de Pavlov que tentando tomar Paris. Após cada onda de ataques, durante todo o segundo mês da batalha, os russos tinham que sair do prédio e chutar e empurrar as pilhas de corpos dos alemães mortos, de maneira a que a linha de tiro para a praça das metralhadoras e armas antitanques ficasse livre. Após a batalha, o sargento Pavlov recebeu a medalha e o título de Herói da União Soviética, maior condecoração militar da União Soviética, por sua bravura e heroísmo.

Sem possibilidade de vitória rápida à vista, os nazistas começaram a transferir artilharia pesada para a cidade, incluindo o gigantesco canhão de 800 milímetros, transportado por estrada de ferro, Dora. Os atacantes, entretanto, não fizeram grandes esforços para mandar tropas através do Volga, permitindo aos soviéticos instalar um grande número de baterias de artilharia ao longo do rio, que continuava a bombardear as posições alemãs. Os defensores, na cidade, usavam as ruínas resultantes destes bombardeios como posições de defesa. Os panzers se tornavam inúteis no meio de montes de destroços que chegavam a formar pilhas de oito metros de altura e eram varridos pela artilharia antitanque inimiga.

Franco-atiradores soviéticos fizeram história na Batalha de Stalingrado, ao usarem as ruínas para infligir pesadas baixas entre as tropas alemãs. O mais bem sucedido e famoso deles – que viria a ter suas façanhas contadas em livros e filmes – foi Vasily Zaitsev.[20] Zaitsev teve creditadas 242 mortes confirmadas durante a batalha e um total geral de mais de 300. Ele fixava uma mira Mosin-Nagant a um rifle antitanque de 20 milímetros, que facilmente penetrava os capacetes dos alemães, causando dezenas de mortes por tiros certeiros na cabeça.

Tanto para Adolf Hitler quanto para Josef Stalin, a posse de Stalingrado havia se transformado numa questão de prestígio além da significância estratégica da cidade. O comando soviético transferiu as forças do Exército Vermelho da área de Moscou para o baixo Volga e sua aviação de todo o resto do país para a cidade. A tensão dos dois comandantes militares inimigos era extrema: Friedrich Paulus, o comandante do 6º Exército alemão, desenvolveu um tique incontrolável nos olhos que afetava a face esquerda de seu rosto, enquanto Chuikov teve um eczema que fez com que fosse obrigado a cobrir suas mãos com bandagem o tempo todo.

Luftwaffe

Em outubro, determinada a quebrar a resistência soviética, a Luftwaffe, comandada pelo marechal do ar Wolfram von Richthofen, intensificou seus bombardeios com mais de duas mil saídas de missões em 14 de outubro de 1942, atacando as posições ao longo do rio, ao redor da cidade e na fábrica de tratores Dzherzhinskiy, local de uma das mais encarniçadas resistências de toda a batalha, que matou centenas de soldados e dizimou regimentos inteiros. Nesta altura dos combates, a aviação soviética praticamente havia deixado de existir em Stalingrado e o 62º Exército, cortado em dois, havia sido paralisado pela interrupção nas linhas de suprimentos.

Um avião Stuka alemão bombardeando a cidade.

Com os soviéticos encurralados numa pequena faixa de 900 metros na margem oeste do rio Volga, mais de 1 200 ataques de bombardeiros de mergulho Stuka foram feitos contra as tropas ali entrincheiradas, na tentativa dos alemães de finalmente eliminá-las.[21] Apesar do forte bombardeio – Stalingrado foi mais bombardeada na guerra que Sedan ou Sebastopol – o 62º, resumido a 47 mil homens e 19 tanques, resistiu a todas as tentativas alemãs de tomar a margem oeste do rio.

A Luftwaffe continuou dominando os céus em novembro e a resistência aérea soviética durante o dia era inexistente, mas, após dois meses de ataques, sua flotilha original de 1 600 aeronaves havia sido reduzida para 950 aviões. A força de bombardeiros tinha sido duramente atingida, com 232 aviões sobreviventes de um total inicial de 480.[22] Apesar de superioridade em qualidade contra os soviéticos e tendo a seu dispor 80% dos recursos da Luftwaffe na frente oriental, os alemães não puderam impedir o paulatino crescimento do poder aéreo do inimigo. Quando a contra-ofensiva começou, os soviéticos já tinham superioridade numérica sobre a Luftwaffe.

A força soviética de bombardeiros, Aviatsiya Dalnego Destviya (ADD), tendo sofrido pesadas baixas durante dezoito meses de guerra, estava limitada a voar à noite e seus ataques aos alemães nos primeiros dois meses da batalha causaram danos muito pequenos.[23] Entretanto, a situação da Luftwaffe começava a ficar difícil. Em 8 de novembro, esquadrilhas foram retiradas da frente oriental para combater os desembarques norte-americanos no norte da África. A armada aérea alemã se viu espalhada através de toda a Europa e lutando para manter sua força em outros setores da guerra contra a União Soviética.[24]

Após três meses de carnificina e um avanço lento e custoso em vidas, os alemães finalmente atingiram as margens do rio, capturando 90% da cidade arruinada e dividindo as forças inimigas remanescentes em dois pequenos bolsões. Além disso, no começo do rigoroso inverno russo, blocos de gelo se acumulavam nas águas geladas do Volga, dificultando a navegação e o abastecimento das forças defensoras. Mas, apesar de todas as dificuldades de logística e da inclemência do tempo, a luta continuava violenta nas encostas da colina Mamayev e dentro da área de fábricas na parte norte da cidade. As batalhas na fábrica de aço Outubro Vermelho, na fábrica de tratores e na fábrica de armamentos Barricada tornaram-se manchetes em todo o mundo. Enquanto os soldados soviéticos defendiam suas posições mantendo os alemães sob fogo, os operários reparavam os tanques e outros armamentos próximos ao campo de batalha, muitas vezes na própria linha de fogo. Estes civis também se apresentavam voluntariamente para tripular os tanques, substituindo os soldados mortos ou feridos, apesar de não terem nenhuma experiência em combate nem na operação destas armas de guerra.

A contra-ofensiva soviética

Reconhecendo que as tropas alemãs estavam mal preparadas para uma ofensiva durante o inverno, a Stavka - o comando das forças armadas - decidiu realizar uma contra-ofensiva geral na frente de Stalingrado, para aproveitar esta fraqueza temporária do inimigo.

Soldados soviéticos atacando posições alemães.

A ofensiva alemã havia sido paralisada por uma combinação da violenta resistência do Exército Vermelho dentro da cidade com as péssimas condições climáticas. O planejamento da contra-ofensiva foi feito com táticas que viriam a encurralar e destruir o 6° Exército alemão e demais tropas do Eixo em torno de Stalingrado, tornando essa a segunda derrota em larga escala do Terceiro Reich durante a Segunda Guerra Mundial.

Durante o cerco, os comandos alemães, húngaros, italianos e romenos protegendo os flancos do Grupo de Exércitos B, haviam pedido apoio de tropas a seus quartéis-generais.[25] O Segundo Exército Húngaro, consistindo em sua maioria de unidades mal equipadas e mal treinadas, tinha a missão de defender um setor de 200 km da frente norte de Stalingrado, entre o exército italiano e a cidade de Voronej. Isto resultou numa linha muito tênue de defesa em que setores de 1 a 2 km de extensão eram defendidos apenas por um pelotão. Da mesma maneira, no flanco sul do setor de Stalingrado, a frente sudoeste de Katelnikovo era guardada apenas pelo 7º Corpo de Exército romeno.

Entretanto, Hitler estava tão obcecado em tomar a cidade, que os apelos para reforço dos flancos foram ignorados. O Führer clamava que a cidade seria capturada e os frágeis flancos seriam mantidos com o ardor patriótico.

Operação Urano

Plano Urano: contra-ataques soviéticos em Stalingrado:. Frente alemã, 19 de novembro Frente alemã, 12 de dezembro Frente alemã, 24 de dezembro

Avanço soviético, 19-28 de novembro

Ver artigo principal: Operação Urano

No outono, os generais soviéticos Aleksandr Vasilievsky e Georgy Jukov, responsáveis pelos planos estratégicos na área de Stalingrado, concentraram maciças forças soviéticas nas estepes ao norte e ao sul de Stalingrado. O flanco norte dos alemães era particularmente vulnerável, já que era defendido apenas pelas tropas húngaras, romenas e italianas, com um nível de equipamento, treinamento e moral muito inferior às tropas da Wehrmacht. Esta fraqueza era conhecida e explorada pelos soviéticos, que preferiam enfrentar tropas não-alemãs sempre que possível, assim como os ingleses preferiam atacar as tropas italianas em vez dos alemães do Afrika Korps, no norte da África.

O plano era manter os alemães lutando em Stalingrado e então atacar os flancos guarnecidos pela outras tropas do Eixo com todas as forças e fechar os alemães dentro da cidade. Durante os preparativos para a ofensiva, o marechal Jukov visitou pessoalmente a frente, o que era raro para um general soviético de tão alta patente.[16] A operação recebeu o nome-código de Urano.

Em 19 de novembro, o comando do Exército Vermelho lançou a "Operação Urano". As forças soviéticas atacantes consistiam de três exércitos completos, compostos de dezoito divisões de infantaria, oito brigadas de tanques, duas brigadas motorizadas, seis divisões de cavalaria e uma brigada antitanques. Os preparativos do ataque puderam ser ouvidos pelos romenos, que pediam reforços a seu comando insistentemente, sempre recusados. Mal equipado e em pouco número, disperso em linhas frágeis e finas de defesa, o 3º Exército romeno, que guardava o flanco norte do 6º Exército alemão, foi esmagado pelos atacantes.

No dia 20, os soviéticos lançaram outro ataque, desta vez ao sul da cidade, contra o 4º Corpo de exército romeno, composto em sua maioria apenas de tropas de infantaria, que foi destruído quase imediatamente. Os atacantes, ao sul e ao norte, se movimentaram rapidamente em forma de pinça e dois dias depois se encontraram em Kalach, cidade a cerca de 50 km de Stalingrado. O exército alemão estava cercado e a notícia alcançou repercussão mundial.

O bolsão

Por causa dos ataques soviéticos, cerca de 230 mil soldados alemães e romenos[26] - além de um regimento de infantaria da Croácia, o 369º,[27] se viram cercados dentro do bolsão. Dentro do cerco, além dos soldados inimigos se encontravam mais de dez mil civis[16] e milhares de soldados soviéticos prisioneiros dos alemães, capturados durante a batalha. Os atacantes rapidamente estabeleceram dois fortes cinturões de defesa, um interno contra tentativas de fuga das tropas aprisionadas e outro externo, contra possíveis reforços vindos de outras regiões em poder dos alemães.

Adolf Hitler havia declarado, em discurso no fim de setembro, que jamais deixaria a cidade. Com a notícia do cerco, os comandantes do Exército o pressionaram para que autorizasse uma imediata retirada das tropas para o oeste do rio Don, mas Hitler, assegurado pelo comandante da Luftwaffe, Hermann Goering, de que Stalingrado podia ser abastecida e reforçada por uma ponte aérea que os permitiria continuar lutando até que reforços pudessem libertá-los,[28] proibiu a retirada.

O comandante da 4º Frota Aérea da Luftwaffe (Luftflotte 4), von Richthofen, tentou fazer com que ele e Hermann Goering cancelassem essa decisão sem sucesso, sabedor da impossibilidade de meios para suprir um exército cercado de mais de 300 mil homens. O 6º Exército alemão era o maior exército do mundo naquela época da guerra, duas vezes maior que um exército alemão regular, em quantidade de soldados e equipamentos. Além dele, cercado, também se encontrava grande parte do 4º Exército Panzer, formado de blindados alemães. Suas necessidades básicas eram de 800 toneladas diárias e a frota aérea alemã só seria capaz de abastecê-los com menos de ¼ do necessário.[29] Richtoffen sabia disso, mas apoiado na garantia de Goering, Hitler ordenou a resistência a qualquer custo. O 6º Exército seria abastecido por ar.

Heinkel He 111K, um dos aviões bombardeiros usados como transporte na ponte aérea para Stalingrado.

A ponte-aérea fracassou. Além das péssimas condições do tempo no rigoroso inverno russo, falhas técnicas, uma pesada artilharia antiaérea e interceptações de caças russos cada vez em maior número, levaram os alemães a perderem 488 aeronaves. Um média de 97 toneladas de suprimentos era descarregada diariamente, menos de um oitavo do necessário e por diversas vezes o carregamento que chegava era supérfluo ou inútil, como um avião que aterrissou com vinte toneladas de vodca e uniformes de verão.[18] O transporte que conseguia pousar era utilizado para evacuar feridos, doentes e especialistas técnicos do enclave cercado – um total de 42 mil conseguiu ser evacuado.

O 6º Exército lentamente morria de fome. Pilotos ficavam chocados em constatar que soldados encarregados de descarregarem os aviões, muitas vezes não o conseguiam devido à fome e exaustão. As perdas para o grupo de transportes da Luftwaffe (Transportgruppen) foi pesada; 269 Junkers Ju 52 foram abatidos, um terço do total deles na frota aérea na frente oriental. A frota de Heinkel He 111 perdeu 169 de seus aviões; pior ainda, os alemães perderam perto de mil experientes tripulantes de bombardeiros, no esforço de manter de pé as tropas alemãs em Stalingrado.[30] As perdas eram tão grandes que várias unidades aéreas alemãs foram simplesmente dissolvidas.[9]

Operação Saturno

As forças soviéticas consolidaram suas posições ao redor de Stalingrado e os esforços alemães para romper o bolsão começaram. Uma tentativa de romper o cerco do exército cercado no sul da cidade foi impedida em dezembro. O impacto do rigoroso inverno russo começou a fazer efeito em favor dos atacantes. O rio Volga congelou, o que permitiu aos soviéticos transportar suprimentos para suas forças em Stalingrado de maneira mais rápida e segura. Os alemães cercados rapidamente começaram a ficar sem combustível e suprimentos médicos e milhares começaram a morrer de fome, doenças, e congelamento.

Em 16 de dezembro, os soviéticos lançaram uma segunda ofensiva, a Operação Saturno, que visava empurrar as forças do Eixo pelo rio Don e capturar Rostov. Se bem sucedido, este ataque cercaria todo o resto do Grupo de Exércitos Sul, um terço de todas as forças do Eixo na União Soviética. No dia 27, o marechal de campo Erich von Manstein, assumiu apressadamente o comando do recém criado grupo de exércitos do Don, composto por aniquilados remanescentes dos 3º e 4º Exércitos Romenos, do 4º Exército Panzer, do 6º Exército cercado e de uns poucos reforços que puderam ser retirados do Cáucaso e da Frente Norte.

A 6ª Divisão Panzer foi trazida da Bretanha, na França, para constituir a ponta de lança das novas unidades. As 80 composições ferroviárias que transportavam estes equipamentos e tropas foram retardadas devido as pontes destruídas, trilhos arrancados e ataques de guerrilheiros. Missão de Manstein: romper o cerco russo e auxiliar a "Fortaleza de Stalingrado". Era uma missão tremenda; em 21 de dezembro, Manstein chegou a 48 km dos postos avançados do 6º Exército, no entanto era tarde demais para salvá-los.

Os alemães usaram a tática da "defesa móvel", com pequenas unidades mantendo cidades até que o apoio blindado pudesse chegar. Os soviéticos nunca chegaram perto de Rostov, mas a luta obrigou o general Erich von Manstein a retirar o grupo de exércitos A do Cáucaso e restabelecer uma linha de frente a 250 km da cidade.

A forças cercadas em Stalingrado estavam agora sem esperança de reforços mas as tropas desconheciam isso, acreditando que eles ainda se encontravam a caminho. Alguns oficiais do estado-maior do general Friedrich Paulus solicitaram a seu comandante que ignorasse as ordens de Adolf Hitler e tentassem romper o bolsão de qualquer maneira, mas o general recusou, já que não concebia o pensamento de desobedecer a ordens superiores. Além disso, apesar do rompimento do cerco poder ter sido feito nas primeiras semanas, quando as tropas ainda teriam força para isso, os alemães não tinham combustível suficiente para a tarefa e seria praticamente impossível conseguir romper o cerco a pé.[16]

A vitória soviética

Soldado russo armado com um prisioneiro de guerra alemão.

Os alemães presos no cerco na área de Stalingrado se retiraram para os subúrbios da cidade. A perda de dois aeroportos, em janeiro, pôs um fim à ponte aérea e a evacuação de feridos.[31] A partir daí não houve mais pousos da Luftwaffe em Stalingrado, que, entretanto, continuou a jogar sobre a parte da cidade ocupada por suas tropas, comida e munição até a rendição final. De qualquer maneira, mesmo com poucos meios, eles continuaram resistir, em parte por não querer cair prisioneiros nas mãos dos soviéticos, acreditando que seriam executados sumariamente. Em particular, os hiwis (voluntários soviéticos anticomunistas lutando ao lado dos alemães) não tinham a menor ilusão sobre seu destino se fossem capturados.

Os soviéticos, por seu lado, ficaram surpresos com o grande número de soldados que eles haviam cercado e tiveram que reforçar suas tropas no cerco. A guerra urbana recomeçou com fúria, mas desta vez eram os nazistas que eram empurrados para as margens do Volga. Eles fortificaram suas posições nos distritos industriais e os soviéticos encontraram a mesma dificuldade para desalojá-los, numa luta casa-a-casa, que haviam causado aos invasores no começo da batalha. Os alemães usaram uma defesa que consistia em fixar redes de arame na janela dos edifícios e casas onde se escondiam, para se proteger das granadas lançadas. Os soviéticos responderam fixando ganchos de anzol nas granadas, que prendiam nas redes e explodiam as janelas. Sem combustível, os tanques dos alemães eram inúteis na cidade, sendo usados como canhões imóveis, alvos fáceis para as armas antitanques soviéticas.

No dia 24 de janeiro, foi enviada a Adolf Hitler mais uma mensagem desesperada assinada por Von Paulus que traduzia a real situação do 6º Exército:

"Tropas sem munição ou alimento. Contato mantido com elementos de apenas seis divisões. Indícios de fragmentação nas frentes norte,sul e oeste. Pouca alteração na frente leste. Dezoito mil feridos sem atendimento, ataduras ou medicamentos. As 44º, 76º, 100º, 305º,e 384º Divisões de Infantaria destruídas. Não mais possível exercício de comando. Frente rompida em consequência de penetrações profundas por três lados. Só existem pontos fortes e abrigos no interior da cidade. Inútil continuar defesa. Colapso inevitável. Exército solicita autorização imediata para rendição a fim de salvar vidas das tropas restantes."

Durante seu depoimento em Nurenberg, Von Paulus declarou que recebeu a seguinte resposta:

"Capitulação impossível. O 6º Exército cumprirá com seu dever histórico em Stalingrado até o último homem a fim de possibilitar a reconstrução da frente oriental."[32]

Em fins de janeiro, um enviado soviético fez uma oferta generosa aos sitiados levada pessoalmente ao general Von Paulus: caso os alemães se rendessem em 24 horas, eles receberiam garantias de vida para todos os prisioneiros de guerra, cuidados médicos para os feridos e doentes. Rações de comida normais e repatriação de prisioneiros para onde eles desejassem ao fim da guerra. Paulus, sob as ordens de Hitler de não se render, recusou a oferta, assegurando a total destruição do 6º Exército e o futuro calvário de seus sobreviventes.

Adolf Hitler promoveu Friedrich Paulus a marechal-de-campo em 30 de janeiro de 1943, o dia do décimo aniversário da sua ascensão ao poder na Alemanha. Como jamais um marechal alemão havia sido feito prisioneiro de guerra, Hitler supôs que com a promoção Von Paulus fosse lutar até a morte ou se suicidar, mas quando as forças soviéticas na cidade se aproximaram de seu quartel-general, num grande departamento de lojas, no dia seguinte, ele se rendeu.

Hitler fizera chover promoções e condecorações sobre Paulus e seus oficiais e praças que ainda viviam, mas o destino estava traçado.

O marechal telegrafou " O 6º Exército, fiel ao seu juramento e consciência da sublime importância de sua missão, manteve a posição até o último homem e o último tiro pelo Fuhrer e pela Pátria até o fim".

Em 31 de janeiro de 1943, o quartel-general do 6º Exército transmitiu sua última mensagem ; " Os russos chegaram na porta do nosso abrigo. Estamos destruindo nosso equipamento. CL (esta estação não transmitirá mais)"[33]

Os remanescentes do exército alemão renderam-se a 2 de fevereiro; 91 mil homens esfomeados, doentes e exaustos foram feitos prisioneiros, entre eles 22 generais, para comemoração dos soviéticos.

Marechal Friedrich Paulus (centro) e seus oficiais após a rendição.

De acordo com o documentário alemão Stalingrad, cerca de 11 mil alemães e soldados do Eixo recusaram a rendição oficial, achando que lutar até a morte seria melhor que uma morte lenta no campos de concentração soviéticos. Estas forças continuaram a lutar em pequenas unidades até o começo de março de 1943, escondidos em porões e sótãos, com seu número diminuindo enquanto as tropas soviéticas iam fazendo a limpeza da cidade. De acordo com documentos mostrados no documentário, 2418 destes homens foram mortos e 8646 capturados.

Apenas 5 mil dos 91 mil prisioneiros de guerra alemães em Stalingrado sobreviveram ao cativeiro e retornaram para casa depois da guerra. Após a rendição, eles foram mandados para campos de trabalho por toda a União Soviética, doentes, sem cuidados médicos e com fome, e a grande maioria deles morreu de maus tratos, má nutrição e trabalhos forçados. Alguns oficiais mais graduados foram levados a Moscou e usados para propaganda antinazista e alguns deles fundaram o Comitê Nacional por uma Alemanha Livre. Alguns, incluindo Von Paulus, assinaram um discurso anti-Hitler que foi transmitido por rádio pelos soviéticos para as tropas alemãs na frente oriental. O general Walther von Seydlitz-Kurzbach ofereceu-se para formar um exército anti-Hitler com sobreviventes alemães de Stalingrado, mas a oferta não foi aceita pelos soviéticos. Só em 1955 os últimos dos poucos combatentes restantes de Stalingrado foram repatriados para a Alemanha.

A opinião pública alemã não foi oficialmente informada do desastre até o fim de janeiro de 1943. Stalingrado não foi a primeira derrota nazista na guerra, nem a primeira grande derrota na história das forças armadas alemãs, mas sua escala não tinha paralelo histórico até então. Alguns dias depois da rendição, em 16 de fevereiro de 1943, o ministro da propaganda nazista Joseph Goebbels, fez seu famoso discurso em Berlim, onde conclamou a nação a uma guerra total, que necessitaria de todos os recursos do país e todos os esforços da população alemã.

Legado

A Batalha de Stalingrado durou 199 dias e foi uma das maiores batalhas da história humana. O número de baixas é difícil de ser calculado exatamente, pelo tamanho e duração do conflito e pelo fato de o governo soviético não ter permitido que cálculos oficiais fossem feitos, temendo que o custo de vidas demonstrado fosse muito alto.

Imagem de Stalingrado após a batalha.

Alguns estudiosos de guerra estimam que as tropas do Eixo sofreram cerca de 850 mil baixas entre todas as armas das forças alemãs e de seus aliados, muitos deles sendo prisioneiros de guerra dos soviéticos que morreram em cativeiro entre 1943 e 1955; 400 mil alemães, 200 mil romenos, 130 mil italianos e 120 mil húngaros morreram, foram feridos ou capturados.[18] Dos 91 mil alemães feitos prisioneiros em Stalingrado, 27 mil morreram em questão de semanas[34] e apenas 5 mil voltaram à Alemanha, muitos deles apenas dez anos após o fim da Segunda Guerra Mundial; os demais morreram nos campos de concentração ou de trabalho soviéticos;[35] 50 mil hiwis, voluntários soviéticos que se juntaram as tropas alemãs, foram mortos ou aprisionados pelo Exército Vermelho.

Dados de arquivos mostram que os soviéticos sofreram cerca de 1.130.000 baixas, sendo 480 mil mortos e prisioneiros e 650 mil feridos em toda área de Stalingrado.[36] Na cidade, 750 mil foram mortos ou feridos. Além disso, 40 mil civis soviéticos foram mortos em Stalingrado e seus subúrbios numa única semana de bombardeio aéreo, enquanto o 6º Exército e o IV Exército Panzer se aproximavam da cidade em julho de 1942; o total de civis mortos nas áreas fora da cidade é desconhecido. No total, a batalha resultou num total de 1,7 a 2 milhões de baixas de ambos os lados.

Além de ser um ponto de virada na guerra, Stalingrado também revelou a extrema disciplina e determinação tanto dos soldados da Wehrmacht quanto os do Exército Vermelho. No princípio, os soviéticos defenderam a cidade de todas as maneiras contra uma força arrasadora alemã. Suas perdas eram tão grandes que a expectativa de vida de um novo soldado em combate na frente era de um dia.[16] O sacrifício destes homens por Stalingrado foi imortalizado por um soldado do general Aleksandr Rodimtsev, um dos comandantes locais, que escreveu na parede da estação ferroviária da cidade – que mudou de mãos quinze vezes durante a batalha – a frase: "os homens da guarda de Rodimtsev aqui lutaram e morreram pela mãe-pátria".

Medalha pela defesa de Stalingrado

Pelo heroísmo de seus defensores, a cidade recebeu o título de Cidade-Herói em 1945. Após a guerra, nos anos 1950, um colossal monumento chamado Mãe Pátria, foi erguido na colina de Mamayev Kurgan. A enorme estátua faz parte do complexo de um memorial que inclui paredes e construções arruinadas, conservadas no estado em que se encontravam após a batalha. O "Grain Silo" e a casa de Pavlov, mantida por seus defensores por dois meses contra os ataques alemães, também podem ser visitados como memorial de guerra. Ainda hoje, turistas encontram lascas de ossos e pedaços de material enferrujado no terreno da colina, símbolos do sofrimento humano dos dois lados e da bem sucedida e custosa resistência soviética ao ataque nazista.

Por outro lado, os alemães mostraram admirável disciplina após terem sido cercados, na primeira vez em que lutaram sob condições adversas desta escala na guerra. Durante as últimas semanas do cerco, muitos soldados morreram de fome e frio[16] mas ainda assim a disciplina foi mantida até o fim, quando a resistência não tinha mais sentido. Mesmo o comandante do 6º Exército, Friedrich Paulus, obedeceu às ordens de Adolf Hitler de não tentar romper o cerco, contra todos os conselhos dos generais do alto-comando da Werhmacht, incluindo Erich von Manstein, que ainda tentou levar suas tropas até as proximidades de Stalingrado debaixo de luta, mas foi obrigado a recuar e deixá-los entregues à própria sorte, sem comida, munição e agasalhos. Quando finalmente se rendeu, o primeiro marechal alemão a se render em combate na história da Alemanha declarou: "Não tenho intenção de me suicidar por aquele cabo da Baviera".

Museus

Cinema

Referências

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    Ligações externas

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  • Wikipédia




    Incêndio deixa cinco detentos mortos em presídio de Rio Grande (RS)

    Chamas atingiram alojamento do semiaberto

    Incêndio deixa mortos em presídio de Rio Grande  | Foto: Susepe / Divulgação / CP

    Incêndio deixa mortos em presídio de Rio Grande | Foto: Susepe / Divulgação / CP

    Um incêndio em uma penitenciária de Rio Grande, na Zona Sul do Rio Grande do Sul, registrado durante a madrugada desta quinta-feira, deixou ao menos cinco detentos mortos. Outros nove apenados foram feridos pelas chamas que teriam atingido em um alojamento do semiaberto.

    De acordo com a Superintendência de Serviços Penitenciários (Susepe), 165 homens cumprem pena na ala atingida. Por conta do incêndio, o Corpo de Bombeiros local foi acionado, assim como o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

    A Susepe relatou que abriu uma investigação sobre o caso. Agentes do Institudo Geral de Perícias estão no local para apurar as causas do incêndio.


    Correio do Povo

    Celso de Mello diz que nada compensa a ruptura da ordem constitucional

    Fala do decano do STF ocorre após Exército dizer que a instituição estaria "atenta" ao julgamento

    Celso de Mello diz que nada compensa a ruptura da ordem constitucional | Foto: Carlos Moura / SCO / STF / Divulgação / CP

    Celso de Mello diz que nada compensa a ruptura da ordem constitucional | Foto: Carlos Moura / SCO / STF / Divulgação / CP

    Durante seu voto no julgamento do habeas corpus do ex-presidente Lula, o ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), disse que "nada compensa a ruptura constitucional". A fala foi proferida um dia após o comandante do Exército, general Villas Bôas, dizer que a instituição estaria "atenta" ao julgamento do habeas corpus apresentada pelo defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

    O ministro afirmou também que julgamentos da Corte não podem se submeter a pressõs externas. "Há movimentos parecem prenunciar a retomada de todo inadmissível de práticas estranhas e lesivas à ortodoxia constitucional, típicas de um pretorianismo que cumpre repelir (.) Os poderes do estado são essencialmente definidos e limitados pela própria carta política", afirmou.

    Ele ressaltou que os julgamentos do Judiciário não podem se deixar contaminar por juízos paralelos resultantes de manifestações da opinião pública. Penúltimo a falar durante o julgamento, o decano do Supremo enfatizou que há quase 29 anos tem julgado que as sanções penais somente podem ser executadas após o trânsito em julgado da sentença condenatória. Ele destacou que o Supremo não julga em função da qualidade das pessoas ou condição econômica política, social ou funcional, e que este julgamento transcende a figura analisada.

    "O respeito à Constituição representa limite que não pode ser ultrapassado. Os poderes do Estado são limitados pela Constituição. A Constituição não pode submeter-se ao império dos fatos e circunstâncias", declarou. Ele disse que "intervenções, quando efetivadas e tornadas vitoriosas, tendem a diminuir, quando não a eliminar, o espaço institucional reservado ao dissenso, limitando a possibilidade de livre expansão da atividade política e do exercício pleno da cidadania, com danos à democracia".

    "Tudo isso é inaceitável", avaliou. "Já se distanciam no tempo histórico os dias sombrios que recaíram sobre o processo democrático em nosso país. Quando a vontade hegemônica dos curadores do regime político então instaurado sufocou de modo irresistível o exercício do poder civil."


    Estadão Conteúdo e Correio do Povo

    Terceira Batalha de Ypres, também conhecida como Batalha de Paschendale

    Terceira Batalha de Ypres
    Batalha de Paschendale

    Parte da(o) Frente Ocidental da Primeira Guerra Mundial

    Atiradores australianos na Floresta de Château, próxima a Hooge, em 29 de outubro de 1917.
    Atiradores australianos na Floresta de Château, próxima a Hooge, em 29 de outubro de 1917. Foto de Frank Hurley.

    Data
    31 de julho de 1917 a 6 de novembro de 1917

    Local
    Passendale, Bélgica

    Desfecho
    Vitória táctica Aliada
    Insucesso operacional Aliado

    Combatentes

    Reino Unido Império Britânico

    França França
    Bélgica

    Flag of the German Empire.svg Império Alemão

    Principais líderes

    Reino Unido Douglas Haig
    Reino Unido Hubert Gough
    Reino Unido Herbert Plumer
    Austrália John Monash
    Canadian Red Ensign (1868-1921).svg Arthur Currie
    França François Anthoine
    Flag of the German Empire.svg Erich Ludendorff
    Flag of the German Empire.svg Rodolfo da Baviera
    Flag of the German Empire.svg Friedrich Bertram Sixt von Armin

    Forças

    50 divisões britânicas e 6 francesas
    77 a 83 divisões alemãs

    Vítimas

    448 614 mortos, feridos, desaparecidos ou capturados[1]
    410 000 mortos, feridos, desaparecidos ou capturados[1]

    A Terceira Batalha de Ypres, ou, na sua forma portuguesa, de Ipres,[2] também conhecida como Batalha de Paschendale foi uma campanha da Primeira Guerra Mundial que opôs os britânicos, e os seus Aliados (canadenses, sul-africanos e as unidades ANZAC), ao Império Alemão. A batalha teve lugar na Frente Ocidental, entre Junho e Novembro de 1917, e o seu objectivo era controlar as zonas a sul e leste da cidade belga de Ypres, na região da Flandres Ocidental, como parte integrante de uma estratégia decidida pelos Aliados num conferência em Novembro de 1916 e Maio de 1917.[3] Paschendale fica situada na última colina a leste de Ypres, a 8 km de um entroncamento ferroviário em Roulers, uma parte vital do sistema de abastecimentos do Quarto Exército alemão.[4] A fase seguinte da estratégia Aliada era um avanço até Thourout – Couckelaere, para bloquear o caminho-de-ferro controlado pelos alemães entre Roulers e Thourout, que só ocorreria em 1918. As operações adicionais e o apoio britânico ao ataque da costa belga de Niewpoort, juntamente com um desembarque anfíbio, chegariam a Bruges e à fronteira holandesa.[5] A resistência do Quarto Exército alemão, um clima muito húmido, o começo do Inverno e a mudança dos recursos franceses e britânicos para Itália, a seguir à vitória austro-germânica na Batalha de Caporetto, (24 de Outubro – 19 de Novembro), permitiu aos alemães evitar uma retirada geral, que lhes parecia inevitável em Outubro.[6] A campanha terminou em Novembro quando o Corpo Canadiano capturou Paschendale.[7] Em 1918, a Batalha de La Lys[8] e a Quinta Batalha de Ypres,[9] tiveram lugar antes de os Aliados ocuparem a costa belga e terem chegado à fronteira holandesa.[10]

    Uma campanha na Flandres era um assunto controverso em 1917, e assim continuou. O Primeiro-ministro britânico Lloyd George opunha-se à ofensiva[11] tal como o general Foch, o o Chefe-de-Estado francês.[12] O comandante britânico, marechal-de-campo Sir Douglas Haig, teve que aguardar aprovação para a operação na Flandres do Gabinete de Guerra até 25 de Julho.[13] Algumas questões controversas entre os participantes na batalha, escritores e historiadores, incluem a visão de efectuar uma estratégia ofensiva após a mal-sucedida Ofensiva Nivelle, em vez de aguardar pela chegada dos exércitos americanos a França; a escolha da Flandres em vez de outras zonas mais a sul ou a Frente italiana; o clima e as condições atmosféricas na Flandres; a escolha do general Hubert Gough por Haig e o Quinto Exército para liderar a ofensiva; a forma de dar início ao ataque; o intervalo de tempo entre a Batalha de Messines e o ataque de abertura das Batalhas de Ypres; a influência dos problemas internos dos exércitos franceses na persistência dos britânicos na ofensiva; o efeito da lama nas operações; a decisão de continuar a ofensiva em Outubro com a mudança nas condições meteorológicas; e o custo das perdas humanas da campanha nos exército alemão[14] e britânico.[15]

    Índice

    Ver também

    Notas

    Referências

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  • Terraine 1977, p. 111.
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    O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre Terceira Batalha de Ypres

    [Esconder]

    ve

    Primeira Guerra Mundial

    Teatro Europeu: (BalcãsFrente OcidentalFrente OrientalCampanha Italiana)
    Teatro do Oriente Médio: (CáucasoMesopotâmiaSinai e PalestinaGallipoliPérsiaArábia do Sul)
    Teatro Africano: (SudoesteOcidenteOrienteNorte)
    Teatro da Ásia e Pacífico: (Cerco de Tsingtao)
    Oceano Atlântico

    Principais participantes
    (Pessoas)

    Potências da Entente

    Império Russo/RepúblicaImpério Francês: França, VietnãImpério Britânico: (Reino Unido, Austrália, Canadá, Índia, Nova Zelândia, Domínio de Terra Nova, África do Sul) • ItáliaRomêniaEstados UnidosSérviaPortugalChinaJapãoBélgicaMontenegroGréciaArmêniaBrasil

    Potências Centrais

    Império AlemãoÁustria-HungriaImpério OtomanoBulgária

    Linha do tempo

    Pré-conflitos

    Revolução Mexicana (1910–1920)Guerra ítalo-turca (1911–1912)Primeira Guerra dos Balcãs (1912–1913)Segunda Guerra dos Balcãs (1913)

    Prelúdio

    OrigensAtentado de SarajevoCrise de Julho

    1914

    Batalha das FronteirasBatalha de CerPrimeira Batalha do MarneBatalha de StallupönenBatalha de GumbinnenBatalha de TannenbergBatalha da GalíciaPrimeira Batalha dos Lagos MasurianosBatalha de KolubaraBatalha de SarikamishCorrida para o mar  • Batalha de Trindade  • Primeira Batalha de Ypres  • Trégua de Natal

    1915

    Segunda Batalha de YpresCampanha de GalípoliBatalhas do rio IsonzoGrande RetiradaConquista da SérviaCerco de Kut

    1916

    Ofensiva de ErzerumBatalha de VerdunOfensiva do Lago NarochBatalha de AsiagoBatalha da JutlândiaBatalha do SommeOfensiva BrusilovOfensiva MonastirConquista da Romênia

    1917

    Guerra submarina irrestritaCaptura de BagdáPrimeira Batalha de GazaOfensiva NivelleSegunda Batalha de ArrasOfensiva de KerenskyTerceira Batalha de YpresBatalha de CaporettoBatalha de CambraiArmistício de Erzincan

    1918

    Operação FaustschlagTratado de Brest-LitovskiFrente MacedôniaOfensiva da Primavera  • Batalha do Lys  • Ofensiva dos Cem DiasOfensiva Meuse-ArgonneBatalha de Baku, Batalha de MegidoBatalha do Rio PiaveBatalha de Vittorio VenetoArmistício com a AlemanhaArmistício com o Império Otomano

    Outros conflitos

    Revolta Maritz (1914–1915)Angola (1914–1915)Conspiração Hindu-Alemã (1914–1919)Revolta da Páscoa (1916)Revolução Russa (1917)Guerra civil finlandesa (1918)

    Pós-conflitos

    Guerra Civil Russa (1917–1921)Guerra Civil Ucraniana (1917–1921)Guerra Armeno-Azeri (1918–1920)Guerra Armeno-Georgiana (1918)Revolução Alemã (1918–1919)Guerra húngaro-romena (1918–1919)Revolta na Grande Polônia (1918–1919)Guerra de Independência da Estônia (1918–1920)Guerra de Independência da Letônia (1918–1920)Guerras de Independência da Lituânia (1918–1920)Terceira Guerra Anglo-Afegã (1919)Guerra polaco-soviética (1919–1921)Guerra de Independência da Irlanda (1919–1921)Guerra de Independência Turca incluindo a Guerra Greco-Turca (1919–1923)Guerra polaco-lituana (1920)Guerra soviético-georgiana (1921)Guerra Civil Irlandesa (1922–1923)

    Aspectos

    Guerra

    BatalhasGuerra navalGuerra AéreaUso de cavalos  •Uso de gás venenosoBombardeio estratégicoTecnologiaGuerra de trincheiraGuerra totalVeteranos sobreviventesTrégua de Natal

    Impacto civil /
    atrocidades

    VítimasGripe EspanholaViolação da Bélgica • Vítimas otomanas (genocídio armêniogenocídio assíriogenocídio grego)Cultura popularParticipantesPrisioneiros de guerra alemães nos Estados Unidos

    Acordos /
    Tratados

    Partilha do Império OtomanoSykes-PicotSt.-Jean-de-MaurienneFranco-ArmênioDamascoConferência de Paz de ParisTratado de Brest-LitovskTratado de LausanneTratado de LondresTratado de NeuillyTratado de St. GermainTratado de SèvresTratado de TrianonTratado de Versailles

    Consequências

    Pós-guerra • "Quatorze Pontos" • Liga das NaçõesNazifascismoCrise de 29Neo-otomanismoBolchevismo

    CategoriaPortal



  • Wikipédia

    SOBRE AS “DENÚNCIAS” DO DEPUTADO CASSADO BASEGGIO

    Denúncias José Fortunati

    Apesar de absurdas e de estranhamente surgirem em ano eleitoral, em respeito às pessoas que acompanham minha vida pública, decidi fazer alguns esclarecimentos sobre supostas denúncias feita pelo ex-deputado Diógenes Basegio, cassado por seus colegas de Assembleia por ter cometido diversas irregularidades no exercício de seu mandato. Basegio teria citado meu nome e de minha esposa, a deputada Regina Becker.
    Vamos esclarecer inicialmente a situação da Regina:
    Ela foi convidada, em 2004, pelo então presidente da Assembléia Legislativa, Vieira da Cunha, para organizar um Memorial do Legislativo, já que a Regina tinha formação em Restauração de Patrimônio Público, curso realizado na cidade de Ouro Preto MG.
    De 2004 a 2011 a Regina cumpriu com a sua missão tornando realidade o Memorial do Legislativo Gaúcho, quando foi surpreendida com sua demissão por uma decisão do então presidente Adão Villaverde, que reivindicava o CC para o seu partido.
    Procurei então a bancada do PDT para garantir a permanência da Regina na Coordenação do Memorial, o que foi prontamente atendido pelo Líder da Bancada, que era o deputado cassado Basegio.
    Desta forma, Regina foi nomeada num CC da bancada do PDT em 11/07/2011 e continuou a frente do Memorial.
    Em relação às “supostas indicações” feitas pelo deputado cassado Baseggio em momento algum isto foi formalizado.
    A indicação de “Samarina Isabel Silva Stédile” e “Adriana Ongarato” foi realizada formalmente pela Direção Estadual do PDT, inclusive documentadas.
    A posse da Samarina se deu em 20/10/2011 e da Adriana em 16/01/2012 datas totalmente desconectadas com a nomeação da Regina.
    Também é importante destacar que elas assinaram (como todos os CCs da Prefeitura) uma declaração afirmando, de acordo com a Súmula Vinculante nº 13 do STF, que não possuíam grau de parentesco com qualquer servidor ou autoridade;
    Em relação ao fato de estarem nomeadas no “Gabinete do Prefeito”, é importante destacar que não estamos tratando somente dos 5 assessores que ficavam na minha ante sala, mas de uma estrutura organizacional com mais de 400 servidores distribuídos em 21 setores, a maior parte não localizada no Paço Municipal.
    Como exemplo: o Gabinete do Vice-prefeito, a “Secretaria” de Comunicação Social localizada na Rua Jerônimo Coelho, a Coordenação do Mobiliário Urbano localizada na “prefeitura nova”, o POA Digital localizado na Rua Jerônimo Coelho, o INOVAPOA localizado na Av. Padre Cacique, a Defesa Civil localizada na Rua Campos Velho, o Gabinete de Desenvolvimento localizado na Av. Siqueira Campos, o CEIC localizado junto à PROCEMPA, a Junta de Serviço Militar localizada na rua Sete de Setembro, o Serviço de Cerimonial, entre tantos outros;
    Mais do que ninguém eu e a Regina temos todo o interesse no esclarecimento dos fatos arrolados pois temos a plena convicção de que agimos de acordo com o interesse público.

    A imagem pode conter: céu e atividades ao ar livre




    Fonte: https://www.facebook.com/JAFortunati/posts/1738971849458037?t=1&cn=ZmxleGlibGVfcmVjcw%3D%3D&refsrc=email&iid=27f104b2e8ae46d388228f26c0c59919&uid=33715994&nid=244+293670920

    A ausência total de estado, por Lúcio Machado Borges*

    A ausência total de estado é pior do que qualquer estado. Não há a menor chance de uma nação anarco capitalista (anarquista ou libertária, como é o adjetivo da moda) vir a dar certo. O anarco capitalismo é tão utópico e quase tão nefasto quanto o socialismo. A função do estado é prover segurança para o cidadão. O grande erro no Brasil é que existe muitos cabides de empregos em forma de estatais (Caixa Econômica Federal, as universidades federais e a Petrobras são alguns exemplos) e a alta carga tributária para bancar os privilégios de castas como é o caso do judiciário e do legislativo. A alta carga tributária freia a expansão e o desenvolvimento de negócios e empregos na iniciativa privada e onera principalmente as camadas mais baixa da população.

    Em média, um servidor federal ganha 93% a mais do que um trabalhador da iniciativa privada.

    *Editor do site RS Notícias

    Grêmio demora para engrenar, mas goleia o Monagas por 4 a 0 na Arena

    Tricolor teve 1º tempo pouco inspirado, mas deu show na 2ª etapa para conseguir primeira vitória na Libertadores

    Tricolor teve primeiro tempo pouco inspirado, mas deu show para conseguir primeira vitória na Libertadores | Foto: Ricardo Giusti

    Tricolor teve primeiro tempo pouco inspirado, mas deu show para conseguir primeira vitória na Libertadores | Foto: Ricardo Giusti

    O Grêmio demorou para engrenar, mas mostrou toda sua superioridade e aplicou uma goleada sobre o Monagas, nesta quarta-feira. A primeira vitória do Tricolor na Libertadores em 2018 veio depois de um primeiro tempo fraco, mas atuação de gala na etapa final, com um 4 a 0 para fazer a festa da Arena. Com o resultado, os gremistas ocupam a vice-liderança do Grupo 1, com quatro pontos, dois atrás do Cerro Porteño, adversário dia 17, pela terceira rodada.

    Primeiro tempo

    Faltou inspiração e sobraram erros para o Grêmio no primeiro tempo. O Monagas quase marcou na única chance que teve e o Tricolor perdeu duas oportunidades na cara do gol, mantendo um empate desconfortável na Arena. O Tricolor poderia ter aberto o placar logo no primeiro minuto. Cortez lançou Ramiro nas costas da zaga, com a chance de marcar, mas a arbitragem marcou um impedimento de forma equivocada. Na resposta dos venezuelanos, Kannemann errou uma saída de bola e Javier Garcia disparou em direção a área. Com espaço aberto, ele chutou fraco e parou na defesa de Marcelo Grohe.

    Aos 13, os gremistas quase anotaram com a bola parada. Luan cobrou escanteio fechado, Geromel tocou de cabeça e sobrou para Kannemann. O zagueiro chutou forte, mas em cima do goleiro Baroja, que defendeu em dois tempos.

    O Grêmio tocava a bola na tentativa de superar o ferrolho do Monagas, mas só conseguia jogadas mais agudas pelas laterais e em contra-ataques, arma que quase gerou o gol venezuelano, ironicamente. Aos 26, Kannemann furou em bola e Cadiz recuperou livre. Ele lançou Luiz González, que devolveu na área. Livre, Cadiz cabeceou firme para o gol, mas parou em grande defesa de Grohe.

    A equipe tricolor se reorganizou e, antes do intervalo, perdeu mais três chances. Aos 35, Luan lançou Cortez livre na esquerda. O lateral cruzou e Jael fez o corta-luz que deixou Ramiro livre. Na cara do gol, ele chutou fraco e em cima do goleiro. Era a grande chance gremista.

    No lance seguinte, Luan recebeu na risca da área e bateu de canhota para defesa de Baroja. Por fim, aos 39, Luan descolou cruzamento para Geromel na área, o zagueiro escorou para Kannemann que, a três passos do gol, bateu mal e isolou pela direita. Fim da primeira etapa, com o placar zerado.

    Grêmio volta em 220v no segundo tempo

    O intervalo fez bem ao Grêmio. Renato tirou Léo Moura e colocou velocidade com Alisson e, claro, deve ter dado aquela "palavrinha especial" no vestiário. Deu resultado imediato. Logo aos três minutos, Maicon parou em grande defesa de Baroja. Foi Geromel que apareceu feito lateral na direita e fez a assistência para o capitão. Veio o chute forte que o goleirão tirou em escanteio.

    Dois minutos depois, Jael voltou a mostrar o grande momento que vive. Cortez recebeu grande bola na esquerda e cruzou no primeiro pau. O centroavante gremista deu um salto para antecipar o zagueiro e com um peixinho corajoso desviou sob as pernas de Baroja para fazer a torcida gremista explodir em festa: 1 a 0.

    O Grêmio empolgou e foi buscar mais gols. Aos sete, Luan fez grande jogada dentro da área e conseguiu sair de três marcadores para mandar um chutaço. A bola caprichosamente bateu no poste esquerdo. Everton teria o rebote sem goleiro, mas se atrapalhou e dominou com a mão.

    Só que o "Cebolinha" também tinha um momento guardado para ele. Aos 15 minutos, Maicon recebeu de Cortez na quina da área e disparou uma bomba. Baroja deu rebote e Everton apareceu livre para fulminar as redes com o 2 a 0.

    Depois disso, só deu Tricolor. Aos 16, Arthur rolou para Jael, que chutou forte, mas errou por pouco o travessão. Aos 28, Jael arriscou uma bomba, numa falta do meio de campo, e quase guardou no canto esquerdo. Mas Baroja chegou nela para tirar de soco. Kannemann também testou bola na trave já na metade final da etapa.

    O Tricolor administrava e, mesmo assim, estava muito perto de golear. E a goleada veio. Aos 41, Arthur fez grande passe em diagonal, Luan correu nas costas do marcador e bateu com categoria na saída do goleiro decretando o 3 a 0.

    Renato já gesticulava ao lado do campo "acabou". No campo o Tricolor queria mais. Aos 44,  o quarto gol veio mostrar toda a diferença entre os times, com o Grêmio fazendo tudo e mais um pouco dentro da área dos venezuelanos. Na linha de fundo, Everton fez uma caneta de letra sobre o adversário e cruzou no poste esquerdo. Cícero cruzou para Alisson, que desviou de cabeça. A bola ficou viva e Cícero entrou com tudo num testaço para anotar o 4 a 0 e fechar a conta.

    Libertadores - Grupo 1

    Grêmio 4

    Marcelo Grohe; Léo Moura (Alisson), Geromel, Kannemann e Cortez; Maicon (Cícero), Arthur, Ramiro, Luan e Everton; Jael (Thonny Anderson). Técnico: Renato Gaúcho.

    Monagas 0

    Alain Baroja; Edwar Bracho, Joaquín Lencinas, Lucas Trejo, Oscar González; Agnel Flores (Reyes), Dager Palacios (Christian Flores), Carlos Suárez, Javier García; Jhonder Cadiz (Ismael Romero) e Luis González. Técnico: Jhonny Ferreira.

    Gols: Jael (5min/2ºT), Everton (15min/2ºT), Luan (41min/2ºT) e Cícero (45min/2ºT).

    Cartões amarelos: Kannemann (G) e Cadiz (M).

    Árbitro: Carlos Orbe (Fifa/Equador).

    Público: 21.250 pagantes.

    Local:  Arena.


    Correio do Povo