Brasil abre 35,9 mil vagas de emprego formal em julho, diz Ministério do Trabalho

Resultado mensal foi puxado pela indústria de transformação, que gerou 12.594 postos

Resultado mensal foi puxado pela indústria de transformação, que gerou 12.594 postos | Foto:  Vinicius Roratto / CP Memória

Resultado mensal foi puxado pela indústria de transformação, que gerou 12.594 postos | Foto: Vinicius Roratto / CP Memória

O Brasil abriu 35.900 vagas de emprego formal em julho, conforme dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados nesta quarta-feira, 9, pelo Ministério do Trabalho. O resultado decorre de 1.167.770 admissões e 1.131.870 demissões. Em junho, 9.821 vagas foram abertas.

O Ministério do Trabalho ainda não divulgou os dados acumulados dos sete meses de 2017, nem o dado acumulado nos últimos 12 meses. O resultado mensal foi puxado pela indústria de transformação, que gerou 12.594 postos formais em julho. Outros segmentos com resultado positivo foram comércio (10.156 vagas abertas), serviços (7.714), agropecuária (7.055) e construção civil (724 novos empregos).

Por outro lado, os serviços industriais de utilidade pública lideraram o grupo com fechamento de postos: 1.125 empregos encerrados no mês. Em seguida, estão administração pública (-994) e extrativa mineral (-224).


Estadão Conteúdo e Correio do Povo


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Maiores partidos do Centrão cobram de Temer cargos no 2º e 3º escalões

Siglas PP e PR ajudaram presidente a barrar denúncia por corrupção passiva na Câmara dos Deputados

Maiores partidos do Centrão cobram de Temer cargos no 2º e 3º escalões | Foto: Antonio Cruz / Agência Brasil / CP

Maiores partidos do Centrão cobram de Temer cargos no 2º e 3º escalões | Foto: Antonio Cruz / Agência Brasil / CP

Dois maiores partidos do Centrão, PP e PR cobram do presidente Michel Temer cargos no segundo e terceiro escalões do governo em troca de terem ajudado o peemedebista a barrar a denúncia por corrupção passiva na Câmara dos Deputados na semana passada.

Com 46 deputados, o PP cobra de Temer o comando da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e Parnaíba (Codevasf), segundo apurou o Broadcast Político, serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado. O órgão hoje é controlado por uma aliada do senador Antonio Carlos Valadares (SE), do PSB, partido que já desembarcou do governo, embora ainda mantenha o Ministério de Minas e Energia.

A demanda do PP pela Codevasf foi levada ao Planalto pelo próprio presidente do partido, senador Ciro Nogueira (PI), que quer indicar um aliado. O cargo é considerado importante para o senador, uma vez que o órgão tem forte capilaridade política no Nordeste. No fim do governo Dilma, Nogueira chegou a indicar o presidente da companhia.

O senador piauiense também fez chegar a Temer o desejo da legenda pelo Ministério das Cidades, hoje comandado pelo PSDB. O PP, que já comanda os ministérios da Saúde e da Agricultura e a Caixa Econômica, alega que merece uma compensação por ter sido um dos mais fiéis a Temer na votação da denúncia.

Dos 44 deputados do PP que participaram da votação, 37 votaram para barrar a denúncia contra Temer e apenas nove a favor. Isso equivalente a uma taxa de fidelidade de 84%, maior do que a do DEM (79,3%) e de outros partidos do Centrão, como PR (75%) e PSD (61,1%), sigla que também cobiça o comando das Cidades.

Portos

Com uma bancada de 38 deputados, o PR, por sua vez, cobra de Temer a Secretaria dos Portos. Embora seja vinculada ao Ministério dos Transportes, que já está com o partido, a secretaria é comandada pelo ex-senador Luiz Otávio, que chegou ao posto por indicação dos senadores Renan Calheiros (AL) e Jader Barbalho (PA), ambos do PMDB.

Nas conversas com auxiliares de Temer, líderes do Centrão ameaçam votar contra matérias de interesse do governo no Congresso, principalmente a reforma da Previdência, se não receberem os cargos. O grupo defende punição aos "infiéis", sob o argumento de que, se Temer não fizer isso, suas bancadas não se sentirão estimuladas a votar a favor da proposta.

Para lideranças do Centrão, se não houver retaliação, os deputados fiéis ao Planalto acabarão cedendo às pressões de suas bases eleitorais para votar contra a reforma. O pensamento seria: "se eu posso manter os cargos votando contra, porque vou votar a favor e ficar apanhando nas minhas bases?".

Punições aos infiés

Até agora, o governo só puniu deputados do PR e PSDB com a exoneração de seus aliados de cargos no segundo e terceiro escalões do governo. As exonerações começaram no mesmo dia da votação da denúncia contra Temer no plenário da Câmara, na última quarta-feira.

Naquele dia, o governo exonerou Thiago Maranhão Pereira Diniz Serrano do cargo de superintendente regional do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) da Paraíba. Maranhão tinha sido indicado para o cargo pelo deputado Pedro Cunha Lima (PSDB-PB), que votou contra Temer.

Na sexta-feira, o governo também exonerou Vissilar Pretto do cargo de superintendente regional do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) de Santa Catarina. A demissão foi uma retaliação ao deputado Jorginho Mello (SC), um dos nove deputados do PR que votaram pela abertura de investigação contra Temer.


Estadão Conteúdo e Correio do Povo



Senado quer tornar o “preconceito regional” crime inafiançável!

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Sabe aquela do gaúcho? Se sabe, trate de esquecer a piada e jamais replica-la: tal hábito “nefasto” de zoar e tirar onda de pessoas de outros estados ou cidades pode, em breve, virar crime dos mais graves:

A Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) aprovou nesta quarta-feira (12) parecer favorável à Sugestão (SUG) 1/2017, que tipifica o crime de discriminação ou preconceito de procedência regional ou identidade cultural e o torna inafiançável. A sugestão surgiu de proposta do Projeto Jovem Senador e agora passa a tramitar como projeto de lei do Senado (PLS) na CDH.

A relatora da matéria será a presidente da CDH, senadora Regina Sousa (PT-PI). Ela argumentou que a proposta cria uma política educativa que permite o reconhecimento da diversidade regional e cultural como uma riqueza do país.

O parecer aprovado propõe que atos de discriminação ou preconceito de procedência regional ou identidade cultural sejam adicionados ao texto da Lei 7.716/1989 – que trata de crimes de preconceito de raça e cor –, e exclui do texto a instituição do Dia Nacional de Combate ao Preconceito de Procedência Regional e Identidade Cultural.

Eis aí mais uma tentativa da esquerda de controlar a sociedade fazendo uso da linguagem como instrumento de dominação. Moldar o discurso dos indivíduos implica, em última análise, em dirigir as interações sociais e transmitir conceitos embutidos na cartilha permitida pelo estamento burocrático. Regular o que pode ou não ser dito é o primeiro passo para que a polícia do pensamento seja implementada, como previa George Orwell no livro 1984.

Práticas discursivas, portanto, podem ser empregadas para a legitimação de ideologias. Antonio Gramsci, segundo quem a constituição de uma hegemonia socialista nas instituições da sociedade civil (por meio da infiltração na escola, na família, na religião e nos meios de comunicação) seria o melhor método de  ação revolucionária, pois gradual e imperceptível, afirmou:

Sempre que aflora, de um modo ou de outro, a questão da língua, isto significa que uma série de outros problemas está se impondo: a formação e a ampliação da classe dirigente, a necessidade de estabelecer relações mais íntimas e seguras entre os grupos dirigentes e a massa popular-nacional, isto é, de reorganizar a hegemonia cultural.

“Quando você rir do português, na minha opinião você perdeu o direito de se ofender com qualquer outra piada.” Assim Danilo Gentili deixou o apresentador Roberto Justus sem som e sem imagem quando de sua tentativa frustrada de constranger o humorista e taxá-lo de preconceituoso em suas tiradas satíricas. E é por aí mesmo: a partir do momento que certos limites são estabelecidos, manifestar o pensamento torna-se uma tarefa tão perigosa quanto complexa, posto que será necessário pensar muito mesmo antes de abrir a boca – comprometendo sobremaneira a liberdade de expressão.

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Ora, fazer graça com um determinado povo não equivale, em absoluto, ao desrespeito às suas tradições, história e costumes; as ações levadas a cabo é que demonstram a capacidade de reconhecer o valor de outras culturas. Eu posso fazer piada de curitibano o tempo todo – e faço mesmo – e, pari passu, valorizar por demais esta terra próspera e povoada por gente trabalhadora e capaz (mesmo que não seja ela tão comunicativa quanto o restante do país).



Não levar a vida tão a sério é requisito fundamental para suportar o fardo do dia a dia sobrecarregado de dificuldades e desilusões. Dar risadas das pequenas tragédias, debochar dos contratempos, ironizar os dramas, encontrar um lado cômico nos problemas na realidade a nossa volta: ou isso, ou o cotidiano torna-se amargo e enfadonho. E a censura até mesmo às piadinhas mais corriqueiras só agrava o quadro.

Até porque qualquer crítica a figuras públicas poderá ser encarada como preconceito regional – todos são naturais de algum lugar, afinal de contas. Quer que Lula cale a boca? Preconceito com nordestinos! Acha que Ciro Gomes não serve nem pra síndico? Idem! Aliás, impedir que se faça qualquer espécie de zombaria com agentes políticos é, sem dúvida, um dos principais objetivos deste projeto de lei de mordaça – Maria do Rosário que o diga.

O Estado brasileiro quer o assassino e o estuprador “dimenor” livre, leve e solto, mas faz questão de encarceirar, sem direito sequer à fiança, quem fizer piada de baiano. O politicamente correto não vê limites para sua capacidade de inverter valores. Se este pessoal pudesse, colocaria um filtro em nossas bocas de maneira que dela só saísse aquilo que atende a seus interesses totalitários – o que, de certa forma, eles estão conseguindo.

Não tem jeito: depois que o capitalismo tirou tanta gente da miséria nos últimos dois séculos e jogou pelo ralo os planos de Marx de opor proletários e burgueses, a causa revolucionária precisa criar rixas as mais variadas a fim de justificar sua atuação intervencionista. Agora é paulista contra carioca, gaúcho contra catarinense, brasileiro contra brasileiro. E o pior é que muita gente vai cair nessa(de novo).

A sorte do “amigo” da Odebrecht, aliás, é que a lei penal não pode retroagir para prejudicar o réu. Senão, o pessoal de Pelotas poderia pleitear sua prisão por MAIS ESSE “crime”…



Por um Brasil sem Populismo!

RS segue com tempo instável nesta quinta-feira

Estado terá ingresso de frente quente que provoca chuva em vários pontos

Estado terá ingresso de frente quente que provoca chuva em vários pontos | Foto: Joel Vargas / PMPA / CP Memória

Estado terá ingresso de frente quente que provoca chuva em vários pontos | Foto: Joel Vargas / PMPA / CP Memória

A quinta-feira começa fria no Rio Grande do Sul, mas contará com a presença do sol e nuvens, o que deve elevar a temperatura durante o dia. O vento se intensifica com rajadas em algumas localidades e devido à nebulosidade, o tempo fecha em parte do Estado na virada da tarde para o anoitecer.

As chances de chuva são maiores nas regiões do Oeste, Centro e parte do Sul do Estado, especialmente à noite. São esperados raios e risco de granizo como consequência da frente quente que começa a se formar no território gaúcho.

Em mais um dia que será tomado pelo sol e nuvens, Porto Alegre deve ter marcas entre 10°C e 22°C.

Mínimas e Máximas

Torres 12°C | 19°C

Pelotas 11°C | 20°C

Uruguaiana 13°C | 21°C

Santa Maria 10°C | 22°C

Cruz Alta 9°C | 23°C

Erechim 8°C | 24°C

São Miguel 10°C | 25°C


MetSul Meteorologia e Correio do Povo

Governo do RS irá quitar folha de 58% dos servidores nesta quinta-feira

Serão depositados R$ 1.050 referente ao mês de julho

Governo do Rio Grande do Sul irá quitar folha de 58% dos servidores nesta quinta-feira  | Foto: Leandro Osório / Especial Palácio Piratini / CP

Governo do Rio Grande do Sul irá quitar folha de 58% dos servidores nesta quinta-feira | Foto: Leandro Osório / Especial Palácio Piratini / CP

O governo do Rio Grande do Sul irá depositar nesta quinta-feira mais R$ 1.050 (uma faixa de R$ 700 e outra de R$ 350) para os servidores do Poder Executivo.

Segundo informações do Palácio Piratini, a partir do ingresso da arrecadação de ICMS e da variação de recursos no caixa único, o Estado quitará a folha salarial do mês de julho para quem tem rendimento líquido de até R$ 2,6 mil o que corresponde a 58% do total de servidores e 71% do Magistério. Os valores estarão disponíveis na rede bancária desde as primeiras horas da manhã.

Ainda no final da tarde de amanhã, a Secretaria da Fazenda já havia confirmado o depósito de outra faixa de até R$ 450 para cada um dos 344 mil vínculos de servidores ativos, inativos e pensionistas.

Para quitar os salários de servidores que recebem até R$ 2,6 mil, o governo reuniu cerca de R$ 829 milhões. A folha fechou o mês em R$ 1,170 bilhão (sem considerar consignações e encargos). Segue a previsão da quitação para o próximo dia 15.

A arrecadação líquida de julho fechou em R$ 2,172 bilhões, uma queda superior a R$ 276 milhões na comparação com o mês anterior (R$ 2,448 bilhões). Já as despesas chegaram a R$ 3,215 bilhões.


Correio do Povo

'Reforma da Previdência é peça de marketing de Temer'


Publicado em 9 de ago de 2017

MAIS EM: http://veja.abril.com.br/tveja/
O Estúdio VEJA recebe a jornalista Lillian Witte Fibe, que analisa o cenário político brasileiro e comenta sobre a agenda econômica do presidente Michel Temer e a proposta de reforma da Previdência. “Como pode as pessoas contribuírem mais para o INSS a pretexto de ter uma Previdência sustentável se o Brasil é insustentável com tanta roubalheira?”, questiona Lilian.

Senado aprova PEC que torna estupro crime imprescritível

Texto foi aceito com 61 votos favoráveis e nenhum contrário e segue agora para a Câmara dos Deputados

Texto foi aceito com 61 votos favoráveis e nenhum contrário e segue agora para a Câmara dos Deputados | Foto: Leopoldo Silva / Agência Senado / CP

Texto foi aceito com 61 votos favoráveis e nenhum contrário e segue agora para a Câmara dos Deputados | Foto: Leopoldo Silva / Agência Senado / CP

O plenário do Senado aprovou nesta quarta-feira, em segundo turno, a proposta de emenda à Constituição que torna imprescritíveis os crimes de estupro. O texto, do senador Jorge Viana (PT-AC), foi aprovado por 61 votos favoráveis e nenhum contrário e segue agora para a Câmara dos Deputados.

Com isso, não haverá mais tempo mínimo para que as vítimas desse tipo de crime façam a denúncia à Justiça. Hoje, esse prazo é de 20 anos, após o qual, mesmo que a vítima denuncie, o autor do crime não pode mais responder por ele. A lei atual estabelece que o estupro é crime inafiançável e hediondo, o que agrava a pena e reduz o acesso a benefícios relacionados à execução penal.

Apesar das punições já mais duras, a relatora da matéria, senadora Simone Tebet (PMDB-MS), acredita que a retirada da prescrição será importante especialmente nos casos em que a vítima é criança e só tem condições de denunciar depois de adulta.

Além dos casos de menoes de idade e de situações em que o abuso ocorre dentro do ambiente familiar, há ainda casos em que as vítimas têm vergonha de denunciar porque sofrem

preconceito a respeito do local em que estavam ou da roupa que estavam usando, na opinião da senadora.

"É esse lapso de tempo que fertiliza a impunidade, e é essa impunidade que se pretende combater, ao tornar o estupro, como o racismo, um crime imprescritível", afirmou a relatora. Para o autor da proposta, a mudança vai ajudar a revelar casos mesmo após muitos anos. "Esta Proposta de Emenda a Constituição é uma resposta, é uma voz que vai se sobrepor ao silêncio que temos hoje desse quase meio milhão de crimes de estupro [por ano] que o Brasil vive e silencia", afirmou Jorge Viana.

Para o senador, a mudança constitucional "manda um recado duro para os estupradores que fazem do Brasil um país campeão de estupros, dizendo: 'olha, se você cometer um estupro, a qualquer momento você pagará por ele".


Agência Brasil e Correio do Povo

Maioria do STF é contra reajuste de salários de ministros em 2018

Ricardo Lewandowski, Luiz Fux e Marco Aurélio votaram a favor da inclusão do aumento

Ricardo Lewandowski, Luiz Fux e Marco Aurélio votaram a favor da inclusão do aumento | Foto: Nelson Jr. / SCO / STF / CP

Ricardo Lewandowski, Luiz Fux e Marco Aurélio votaram a favor da inclusão do aumento | Foto: Nelson Jr. / SCO / STF / CP

A maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quarta-feira não inserir na proposta de orçamento para o ano que vem a previsão de aumento nos salários dos ministros da Corte. A questão foi definida em uma sessão administrativa, por 8 votos a 3.

Se a proposta fosse aceita, os ganhos mensais dos integrantes da Corte passariam de R$ 33,7 mil para R$ 39,2 mil e teriam efeito cascata nos salários do funcionalismo, cujo subsídio é o valor máximo para pagamento de salários no serviço público. Há duas semanas, representantes das entidades de classe dos juízes começaram a percorrer os gabinetes dos ministros do Supremo em busca de apoio para a inclusão de reajuste 16,8% na proposta orçamentária da Corte, que deve ser enviada ao Ministério do Planejamento até o dia 31 de agosto para compor do orçamento dos três poderes que será analisado pelo Congresso.

No entanto, após encontro com a presidente do STF, Cármen Lúcia, foram alertados que o aumento não seria colocado no orçamento por causa da crise econômica do país e porque não caberia no orçamento da Corte. Além da presidente, votaram contra o aumento Gilmar Mendes, Luís Roberto Barroso, Celso de Mello, Dias Toffoli, Rosa Weber, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Ricardo Lewandowski, Luiz Fux e Marco Aurélio votaram a favor da inclusão do aumento por entenderem que uma decisão contrária poderia sinalizar ao Congresso que a Corte não tem interesse em um futuro reajuste. Em 2016, um projeto de lei que previa outro aumento para vigorar neste ano não teve andamento no Senado e os ministros ainda têm esperança na aprovação.


Agência Brasil e Correio do Povo


Diretor da Procempa se demite em meio a sindicância

Michel Costa é a nona baixa do governo Marchezan

Michel Costa é investigado pela PGM | Foto: Cristina Leipnitz / Divulgação PMPA / CP Memória

Michel Costa é investigado pela PGM | Foto: Cristina Leipnitz / Divulgação PMPA / CP Memória

O diretor técnico da Companhia de Processamento de Dados de Porto Alegre (Procempa) Michel Costa renunciou ao cargo, nesta quarta-feira. Ele também presidia o Conselho de Administração da Carris. Costa, que é investigado em uma sindicância interna, justificou o afastamento a fim de garantir transparência nas avaliações do município e dos órgãos de controle. É a nona baixa em cargos diretivos do governo do prefeito Nelson Marchezan Júnior desde janeiro.

Uma reportagem revelou que Costa é sócio de uma empresa que testa a instalação da tecnologia de GPS em ônibus da Carris, e de outra que criou a plataforma digital do Banco de Talentos, usada para a seleção de pessoal em cargos em comissão (CCs) do primeiro escalão. Não há prazo para que a Procuradoria-Geral do Município (PGM) conclua as investigações.

Das oito baixas anteriores, duas foram no DMLU. Adenir Matos dos Santos deixou a diretoria do órgão alegando motivos pessoais, ainda na segunda-feira passada. Álvaro de Azevedo havia sido exonerado do mesmo cargo, em junho, quando a Prefeitura alegou ter tomado uma “decisão de gestão”.

A Carris também perdeu dois diretores escolhidos a partir do Banco de Talentos, entre fevereiro e julho. Após o presidente Luís Fernando Ferreira deixar a empresa três semanas depois de assumir, a procuradora-geral Jaqueline Simões pediu o desligamento, na metade do mês passado.

Ainda em junho, Bruno Miragem deixou o posto de procurador-geral alegando decisão de cunho pessoal. Antes, o ex-vereador Kevin Krieger (PP), que coordenou a campanha de Marchezan, entregou a Secretaria de Relações Institucionais e Articulação Política, em maio. Ele também dirigia a Pasta do Meio Ambiente e Sustentabilidade. Também pediram exoneração, durante o primeiro semestre, a então chefe de gabinete de Marchezan, Neiva Dalchiavon, e o ex-coordenador de Jornalismo, Alexandre Bach.


Rádio Guaíba e Correio do Povo


Temer veta prioridade na LDO para cumprir Plano Nacional de Educação

Temer justificou veto por medida restringir liberdade do Poder Executivo de alocar recursos

Razão do veto foi que a medida restringiria a liberdade do Poder Executivo de alocar recursos para a implementação das políticas públicas | Foto:  Facebook / Divulgação / CP

Razão do veto foi que a medida restringiria a liberdade do Poder Executivo de alocar recursos para a implementação das políticas públicas | Foto: Facebook / Divulgação / CP

O governo federal decidiu vetar o artigo da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) que incluía entre as prioridades para 2018 o cumprimento das metas previstas pelo Plano Nacional de Educação (PNE). A LDO, que estabelece as metas e prioridades do governo para o ano seguinte e orienta a elaboração da lei orçamentária anual, foi sancionada nesta quarta-feira, com vetos, pelo presidente Michel Temer.

Temer vetou um artigo que previa que a alocação de recursos na área de educação deveria ter por objetivo, no Projeto e na Lei Orçamentária de 2018, o cumprimento das metas previstas no PNE. A razão do veto foi que a medida restringiria a liberdade do Poder Executivo de alocar recursos para a implementação das políticas públicas e reduziria a flexibilidade na priorização das despesas discricionárias em caso de necessidade de ajustes previstos na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), “colocando em risco o alcance da meta fiscal”.

Para o coordenador-geral da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, Daniel Cara, o veto do governo oficializa o descumprimento do PNE. “A gente sempre viveu o gosto amargo de ver o PNE vinculado às leis orçamentárias e não sendo cumprido. Ainda assim, isso dava um espaço para a gente, porque o descumprimento do plano continuava gerando tensão dentro do governo. Agora, eles oficializaram o descumprimento do plano na peça orçamentária”, diz.

O Ministério da Educação (MEC) disse que os vetos à LDO não mudam a prioridade da pasta em relação ao PNE. “O MEC tem envidado esforços para cumprir a execução e as metas do Plano Nacional de Educação”, informou o ministério, em nota.

PNE

O PNE é uma lei federal, sancionada em 2014, que prevê metas para melhorar a qualidade do ensino brasileiro em um prazo de 10 anos, desde a educação infantil até a pós-graduação. O texto estabelece 20 metas para serem cumpridas até 2024, das quais oito têm prazos intermediários, que já venceram. A lei também aponta 254 estratégias relacionadas a cada uma das metas e 14 artigos que definem ações a serem realizadas no país.

Um balanço do Observatório do PNE (OPNE) divulgado em junho mostrou que, após três anos de vigência do Plano Nacional de Educação (PNE), apenas 20% das metas e estratégias que deveriam ter sido cumpridas até 2017 foram alcançadas total ou parcialmente.


Agência Brasil e Correio do Povo