Achado no Mar da Galileia local onde Jesus teria multiplicado pães e peixes

  • Menahem Kahana/AFP

    Arqueólogos israelenses encontraram nos arredores do Mar da Galileia, no norte de Israel, o local onde, de acordo com a tradição cristã, estiveram três dos apóstolos de Jesus

    Arqueólogos israelenses encontraram nos arredores do Mar da Galileia, no norte de Israel, o local onde, de acordo com a tradição cristã, estiveram três dos apóstolos de Jesus

Arqueólogos israelenses encontraram nos arredores do Mar da Galileia (Lago Tiberiades ou Kinneret) os restos de Betsaida (Julias), o povoado onde, de acordo com a tradição cristã, os apóstolos Pedro, André e Felipe moravam e onde aconteceu o milagre da multiplicação dos pães e peixes.
"Encontramos o que parece ser a cidade dos três apóstolos, onde Jesus multiplicou os pães e os peixes", afirmou nesta segunda-feira à Agência EFE o arqueólogo Mordejai Aviam, do Kinneret College, em Israel, que há três anos trabalha neste projeto.
Na margem nordeste do Mar da Galileia, a equipe vasculhou o lugar onde, conforme o Novo Testamento, estiveram três dos apóstolos de Jesus, a Reserva Natural do Vale de Betsaida, como é conhecida hoje.
Há pouco tempo, Aviam achou, com mais 25 arqueólogos e voluntários, uma capa do período das Cruzadas, uma feitoria de açúcar do século XIII, um mosteiro e o que parece ser uma igreja. Dois metros debaixo do solo encontraram restos do período bizantino, que se remonta à etapa final do Império Romano e que nos seus primeiros anos de vida se estendeu por todo o Mediterrâneo Oriental.

Tempos atrás tinha sido descartada a possibilidade de encontrar algo deste período da história, mas foi a aparição de uma peça de cerâmica em 2014 que fez que a equipe se concentrasse mais nesta área e o que fez aumentar as expectativas.
"Existem moedas, cerâmica, um mosaico, paredes e um banheiro de estilo romano, o que nos leva a crer que não se tratava simplesmente de um povoado, mas de uma grande cidade romana", afirmou Aviam, acrescentando que abaixo da camada que objetos das Cruzadas estão ruínas do período anterior, o Romano (de 300 a 100 a.C.).
De acordo com a Bíblia, Jesus foi para esse lugar para descansar sozinho, afundado na tristeza pela notícia da morte de João (ordenada por Herodes Antipas), mas foi seguido por uma multidão.
Quando anoiteceu, os discípulos sugeriram que ele dispensasse os seguidores para que pudessem comer, mas ele respondeu que não era necessário que fossem embora e pediu para servir as pessoas com os alimentos que tivessem ali. Foi quando os discípulos disseram que só tinham cinco pães e dois peixes.
"18. E ele disse: 'Trazei aqui'. 19. E, tendo mandado a multidão sentar na grama, tomou os cinco pães e os dois peixes, e, erguendo os olhos ao céu, os abençoou, e, partindo os pães, deu-os aos discípulos, e os discípulos à multidão. 20. E comeram todos, e saciaram-se; e levantaram dos pedaços, que sobejaram, 12 cestos cheios. 21. E os que comeram foram quase 5 mil homens, além de mulheres e crianças." (Mateus 14:18-21).
Avian está convicto de que os objetos achados demonstram que esse é o local onde milhões de cristãos viram esse milagre, apesar de outras teorias arqueológicas situarem esse ponto em outros lugares da região, rejeitando essa situação com o argumento de que o nível do lago nessa área cobria a zona, algo que as novas descobertas contradizem.
O historiador Flávio Josefo descreveu nos seus textos a cidade de Betsadia e explicou que o rei judeu Filipe, o Tetrarca, a transformou, fazendo com que o local se transformasse de uma vila de pescadores em uma autêntica cidade romana.
Não muito longe dali, na cidade de Tiberíades, na margem oposta do lago, novas escavações situam Madala, o povoado onde nasceu e viveu Maria Madalena, uma das figuras femininas mais relevantes da Bíblia.
Os responsáveis pelas mais novas descobertas arqueológicas na zona querem fazer das terras próximas ao Mar da Galileia um lugar de peregrinação, culto e turismo e por isso querem acompanhar os passos de Jesus e percorrer as paisagens por onde ele e seus discípulos caminharam.

Para muitos dos que creem, pisar na terra em que Jesus Cristo viveu e ver resquícios que datam de sua época e que põem no mapa atual os lugares apresentados na Bíblia é, além de uma experiência repleta de emoção, uma forma de reafirmar a própria fé.


EFE e UOL Notícias

Sem sombra e água fresca

A calmaria é só na superfície, porque a economia e a Lava Jato estão a mil por hora

Eliane Cantanhêde, O Estado de S.Paulo


Derrotada na Câmara a denúncia contra o presidente Michel Temer, o previsível é que o foco de Brasília e da mídia se desloque para duas outras áreas: a economia e a guerra entre Polícia Federal, Ministério Público e ministros do Supremo, inclusive com troca pública de desaforos. A política entra numa fase mais morna, a economia esquenta e a Lava Jato pode incendiar tudo de novo.

Na economia, a prioridade é a questão fiscal, com arrecadação baixa, gastos altos e a pressão política para Temer pagar suas dívidas pelo enterro da denúncia da PGR e fazer novos empenhos para aprovar a reforma a Previdência. Os riscos são o recuo no fim do imposto sindical, o esfarelamento da reforma e a votação de uma nova meta fiscal para 2017 e, talvez, de um novo teto de gastos para os anos seguintes.

Para amenizar o clima com as centrais sindicais, que miram na reforma trabalhista para derrubar o fim do imposto sindical, Temer e sua área técnica se preparam para apresentar uma fórmula intermediária. Leia-se: o imposto acabou, mas pode ressuscitar em função de interesses políticos. Resta saber o que a opinião pública acha disso.

E, para atrair votos do Congresso, a área política defende um enxugamento na reforma da Previdência, que ficaria restrita a uma nova idade mínima para aposentadoria e o fim de privilégios do funcionalismo. Leia-se: viraria um remendo, até que o futuro presidente faça o que tem de ser feito para evitar o colapso do sistema. Resta saber o que os agentes econômicos acham do recuo.


De qualquer forma, Temer mantém a prioridade para a reforma da Previdência, como enfatizou em reunião no domingo com ministros e os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia, e do Senado, Eunício Oliveira. Maia reiterou que a votação será difícil e que os votos dos tucanos são fundamentais, mas, ontem, admitiu levar o projeto ao plenário em setembro. Será?

Apesar de versões públicas de que não estão nem aí para o PSDB, é óbvio que Temer e seus ministros políticos e econômicos sabem o quanto o partido é importante para as decisões econômicas. Não só na reforma da Previdência, mas também na eventual revisão da meta fiscal e do teto de gastos.

Tanto é assim que Temer foi ontem a São Paulo participar de solenidade com o prefeito João Doria. Com Aécio Neves muito ocupado com as acusações conta ele, Tasso Jereissati liderando a oposição ao Planalto e Geraldo Alckmin articulando contra nos bastidores, quem sobra? Doria, mais cauteloso diante do governo Temer.

Enquanto Temer arma o jogo para as votações fundamentais na economia, há preocupação com as flechadas do procurador Rodrigo Janot nesses 40 dias até passar o bambu para Raquel Dodge. Como é improvável que ele tenha algo mais forte do que a gravação de Joesley Batista com Temer e os vídeos da mala de dinheiro do ex-assessor Rocha Loures, fica a dúvida: as ameaças de Janot são só guerra de nervos, ou ele tem mesmo bambu contra Temer?

Enquanto a resposta não vem, a guerra entre Janot e o ministro Gilmar Mendes, do Supremo, entrou no vale-tudo: flechadas, tiroteios, acusações e insinuações. Como é uma guerra de procurador contra procurador (Gilmar vem do MPF), confirma que a PGR está bastante dividida, além de enfrentar uma contestação atrás da outra da PF contra as delações hiperpremiadas.

Então, Brasília parece viver uma calmaria na política, mas é só na superfície. Na realidade, o pós-denúncia de Temer é de muitas interrogações quanto à economia, aos tucanos, às bombas contra Temer e seus ministros. Aliás, mesmo quando Janot sair, a PGR não vai parar. Raquel Dodge pode surpreender aqueles que estão sonhando com sombra e água fresca depois de 17 de setembro.


Estadão

Já temos um presidente e um primeiro-ministro


Michel Temer disse hoje que o Brasil deveria adotar um sistema "do tipo português ou do tipo francês", em que o presidente divide poderes com o primeiro-ministro.

A mesma fala de Gilmar Mendes.

Já temos um presidente e um primeiro-ministro.


O Antagonista

TEMER FICA E AGORA É HORA DAS REFORMAS!

(Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

Em sua coluna de hoje, Denis Rosenfield comenta sobre a votação no Congresso que acabou dando fôlego ao presidente Temer. Para o professor de filosofia, a população não pressionou os deputados por perceber a fraude por trás do movimento “ético” da extrema-esquerda. Diz ele:

É inegável que o resultado da votação da denúncia oferecida pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, configurou uma vitória expressiva do presidente Temer. Alguns analistas, que mais pareciam torcidas organizadas, chegaram a dizer que os seus dias estavam contados e que os deputados o abandonariam, dada a sua baixa popularidade. Não foi isto o que aconteceu. Mais uma vez, o presidente mostrou-se um hábil articulador, profundo conhecedor da Câmara dos Deputados, capaz de desarmar toda uma oposição que nem soube se comportar dignamente.

Diga-se, aliás, que o PT e o PSOL, nos dias anteriores, esmeraram-se em defender a ditadura de Nicolás Maduro, que, seguidor de Chávez, consumou a falência da Venezuela. As mortes rotineiras, perpetradas pelas milícias bolivarianas, são um triste retrato do “socialismo do século XXI”, tão ardentemente defendido pelas lideranças petistas. O país está em ruínas, a população na miséria, os supermercados desabastecidos, a democracia ferida de morte e o que faz a nossa esquerda? Apoia um regime claramente liberticida. Eis a alternativa que ofereceram ao país no processo de julgamento da denúncia oferecida pelo procurador-geral. Nesta perspectiva, não seria de estranhar o silêncio das ruas. Tratar-se-ia de apoiar o PT nesta sua radicalização?

Ricardo Noblat, em sua coluna de hoje, também resumiu bem por que a derrota de Temer, neste momento, não interessava a quase ninguém:

Temer ficou porque era melhor para todo mundo. Melhor para o Congresso acuado pela Lava Jato e interessado em extrair vantagens de um presidente fraco. Melhor para a oposição que imagina crescer batendo nele. Melhor para os reais donos do poder satisfeitos com a sua agenda de reformas. Melhor até para a maioria dos brasileiros que o rejeita. Trocá-lo por quem? E a 15 meses de uma nova eleição? As ruas não roncaram contra Temer porque não são tão bobas.

Ou seja, em parte Temer fica por motivos sombrios e preocupantes, em parte por razões absolutamente compreensíveis e legítimas. Infelizmente, nem todos à direita entenderam assim. Ou, se entenderam, não podem expor, já que faz parte de sua estratégia de chegada ao poder demonizar “tudo e todos que estão aí”, o “sistema” todo, sem fazer distinção entre o ruim e o pior, entre comunistas golpistas e social-democratas ou fisiológicos.

A narrativa dessa turma teve de ser purista demais, condenando todos que votaram a favor de não aceitar a denúncia agora como se fossem “defensores de bandidos”. Péssima estratégia. Em uma análise que tive acesso do consultor Manoel Carlos, que já prestou serviço para diversos políticos de direita, consta o principal motivo do erro dessa postura, principalmente por parte da militância de Jair Bolsonaro:

Que todos, ou quase todos os deputados acreditam que Temer possa estar envolvido em algum caso de corrupção, isso é praticamente consenso. O que difere do discurso do Bolsonaro, na votação de afastamento de Temer, não é no “padrão” da conduta criminosa ou na possibilidade de ter-se praticado um crime, mas no “critério” de estabelecer uma punição e o próprio afastamento de Temer. Apoiadores de Bolsonaro não iriam dizer que ele apoia bandido, caso votasse pelo não afastamento de Temer, pois para os mais atentos isso já havia ocorrido, em outros moldes, no caso do Fora Cunha, quando perguntado sobre o ex-presidente da Câmara, Bolsonaro reconhecia sua importância naquele momento. Porém, em seu voto pelo afastamento de Temer, o que mais chamou a atenção não foi o voto de Bolsonaro em si, nem a diferença de postura que teve diante do Caso Cunha, mas as entrevistas que Bolsonaro e Eduardo deram quanto ao tema e a patrulha de parte de sua militância, muitos desinformados e sem estabelecer os devidos critérios para um debate justo.

Avançando. A esquerda é tão eficiente quando o assunto é comunicação, que a narrativa da “tal” INVESTIGAÇÃO; a caça aos “inimigos” da nação que votaram contra investigação do “bandido” Temer – nada mais é do que uma propaganda da esquerda, mais um chavão da mídia esquerdista que acabou sendo comprada equivocadamente por muitos de todos os lados, direita, esquerda, pessoas comuns que não acompanham a política e “isentões”. A bem da verdade, os deputados que votaram SIM, em grande parte, votaram pelo NÃO AFASTAMENTO DO TEMER. O contrário disso, representaria a entrada dos comunistas por meio do Maia, assim pode-se compreender como uma justificativa real e perfeitamente admissível.

Com o Temer afastado, se aprovado na votação, alguém ocuparia esse espaço. Essa era a intenção do PSOL, PC do B, PT, Rede e parte do PSB.

[…]

Onde está o erro estratégico? Não me refiro a justificativa e a decisão política ou jurídica, mas a questão puramente estratégica. Então, passo a dissecar a decisão de Bolsonaro sob a ótica estratégica. O que pudemos perceber diante do patrulhamento desnecessário de apoiadores de Bolsonaro, Jair e Eduardo quiseram capitalizar, acenderam o pavio e a militância explodiu, os reflexos negativos dos estilhaços ainda estão por vir. Um erro que pode lhe custar muito caro num futuro próximo, tanto para 2018 quanto em suas retóricas.

Após todos os embates – discussões entre intelectuais da própria direita e militância sobre o voto de Eduardo e Jair Bolsonaro – a família Bolsonaro ficou atrelada ao discurso dos comunistas. Mas como isso é possível? Será verdade? Faça sua própria avaliação.

Vamos aprofundar: (1) Bolsonaro pratica o respeito com o dinheiro público, isso é inquestionável; (2) Os comunistas discursam bonito contra a corrupção, mas praticam o inverso do que dizem; (3) a grande mídia é contaminada pela ideologia marxista; (4) a grande mídia coloca Molon (esquerda), Chico Alencar (esquerda), Ivan Valente (esquerda), Jandira (esquerda), Marina Silva (esquerda), Randolfe Rodrigues (esquerda) como os tutores do combate à corrupção; (5) a narrativa que prevalece é a da esquerda sob qualquer aspecto; (6) o maior assalto aos cofres públicos de nossa história foi praticado pela extrema-esquerda comuno-petista, mas isso é dissolvido por generalizações de que todos são corruptos e, agora, pelo Fora Temer; (7) hoje os comuno-petistas e extremistas de esquerda estão na oposição, na posição que sabem atuar; (8) a tutela da luta contra a corrupção volta às mãos da extrema-esquerda no discurso e na mídia; (9) quando subirem à tribuna para falarem de corrupção, Bolsonaro terá que ouvir; (10) Bolsonaro não poderá discordar desses criminosos hipócritas. Não, pelo menos no discurso; (11) por fim, banalizou-se o combate contra a corrupção, agora esse tema está na boca de qualquer esquerdista, com apoio da mídia e do senso comum; (12) estrategicamente, a extrema-esquerda com apoio da mídia, conseguiu, com uma única cartada, aniquilar o maior ponto do discurso de Bolsonaro para 2018; (13) a população sabe a diferença entre discurso contra a corrupção e a prática contra a corrupção?

Antes dos embates desnecessários que se instauraram entre a própria direita, militantes atacando intelectuais e também deputados de direita, todo o desgaste que está por vir poderia ter sido evitado.

Mas não foi. E a postura agressiva da militância demonstra como o próprio Bolsonaro já pode ter percebido o equívoco, e agora está na defensiva. Chamar de “defensor de bandidos” todo aquele que rejeitou fazer o jogo sujo do PT e do PSOL, ao lado de Rodrigo Janot, o “procurador-geral do PT“, e da mídia golpista,  é dar um tiro no pé. Algo que Olavo de Carvalho parece ter se dado conta também:

Não precisamos ter “bandido preferido” para entender o que está em jogo no momento, qual a cartada da extrema-esquerda, e como ela pretende impedir qualquer avanço no país. Temer, com todos os seus inúmeros defeitos, tem adotado uma agenda de reformas, até por extrema necessidade. E é isso que os socialistas querem impedir. Guilherme Fiuza resumiu bem a coisa:

Fiuza está certo. Há uma turma na direita que condenava até o impeachment de Dilma como estratégia de libertação do Brasil. Alegava que ela seria trocada por outro dentro do establishment, como se não fizesse diferença alguém do PMDB ou do PT. Besteira! O Brasil já poderia ser a Venezuela hoje. É preciso lutar com as armas existentes, de forma minimamente pragmática. Passo a passo. O idealismo jacobino de “tudo ou nada” costuma terminar quase sempre em… nada!

Criticar o PMDB e o PSDB é importante, e basta uma rápida pesquisa no meu blog para notar como faço isso com frequência. Mas daí a ignorar que um abismo os separa do PT vai uma longa distância. Paulo Guedes, economista liberal, bate bastante nos tucanos, mistura muito PT e PSDB quando ataca o “antigo regime” e a social-democracia (errando, em minha opinião, ao não constatar que o PT é comunista mesmo). Mas até Guedes, em sua coluna de hoje, teceu elogios em uma justa homenagem a Arminio Fraga, cujo legado positivo ao Brasil é incontestável.

O PSDB pode ser de esquerda e ruim, o PMDB pode ser fisiológico e corrupto, mas nenhum dos dois é parecido com o PT ou suas linhas-auxiliares, como PSOL e PCdoB. Plano Real, Lei de Responsabilidade Fiscal e privatizações foram conquistas tucanas, enquanto o PT se colocava contra todas elas. E agora temos, com Temer, uma retomada dessa agenda menos esquerdista, ou que ao menos aponta na direção certa, ainda que muito aquém do necessário. É preciso seguir adiante. Denis Rosenfiled conclui:

Urge, neste contexto, que o Brasil reconcilie-se consigo, abandonando conflitos que possam inviabilizar reformas que são não apenas necessárias, mas prementes. A da Previdência é a mais em vista e a tributária deve segui-la. Divergências quanto ao governo deveriam ser deixadas por ora de lado, para serem resolvidas nas eleições do próximo ano. A conciliação deveria ser o mote nacional, em vez do acirramento dos conflitos. O país nada ganha com combates incessantes. É o momento de retomada do diálogo e não da exclusão.

Alguns poderão alegar que isso é o mesmo que salvar o establishment, em vez de fazer uma “limpeza geral”. Entendo o raciocínio. Mas o considero muito arriscado. Alguém está mesmo disposto a afirmar, hoje, que tirar o PT por meio do impeachment de Dilma era indiferente, já que o establishment continuou no poder? É como afirmar que não há tanta diferença entre a Venezuela e o Chile, já que nenhum dos dois é liberal e ambos são dominados pelos “donos do poder”.

Perfeição não existe em política. E, para se ter uma nação decente um dia, primeiro é fundamental impedir a volta da extrema-esquerda ao poder, daqueles que flertam com o regime venezuelano. Insistir na narrativa de que a extrema-esquerda e a esquerda tucana são exatamente a mesma coisa, ou que petistas e Temer são “todos corruptos”, é não só uma injustiça, ao ignorar as diversas gradações existentes de vermelho, como também uma bola levantada para a extrema-esquerda.

Tudo que Lula mais quer no momento é que seu projeto totalitário e a institucionalização da corrupção durante seu governo sejam chamados de “mais do mesmo”. O PT não é igual aos demais; é muito pior, é revolucionário e comunista. Os outros, mal ou bem, estão tocando reformas necessárias. Que possam continuar o trabalho para que, em 2018, o eleitor finalmente escolha uma alternativa melhor, de preferência mais liberal.

Rodrigo Constantino

Morte em rodovia, árvores caídas e trânsito lento: os estragos da chuva nesta terça no RS

Ventos atingiram mais de 100 km/h no Estado e causaram prejuízos

Por: Zero Hora


Morte em rodovia, árvores caídas e trânsito lento: os estragos da chuva nesta terça no RS Ronaldo Bernardi/Agencia RBS

Árvore caída na Rua Eça de Queiroz, em Porto AlegreFoto: Ronaldo Bernardi / Agencia RBS

O temporal que começou na madrugada desta terça–feira (8), com ventos acima de 100 km/h, provocaram uma morte após queda de árvore em rodovia, um acidente em Porto Alegre, casas destelhadas e transtornos no trânsito em municípios do Rio Grande do Sul.

A chuva foi causada pela formação de uma frente fria, vinda do Uruguai, que atingiu o Estado nesta manhã e provocou ventos fortes. Um motociclista morreu após a queda de uma árvore no km 27 da RS-240, em Capela de Santana, no Vale do Caí, pouco antes das 7h.

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Segundo o Comando Rodoviário da Brigada Militar (CRBM), o homem bateu na árvore e acabou sendo atingido por um caminhão que vinha atrás. A vítima, ainda não identificada, morreu no local.

Uma das cidades mais atingidas pelo temporal foi São Gabriel, onde as rajadas de vento, acompanhadas de chuva, alcançaram 106,2 km/h. Segundo a Brigada Militar (BM), a chuva começou por volta das 3h e durou cerca de meia hora. Pelo menos três casas foram atingidas por árvores e danificadas no bairro Élvio Vargas. Há também relato de residências destelhadas.

Em Porto Alegre, as rajadas de vento atingiram os 75,6 km/h. O vento provocou queda de árvores e causou um acidente com um motociclista na Rua Joaquim Silveira, nas imediações da Rua Augusto Giordani, no bairro São Sebastião, Zona Norte. A vítima teve ferimentos leves e foi socorrida pelo Samu. O trânsito no local seguia parcialmente bloqueado até as 10h.

Falta de luz
O vento forte também deixou cerca de 111 mil gaúchos sem luz no Estado
. A área com mais problemas é a de concessão da RGE Sul, a antiga AES Sul. Os municípios de Santa Maria e São Gabriel são os mais atingidos. Os demais pontos problemáticos na área da companhia estão nas regiões da Fronteira, dos Vales e Metropolitana. 

Em Porto Alegre, há 6 mil clientes sem luz. São afetados moradores dos bairros Santo Antônio, Glória, Medianeira, Espírito Santo, Hípica e Aberta dos Morros. Todas as companhias garantem que estão com equipes nas ruas para resolver os problemas o mais rápido possível. Não há previsão de normalização, mas você pode ligar para a sua concessionária de energia para obter mais informações.

Trânsito
Em Porto Alegre, além do bloqueio parcial no trânsito da Rua Joaquim Silveira, onde um motociclista se acidentou, veículos estão impedidos de passar também na Rua Coronel José Rodrigues Sobral, próximo à Rua Silvado, no bairro Partenon, onde uma árvore de grande porte caiu.

O tráfego também está bloqueado na Rua Eça de Queiroz, entre as ruas Felipe de Oliveira e Dona Eugênia, no bairro Petrópolis. A linha 436 – Jardim Ipê teve o trajeto alterado.

A Avenida Brasil, nas proximidades da Presidente Franklin Roosevelt, estava totalmente bloqueada por causa de fios que caíram na via, mas o trânsito já está liberado, segundo a EPTC.

Ao menos quatro trechos de rodovias gaúchas enfrentaram bloqueio nesta manhã. Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o trânsito foi interrompido no km 410 da BR–290, em São Gabriel. Na mesma rodovia, a alteração foi em Vila Nova do Sul, no km 373. Ainda houve trânsito na BR–153, na altura de Caçapava do Sul, e na BR–392, no trecho entre Santa Maria e São Sepé. Todos os trechos já estão normalizados. 

Conforme o CRBM, há também uma árvore sobre a pista no km 24 da RS-240, em Capela de Santana, entre Montenegro e Portão. O trânsito segue lento agora.


Zero Hora

ÁUDIO: Gilmar Mendes classifica como "psicose" cobrança quanto a encontro fora da agenda com Temer

Ministro do STF se reuniu com o presidente da República na noite de domingo (6) no Palácio do Jaburu

Por: Zero Hora
ÁUDIO: Gilmar Mendes classifica como "psicose" cobrança quanto a encontro fora da agenda com Temer DANIEL TEIXEIRA/ESTADÃO CONTEÚDO
Foto: DANIEL TEIXEIRA / ESTADÃO CONTEÚDO

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes minimizou o fato de seu encontro com Michel Temer, ocorrido na noite de domingo (6), no Palácio do Jaburu, não ter constado na agenda oficial do presidente. Na programação do ministro, o jantar havia sido incluído.

— O presidente não precisa se preocupar em colocar ninguém, na agenda, que esteja recebendo para um janta. Foram várias pessoas. Vocês criaram essa psicose aí em torno do encontro com o presidente da República, isso é uma bobagem — afirmou Gilmar Mendes em entrevista o programa Timeline, da Rádio Gaúcha, na manhã desta segunda-feira (7), enquanto está no Amazonas para realização de eleição suplementar para governador no Estado.

À TV Globo, que flagrou o momento que o ministro deixava o Jaburu, Gilmar Mendes afirmou que o assunto tratado com Temer foi reforma política.

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Questionado pela Rádio Gaúcha sobre uma possível fragilidade da relação entre ambos, já que o presidente pode ser julgado pelo STF caso a Câmara aceite alguma denúncia, Gilmar Mendes alegou que tem relação com vários políticos e que é quase "inevitável" encontrar com eles em Brasília:

— Veja que nós estamos hoje com cerca de 300 ou 400 parlamentares investigados no Congresso Nacional. E a toda hora nos encontramos com eles aqui em Brasília, e é inevitável.

Em seguida, justificou que precisa se encontrar com os representantes dos poderes para discutir questões do STF e também do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), do qual é presidente:

— Eu, por exemplo, tenho que dispor de recursos alguma coisa como R$ 36 milhões nas eleições do Amazonas. Com quem que eu falo? Eu falo com os ministros, eu falo com o presidente da República, eu discuto essas questões orçamentarias com quem? Na verdade, isso revela um grande despreparo de quem não conhece a máquina pública e como ela funciona.

Durante a entrevista, Gilmar Mendes voltou a criticar Rodrigo Janot, a quem definiu como "o procurador-geral da República mais desqualificado" que já passou pelo órgão.

— Ele não tem preparo jurídico nem emocional para presidir um órgão dessa importância — justificou o ministro, reforçando a forma com que as delações premiadas foram recentemente acordadas por Janot na Lava-Jato.

Ainda sobre Temer, Gilmar Mendes disse que a decisão da Câmara — que rejeitou a primeira denuncia oferecida por Janot contra o presidente — é política e, portanto, não caberia a ele querer que o caso fosse julgado pelo STF. Ao final, o ministro não quis dizer se acredita que o peemedebista vai chegar ao final do mandato de presidente:

— Não me cabe emitir juízo sobre isso. Interessa que o país esta vivendo dentro de um quadro de normalidade, de diálogo institucional e a vida segue.


Zero Hora

Caixa lançará linha de crédito de R$ 1,5 bilhão para financiar setor imobiliário

por MAELI PRADO

16329356.jpgAgência da Caixa; banco lança linha de crédito de R$ 1,5 bi para financiar lotes urbanizadosSamuel Costa

O presidente da Caixa Econômica, Gilberto Occhi, afirmou que o banco anuncia nesta terça-feira (8), em evento com o presidente Michel Temer em São Paulo, uma linha de R$ 1,5 bilhão para financiar empresas do setor imobiliário interessadas na construção de lotes urbanizados.

"Estamos trabalhando isso. O presidente anuncia essa medida amanhã [terça] em São Paulo, e espero demanda grande. Ajuda no crescimento da economia e na geração de novos empregos", afirmou durante a divulgação do balanço dos saques das contas inativas do FGTS. "A ideia é financiar a produção, a construção dos lotes, incluindo infraestrutura, como água e pavimentação", explicou.

Segundo Occhi, a liberação dos saques do Fundo permitiu um crescimento de 27% no financiamento imobiliário do banco entre o primeiro semestre deste ano e o mesmo período do ano passado.

CAIXA SEGURIDADE

O presidente da Caixa negou a possibilidade levantada recentemente pelo ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, de privatização da Caixa Seguridade ainda no segundo semestre deste ano, o que levantaria recursos para ajudar no cumprimento da meta fiscal deste ano, de um deficit de R$ 139 bilhões.

"Não há nenhuma expectativa de IPO [oferta pública inicial de ações] da Caixa Seguridade neste ano", disse o executivo.
Sobre a privatização da Lotex, plano que também poderia ajudar nas contas públicas, Occhi declarou que há dois projetos já prontos, um de concessão plena e outro de privatização. "Os projetos foram enviados ao Ministério da Fazenda, que tomará a decisão", disse.

Fonte: Folha Online - 07/08/2017 e SOS Consumidor


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SPC Brasil: 53% dos brasileiros estimam cortar gastos em agosto

du4h198l8hn8t8089e888c0xz.jpgIndicador de propensão do SPC Brasil mostra que 18% dos consumidores cortarão gastos por estarem desempregados

Somente 17% dos brasileiros estão com as contas em dia e com sobra de recursos. Já 38% estão no vermelho, sem conseguirem pagar todas as contas
O Indicador de Propensão ao Consumo, elaborado pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojista (CNDL), sinalizou nesta segunda-feira (7) que 53% dos brasileiros pretendem cortar gastos neste mês de agosto. Os efeitos da crise se destacaram entre as justificativas, onde 19% ressaltaram as altas nos preços. Já 18% diminuirão os gastos por estarem desempregados e 14% por estarem endividados.
De acordo com o levantamento do SPC Brasil , há ainda 9% dos consumidores que estão cortando gastos por conta da diminuição da renda, 24% que desejam economizar e 11% que pretendem criar uma reserva financeira.  Excluindo os itens de supermercado, os produtos que os consumidores planejam adquirir ao longo de agosto são: remédios, com 24%, roupas, calçados e acessórios, com 19%, recarga para celular pré-pago, com 19% e perfumes e cosméticos, com 14%.

O indicador expôs que somente 17% dos consumidores brasileiros estão com as contas em dia, com sobra de recursos para compras ou investimentos. Cerca de 38% alegaram estabilidade, sem sobra e nem falta de dinheiro, enquanto 38% encontram-se no vermelho, sem conseguirem pagar todas as contas do mês passado, com a renda que possuem.

“A proporção de consumidores com orçamento apertado mostra bem o impacto da crise sobre as finanças pessoais , embora o estado da economia não seja o único fator a explicá-lo. Há também a importante questão da falta de controle do orçamento. E, como não poderia ser diferente, a situação financeira impacta o consumo, seja porque restringe o crédito ou porque leva o próprio consumidor a rever seu padrão de consumo”, afirmou a economista-chefe do Serviço de Proteção ao Crédito, Marcela Kawauti.

Contratação de crédito

Em junho, o Indicador de Uso do Crédito atingiu 28,5 pontos –resultado estável em comparação aos 27,5 pontos de maio. Vale lembrar que o indicador considera a proporção de consumidores que recorreram ao crédito, e a variedade de modalidades  que cada um utilizou A escala varia de zero a 100 - quanto mais próximo de 100, maior a disposição do consumidor em tomar crédito.

No geral, 56% dos compradores brasileiros não utilizaram crédito como empréstimos, linhas de financiamento, crediários e cartões de crédito, em junho. Já os 44% restantes mencionaram ao menos uma modalidade recorrida no período, sendo o cartão de crédito e o cartão de loja as modalidades mais usadas, com 37% e 16%, respectivamente. O cheque especial foi citado por 6%, os empréstimos por 4% e os financiamentos por 2%.
Entre os brasileiros que utilizaram o cartão de crédito, 23% diminuíram o valor da fatura em junho.  Enquanto 30% afirmaram que a fatura se manteve igual se comparada ao mês anterior. Em contrapartida, 42% dizem ter notado um aumento no valor utilizado. O valor médio foi de R$ 977.

As compras de supermercados lideraram os itens mais adquiridos via cartão de crédito, com 66%, seguido por gastos com remédios e farmácia, com 56%, roupas, calçados e acessórios, com 36%, combustível, com 35% e gastos com bares e restaurantes, com 31%.

“O consumidor que recorre ao cartão para fazer frente a esses gastos precisa levar em consideração que, nos meses seguintes, terá de arcar com as despesas básicas novamente e planejar-se para o pagamento”, alertou Marcela.

Empréstimos

Segundo a apuração do indicador, 19% dos brasileiros tiveram crédito negado em junho ao tentarem fazer uma compra a prazo ou contratarem algum tipo de empréstimo ou financiamento. Um exemplo que reforça o comportamento mais restritivo por parte dos credores é o fato de 42% considerarem “difícil ou muito difícil” contratarem empréstimos ou linhas de financiamento. Somente 15% apontam o processo como simples.

Para a economista do SPC Brasil, os dados referentes a dificuldade de contratação mostram que o uso do crédito pode alcançar um número maior de consumidores, porém, deve-se ponderar o risco de inadimplência . “O mau uso do crédito pode ter como consequência a inadimplência. Por isso é importante que a concedente de crédito estabeleça critérios para a concessão, e que o consumidor exerça o autocontrole para não gastar além do que pode”, concluiu.

Fonte: Brasil Econômico - 07/08/2017 e SOS Consumidor



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Fachin arquiva três pedidos de inquéritos da Odebrecht na Lava Jato

Ueslei Marcelino/Reuters

Senator Marta Suplicy gestures during a meeting at Economic Affairs Committee (CAE) of the Brazilian Federal Senate in Brasilia, Brazil June 20, 2017. REUTERS/Ueslei Marcelino ORG XMIT: UMS10

Senadora Marta Suplicy, que teve pedido de inquérito arquivado em razão da idade

LETÍCIA CASADO
DE BRASÍLIA


O ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no STF (Supremo Tribunal Federal), determinou o arquivamento de três pedidos de inquéritos da Lava Jato abertos com base na delação da Odebrecht.

As investigações arquivadas envolvem a senadora Marta Suplicy (PMDB-SP), 72, e os deputados Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE), 74, e Roberto Freire (PPS-SP), 75. Eles foram acusados pelos delatores de receber caixa dois em campanhas eleitorais.

No entanto, devido à idade –mais de 70 anos– eles já não poderiam ser punidos. Na decisão, o ministro cita o artigo 115 do código penal: "Com efeito (...) os prazos prescricionais são reduzidos de metade se o autor do crime for maior de 70 (setenta) anos na data da sentença."

No caso de Marta Suplicy, ex-prefeita de São Paulo, os delatores disseram que ela recebeu recursos de caixa dois da Odebrecht em duas campanhas: foram R$ 550 mil em 2008, quando concorreu à Prefeitura de São Paulo e perdeu para Gilberto Kassab, e R$ 500 mil para o Senado, quando foi eleita.

De acordo com a Odebrecht, os recursos foram pedidos por Márcio Toledo, marido de Marta e "arrecadador" de suas campanhas. Toledo aparece com o apelido de Belo Horizonte nos controles internos da empreiteira.

Por isso, a PGR pediu para investigar Toledo junto com Marta. Com menos de 70 anos de idade, a extinção de punibilidade não vale para ele. Assim, Fachin disse para a PGR se manifestar sobre a investigação acerca de Toledo.

"Por fim, sendo o pedido de inquérito também direcionado a outro investigado, Márcio Toledo, antes do arquivamento definitivo dos autos determino nova vista à Procuradoria-Geral da República para, em 3 (três) dias, requerer o que de direito", escreveu o magistrado.

Já o deputado federal Jarbas Vasconcelos foi acusado por delatores de ter recebido R$ 700 mil em seu caixa dois: na campanha ao governo de Pernambuco em 2010.

A Roberto Freire, a Odebrecht afirmou ter pago R$ 200 mil não contabilizados durante a campanha à Câmara dos Deputados de 2010.

"No caso, o delito atribuído ao parlamentar, previsto no art. 350 do Código Eleitoral, tem como pena máxima cominada 5 (cinco) anos de reclusão, do que resulta (...) o prazo prescricional de 6 (seis) anos", diz Fachin nos despachos de Jarbas e Freire.

84 INQUÉRITOS

Em abril, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, encaminhou a Fachin pedido para autuar 84 inquéritos.

No entanto, Fachin remeteu sete deles para a PGR analisar uma eventual extinção de punibilidade, uma vez que os crimes já estariam prescritos devido à idade dos suspeitos. Os outros casos ainda estão em análise no STF.

Com isso, o STF abriu de fato 77 dos 84 inquéritos decorrentes da delação dos executivos e ex-executivos da empreiteira.

Nos bastidores da PGR a avaliação é que Janot não poderia ter deixado de pedir a abertura das investigações –mesmo se fosse para arquivá-los depois –, uma vez que os delatores falaram sobre os supostos crimes.

REDISTRIBUIÇÃO

Fachin pediu ainda a redistribuição de duas investigações, relativas ao ministro das Cidades, Bruno Araújo (PSDB), e ao deputado Daniel Almeira(PC do B-BA).

Em ambos os casos, o ministro entendeu que os fatos pelos quais eles são suspeitos não têm ligação direta com esquema de corrupção na Petrobras –e, portanto, não fazem parte da Lava Jato.

A ministra Cármen Lúcia deve determinar a redistribuição, por sorteio, entre os ministros da corte. Não há prazo para isso.

Araújo foi acusado pelos delatores da Odebrecht de ter recebido R$ 600 mil não declarados em campanhas eleitorais. Eles disseram ainda que, enquanto deputado, ele trabalhou em favor da empreiteira no Congresso.

Já Almeida teria recebido R$ 400 mil da empreiteira por causa da realização de uma obra na qual a empresa tinha interesse.


Folha de S. Paulo


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