PF atribui corrupção e lavagem de dinheiro a Gleisi e Paulo Bernardo

Breno Pires, Luiz Vassallo e Julia Affonso

São Paulo

Franklin de Freitas/FolhapressO ex-ministro Paulo Bernardo e a senadora Gleisi Hoffmann

  • O ex-ministro Paulo Bernardo e a senadora Gleisi Hoffmann

A Polícia Federal atribuiu, nesta segunda-feira, 7, em relatório no âmbito de inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF), os crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro à senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) e ao ex-ministro Paulo Bernardo, no âmbito das eleições de 2014. As investigações têm como base a delação da Odebrecht.

Em fevereiro 2016, a PF apreendeu documentos na residência de uma secretária do setor de operações estruturadas da construtora Odebrecht. Entre eles, planilhas relatando dois pagamentos de R$ 500 mil cada a uma pessoa de codinome "COXA", além de um número de celular e um endereço de entrega.

A investigação identificou que a linha telefônica pertencia a um dos sócios de uma empresa que prestou serviços de propaganda e marketing na última campanha da senadora Gleisi Hoffmann.

A PF verificou outros seis pagamentos no mesmo valor, além de um pagamento de R$ 150 mil em 2008 e duas parcelas de R$ 150 mil em 2010. Segundo a corporação, também foram identificados os locais onde os pagamentos foram realizados e as pessoas responsáveis pelo transporte de valores.

Essas tabelas também foram apresentadas pela construtora no momento em que foi firmado termo de colaboração premiada.

"Há elementos suficientes para apontar a materialidade e autoria dos crimes de corrupção passiva qualificada e lavagem de dinheiro praticados pela senadora, seu então chefe de gabinete, Leones Dall Agnol e seu marido, Paulo Bernardo da Silva, além dos intermediários no recebimento, Bruno Martins Gonçalves Ferreira e Oliveiros Domingos Marques Neto", sustenta a PF.

Segundo a PF, "os autos também comprovam que a parlamentar e seu marido, juntamente com Benedicto Barbosa da Silva Júnior e Valter Luiz Arruda Lana, foram responsáveis pelo cometimento de crime eleitoral (artigo 350 do Código Eleitoral)".

Defesa

Em nota, a defesa da senadora Gleisi Hoffmann afirmou: "A defesa entende que não há elementos nos autos que autorizem a conclusão alcançada pela Polícia Federal. Não foi praticada qualquer irregularidade pela Senadora".


Estadão Conteúdo e UOL Notícias


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PF critica delações das quais não participa, diz Janot

Sérgio Lima/Folhapress

BRASÍLIA, (DF), 05-08-2017 Entrevista exclusiva com o Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, em sua residência, no Lago Sul. Foto: Sérgio Lima/Folhapress ***ESPECIAL***EXCLUSIVA*** ORG XMIT: Sergio Lima

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, durante entrevista à Folha no sábado (5)

LEANDRO COLON
DIRETOR DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
REYNALDO TUROLLO JR.
DE BRASÍLIA


O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, disse à Folha que as críticas à delação da Odebrecht feitas pela Polícia Federal decorrem de uma "disputa de poder", e que a PF só ataca acordos dos quais não participa.

"Toda a discordância da PF conosco gira em torno de um negócio que chama colaboração premiada. Existe uma disputa de poder em cima da colaboração. Aquilo que a PF faz, e bem, é investigação. Eu ajuizei [no Supremo] uma ADI [Ação Direta de Inconstitucionalidade] que diz que polícia não pode fazer colaboração premiada", disse Janot.

"E não pode mesmo, porque estamos fazendo a conta da PF no Supremo, [da PF] em Curitiba, mas não de Polícia Civil no interior de São Paulo, do Rio de Janeiro, do Piauí, de Pernambuco. A repercussão [de permitir à polícia fechar acordos de delação] é essa."

As declarações foram dadas em entrevista no sábado (5). Outros trechos foram publicados na edição desta segunda-feira (7) do jornal.

Na semana passada, reportagem da Folha mostrou que a PF tem apontado, em relatórios e nos bastidores, supostas falhas no acordo da Odebrecht e em outros, como o do ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado.

Investigadores da PF que cuidam desses casos destacam, entre outras coisas, um exagero no número de delatores (77 no caso Odebrecht), a mudança de versão por parte de alguns deles e a falta de documentos que comprovem os relatos.

"Ela [a PF] quer dizer que, se ela estivesse nesse acordo, ele teria sido melhor. Por que eles não falaram mal da JBS? Eles não fizeram parte do acordo. Mas para eles sobrou algo muito importante, que foram as ações controladas e interceptações, e digo que a PF fez um trabalho perfeito, excelente. Mas é um trabalho de polícia. O embate que a gente tem é uma disputa de espaço", disse Janot.

"A Constituição diz que o monopólio da ação penal é do Ministério Público. Um delegado pode fazer um acordo concedendo imunidade a um investigado, sendo que o Ministério Público que tem que oferecer a denúncia? Um delegado pode oferecer uma composição de pena ou de cumprimento de pena sendo que isso decorre de um processo penal do qual ele não faz parte?", declarou.

Questionado sobre relatório da PF que diz que os senadores Romero Jucá (RR), Renan Calheiros (AL) e o ex-senador José Sarney (AP), todos do PMDB, não obstruíram a Justiça, conforme a Procuradoria havia entendido dos áudios entregues por Machado, Janot disse: "É o mesmo contexto, não participaram dessa delação, portanto a gente não fez bem feito."

COLABORADORES

No mês passado, o procurador da República no Distrito Federal Ivan Marxpediu arquivamento de uma investigação sobre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva por, supostamente, ter se reunido com políticos para frear a Lava Jato.

O procurador afirmou que a delação do ex-senador Delcídio do Amaral, que havia dado origem à apuração, não trouxe provas para corroborar a acusação, e que seria impossível avançar porque todos os envolvidos na suposta reunião com Lula negaram o teor da conversa.

Perguntado sobre o caso, Janot disse que as colaborações são o início da investigação, e que os delatores têm o compromisso de ajudar –ou podem até perder os benefícios.

"São vários os fatos que o colaborador traz. Um fato pode dar 'no-show' [não se concretizar], dois fatos podem dar 'no-show', agora, a maioria não pode dar 'no-show'", afirmou o procurador-geral.

Sobre acordos do publicitário Duda Mendonça e do empresário Marcos Valério, assinados recentemente com a PF, porque o Ministério Público recusou as propostas, Janot reiterou que a polícia não pode firmar acordos do tipo. Os dois casos estão pendentes de decisão do STF.

"O Marcos Valério está preso há uma vida. Será que ele tem conhecimento de algum fato depois [disso]? Marcos Valério está falando de fatos lá atrás [muitos crimes já prescreveram]. Pode até ser interessante para registro histórico, eu teria até interesse em escrever um livro de história, mas como vou aceitar uma colaboração de um sujeito falando de fatos de 2000, de 2001?", disse Janot.

"[Sobre] O Duda, a gente aceita colaboração de coisa nova, não adianta falar de pessoas e fatos que a gente já tem."


Folha de S. Paulo


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QUEM APOIA MADURO NÃO PODE FALAR DE DEMOCRACIA

Por Pedro Henrique Alves, publicado pelo Instituto Liberal

A Venezuela é oficialmente uma ditadura, e eu tinha cantado essa pedra com antecedência, em fevereiro para ser mais exato. Com certeza seus sinais já eram perceptíveis desde a eleição de Hugo Chavez; depois com o advento de Nicolás Maduro e seus discursos inflamados ao estilo bolchevique de outrora — e, é claro, o já esperado o apoio do bolivarianismo latino americano.

Quem estuda história sabe que nenhuma ditadura é tão inesperada. Ainda que ninguém queira uma tirania instaurada no governo de seu país, são bem visíveis os sinais de fumaça que preconizam o incêndio. O principal desses sinais é o engrandecimento estatal; todas as ditaduras do século XX, que amontoaram corpos e criaram campos de concentração, agiram através do Estado preponderante e onipotente. Como bem explica Rothbard, o Estado aflorado — status quo — é sempre sinal de ausência de liberdades e cerceamento de direitos e deveres individuais; se o Estado é grande, as liberdades individuais — por reflexo — são diminutas.

A Venezuela, há tempos, começou um processo de estatização dos meios de produção; a dependência unilateral da petrolífera PDSVA — na era Chavez —, até as atitudes tacanhas e verdadeiramente tolas de Nicolás Maduro ao tentar controlar a inflação, levou a Venezuela a uma queda vertiginosa no campo econômico, e, por consequência, no campo social e político. A consequência imediata desses atos de inaptidão administrativa — que veio acompanhada da já esperada utilização dos meios militares e da repressão da oposição —, foi a criação de um campo propício para a instauração de uma ditadura socialista-bolivariana.

A ditadura, numa república, se sumariza basicamente em duas atitudes interligadas: a (1) primeira atitude é a repressão do contraditório, e por consequência, a ausência de uma oposição política organizada e livre no campo social; a democracia sobrevive de oposições. A (2) segunda atitude é o cerceamento da opinião pública livre, seja nas manifestações públicas de rua, nas expressões políticas através dos poderes constitucionais, ou através das mídias em suas variadas vertentes. A (1) primeira atitude desrespeita aos três poderes que, apesar de trabalharem juntos, atuam de maneira substancialmente diferente na intenção de equilibrarem as atuações políticas num tripé de sustentação democrática e legal. Nicolás Maduro simplesmente ignora a tripartição dos poderes constitucionais, expede decretos “a torto e a direito”, já fechou o congresso numa atitude totalmente atabalhoada, além de controlar o Supremo Tribunal Federal; os deputados e opositores vivem cercados pelas as ameaças constantes, alguns já foram presos e até torturados — segundo os meios de comunicação. A (2) segunda atitude acima exposta desrespeita principalmente à camada popular e midiática. A mídia há alguns meses já, não consegue trabalhar sem ser expulsa ou tratada com hostilidade pelos poderes policiais na Venezuela; as manifestações geram mortos e presos políticos num ritmo tão assustador que até a ONU, em sua lentidão magistral, já denunciou tais fatos.

Não há como negar que a Venezuela se tornou uma ditadura. Entretanto, o que venho aqui mostrar é que, tão feio quanto tacar pedra na janela do vizinho é aplaudir a atitude do vândalo. Não há diferença muito substancial entre quem aperta o gatilho e aquele que influenciou o que atirou. O PT, PCdoB e PDT declararam apoio à Maduro e sua tirania no 23º encontro do Foro de São Paulo — aquele encontro comunista que há pouco tempo a mídia nacional dava como inexistente; uma balela conspiratória da mentalidade conservadora. Mas vocês não estão sentindo falta de nenhum partido nessa lista de vergonhas? Sim, meus caros, o PSOL também está nela. O PSOL apoiou publicamente a constituinte lunática de Maduro, constituinte sem legitimidade e aval popular, feito unicamente na base do decreto do ditador e do apoio de sua militância.

A complacência da esquerda diante da ditadura venezuelana, regada pelos mesmos discursos da Guerra Fria: “nós contra eles”, “o povo contra o imperialismo yankee”; essa atitude pateta só mostra o quanto a esquerda na América Latina é retrógrada e antidemocrática. A esquerda nunca conseguiu esconder durante muito tempo a sua face ditatorial. “Não podemos considerar inseparáveis a violência e os valores de esquerda: o contrário estaria mais perto da verdade” (ARON, 2016, p. 51). De Marx até o exato momento, a ditadura sempre fui um viés possível, ou, quiçá, preferível quando o caminho democrático não encontra apoio popular, recursos financeiros e sustentação lógica para o socialismo.

O PT, ao dar seu apoio à ditadura venezuelana, evidencia que seu plano para o Brasil não seguiria no patamar democrático durante muito tempo e que só não colocou o bolivarianismo para funcionar no Brasil porque as instituições republicanas, aqui, ainda possuíam sustentação democrática e impulsos morais conservadores contrários aos planos socialistas.

Bom, para aqueles que não defendem e nem propagam ideologias como doutrinas religiosas, para aqueles que não se deixam cegar pelo evangelismo sindical, era mais do que evidente que a esquerda brasileira estava — e está — conchavada às ditaduras latino-americanas; o grande problema é que o apoio tolo desses partidos apenas deixaram os holofotes ainda mais focados naquilo que outrora eles tentavam esconder sob sete chaves, isto é: a esquerda bolivariana é antidemocrática e usa da ditadura como modus operandi de sua ideologia. O que outrora os opositores conservadores e liberais faziam ao mostrar as intenções ditatoriais da esquerda em suas colunas jornalísticas; agora a própria esquerda faz ao revelar sua face ditatorial de governança política, sem serem necessárias demais retóricas conservadoras ou liberais para tal intento. Agora podem ser comprovadas, pelas próprias palavras desses partidos, as suas intenções e convicções políticas; sem mais cortinas de fumaça ou palavrórios vadios, a esquerda mostra no que acredita e como age para conseguir.

Não ser de esquerda, hoje, não é somente uma tendência ou qualquer opção meramente grupal de novas retóricas inflamadas; se trata de sensatez, de sanidade intelectual e social. Todos que prezam pela liberdade, individualidade, propriedade e a vida, não querem nenhuma máquina estatal dizendo o que a população vai comer, a quantidade e quando poderá comer. Dirão amanhã que Maduro deturpou Marx — não é Luciana Genro? —, apesar de hoje eles apoiarem a deturpação; futuramente, após Maduro derramar seus rios de sangue — Deus queira que eu esteja errado —, dirão que esse não era o verdadeiro socialismo; dirão também que Maduro não era socialista e nem bolivariano, que ele era, na verdade, um fascista, e, quiçá, um yankeecomprado pela direita americana para degradar a imagem do socialismo bolivariano. Enfim, no futuro inventarão mil novas desculpas para justificar o injustificável. Irão continuar acreditando na ilusão do socialismo democrático; na deturpação que fizeram na sagrada teoria de Marx; na conspiração americana; e que não havia provas contra Lula. Continuarão dizendo que o Impeachment de Dilma foi um golpe, e que o golpe constituinte de maduro foi democrático.

Por fim, Maduro mata o seu povo e a democracia de seu país, se perpetua no poder no melhor estilo bolchevique, usa a força militar para destruir a oposição. Tudo isso é visto com a mais tenra normalidade pelos partidos socialistas brasileiros, partidos esses que, no mais tardar da noite, chamarão alguém de fascista por apoiar a reforma da previdência ou por não endossar a causa do aborto.

Quem aplaude ditaduras e ditadores não tem honra para falar em democracia.

Referência:

ARON, Raymond. O ópio dos intelectuais, Três estrelas: São Paulo, 2016.

Sobre o autor: Pedro Henrique Alves é Filósofo formado pela Faculdade Dehoniana; escritor na coluna de política do Instituto Liberal de Minas Gerais; editor e escritor do Blog Do Contra; além de estudioso de filosofia política com ênfase em políticas totalitárias.

NÃO BASTA OBSTRUIR O COMUNISMO; É PRECISO CONSTRUIR UM NOVO BRASIL

O Brasil tem uma prioridade absoluta: impedir a volta dos comunistas ao poder. Com todos os olhares voltados para a desgraça na Venezuela, e com o PT e o PSOL oficialmente defendendo aquela ditadura assassina, não há mais desculpa para quem alega ser paranoia de “reacionário” temer um rumo similar em nosso país. É o que essa turma sempre desejou implantar no Brasil, e quase conseguiu durante a era lulopetista.

Logo, obstruir o projeto totalitário de poder da extrema-esquerda deve ser o objetivo número um de qualquer pessoa razoável, decente e democrata. Na Venezuela não há mais espaço para debates civilizados, para discussões econômicas, para reformas. O país acabou, mergulhou no caos completo, numa guerra civil em que sobreviver passa a ser a única meta. Um estado hobbesiano do homem como lobo do homem, o resultado inevitável de todo experimento socialista: anarquia ou ditadura.

É nesse ambiente, e lembrando que o maior ícone desse projeto no Brasil ainda não foi preso, apesar de condenado, e que pretende concorrer nas eleições de 2018 e com chances reais de vitória, que ocorre o “debate” político pré-eleitoral. Coloco debate entre aspas porque, nesse cenário, há pouca paciência para se discutir propostas concretas, uma vez que a prioridade é impedir o mal maior, a volta de Lula ou do lulismo socialista.

Os potenciais candidatos, então, afinam seus discursos anti-Lula e anti-PT, cientes de que a população está cansada, indignada e preocupada com a possibilidade de impunidade e da volta ao poder dessa corja vermelha. Jair Bolsonaro é o nome mais evidente a capturar esse sentimento e, de fato, é aquele mais identificado como o anti-Lula. Mas João Doria, de olho em 2018, vem intensificando bastante seus ataques ao petista também, e foi esse o destaque da revista IstoÉdesta semana, com a seguinte sinopse:

Maior revelação da política brasileira dos últimos tempos, o prefeito de São Paulo deixa para trás os velhos hábitos do poder, foca na gestão de resultados, passa a ser reverenciado dentro e fora do Brasil e se consolida como o anti-Lula. Sua trajetória ascendente nos índices de preferência do eleitorado o credencia a qualquer coisa em 2018

Sobre essa reportagem de capa, comentei:

Sim, acho que a IstoÉ forçou a barra ao pintar Dória como o “anti-Lula”. É verdade que o prefeito tem tido a coragem de bater no marginal petista com uma determinação nunca antes vista nos meios pusilânimes dos tucanos. Mas é piada ignorar que, entre os potenciais candidatos que temos, Bolsonaro seja o verdadeiro anti-Lula. O problema, para um liberal com viés conservador como eu, é que não basta ser contra o PT. É preciso ser a favor de um modelo bom, liberal, eficiente. É preciso saber construir também, não só obstruir o inimigo. E é aí onde vejo o calcanhar de Aquiles do “mito”. Enquanto isso, o calcanhar de Aquiles de Dória é justamente ser do PSDB, não ter uma visão adequada dos riscos esquerdistas na área cultural, nos valores morais, na política de desarmamento da população, na agenda globalista e nas políticas identitárias dessa “marcha das minorias oprimidas”. Ou seja, uma MISTURA de ambos talvez fosse a melhor alternativa hoje. Mas ela não existe. Então seguimos apontando acertos e erros em cada lado, mesmo que isso signifique ataques virulentos de quem tem mentalidade tribal, binária, e só consegue enxergar “nós contra eles” o tempo todo…

E eis aí, basicamente, minha opinião sobre isso. Entendo aqueles que desconfiam de Doria, que até “ontem” não batia tão pesado no PT. Acho besteira o acusarem de “socialista fabiano” ou “cavalo de Troia”, apontando para seu partido como se ele fosse uma construção do establishment “socialista” para impedir a vitória da “verdadeira direita”, representada por Bolsonaro.

Doria é um empresário sem ideologia, pragmático, com bom senso, que entende de gestão. Os maiores obstáculos que enfrenta vêm do próprio PSDB, dos caciques do seu partido, e basta pensar nos ataques que andou recebendo de FHC ou de Goldman, da ala mais esquerdista dos tucanos. Doria não é de direita, mas tampouco é um esquerdista, menos ainda um disfarçado para enganar os eleitores e salvar o socialismo.

Mas uma coisa é verdade: falta a ele o devido conhecimento e embasamento para entender o que realmente está em jogo. Ele concentrou sua munição em Lula, mas não dá sinais de compreender que o inimigo é bem maior, que é toda a esquerda, inclusive gente do seu parido, e que a pauta não pode ser somente a gestão e a economia, uma vez que temos o aparelhamento socialista da nossa cultura em estágio bem avançado, um câncer em metástase.

É nesse sentido que a figura de Bolsonaro agrega: ao lembrar que o comunismo ainda não morreu, longe disso. Não se constrói uma nação, menos ainda uma nação próspera e livre, com base apenas no ataque aos seus maiores inimigos. Essa é uma etapa necessária, mas não suficiente, da mesma forma que a honestidade: é fundamental, mas não basta.

Derrotar os comunistas é questão de vida ou morte. Em seguida, será preciso construir um novo Brasil. O desafio que se apresenta é enorme, e receio que muitos liberais e conservadores não tenham noção do perigo. Muitos liberais desprezam a parte cultural, ridicularizam aqueles que falam em revolução cultural marxista ou globalismo, sem se dar conta da agenda esquerdista adaptada para o mundo pós-moderno. Mal sabem o que é a Escola de Frankfurt, e por isso bancam muitas vezes os idiotas úteis dos “progressistas”.

Por outro lado, muitos conservadores mais radicais ou nacionalistas pensam que derrotar o comunismo é tudo na vida, dando pouca atenção para a economia, mesmo num país com 15 milhões de desempregados e as finanças públicas em frangalhos, com um rombo em torno de R$ 600 bilhões por ano! De forma ingênua, parecem crer que basta colocar alguém honesto e nacionalista no poder que tudo irá se acertar, uma postura um tanto jacobina para o gosto de qualquer conservador burkeano.

Será possível juntar as duas coisas? Será viável unir o senso de urgência dos conservadores nacionalistas, que ao menos identificaram o verdadeiro inimigo, e o pragmatismo dos liberais, que entendem que é crucial recuperar a economia e atacar a raiz do problema, o excesso de estado no país? Difícil dizer. Há muita vaidade em jogo, sem falar da disputa pelo território político, que turva a razão e nem sempre desperta o melhor em cada um.

Mas é preciso manter a esperança, se quisermos sonhar com um Brasil não só livre dos comunistas, como no rumo certo do liberalismo econômico para alcançar a prosperidade.

Rodrigo Constantino, para o Instituto Liberal

O ELO PERDIDO: NÃO ADIANTA CULPAR A DITADURA VENEZUELANA E POUPAR O VERDADEIRO CULPADO

As cenas chocantes ganharam o mundo. Dois opositores do regime de Nicolás Maduro foram sequestrados pelas autoridades de madrugada. Milhares enfrentam os milicianos do governo nas ruas, e centenas de jovens já morreram. A “constituinte” foi uma clara tentativa de golpe – mais uma. As entidades internacionais “moderadas” não podem mais esconder: a Venezuela vive sob uma ditadura.

Não obstante, ainda temos partidos de extrema esquerda no Brasil, como o PT e o PSOL, defendendo oficialmente tal tirania opressora. É o que desejam para nosso País: o mesmo tipo de caos, de miséria e terror, para que usem a força estatal para sua “revolução” contra a “burguesia”, o “capital”, o “imperialismo”. São criminosos disfarçados de políticos, apenas isso. Eis, porém, o mais revoltante: nossa “imprensa golpista”, pela ótica desses mesmos esquerdistas, até condena Maduro, mas é mais raro encontrar o termo socialismo nos editoriais e reportagens do que achar um petista honesto. É como se a culpa da desgraça toda fosse apenas de Maduro, o truculento. Foi a mesma tática que usaram para explicar a nossa tragédia: culpa de Dilma. E assim Lula e o PT eram absolvidos, pois 2018 vem aí.

Não há efeito sem causa. E poucos querem encontrar a verdadeira causa dos problemas venezuelanos. Mas nós liberais apontamos para ela lá atrás, quando Hugo Chávez ainda estava no poder. E ela se chama socialismo. Foram os métodos adotados que levaram a esse destino sombrio, exatamente como antecipamos que aconteceria. Lula, PT e PSOL apoiaram o regime desde o começo, e os petistas tiveram participação direta no desfecho atual. Lula e Dilma gravaram vídeos de apoio a Chávez e Maduro, e articularam no Foro de SP as estratégias para que o socialismo avançasse. Tentaram impor o mesmo modelo ao Brasil, mas foram impedidos, depois de enorme estrago causado.


Não há nada de espantoso, portanto, nisso tudo. O PT e o PSOL nunca foram democratas, já defendiam a ditadura cubana há décadas. A diferença é que a Venezuela mergulhou na tirania recentemente, na era da internet, sem o “charme” dos barbudos revolucionários, e sem embargo americano para levar a culpa pela desgraça.

Quem sente decepção ou surpresa diante dos rumos venezuelanos e do apoio ou silêncio que recebe da esquerda radical não entendeu muita coisa de política ainda. Os dias eram e são assim: essa turma sempre apoiou ditaduras. Não deturparam o socialismo: isso é o socialismo! Foi assim em todos os seus diversos experimentos.

Agora alguns sonsos condenam Maduro, mas é para poupar o verdadeiro culpado, o elo perdido, que não aparece em uma só análise do caos venezuelano. Reclamam da febre, mas omitem o nome do vírus, pois ainda o defendem. A praga é o socialismo.

Artigo originalmente publicado na revista IstoÉ

Caixa lançará linha de crédito de R$ 1,5 bilhão para financiar setor imobiliário

Samuel Costa/Folhapress

Caixa Econômica Federal anuncia taxa de juros 'personalizada' a partir do 2º semestre

Agência da Caixa; banco lança linha de crédito de R$ 1,5 bi para financiar lotes urbanizados

MAELI PRADO
DE BRASÍLIA


O presidente da Caixa Econômica, Gilberto Occhi, afirmou que o banco anuncia nesta terça-feira (8), em evento com o presidente Michel Temer em São Paulo, uma linha de R$ 1,5 bilhão para financiar empresas do setor imobiliário interessadas na construção de lotes urbanizados.

"Estamos trabalhando isso. O presidente anuncia essa medida amanhã [terça] em São Paulo, e espero demanda grande. Ajuda no crescimento da economia e na geração de novos empregos", afirmou durante a divulgação do balanço dos saques das contas inativas do FGTS. "A ideia é financiar a produção, a construção dos lotes, incluindo infraestrutura, como água e pavimentação", explicou.

Segundo Occhi, a liberação dos saques do Fundo permitiu um crescimento de 27% no financiamento imobiliário do banco entre o primeiro semestre deste ano e o mesmo período do ano passado.

CAIXA SEGURIDADE

O presidente da Caixa negou a possibilidade levantada recentemente pelo ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, de privatização da Caixa Seguridade ainda no segundo semestre deste ano, o que levantaria recursos para ajudar no cumprimento da meta fiscal deste ano, de um deficit de R$ 139 bilhões.

"Não há nenhuma expectativa de IPO [oferta pública inicial de ações] da Caixa Seguridade neste ano", disse o executivo.

Sobre a privatização da Lotex, plano que também poderia ajudar nas contas públicas, Occhi declarou que há dois projetos já prontos, um de concessão plena e outro de privatização. "Os projetos foram enviados ao Ministério da Fazenda, que tomará a decisão", disse.


Folha de S. Paulo


Temer faz agrado a Doria e elogia 'visão nacional'

Em busca de apoio no Congresso, presidente participa de evento em SP; Alckmin não vai à cerimônia

A Moro, PF critica conflito de 'versões' de delatores

Em relatório que encerra diligências, delegado afirma ainda que colaborações 'em nada' auxiliaram

Gilmar provoca confronto com MPF

Ministro do Supremo diz que Janot é 'desqualificado'; entidade defende procurador-geral e classifica declaração como 'deplorável'

'Agi pensando na estabilidade do País'

Deputado tucano foi alçado à condição de protagonista quando apresentou parecer em que recomendava a rejeição da denúncia contra Temer



Lula faz campanha para candidato a prefeito de Miguel Leão

Apesar de vídeo em apoio, candidato de Lula foi derrotado




Carpinejar: pessoas retrô
Nossos pais, mais do que o três em um, estão ali disponíveis com as suas histórias dentro de trilhas favoritas e sequer contamos com a paciência de ouvi-los.

Marta Sfredo: as pedradas no meio do caminho da retomada
Apesar do motivo justo, instrumento adotado na paralisação dos caminhoneiros pode se tornar obstáculo para o fim da recessão.

Gisele Loeblein: protestos levam porto de Rio Grande a ter menos movimento
Superintendente afirma que há temor de represálias em manifestações de caminhoneiros.

Rosane de Oliveira: Temer alimenta divisão no ninho tucano
Nesta segunda-feira, o presidente mandou indiretas para Geraldo Alckmin, chamou João Doria de "parceiro" e endeusou o prefeito.

Carolina Bahia: porta-voz de investigado
Presidente do TSE e ministro do STF, Gilmar Mendes diz tudo aquilo que os investigados pela Procuradoria-Geral da República gostariam de dizer.

Paulo Germano: o blá-blá-blá das empresas de ônibus
Número de multas duplicou em comparação ao semestre anterior e triplicou em comparação aos primeiros seis meses de 2016.

Rodrigo Lopes: poder em xeque
Em vídeo, cinco pontos para entender a crise na Venezuela.

David Coimbra: minha estada na Venezuela
Naquele tempo, Chávez ainda vivia no auge.

Roger Lerina: CineClube dos Maestros
Filme que conta a vida do maestro João Carlos Martins é a atração do CineClubeZH desta semana.

Júlia Alves: sorvete na pedra
Fernanda Canozzi e Lucas Nikoloff abrem filial da Just Cold Creamery em Porto Alegre.

Diogo Olivier: jogadores do Inter mostram que estão fechados com Guto
Percebendo que as individualidades florescem com organização coletiva, os jogadores estão mordendo o garrão.

Pedro Ernesto: os retranqueiros estão avançando
Um minucioso trabalho do colega Gustavo Manhago mostra que os visitantes estão levando vantagem como nunca no futebol brasileiro.

Leonardo Oliveira: Renato tem a solução para a vida sem Luan
Técnico já vem testando um novo formato tático com Fernandinho.

A NECESSÁRIA DESCONSTRUÇÃO DE PAULO FREIRE

Por Percival Puggina

“Não há saber mais ou saber menos: há saberes diferentes” – Paulo Freire

A frase em epígrafe, repetida da mais singela salinha de professores ao plenário do Supremo Tribunal Federal (STF), é um primor de incorreção pois nega existência à própria ignorância, transformada em cada vez mais comum forma de saber. No entanto, esta frase e tantas outras platitudes de Paulo Freire são a isca que atrai para seu objetivo central: a militância revolucionária através da educação. E aí se instalam minhas mais profundas divergências em relação ao produto do autor de “A pedagogia do oprimido”.

Quem lê Paulo Freire rapidamente chega a uma conclusão: sob o ponto de vista literário, o patrono da educação brasileira é medíocre; sua escrita não tem originalidade; a forma é descuidada; o vocabulário é reduzido e, não raro, incorreto ou inadequado. Se o revolucionário quer fazer revolução, calce as botas de campanha e arme-se até os dentes, se esse é o objetivo, ou, se preferir a via institucional, limpe a garganta, agarre-se ao megafone, suba no palanque ou produza seus panfletos. Se o professor quer ensinar, pegue seu material didático e vá ministrar os conteúdos que domina. Mas não venha o pedagogo plantar revolução nas mentes infantis e juvenis. Isso pode ser objeto de lauréis distribuídos em quitandas acadêmicas ou nos mais altos níveis do mundo intelectual, pode granjear elevadíssimo reconhecimento entre camaradas, mas não é um bom serviço prestado às sucessivas gerações sobre as quais se exerce sua influência.


A ideia da pedagogia fazendo revolução e da revolução fazendo pedagogia foi amplamente transformada em experiência histórica. A ela foram submetidos centenas de milhões de jovens, em sucessivas gerações, na Ásia, no Leste Europeu e na África, durante boa parte do século passado. O produto foi, sempre, um enorme sacrifício da liberdade, da criatividade, da espiritualidade. Sacrifício, por vezes, cruento, daquilo que há de mais humano no ser humano, portanto.

Nota do autor: O texto acima é um pequeno extrato do capítulo que escrevi para o livro “Desconstruindo Paulo Freire”, obra coletiva, coordenada pelo prof. Thomas Giulliano, composta por seis ensaios sobre o legado do patrono da educação brasileira (!), visto desde diferentes ângulos.

Enfrenta-se, no livro, a tutela que Paulo Freire, em pleno século XXI, continua exercendo sobre os cursos de formação de educadores, a despeito dos desastrosos resultados colhidos nas avaliações dos alunos e das eloquentes lições da história. A estes professores, principalmente, se dedica a obra.

DEIXEM OS COMUNISTAS FALANDO! É A MELHOR ARMA CONTRA ESSA CORJA DEFENSORA DE DITADURAS ASSASSINAS…

A melhor tática contra um comunista é deixá-lo falar, diz a velha máxima. Então façamos exatamente isso. A ditadura venezuelana serviu ao menos como divisor de águas, já que a cubana contava com o pretexto da Guerra Fria, o “charme” dos revolucionários barbudos contra o “imperialismo ianque” e o embargo americano para levar a culpa pela miséria.

Na Venezuela não há nada disso. É a brutalidade pura e simples de um governo opressor, socialista, assassino, e todos podem ver as barbaridades online, com os vídeos que chegam a nós apesar da repressão de Maduro.

Essa barbárie tem servido para expor a canalhice dos nossos socialistas, aqueles que ou ainda defendem abertamente o indefensável regime, ou fingem que são críticos, mas continuam em partidos que oficialmente defendem o regime. Vamos, então, deixar que eles mesmos falem:

João Pedro Stédile, criminoso invasor líder do MST, grava mensagem de apoio ao tirano da Venezuela:

Luciana Genro, a comunista do PSOL, rejeita a “tese” de que a Constituinte foi golpe, a mesma que o PT queria impor ao Brasil:

Gleisi Hoffmann, presidente do PT, oferece solidariedade a Maduro:

E claro, como deixar de fora a mensagem que o ex-presidente Lula gravou pedindo votos para Maduro, não só abandonando o discurso hipócrita de “autodeterminação dos povos”, como demonstrando que o socialismo venezuelano contava com a total simpatia dos petistas em geral:

Diante disso tudo, fica claro perceber que as “condenações” que Jean Wyllys e Marcelo Freixo fizeram aos “excessos” de Maduro não passam de engodo, uma farsa para enganar os trouxas da esquerda caviar, uma tática para fingir que não aplaudem ditaduras, enquanto continuam defendendo tudo aquilo que levou à ditadura venezuelana. Eles sabem que para certos públicos não podem aparecer como os verdadeiros radicais que são. Precisam vestir a pele de cordeiro.

O MST de Stédile é defendido por esses socialistas. Lula é defendido por esses socialistas. O próprio regime de Maduro é defendido oficialmente pelo partido desses socialistas. Mas eles querem que o otário acredite que eles não defendem a ditadura, e sim um “socialismo democrático”. Qual mesmo?


Rodrigo Constantino

DOCENTES DA UERJ DESABAFAM DIANTE DA CRISE, MAS COLHERAM O QUE PLANTARAM

Desde o início de 2016, a Universidade do Estado do Rio (Uerj) se tornou o reflexo da derrocada do serviço público no estado. Não pelos servidores, mas pelas condições de trabalho imposta a eles. O EXTRA conversou com quatro docentes da universidade, que somam prêmios e titulações internacionais, para saber de cada um o sentimento frente ao atraso dos salários — maio e junho não foram pagos, além do 13º de 2016 —, os problemas estruturais da universidade e o futuro nada promissor. Nesta semana, por sinal, a reitoria da universidade suspendeu o ano letivo até o fim de 2017.

Diretor do instituto de Geografia Hindenburgo Francisco Pires, de 60 anos, 27 deles dedicados à Uerj, teme pela representatividade alcançada pela instituição ao longo dos últimos anos em função da dedicação dos servidores.

— A gente vê tudo o que construímos desmoronar. Os investimentos ao longo dos anos em pesquisa estão sucumbindo . A universidade conseguiu ser referência no país, e fora dele, pelo corpo acadêmico — lamentou o diretor.

Docente do Programa de Pós-Graduação em Educação, Stela Guedes Caputo, de 50 anos, traduz o sentimento de muitos outros servidores.

— Sinto revolta. Trabalhamos muito para nos constituirmos professoras, uma formação que não é fácil, é longa e dispendiosa. Não podemos chegar agora, já nessa altura da vida e pensar como recomeçar — desabafou.

A primeira reação ao ler essa reportagem é sentir um misto de pena e revolta. Mas logo depois a razão vai dominando as emoções, quando lembramos que a Uerj tem sido um antro de doutrinação ideológica, ao lado de quase todas as federais e estaduais do Brasil. Tomadas por militantes esquerdistas disfarçados de professores, essas universidades se transformaram em palco para todo tipo de proselitismo ideológico e partidário, inclusive cometendo crimes para tanto.

Alguém poderia questionar: “Ok, entendo perfeitamente sua revolta, mas e os professores em particular, vão todos pagar pelos erros de alguns?” Pergunta legítima, claro. Não podemos generalizar. Ocorre que nesse ambiente só os que aceitam jogar o jogo avançam. É raríssimo ver professores de fora do “sistema” construindo carreiras promissoras, até porque os responsáveis pelas promoções são também marxistas em sua grande maioria.

E, surpresa!, parece ser justamente o caso dos quatro docentes entrevistados pelo jornal. Everton Rodrigues, do Students For Liberty Brasil, fez uma pesquisa pelos perfis deles, e eis o que encontrou:

O Jornal Extra fez essa matéria entrevistando 4 professores da UERJ, que estão em situação triste, sem salários e sem perspectiva de melhoras.

Aí eu fui procurar um por um esses professores no Facebook. Hindenburgo Francisco Pires, compartilha video do Jean Wyllys. Stella Guedes Caputo tem fotos em Cuba no monumento do Che Guevara. Bruno Sobral tem várias fotos em protestos de esquerda e compartilha postagem do sites aliados à esquerda. Inês Barbosa Oliveira tem foto da Dilma no perfil e logomarca do PSOL50, fora aquele papo todo de governo golpista.

Resumo da ópera: Não dá pra ter dó, não consigo. Passaram a vida toda pedindo Estado grande, intervencionismo, gastos exagerados em todos os setores do governo, militaram contra políticas de austeridade e responsabilidade financeira. Acharam lindo ver governos durante anos usando a máquina pública como bem queriam, sem limites, e ainda atacavam o capitalismo que é o grande meio de produção de riqueza, unico meio que sustenta um Estado.

Tudo o que é gasto eles apoiam freneticamente (SUS, PAC, Bolsa Família, Minha Casa Minha Vida, FIES, ProUni, Ciências Sem Fronteiras, bolsa isso, bolsa aquilo, auxílio disso, auxílio daquilo, concurso desse, concurso daquele outro, Copa, Olimpíadas, etc etc) e na outra ponta tudo o que é meio de fazer economia ou gerar caixa eles são contra ( Reforma previdência, privatizações etc), e também nunca acharam grande problema os prejuízos recorrentes de estatais como a Petrobrás, Eletrobras e Correios. É como se o dinheiro caísse do céu.

Agora que tudo ruiu, que tudo veio abaixo, que o sistema faliu e sobrou dívida pra todo canto, agora ficam de choro com cara de criança que colocou o dedo na tomada e se arrependeu. Só que esses são adultos, acadêmicos, educadores… É triste, mas é bem feito. O pior de tudo é que nem assim aprendem, nem assim….

Ideias têm consequências. Quem planta vento colhe tempestade. Não dá para ficar pregando o socialismo a vida toda, aplaudindo aumento de gastos públicos, condenando privatizações, atacando o livre mercado, defendendo mais impostos, e depois reclamar quando a grana acaba. O socialismo dura até o dinheiro dos outros acabar. E ele sempre acaba sob tal mecanismo perverso de incentivos.

Já alertei aqui várias vezes que mesmo os funcionários públicos, da classe claramente privilegiada em nosso país, deveriam defender mais capitalismo, reformas estruturais e redução do estado, ainda que à custa de alguns benefícios. É que se o peso dos parasitas ficar demais para os hospedeiros, todos saem perdendo, eventualmente até os parasitas. Se matarem a galinha dos ovos de ouro (capitalismo), matam também os ladrões de ovos de fome (socialistas).

Rodrigo Constantino