Marchezan diz que não vai conceder reajuste aos servidores de Porto Alegre em 2017

De acordo com o prefeito, o município atingiu o limite prudencial de despesa de pessoal

Por: Eduardo Matos e Jéssica Rebeca Weber


Marchezan diz que não vai conceder reajuste aos servidores de Porto Alegre em 2017 Carlos Macedo/Agencia RBS

Foto: Carlos Macedo / Agencia RBS

Nelson Marchezan (PSDB) afirma que não vai conceder reajuste salarial aos servidores públicos municipais em 2017. A declaração foi feita pelo prefeito de Porto Alegre em entrevista ao Gaúcha Repórter nesta terça-feira (1º). Perguntado se um novo projeto desobrigando a reposição pela inflação seria enviado à Câmara de Vereadores, o tucano negou e disse que se tratava de uma definição prática.

— A Constituição obriga uma revisão anual. E nós fizemos a revisão. E além de perceber que não há condição de pagar o salário em dia, evidentemente que foi percebido que não há condição de dar reposição salarial — justificou Marchezan.

Leia mais:
Municipários protestam em frente à prefeitura de Porto Alegre
Marchezan envia projetos que "legalizam" parcelamento e extinguem benefícios
Ao parcelar salários, prefeitura acirra ânimos com servidores e vereadores

Temendo derrota, em 31 de maio, com as galerias da Câmara de Vereadores lotadas de servidores, Marechezan determinou a retirada da votação de um projeto que desobrigava a reposição anual pela inflação, condicionando o aumento à "disponibilidade orçamentária". O episódio foi comemorado pelos muncipários e pela oposição como uma conquista.

A data-base da reposição anual é maio. Neste ano, o índice ficou em 4,8%.

Negociações abaladas

Em ofício enviado em junho pela Secretaria Municipal de Planejamento e Gestão, o Simpa foi informado de que, em razão do limite prudencial da despesa de pessoal em relação à Receita Corrente Líquida (RCL) do primeiro quadrimestre ter atingido 51,07%, conforme preconizado na Lei de Responsabilidade Fiscal, a prefeitura ficou "impossibilitada de atender a proposta de reajuste pelo IPCA integral". Os municipários insistiram no assunto e, em 25 de julho, receberam um novo documento da pasta, "reiterando a impossibilidade financeira e orçamentária do Município".

Aliado ao parcelamento de salários que ocorre desde junho e três projetos enviados à Câmara na última sexta-feira, que, entre outros, extinguem benefícios como a licença-prêmio, a declaração de que não haverá aumento torna ainda mais tensa a relação do governo com os servidores, que fizeram protesto em frente à sede da prefeitura na tarde desta terça-feira.

Para o diretor-geral do Sindicato dos Municipários (Simpa), Alberto Terres, Marchezan está realizando mais um ataque aos direitos dos trabalhadores.

— O prefeito está fora da lei. E vamos tomar as medidas cabíveis — adianta.

— adianta.


Zero Hora


Exposição apresenta olhar contemporâneo de fotógrafos que usam técnicas antigas


Paulo Virgílio - Repórter da Agência Brasil

O mundo de hoje é marcado pela profusão de imagens geradas a todo momento pelos aparelhos celulares e pela facilidade da difusão do conteúdo fotográfico pelas redes sociais e outras mídias contemporâneas. Nesse contexto atual, nada é mais contrastante do que a produção de imagens com técnicas históricas, que remontam aos primórdios da fotografia.

Mostrar que o uso de técnicas antigas pode estar a serviço da criação contemporânea é a proposta da exposição Artesania Fotográfica – a construção e a desconstrução da imagem, inaugurada no início da noite dessa terça-feira (1º), no Espaço Cultural BNDES, no centro do Rio. Sob a curadoria da pesquisadora Marcia Mello, a mostra reúne obras de sete fotógrafos brasileiros que usam processos alternativos de impressão de imagem.

Os trabalhos selecionados pela curadora abordam temáticas recorrentes ao universo fotográfico, como retratos, paisagens, objetos, vegetais. Os resultados obtidos por Ailton Silva, Cris Bierrenbach, Francisco Moreira da Costa, Mauro Fainguelernt, Ricardo Hantzschel, Roger Sassaki e Tiago Moraes surpreendem, no entanto, pela forma transgressora com que abordam esses temas clássicos.

Pesquisadora com larga experiência na curadoria de exposições de arte fotográfica, Marcia Mello tem um interesse antigo pela produção de imagens no século 19 e pela forma como a fotografia se expandiu pelo mundo, antes do surgimento das grandes indústrias do ramo, como a Kodak. “Essa fase, pelo fato de ser mais artesanal, foi um período muito rico, pela variedade de suportes empregados antes do aparecimento do papel fotográfico, como o vidro e o metal”, disse.

Por causa desse interesse, Marcia começou a formar uma pequena coleção de fotos antigas e também foi conhecendo fotógrafos contemporâneos que pesquisavam essas formas anteriores de produzir imagens. “E aí, tive a ideia de reunir em uma exposição esses fotógrafos, que apesar de utilizarem técnicas antigas têm uma estética, um olhar contemporâneo”, contou.

A exposição inclui equipamentos, instrumental e produtos químicos, buscando trazer ao público um pouco do mundo do laboratório e do estúdio dos fotógrafos. Também estão em exibição alguns exemplares fotográficos históricos para uma comparação entre a produção atual e a dos séculos anteriores.

É o que a curadora chama de “alquimia da fotografia artesanal” e que, segundo ela, funciona como um contraponto ao universo atual das imagens. “Eu acho que o mundo digital trouxe ferramentas importantes, libertou a fotografia de alguns dogmas. Você hoje tem ferramentas que podem transformar a imagem com muito mais facilidade do que na era analógica. No entanto, tudo é feito por meio da máquina. A fotografia artesanal recupera a alquimia, incorpora o erro, que passa a fazer parte da linguagem”, comentou.

A exposição faz ainda uma homenagem à fotógrafa carioca Regina Alvarez (1948-2007), pioneira na retomada do uso de técnicas alternativas de produção e impressão de fotografia no Brasil nos anos 1970, com a exibição de documentos, anotações pessoais e trabalhos de sua autoria. Artesania fotográfica – a construção e a desconstrução da imagem fica aberta ao público até 22 de setembro e pode ser vista de segunda a sexta, das 10 às 19h, com entrada grátis.

O Espaço Cultural BNDES fica na Avenida Chile, 100, no centro do Rio.


Agência Brasil


Defesa diz que nova denúncia contra Lula atenta contra Estado de Direito


Ivan Richard Esposito - Repórter da Agência Brasil

A defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva considerou um “atentado ao Estado de Direito” a decisão do juiz federal Sérgio Moro de aceitar hoje (1º) nova denúncia contra seu cliente, desta vez no caso do sítio de Atibaia (SP). Em nota, o advogado Cristiano Zanin Martins acusa de parcialidade o juiz, responsável pelos processos decorrentes da Operação Lava Jato na primeira instância.

Saiba Mais

Os defensores de Lula afirmam que, mais uma vez, Sérgio Moro usou a teoria da “propriedade de fato” para tentar responsabilizar o ex-presidente. Ainda de acordo com a defesa, a peça acusatória não indica nenhum ato de ofício de Lula no exercício da Presidência que justifique a acusação.

“Moro, novamente, aceita uma denúncia esdrúxula contra Lula apenas em razão do cargo de presidente da República por ele ocupado”, diz a defesa, em nota. “Mais uma vez, [o magistrado] trabalha com conceito de “propriedade de fato”, embora o sítio referido na denúncia tenha proprietários conhecidos, que constam na matrícula do imóvel e que provaram a utilização de recursos próprios e lícitos para a compra do bem, e, ainda, que suportam despesas de sua manutenção.”

Segundo Zanin, os contratos apontados pelo Ministério Público Federal como fonte de pagamento de propina a Lula por meio de reforma no sitio de Atibaia já foram reconhecidos por Moro como não tendo gerado benefício ao ex-presidente.

Os acusados afirmam ainda que Moro pratica lawfare contra Lula, o que, em tradução livre, seria uma espécie de guerra jurídica. “O lawfare praticado pelo juiz Moro e pelos procuradores da Lava Jato contra Lula e a ineficácia do sistema recursal interno para paralisar as grosseiras violações a garantias fundamentais do ex-presidente são alvo de preocupação da comunidade jurídica nacional e internacional, além de embasar um comunicado ao Comitê de Direitos Humanos da ONU [Organização das Nações Unidas], que já superou uma primeira etapa de admissibilidade”, acrescenta a defesa.


Agência Brasil

"O setor de transporte está falido", diz Marchezan sobre retirada de isenções da passagem

Durante 50 minutos, prefeito comentou as mudanças no sistema de transporte coletivo na noite desta segunda-feira

Por: Bruna Vargas


"O setor de transporte está falido", diz Marchezan sobre retirada de isenções da passagem Ronaldo Bernardi/Agencia RBS

Foto: Ronaldo Bernardi / Agencia RBS

Apontada pela prefeitura de Porto Alegre como forma de conter o aumento da passagem de ônibus, uma série de cortes em isenções propostos pelo Executivo municipal inflamou discussões sobre o sistema de transporte público nos últimos dias.

Caso sejam aprovadas na Câmara Municipal, as propostas podem reduzir em R$ 0,20 os custos para a tarifa do ano que vem. Que, ainda assim, deve aumentar para, no mínimo, R$ 4,40, segundo a EPTC.

Leia mais:
Como o fim da 2ª passagem gratuita impacta na conta das empresas
Isenções na passagem: o que já muda e o que ainda será votado pela Câmara 

Em entrevista na noite de segunda-feira, o prefeito Nelson Marchezan prometeu anunciar melhorias no sistema de ônibus nos próximos dias e afirmou que os cortes nas isenções são urgentes para manter o sistema de transporte, que estaria "falido":

— Mais de 5 mil multas foram aplicadas nas empresas neste ano. A gente acha que tem a gratuidade de um serviço, mas o serviço não existe, entende? É um engodo. Vamos entregar um serviço mais barato, mais seguro, mais confortável e mais confiável.

Confira os principais trechos da entrevista

No fim de semana, o líder do governo, Clàudio Janta (SD), mostrou-se surpreso com o envio durante o recesso e criticou o pacote de medidas. O que aconteceu?
Eu acho que quem tem que explicar isso é o próprio líder Janta, já que, na semana que antecedeu o recesso, ele orientou o secretário de Relações Institucionais a apresentar todos os projetos no recesso, pois uma boa parte dos vereadores tinha compromissos e só poderia fazer reunião em agosto. Para que os projetos já fossem avançando em alguns trâmites burocráticos. Nessa reunião, estavam presentes o Gustavo Paim, secretário de Relações Institucionais, o vereador, até então líder do governo, Clàudio Janta, e o vice-líder Moisés Barbosa (PSDB).

Quem foi ouvido na definição dos projetos?
Todos: a comunidade, através da imprensa, reuniões de empresários com técnicos da EPTC, com técnicos de fora, conversamos com Trensurb, com os 40 maiores pontos de táxi, com as empresas de lotação, de ônibus. Pelo site, a gente ouviu as pessoas. Deixamos público como nunca foi o problema que nós temos: o setor de transporte está falido. Os taxistas, os lotações e as empresas de ônibus estão falidos. Há de se ter uma grande mudança, e a gente acha que esses projetos, neste momento, são aqueles necessários para a gente fazer essa transição de uma prestação de serviços que não é feita, que é um engodo.

Como assim?
Mais de 5 mil multas foram aplicadas nas empresas de ônibus só neste ano, por não prestação do serviço, pelo ônibus que deveria estar lá e não está. É três vezes mais que no mesmo período do ano passado. Ou seja, a gente acha que tem a gratuidade de um serviço, mas o serviço não existe, entende? É um engodo. Refinamos os projetos para que representem o melhor que se pode fazer agora para, em médio prazo, ter um transporte público melhor.

Leia também:
Marchezan envia à Câmara projeto que "legaliza" parcelamento de salário e extingue benefícios
Saiba por que faltam placas nas esquinas em Porto Alegre

A EPTC costuma argumentar que as empresas estão falindo. Mas, quando se candidataram a prestar o serviço, não conheciam as regras?
O sistema está falido, não as empresas. O sistema como um todo está falido, e temos que reorganizá-lo. Não assumi o papel de resolver problemas financeiros das empresas, e sim o problema do sistema de transporte de Porto Alegre. Que sabemos que não é bom: é caro, não é confiável, não é confortável. A gente pretende entregar um serviço mais barato, mais seguro, mais confortável e mais confiável.

Segundo a EPTC, mesmo se aprovado o pacote, a tarifa fica R$ 0,35 acima da atual, vai a R$ 4,40.
Quem fez esse cálculo de R$ 4,40?

O Marcio Saueressig (responsável na EPTC pelo cálculo da tarifa).
Neste momento, o diretor-presidente da EPTC, Marcelo Soletti, intervém: "Na verdade, o cálculo do Marcio foi R$ 4,61, e se tudo fosse aprovado, daria R$ 0,20 de desconto. São projeções de setembro em diante..."

Marchezan retoma a resposta:
Não entendi, o Marcio fez um cálculo projetando o valor da passagem? Eu acho que o Marcio se precipitou, porque, como ele pode avaliar a questão do reconhecimento facial e do combate a fraudes? Como ele pode antecipar se vai aumentar ou diminuir o número de passageiros? Não vi esse cálculo, então não tenho como explicar. A não ser que tu tenha uma pergunta conceitual. Sobre o valor, não tenho como me manifestar.

Esse valor foi informado pela EPTC. O que a prefeitura prevê para melhorar o transporte se, no ano que vem, ele vai ficar mais caro e com a possibilidade de uma frota mais antiga?
Os decretos e projetos são para que a passagem não evolua nos valores em que tem evoluído nos últimos anos. Isso é inegável, é matemática, né. Nesta semana, vamos publicar decretos que dão prazo para obrigações (das empresas) que já estavam na licitação: o implantação do reconhecimento facial na bilhetagem, a instalação de GPS e de equipamentos de filmagem. A gente acredita que, com isso, a gente consiga avançar. De qualquer sorte, as mudanças estruturais não geram um resultado imediato. Elas iniciam uma mudança de médio e longo prazos. A questão do GPS é diretamente relacionada ao controle efetivo dos serviços contratados. Eu consigo monitorar quantos ônibus estão operando, se tem atraso, qual a velocidade média. E oferecer conforto e segurança: o cidadão saber a que horas o ônibus vai passar mais próximo da casa dele. Fora o monitoramento do trânsito, para que o transporte público coletivo tenha mais agilidade que o individual.

Se as empresas estão quebradas, como vão fazer as melhorias?
A gente convenceu as empresas de coisas que nas últimas décadas ninguém convenceu, e que pareciam que não iam acontecer nunca, que é o acesso online aos dados da bilhetagem eletrônica. Nosso cálculo, no ano que vem, vai ser mais transparente. A gente tem acesso à conta bancária das receitas da bilhetagem eletrônica, que também parecia uma coisa que não ia acontecer. Convencemos as empresas de que o reconhecimento facial é muito positivo no combate a fraudes, e combater isso também melhora o faturamento. Que com câmeras funcionando online a gente consegue diminuir os assaltos e aumentar a utilização dos ônibus.

Essas mudanças vão exigir dinheiro. Como as empresas vão bancar isso?
O reconhecimento facial, ele se paga. É isso que nós estamos dizendo para as empresas. A dificuldade é que algumas empresas talvez não tenham crédito, né, vão ter que buscar de alguma outra forma, como em troca de recebíveis. A gente está conversando com as empresas para que elas façam um esforço. Embora a gente saiba que muitas têm dificuldade de pagar a folha. Essa é uma parte, né. A gente vai chamar nessa semana aqui as empresas de ônibus, as empresas de transporte metropolitano, as empresas de lotação e a Trensurb para formar um grupo de trabalho para fazer a integração, e a gente começar a qualificar o transporte público e buscar alternativas. Todos estamos desesperados por alternativas. Se avançarmos na integração com a Região Metropolitana, podemos retirar 700 ônibus de circulação. Vai deixar que as empresas deixem de ter investimentos mobilizados em ônibus e atender com muito mais conforto hoje aquele passageiro que tem que descer para pegar outro ônibus, ou que vê um ônibus vazio e não pode pegar. Já é um grande salto também.

Apesar dos projetos, em fevereiro a tarifa vai aumentar. Como a prefeitura vai barrar a queda de passageiros?
A gente está tomando medidas para que ou futuramente o preço diminua, ou ele não aumente tanto. É matemática, é racional, isso não dá para alterar, entende? Quanto mais gratuidade, mais caro fica. Então essas medidas são para evitar o superencarecimento ou o encarecimento da passagem. E são os passos iniciais, junto com as obrigações que devem sair essa semana e mais outras ações para que fique mais atrativo. Parece que o que nós estamos fazendo vai aumentar a passagem. Não: o que nós estamos fazendo vai diminuir a perspectiva de aumento.

Leia mais:
Veja como a segunda passagem de ônibus funciona em outras capitais pelo país
Fim da segunda passagem grátis pode prejudicar contratação de quem faz baldeação, admitem lojistas

Após o decreto do fim da gratuidade, voltou a circular uma afirmação sua da campanha eleitoral. O senhor sugeriu que o candidato Sebastião Melo mentia quando disse que o senhor acabaria com a segunda passagem gratuita. Quem estava falando a verdade?
Olha, no caso específico, quando ele trouxe isso à pauta, ele, que provavelmente tem uma relação muito mais próxima com as empresas de ônibus do que eu, talvez ele soubesse, de alguma informação privilegiada, de que ele realmente teria que tirar a segunda passagem. Retirar a segunda passagem não foi um projeto de campanha, e não é um projeto de governo, mas se tornou uma necessidade nesse momento. Ou a gente tem a coragem de enfrentar de forma racional, ou a gente continua fazendo a velha demagogia, que foca mais em manchetes ou em discurso do que em resultado para a população.

Na época da campanha, então, o senhor não sabia que isso seria necessário?
Isso não era nossa pauta de campanha e não é a pauta de governo. Isso é uma ação administrativa que se torna necessária nesse momento. Nós temos uma gratuidade que vai a 35%. É inviável. Se precisa diluir. A gente entende que, agora, precisa beneficiar os 89% de usuários que pagam a passagem.

Em que momento a prefeitura constatou que isso precisava ser feito?
No momento que se começou a fazer essa soma, conversar sobre o sistema, e ver as perspectivas de falência dele. Na verdade, talvez o meu antecessor, que trouxe isso como pauta, já tivesse essa visão, né... Eu não tenho problema de mudar de ideia. Eu não estou fazendo um debate com o meu antecessor: ele perdeu a eleição. E nem um debate com a tua ideologia, ou a ideologia de alguém, entendeu? Isso aqui não é um debate de ideologias.

Foi só uma pergunta, prefeito.
Eu sei. E isso não é um debate de ideologias ou posições pessoais. É um debate do que é melhor para a cidade.

Não tenho essa intenção. Perguntei o que aconteceu à época, quando o senhor disse que isso era mentira.
Era mentira porque não era pauta. Foi trazida por ele, colocando uma frase na minha boca. E eu reitero a resposta que eu dei, que eu posso até reler aí o que é, que vamos tornar o transporte mais seguro, mais pontual, mais confortável...

Na época o senhor não sabia que teria de acabar com a segunda passagem?
Na época isso não era pauta. A pauta era buscar soluções. E estamos buscando as soluções.


Zero Hora


Barcelona confirma que Neymar está deixando o clube


Da Agência EFE

Saiba Mais

O Barcelona confirmou à agência de notícias EFE que Neymar disse a seus companheiros que deixará o clube.

"O treinador (Ernesto Valverde) lhe deu permissão para não treinar e resolver o seu futuro", informou o clube catalão.

O jogador brasileiro está sendo negociado com o PSG, da França. Os valores da transação não foram revelados.


Agência Brasil

RS é o Estado com o maior número de segurados em nova convocação do INSS

Para não ter o benefício suspenso, é preciso marcar reavaliação até sábado.

Por: Leandro Rodrigues


RS é o Estado com o maior número de segurados em nova convocação do INSS Diogo Sallaberry/Agencia RBS

Foto: Diogo Sallaberry / Agencia RBS

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) convocou nesta terça-feira (1º), por meio do Diário Oficial da União, 55.152 mil segurados em todo o Brasil para a revisão do auxílio-doença e da aposentadoria por invalidez. E o Rio Grande do Sul, com 9.986 nomes na lista, é o Estado com o maior número de beneficiários chamados pelo órgão, respondendo por 18% do total. A Bahia vem em segundo lugar, mas com menos da metade de segurados, 4.693.

Leia mais
MEC autoriza abertura de 11 novos cursos de Medicina; dois são no RS
Curtidas, comentários... Saiba o que seus amigos estão fazendo no Facebook

A convocação faz parte do pente-fino do governo federal sobre os benefícios concedidos há mais de dois anos. A lista, com nome e número de benefício, é formada por aqueles segurados não localizados pelos Correios ou com o endereço incompleto no cadastro do Sistema Único de Benefícios (SUB). Quem estiver nessa chamada tem até sábado (5) para agendar a reavaliação do benefício, que será feita em uma agência do INSS.

Suspensão

Mas esse agendamento será exclusivamente por meio da central de teleatendimento do INSS, o número 135. Nessa ligação, será informada a data agendada e o local para a revisão do benefício. Pelo mesmo número, também é possível conferir se o nome está na lista.

Todos precisam fazer o agendamento. Caso o segurado esteja internado ou doente e não possa comparecer à perícia marcada, deverá pedir a uma pessoa de confiança que informe, em uma agência do INSS, o impedimento. Esse representante terá de apresentar a identidade do segurado e um documento que comprove o problema, como atestado médico. Com isso, será possível solicitar ao beneficiário uma perícia hospitalar ou domiciliar.

No dia da perícia, o segurado precisa apresentar toda a documentação médica, como atestados, laudos, receitas e exames. Quem não atender à convocação e não justificar a ausência terá o benefício suspenso até que se apresente.

Pente-fino

Segundo o Ministério do Desenvolvimento Social, 20,3 mil benefícios já foram cancelados devido ao não comparecimento dos segurados. Até o momento, foram enviadas 435 mil cartas de convocação.

Ao todo, serão chamados 1,5 milhão de pessoas que há mais de dois anos estão sem perícia. Dessas, 530 mil recebem o auxílio-doença e mais de 1 milhão são aposentados por invalidez com menos de 60 anos.

Agendamento

Para agendamento da revisão ou para conferir se o nome está na lista de convocados, ligue para a Central de Atendimento do INSS, no telefone 135. Funciona de segunda-feira a sábado, das 7h às 22h.

- Telefone fixo: Ligação gratuita.
- Telefone público: Ligação gratuita.
- Telefone celular: Custo de ligação local.

Ao ligar para o 135, tenha em mãos:
- O CNPJ ou CPF do empregador.
- Documentos pessoais (RG, CPF).
- O número do benefício.
- Papel e caneta.

Confira se o seu nome está na lista

É possível fazer isso pelo telefone 135 ou buscar o seu nome na página oficial do Diário Oficial da União pela internet, na página oficial da publicação.

No campo de busca, digite o nome completo entre aspas e selecione apenas a seção 3 e a data desta terça-feira (1º).


Zero Hora


Temer faz corpo a corpo em busca de 'indefinidos' para barrar denúncia por corrupção passiva

Pela 1ª vez, Câmara inicia sessão para analisar admissibilidade de denúncia contra presidente no cargo

Lula vira réu no caso do sítio de Atibaia

Juiz da Lava Jato abre 3ª ação criminal contra ex-presidente, por corrupção passiva e lavagem de dinheiro

Gilmar pede 'mínimo de decência' de PGR

Ministro disse que procurador-geral 'tem que ler a Constituição' e criticou pedido de prisão de Aécio

Líder do governo Temer na Câmara é condenado

André Moura (PSC-SE) deverá pagar multa de R$ 376 mil e perderá direitos políticos por oito anos


Lula vira réu no caso do sítio de Atibaia

Magistrados venezuelanos vão para embaixada chilena em busca de proteção

Da Agência EFE

Dois venezuelanos nomeados pelo Parlamento, de maioria opositora, como magistrados do Tribunal Supremo de Justiça entraram ontem (1º) na Embaixada do Chile em Caracas "em busca de proteção", A informação é do governo do Chile, acrescentando que ambos receberão asilo caso solicitem.

"Nesta tarde ingressaram dois novos hóspedes à residência do Chile em Caracas em busca de proteção: Beatriz Ruiz e José Fernando Nuñez", disse o ministro de Relações Exteriores chileno, Heraldo Muñoz, pelo Twitter.

Em comunicado, a chancelaria chilena detalhou que se trata de dois venezuelanos que foram designados pela Assembleia Nacional da Venezuela (AN, Parlamento) como magistrados e "ingressaram à residência do embaixador do Chile, em Caracas, em busca de proteção". De acordo com o informativo, "a ambos foi concedida a condição de hóspedes".

Saiba Mais

"Ruiz Marín e Núñez Sifontes solicitaram a proteção do Chile com base em circunstâncias políticas conhecidas. O nosso país atuará nesta matéria de acordo com os princípios jurídicos e humanitários que inspiram a sua política exterior", acrescentou o texto do Ministério das Relações Exteriores chileno.

Supostas irregularidades

No dia 21 de julho, a oposição venezuelana aprovou as designações de novos magistrados semanas depois que a procuradora-geral, Luisa Ortega, impugnou sem sucesso as nomeações de 33 juízes - que agora ocupam as poltronas do Supremo - por supostas irregularidades no processo de eleição.

Estes juízes em exercício foram designados pelo Parlamento, quando este era de maioria chavista, em um processo-relâmpago concluído em poucos dias, logo após a vitória opositora nas eleições legislativas de 2015.

Após a eleição dos novos 33 juízes, o Supremo advertiu que os recém-nomeados estavam incorrendo em "crimes de traição à pátria" contemplados pela justiça militar e pediu "medidas de coerção" contra todos os que participaram dos supostos delitos.

No último sábado, a também magistrada venezuelana Elenis del Valle Rodríguez se refugiou na residência do embaixador chileno, onde foi acolhido em abril Roberto Enríquez, dirigente nacional do partido social-cristão da Venezuela Copei.


Agência Brasil


Com gols de Pottker, Damião e Carlos, Inter vence o Goiás e assume a vice-liderança da Série B. Foto: Carlos Macedo/Agência RBS

NOTÍCIAS
Câmara dá sinais de que irá barrar denúncia contra Temer em votação hoje
Moro aceita denúncia, e Lula se torna réu em caso do sítio
Estado está sob risco de ser gerido por liminares da Justiça
Como saber quem está na nova convocação do INSS

PORTO ALEGRE
"O setor de transporte está falido", diz Marchezan
Prefeitura não vai conceder reajuste aos servidores em 2017
Obras de ciclovia na Avenida Goethe causam transtornos
Prédio do século 19 é recuperado em Porto Alegre

VIDA E ESTILO
Gestante espera por quadrigêmeos em produção independente
Reitor da UFRGS: "Não temos recursos além de setembro"
MEC autoriza 11 novos cursos de Medicina; dois são no RS

ESPORTE
Neymar é liberado de treino e deve ser anunciado pelo PSG

INTER
Guto Ferreira: "Estamos começando a chegar aonde queremos"

GRÊMIO
Com a confiança de Renato: Bressan é aposta na zaga

ENTRETENIMENTO
Porto Alegre Em Cena divulga programação

Fipe anuncia que São Paulo tem deflação de 0,01%

Vitória (ES) - Supermercados lotados com filas nos caixas e na entrada funcionam com horário reduzido (Tânia Rêgo/Agência Brasil)

Gêneros alimentícios ficaram mais baratos em São Paulo, em julhoTânia Rêgo/Agência Brasil

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), medido pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) na cidade de São Paulo, fechou julho com deflação de 0,01% ante uma alta de 0,05% em junho. Em maio, a taxa havia recuado 0,05%. No acumulado do ano, o IPC apresenta elevação de 0,98% e, nos últimos 12 meses, de 2,10%.

Essa ligeira queda é reflexo da diminuição dos preços nos grupos habitação (de 0,88% para -0,20%) e alimentação (de -0,83% para -0,26%). Este último, no entanto, mostra que a redução perdeu força. O resultado do IPC também foi influenciado pela queda no ritmo de alta do item despesas pessoais que passou de 0,25% para 0,03%.

Já em transportes, houve uma reversão da baixa de 0,33% para uma alta de 0,17%. Além disso, em saúde, o índice saltou de 0,04% para 1,18%. No grupo vestuário, ocorreu um leve aumento de 0,01%, mas sobre uma variação negativa de 0,16% em junho. Foi constatada ainda elevação de 0,34% em educação ante uma alta de 0,14%.

A pesquisa da Fipe abrange a variação de preços de bens e serviços consumidos pelas famílias com renda entre um e dez salários mínimos.


Agência Brasil


Carolina Bahia: Temer e o voto envergonhado
Votar contra a investigação é constrangedor para quem sonha com a reeleição.

Marta Sfredo: governo Temer tenta disfarçar, mas refaz estratégia de Dilma
Henrique Meirelles resistia à revisão da meta fiscal para não se equiparar a Joaquim Levy. Na prática, seguiu seu caminho.

Tulio Milman: voar, voar
Companhia aérea indiana introduz medidas para proteger passageiras de assédio.

Paulo Germano: Clàudio Janta deve entregar hoje o posto de líder do governo
Contrariado com os novos projetos do prefeito, vereador só permanece se Marchezan retirar as propostas.

Luiz Antônio Araujo: razões de um sequestro
Ao prender líderes pró-EUA, Maduro tenta identificar oposição com complô ianque.

David Coimbra: a grande final - Final
Resolvi que não permitiria chance de reação do inimigo. Chutei com força.

Martha Medeiros: um amor do início ao fim
O que salva nossa biografia, no final das contas, é a loucura da nossa intimidade.

Júlia Alves: mais cultura
Saiba como foi a inauguração do Teatro Unisinos, que funciona como sala de concerto e teatro italiano.

Roger Lerina: girou a gira do corpo
Grupo Corpo apresenta espetáculo "Gira" em Porto Alegre em outubro.

Diogo Olivier: se jogar sempre assim, o Inter sobe fácil
A questão é saber se o time de Guto Ferreira repetirá atuações convincentes como a que resultou na goleada sobre o Goiás.

Pedro Ernesto: mesmo com poupados, Grêmio é favorito contra o Atlético-GO
Tricolor precisa aproveitar chance para tentar encostar no Corinthians.

Leonardo Oliveira: goleada sinaliza a estabilidade do Inter
Time fez 3 a 0 no Goiás e alcançou o segundo lugar na tabela da Série B.

A VERDADE É DURA: A ESQUERDA APOIA A DITADURA (E SEMPRE APOIOU)

comentei aqui como é incompleto, para não dizer hipócrita, a turma da esquerda que “até” critica Maduro, mas poupa o socialismo que produziu o ditador venezuelano. Mas há, claro, aqueles ainda piores, que não resolveram abandonar a canoa furada, que ainda defendem o regime de Maduro. É o caso do PT e do PSOL. Para Joel Pinheiro da Fonseca, esse é um bom teste de caráter na política brasileira:

A Venezuela serve como um teste de caráter na política brasileira. Se alguém defende o regime Maduro, pode ter certeza: essa pessoa nutre as piores e menos democráticas intenções para o Brasil.

Maduro preside a fase terminal do chavismo, num espetáculo deprimente de pauperização, degeneração institucional e violência. Com inflação que deve superar os 1000% este ano, produção em queda livre, pobreza em ascensão, falta de alimentos, emigração em massa e dezenas de opositores mortos, a última desculpa para os abusos do governo cai por terra: não é pelo social; é pelo poder.

É lamentável ver partidos como PT e PSOL apoiando o governo Maduro. O PT é o cabeça da corrupção nacional. O PSOL é, até onde sabemos, limpo nesse front. Agora ambos se mostram unidos num intento ainda pior que a corrupção: a aspiração totalitária, ou seja, o uso oportunista das massas para alavancar o poder total de um pequeno grupo.

Tudo certo, mas uma palavrinha me incomodou bastante ali: “agora”. Quer dizer que agora ambos, PT e PSOL, mostram-se unidos num intento ainda pior que a corrupção, o totalitarismo? E antes? Não? Mas o PT e o PSOL sempre defenderam o totalitarismo! Eram e são defensores do regime cubano, que já é totalitário e tirânico há mais de meio século! Como assim, agora?!

Quem se “informa” em história assistindo “Os dias eram assim” talvez pense que os comunistas lutavam pela democracia contra os terríveis ditadores militares, mas qualquer pessoa minimamente culta sabe que essa narrativa é um embuste, um completo engodo, uma empulhação grosseira. Leandro Ruschel colocou os pingos nos is e lembrou que o PT, inclusive, ajudou a criar esse regime, o mesmo que tentava impor ao Brasil:

Só para deixar claro, não foi apenas apoio que a esquerda brasileiro deu ao regime totalitário na Venezuela.

Ela criou tal regime!

O próprio Lula, o grande chefe da quadrilha petista, em discurso oficial no Palácio do Planalto, contou que foi ele e Fidel Castro, em reunião do Foro de São Paulo, que decidiram unir a esquerda latina com o propósito de colocar Chávez no poder.

Desde então, tanto o governo Lula quanto o governo Dilma trataram Chávez e depois Maduro com oferta de vantagens ilegais, bancadas pelo contribuinte brasileiro, como a Refinaria de Abreu e Lima, a oferta de crédito por parte do BNDES para obras da Odebrecht no país, entre outras maracutaias.

Mais, o partido usou peso do Brasil na região para impedir qualquer pressão sobre o regime que já tomava medidas totalitárias, além de ter contrabandeado a Venezuela para o Mercosul, ao arrepio da sua cláusula democrática.

O PT mandou marqueteiros seus para as campanhas chavistas, além de Lula ter participado até mesmo como garoto propaganda em campanhas.

PCdoB, PSOL e PDT também foram aliados de primeira hora do regime.

Esses bandidos tem sangue nas mãos, de milhões de venezuelanos que estão passando fome e de milhares de jovens que estão sendo presos, torturados e mortos por simplesmente protestar contra uma ditadura.

A verdade é dura, a esquerda apoia a ditadura.

Sim, a verdade é dura, mas muitos preferem a versão soft, a ilusão, a mentira. E nessa narrativa falsa, a esquerda é democrática, e alguns se desviam no caminho. Como se o Foro de São Paulo não existisse. Como se Cuba não fosse a inspiração dessa turma há décadas. Como se o PT não tivesse tentado replicar no Brasil o regime chavista. Como se o PSOL não tivesse, entre seus fundadores, até terrorista comunista. Como se, enfim, a extrema-esquerda “agora” tivesse decepcionado seus seguidores.

Não esperem de mim essa concessão a quem sempre lutou contra a democracia e a liberdade. A esquerda radical é ditatorial por essência, por vocação, por ideologia. Quem ainda não entendeu isso, não entendeu muita coisa de política. Quando acusam Bolsonaro de defender ditadores e tortura, o fazem diante de um espelho, alimentando todo seu cinismo. São filhotes de Lenin: acusam os outros daquilo que são e fazem. A esquerda apoia a ditadura. E sempre apoiou.

Rodrigo Constantino

O PSOL DE FREIXO, JEAN WYLLYS E CHICO ALENCAR DEFENDE OFICIALMENTE REGIME DE MADURO

(Antônio Cruz/Agência Brasil)

A escalada da violência segue na Venezuela, após o novo golpe da constituinte dado por Nicolás Maduro. A opressão faz inúmeras vítimas por dia, jovens estudantes que protestam pedindo liberdade e democracia. Opositores são perseguidos, sequestrados e presos a mando do ditador. Até alguns esquerdistas ensaiaram críticas ao regime, como o deputado Jean Wyllys. Enquanto isso, o PSOL e o PT continuam defendendo oficialmente Maduro e o “socialismo do século XXI”.

O PT já tinha soltado nota de apoio há alguns meses, e a senadora Gleisi Hoffmann, ninguém menos do que a presidente do partido, enalteceu Maduro em evento recente do Foro de São Paulo. O PSOL, por sua vez, soltou uma nota oficialnesta segunda, em defesa do tirano socialista, em que prega “toda solidariedade à Revolução Bolivariana”. Diz o partido de Marcelo Freixo, Jean Wyllys e Chico Alencar:

A Venezuela enfrenta dias dramáticos. O enfrentamento político interno coloca as forças políticas em claro confronto. De um lado estão quase duas décadas de conquistas populares, de apropriação da riqueza petroleira por parte do Estado, de expansão dos direitos e garantias sociais e de uma rota da transformações profundas. De outro está uma oposição de direita ultraliberal, golpista e com sólidos laços com a Casa Branca e com o sistema financeiro internacional. Além disso, tais forças contam com o apoio dos governos conservadores da América Latina e da Europa e com o suporte dos golpistas brasileiros.

Não nos iludamos. Por mais que possamos identificar equívocos na condução da Revolução Bolivariana por parte do governo Nicolás Maduro, a radicalização das posições coloca como única alternativa à sua continuidade a tomada do poder pela direita. Não há meio-termo e não há terceira via.

As dificuldades maiores do país estão em sua crônica dependência do petróleo, quadro que só pode ser alterado com firme intervenção estatal e em condições muito diferentes das atuais. A convocação de um processo constituinte visa ampliar a legitimidade de um governo que mudou a face do país, sob o comando do presidente Hugo Chávez.

O PSOL sabe que numa situação de confronto, a neutralidade significa apoio tácito ao lado mais forte. Por isso, manifestamos apoio ao processo constituinte proposto pelo governo Maduro e ao aprofundamento das transformações sociais naquele país.

Diante disso, a permanência de Jean Wyllys, que escreveu uma crítica contundente ao “presidente” venezuelano esses dias, por um só dia no PSOL demonstra toda a sua hipocrisia. É como um conservador cristão repudiar o aborto, bandeira fundamental para sua crença, e depois continuar num partido que tem como uma das principais propostas a legalização do aborto. Não é apenas incoerente: é cafajeste!

Se Jean Wyllys, Marcelo Freixo e Chico Alencar continuarem no PSOL – e vão continuar, pois nunca tiveram apreço pela democracia e pela liberdade – estará mais do que comprovado que são simpatizantes da ditadura, da opressão, da tirania que espalhou um rastro de miséria pela Venezuela. Está provado que o L de PSOL não tem nada a ver com Liberdade.

Talvez seja de Leblon, pois essa turma socialista radical costuma seduzir apenas a esquerda caviar dos bairros nobres, gente “descolada” que ama a Humanidade, essa abstração, mas não dá a mínima para os milhões de venezuelanos que sofrem sob o regime opressor de Maduro.

Rodrigo Constantino

Jean Wyllys destoa do PSOL e chama Nicolás Maduro de ditador

Deputado federal repudiou o apoio de seu partido à Assembleia Constituinte que o governo venezuelano elegeu no domingo

Por Da Redação


O Deputado Federal Jean Wyllys (Psol-RJ)

O deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ) criticou o próprio partido pelo apoio ao governo venezuelano de Nicolás Maduro (CRIS FAGA/FOX PRESS/Estadão Conteúdo)

O deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ) repudiou o apoio que seu partido expressou ao governo do presidente venezuelano Nicolás Maduro. Em comunicado veiculado no Facebook, Wyllys chamou Maduro de “ditador” e criticou políticos de esquerda que se posicionaram a favor da votação da Assembleia Constituinte do último domingo.

“Maduro é um ditador e nós, da esquerda, não podemos ser cúmplices de um ditador ou ficar calados diante da censura à imprensa, a perseguição contra os opositores, os presos políticos, os torturados, os assassinados”, postou Wyllys.

Quinze pessoas morreram durante a votação da Constituinte, o que elevou para 125 o número de mortos em quatro meses de protestos pela saída de Maduro. A oposição, que boicotou o pleito, disse que a participação foi de apenas 12%. Já o governo venezuelano afirmou que o processo contou com mais de oito milhões de votantes (41,5% dos eleitores).

Veja também

“Não há justificativa para que a esquerda se cale diante dessa desumanidade. E estou falando, inclusive, do meu próprio partido, o PSOL, que muitas vezes (com a minha oposição pública, porque eu não me calei) apoiou Maduro. Qualquer nota oficial do PSOL defendendo Maduro não me representa (nunca me representou e eu já esclareci isso muitas vezes ao longo dos últimos anos) e a repudio absolutamente. O partido deve fazer uma autocrítica clara, profunda e sincera”, publicou Wyllys.

O deputado também criticou setores que fazem oposição a Maduro. “Denunciar as violações aos direitos humanos cometidas pela ditadura de Maduro, como eu faço, não me cega para, nem me faz negligenciar as violências insufladas e praticadas por setores da oposição a seu governo”, disse Wyllys, que defendeu eleições livres para os venezuelanos escolherem o projeto de país que melhor representar os interesses da população.

Na segunda-feira, o PSOL publicou em seu site uma nota prestando “toda solidariedade à Revolução Bolivariana”. O partido declarou “que numa situação de confronto, a neutralidade significa apoio tácito ao lado mais forte. Por isso, manifestamos apoio ao processo constituinte proposto pelo governo Maduro e ao aprofundamento das transformações sociais naquele país”.

Assim como o PSOL, o PT manifestou apoio à Constituinte de Maduro. No último encontro do Foro de São Paulo, realizado em julho, na Nicarágua, a presidente do partido, senadora Gleisi Hoffmann (PR), disse que torcia por “uma consolidação cada vez maior da revolução bolivariana”.



Veja

PF combate fraude na importação de equipamentos médicos

Polícia Federal

Estão sendo cumpridos 62 mandados de busca e apreensão e 19 de condução coercitiva em 44 municípios de 19 estados, além de um interrogatório em Fort Myers, na Flórida, Estados Unidos Arquivo/Agência Brasil

A Polícia Federal (PF) desarticulou hoje (2) uma organização criminosa que contrabandeava equipamentos de diagnóstico médico por meio Aduana de Controle Integrado (ACI) em Dionísio Cerqueira (SC). Estima-se que, apenas em tributos diretos, a sonegação pode chegar a R$ 20 milhões.

A investigação, que deu origem à Operação Equipos, iniciou a partir da apreensão de carga de equipamentos médicos na ACI, em outubro de 2013. Na ocasião, foram apreendidos tomógrafos, mamógrafos e outros equipamentos de alto valor comercial, em uma carga avaliada em aproximadamente R$ 3 milhões, sendo R$ 2 milhões os tributos sonegados. Na documentação constava descrição genérica da mercadoria e valor declarado de US$ 180 mil (apenas 10% do valor real).

Saiba Mais

Durante o inquérito policial, verificou-se que, entre 2011 e 2015, o grupo criminoso importou de forma irregular ao Brasil outras 12 cargas de equipamentos médicos, remetidas dos Estados Unidos, via trânsito aduaneiro por meio do Chile e da Argentina. Após a liberação pelas autoridades argentinas, as cargas desapareciam. Porém, notas fiscais emitidas pelo grupo comprovam que tais equipamentos ingressaram no Brasil e foram revendidos para clínicas, hospitais e intermediários de diversas regiões do país.

Após a apreensão da carga em outubro de 2013, o grupo passou a registrar as importações de equipamentos médicos no Sistema Integrado de Comércio Exterior (Siscomex), porém, como equipamentos tipográficos e com declaração subfaturada de apenas 10% do valor real, o que permitiu obter isenção dos impostos de importação e do IPI, além da redução de outros tributos, causando prejuízos milionários à União. A descrição incorreta da mercadoria também liberava o grupo da necessidade de Licença Prévia de importação e de fiscalização pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária.

A PF investiga empresários e pessoas jurídicas do ramo de exportação e importação, revendedores, clínicas, hospitais, despachante aduaneiro, além de um doleiro responsável pelo repasse de recursos ilícitos ao grupo. Também é apontado como integrante do grupo um servidor da Receita Federal em Dionísio Cerqueira, que teria recebido dinheiro para facilitar a ação da quadrilha. Os principais integrantes do grupo criminoso também foram investigados na Operação Shylock, desencadeada em setembro de 2015, e respondem a ação penal perante a Justiça Federal.

Estão sendo cumpridos 62 mandados de busca e apreensão e 19 de condução coercitiva em 44 municípios de 19 Estados da Federação (SC, AL, BA, CE, DF, ES, GO, MA, MS, MG, PA, PB, PR, PI, RJ, RS, RO, SP, SE), além de um interrogatório em Fort Myers, na Flórida, Estados Unidos, com o apoio de autoridades americanas.

Os envolvidos serão indiciados por corrupção ativa e passiva, associação criminosa, contrabando, facilitação ao contrabando e falsidade ideológica.


Agência Brasil


Brasil exige libertação imediata de opositores venezuelanos López e Ledezma

Governo afirmou que repudia detenção e considera demonstração "uma falta de respeito às liberdades individuais"

Brasil exige libertação imediata de opositores venezuelanos López e Ledezma | Foto: Evaristo SA, Leopoldo Lopez / AFP / CP

Brasil exige libertação imediata de opositores venezuelanos López e Ledezma | Foto: Evaristo SA, Leopoldo Lopez / AFP / CP

O Brasil pediu nesta terça-feira ao governo venezuelano de Nicoñás Maduro que liberte imediatamente os opositores Leopoldo López e Antonio Ledezma, que estavam sob prisão domiciliar, mas foram detidos novamente durante a madrugada.

O governo brasileiro afirmou, em um comunicado emitido pelo ministério das Relações Exteriores, que repudia a detenção dos dois principais opositores ao governo e que considera que isso se trata de "uma demonstração a mais da falta de respeito às liberdades individuais e ao devido processo legal, pilares essenciais de um regime democrático".

Em consequência, "o Brasil pede ao governo venezuelano que liberte imediatamente López e Ledezma", segundo o texto. O Brasil denunciou ainda a medida executada "um dia depois de uma votação para eleger uma assembleia constituinte em franca violação da ordem constitucional venezuelana".

Os dois presos mais emblemáticos da oposição venezuelana, Leopoldo López e Antonio Ledezma, que estavam em prisão domiciliar, foram detidos na madrugada desta terça-feira após seus apelos contra aAssembleia Constituinte do presidente Nicolás Maduro, que será instalada na quarta-feira para administrar o país por tempo indefinido.


Correio do Povo e AFP


Segurança deve ser reforçada hoje na área central de Brasília


Letycia Bond - Repórter da Agência Brasil

A Secretaria de Segurança e da Paz Social do Distrito Federal deve reforçar hoje (2) o efetivo na área central de Brasília, em razão da votação, na Câmara, da admissibilidade da denúncia de corrupção passiva contra o presidente Michel Temer.

Segundo nota da secretaria, embora nenhuma manifestação tenha sido protocolada, os agentes vão permanecer em estado de prontidão, podendo ser acionados a qualquer momento. A Polícia Militar (PM) destacará uma equipe especializada para atuar na Esplanada dos Ministérios, onde fica o Congresso Nacional.

Apesar de não terem sido confirmadas junto à secretaria, as manifestações tomam forma nas redes sociais. No Twitter e no Facebook, a Frente Brasil Popular informou que um ato está marcado para as 17h.

Acesso aos ministérios

Nenhuma via de acesso às imediações da Esplanada será bloqueada, a princípio. O acesso dos servidores dos ministérios não tem, até o momento, nenhum procedimento atípico ou especial e está sendo feito pelas portarias principais.

No prédio do Ministério da Agricultura, os tapumes existentes são de maio, quando a frente do prédio foi atingida por chamas provocadas por manifestantes.

"A gente estreita um pouco a abertura da porta principal. Orientamos a equipe a fechá-la de imediato, se houver alguma ameaça, e a aguardar a PM, até porque ela monitora os ônibus que entram em Brasília. Como a gente tem um efetivo [de segurança interna] limitado, não há como aumentá-lo, mas tomamos todas as medidas que julgamos necessárias. Nós temos um canal direto com o 6º Batalhão da PM. Mantemos também vigilantes nas guaritas, que operam, nesses dias, como sentinelas", disse o supervisor de segurança do ministério, Ricardo Teles.

A reportagem da Agência Brasil avistou – no início da manhã - cerca de sete ônibus e cinco carros da PM próximos ao Ministério da Justiça, e duas motos da corporação diante do Ministério da Defesa.

Dois agentes policiais instalavam taipas na lateral direita do Congresso. Na Rodoviária de Brasília, não foram constatadas revistas de transeuntes. Também não foi observado nenhum grupo da Força Nacional na área.


Agência Brasil



Juiz da Paraíba manda suspender aumento do preço de combustíveis no estado


Sabrina Craide – Repórter da Agência Brasil

Brasília - Fiscais do Instituto de Defesa do Consumidor do Distrito Federal fazem vistoria em postos de combustíveis para verificar as alterações dos preços finais cobrados ao consumidor (Marcelo Camargo/Agência

Desde o dia 20, preços dos combustíveis estão mais caros após aumento de impostos Marcelo Camargo/Agência Brasil

O juiz federal João Pereira de Andrade Filho, da Paraíba, determinou hoje (1º) a suspensão do aumento das alíquotas do Programa de Integração Social (PIS) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) sobre os combustíveis no estado. A decisão vale apenas para os postos associados ao Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo no Estado da Paraíba (Sindipetro-PB) , que impetrou mandado de segurança com o pedido de retorno dos tributos aos patamares anteriores ao decreto editado pelo presidente Michel Temer há duas semanas.

A Advocacia-Geral da União (AGU) informou que irá recorrer da decisão. Na semana passada, o aumento dos combustíveis tinha sido suspenso em todo o país pela Justiça Federal no Distrito Federal, mas o Tribunal Regional Federal em Brasília decidiu anular a decisão, a pedido da AGU

Segundo o juiz, ao promover a exigência imediata do aumento das alíquotas, o decreto publicado pelo governo violou a regra constitucional que exige que qualquer mudança tributária só pode ser feita depois de 90 dias da publicação da lei que a instituiu.

Alíquotas

O reajuste nas alíquotas do PIS/Cofins sobre a gasolina, o diesel e o etanol foi determinado por meio de decreto presidencial no dia 20 de julho.  A alíquota subiu de R$ 0,3816 para R$ 0,7925 para o litro da gasolina e de R$ 0,2480 para R$ 0,4615 para o diesel nas refinarias. Para o litro do etanol, a alíquota passoude R$ 0,12 para R$ 0,1309 para o produtor. Para o distribuidor, a alíquota, antes zerada, aumentou para R$ 0,1964. O reajuste foi imediatamente repassado ao consumidor nas bombas dos postos de combustíveis.


Agência Brasil