Deputados da oposição desafiam governistas a alcançar quórum para votar denúncia

No dia em que o plenário da Câmara dos Deputados pode decidir sobre a admissibilidade do julgamento da denúncia contra o presidente Michel Temer pelo suposto crime de corrupção passiva, a base aliada do governo busca alcançar o quórum para votação, de 342 deputados.  Embora estejam na Câmara, os oposicionistas reafirmaram que vão manter a estratégia de só registrar presença em plenário depois que o quórum for atingido.

É intensa desde o início da manhã a movimentação da imprensa e de parlamentares no Salão Verde da Casa.  Até as 10 horas, 186 deputados já estavam na Câmara, mas apenas 118 haviam registrado presença em plenário.

Pouco depois do início da sessão, que começõu às 9h, um grupo de deputados de partidos de oposição fez um ato com cartazes, pedindo a saida do presidente Temer e eleições diretas. O líder da minoria na Câmara, deputado José Guimarães (PT-CE), voltou a desafiar o governo a alcançar o quórum necessário para a votação.

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"Todos nós vamos estar no plenário, mas não vamos marcar presença. Todo mundo hoje tem que mostrar a cara para o Brasil. O Brasil e as redes sociais estão de olho no nosso comportamento. A inscrição lá dentro [do plenário] não significa presença. A vitória [do presidente Michel Temer] depende de quórum e duvido que o governo tenha 342 votos", disse Guimarães.

Já o deputado governista Julio Lopes (PP-RJ) está confiante de que a denúncia será votada hoje. "O Brasil tem urgência disso. Tem urgência de que as reformas continuem para avançarmos, reduzindo o desemprego e os juros e fazendo a economia avançar. Estamos estimando mais de 257 votos [a favor de Temer] e temos esse número bastante consolidado. Não estamos com nenhum receio quanto a isso", declarou.

Maia espera votação hoje

Ao chegar à Casa no início da manhã, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, disse que espera que a votação ocorra hoje para que a agenda da Casa não fique prejudicada. "O Brasil precisa de uma decisão da Câmara, que precisa, a partir de amanhã, reorganizar sua pauta, com a prioridade número um, que é a reforma da Previdência", afirmou.

Segundo Maia, outra preocupação é construir uma agenda mais próxima ao cidadão, com temas como segurança pública e saúde, assuntos que mais afligem a sociedade. "Enquanto essa denúncia não for votada, a gente não vai conseguir reconstruir a agenda da Câmara", reconheceu.

Sobre a condução dos trabalhos nesta quarta-feira (2), Maia reafirmou que a Câmara cumpre seu papel no que diz respeito à Constituição e ao seu Regimento Interno. Ele destacou que os prazos foram cumpridos e os ritos, respeitados. Por isso, defende que os parlamentares têm a obrigação de votar a denúncia hoje.


Agência Brasil

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Ao vivo: Câmara inicia sessão para votar parecer de denúncia contra Temer

O plenário da Câmara dos Deputados começa a votar hoje (2) parecer da Comissão de Constituição e Justiça contrário à admissibilidade da denúncia contra o presidente Michel Temer pelo suposto crime de corrupção passiva. Os trabalhos devem se estender por todo o dia. Com base nas delações de executivos do grupo J&F, que controla a JBS, Temer foi denunciado em junho ao Supremo Tribunal Federal pela Procuradoria-Geral da República por corrupção passiva. O STF só poderá analisar a denúncia, porém, se a Câmara autorizar.

A votação só pode começar com a presença de 342 parlamentares. A votação será por chamada nominal, começando pelos deputados de um estado da Região Norte e, em seguida, os deputados de um estado da Região Sul. Os deputados terão 15 segundos para expor os argumentos e voto.



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Gilmar Mendes critica novo pedido da PGR para prender Aécio Neves

Ministro considera que tentativa de prender senador fere a Constituição

Gilmar Mendes critica novo pedido da PGR para prender Aécio | Foto: Carlos Humberto / STF / CP Memória

Gilmar Mendes critica novo pedido da PGR para prender Aécio | Foto: Carlos Humberto / STF / CP Memória

Ao ser questionado nesta terça-feira sobre oterceiro pedido de prisão do senador Aécio Neves (PSDB-MG), o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), aproveitou para criticar o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, a quem se referiu como um ator "jurídico-político". "Eu acho que é bom que atores jurídico-políticos leiam a Constituição antes de seguir suas vontades", disse Mendes, em referência à insistência de Janot em pedir a prisão de Aécio.

• Prisão de Aécio é "medida imprescindível e urgente", diz Janot

Na segunda-feira, a Procuradoria-Geral da República (PGR) protocolou mais um recurso pela prisão preventiva do senador, após o ministro Marco Aurélio Melo ter negado a medida cautelar no mês passado, alegando que o caso de Aécio não se tratava de flagrante de crime inafiançável, única situação em que a Constituição prevê prisão contra parlamentar em exercício. Antes, a prisão já havia sido negada pelo relator anterior do caso, ministro Edson Fachin, que, no entanto, afastou o senador do exercício do mandato. Ao negar a prisão pela segunda vez, Marco Aurélio também autorizou o retorno de Aécio ao Senado.

O senador é alvo de inquérito no STF por ter sido citado pelo empresário Joesley Batista, dono do grupo JBS, e um de seus depoimentos de delação premiada. Joesley contou aos procuradores que Aécio lhe pediu R$ 2 milhões para pagar despesas com sua defesa na Operação Lava Jato.

O terceiro pedido de prisão contra o senador será analisado pela Primeira Turma do STF, composta pelos ministros Alexandre de Moraes, Rosa Weber, Luiz Fux e Luís Roberto Barroso, além do presidente do colegiado e também relator do processo, Marco Aurélio, que nesta terça-feira prometeu pautar o tema tão logo haja manifestação da defesa do acusado.


Agência Brasil  e Correio do Povo


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PODERIA TER ACONTECIDO CONOSCO

Por Fábio Pegrucci

E então, como se tivessem despertado de um longo sono, com olhos arregalados e em tom de voz assombrado, âncoras de telejornais hoje comunicaram aos brasileiros que a Venezuela caminha a passos largos para tornar-se uma ditadura:

afinal – vejam vocês! -, o tiranete Nicolás Maduro resolveu convocar uma assembleia constituinte furadíssima, com o único intuito de tratorar o parlamento, calar opositores e censurar a imprensa.

É certo que ainda compuseram seus textos com especial cuidado, evitando as expressões “esquerda” e “socialismo”; também não mencionaram que o regime chavista foi bajulado e em grande parte FINANCIADO durante anos pelo governo brasileiro, enquanto o mesmo teve à frente a quadrilha petista; e, enquanto limitaram-se a rapidamente informar que os governos de Bolívia e Nicarágua prestam total apoio ao regime bolivariano, sequer pensaram em explicar que uma ampla frente de partidos e organizações esquerdistas dominou quase toda a América Latina por longuíssimos anos, como resultado de estratégia de tomada de poder traçada muito tempo antes, como resposta à desintegração da União Soviética e ao esfacelamento do comunismo no leste europeu: não, o jornalismo brasileiro ainda não menciona o Foro de São Paulo – e possivelmente jamais o fará.

Chega a ser indecente que só agora – quando os Estados Unidos já sinalizam com pesadas sanções e até a pálida União Europeia emite notas de repúdio às ações do governo venezuelano – a imprensa brasileira resolva dar um tom mais fidedigno à cobertura da situação no país vizinho.

Enquanto isso, nós – os reaças, os coxinhas, os desatinados que enxergam comunistas debaixo da cama – que cantamos essa bola há ANOS – desde antes do delinquente Hugo Chavez ter sido mandado, pelo câncer e pela medicina cubana, para o quinto dos infernos – como ficamos?

Cutuque aí seu amigo mortadela, que se informa pelos blogs da lacrosfera, pergunte se ele tem algo a lhe dizer; um pedido de desculpas, talvez?

Esse é o momento de lembrarmo-nos de que política deve ser algo SEMPRE pragmático e da máxima que diz que “o inimigo de nosso inimigo é nosso amigo”:

viva Roberto Jefferson, o corrupto que em algum momento de nossa história será devidamente homenageado com uma estátua, por ter sido o pivô da crise que apeou José Dirceu do governo e da linha sucessória – não fosse isso, NÓS seríamos a Venezuela;

viva o providencial PORRE durante o qual Luís Inácio escolheu para sua sucessão a criatura mais parva, estúpida, grotesca, inábil e incompetente que a política brasileira já conheceu – e em cujos fundilhos nem foi assim tão difícil aplicar-lhe um pontapé na direção do esquecimento;

viva Eduardo Cunha, que foi nosso amigo enquanto nos serviu;

e viva Michel Temer, velha raposa conspiradora, que – contra tudo e contra todos – deverá completar seu mandato, dando uma banana para a “baixa popularidade” e conduzindo, ainda que parcialmente, as reformas urgentes que farão extremamente mais fácil a vida do futuro governante desta pocilga, seja ele quem for; a partir de 1º de Janeiro de 2019, com alguns milhões no bolso e ainda com algum tempo para namorar a bela Marcela, o velho Michel vai desaparecer das nossas vistas, só sendo lembrado eventualmente, quando os noticiários mencionarem que ele compareceu às audiências sobre os processos que responderá após deixar a presidência.

Quanto aos nossos vizinhos venezuelanos, só nos resta torcer por eles: como não estamos mais no tempo em que tiranos eram arrancados do poder à bala e pendurados de ponta cabeça em praça pública até que os cadáveres apodrecessem, um dia desses vamos saber que Maduro renunciou e foi se esconder debaixo das asas de Raul Castro; e provavelmente assistiremos a uma guerra civil, antes que alguma normalidade seja reconquistada.

Mas não devemos jamais nos esquecer: poderia ter acontecido conosco.

Primeira Turma do STF julgará terceiro pedido de prisão contra Aécio Neves

Alexandre de Moraes, Rosa Weber, Luiz Fux e Luís Roberto Barroso formam o colegiado

Alexandre de Moraes, Rosa Weber, Luiz Fux e Luís Roberto Barroso formam o colegiado | Foto: Geraldo Magela / Agência Senado / Divulgação / CP

Alexandre de Moraes, Rosa Weber, Luiz Fux e Luís Roberto Barroso formam o colegiado | Foto: Geraldo Magela / Agência Senado / Divulgação / CP

O terceiro pedido de prisão de Aécio será julgado pela 1ª Turma, diz Marco Aurélio O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Marco Aurélio confirmou nesta terça-feira que o novo pedido de prisão e afastamento do senador Aécio Neves (PSDB-MG), feito de segunda-feira pela Procuradoria-Geral da República (PGR), será julgado pela Primeira Turma da Corte, após manifestações dos advogados do senador. A data do julgamento ainda não foi definida.

Após deixar a sessão de abertura dos trabalhos do segundo semestre no STF, Marco Aurélio, que é relator do novo pedido, disse que continua convencido do acerto de sua decisão que determinou a volta de Aécio às atividades parlamentares e rejeitou pedido de prisão preventiva do parlamentar.

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"Continuo convencido de que a decisão é uma decisão correta. Agora, há um pedido sucessivo de receber o pleito de reconsideração como agravo. Havendo um recurso, eu terei que estabelecer o contraditório, ouvir a parte interessada na manutenção da minha decisão, que é o senador Aécio Neves, e confeccionar meu voto, que praticamente está confeccionado", afirmou o ministro.

O recurso apresentado pela PGR é o terceiro pedido sucessivo para prender o senador. Dois foram rejeitados desde a homologação da delação premiada da JBS. A procuradoria sustenta que o senador pode atrapalhar as  investigações sobre as delações da empresa. O colegiado que vai julgar o novo pedido de prisão é composto pelos ministros Alexandre de Moraes, Rosa Weber, Luiz Fux e Luís Roberto Barroso, além do relator.

Antes da decisão de Marco Aurélio, Aécio Neves estava afastado da atividade parlamentar por uma decisão do antigo relator do caso, ministro Edson Fachin. Aécio foi citado pelo empresário Joesley Batista, dono do grupo JBS, e um de seus depoimentos de delação premiada. Joesley contou aos procuradores que Aécio lhe pediu R$ 2 milhões para pagar despesas com sua defesa na Operação Lava Jato.

Em nota divulgada na segunda-feira, o advogado Alberto Zacharias Toron, que representa o senador, disse que "o agravo apresentado pelo PGR limita-se a repetir os mesmos argumentos já refutados pelo Ministro Marco Aurélio, por representarem afronta direta à Constituição Federal. Nenhum fato novo foi apontado pela procuradoria para justificar a prisão do senador Aécio Neves."

"Ao insistir na prisão do senador, o PGR (Rodrigo Janot, procurador-geral da República), como já reconheceu o Ministro Marco Aurélio, ignora princípios elementares de um Estado Democrático, como a tripartição de poderes. Mais, o agravo ministerial pretende substituir-se ao que diz a Constituição Federal, sugerindo que se ignore seu art. 53 e que se adote uma 'pauta hermenêutica' inventada pelo próprio PGR.

Assim, a defesa segue tranquila quanto à manutenção da decisão que revogou as medidas cautelares impostas contra o senador, pois, diferentemente do agravo do PGR, está ancorada no que diz a legislação vigente no país", diz a nota.


Estadão Conteúdo e Correio do Povo


INSS convoca segurados para pente-fino em 140 páginas no Diário Oficial


São pessoas que não foram encontradas pelo Correio.

Giane Guerra
giane.guerra@rdgaucha.com.br

Foto: Ricardo Duarte /Agencia RBS

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O Instituto Nacional do Seguro Social - INSS está convocando por edital segurados para reavaliação de benefício por incapacidade. O texto foi publicado no Diário Oficial da União e ocupa quase 140 páginas da publicação.

Os segurados estão listados por ordem de nome e número de benefício previdenciário. Têm cinco dias a partir de agora para entrarem em contato com a central de teleatendimento ligando para o número 135. Será informada a data agendada para reavaliação de benefício por incapacidade.

Estas pessoas estão sendo convocadas por edital porque os Correios devolveram o ofício de convocação encaminhado pelo INSS ao endereço que estava no cadastro do Sistema Único de Benefícios - SUB. Ocorre isso quando o beneficiário não é localizado ou o endereço está incompleto.

O INSS reforça que é preciso levar na perícia a documentação médica. São exemplos: atestados, laudos, receitas e exames.

Se o segurado não atender à convocação, o benefício será suspenso. O mesmo ocorrerá se não comparecer à data agendada.

O pente-fino é um procedimento autorizado por medida provisória do presidente Michel Temer que busca revisar benefícios de incapacidade, como auxílio-doença, concedidos há mais de dois anos. Já houve antes convocação por edital, assim como milhares de benefícios já foram cancelados. 

Consulte aqui o edital do INSS.

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GAÚCHA



Indenização bilionária para Varig volta à pauta no STF


Julgamento está na pauta desta quarta-feira.

Giane Guerra
giane.guerra@rdgaucha.com.br

Foto: Paulo Moacyr Stocker dos Santos, Arquivo Pessoal

Ação de indenização bilionária pedida pela Varig volta a julgamento nesta quarta-feira no Supremo Tribunal Federal. A retomada da votação já está na pauta do STF.

O processo está no STF desde 2007. A companhia aérea pede que a União pague indenização por danos causados pela política de congelamento de tarifas no Plano Cruzado de 1985 a 1992.

O pedido é de R$ 3 bilhões, valor que pode ser corrigido. Mas, depois do julgamento, o processo volta para cálculo do valor.

Em março de 2016, o pedido de vista do ministro Gilmar Mendes interrompeu o julgamento dos embargos de declaração apresentados pela União no Recurso Extraordinário. União e Ministério Público Federal buscam reverter decisão que garantiu à Varig o direito à indenização.

Em março de 2014, o STF negou provimento ao recurso, mantendo a decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) que determinou o pagamento de indenização. A relatora do recurso, ministro Cármen Lúcia, afirmou que não há omissão, obscuridade ou contradição no julgado. Negou provimento aos embargos, afirmando que a União quer modificar o conteúdo da decisão, por meio de um novo julgamento, e não apenas esclarecer, que é a função dos embargos de declaração.

Conforme o STF, a União alega:

"1) que "merecem ser afastadas as omissões, a fim de que essa Suprema Corte se pronuncie, expressamente, sobre os fundamentos do recurso extraordinário da União relativos à prevalência da observância da norma constitucional sobre eventual preclusão e à inexistência de pretensão de revisão do conteúdo probatório"; 2) que o acórdão recorrido "deixa de analisar a questão sob a ótica da prevalência do regime intervencionista do Estado na economia"; 3) que merece "expressa apreciação por essa Suprema Corte a questão relativa à impossibilidade de responsabilização estatal em razão de ato legislativo"; 4) que há contradição do acórdão recorrido na medida em que "a conclusão até aqui resultante do processo se deu no sentido de que a União teria causado dano à empresa-autora", mas que "os próprios trechos do laudo pericial transcritos no voto-condutor, porém, demonstram que as medidas de intervenção na economia não foram a causa do agravamento das dívidas da empresa-autora e que, em diversos períodos, os reajustes concedidos pelo governo foram absolutamente suficientes para cobrir as defasagens apontadas pelas planilhas da SNEA"."

A coluna procurou os advogados da Varig e aguarda retorno. Procurou também o Instituto Aerus de Seguridade Social, que é credor e também é parte no processo. Não quiseram entrar no mérito, dizendo apenas que aguardam o julgamento do processo.

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GAÚCHA



Áudios revelam quadrilha planejando e cooptando integrantes para roubos a ônibus


Polícia Civil desarticulou grupo suspeito de assaltos em 40 ônibus. O bando chegava a dar choque nas vítimas

Cid Martins
cid.martins@rdgaucha.com.br

Após desencadear, nesta terça-feira (1º), uma operação para prender quadrilha que dava choques para assaltar passageiros em ônibus intermunicipais em Porto Alegre, a força-tarefa da Polícia Civil divulgou áudios sobre ação dos bandidos.

Ao todo, 15 integrantes foram identificados e 10 foram presos, incluindo os dois líderes e uma mulher que usava aparelho de choque contra as vítimas. Vítimas também eram agredidas com socos e coronhadas. Imagens dos assaltos, sempre à noite e geralmente na Avenida da Legalidade, comprovam o envolvimento dos identificados.

No primeiro áudio divulgado pela polícia, um integrante do grupo recebe retorno de ligação feita após começar a cooptar bandidos para assaltos a ônibus:

No segundo áudio, um dos líderes da quadrilha, Felipe Martins Moraes, já preso, conversa com comparsa sobre sequestro de ônibus em viagens mais longas, como as de sacoleiros para o Paraguai:

Organização criminosa

A investigação, que teve a primeira parte deflagrada em junho, com a prisão de receptador que montou brique em Canoas, continua. Outros suspeitos estão sendo identificados e vítimas foram chamadas para reconhecimento dos criminosos.

GAÚCHA

Motorista afirma ter transportado Bendine com sacolas de dinheiro

"Ferreirinha" teria levado ex-presidente da Petrobras para receber pagamentos em espécie com notas de R$ 100

"Ferreirinha" teria transportado o ex-presidente da Petrobras para receber pagamentos em espécie com notas de R$ 100 | Foto: Divulgação / Agência Petrobras / CP

O motorista Sebastião Ferreira da Silva, o "Ferreirinha", que relatou ter sido ameaçado e processado por Aldemir Bendine por prestar depoimento ao Ministério Público Federal, disse ter transportado o ex-presidente do Banco do Brasil e da Petrobras para pagamentos em espécie com sacolas de dinheiro cheias de notas de R$ 100 à época em que trabalhou na instituição financeira. Bendine está preso no âmbito da Cobra, 42ª fase da Lava Jato, sob a acusação de ter pedido e recebido da Odebrecht propinas de R$ 3 milhões. Segundo o Ministério Público Federal, o valor foi repassado em três entregas em espécie, de R$ 1 milhão cada, em São Paulo.

Esses pagamentos foram realizados em 2015, nas datas de 17 de junho, 24 de junho e 1.º de julho, pelo Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht, responsável pelo pagamento de vantagens indevidas a agentes públicos e políticos.

A força-tarefa suspeita que o pedido inicial do executivo tenha sido de R$ 17 milhões, quando ele era presidente do Banco do Brasil. Já em 2015, quando estava à frente da Petrobras, Bendine teria feito novas cobranças para "evitar que a Odebrecht fosse prejudicada" na estatal em decorrência da Lava Jato, que já estava em curso. Os delatores contam que, desta vez, decidiram enviar o dinheiro.

Em 2014, o executivo já era investigado por enriquecimento ilícito e o então motorista do Banco do Brasil Sebastião 'Ferreirinha' alegou, ao Ministério Público Federal, enquanto testemunha de acusação, que Bendine o utilizou "para fazer pagamentos em espécie, que além disso, certa vez, viu" o então presidente da instituição financeira com "uma sacola de dinheiro em espécie com notas de cem". A reportagem não localizou a defesa de Bendine para comentar as declarações do motorista.


Estadão Conteúdo e Correio do Povo


Billions: até onde um sujeito está disposto a ir para conseguir o que (acha que) quer?

Publicado em: Tuesday 01 August 2017 — 16:05

Por Rodrigo Constantino

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Publicado em: Tuesday 01 August 2017 — 14:31

Por Rodrigo Constantino

O socialismo venceu por meio do feminismo

Publicado em: Tuesday 01 August 2017 — 13:47

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O PSOL de Freixo, Jean Wyllys e Chico Alencar defende oficialmente regime de Maduro

Publicado em: Tuesday 01 August 2017 — 12:42

Por Rodrigo Constantino

A verdade é dura: a esquerda apoia a ditadura (e sempre apoiou)

Publicado em: Tuesday 01 August 2017 — 11:48

Por Rodrigo Constantino

Jean Wyllys detona Maduro, mas poupa o socialismo

Publicado em: Tuesday 01 August 2017 — 11:18

Por Rodrigo Constantino

J.K. Rowling, autora de “Harry Porter”, pede desculpas por espalhar notícia falsa sobre Trump

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Por Rodrigo Constantino

Milton Friedman: um herói da liberdade

Publicado em: Tuesday 01 August 2017 — 10:17

Por Rodrigo Constantino

A política de gangues de Emir Sader

Publicado em: Tuesday 01 August 2017 — 09:46

Por Rodrigo Constantino

Ladrões de gado fazem criadores abandonar o campo: e o direito à propriedade privada?

Resultado de imagem para trespassers will be shot texasQue falta faz uma dessas por aqui…

Chamou a atenção no noticiário recente o alto índice de roubo de gado registrado no Brasil, que calha de ser o maior produtor de proteína animal do mundo. Em alguns estados, as estatísticas policiais ultrapassam 31 ocorrências diárias de abigeato. Como consequência, criadores de pequeno porte estão desistindo da atividade econômica que representa seu sustento. Mas onde está aquele que avoca para si o monopólio do uso da força e que deveria, portanto, ser o garantidor do direito à propriedade privada destes cidadãos pagadores de impostos – o Estado?

É bem provável que os que respondem pelas forças de segurança irão alegar o inegável: se em ambientes urbanos é tarefa das mais complexas (tentar em vão) proteger a todos a todo momento, imagine então em áreas rurais, onde as grandes distâncias e a dificuldade de acesso praticamente inviabiliza tanto ações preventivas (rondas) como respostas rápidas em casos de acionamento.

Aliás, muito embora a Constituição Federal preveja em seu artigo 144 que a preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e seu patrimônio é dever do Estado, a jurisprudência dominante no STF reconhece que não é possível exigir que haja um policial cuidando de cada cidadão a toda hora.

Ou seja, esta rotineira omissão estatal no cumprimento de uma de suas mais básicas funções reserva(ria) aos proprietários de criações de gado apenas a alternativa de assumirem, eles próprios, a responsabilidade de coibir tentativas de roubo. Mas como fazer isso sem incorrer em crime diante do anacrônico estatuto do desarmamento – em vigor a despeito da vontade popular manifestada no referendo de 2005? Combater bandidos sem armas de fogo é missão impensável.

Não por acaso, muitos produtores já estão contratando grupos de indivíduos armados para zelar pelos limites de suas fazendas, os quais vêm sendo chamados pelo estamento midiático de “milícias” – como se fossem eles quadrilhas agindo à margem da lei, e não apenas o resultado da incapacidade governamental de prestar os serviços prometidos em troca de tributos.

Os custos desta e de quaisquer outras medidas de segurança porventura adotadas sempre serão repassadas aos consumidores dos bens ofertados, causando elevação do preço da arroba de carne e prejudicando, ainda, os empreendedores presentes nas demais etapas da cadeia produtiva ou que utilizam a commodity em seus processos.

E aqueles que não possuem capacidade financeira para reforçar a vigilância sobre suas terras acabarão, eventualmente, encerrando as atividades, comprometendo a criação de riqueza e ampliando a sensação de que, diante de tantas adversidades, não vale a pena investir no Brasil (grande novidade).

Pior: por se tratar de atividade ilícita, aqueles que comercializam a carne proveniente dos animais roubados não costumam tomar quaisquer precaução com sanitariedade no transporte, permitindo que cheguem aos açougues  – normalmente àqueles frequentados por pessoas de menor renda – produtos que podem pôr em risco a vida dos clientes.

Ou seja, a sensação de impunidade e a inversão de valores que permeiam nossas interações humanas (invasores do MST sendo tratados como “vítimas da desigualdade” e reações de legítima defesa ocorridas em propriedades rurais alvo de ações de criminosos sendo retratadas como assassinato) acabam por ferir de morte o direito à propriedade privada, um dos principais pilares para a prosperidade de qualquer nação.

As repercussões negativas na vida de inúmeros indivíduos são diversas: economia local afetada, reducão da oferta, aumento de preços, extinção de empregos, êxodo rural e inchaço populacional nas cidades, aumentando a probreza urbana e redundando em mais ingresso de pessoas no crime.

Basta observar o que ocorreu, por exemplo, em boa parte da África Subsaariana nas décadas que se seguiram à retirada dos colonizadores, quando o confisco de terras produtivas, sob alegação de “exploração”, tornou-se prática comum e espantou do país investimentos estrangeiros. Tal fenômeno, a propósito, vem gerando uma verdadeira diáspora de fazendeiros brancos da África do Sul (a taxa de homicídio destes cidadãos é vinte vezes superior à média nacional) e há forte ameaça de um iminente genocídio de caucasianos naquele país. A produtividade de tais latifúndios caiu muito com a evasão do conhecimento de seus antigos donos usurpados em nome da “reforma agrária”.

É neste mesmo rumo bárbaro traçado por Nelson Mandela que pretendemos seguir por aqui? Leia-se: aceitando que empresários do campo sejam tomados como “inimigos do proletariado” por massas de manobra avermelhadas e permitindo que seus imóveis rurais sejam vilipendiados a torto e a direito? Como se não bastasse, sequer autorizando que eles façam uso do slogan “trespass and you will be shot”, tão comum em fazendas do Texas?

Esperemos que não: lei e ordem são os denominadores comuns de épocas e lugares prósperos. Ou isso, ou não vai sobrar ninguém para providenciar o meu churrasco de domingo. Mas nada que o BNDES, claro, não possa resolver emprestando bilhões para qualquer dupla de irmãos com potencial de tornarem-se miliardários “campeões nacionais”.


Uma última esperança: segundo consta, estes ladrões de boi matam os animais de forma extremamente cruel, por vezes deixando-os para morrer a míngua após removerem as partes de que precisam para vender. Será que podemos contar com a ajuda dos ecologistas radicais? Será que para enfrentar o pessoal do lumpesinato eles “pegariam em armas”? Será que conseguem conciliar esta legítima preocupação com os pobres bichos  com sua indefectível ideologia de esquerda, que considera fazendeiros capitalistas opressores que semeiam desigualdade?

Haja contradição. Melhor reiniciar o sistema – e recarregar a carabina…


Por um Brasil sem Populismo!

Turma do STF decide soltar procurador suspeito de ajudar JBS em investigação

Ângelo Goulart foi preso durante Operação Patmos, realizada a partir de delações de executivos do grupo

Turma do STF decide soltar procurador suspeito de ajudar JBS em investigação  | Foto: Nelson Jr. / STF / CP

Turma do STF decide soltar procurador suspeito de ajudar JBS em investigação | Foto: Nelson Jr. / STF / CP

A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu retirar da prisão o procurador da República Ângelo Goulart Villela e o advogado Willer Tomaz de Souza, presos no dia 18 de maio, na Operação Patmos, realizada a partir das delações de executivos do frigorífico JBS. Alvos de denúncia elaborada pelo Ministério Público Federal, eles passarão a cumprir medidas alternativas à prisão. Eles eram suspeitos de ajudar a empresa em investigação e teriam agido como agentes infiltrados.

Os ministros Ricardo Lewandowski e Gilmar Mendes votaram por conceder o habeas corpus de ofício, e o relator Edson Fachin ficou vencido junto com o ministro Celso de Mello. Na ausência do ministro Dias Toffoli, o empate na votação favoreceu os investigados.

Ângelo Goulart Villela fica suspenso do exercício da função de procurador, mas poderá manter o salário - no mês de abril, ele recebeu R$ 28.947,55. Ele também fica impedido de entrar nas dependências do Ministério Público e de manter contato com os demais investigados. O procurador deverá ficar em recolhimento domiciliar no período noturno e não poderá viajar sem pedir permissão da Justiça. Com relação a Willer Tomaz, as proibições são as mesmas, excluindo-se as que se referem à atuação de procurador, cargo que não ocupa. Ele poderá seguir como advogado.

A Segunda Turma também decidiu, em favor da defesa, que a denúncia contra os dois réus deverá ser julgada não mais no Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3), e sim no Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1). Na denúncia feita contra o advogado e o procurador perante o TRF-3, em junho, a Procuradoria Regional da República da Terceira Região sustentou que o procurador teria atuado como infiltrado na força-tarefa da Operação Greenfield, com participação do advogado em sua cooptação.

Divergências

Os ministros Edson Fachin e Celso de Mello destacaram que não era possível conceder o habeas corpus no caso porque a prisão preventiva foi confirmada pelo desembargador Toru Yamamoto, do TRF-3, e o pedido das defesas atacava apenas a primeira decisão, do próprio Fachin, que determinou a prisão em maio. "A desconstituição há de ser perseguida, como está sendo, pelas vias processuais pertinentes, e perante as instâncias judiciais competentes", disse Celso de Mello. Para eles não houve ilegalidade na prisão de ambos.

O ministro Lewandowski, que inaugurou a divergência, afirmou que as razões para a prisão de Ângelo Goulart não mais existem. "O requerente (Goulart) está preso há mais de 70 dias. Não há notícia de que ele esteja afetando a ordem pública, econômica, não está interferindo na investigação. Se em um primeiro momento subsistiam as razões para a prisão preventiva, a meu juízo, com o meu devido respeito, essas razões não se sustentam. Essa prisão é totalmente desnecessária nesse momento", disse Lewandowski, que também votou para trocar a jurisdição do TRF-3, de São Paulo, para o TRF-1, de Brasília.

Fachin rebateu, nesse momento, Lewandowski. "Estamos analisando a decisão do desembargador do TRF, cujo conteúdo nem sequer analisamos. Com toda a vênia, entendo que, nesta hipótese não caberia (o habeas corpus). Eu entendo que estamos dando um salto por sobre o Superior Tribunal de Justiça", afirmou Fachin.

Lewandowski gerou um impasse na reta final do julgamento, quando afirmou que havia concedido o habeas corpus de ofício apenas a Ângelo Goulart, e não a Willer Tomaz. Reconheceu que analisou apenas a situação de Goulart e que era necessário haver um novo pedido por parte da defesa de Tomaz. O ministro chegou a perguntar ao advogado que defendeu Willer Tomaz no julgamento se os fundamentos da prisão e se a situação processual era a mesma em relação a Ângelo Goulart. E, depois de um breve debate entre os ministros, entendeu que o habeas corpus de ofício deveria valer para os dois.

Críticas de Mendes ao Ministério Público

O ministro Gilmar Mendes passou a maior parte de seu voto criticando o Ministério Público Federal, como já havia feito em dois momentos do dia antes da sessão de julgamento. Voltou a falar sobre o que considera abusos, como a divulgação de vídeos de delatores fazendo acusações, e afirmou que a divulgação de vídeos é uma violação da lei porque há um prejuízo em relação aos delatados.

"Estamos chancelando isso. Violação clara da lei. Não se pode deixar que isso transite, é preciso dizer chega, basta, já erramos demais em relação a isso, isso é claro e transparente", disse. "Nós estamos dando curso a um processo totalitário, é o que estamos permitindo. Combate ao crime sim, sem cometimento de crime. Isso é fundamental", afirmou Gilmar Mendes, que acompanhou o voto de Lewandowski.


Estadão Conteúdo e Correio do Povo

Sartori cumpre agenda em Brasília por recuperação fiscal e evitar bloqueio de contas do RS

Governador conversou com Eliseu Padilha e com o ministro do STF Marco Aurélio Mello

Governador conversou com Eliseu Padilha e com o ministro do STF Marco Aurélio Mello | Foto: Luiz Chaves / Palácio Piratini / CP

Governador conversou com Eliseu Padilha e com o ministro do STF Marco Aurélio Mello | Foto: Luiz Chaves / Palácio Piratini / CP

O governador José Ivo Sartori cumpriu agenda em Brasília, nesta terça-feira, num esforço para que a situação financeira do Rio Grande do Sul não se agrave ainda mais em 2017. Acompanhado de secretários e deputados, conversou com o ministro-chefe da Casa Civil Eliseu Padilha e também esteve no Supremo Tribunal Federal (STF). O objetivo era reforçar a necessidade de adesão ao Regime de Recuperação Fiscal e tentar evitar o bloqueio de contas do Rio Grande do Sul, diante do não pagamento da parcela da dívida com a União.

O Piratini suspendeu o repasse de agosto, que venceu na segunda-feira, e requereu a concessão de medida cautelar, ao STF, para que as prestações mensais não sejam cobradas pelo governo federal até que o acordo de recuperação fiscal seja assinado. Em audiência com o ministro Marco Aurélio Mello, Sartori solicitou que a matéria seja analisada rápido, considerando a situação das finanças gaúchas, considerada grave. “O ministro conhece a realidade do Rio Grande do Sul, abriu espaço em sua agenda e nos recebeu com muita gentileza para ouvir informações atualizadas sobre o Estado. Elogiou as ações que já adotamos. Agora vamos aguardar sua decisão em relação ao nosso pedido de medida cautelar”, explicou o governador.

O requerimento também pede que, mesmo sem pagar as parcelas da dívida, o Rio Grande do Sul não tenha as contas bloqueadas e não seja inscrito em cadastros de inadimplência. A parcela que deixou de ser paga equivale a R$ 142 milhões, que foram transferidos para a folha de pagamento dos servidores do Executivo. A operação permitiu permitiu um depósito de R$ 450, que se somaram aos R$ 650 já pagos aos servidores nessa segunda-feira.

No início da tarde, Sartori e a equipe estiveram com o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, designado pelo presidente Michel Temer para intermediar as negociações entre o governo gaúcho e o Tesouro Nacional. O governador reuniu-se ainda com o presidente do BNDES, Paulo Rabello de Castro, e abriu um encontro de trabalho com a bancada federal gaúcha, na Câmara dos Deputados, para apresentar os números da crise.

“Queremos continuar cumprindo com as obrigações essenciais do Estado, além de pagar os servidores. Nosso objetivo aqui é sensibilizar todas as partes. O Rio Grande do Sul é o estado que mais trabalhou pela sustentabilidade financeira nos últimos tempos, com medidas duras, amargas, mas que desenham um novo futuro e servem de exemplo para o país. São sementes de mudança que plantamos para que os próximos governantes não passem pelo constrangimento que eu passei. Por isso não penso na próxima eleição, mas nas próximas gerações”, salientou Sartori, ao falar com a imprensa.


Correio do Povo

Frente fria avança no RS com chuva nesta quarta

Temperaturas diminuem e ficam ao redor dos 23°C no Estado

Temperaturas diminuem e ficam entorno dos 23°C no Estado  | Foto: Joel Vargas / PMPA / Divulgação CP

Temperaturas diminuem e ficam entorno dos 23°C no Estado | Foto: Joel Vargas / PMPA / Divulgação CP

A temperatura vai diminuir bastante no Rio Grande do Sul nesta quarta-feira. Uma frente fria avança pelo território gaúcho e traz aumento de nebulosidade em boa parte do Estado. O sol deve aparecer em algumas áres, sobretudo na Metade Norte, mas cede lugar ao céu nublado e encoberto.

A chuva atinge logo cedo o Sul e o Oeste e até o final desta quarta-feira, alcança maioria das regiões gaúchas. As cidades mais ao Norte do Estado podem ter máximas elevadas para a época do ano. Em Porto Alegre, o dia inicia com tempo bom, mas há chance de precipitação. A mínima na Capital deve ficar em 15°C e a máxima não passa dos 23°C.

Mínima e Máxima

Pelotas 13°C | 16°C

Uruguaian 14°C | 17°C

Santa Maria 14°C | 19°C

Cruz Alta 14°C | 20°C

São José dos Ausentes 9°C | 21°C

Caxias do Sul 13°C | 22°C

Vacaria 10°C | 23°C

Erechim 13°C | 23°C


MetSul Meteorologia e Correio do Povo