O juiz federal Sergio Moro ressaltou o papel do ministro Teori Zavascki no exercício da magistraturaFabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
O juiz federal Sergio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba, afirmou no sábado (21) que a morte do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Teori Zavascki, foi uma grande perda para a magistratura. Ele deu a declaração durante o velório de Zavascki na sede do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, em Porto Alegre.
Saiba Mais
“Há uma grande desolação da magistratura, de todos que o conheciam, especialmente aqui da 4ª Região, onde ele construiu sua carreira”, disse o juiz ao deixar a cerimônia.
Sergio Moro também comentou o papel que Zavascki cumpriu como relator no Supremo Tribunal Federal dos processos relacionados à Operação Lava Jato.
“Acredito que pela qualidade, relevância e importância desses serviços que ele prestava e pela situação difícil desses processos, ele foi um grande herói”, ressaltou.
O velório de Teori Zavascki é reservado a parentes, amigos e autoridades. O enterro do ministro do STF está marcado para às 18h, no Cemitério Jardim da Paz, na zona leste de Porto Alegre.
Prime Cia. Imobiliária - Imobiliária em Porto Alegre / RS
http://www.primeciaimobiliaria.com.br/
Imprensa progressista: o câncer do Brasil
Não dá mais para suportar! É preciso declarar guerra a essa imprensa brasileira mesmo, em nome da verdade, da honestidade intelectual, das liberdades individuais, dos valores tradicionais. O que os principais veículos de comunicação têm feito em relação ao presidente Donald Trump é asqueroso demais. A tal era da “pós-verdade” é marcada pela própria “fake news”, por esses veículos que acusam os outros diante de um espelho, como ensinou o titio Lenin.
Por
Em primeiro jogo após tragédia, Chapecoense empata com Palmeiras
Felipe Pontes - Repórter da Agência Brasil
A Chapecoense empatou hoje (21) em 2 x 2 com o Palmeiras, na Arena Condá, em Chapecó, no primeiro jogo disputado pelo time profissional do clube após o desastre de avião que matou 71 pessoas, em 29 de novembro, entre elas, 19 jogadores do elenco principal do clube catarinense.
O amistoso foi beneficente e terá toda renda revertida para a reconstrução do time e o auxílio às famílias das vítimas. Antes da partida, os três jogadores que sobreviveram ao desastre aéreo – o lateral Alan Ruschel, o zagueiro Neto e o goleiro Jackson Follmann - entraram juntos em campo para, bastante emocionados, receber as medalhas e o troféu de campeão da Copa Sul-Americana.
Junto com Corinthians, São Paulo e Santos, o Palmeiras foi um dos times paulistas que emprestaram jogadores de seu elenco para que a Chapecoense reconstruísse seu time profissonal após a tragédia. Três jogadores do Verdão irão defender a camisa do time caterinense em 2017: o volante Amaral, o lateral direito João Pedro e o zagueiro Nathan.
O Palmeiras foi também o último time que a Chapecoense enfrentou antes da tragédia, em uma partida pelo Campeonato Brasileiro, no Palestra Itália, em São Paulo. O Verdão venceu o jogo por 1 x 0 para se sagrar campeão brasileiro de 2016.
Neste sábado, o placar foi aberto pelo Palmeiras com Raphael Veiga, aos 11 minutos do primeiro tempo. Apenas três minutos depois, o zagueiro Douglas Grolli empatou para a Chapecoense. Logo no primeiro minuto da segunda etapa, o meia Amaral virou o jogo para o time catarinense. A vitória parecia a caminho, mas aos 33 minutos da etapa final o meia Vitinho deixou tudo igual.
Na próxima quarta-feira (25), será a vez de a seleção brasileira entrar em campo contra a Colômbia em um amistoso beneficente, no Engenhão, no Rio de Janeiro. Toda renda líquida da partida será destinada aos parentes das vítimas da tragédia aérea com a Chapecoense.
O avião fretado em que a Chapecoense viajava caiu nos arredores de Medellín, na Colômbia, onde o elenco disputaria a final da Copa Sul-americana contra o Atlético Nacional. Após pedido do time colombiano, a Conmebol declarou a Chapecoense como campeã do torneio.
Milhares de pessoas protestam contra Donald Trump em Washington
Da AFP
Um dia após a posse de Donald Trump, milhares vão às ruas em Washington em protesto Andrew Caballero-Reynolds/AFP/Direitos Reservados
Milhares de mulheres, muitas com gorros de lã cor de rosa, se reuniram neste sábado em Washington para exigir que o presidente Donald Trump respeite seus direitos e os das minorias.
Trens, metrôs e ônibus cheios de manifestantes - na maioria mulheres de todas as idades, mas também vários homens - chegavam com seus cartazes coloridos o que aumentou a estimativa inicial de participantes de 200 mil para 500 mil pessoas. As informações são da AFP.
Queremos enviar "uma mensagem clara ao mundo e ao nosso novo governo em seu primeiro dia no cargo de que os direitos das mulheres são direitos humanos", disseram os organizadores.
Respeito a todos
"A marcha é uma demonstração de nossa solidariedade e nossa crença de que os Estados Unidos devem ser grandes e devem respeitar todas as pessoas, de todos os credos e cores", declarou Lisa Gottschalk, uma cientista de 55 anos que viajou da Pensilvânia para protestar.
Após ouvir vários cantores e oradores, alguns famosos como o cinesta Michael Moore e a atriz Scarlett Johansson, os manifestantes marcharão pela Esplanada Nacional até perto da Casa Branca.
"Não podemos passar de uma nação de imigrantes a uma nação de ignorantes", alertou uma das primeiras oradoras, a atriz de origem hondurenha América Ferrera, em referência à promessa de Trump de deportar entre 2 e 3 milhões de imigrantes e construir um muro na fronteira com o México.
"O presidente não é a América. Seu partido não é a América. O Congresso não é a América. Nós somos a América e estamos aqui para ficar", acrescentou.
A democrata Hillary Clinton, que perdeu para a Trump a chance de ser a primeira presidente mulher dos Estados Unidos, agradeceu aos manifestantes em sua conta do Twitter.
"Obrigada por estar aí, por falar e marchar por nós, @womensmarch. Mais importante do que nunca. Realmente acho que sempre somos mais fortes juntos", tuitou.
Visão sombria
Trump assumiu na sexta-feira a presidência com um discurso inaugural com um forte tom nacionalista e populista, no qual traçou uma sombria visão do declínio dos Estados Unidos sob o governo de seu antecessor, o democrata Barack Obama.
Ele falou das escolas ruins, da pobreza crônica, do aumento dos crimes, e garantiu que vai dar fim a "esta carnificina" e que só se guiará por um princípio: "Os EUA em primeiro lugar". "Compre [um produto] americano, contrate americanos", pediu.
"Estamos aqui determinados a frear a carnificina de Trump", respondeu neste sábado Michael Moore na Marcha das Mulheres.
Determinado a desfazer o legado de seu antecessor, o primeiro decreto de Trump, na noite de sexta-feira, foi limitar o custo econômico da cobertura de saúde conhecida como Obamacare, uma reforma emblemática da era Obama.
O presidente visitará neste sábado a sede da CIA, um gesto carregado de simbolismo após suas fortes críticas às agências de inteligência americanas, anunciou seu porta-voz, Sean Spicer.
Também houve protestos anti-Trump na sexta-feira, durante a posse. Em alguns deles foram registrados choques violentos entre manifestantes e vandalismo, com mais de 215 detentos.
Um gorro rosa para pedir mais respeito
Manifestantes protestam em Nova York durante a Marcha das Mulheres Bryan R. Smith/AFP/Direitos Reservados
Milhares de manifestantes vestem gorros de lã cor de rosa com orelhas de gato, que se tornaram símbolo do desafio ao novo governo.
Os gorros, ou "pussy hats", como são chamados em inglês, têm um trocadilho, porque a palavra em inglês "pussy" tanto pode significar gatinho quanto a forma pejorativa de se referir ao órgão sexual feminino.
A palavra faz referência direta a um áudio de 2005 vazado durante a campanha eleitoral em que Trump, conhecido por sua retórica controversa e divisionista, afirma que "quando você é uma estrela, [as mulheres] deixam você fazer o que quiser. Pode agarrá-las pela 'pussy'".
Trump ofendeu as mulheres em numerosas ocasiões - incluindo uma ex-miss Venezuela por seu sobrepeso - julgando-a por sua aparência. Foi acusado por várias mulheres de assédio e de ter tido um comportamento inapropriado.
A marcha é apoiada oficialmente pela Anistia Internacional e pela Planned Parenthood, a maior rede de planejamento familiar do país, da qual os republicanos do Congresso querem tirar o financiamento.
Também estavam presentes representantes do movimento Black Lives Matter, uma associação especializada na denúncia de abusos policiais contra os negros.
Trezentas e setenta "marchas irmãs" ocorrem em outras grandes cidades do país, assim como no exterior.
Dezenas de milhares se manifestam no mundo contra Trump
Da AFP
Manifestantes seguram placas, em Londres, como parte de um protesto mundial contrário ao novo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump Ben Stansall/AFP/Direitos Reservados
Dezenas de milhares de pessoas foram às ruas em todo o mundo em protesto contra o novo presidente americano, Donald Trump, e suas declarações sobre as mulheres, mostrando apoio aos manifestantes dos Estados Unidos. As informações são da AFP.
Em Londres, a maioria dos manifestantes eram mulheres, que saíram em passeata da embaixada dos Estados Unidos até a praça Trafalgar.
Hannah Bryant, 34 anos, funcionária de um museu, participou da marcha com a filha de 4 anos, e ambas usavam gorros rosas com orelhas, os "pussy hats", também usados por manifestantes dos Estados Unidos.
"Estive ensinando a ela sobre igualdade e preconceitos, quero que veja quanta gente acredita nisso", contou.
O ator Oliver Powell, 31 anos, considera Trump uma "pessoa detestável". "Quero que a maioria dos americanos que não votaram nele saibam que têm apoio em todo o mundo".
"Não dá para acreditar que ele seja real", disse sua amiga Emily Chase, 36 anos.
Muitas manifestantes eram mães e filhas, que se uniram a sindicalistas, grupos feministas, organizações de defesa dos direitos civis e ao prefeito de Londres, Sadq Khan, em um protesto global realizado um dia após a posse de Trump.
"É um sentimento de solidariedade: não em nosso nome", afirmou Jill Pickering, estudante americano de 56 anos. "Estou irritado, não votei em Trump", assinalou.
"Acredito que isso irá estimular os partidos liberais, os democratas (dos Estados Unidos) e os partidos de esquerda neste país que sofreram derrotas eleitorais. O que nos resta? Protestar", afirmou sua amiga Sarah Macdonald, 51 anos.
Segundo os organizadores, 100 mil pessoas participaram da marcha, embora nenhuma fonte independente tenha contrastado os dados, uma vez que a polícia não divulgou uma estimativa.
Em Paris, 2 mil pessoas se concentraram perto da Torre Eiffel com cartazes em que se lia "Liberdade, Igualdade, Fraternidade", referindo-se ao lema francês.
"Estou aqui pelas mulheres e por todas as minorias, porque Trump é uma ameaça a toda a humanidade", afirmou a americana Kendra Wergin, de cerca de 30 anos.
A brasileira Andreia Rossi, 39 anos, disse que se manifestava porque era mulher, e também porque desejava "protestar contra tudo o que Trump representa".
Por todo o mundo
Em Barcelona, Roma, Amsterdã e Genebra, também houve manifestações contra os comentários de Trump sobre as mulheres.
"Temos que defender os valores democráticos", afirmou Karen Olson, que organizou a marcha suíça, onde motoristas que passavam pelo local do protesto buzinavam em apoio.
Em Tel Aviv, cerca de 1 mil pessoas protestaram perto da embaixada americana, com cartazes com frases como "O ódio não é grande" em referência ao slogan de Trump: "Fazer os Estados Unidos grandes de novo".
Em Budapeste, 400 pessoas se solidarizaram com os manifestantes em Washington, algumas exibindo cartazes contra a construção do muro que Trump quer erguer na fronteira com o México.
Em Berlim, centenas de pessoas se concentraram em frente à embaixada dos Estados Unidos, gritando palavras de ordem em favor dos migrantes, em um país que recebeu cerca de 1 milhão de pessoas que fugiam da guerra e pobreza em 2015.
Em Praga, a organizadora da passeata comentou: "Queremos expressar nosso apoio a valores como democracia, direitos humanos, meio ambiente e direitos das mulheres."
Em Johannesburgo, África do Sul, manifestantes exibiam cartazes em que se lia "A vida dos negros importa".
Na Austrália, milhares de pessoas foram às ruas em Sydney e Melbourne. Na Nova Zelândia, centenas de manifestantes se concentraram na capital, Wellington, e em Auckland.

