Vacinação contra a febre amarela - Divulgação/Prefeitura Municipal de VitóriaDivulgação/Prefeitura Municipal de Vitória
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Pelo menos sete mortes por febre amarela foram confirmadas em Minas Gerais. A informação é da Secretaria de Saúde do estado, que recebeu a notificação dos óbitos por meio do Instituto Evandro Chagas.
Até o momento, não havia nenhuma morte confirmada em Minas Gerais pela doença. O último boletim epidemiológico contabilizava 184 casos notificados da doença, sendo 37 casos prováveis, além de 53 óbitos suspeitos, sendo 22 óbitos prováveis por febre amarela.
O Ministério da Saúde já foi informado sobre a confirmação das mortes em Minas Gerais e fará, no início da tarde de hoje (18), uma videoconferência com o governo do estado e com o governo do Espírito Santo, onde também foram identificados casos da doença.
A previsão da pasta é que, até o fim da tarde, seja divulgado um boletim mais detalhado sobre o surto de febre amarela em ambos os estados.
Agência Brasil
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Obama termina mandato com boa aprovação e erros, mostram pesquisas
Leandra Felipe - Correspondente da Agência Brasil
Apesar da evidente popularidade, o atual presidente deixa o governo com críticas em pontos sensíveis de sua gestão. Na foto, Obama ao lado do vice-presidente Joe BidenAgência Lusa/EPA/Michael Reynolds/Direitos Reservados
O presidente dos Estados Unidos (EUA), Barack Obama, termina o mandato com 53% de aprovação, segundo as últimas pesquisas divulgadas pela imprensa norte-americana. Para a opinião pública mundial, ele foi reconhecidamente um dos mais populares presidentes do país, entretanto, manteve uma média de 40% de reprovação. A Agência Brasil pesquisou, ouviu eleitores e elencou cinco temas que mais desagradaram a população com relação à administração Obama:
1. Estado Islâmico e Líbia
Para a maioria dos americanos, Obama não liderou de forma eficaz o esforço mundial para conter o crescimento do Estado Islâmico. Para a opinião pública e a imprensa, o erro do mandatário começou na intervenção militar na Líbia em 2011. O próprio Obama reconheceu, no ano passado, em entrevista à FOX News, que seu pior erro foi não ter acompanhado de maneira efetiva o conflito, após a queda do ditador Muammar kadafi. Depois que Kadafi deixou o poder, a Líbia entrou em colapso, milícias rivais entraram em disputa e isso fortaleceu o Estado Islâmico.
Em 2015, após o atentado de Paris, de acordo com a pesquisa Gallup, 64% da população do país afirmaram desaprovar a forma como Barack Obama lidou com as ameaças do Estado Islâmico. Para eles, Obama deveria ter respondido de forma mais agressiva, enviando tropas e aumentando a fiscalização interna no país para rastrear potenciais suspeitos. Do mesmo modo, aCNN mostrou que 68% da população disseram que o presidente deveria ter enviado tropas terrestres para combate na Síria.
Para alguns analistas, Obama não atuou com a prontidão necessária para conter o avanço do grupo extremista Estado IslâmicoAgência Sputinik
O consultor Ray Reboulet, que vive em Atlanta, no estado da Geórgia, acredita que Obama não só não combateu o grupo extremista de forma eficaz, como foi inábil em liderar a resolução de conflitos no Oriente Médio. “Obama não conduziu o conflito na Líbia de forma adequada e não liderou a luta contra o Estado Islâmico como deveria”, disse à Agência Brasil.
2. Acordo com o Irã
Outro tema que deixou os americanos descontentes foi o acordo nuclear com o Irã, em julho de 2015. Uma pesquisa na época indicou que apenas três em cada dez cidadãos dos EUA concordaram com a assinatura do acordo, um dos assuntos mais reconhecidos mundialmente na administração Obama. Os estadounidenses expressaram temor de que o acordo possa fortalecer o Irã e que, no futuro, o país volte a ser uma ameaça aos Estados Unidos.
Obama teve muito trabalho com o Congresso para conseguir os votos necessários para aprovar esse acordo, porque grande parte dos republicanos era contra a suspensão de sanções econômicas ao Irã em troca de controle sobre o seu programa nuclear.
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Na época, usuários das redes sociais opinaram que o Irã poderia tentar enganar os EUA e demais países que assinaram o acordo (Alemanha, China, França, Reino Unido e Rússia), prosseguindo com maneiras alternativas de projetar uma bomba nuclear, fora da supervisão.
3. Obamacare, impostos e economia
Considerado um dos maiores feitos da gestão Obama, o Obamacare – sistema de saúde criado para atender a pessoas de baixa renda, cuja lei foi extinta na semana passada, também é um dos programas mais criticados internamente. A população atribui, em parte, ao programa um aumento de impostos federais para subsidiá-lo. Mas há críticas também entre usuários, que afirmam que apesar de beneficiar 20 milhões de pessoas, o atendimento não é satisfatório.
A brasileira Lourdes Silva, naturalizada norte-americana, usou o Obamacare no início, por três anos, mas desistiu. Segundo ela, a rede de atendimento era limitada e tinha que pagar quase o mesmo valor que alguns planos de saúde. “Saúde nos Estados Unidos é muito cara, mas, na prática, o Obamacare ainda não era universal. As clínicas credenciadas eram poucas e quando eu precisava de algo mais complexo, tinha que buscar fora da cobertura”, comentou.
4. Migrações e deportações
Quando foi eleito para o primeiro mandato, Barack Obama prometeu, em seu famoso discurso da vitória, uma reforma migratória que pudesse resolver a situação de mais de 10 milhões de pessoas que vivem sem documentação no território norte-americano. Mas, nem no primeiro nem no segundo mandato ele conseguiu enviar ao Congresso um projeto de lei de migração.
O problema da imigração ilegal teria sido outro assunto mal resolvido pela atual gestão dos EUAEPA/Valdrin Xhemaj/Agência Lusa/Direitos Reservados
Nem mesmo no período inicial do primeiro mandato, quando teve maioria no Congresso, uma reforma foi levada adiante. Além disso, ele termina o mandato com mais de 2,8 milhões de deportações, segundo dados oficiais. Cerca de 57% dos deportados tinham antecedentes criminais, o que inclui prisões por crimes como roubo, tráfico de drogas e também infrações de trânsito. Mas, durante seu governo a deportação de imigrantes ilegais que não tinham antecedentes criminais foi recorde: 43%, até setembro do ano passado.
5. Humor excessivo
O carisma, a eloquência e o bom humor de Barack Obama marcaram a passagem pela Casa Branca. Mas, para alguns, a sua participação em programas de auditório foi excessiva. O consultor Reboulet reconhece que isso fez com que ele conquistasse mais popularidade. “Todo mundo gosta dele. Ele tem todo o jeito de cara legal e é o primeiro afro-americano na presidência. O problema é que, em algumas situações, ele exagerava e, para muitos de nós, dizia coisas inapropriadas”.
Para alguns, o bom humor de Barack teria sido excessivo às vezesDaniel Irungu/EPA/Agência Lusa -
Durante a campanha presidencial por exemplo, Obama fez uma série de declarações que arrancaram risos de plateias de programas de televisão. Ele chegou a gravar um vídeo sobre a sua própria aposentadoria, que fez sucesso nas redes sociais. Um dos episódios polêmicos ocorreu durante a campanha presidencial, quando Donald Trump havia dito que talvez Obama tivesse sido o pior presidente da história norte-americana. O presidente leu o Twitter em um programa de TV em tom de desdém, arrancou risos e disse que Trump “nunca seria presidente”.
Agência Brasil