Funcionário Público Liberal: Pode isso, Arnaldo?

Recebi o seguinte questionamento de um leitor do website do Instituto Mises Brasil (IMB):

questionamento

Comecemos pelo princípio: O liberalismo clássico professa que, em uma determinada sociedade, o mercado deve desempenhar papel preponderante sobre o Estado – e não o contrário, como ora ocorre em nosso país. Com os partidários de tal linha de pensamento eu procuro ombrear esforços na dura empreitada de mudar a mentalidade assistencialista de nosso povo – muito embora minha orientação seja mais condizente com o conservadorismo, o qual também postula um governo enxuto, mas não se fia em mudanças repentinas e abruptas, e preconiza o respeito (e não o engessamento, bom que se diga) aos valores e às tradições transmitidos por gerações anteriores.

Libertários e anarcocapitalistas, a seu turno, creem que a ordem espontânea e a livre transação entre os indivíduos são suficientes para produzir todo e qualquer bem demandado pelas pessoas – o que, portanto, dispensaria por completo a existência do Estado (inclusive suas forças armadas, polícias, Judiciário, e tudo o mais). Em relação a esses liberais, reconheço a importância de seu discurso na medida em que ele desloca vigorosamente o debate político para a direita, tal qual faz o PC do B, por exemplo, para o lado esquerdo. E só. Seus argumentos são muito bons, mas seus pontos de vista mais extremados, a meu ver, não resistem à aplicação prática (esse tema dá muito pano para manga, e, por isso, limito-me aqui a simplesmente discordar dos adeptos destas correntes, sem tecer maiores considerações). Basicamente, não compartilho da convicção de que “imposto é roubo” – mas que imposto demais é imoral, isso é.

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Assim não fosse meu posicionamento, e meu blog não teria como epíteto “½ liberal, ½ conservador e 0/0 esquerda”.  Ou seja, receber honorários provenientes de impostos e fazer parte do quadro de empregados estatal não costuma tirar meu sono, a não ser por uma diversa gama de fatores que passo a enumerar, e por conta de seus desdobramentos, aí sim, muitos brasileiros, com certeza, passam noites em claro – o que, por sinal, motiva-me a redigir um artigo madrugada adentro, como hoje, por exemplo. Quem sabe mais funcionários públicos se condoem com tal empenho e sofrem uma epifania, pois não?

A garantia do cumprimento de contratos firmados livremente entre duas ou mais partes, bem como o direito de propriedade, é sagrada para os liberais. É, pois, a segurança jurídica que permite que pessoas poupem para investir no longo prazo. E uma das facetas desta indispensável condição para o desenvolvimento econômico de uma nação é, justamente, a correta observação das cláusulas dos contratos de trabalho acordados entre empregados e empregadores. O trabalhador entrega seu tempo e energia em prol de um empreendimento confiando que receberá, em retorno, uma contraprestação, pecuniária ou na forma de utilidades em geral, previamente ajustada, verbalmente ou por escrito, com o empreendedor – e, em função de tal, assume compromissos financeiros e planeja suas contas.  Caso assim não ocorra, podemos estar diante de uma fraude.

Se João aceitou trabalhar 44 horas semanais por R$2.000 mensais, mas precisa laborar além desta jornada regular de forma habitual, sem por esta prorrogação de horário ser remunerado, e sendo impedido até mesmo de registrar tal fato em seu controle de ponto, temos uma fraude contratual constatada.

Se todas as faturas de Pedro vencem no dia dez de cada mês, mas ele recebe seu salário apenas no dia vinte há tempos, e, ainda por cima, é instado a declarar, em seu comprovante de pagamento de salário, que sua remuneração foi quitada na data correta, temos uma fraude contratual constatada.

Acreditem, tais situações são extremamente comuns nas relações laborais no Brasil. Foram apenas dois exemplos bem corriqueiros, mas que fique claro que, sem a polícia administrativa para vigiar o cumprimento desses contratos de trabalho (inclusive em ações fiscais deflagradas por solicitação dos próprios contratados prejudicados), inúmeros Pedros e Joãos irão arcar, eles mesmos, com a conta do risco da atividade empresarial, e acabarão por abarrotar, tão logo sejam desligados de suas respectivas empresas, as salas de audiência da Justiça do Trabalho. É claro que, constantemente, o judiciário trabalhista puxa demais a brasa para o lado dos reclamantes, e a inspeção do trabalho idem, mas a polícia judiciária (Civil, PM  e Federal) também comete excessos por vezes, e nem por isso deixa de ser necessária.

Em algum momento, o contratante que frustrou as expectativas do contratado precisa responder por sua intrujice, indenizando a parte lesada. Ou isso, ou estamos na casa da mãe Joana – o que não condiz com os preceitos liberais de forma alguma. Se alguém vende gato por lebre, desrespeita o direito de propriedade, atentando contra o que foi previamente pactuado, e gerando instabilidade generalizada. Não por acaso, todos os países signatários da convenção nº 81 da Organização Internacional do Trabalho mantém em seus quadros funcionais inspetores do trabalho – e, neste rol, figuram nações notórias por sua liberdade econômica, como Singapura e Hong Kong.

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É claro que, com elevada frequência (no momento que atravessamos, inclusive), os empregadores não logram cumprir os contratos firmados com seus empregados porque o estado em que se encontra nossa economia os estrangulou de tal forma que não lhes resta alternativa. Em tempos de bustapós o aquecimento forçado dos índices econômicos durante anos a fio, sob o jugo de governos “desenvolvimentistas” e seus entusiastas da Keynesianismo, não pagar o 13º salário ou deixar de efetuar os recolhimentos devidos ao FGTS virou lugar comum – não por menoscabo dos empresários, mas sim porque uma parcela significativa deles está tentando, a duras penas, manter ativas suas companhias.

Certamente nem todos logram sucesso em seus esforços de reestabelecimento, e muitos precisam, pois, enxugar sua folha de pagamentos – fato facilmente observável no ofício deste escriba, e que, em larga medida, o forçou a observar esta conjuntura pelo ângulo liberal. Quando a realidade fala, as ideologias de esquerda abaixam as orelhas, já diz o provérbio.

E eis porque acredito que seria benéfico que a livre negociação entre entidades representativas patronais e dos trabalhadores pudesse prevalecer sobre a legislação pátria, principalmente no intuito de reduzir o desemprego e proporcionar uma menor incidência de inadimplemento de contratos de trabalho, tal como acima referido. Muito se fala em garantir direitos conquistados e evitar retrocessos, mas a melhora sustentável das condições de trabalho no Brasil somente se dará a partir do incremento da produtividade nacional.

Senão vejamos: se o trabalhador alemão labora, em média, 1.378 horas por ano, ao passo que seu congênere brasileiro trabalha em média 1.723 horas anuais, é porque na Alemanha um trabalhador produz US$61,5 por hora de trabalho, enquanto Brasil seu correspondente produz US$16,4 no mesmo lapso temporal, ou seja, a produtividade do Fritz é 3,75 superior a do Pedro e do João, possibilitando ao germânico mais lazer e qualidade de vida – e, claro, uma renda per capita bem superior. Mas tal discrepância não se deve unicamente a fatores ligados ao trabalhador (como educação e qualificação profissional), mas está, outrossim, intimamente ligada à evolução dos bens de capital (máquinas e demais meios de produção e logística) disponibilizados pelo empregador – o que influencia, inclusive, nos níveis de segurança e saúde nos postos de trabalho. E enquanto nosso desenvolvimento econômico seguir atravancado por leis com as quais nem mesmo países já desenvolvidos podem se dar ao luxo de contar, dentre outros obstáculos ao empreendedorismo, vai ficar difícil imaginar esta evolução ocorrendo.

Alguém pode estar, eventualmente, perguntando-se por que Pedro e João simplesmente não pediram demissão, já que estavam descontentes com os reaistermos de seus contratos laborais. Ora, porque o número de pessoas ofertando a própria mão de obra no mercado de trabalho, em relação à correspondente demanda, costuma ser muito desfavorável a quem está distribuindo currículos, pelo motivo de sempre: empreender no Brasil é uma verdadeira aventura por uma selva de regulações e burocracias desnecessárias para abrir, fechar e manter o estabelecimento funcionando; juros altos; pesada e complexa carga tributária; intervencionismo estatal desmesurado, e por aí vai.

Se, portanto, desejamos que Pedro e João possam pleitear disposições contratuais mais favoráveis, é necessário possibilitar que exista um cenário onde várias empresas demandam sua mão de obra. Caso contrário, eles serão apenas mais dois em meio a tantos milhões de desempregados e subempregados, e precisarão aderir a quaisquer condições impostas pelo empregador – é isso ou ficar sem dinheiro algum no bolso. Esta é a realidade, por sinal, dos trabalhadores que se submetem a condições degradantes, quase sub-humanas, nos rincões do Brasil: dividir a cocheira com o cavalo ou comer alimento de procedência duvidosa é refresco perto de ficar sem sustento. Se há alguém explorando, é porque existe outro alguém que acha que ser explorado é melhor do que a inanição.

Neste caso, focar apenas no “vigiar e punir” constitui, em verdade, enxugar gelo – assertiva fartamente comprovada pelo alto número de trabalhadores que, depois de resgatados des condições precárias de vivência, retornam, em pouco tempo, ao mesmo local pedindo emprego novamente. Se não tem tu, vai tu mesmo, diz a sabedoria popular. De pouco adianta todo o aparato estatal para salvaguardar a dignidade dos indivíduos no ambiente de trabalho se eles não puderem ter trabalho. Interessante notar que “progressistas” costumam apregoar que o foco no combate à criminalidade não deve ser feito com viés punitivo, e sim focado na prevenção, mas o mesmo, aparentemente, não se aplica às relações laborais. Não por acaso, os índices de trabalho infantil, sem registro e em condições análogas à escravidão nas regiões Sul e Sudeste são menores do que os verificados nos restante do país – e isto não é uma coincidência.

E é com esperanças de que mudanças nesta conjuntura venham a acontecer que procuro engendrar esforços junto aos demais correligionários do liberalismo. Enquanto elas não vem, não resta muito mais a fazer, pois os atos administrativos são, em sua maioria, vinculados, ou seja, devem ser praticados diante de determinadas situações fáticas, independente da vontade do agente público. É como um policial que, ao constatar que um homicídio foi cometido por um bandido de 16 anos, gostaria muito, motivado por suas crenças, de encarcerá-lo, mas, diante do ordenamento pátrio, deve apenas limitar-se a apreendê-lo, para que seja submetido a medidas “socioeducativas”.

Tal qual o renomado sargento Fahur, que usa sua mídia social para convencer as autoridades da necessidade de endurecer a legislação penal, ou como aprofessora Paula Marisa, que usa seu canal no Youtube para mostrar como a Educação no Brasil está deseducando nossos filhos, ou ainda como Sergio Renato de Mello, Defensor Público que empresta seu conhecimento e sua visão de mundo ao Instituto Liberal, estamos todos no mesmo barco: queremos promover mudanças, mas elas não virão (diretamente) por nossas mãos. O máximo que podemos fazer é subsidiar com informações aqueles que detém, de fato, tal poder: o povo.

Não se trata, portanto, de pessoas incoerentes ou ingratas com o ganha-pão, mas sim de indivíduos que querem fazer seu trabalho de forma mais benéfica para a população. Contraditório, sim, é socialista de Iphone, aluno de Humanas criticando o livre mercado ou padre de igreja católica sentando o malho no conservadorismo. Estes mereceriam a internação compulsória.

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Não sei se foi a intenção do leitor inquiridor, mas talvez ele deva se perguntar porque não pedimos exoneração de nossos cargos e vamos trabalhar na iniciativa privada. Bom, convém começar ressaltando que, conforme é sabido, a ascensão das bandeiras liberais e conservadoras é um fenômeno extremamente recente em nosso país. Como bem explica Bruno Garshagen em sua obra “Pare de acreditar no governo”, a tradição populista brasileira remonta o período do descobrimento. Daí que um funcionário público que, em idade avançada, após uma vida inteira sem interessar-me muito em política, descobre, do dia para a noite, que estava andando na direção errada, não tem como consertar a trajetória com uma guinada brusca – não, ao menos, sem prejudicar aqueles que dele dependem financeiramente.

Gerações consecutivas inteiras de brasileiros viram no Estado a solução para seus problemas – não por preguiça, mas por força das circunstâncias. Se meu pai, após décadas de labuta como motorista de caminhão, ao observar-me com 18 anos, apenas um curso técnico nas mãos e muita dificuldade de trabalhar, aconselhou-me a prestar concurso para sargento da FAB, não foi por malandragem, mas sim porque, desde sempre, o setor privado está aos frangalhos – experimentando raros intervalos de crescimento artificial, que cobram a conta ali na frente. E qual pai, diante deste “dilema”, não vai preferir que o filho navegue por mares mais tranquilos que aqueles por ele enfrentados?

Posso garantir que muitas pessoas que passaram por ciclos semelhantes e hoje são funcionários públicos querem dar sua contribuição para que o país se livre da praga do esquerdismo – alguns, inclusive, já fizeram contato comigo, tanto para parabenizar-me como para indagar como poderiam ajudar. Bom, não vai ser pedindo demissão para lhes “aliviar a consciência”, isso é possível dizer com certeza – até porque, agindo desta forma, sobrariam apenas esquerdistas na administração pública. Aí veríamos o tamanho do estrago.

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Mas é de se indagar: seriam estes funcionários públicos liberais “masoquistas”, autoflageladores? Estariam cavando a cova de suas categorias profissionais ao abraçarem este ideário? Sim e não. É provável e natural que, com o avanço do liberalismo econômico, mais dinheiro circule na iniciativa privada, em detrimento do setor público. Com isso, restará impossível manter a realidade atual, na qual a média salarial do primeiro anda bem mais baixa que a do segundo – para não mencionar uma extensa gama de privilégios adicionais.

Todavia, ninguém vive em uma bolha. A partir deste momento, será possível sonhar com menos desemprego, inflação e juros mais baixos, menos violência urbana; enfim, o mundo a nossa volta poderá estar muito melhor – tal qual sucedeu-se recentemente em países como Irlanda e Nova Zelândia, que investiram nesta fórmula. Pode ser que para aqueles que trabalham para o Estado melhore menos, mas para quem, em princípio, não está sujeito às oscilações do mercado, acho que não dá para reclamar.

Ou seja, este suposto temor de sofrer prejuízos no curto prazo é compensado (e muito) pela fé no avanço de todos os índices de desenvolvimento humano do país. Para melhor visualizar a cena, basta comparar a vida de um funcionário de alto escalão do governo venezuelano com as condições do mais subalterno dos funcionários de Nova York: quem será que está melhor na fita?

Ademais, os funcionários públicos de diversos estados e municípios do Brasil já aprenderam, da pior forma possível, que a crise econômica pode até demorar mais para bater sua porta, mas ela, fatalmente, acaba chegando e derrubando a casa – gaúchos, cariocas e mineiros que o digam. E para esta onda chegar à União Federal, pode até demorar mais (já que esta concentra 70% dos tributos arrecadados no país e, claro, pode imprimir dinheiro e contrair empréstimos com o setor privado), mas água mole em pedra dura…

Mas para quem ainda acredita que a resposta para o título deste artigo é não, faço outro questionamento: vão desprezar esta ajuda na busca por um Brasil menos focado no governo? Tudo bem então, mas vou precisar dizer que você, provavelmente, está mais preocupado em discursar bonito do que com os resultados efetivos advindos de sua ideologia. Sinto ter causado um bug em seu sistema operacional e não ter corroborado com sua ladainha de que “funcionário público é tudo corporativista de esquerda”.

Eu quero é ver João e Pedro felizes, pois da felicidade deles depende a minha também – somos todos parte de vários organismos vivos, os precisamos integrar durante nossas existências. Não há como o coração seguir batendo se o fígado fraquejar.  Não pense que não há, por motivos muito semelhantes, funcionários públicos americanos que apoiam o partido Republicano. E acho pouco provável que seu voto e suporte seja dispensado pelo GOP.

Antes de fazer este julgamento, sugiro, ainda, o seguinte exercício de imaginação: a sua frente está a família da qual você é arrimo, a sua direita um cargo público, e a esquerda o desemprego herdado da era lulopetista. Vai deixar sua família na pior para defender, com unhas e dentes, suas ideias? Até mesmo Friedrich Hayek trabalhou – e por muito tempo – para o setor público, conforme declara Nicholas Wapshott. Alguém aí pensando em rasgar sua cópia de “Caminho da Servidão”?

Ah, você ainda não trabalha nem tem família pra sustentar…então deixa pra lá.

Não sou maluco, nem metido a bonzinho, nem ingrato, nem incoerente. Só quero que o país melhore, ainda que melhore menos para funcionários públicos, e mais para o João e o Pedro. E sei que não posso fazer isso apenas com meu trabalho – ao menos, não de forma duradoura. E se algum libertário partidário da opinião de que mesmo este serviço deveria ser feito apenas por particulares – como já ocorre com empresas certificadoras de ISO, por exemplo – estiver lendo, eu espero que, se algum dia isso se tornar realidade, possamos trabalhar juntos, ajudando a promover uma vida mais digna a pessoas simples e humildes.

Ganhando dinheiro em troca, claro (bitcoin, possivelmente). Aliás, esta é uma boa ocasião para uma dica: parem de chamar seus empregados de colaboradores. É um eufemismo tão ridículo quanto chamar pagador de impostos de contribuinte. As pessoas trabalham em busca da subsistência e do devido reconhecimento, e colaboram voluntariamente com amigos e parentes, vez por outra. Colaborador sou eu agora, escrevendo isso tudo sem ganhar um tostão em troca. Mas ainda assim acho que vale a pena.

PS: a imensa maioria dos meus colegas é de esquerda, sim, e respeito muito seus posicionamentos e seu trabalho. Não é tarefa fácil desintoxicar-se do marxismo cultural, e atacá-los não resolverá o problema – até porque eles já estão sendo atacados até por um velho ídolo no passado recente…

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Por um Brasil sem Populismo!

UMA PARÁBOLA SOBRE O CRIME ORGANIZADO E A LEGALIZAÇÃO DAS DROGAS

blog

Por Heitor Machado, publicado pelo Instituto Liberal

Esse artigo é uma obra de ficção, quaisquer semelhanças com o estado atual de outras substâncias é mera coincidência.

O ano é 2067, já faz 40 anos que todos os países do mundo começaram um esforço em conjunto para proibir o açúcar, há 50 anos anos cerca de 3 milhões de pessoas morriam no mundo pelo uso abusivo da substância e precisou haver um esforço para abolir esse mal da sociedade.

O fato é que entramos esse ano de 2067 com um sistema prisional lotado e ineficiente. Praticamente junto da descriminalização das drogas, agora traficantes de doces ocuparam os lugares daqueles marginais, veio a criminalização do açúcar. A sociedade já não sabe bem como fazer com as pessoas com sobrepeso e outros tantos diabéticos.

No entanto, vemos uma recorrência do que Milton Friedman explicou sobre a criação de carteis. O grande economista fez um paralelo entre as drogas e o álcool: a proibição é seguida de formação de grandes bandos que detém o poder econômico do comércio ilegal, compra de agentes públicos e muitos outros crimes que surgem como consequência da formação de gangues.

Hoje, o comercio de açúcar é um negócio bilionário que está nas mãos de poucas pessoas dispostas a qualquer coisa para assegurar seu monopólio. Há algumas semanas, dois desses grupos promoveram uma matança em penitenciárias no sul do país. O Primeiro Confeito da Capital e o Confeito Vermelho, ambas as dissidências dos antigos PCC e CV os assombrosos carteis de drogas de 50 anos atrás, mataram cerca de 100 pessoas em uma rebelião, o ministério da justiça já informou que está averiguando maneiras de ajudar a administração a acabar com o problema.

Há quem diga que o açúcar, apesar de extremamente danoso à saúde, deveria ser descriminalizado e que isso traria como resultado muito menos violência e também afastaria potenciais criminosos. Os defensores da proibição dizem que isso não é verdade, que seu consumo é imoral. Em entrevista, a deputada Nair Saconaro diz que a Marcha do Açúcar faz apologia ao uso da substância e que “Estudos sérios indicam que o uso de açúcar pode trazer grandes malefícios aos usuários”. Verdade ou não, a proibição vem sendo discutida mais do que nunca no meio político e na sociedade.

Os liberais insistem que no passado foi diferente: “Há 50 anos, Coca-cola e Pepsi brigavam pelo mercado de consumidores de açúcar sem nunca disparar 1 só tiro. Essa proibição deve acabar.” disse o presidente do Instituto pela Liberalização do Açúcar.

Outra fonte de estudos mostra que o preço do sachê de açúcar já subiu cerca de 50.000% desde a sua proibição, levando os consumidores a procurar produtos mais baratos e de qualidade duvidosa como a rapadura. Muitas vezes produzida em fundos de quintal, sem a menor qualidade e com o preço que chega a um décimo da mesma quantidade do açúcar refinado. Esse fenômeno vem criando as Rapaduralândias em diversas cidades do país. A maioria dos consumidores vive na rua e busca o crime para financiar o vício depois de consumir algumas pedras da rapadura.

O primeiro ciclo de proibição de substâncias por indivíduos teve como grande expoente do crime e de riqueza, o mafioso Al Capone. O segundo ciclo de proibição foi liderado por Juan Pablo Escobar. Nesse nosso terceiro ciclo, temos João Al Hlu, o grande chefe da produção e distribuição de açúcar no mundo. Também conhecido como “Padeiro”, Al Hlu tem um sem número de passagens pela polícia de 5 países diferentes e diversos crimes ligados à sua atividade principal.

Nessa semana, vimos o novo Ministro da Justiça cortando pés de cana-de-açúcar e declarando que fará um esforço internacional para acabar com o tráfico até 2072. Mas a discussão sobre o financiamento da guerra ao açúcar permanece em todas as esferas.

Até quando o dinheiro do pagador de impostos será utilizado para proibir o comercio dessa doce substância? Apenas em 2065, foram gastos 200 bilhões de dólares no combate e o comercio continua a crescer. Será que veremos o final dessa historia?

Ranking lista os melhores países do mundo para se trabalhar como estrangeiro

Em um mundo globalizado como o nosso, é comum ver pessoas saindo de seus países de origem para trabalhar em outros.

Para descobrir qual é melhor destino com essa finalidade, o banco HSBC elaborou um questionário online que foi respondido por cerca de 27 mil empregados estrangeiros em 100 países diferentes.

Os critérios avaliados foram diversos - e o país melhor ranqueado foi a Suíça.

"O único critério para participar era viver em um país diferente ao de nascimento e ter pelo menos 18 anos", explicou à BBC Bem Robinson, da Expat Explorer, a ferramenta interativa criada pelo HSBC para avaliar os diferentes destinos.

O ranking compara em primeiro lugar o valor do salário - uma categoria em que a Suíça vence disparado, oferecendo um valor anual de US$ 188.275 (R$ 601.952), quase o dobro da média mundial.

Em segundo lugar, quando o assunto é apenas salário, ficou Hong Kong, com um pagamento médio de US$ 169.756 (R$ 542.743), seguida pela Índia, que registra US$ 145.057 por ano (R$ 463.776). Os EUA aparecem em sexto, com uma remuneração anual de US$ 129.794 (R$ 414.977).

Mas a ordem da lista final, que também leva em conta fatores como segurança, qualidade de vida, serviços de saúde e facilidade para fazer amigos, é um pouco diferente.

O segredo suíço

A Suíça encabeça a lista do HSBC pelo segundo ano consecutivo tanto em salário como em termos gerais.

O país é sede de diversas empresas multinacionais, entre elas a farmacêutica Novartis, a Glencore (principal companhia privada dedicada a compra, venda e produção de matérias-primas e alimentos do mundo) e a firma de serviços financeiros e investimentos UBS Group AG.

A sede da ONU também está na Suíça.

"Os trabalhadores estrangeiros colocam a Suíça no topo da lista não só pelos salários, mas pelo bem-estar", disse Dean Blackburn, chefe do HSBC Expat, divisão do banco dedicada a serviços para trabalhadores estrangeiros.

Dos empregados que responderam ao questionário, 69% garantem que o equilíbrio entre trabalho e vida privada melhorou quando se mudaram para o país europeu.

Mas alguns trabalhadores deram uma baixa pontuação à Suíça em outros critérios.

No quesito "fazer amigos" e "vida social", o país deixou um pouco a desejar, segundo parte das pessoas que responderam a pesquisa. Mas no quesito "qualidade de vida", foi muito bem.

Domínio europeu

Na lista geral de destinos do ranking, seis das dez primeiras posições são ocupadas por países europeus - Alemanha e Suécia ficaram com o segundo e terceiro lugar geral, apesar de seus salários não serem os melhores.

"A Alemanha oferece melhor segurança de trabalho e, no caso da Suécia, muitos trabalhadores elogiaram o equilíbrio entre trabalho e vida particular", disse Blackburn.

No ranking geral, os Estados Unidos ficaram no 30º lugar.

A Índia é um caso curioso da lista - apesar de figurar em terceiro lugar no ranking de melhores salários pagos a estrangeiros, ela aparece apenas em 26º na colocação geral.

Isso se deve principalmente às reclamações dos trabalhadores sobre a "experiência geral", um critério que inclui estilo de vida, facilidade de transporte e instalações no país.

A Índia é considerada um dos melhores lugares para progredir em termos de carreira ou para começar um negócio - ou até mesmo para conquistar objetivos financeiros a longo prazo.

O HSBC afirma que cerca de 89% dos empregados estrangeiros no país recebem ao menos um benefício financeiro adicional por se mudar para lá.

Cerca de 38% dos trabalhadores que responderam ao questionário afirmaram que, graças a esses benefícios, eles poderiam poupar dinheiro para conseguir financiar a educação dos seus filhos no futuro e conseguiriam melhorar sua situação econômica a longo prazo.

Em comparação com outros países da Ásia, a Índia atrai ainda a maior porcentagem de trabalhadores estrangeiros que se tornam empresários.

Os 11% expatriados na Índia acabam criando sua própria empresa, em comparação com uma média de 5% no resto do continente.

'Fazer carreira'

Quanto aos "pacotes de benefícios", que incluem seguro saúde, moradia e passagens de avião para visitar o país de origem, os melhores destinos para se trabalhar são os países do Oriente Médio, como Bahrein e Emirados Árabes Unidos.

Mas quando o assunto é desenvolvimento de trabalho a longo prazo e perspectivas para um crescimento na carreira, mais de 60% dos trabalhadores garantiram que Hong Kong e Cingapura ofereciam as melhores oportunidades.

No entanto, 30% dos empregados em Cingapura e 50% dos trabalhadores de Hong Kong asseguraram que o equilíbrio entre vida pessoal e trabalho havia piorado durante o período de estadia na Ásia.

"Alguns trabalhadores que se mudam para outros países querem um caminho rápido para progredir na carreira, outros buscam acumular dinheiro e outros ainda preferem ter um melhor equilíbrio entre trabalho e vida pessoal", explicou Blackburn.

Com isso, concluiu o chefe do HSBC Expat, o melhor destino para se trabalhar no exterior vai depender dos objetivos de cada um.

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UOL Economia

 

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Deixa a Casa Branca para Trump

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Em discurso de despedida depois de oito anos como presidente dos Estados Unidos, Barack Obama defendeu a democracia americana. Ele foi o primeiro presidente negro eleito no país e afirmou que ainda há muito a ser feito para combater o preconceito contra minorias e imigrantes.
Obama também pediu aos cidadãos que mantenham a fé na democracia e o diálogo aberto com o governo. O republicano Donald Trump vai assumir o cargo no próximo dia 20. Leia mais

 

 

Dez dias após massacre

Ueslei Marcelino/Reuters

Dez dias depois do massacre que deixou 56 mortos no presídio em Manaus, a Umanizzare, responsável pelo complexo penitenciário, informou em nota 'que não tem poder de polícia'.
No comunicado a empresa explica que os funcionários são proibidos de portar qualquer tipo de armas, até mesmo cassetetes. Na semana passada, o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, culpou a empresa pelas mortes, ressaltando que a responsabilidade "imediata e visível" é da empresa. Leia mais

 

Rio de Janeiro em crise

Fernando Frazão/Agência Brasil - 23.dez.2015

O governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão (PMDB), pede seis meses para aprovar pacote contra a crise na Assembleia Legislativa. A previsão é que esse projeto seja apresentado ao presidente Michel Temer hoje.
No ano passado, a União precisou pagar dívidas de R$ 2,22 bilhões do Rio que não foram pagas pelo Estado a outros credores. As informações foram divulgadas pelo Tesouro Nacional. Leia mais

 

Sem aumento no ônibus

Newton Mezenes/Futura Press/Estadão Conteúdo

O Tribunal de Justiça de São Paulo manteve decisão de primeira instância que suspende o aumento da tarifa do transporte público em São Paulo.
O valor integração dos ônibus, de responsabilidade do município, e trilhos, a cargo do Estado, não sofrerá as alterações anunciadas pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB). Se o reajuste fosse aprovado, a integração passaria de R$ 5,92 para R$ 6,80. Leia mais

 

 

Volkswagen em alta

Lucas Lacaz Ruiz/Folhapress

Apesar do escândalo das emissões que balançou a Volkswagen, a montadora alemã alcançou um recorde de vendas globais em 2016.
Foram 10,3 milhões de veículos vendidos, incluindo um salto de 12% em dezembro.Leia mais

 

 

Chapeterror!

LUCIANO CLAUDINO/CÓDIGO19/ESTADÃO CONTEÚDO

A Chapecoense precisou dos pênaltis para eliminar o São Paulo e avançar para a terceira fase da Copinha.
Com ampla torcida a favor na Arena Capivari, o time catarinense segurou a equipe paulista durante os 90 minutos e venceu nas cobranças de penalidades. O resultado final foi de 4 a 2. Leia mais

 

Serviço grátis do UOL

Divulgação

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O serviço é de graça e você pode escolher o horário e assuntos que deseja receber. As notícias podem chegar pela manhã (às 8h, 9h ou 10h) e à noite (às 18h, 19h ou 20h).Leia mais

 

Atrações do CarnaUOL

Multicase/Flashbang

A dupla Bruninho e Davi e a Banda Eva são atrações confirmadas no CarnaUOL em São Paulo. O evento vai acontecer no estádio do Canindé nos dias 18 e 19 de fevereiro, como um esquenta para o Carnaval.
Os ingressos já estão à venda no site Ingresso Rápido. No Rio, a edição do evento vai ser entre os dias 24 de fevereiro e 4 de março. Quer saber toda a programação? Tem tudo lá na página oficial do CarnaUOL no Instagram. Leia mais

EQUIPE DE OBAMA PARECE ATÉ A TURMA PETISTA: NÃO ENCONTRA EMPREGO DE JEITO NENHUM! A CULPA É DA “EDUCAÇÃO”…

blog

Tadinhos! Parecem até os petistas expurgados dos cargos públicos pelo governo “golpista” de Temer e desesperados em busca de algum emprego (não confundir com trabalho). Haja ONG para essa gente toda! O sujeito se “preparou” a vida toda para ter uma teta estatal, para defender um estado maior, as bandeiras “progressistas”, repetir como o capitalismo é cruel, e depois fica assim, sem condições de arrumar um trabalho de verdade. Que coisa! Vejam a notícia:

Following President-elect Donald Trump’s victory and Republicans’ major electoral gains in November, outgoing Obama employees and loyalists to failed Democratic presidential candidate Hillary Clinton have found their job prospects in the District foundering, according to Politico.

“It feels like there are just thousands of us trying to find a job, and there are no jobs,” longtime Clinton aide Mira Patel, who worked for Clinton in her Senate, State Department and 2016 campaign offices, told the outlet.

Following Trump’s surprise victory Nov. 8, Democratic operatives no longer have some 4,000 presidentially appointed jobs for which to apply when the billionaire businessman takes the oath of office Jan. 20.

Clinton aides appear to be having a harder time, both emotionally and practically.

“There’s anger, there’s frustration, there’s anxiety, there’s burnout,” said Russ Finkelstein, a managing director at Clearly Next and longtime progressive career guru (including as a founding team member at the lefty jobs board Idealist.org) who has been counseling Clinton alumni.

“People are in shock,” said Anastasia Kessler-Dellaccio, 35, who quit her job at Sister Cities International to run Foreign Policy Professionals for Hillary. Some Clinton campaign workers say they’ve lost their bearings because they’re so rattled by the differences in Trump’s values from those represented by Obama and Clinton.

Kessler-Dellaccio added, “I think people, myself included, are trying to figure out, ‘How do I recalibrate my dreams?’”

Na pior das opções, essa turma de esquerda sempre poderá pleitear um cargo num veículo de comunicação da grande imprensa. O problema, claro, é que com menos verbas públicas fica mais difícil se sustentar, tendo de contar apenas com a audiência mesmo.

Uma reportagem da Folha hoje mostra que ainda existem alguns funcionários ligados ao PT em cargos do governo, mas que uma boa limpeza já foi realizada. Conclui-se que o governo brasileiro tem cargo demais! Precisa de um drástico enxugamento, de uma redução para valer. Como vimos acima, o governo americano, da maior potência do mundo, tem algo como 4 mil cargos desse tipo, contra mais de 20 mil no Brasil!

Os empregos disponíveis para esse pessoal são limitados, pois eles vivem numa bolha sem muita ligação com a realidade, com o mercado de trabalho. Podem ser funcionários do governo, “jornalistas”, membros de ONGs, militantes disfarçados de professores ou atores e atrizes em Hollywood. Fora isso, não há muita demanda por suas “qualificações” em empresas que efetivamente dependem da satisfação do consumidor.

Um excelente texto de James Bartholomew no The Spectator mostra justamente como o maior problema dessa elite aprisionada na bolha “progressista” é sua “educação”. Para tudo eles acham que a solução é mais “educação”, mas nunca se questionam qual educação. E essa predominante hoje tem servido apenas para repetir as crenças dos professores de esquerda, que enxergam o capitalismo como essencialmente maléfico e o papel do estado como messiânico. Diz o autor:

Why would anyone support Hillary Clinton — a ruthless, charmless Washington insider with socialist tendencies? Why do lawyers, churchmen, the BBC and, indeed, most educated people support the EU — an organisation as saturated with smug self-righteousness as it is with corruption; one which created the euro, which in turn has caused millions of people to be unemployed; an organisation which combines a yawning democratic deficit with incompetence over immigration and economic growth?

The elite are supposed to be educated. So why are they so silly?

Ah! There is a clue. That word ‘educated’. What does ‘educated’ mean today? It doesn’t mean they know a lot about the world. It means they have been injected with the views and assumptions of their teachers. They have been taught by people who themselves have little experience of the real world. They have been indoctrinated with certain ideas. Here are some key ones.

They have been taught that capitalism is inherently bad. It is something to be controlled at every turn by an altruistic government or else reduced to a minimum. Meanwhile the pursuit of equality is good. These are truly astonishing things for educated people to believe when the past 100 years have been a brutal lesson instructing us that the opposite is the case. The pursuit of equality brought the world terror and tens of millions of deaths along with terrible economic failure. In the past 30 years, by contrast, since China and India adopted more pro-capitalist policies, capitalism has caused the biggest reduction in poverty the world has ever known. You may know that, but it is not taught in schools. Schools actually teach that Stalin’s five-year plans were a qualified success! The academic world is overwhelmingly left-wing and the textbooks spin to the left. They distort the facts or omit them.

What the elite have been led to believe is that governments make things better. ‘Market failure’ is taught; ‘public-sector failure’ is not.

Ou seja, eles são doutrinados pela ideologia progressista, sob a ditadura do politicamente correto, e precisam aderir à “marcha das minorias oprimidas” de qualquer jeito, custe o que custar, pois é isso ou o ostracismo, o ódio alheio, o preconceito que supostamente não podem sentir dos outros (das minorias). E o resultado é uma legião de autômatos alienados que se julgam os mais esclarecidos do planeta, os “ungidos”, que olham com profundo desprezo para quem apoiou o Brexit ou Donald Trump.

Conclui o autor: “They are virtuous. They know best. They are the chosen ones. They have only a token belief in democracy. They expect and intend to prevail”. E quando eles fracassam, quando suas ideias são colocadas em prática e produzem baixo crescimento econômico, mais terrorismo, mais racismo, eles continuam culpando o “capitalismo”, os “ricos egoístas”. E quando isso não funciona e os eleitores os tiram do poder, eles ficam desesperados, em pânico, sem empregos disponíveis, a menos que sejam artistas já famosos e milionários ou professores com “tenure” (estabilidade garantida).

E agora? Quem vai empregar essa gente toda?

PS: É claro que a “peninha” que sinto deles é falsa. Pena mesmo eu tenho é de suas vítimas, daqueles que jamais votaram na esquerda e mesmo assim precisam pagar o preço por ser “governado” por tal mentalidade estatólatra, que produz mais desemprego e menos progresso.

Rodrigo Constantino

PAIS PRECISAM ENSINAR SEUS FILHOS COMO SER HOMEM

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Após ver algumas novas propagandas espalhadas por aí, em que “homens” são retratados de forma tão afeminada a ponto de parecerem garotas, sendo que eles não se enquadram no grupo transgênero que se diz efetivamente mulher, Matt Walsh escreveu um importante texto no The Blaze sobre como os pais estão negligenciando seu papel de educador dos filhos.

Apesar de existir uma inclinação natural do garoto à masculinidade e da garota à feminilidade, o fato é que se comportar como homem ou mulher demanda formação, assim como para ser bom em aritmética é preciso estudo, apesar dos eventuais talentos inatos. Mas pais cada vez mais ausentes têm fugido dessa tarefa, delegado à imprensa o papel. O resultado está aí para que todos que ainda não foram cegados pelo politicamente correto possam ver. Diz Walsh:

Here is what any half way decent parent knows: Boys must be taught how to become real men, just as girls must be taught how to become real women. Without any distractions or nefarious influences, perhaps boys would turn into well adjusted men and girls into well adjusted women purely by force of nature. But our environment does not allow for that anymore. We live in a culture intent on subverting and perverting our nature. Yes, boys are naturally inclined towards the masculine and girls towards the feminine, but many powerful forces are working to usurp the process and sow confusion into the minds of our children. These make up marketing campaigns and “transgender” magazine covers are examples — and results — of their efforts.

Therefore, one of our primary duties as fathers must be to show our sons what true masculinity looks and acts like. I am very aware of this responsibility with respect to my own sons. I constantly think about how quickly they might go off course as they get older, if I do not take this aspect of my fatherly duty seriously. It’s not enough to simply tell them that they must be men. I have to provide for them a daily, hourly, minute-by-minute demonstration. “This is what a man is. This is what he does. This is how he carries himself. This is how he behaves. This is how he dresses. This is how he speaks.” My boys will learn these lessons from someone, one way or another. That much is certain. So, if it isn’t me, who will it be?

Well, we know the media is more than willing to step in on my behalf, quite generously I might add, along with academia, Hollywood, their peers, and the government. We have seen what happens when these entities are allowed to be surrogate fathers to our boys. Indeed, much of what we now call “transgenderism” and “gender non-conforming” and whatever else can be explained very simply: Dad didn’t do his job.

Vale notar que essa mudança toda foi muito rápida, coisa de poucas décadas.

Vale notar que essa mudança toda foi muito rápida, coisa de poucas décadas.

Vivemos num mundo com homens cada vez mais afeminados, com a virilidade vista como um defeito em vez de virtude, com os homens e mulheres muitas vezes trocando de papeis, ou se enxergando como inimigos mortais, e não complementares. Obra do movimento feminista, do descaso de muitos pais, da propaganda ideológica da imprensa e da ditadura do politicamente correto.

Poucos terão a coragem de dizer isso, que, no entanto, permanece uma obviedade: algo deu profundamente errado nesse experimento intelectual. Em nome da maior “pluralidade” e “tolerância”, temos produzido cada vez mais bizarrices, e quase todos, agindo feito robôs autômatos, precisam aplaudir, ao menos em público. Rapazes “delicados” são vistos como mais “sensíveis”, e o adulto que acha “lindo” isso é tido como mais descolado e moderninho, enquanto aqueles que lamentam a perda da masculinidade são retratados como reacionários preconceituosos.

Repita comigo, caro leitor, pois é preciso investir na coragem, até porque os barbudos islâmicos vêm aí sem dó nem piedade dessas almas “sensíveis”: algo deu profundamente errado aqui!

PS: O mais triste é que muitos defendem essas coisas em nome do “liberalismo”, totalmente deturpado. E há “liberais” que caem nessa e chamam de “conservador retrógrado” todo aquele que simplesmente repudia essa tendência estranha e nefasta. Quem tiver mais interesse em entender como esses “liberais” subverteram o liberalismo clássico, recomendo meu curso “Civilização em Declínio: salvando o liberalismo dos ‘liberais’“. É hora de resgatar certos valores em nome da liberdade!

Rodrigo Constantino

Governo do Rio paga hoje terceira parcela de salários de novembro de 2016

O governo fluminense deposita hoje (11) a terceira parcela do salário dos servidores públicos que ainda não receberam seus vencimentos integrais referentes a novembro de 2016. O valor desta parcela será de R$ 320, acima dos R$ 221 previstos inicialmente.

Com o pagamento feito hoje, o estado terá quitado 78,6% da folha líquida de R$ 2,1 bilhões. Além disso, 74,6% dos servidores terão seus salários de novembro pagos integralmente. Ainda está previsto o pagamento de outra parcela, de R$ 2.450 amanhã (12).

O governo fluminense tem tido problemas para pagar os servidores devido a problemas orçamentários, desde o final de 2015.

 

Agência Brasil

 

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Pais precisam ensinar seus filhos como ser homem

 

Por Rodrigo Constantino

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Equipe de Obama parece até a turma petista: não encontra emprego de jeito nenhum! A culpa é da “educação”…

 

Por Rodrigo Constantino

blog

Grupo GLOBO insiste em colocar ideologia no lugar de jornalismo: o crime é do “adolescente”, porra!

 

Por Rodrigo Constantino

É cansativo. Não temos mais jornalistas, com raras exceções. O que temos em seu lugar é um bando de militantes com uma visão limitada e ideológica de mundo, que tentam impor aos leitores. As inversões são frequentes demais, a subversão de valores é total, e o resultado é a desinformação.

Em nome do politicamente correto, o sujeito costuma ser ocultado das manchetes quando quem comete crime ou atentado terrorista...


O que realmente está por trás dos massacres nos presídios?

 

Por Rodrigo Constantino

O que realmente está por trás dos massacres nos presídios? Faço uma análise neste vídeo com base em quatro textos publicados hoje nos jornais. De um lado, temos Vanessa Grazziotin e Lenita Lemgruber com a visão boboca (ou perversa) da esquerda, que insiste em vitimizar marginais. Do outro, o editorial do Estadão e


O modelo fracassado do capitalismo de estado: o que une Benjamin Steinbruch, Dilma e Trump?

 

Por Rodrigo Constantino

Rebato neste vídeo a coluna de Benjamin Steinbruch de hoje na Folha, em que o empresário pede a volta do protecionismo e de Guido Mantega, na prática. É o que quer fazer Trump também, ironicamente condenado por nossa esquerda justo naquilo que o aproxima dela. Vejam:

Universitários ingleses querem remover filósofos brancos dos seus programas de estudos: isso é racismo!

 

Por Rodrigo Constantino

blog

Por Thiago Kistenmacher, publicado pelo


Uma parábola sobre o crime organizado e a legalização das drogas

 

Por Rodrigo Constantino

blog

Por Heitor Machado, publicado pelo


O complexo de vira-latas do povo brasileiro e o narcisismo às avessas

 

Por Rodrigo Constantino

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Por Sergio Renato de Mello, publicado pelo

 

Por onda de frio, Papa ordena que abrigos fiquem abertos 24h

 

Da Agência Ansa Brasil

Papa Francisco em celebração para lembrar o Dia Mundial da Paz (Agência Lusa/Direitos Reservados)

O papa Francisco ordenou que os dormitórios criados para os moradores em situação de rua no Vaticano fiquem abertos 24 horas para receber as pessoas que não tem onde ficar durante a onda de frio que atinge a ItáliaAgência Lusa/EPA/Giuseppe Lami/Direitos Reservados

O papa Francisco ordenou neste sábado (7) que os dormitórios criados para os moradores em situação de rua no Vaticano fiquem abertos 24 horas para receber as pessoas que não tem onde ficar durante a onda de frio que atinge a Itália. As informações foram divulgadas pelo monsenhor Konrad Krajewski, responsável pela Esmolaria Vaticana à ANSA.

Para aqueles que não quiserem se dirigir aos pontos geridos pela Esmolaria, a Igreja doará sacos de dormir especiais, que conseguem aguentar temperaturas de até -20º C.

"Nós também colocamos à disposição os nossos carros da Esmolaria para que quem não quer vir até aqui possa dormir dentro deles durante à noite", acrescentou.

A Itália vem enfrentando uma fortíssima onda de frio e neve desde a última quinta-feira (5) e, até o momento, quatro pessoas já morreram de hipotermia - sendo três delas moradores de rua. 

Desde que assumiu o Pontificado, em 2013, o Papa vem fazendo uma série de obras para ajudar os moradores em situação de rua de Roma, como a ampliação do dormitório, a construção de duchas para banho e a prestação de serviços para os sem teto.

 

Agência Brasil

 

Diário Oficial publica campanhas educativas de trânsito para 2017

 

Débora Brito - Repórter da Agência Brasil

Mais de um milhão de pessoas continuam sem ônibus no Distrito Federal pelo segundo dia consecutivo. A população usa transporte alternativo e o trânsito fica complicado com mais carros nas vias (José Cruz/Agência Brasil)

Até fevereiro, as ações estarão concentradas no apoio à Operação Rodovida, coordenada pela Polícia Rodoviária Federal com o objetivo de evitar acidentes nas rodovias durante o período das férias de verão até o carnavalJosé Cruz/Agência Brasil

O cronograma das campanhas educativas de trânsito para 2017 foi publicado hoje (11) no Diário Oficial da União. O tema principal das ações deste ano é “Minha escolha faz a diferença no trânsito”. As campanhas entram em vigor a partir de hoje (11).

Conforme resolução aprovada pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran), ficou definido que a cada mês a campanha educativa de trânsito terá um foco diferente. Até fevereiro, as ações estarão concentradas no apoio à Operação Rodovida, coordenada pela Polícia Rodoviária Federal com o objetivo de evitar acidentes nas rodovias durante o período das férias de verão até o carnaval.

Em seguida, o período de volta às aulas será o destaque das campanhas. Ao longo do ano, outros temas serão priorizados, como o respeito ao pedestre e ao ciclista, conscientização sobre o uso do celular, o consumo de álcool combinada à direção.

A resolução estabeleceu as mensagens que devem ser veiculadas nas peças publicitárias, nos meios de comunicação, em produtos oriundos da indústria automobilística, entre outros. As frases usadas nas atividades educativas seguem o mesmo tom do tema principal, com destaque para a decisão dos condutores em preservar a segurança no trânsito: "Escolha viver. Decida pelo trânsito seguro"; "Pela família. Escolha o trânsito seguro"; e "Pela vida. Escolha o trânsito seguro".

Polêmica

Na semana passada, a Secretaria de Comunicação da Presidência da República (Secom) determinou a retirada de circulação dos cartazes da campanha “Gente boa também mata”, promovida pelo Ministério dos Transportes. A decisão foi tomada depois de repercussão negativa nas redes sociais, onde internautas reclamaram da associação da imagem de pessoas boas ao ato de matar. A secretaria informou que os cartazes serão substituídos por outros, sem imagens de pessoas; e que os filmes e outras peças da campanha seguem sem alterações.

 

Agência Brasil

Sancionado por Maia, Orçamento de 2017 é publicado no Diário Oficial

Brasília - O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, empossa dois suplentes que ocuparão vagas de titulares que se licenciaram - a economista Yeda Crusius, no lugar de Nelson Marchezan Júnior, e Izaque Sil

O presidente em exercício, Rodrigo Maia, sancionou o Orçamento com previsão de R$ 3,5 bi de gastos federaisJosé Cruz/Agência Brasil

Sancionado sem vetos pelo presidente da República em exercício, Rodrigo Maia, o Orçamento Geral da União de 2017 foi publicado na edição de hoje (11) no Diário Oficial da União. Esta é a primeira peça orçamentária sob vigência da proposta de emenda à Constituição (PEC 55/2016) que estabelece teto para os gastos públicos pelos próximos 20 anos.

Maia sancionou a lei ontem (10) durante a viagem do presidente Michel Temer a Portugal, onde participou do funeral do ex-presidente português Mário Soares.

O Orçamento foi aprovada pelo Congresso Nacional no dia 15 de dezembro com previsão de R$ 3,5 trilhões de gastos federais de 2017 e salário mínimo de R$ 945,8. No entanto, no dia 29 de dezembro, o governo corrigiu o cálculo do salário mínimo e anunciou, por decreto, o valor de R$ 937, em vigor desde o dia 1º de janeiro.

O Orçamento estima em 1,3% o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB, a soma das riquezas produzidas em um país) para 2017 e prevê 4,8% de inflação. A peça orçamentária trabalha com a estimativa de que a taxa básica de juros, a Selic, fique em 12,11%, e projeta um câmbio de R$ 3,43 por dólar.

A lei prevê que as despesas com juros e amortização da dívida pública consumirão R$ 1,7 trilhão. Segundo o texto, R$ 306,9 bilhões serão destinados ao pagamento de pessoal na esfera federal, R$ 90 bilhões vão para investimentos das estatais e R$ 58,3 bilhões para investimentos com recursos do Orçamento Fiscal e da Seguridade Social. Essa última dotação subiu R$ 19 bilhões em relação à proposta original. O aumento decorreu de emendas de deputados e senadores às despesas de 2017.

 

Agência Brasil

 

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Barrados na fronteira

Todd Heisler/The New York Times

O número de brasileiros detidos pela polícia ao tentarem entrar ilegalmente nos Estados Unidos aumentou depois de Donald Trump vencer a eleição presidencial do país.
Nos últimos dois meses do ano passado, 940 brasileiros foram pegos, uma média de 15,4 detenções por dia. Isso representa um crescimento de 73% em relação ao restante do ano. Os números são da Patrulha da Fronteira dos EUA. Leia mais

 

Torneio com 16 grupos

Sebastian Derung/AFP

A Fifa oficializou que a Copa do Mundo de 2026 vai ter 48 seleções, e não mais 32. Vão ser 16 grupos com três times cada.
Ainda não foi definido como vai ser feita a divisão das 16 vagas extras entre os continentes. Leia mais

 

Premiação do cinema

Divulgação

O musical La La Land: Cantando Estações é o grande favorito do Prêmio Bafta, da Academia Britânica de Artes do Cinema e Televisão. A obra tem 11 indicações, incluindo para melhor filme e melhor diretor.
A produção já foi destaque do Globo de Ouro e ganhou sete estatuetas na premiação. O Bafta, que é considerado uma prévia do Oscar, vai acontecer no dia 12 de fevereiro, em Londres. Leia mais

 

 

A gente sente falta até hoje, diz pai de vítima de acidente no Metrô de SP

 

Elaine Patricia Cruz – Repórter da Agência Brasil

Estação Pinheiros

Desabamento das obras da linha 4-amarela do Metrô de São Paulo matou sete pessoas em 2007Assembleia Legislativa de São Paulo/ Divulgação

Era uma sexta-feira à tarde, 12 de janeiro de 2007. O funcionário público Márcio Alambert, 31 anos, tinha ido à Subprefeitura Pinheiros, na Marginal Pinheiros, na capital paulista, para resolver um problema. Quando saiu da Subprefeitura, decidiu pegar uma lotação, na Rua Capri, ao lado das obras de construção da atual Estação Pinheiros de Metrô, para ir embora para casa. Logo após ter entrado na lotação, uma cratera de cerca de 80 metros de diâmetro abriu-se sobre a rua e o micro-ônibus onde ele estava acabou sendo soterrado. O corpo de Márcio foi encontrado apenas uma semana depois do acidente.

“Ele tinha ido resolver um assunto na Subprefeitura de Pinheiros e passou por ali para pegar uma lotação. Segundo informações, ele perguntou se ia demorar para passar a lotação e aí falaram que não, então [esperou e] pegou a lotação”, contou o pai de Márcio, Celso Alambert, 77 anos.

Além de Márcio, outras seis pessoas morreram no acidente: o cobrador Wescley Adriano da Silva, o motorista da van Reinaldo Aparecido Leite, a passageira Valéria Alves Marmit, o motorista Francisco Sabino Torre, de um caminhão que trabalhava na obra, a aposentada Abigail de Azevedo e o office boy Cícero Augustino da Silva, que chegavam ao ponto de ônibus no momento do acidente. Além das vítimas, o acidente também provocou rachaduras e destruição de alguns imóveis na região e acabaram sendo condenados pela Defesa Civil à época.

Nesta quinta-feira (12), o acidente completa 10 anos sem que ninguém tenha sido condenado ou responsabilizado. “Isso gera revolta. Como é que vão fazer uma obra desse porte sem responsável? Nesse caso tinha que ter um engenheiro responsável, um geólogo, uma fiscalização sobre as obras. Mas sabe como é que é, né? Se fossem cidadãos comuns já teriam sido punidos. Mas envolve muita gente graúda, então acaba tudo em pizza”, reclamou Alambert.

Para ele, o acidente foi previsível e poderia ter sido evitado. “Como é que pode uma obra desse porte não ter uma fiscalização? Outra coisa: eles fizeram vista grossa às reclamações [anteriores] dos moradores, que alertaram que as casas estavam apresentando rachaduras”, contou ele.

Ausência

“A gente sente falta até hoje, mas não tem outra alternativa. Ainda bem que ele deixou uma semente que é a filha dele [Beatriz], que não tinha três anos de idade na ocasião”, contou o pai de Márcio. “Ele era uma pessoa muito meiga, amável, não tenho o que me queixar dele. Um bom filho, um bom marido e um bom pai”, ressaltou.

Saiba Mais

Segundo ele, a nora recebeu uma indenização pelo acidente, que ele não soube informar o valor. “Eu não recebi nada [de indenização]. Segundo a minha nora, pagaram, mas não foi um valor que pretendiam”.

Nos últimos dez anos, para superar o sofrimento com a perda do filho, Alambert buscou ocupar a cabeça. “Procurei ocupar a mente de afazares para não ter uma recaída. Nessa altura do campeonato, não podemos nos deixar abater. É uma vida que se foi, mas ninguém vai trazê-lo de volta”, falou ele, que tem um outro filho que, seis anos após o acidente, descobriu um câncer e hoje está em tratamento contra a doença.

Para Alambert, o acidente não deveria nunca cair no esquecimento. “Deveria ter um memorial, citando o nome deles [dos mortos]. Pelo menos isso”, disse.

Prejuízo material

O corretor de imóveis Antonio Manuel Dias Teixeira, 63 anos, não estava em casa no dia em que a cratera se abriu no canteiro de obras onde hoje está a Estação Pinheiros de Metrô de São Paulo, mas sua mulher estava no apartamento, no sexto andar da Rua Gilberto Sabino, 170, a cerca de 20 metros do local de onde ocorreu a tragédia. A mulher de Teixeira só não morreu, disse o corretor, porque a grua, equipamento utilizado nas obras, não caiu. Ela ficou traumatizada com o acidente e hoje mora no interior com os filhos, enquanto Antonio vive em uma quitinete alugada em São Paulo e paga, entre aluguel e condomínio, cerca de R$ 2 mil. Os apartamentos do prédio onde ele vivia com a esposa foram todos condenados.

Nos últimos dez anos, contou Teixeira, sua vida “virou de cabeça para baixo”.

“Depois do acidente, perdi o apartamento. A indenização foi muito baixa e não consegui comprar outro. Hoje moro em uma quitinete. Do apartamento de 82 metros quadrados que eu tinha, não tive condições de comprar outro apartamento pelo que me pagaram, e hoje moro em uma quitinete [de 27 metros quadrados] e pago aluguel. A minha esposa acabou indo embora e voltou para o interior e eu fiquei sozinho aqui em São Paulo porque minha esposa não quis morar comigo em uma quitinete. E até hoje não recebi tudo ainda”, contou ele à reportagem daAgência Brasil. Até a época do acidente, Teixeira nunca tinha pagado aluguel. Hoje, um apartamento do tamanho ao que ele tinha, próximo ao Metrô, na mesma região, vale em torno de R$ 800 mil, segundo sites de busca de imóveis.

Antes do acidente ocorrer, a prefeitura havia o procurado para pagar uma indenização pela desapropriação do imóvel, pois ela iria construir no local o terminal de ônibus de Pinheiros, que fica ao lado da estação de Metrô Pinheiros, inaugurado em 2013. O valor acertado pela Justiça foi R$ 94 mil, não totalmente pago. Com o acidente, ele também recebeu uma indenização da seguradora do Metrô, de cerca de R$ 114 mil, por danos morais e materiais. “Sou corretor. Na época, um apartamento igual ao meu valia R$ 250 mil e isso, sem contar o Metrô ao lado que iria ter valorização maior. Além de perder tudo isso,  me deram R$ 94 mil reais [da prefeitura] e até agora não recebi tudo, está na Justiça o processo”, falou ele. “Só tenho tristeza na minha vida”, resumiu sobre a última década.

Antes da cratera, ele conta que os moradores do seu prédio já reclamavam sobre o barulho das obras. “Antes do acidente já estava tendo muitas reclamações. Eles faziam implosões, explodiam dinamites de madrugada, que estremecia tudo. Era alguma coisa para abrir, fazer o caminho. Eu reclamava muito disso aí. 'Vocês estão fazendo isso de madrugada? A gente acorda assustada. Eles respondiam que não podiam parar o serviço. Já vinha acontecendo muita coisa antes de ocorrer o acidente”, contou ele.

Com o acidente, seu apartamento sofreu danos. “O prédio era muito bem estruturado. Não tinha uma trinca nessa época. [Mas com o acidente] começaram a aparecer rachaduras. Ficou perigoso o prédio e ele foi condenado”.

Na época do acidente, a Subprefeitura de Pinheiros informou que, dos 94 imóveis que sofreram danos por causa do acidente, sete tiveram que ser demolidos e outros 14 foram condenados.

 

Agência Brasil

 

Onda de frio mata 46 pessoas na Europa

 

Da Rádio França Internacional

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Na Alemanha, ciclista enfrenta a neve para ir ao trabalhoMauritz Antin Agência Lusa/Todos os direitos reservados

A onda de frio intenso que atinge a Europa deixou ao menos 46 mortos, aponta novo balanço. A grande maioria das vítimas, quase 30 pessoas, foi registrada na Polônia, onde algumas regiões continuam a sofrer com temperaturas de até -20°C. As informações são da Rádio França Internacional.

Além da Polônia, as mortes por hipotermia, principalmente de sem-teto, também ocorreram na República Tcheca, Itália e Macedônia. A onda de frio procedente da Escandinávia atingiu o continente no final da semana passada, provocando acidentes de trânsito.

Na Turquia, a neve, que cobriu Istambul ontem pelo terceiro dia consecutivo, provocou novamente o cancelamento de centenas de voos, bloqueando milhares de passageiros, inclusive brasileiros.

Migrantes dormem na rua

A Organização Não Governamental (ONG) Médicos Sem Fronteiras (MSF) denunciou a situação preocupante de milhares de migrantes e refugiados que estão bloqueados nas ilhas gregas e nos países do Bálcãs, vivendo em condições precárias, agravadas pelo frio intenso.

A MSF acusa a "negligência cínica" das políticas de países europeus que foram incapazes de se preparar para o inverno e acolher homens e mulheres que buscam proteção na Europa.

Segundo a MSF, 7.500 migrantes sofrem com a onda de frio glacial nos Bálcãs, onde as temperaturas no fim de semana caíram a -28°C na Macedônia e a -33°C na Sérvia.

Os migrantes evitam pedir abrigo nos centros oficiais, com medo de serem enviados pelas autoridades a seus países de origem. De acordo com as previsões meteorológicas, as temperaturas serão baixas nos próximos dias na Europa Ocidental e nos Bálcãs, mas na Polônia ainda devem ficar bem abaixo de zero.

 

Agência Brasil

Indicadores de mercado de trabalho fecham 2016 com resultados negativos

Os dois indicadores de avaliação do mercado de trabalho da Fundação Getulio Vargas (FGV) encerraram o ano de 2016 com resultados negativos. O Indicador Antecedente de Emprego (Iaemp), que busca antecipar tendências futuras do mercado de trabalho, recuou 3,1 pontos em dezembro, atingindo 90 pontos.

Esse foi o menor resultado do indicador, calculado com base em entrevistas com consumidores e empresários da indústria e dos serviços, desde julho do mesmo ano (89,1 pontos).
O Indicador Coincidente de Desemprego (ICD), que avalia a situação atual do mercado de trabalho com base na opinião de consumidores brasileiros, piorou 0,6 ponto e atingiu 103,6 pontos. É o pior resultado da série histórica, iniciada em novembro de 2005.

Segundo a FGV, os indicadores refletem mais uma vez a piora na percepção da situação da economia no país. O Iaemp recuou devido à redução do entusiasmo em relação ao ritmo de recuperação da economia brasileira. Já o resultado do ICD reflete a elevação das taxas de desemprego e a maior dificuldade em conseguir um emprego no país.

 

Agência Brasil

 

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Mercado financeiro

Daniel Marenco/Folhapress

A Bolsa fechou em alta de 0,7%, com 62.131,8 pontos. A alta desta sessão foi influenciada, principalmente, pelo salto de mais de 7% das ações da mineradora Vale.
Já no mercado de câmbio, o dólar ficou quase estável, com leve alta de 0,06%, e está cotado em R$ 3,199. Leia mais

 

Vendas no varejo

Shutterstock

Depois de quatro quedas, as vendas no varejo cresceram 2% em novembro na comparação com outubro. Só que em relação ao mesmo mês de 2015, a taxa caiu 3,5%. As informações são do IBGE.
Para os especialistas, o crescimento foi por causa da antecipação das compras de Natal e deve ser apenas pontual. Leia mais

 

 

Atenção ao IPVA

 

Getty Images/iStockphoto

Os donos de carros registrados no Estado de São Paulo já começaram a pagar o IPVA de 2017. Para os veículos com placa de final 2, termina hoje o prazo para pagar a primeira parcela, ou o valor integral com desconto de 3%.
Amanhã é o prazo final para os carros com placar final 3. Na quinta são as placas final 4, e assim sucessivamente. Leia mais

 

Bom para trabalhar

Ruben Sprich/Reuters

E a Suíça foi eleita o melhor país para estrangeiro trabalhar. O estudo foi feito pelo banco HSBC.
O ranking mostra que o país vence disparado no quesito salário, oferecendo quase o dobro da média mundial. Em segundo lugar aparece Hong Kong e em terceiro a Índia.Leia mais