As melhores OFERTAS estão aqui! Vem conferir :)

Caso não esteja visualizando, acesse esse link.

Magazine VocêTwitter Google+ Facebook Blog
As melhores OFERTAS estão aqui! Vem conferir :)
SelosMagazine Você
Compre de quem você confia. Muito mais vantagens para você. O Magazine Você é um canal de vendas do Magazine Luiza. O remetente deste email está autorizado a vender nossos produtos através do site www.magazinevoce.com.br
Ofertas válidas até o dia 11/06/2016 às 23:59 (horário de Brasília) ou enquanto durarem nossos estoques (o que ocorrer primeiro). Preços anunciados não incluem frete.
Para dúvidas referentes a: entregas, montagens, cancelamentos e/ou pagamentos, entrar em contato com a Central de Atendimento através do número 0800-344000.

Lula apela a Temer para que permita volta de Dilma e dispute eleições em 2018

São Paulo - Milhares de pessoas se reúnem na Avenida Paulista em protesto contra o presidente interino, Michel Temer (Elaine Patrícia Cruz/Agência Brasil)

A Avenida Paulista foi tomada por milhares de pessoas que protestaram contra o o governo e o processo de impeachment da presidenta afastada Dilma RousseffElaine Patrícia Cruz/Agência Brasi

Em discurso de cerca de 35 minutos para milhares de pessoas na noite de hoje (10), na Avenida Paulista, em São Paulo, o ex-presidente Lula criticou por diversas vezes o governo de Michel Temer e apelou ao presidente da República interino que “Por favor, permita que o povo retome o governo com a Dilma e participe das eleições em 2018 para ver se você vai ser presidente”.

“Não vou falar fora Temer porque, da minha parte, não fica bem. Temer, você é um advogado constitucionalista e você sabe que não agiu correto assumindo a presidência interinamente”, disse Lula ao fazer o apelo a Temer, que acusou de estar “fazendo um desmonte no país. Eles não querem governar, querem vender o país. Eles não sabem governar, só sabem privatizar”, disse Lula, falando em possíveis privatizações pelo atual governo.

Em outro trecho do discurso, Lula disse que Temer, em vez de cortar ministérios como o de Cultura e Direitos Humanos [que depois foi recriado], corte o da Fazenda. E justificou esta crítica: “Não é possível não reconhecer a violência na periferia, a violência contra as mulheres, a violência contra os pobres, a violência espalhada por esse país e acabar com o Ministério dos Direitos Humanos. Se a solução desse país fosse diminuir ministérios, era melhor tirar o Ministério da Fazenda, do Planejamento e tantos outros e deixar os ministérios dos pobres e que cuidam da sociedade”.

Lula também criticou o ministro das Relações Exteriores, José Serra, dizendo ter visto sua entrevista esta semana na televisão : “Voltou o complexo de vira-lata. O ministro Serra reconheceu que o Brasil não pode se meter com coisas de países grandes, que temos que reconhecer nosso lugar, que somos países de Terceiro Mundo e que somos pequenos e pobres. Que quem tem que mandar são os americanos e europeus e que temos que ficar de cabeça baixa. Pois eu quero dizer ao Serra e aos que têm complexo de vira-lata neste país: quero dizer para vocês que eu aprendi na vida que não somos respeitados por sermos ricos ou grandes ou por termos bomba atômica. Aprendi que temos que ser iguais. Brasileiro não é inferior a americano”.
Como o caminhão em que discursava estava atravessado na rua, cortando a Avenida Paulista, havia pessoas de ambos os lados do caminhão. Lula, então, decidiu iniciar o discurso falando às pessoas que estavam no vão-livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp), em direção à Consolação. Mas, depois, ele se voltou para o restante do público, que estava aglomerado em direção ao bairro Paraíso, situado entre a Avenida Paulista e o Parque do Ibirapuera.

Lula disse que “anda chateado” com as notícias de que tem estado doente: “Tem gente que escreve que eu estou doente. Mas eu não estou. Estou melhor hoje do que aos 50 anos”.
Em dois momentos, em seu discurso, Lula se emocionou e ficou com a voz embargada. O primeiro, foi ao falar sobre a possibilidade de que seja preso. “Todo dia leio que querem me prender, que eles querem prender o Lula, que eles querem encontrar alguma coisa do Lula, ou que delatem o Lula. Mas eu sou uma pessoa muito paciente. A paciência que eu tenho veio da minha mãe quando, muitas vezes, ela não tinha comida para colocar na mesa e ela não reclamava. Todo dia eu leio uma coisa. É o meu filho que é dono da Friboi, é o meu filho que tem avião, é o PT que é uma organização criminosa. E acho que todo petista desse país deveria abrir um processo contra quem fala que o PT é uma organização criminosa”. Lula se disse “com o saco cheio de todo dia” ler que o dinheiro que financia o PT é sujo: “Só faltam dizer que o dinheiro dos tucanos é da sacristia ou de uma igreja qualquer”.

No segundo momento em que a voz ficou embargada, Lula comentava sobre os vazamentos de suas conversas na investigação da Operação Lava Jato: “Não perdoo atitude de vazamento ilícito de minhas conversas ao telefone como foi feito algum tempo atrás. Não admito aquilo, que tem um objetivo, que é tentar execrar a minha imagem para eu não ser candidato a presidente. Mas eu digo a vocês, quanto mais eles me provocarem, mais eu corro risco de ser candidato a presidente em 2018”.

Emocionado, o ex-presidente encerrou o discurso pedindo respeito por ele e por sua família: “Se eles acham que vão me amedrontar com ameaças, eu quero dizer que quem não morreu de fome até os cinco anos de idade, não tem medo de ameaça”. No fim do discurso, as pessoas aplaudiram e gritaram a Lula “Olê, olê, olá Lula” e “Lula guerreiro do povo brasileiro”.

Na saída do caminhão, já por volta das 21h, Lula foi bastante ovacionado. Muitas pessoas se aglomeraram próximas à grade que as separava do caminhão para tentar fazer uma selfie com Lula. Ele posou para muitas fotos ao  e saiu sem falar com a imprensa.

 

Agência Brasil

 

Prime Cia. Imobiliária - Imobiliária em Porto Alegre / RS

Resultado de imagem para prime cia imobiliária

http://www.primeciaimobiliaria.com.br/

 

 

ANS suspende comercialização de 35 planos de saúde

 

Aline Leal - Repórter da Agência Brasil

A partir de hoje (10), 35 planos de saúde de oito operadoras estão com a comercialização suspensa pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Os motivos da punição são reclamações de beneficiários relativas à cobertura assistencial, como negativa e demora no atendimento.

Juntos, os planos de saúde afetados são responsáveis pela assistência de 272 mil beneficiários, que não sofrerão com a medida. Segundo a ANS, as operadoras terão de resolver os problemas assistenciais desses clientes para que só então possam receber novas contratações.

Acompanhamento

A medida, tomada a cada três meses, faz parte de um acompanhamento periódico do Programa de Monitoramento da Garantia de Atendimento da agência reguladora. Além de ter a comercialização suspensa, as operadoras que negaram indevidamente cobertura podem receber multa que varia de R$ 80 mil a R$ 250 mil.

Das oito operadoras com planos suspensos neste ciclo, três já tinham planos em suspensão no período anterior e cinco não constavam da última lista. Paralelamente à punição que começou a valer hoje, sete operadoras voltaram a comercializar 35 produtos que estavam impedidos de serem vendidos.

 

Agência Brasil

 

Pesquisa do Ipea indica que jovens são mais afetados pelo desemprego

 

Alana Gandra - Repórter da Agência Brasil

O aumento do desemprego entre os jovens, a perda de renda e o retrocesso da massa salarial são os destaques da Carta de Conjuntura sobre o mercado de trabalho, divulgada hoje (10), no Rio de Janeiro, pelo Grupo de Conjuntura (Gecon) do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Esses são elementos importantes para análise da economia como um todo, disse à Agência Brasil o coordenador do Gecon, José Ronaldo de Castro Souza Júnior.

De acordo com o documento, os jovens na faixa etária de 14 a 24 anos foram os mais afetados pelo desemprego no primeiro trimestre deste ano. Entre esses jovens, o desemprego subiu de 15,25% no quarto trimestre de 2014 para 20,89% no mesmo período de 2015, avançando entre janeiro e março de 2016 para 26,36%. Entre os adultos até 59 anos, o desemprego atingiu 7,91% no acumulado deste ano até março.

Para Souza Júnior, tradicionalmente o desemprego entre os jovens é maior que nas demais faixas etárias. “O aumento dos jovens foi muito pronunciado e está em um nível extremamente elevado”. Mais de um quarto da população jovem está procurando emprego, mas não encontra, afirmou o economista.

Nem-nem

Segundo ele, o mercado está contratando menos. “Contrata-se menos hoje do que antes. Quem sofre mais com isso são os jovens, que têm mais dificuldade em acessar o mercado de trabalho". Souza Júnior destacou que, em situações de crise, o mercado costuma contratar pouco as pessoas jovens, porque não só desconhece o histórico de trabalho e por que elas têm menos experiência.

O documento do Ipea mostra que a taxa de ocupação de jovens vem caindo desde 2013. O movimento observado entre os jovens é que estão deixando de ser ocupados para passar à situação de desempregados. No terceiro trimestre de 2012, a taxa de jovens ocupados atingiu o pico de 44%, caindo para 37% no primeiro trimestre de 2016, enquanto os jovens desocupados, que eram 8% até 2015, subiram para 12,2% este ano. Entre aqueles denominados “nem-nem”, que nem estudam, nem trabalham, a taxa permaneceu estável em 13%.

Regiões

A Carta de Conjuntura confirma que o maior desemprego (12,80%) no primeiro trimestre deste ano é registrado no Nordeste, seguido pelo Sudeste (11,38%) e pelo Norte (10,48%). O desemprego atinge mais as mulheres (12,75%) que os homens (9,48%). Entre os que não são chefes de família, chega a 15% e entre os que são  a 6,07%. O percentual de desempregados com ensino médio incompleto é de 14,95%.

Saiba Mais

O coordenador destacou que, embora a Região Sul do país mostre uma taxa de desemprego ainda menor, ela apresentou a maior alta. Passou de 3,77%, no quarto trimestre de 2014, para 7,35% em 2016. “O aumento do desemprego no Sul foi muito expressivo”. O Sudeste também aumentou de forma considerável, mais do que o Norte e Nordeste. O desemprego registrou taxa de 6,60% no Sudeste do país no fim de 2014.

Empregos formais

O primeiro trimestre de 2016 foi marcado pelo fechamento de 323 mil postos com carteira assinada, contra 65 mil no ano passado. “A situação, que já estava ruim no ano passado, este ano está mais grave”. Conforme o economista, o comércio, com 167,2 mil vagas perdidas no período analisado, começou a demitir agora, enquanto a indústria, que fechou 67,5 mil postos formais, “já vem mandando embora há algum tempo, em nível bastante elevado”.

O destaque ficou com o segmento industrial da construção civil, com fechamento de 43,9 mil vagas com carteira. Souza Júnior informou que a indústria da transformação também vem demitindo trabalhadores. A diferença é que nesta a perda salarial é menor, porque os empregados têm, em média, maior qualificação e sindicatos mais organizados e fortes. No setor de serviços, foram perdidos mais de 45 mil postos formais.

Rendimento

O rendimento médio do trabalho no primeiro trimestre de 2016 alcançou R$ 1.974, inferior a R$ 2.040 registrado no fim de 2014 e início de 2015. 

De acordo com o boletim do Ipea, “a queda generalizada nos rendimentos, somada à queda na ocupação, fizeram com que, entre fevereiro e abril de 2016, a massa salarial chegasse a R$ 173 bilhões (considerando reais de março), mesmo patamar em que se encontrava há três anos”.

A taxa de crescimento anual do rendimento real médio caiu 3,3% no primeiro trimestre de 2016, seguindo tendência observada desde 2015. A retração foi observada em diferentes setores, mas mostrou maiores perdas nos setores com menor qualificação, como construção civil e comércio e entre os trabalhadores que recebem menos de um salário mínimo.

O coordenador do Gecon disse ainda que a taxa de crescimento anual da massa salarial iniciou trajetória declinante em meados de 2015, atingindo queda de 4,3% no trimestre janeiro/março deste ano.

 

Agência Brasil

 

 

'Não fui eu'

Pedro Ladeira-7.abr.2016/Folhapress

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, negou que o Ministério Público tenha vazado o pedido de prisão da cúpula do PMDB. No começo da semana, foi divulgado que o MPF pediu a prisão de Renan Calheiros, José Sarney, Romero Jucá e Eduardo Cunha.
O ministro do STF Gilmar Mendes chegou a classificar o vazamento de "brincadeira" com o Supremo. Leia mais

 

 


Tragédia em SP

Rivaldo Gomes/Folhapress

A Polícia Civil vai investigar um abaixo-assinado encontrado na mochila de uma das vítimas do acidente com um ônibus de estudantes universitários na rodovia Mogi-Bertioga, em São Paulo.
O documento é uma queixa contra um motorista por fazer manobras ilegais na rodovia. Não está claro se o texto se refere a Antonio Carlos da Silva, condutor do ônibus que se acidentou, já que o espaço destinado ao nome do motorista está em branco. Leia mais

 

 

Aliados de Cunha

Dida Sampaio/Estadão Conteúdo

Aliados de Eduardo Cunha no Senado enviaram uma manifestação questionando o STF pelo afastamento do presidente da Câmara.
No documento, senadores pedem que a suspensão de um parlamentar precisa ser referendada pelo Congresso, e pediram que o caso de Cunha seja votado pelo plenário da Câmara. Leia mais

 

 

Contradição

Dida Sampaio - 
10.jun.2016/Estadão Conteúdo

Três dias depois de anunciar a suspensão de todas as nomeações políticas para estatais, bancos públicos e fundos de pensão, o presidente interino Michel Temer nomeou Guilherme Campos Júnior, um ex-deputado, para a presidência da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT).
Campos também é presidente interino do PSD, mesmo partido do ministro das Comunicações, Gilberto Kassab. Leia mais

 

 

'Japonês da Federal' em casa

Paulo Lisboa/Folhapres

O agente Newton Ishii, o 'Japonês da Federal', vai cumprir em casa, com uma tornozeleira eletrônica, a pena de quatro anos a que foi condenado por facilitar a entrada de contrabando no país.
Ishii vai ficar em casa por causa da falta de vagas no sistema penitenciário para cumprir a pena no regime semiaberto, quando o preso volta para à cadeia para dormir. Leia mais

 

Mercado financeiro

Yasuyoshi Chiba/AFP

A Bolsa fechou em queda de 3,32%, com 49.422,16 pontos. É a segunda baixa seguida da Bovespa.
No mercado de câmbio, o dólar subiu 0,81%, cotado em R$ 3,431. Leia mais

 

 

De bater os dentes

Junior Lago/UOL

A cidade de São Paulo teve a madrugada de junho mais fria dos últimos 22 anos, de acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia. A temperatura mais baixa de hoje foi 5,5ºC no Mirante de Santana, na zona norte da capital paulista.
Para o fim de semana, as madrugadas vão continuar frias. Durante o dia, o sol aparece, mas a temperatura mínima deve ficar em torno dos 6°C e, a máxima, em torno de 16°C.Leia mais

 

 

Vai só para assistir

Piervi Fonseca/AGIF

A presidente afastada Dilma Rousseff quer participar da abertura das Olimpíadas no Rio de Janeiro, em 5 de agosto. Mas ela deve ficar só assistindo da arquibancada do Maracanã, já que o discurso será feito pelo presidente interino Michel Temer.
A data é próxima da votação do julgamento do impeachment no Senado, que pode decretar o afastamento definitivo de Dilma ou o retorno dela ao Planalto.
Leia mais

 

Mudança de ares?

REUTERS/Albert Gea

Neymar já planeja trocar o Barcelona pelo PSG. O atacante aprovou a proposta salarial e gostou do que ouviu dos brasileiros que jogam pelo clube francês.
Pela primeira vez desde que mudou para a Europa, a equipe de Neymar trata a saída da Espanha como uma possibilidade real. O brasileiro e o pai já estariam convencidos de que a ida ao PSG é a via mais curta para o prêmio de melhor do mundo. Leia mais

 

Celebração na música

AgNews

O grupo Blitz prepara o lançamento de um novo disco de inéditas. O cantor Evandro Mesquita disse que o trabalho está sendo preparado há dois anos e vai ser uma celebração pelos 36 anos de carreira.
O disco vai ter participações como Zeca Pagodinho, Seu Jorge, Sandra de Sá e Davi Moraes. Leia mais

 

Polícia Federal intima ex-ministro Delfim Netto na Operação Lava Jato

 

Daniel Isaia - Correspondente da Agência Brasil

A Polícia Federal (PF) de Curitiba intimou o ex-ministro da Fazenda Delfim Netto a prestar esclarecimentos referentes à Operação Lava Jato. A intimação determina que Delfim apresente documentos comprovando os serviços prestados por ele à Odebrecht e que justifiquem o pagamento de R$ 240 mil, entregues em espécie ao sobrinho do ex-ministro, Luiz Apollonio Neto.

A audiência ainda não tem data definida para acontecer.

Delfim havia sido citado na delação premiada do ex-executivo da Andrade Gutierrez Flávio Barra, homologada em abril pelo Supremo Tribunal Federal (STF). No depoimento, Barra afirmou que a empreiteira teria pago propina de R$ 15 milhões a Delfim na fase final das negociações para construção da Usina de Belo Monte em 2010.

Defesa

O dinheiro seria uma "gratificação" ao ex-ministro, que teria ajudado a montar consórcios que disputaram a licitação para a obra da hidrelétrica. Ainda segundo a delação, a propina teria sido paga a Delfim por meio de contratos fictícios entre a Andrade Gutierrez e empresas de Apollonio Neto.

A defesa de Antônio Delfim Netto contestou "de maneira veemente" que o ex-ministro tenha cometido qualquer irregularidade. Em nota à imprensa, os advogbados Ricardo Tosto e Maurício Siçlva Leite afirmaram que Delfim Netto "prestou consultoria na área econômica e recolheu todos os impostos em decorrência da prestação dos serviços”.

 

Agência Brasil

Temer completa um mês na Presidência neste domingo

Brasília - Presidente interino Michel Temer reúne ministros para discutir plano de controle nas áreas de fronteira (Valter Campanato/Agência Brasil)

Primeiro mês de Temer presidente interino foi marcado pela agenda positiva na economia Arquivo/Agência Brasil

Neste domingo (12), Michel Temer completa um mês como presidente interino da República. Ele assumiu o poder após o Congresso Nacional aprovar a admissibilidade do processo deimpeachment da presidenta Dilma Rousseff e, ao longo das últimas quatro semanas, conseguiu imprimir uma agenda positiva na área econômica.

No primeiro dia de trabalho, o governo anunciou a intenção de extinguir milhares de cargos públicos até o fim deste ano e, na sexta-feira (10) detalhou que vai cortar 4.307 funções e cargos comissionados em 30 dias. Em outro gesto, Temer anunciou o congelamento de nomeações para empresas estatais e fundos de pensão, até que a Câmara dos Deputados aprove projetos que limitam tais indicações a pessoas com qualificação técnica.

Na economia, o presidente interino alterou e aprovou a meta fiscal para 2016, que prevê déficit primário de R$ 170,5 bilhões. Medida que havia ficado parada durante meses, a Desvinculação das Receitas da União (DRU), que permite ao governo usar livremente parte de sua arrecadação, foi aprovada em dois turnos pelos deputados e agora será analisada no Senado.

Após anunciar a nova meta, Temer foi ao Congresso entregar o projeto ao presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). Nos primeiros 30 dias, o governo Temer teve apoio de congressistas e do mercado, mais foi criticado por movimentos sociais, que não reconhecem a legitimidade da gestão e criticam a ausência de negros e de mulheres em sua equipe.

As vitórias em matérias econômicas foram conseguidas por meio da ampla base de apoio que, com 367 deputados e 55 senadores, aprovou o prosseguimento do processo de impeachment. O presidente interino, porém, também viu-se envolvido em polêmicas, foi obrigado a recuar em decisões e a demitir integrantes da equipe.

Depois de completar uma semana no cargo, Temer aceitou o pedido de exoneração do ministro do Planejamento, Romero Jucá, um de seus principais aliados. A saída do ministro ocorreu após a divulgação de uma conversa entre ele e o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado, na qual ambos supostamente discutiam formas de barrar as investigações da Operação Lava Jato.

Sete dias depois, foi demitido o ministro da Transparência, Fiscalização e Controle, Fabiano Silveira, após serem divulgadas conversas em que ele dá orientações para a defesa de investigados em esquema de desvios de recursos na Petrobras e aparece criticando a Lava Jato. A notícia foi dada horas depois de o Palácio do Planalto confirmar a permanência de Silveira no cargo.

Temer recuou também na questão do Ministério da Cultura, cuja extinção tinha sido anunciada. Após ser pressionado por artistas e servidores do ministério, o presidente interino recriou a pasta. Ao assumir, Temer havia anunciado reduzir de 32 para 23 o número de ministérios.

Servidores da antiga Controladoria-Geral da União, que se transformou no Ministério da Transparência, continuaram protestando mesmo após a queda de Fabiano Silveira, e o governo não descarta voltar atrás para atender reivindicações, tais como a volta da identidade institucional da marca CGU e a vinculação do órgão à Presidência da República.

Na última segunda-feira (6), Temer anunciou uma medida que teve muita repercussão: a disponibilização de um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) exclusivamente para o transporte de órgãos para transplante.

Ele também buscou, ao longo do mês, fazer acenos a diferentes setores, como quando surpreendeu a própria equipe e participou de uma reunião em que vários ministros discutiam os Jogos Olímpicos Rio 2016. Nesta semana, após se reunir empresários, ele fez questão de almoçar também com representantes de entidades sindicais no Palácio do Jaburu.

Na próxima semana, Temer deve comparecer novamente ao Congresso para entregar aos parlamentares um projeto que cria um teto para as despesas públicas, medida que já tinha sido anunciada pelo ministro da Fazenda, Henrique Meirelles.

 

 

Agência Brasil

 

Prime Cia. Imobiliária - Imobiliária em Porto Alegre / RS

Resultado de imagem para prime cia imobiliária

http://www.primeciaimobiliaria.com.br/

 

Janot apresenta ao STF terceira denúncia contra Cunha na Lava Jato

 

André Richter - Repórter da Agência Brasil*

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, apresentou hoje (10) ao Supremo Tribunal Federal (STF) mais uma denúncia contra o presidente afastado da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Esta é a terceira denúncia apresentada contra Cunha na Operação Lava Jato. A petição foi apresentada sob sigilo.

De acordo com inquérito, que tramita na Corte desde março, Cunha foi citado nos depoimentos de delação premiada dos empresários Ricardo Pernambuco e Ricardo Pernambuco Junior, da empreiteira Carioca Engenharia.

Os delatores afirmaram à PGR que Cunha e Fábio Cleto, ex-vice-presidente de Fundos de Governo e Loterias da Caixa, cobravam propina para liberar verbas do Fundo de Investimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FI-FGTS ) para construtoras nas obras do Porto Maravilha, no Rio de Janeiro.

Mais cedo, em outra decisão envolvendo Eduardo Cunha, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Teori Zavascki, liberou para a pauta do Plenário da Corte o julgamento da denúncia apresentada pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, em um inquérito contra o presidente afastado. O pedido de investigação feito pelo PGR foi baseado em informações sobre contas na Suíça atribuídas a Cunha.

Nota de Cunha

Em nota, Cunha disse que nunca recebeu vantagem indevida e afirmou que o procurador-geral da República é “seletivo” na apresentação de denúncias contra ele.

Saiba Mais

Em seis itens, Cunha contesta os argumentos de Janot:

1) Não tenho qualquer relação com os fatos da denúncia e desminto, como já o fiz anteriormente, qualquer recebimento de vantagem indevida de quem quer que seja, assim como qualquer relação com as contas denunciadas e desafio a comprovarem.

2) É estranha a seletividade do PGR com relação à mim, onde em nenhum dos três inquéritos que originaram as respectivas denúncias, não chegaram nem a tomarem a minha oitiva para ter a oportunidade de rebater os fatos, o que é anormal e não acontece em situações semelhantes.

3) A estranheza aumenta, na semana que eu seria julgado no Conselho de Ética, uma verdadeira avalanche de vazamento criminosos e denúncias, contra mim e minha família, aparecem para criar o clima de pressão nesse processo.

4) Mais estranho ainda é que 6 inquéritos foram abertos imediatamente após a votação da abertura do processo de impeachment e que outros agentes políticos não tem tido a mesma celeridade na apreciação dos seus inquéritos.

5) Nesse inquérito específico que nada tem de conexão com a Lava Jato, foi requerida a redistribuição dele no STF, ainda pendente de apreciação.

6) Continuo confiando no STF e assim que tomar ciência apresentarei a defesa com a convicção que provarei a minha inocência.

 

Agência Brasil

 

Congresso deve dar palavra final no afastamento de parlamentares, diz Senado

 

André Richter – Repórter da Agência Brasil

O Senado Federal defendeu hoje (10), no Supremo Tribunal Federal (STF), que seja do Congresso Nacionl a última palavra nos casos de eventuais decisões judiciais que determinem o afastamento de parlamentares do mandato.

A manifestação foi enviada ao Supremo pelos advogados que representam o Senado na ação em que o PP, o PSC e o Solidariedade afirmam que o afastamento de um parlamentar não pode ocorrer de forma automática sem a confirmação de seus pares, por meio de votação no plenário, assim como ocorre nos casos de prisões determinadas pelo STF. A ação foi protocolada no início de maio.

No caso do ex-senador Delcídio do Amaral, por exemplo, o Senado confirmou em plenário a decisão do ministro do STF Teori Zavascki, que determinou a prisão, conforme determina a Constituição. 

Na manifestação, os advogados do Senado entendem que a medida deve ser estendida para os casos em que o afastamento do parlamentar também seja autorizado, como ocorreu no caso do presidente afastado da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Eles argumentam que o afastamento é uma medida excepcional, que deve ser submetida à decisão final da Casa Legislativa à qual pertence o parlamentar.

“Se a medida cautelar diversa da prisão implicar afastamento da atividade parlamentar, devem ser os autos remetidos dentro de 24 horas à Casa respectiva, para que, pelo voto da maioria de seus membros, resolva sobre a medida cautelar”, diz o parecer.

A ação é relatada pelo ministro Edson Fachin e não tem data para ser julgada.

No início da noite a assessoria de imprensa da presidência do Senado divulgou nota informando que "as manifestações da Advocacia-Geral do Senado Federal não espelham a opinião do presidente da instituição".

 

Agência Brasil

 

 

Senador pede ajuda da população para acabar com o “Foro Privilegiado” de político

O apelo foi feito pelo Senador Alvaro Dias, autor de um Projeto de Emenda à Constituição que põe fim ao Foro Privilegiado de políticos, que, para…

NIKEONLINE.CLUB|POR R7 NA WEB! NOTÍCIAS E ENTRETENIMENTO

 

Sobre o meu avô, o Estado e o “Estado brasileiro

Por Mario Sabino

Acho graça quando petistas me xingam de "fascista”. Sou fruto da oposição ao fascismo. Explico: o meu avô materno refugiou-se no Brasil ao receber um ultimato de Benito Mussolini para sair da Itália. Era cair fora ou morrer. Mussolini lhe deu essa oportunidade porque ambos trabalharam juntos no jornal socialista Avanti! e nutriam certa afeição recíproca quando eram colegas de redação.

É impossível que Mussolini tenha odiado o meu avô, no máximo uma minúscula nota de rodapé na sua biografia. Mas o meu avô odiava Mussolini, a ponto de a simples pronúncia do seu nome ser proibida diante dele. Até mesmo falar dos feitos dos antigos romanos -- que os fascistas pateticamente tentaram copiar -- era considerado ofensa grave. Nada podia lembrar Mussolini, o homem que o expulsara da Itália e havia assassinado muitos dos seus amigos.

Meu avô era melhor do que Mussolini? Digamos que não teve a chance de provar. O meu avô era, mais do que socialista, anarco-socialista, amigão de Errico Malatesta, prócer do movimento italiano (os que me chamam de “socialista fabiano” vão adorar saber). Uma vez no poder, talvez mandasse fuzilar Mussolini, sem lhe dar a chance de escapar para a América do Sul. Só estou sendo franco porque a minha mãe morreu e os dois tios maternos que me restam dificilmente lerão esta newsletter.

A minha existência, portanto, se deve ao fato de um anarco-socialista ter sido expelido da Itália por um socialista que se tornou o Duce fascista. Assim sendo, é natural que eu pense no meu avô quando leio a palavra “fascista” ou a expressão “socialista fabiano” associadas a mim. Mas eu também penso nele ao ouvir jovens adeptos do liberalismo em pregação pelo fim do Estado.

O meu avô anarco-socialista pregava o fim do Estado. Ele basicamente queria substituir essa grande conquista da civilização por sindicatos de trabalhadores em assembleia permanente que decidiriam tudo: do preço do leite ao fim das fronteiras nacionais. Troque-se os sindicatos dos trabalhadores em assembleia permanente pelas leis do mercado e a privatização de todas as atividades humanas e eis que temos a profissão de fé desses jovens adeptos do liberalismo que pregam o fim do Estado. O nome de tal profissão de fé é anarco-capitalismo.

A revolta mais do que justificada contra o "Estado brasileiro” deveria nos fazer refletir menos sobre o substantivo e mais sobre o adjetivo. Diminuir o nosso Estado é fácil, difícil é fazer com que ele não seja brasileiro.

O Estado é uma grande conquista da civilização porque, lá na sua origem, impediu que devorássemos uns aos outros. Depois, porque resultou na separação entre o público o privado, sem matar o privado. Mais tarde, porque propiciou a escola gratuita. Em seguida, porque possibilitou a construção de redes de saúde, saneamento básico, iluminação e transporte dignos desses nomes para as massas. Por último, viabilizou a criação de museus e bibliotecas fantásticos.

O Estado da civilização, como se pode ver, é o exato oposto do Estado brasileiro” -- um monstrengo surgido da colusão entre os patrimonialistas da direita e esquerda nacionais, lubrificados por um povo ignorante e abúlico.

Nem “fascista”, nem “socialista fabiano”, nem anarquista de qualquer tipo, sou muito pelo contrário.

O MELHOR DO DIA

Janot promete apurar e punir vazamentos

Rodrigo Janot disse que vai "descobrir e punir quem cometeu esse crime", referindo-se aos recentes vazamentos de informações sigilosas da PGR... [leia mais]
- "A quem esse vazamento beneficiou?", indaga Janot

Gilmar Mendes: "​Socialistas de botequim"

Gilmar Mendes discursou, nesta manhã, em encontro na Procuradoria Geral do Rio de Janeiro, registra o Valor. O ministro disse que o impeachment está "a caminho de se concretizar"... [veja na íntegra]
- Gilmar contra Janot

Um brizolista em defesa de Lula

Em 2014, quando concorreu a vice-governador de São Paulo na chapa de Paulo Skaf, José Roberto Batochio, novo advogado de Lula, foi questionado pelo portal Terra sobre "ficar marcado por ter defendido pessoas estigmatizadas por casos de corrupção"... [veja mais]

Quanto dura o teto?

A proposta de teto para o gasto público será encaminhada ao Congresso Nacional na semana que vem. O governo de Michel Temer será recordado por essa medida... [leia na íntegra]

Acertos e erros de Temer

O Estadão e a Folha de S. Paulo listam erros e acertos de Michel Temer. A lista de erros, segundo o Estadão: “É difícil entender que Temer tenha montado um primeiro escalão de governo sem...” [veja o texto completo]
- Como o mundo vê Temer
- Os brasileiros sabem o que não querem
- O aparelhamento definha

 

 

Dilma se rende

Dilma Rousseff resolveu cassar o próprio mandato. Em sua entrevista para a TV Brasil, contrabandeada por Ricardo Melo, ela defendeu... [leia na íntegra]
- Dilma safadinha
- A única chance de Dilma
- Só faltou o Biro-Biro

A Lava Jato intima Delfim

A delegada da PF Renata da Silva Rodrigues intimou Delfim Netto para “prestar esclarecimentos” aos investigadores... [veja o texto completo]

Segurança máxima para Odebrecht

Às vésperas de completar um ano na prisão, Marcelo Odebrecht continua sozinho em uma cela da PF em Curitiba. A reclusão solitária é uma forma de garantir... [veja mais]

PP ignora pedido de expulsão de Maranhão

O Antagonista apurou que o PP sequer abriu o processo para analisar o pedido de expulsão de Waldir Maranhão do partido. O pedido foi feito há exatamente um mês... [veja na íntegra

- Presidente do PP defende Maranhão

Três nãos para Lindbergh e seus coleguinhas

A bancada do jardim de infância no Senado acordou magoada. Ontem à noite, Ricardo Lewandowski negou mais três recursos apresentados pela turminha do barulho... [leia mais]

 

 

Doze sobreviventes do acidente na Mogi-Bertioga continuam internados

 

Marli Moreira – Repórter da Agência Brasil

Doze dos 21 feridos no acidente ocorrido quarta-feira (8) com um ônibus de estudantes na Rodovia Mogi-Bertioga permanecem internados em quatro hospitais da região. Dos cinco sobreviventes atendidos no Hospital de Clínicas de São Sebastião, três já tiveram alta, e apenas o estudante Daniel Silva Santos continua internado, informou a prefeitura. O estado de saúde de Daniel é estável.

Com traumatismo craniano, a jovem Gabriela Leite Braz teve de ser transferida para um hospital de São José dos Campos, no Vale do Paraíba, onde está em recuperação na unidade de terapia intensiva (UTI). De acordo com informações da assessoria municipal de São Sebastião, Gabriela apresentou melhora.

Quatro universitários estão internados em Mogi das Cruzes, quatro, no Hospital Santo Amaro, em Guarujá, e dois, em Santos.

O acidente ocorreu por volta das 22h50 de quarta-feira, quando o ônibus fretado pela prefeitura de São Sebastião para o transporte de estudantes capotou no km 84 da Rodovia Mogi-Bertioga, entre o município de Biritiba-Mirim e de Bertioga, no litoral norte de São Paulo. O destino era São Sebastião e todos os passageiros voltavam para casa depois de uma noite de aula em universidades de Mogi das Cruzes.

Sepultamentos

São Sebastião (SP) - Vítimas do acidente de ônibus na estrada Mogi-Bertioga são enterradas no cemitério municipal em Barra do Una (Rovena Rosa/Agência Brasil)

Em São  Sebastião, foram sepultadas 11 das 18 vítimas do acidente na Mogi-Bertioga  Rovena Rosa/Agência Brasil

Em clima de forte comoção, foram sepultados na manhã de hoje os corpos de 17 dos 18 mortos, incluindo o do motorista do ônibus, Antônio Carlos da Silva. Ele foi enterrado em São Luiz do Paraitinga, no Vale do Paraíba. Parte dos demais sepultamentos ocorreu de forma coletiva, mas alguns dos corpos seguiram para diversos locais. Onze vítiimas foram sepultadas em São Sebastião.

O corpo da estudante Sônia Pinheiros de Jesus foi enterrado em São Paulo e o de Aldo Sousa Carvalho, levado para o Piauí; o de Guilherme Mendonça de Oliveira, para Itaquaquecetuba (SP); o de Janaína Oliveira Pinto, para Bituruna (PR); e o de Carolina Marreca Benetti, para Ribeirão Claro, também no Paraná.
No fim da manhã desta sexta-feira, o corpo de Daniel Bertoldo ainda estava no Instituto Médico-Legal de Guarujá, aguardando liberação para ser cremado.

 

Agência Brasil

 

Temer diz a sindicalistas que "não fará nada contra trabalhadores"

 

Yara Aquino – Repórter da Agência Brasil

Em almoço com representantes de centrais sindicais para discutir pautas como desemprego e reforma da Previdência, o presidente interino Michel Temer disse que o governo “não fará nada contra os trabalhadores” e que é preciso “fazer mudanças por meio do diálogo”.
Temer voltou a afirmar que pegou o país em grande dificuldade. “Elas [dificuldades] são maiores do que vocês podem imaginar. ” As declarações foram divulgadas no Twitter do presidente interino.

Após o almoço, o presidente da Força Sindical e deputado pelo Solidariedade, Paulo Pereira da Silva (SP), informou que o problema do desemprego no país e a reforma da Previdência foram os principais temas do encontro.
Sobre a reforma da Previdência, o deputado destacou que há uma ampla discussão pela frente, já que o governo insiste em idade mínima para aposentadoria e as centrais não concordam com a proposta. “Estamos apresentando propostas para o governo resolver de imediato o caixa de Previdência, como vender prédios da Previdência que estão abandonados e que a metade do dinheiro [obtido com a liberação] dos jogos, [projeto] que será aprovado na Câmara, vá para a Previdência. E qualquer reforma é de médio e longo prazos. Precisamos resolver o problema do déficit que a Previdência tem.”

Está marcada para segunda-feira (13) uma reunião do grupo de trabalho criado em maio pelo presidente interino com as centrais sindicais para apresentar propostas e discutir a reforma da Previdência.

Brasília - O deputado Paulinho da Força fala com jornalistas após almoço das centrais sindicais com o presidente interino, Michel Temer (José Cruz/Agência Brasil)

O  deputado  Paulo  Pereira  da  Silva  disse  que  as  centrais  sindicais  não  concordam  com  a  idade  mínima para aposentadoria e levaram a Termer sugestões resolver o problema de caixa de PrevidênciaJosé Cruz/Agência Brasil

O presidente da Força Sindical disse que uma das sugestões levadas pelas centrais ao presidente interino para estimular a geração de empregos é a edição de uma medida provisória para tratar de acordo de leniência em empresas que têm diretores presos pela Operação Lava Jato, da Polícia Federal. “Não queremos interferir na Lava Jato, mas as empresas não podem pagar pelos malfeitos dos diretores, e isso pode alavancar o setor da construção civil, da construção pesada.”
Participaram do almoço representantes da Força Sindical, União Geral dos Trabalhadores (UGT), da Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB) e da Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST). A Central Única dos Trabalhadores (CUT) não tem participado de reuniões com Temer por não reconhecer a legitimidade de seu governo.

Críticas à oposição

Aos sindicalistas, Temer fez críticas à oposição a seu governo na Câmara dos Deputados por ter atuado para dificultar a aprovação de matérias que ele lembrou terem sido encaminhadas pelo governo da então presidenta Dilma Rousseff. Temer citou a ampliação da meta fiscal. “Quando votamos, o que fizeram? Votaram contra e tumultuaram a sessão”. E completou “A DRU [Desvinculação das Receitas da União] também foi proposta pelo governo anterior. E os que propuseram votaram contra”.

 

Agência Brasil

 

Sepultamentos de vítimas de acidente na Mogi-Bertioga são encerrados em SP

 

Bruno Bocchini - Repórter da Agência Brasil

São Sebastião (SP) - Vítimas do acidente de ônibus na estrada Mogi-Bertioga são enterradas no cemitério municipal em Barra do Una (Rovena Rosa/Agência Brasil)

São Sebastião (SP) - Vítimas do acidente de ônibus na estrada Mogi-Bertioga são enterradas no cemitério municipal em Barra do Una (Rovena Rosa/Agência Brasil)Rovena Rosa/Agência Brasil

Terminou por volta do meio-dia de hoje (10) o sepultamento, em São Sebastião (SP), dos estudantes mortos no acidente da rodovia Mogi-Bertioga, ocorrido na noite da última quarta-feira.

Onze das dezoito vítimas foram enterradas em São Sebastião hoje pela manhã: Gabriela Silva Oliveira dos Santos, Lucas Inácio Alves Pereira, Damião Nunes Braz, Maria Wdirlania Maceno de Sousa, Daniela Aparecida Mota Dias, Daniel de Oliveira Damazio, Rafael Santos do Carmo, Natália Rodrigues Teixeira, Ana Carolina Cruz Veloso, Rita de Cássia Alves de Lima, Camila dos Santos Alves.

O motorista do ônibus, Antônio Carlos da Silva, foi sepultado em São Luiz do Paraitinga (SP), e Sônia Pinheiros de Jesus, em São Paulo. O corpo de Aldo Sousa Carvalho foi levado para o Piauí; de Guilherme Mendonça de Oliveira, para Itaquaquecetuba (SP); de Janaína Oliveira Pinto, para Bituruna (PR); e de Carolina Marreca Benetti, para Ribeirão Claro (PR). O corpo de Daniel Bertoldo ainda aguarda liberação no Instituto Médico Legal do Guarujá para ser cremado.

Saiba Mais

Revolta

Os sepultamentos em São Sebastião foram marcados pela comoção dos familiares e amigos das vítimas. Parte dos presentes estava revoltada e inconformada com o acidente ocorrido com o ônibus da viação União do Litoral. Ainda sem informações conclusivas, muitos especulavam o que teria sido a causa dos acidentes.

“A cidade toda está muito triste com o que ocorreu. Ninguém sabe ao certo o que fez com que o ônibus tombasse. Nessa hora, acaba sobrando para o motorista, para a empresa de ônibus. Mas nada disso vai trazer os meninos de volta”, disse uma mulher, identificada apenas como Mercedes. Ela acompanhou os sepultamentos.

Em São Sebastião, o maior velório ocorreu em Barra do Una, onde as vítimas foram veladas no ginásio de esportes. Por volta das 9h30, familiares começaram a levar a pé, em cortejo, os caixões em direção à capela Nossa Senhora do Carmo e Senhor Bom Jesus, vizinha do cemitério municipal. Os enterros ocorreram um por vez.

No pátio da capela, alguns familiares que aguardavam pelo sepultamento pediram, em tom de desabafo e revolta, justiça em relação aos responsáveis pelo acidente. Muito comovida, uma mulher, parente de uma das vítimas, disse - em voz alta - que todos sabiam que os ônibus que transportavam os alunos não tinham boas condições.

Nesta madrugada, após comparecer ao velório em Juqueí, o prefeito de São Sebastião, Ernane Primazzi, disse que o ônibus da empresa União do Litoral, envolvido no acidente, fretado pela prefeitura para transportar os estudantes, estava com a documentação e a revisão mecânica em dia.

 

Agência Brasil