Auditor do TCU diz que práticas fiscais do governo Dilma foram atos "graves"

Segunda testemunha a falar na Comissão Processante do Impeachment, o auditor fiscal do Tribunal de Contas da União (TCU) Antônio Carlos Costa D'ávila disse hoje (8) que as práticas fiscais pelas quais a presidenta afastada Dilma Rousseff está sendo processada não se comparam ao que foi cometido pelos ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Fernando Henrique Cardoso.

 Brasília - A Comissão Especial do Impeachment se reúne para ouvir testemunha de acusação, o auditor do TCU Antonio Carlos Costa d Ávila Carvalho (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

Para Antôio Carlos Costa d’Ávila Carvalho, o que foi identificado não se compara ao que aconteceu nos governos Lula e FHCFabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Em vários momentos o auditor evitou emitir juízo sobre o cometimento ou não de crime por parte da presidenta afastada, mas reiterou diversas vezes que ela praticou atos “graves” e com decorrências “mais graves ainda”.

Convidado a depor pela acusação, o auditor contrariou a tese da defesa de Dilma de que a edição dos decretos de suplementação orçamentária e o atraso no pagamento a bancos públicos pelos repasses de programas sociais eram praticas comuns e aceitas em todos os governos.

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“O que foi identificado na auditoria de 2014 não se compara ao que aconteceu antes no governo Lula, primeiro e segundo mandatos, e no governo Fernando Henrique”, afirmou D'ávila, que participou da auditoria que resultou na rejeição das contas da presidenta pelo TCU em 2014.

O auditor destacou que, ao identificar que não conseguiria cumprir a meta de superávit fiscal prevista para 2015, o governo deveria ter comunicado a situação ao Congresso Nacional e pedido autorização para editar decretos de suplementação orçamentária.

“O correto, no meu ponto de vista, para alterar aquela situação era que o Executivo entrasse em contato com o Legislativo e dissesse: 'olha a situação é essa e eu não posso suplementar. Mas se você achar que devemos suplementar, que despesas devemos cancelar?”, acrescentou.

Antônio Carlos D'ávila disse ainda que há diversas normas que regem a forma como o Banco Central deve proceder nos registros de operações semelhantes àquelas praticadas pelo governo em relação ao Banco do Brasil no que se refere ao atraso do pagamento do Plano Safra. Segundo ele, o BC deveria ter feito o registro da operação de crédito, mas omitiu a transação.

“O Banco Central registra a dívida quando ocorre o financiamento. E quando ocorreu o financiamento? Quando, no primeiro dia posterior ao período de equalização, a União não transferiu o valor que a portaria editada pelo Ministério da Fazenda determinava que ele se tornava devido. E que, se era devido e ele não transferiu, ocorreu o financiamento”, afirmou.

A reunião da comissão segue ouvindo outras testemunhas. Nesse momento, fala o coordenador de Operações de Crédito da Secretaria do Tesouro Nacional, Adriano Pereira de Paula.

 

 

Agência Brasil

 

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Acidente com ônibus na rodovia Mogi-Bertioga deixa 16 mortos e 18 feridos

 

Marli Moreira - Repórter da Agência Brasil

Dezesseis pessoas morreram e 18 ficaram feridas, quatro delas em estado grave, quando um ônibus que transportava estudantes da Universidade de Mogi das Cruzes para o litoral norte paulista capotou no quilômetro 84, logo após bater em uma rocha. Segundo o Corpo de Bombeiros, no local do acidente morreram 15 pessoas, entre elas o motorista. A décima sexta vítima morreu ao dar entrada no Pronto-Socorro do Hospital de Bertioga.

Os feridos foram encaminhadas para quatro hospitais: Pronto-Socorro de Bertioga (8); Santa Casa de Mogi das Cruzes (4); Pronto Socorro de Boissucanga (4); Hospital de Santo Amaro, no Guarujá (3).

A rodovia ficou interditada até as 7h de hoje (9). Além dos bombeiros, ajudaram no socorro às vítimas equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) , do Departamento de Estradas de Rodagem (DER). As causas que levaram o motorista a perder o controle da direção serão ainda apuradas, mas há informações de que a visibilidade estava prejudicada por neblina.

 

Agência Brasil

 

Lewandowski nega mais dois recursos na Comissão de Impeachment

 

André Richter - Repórter da Agência Brasil

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, negou hoje (8) à noite mais dois recursos que chegaram à Comissão de Impeachment da presidenta afastada Dilma Rousseff.

No primeiro, o ministro rejeitou recurso protocolado pela senadora Vanessa Graziotin (PCdoB-AM) contra decisão da comissão que, em conjunto, julgou todos os requerimentos que tratavam sobre produção de provas.

No segundo, Lewandowski não aceitou recurso do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) e de outros parlamentares contra o prazo definido de 11 dias para produção de provas, definido no plano de trabalho.

O recurso foi decidido por Lewandowski porque o ministro atua no processo de impeachmentcomo instância recursal dos procedimentos adotados pelo presidente da comissão, senador Raimundo Lira (PMDB-PB).

 

Agência Brasil

 

Câmara aprova em segundo turno PEC da DRU; proposta vai ao Senado

 

Iolando Lourenço - Repórter da Agência Brasil

 Brasília - A Câmara dos Deputados em sessão plenária extraordinária para votação, em segundo turno, da Proposta de Emenda à Constituição que prorroga a Desvinculação de Receitas da União até 2023. (Marcel

Em sessão extraordinária, Câmara aprovou a PEC da DRU com 340 votos favoráveis e 96 contráriosMarcelo Camargo/Agência Brasil

A Câmara dos Deputados aprovou hoje (8), em segundo turno, a proposta de emenda à Constituição (PEC 04/15), que prorroga até 2023 a permissão para que o governo utilize livremente parte da sua arrecadação, a chamada Desvinculação das Receitas da União (DRU).

Aprovado por 340 votos a favor e 96 contra, o texto recria o mecanismo fiscal com vigência retroativa a 1º de janeiro deste ano. A DRU foi aprovada em primeiro turno na quinta-feira (2). A proposta ainda tem de ser votada em dois turnos pelo Senado.

A prorrogação da DRU deveria ter sido aprovada no ano passado, já que perderia validade em 31 de dezembro de 2015. Como não chegou a ser votado, o texto aprovado pela Câmara estabelece que a vigência será retroativa a 1º de janeiro de 2016.

Também o percentual anterior era de 20 % e agora passa para 30 %. A DRU permite ao governo realocar livremente 30% das receitas obtidas com taxas, contribuições sociais e de intervenção sobre o domínio econômico (Cide).

O relator da PEC, deputado Laudívio Carvalho (SD-MG), disse que a proposta não retira recursos da Previdência Social.

 Brasília - O relator da Proposta de Emenda à Constituição que prorroga a DRU até 2023, deputado Laudívio Carvalho, durante sessão plenária extraordinária para votação, em segundo turno, da proposta (Marcelo

Para o deputado Laudívio Carvalho, a proposta não retira recursos da Previdência SocialMarcelo Camargo/Agência Brasil

“No relatório, preservamos a saúde, a educação e a Previdência Social. Nenhum aposentado terá seu direito arrancado. Estamos aqui para defender o aposentado. O que estão dizendo é uma falácia e não é verdade. Não há qualquer item que prejudique educação, saúde e Previdência Social”, afirmou Carvalho.

Ao defender a aprovação da PEC da DRU, Laudívio Carvalho informou que, sem a desvinculação dos recursos, o governo federal estará “literalmente falido”. De acordo com o relator, o governo da presidente afastada Dilma Rousseff defendia a aprovação da DRU nos mesmos termos de hoje. “Então, por que ela [a DRU] era boa e agora é ruim?”, questionou Laudívio.

Ex-vice-líder do governo Dilma, o deputado Silvio Costa (PTdoB-PE) recordou que a PEC foi encaminhada à Câmara em julho de 2015 pela presidente afastada e não chegou a ser votada.

Segundo ele, a proposta sempre foi criticada por partidos que, à época, faziam oposição ao governo. “Nenhum governo pode governar sem DRU. Faço oposição a esse governo provisório, mas não sou irresponsável e votei a favor da DRU”, afirmou o deputado.

Os únicos partidos que encaminharam votação contrária à PEC da DRU foram os declaradamente contrários ao governo interino de Michel Temer. Encaminharam contra a aprovação o PT, PDT, PCdoB, PSOL e Rede.

 

Agência Brasil

 

Imagens feitas por cinegrafista amador mostram clima de desespero‪#‎GloboNews‬ http://glo.bo/28n0inC

Palestinos invadem restaurante, matam quatro e deixam outros seis feridos em Tel Aviv

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Veículo estava cheio de estudantes... ‪#‎GloboNews‬ http://glo.bo/22UpNZA

Acidente com ônibus na Rodovia Mogi-Bertioga (SP) deixa 16 mortos

G1.GLOBO.COM

 

Sessão durou mais de catorze horas e só terminou na madrugada desta quinta. ‪#‎GloboNews‬ http://glo.bo/1swXy6K

Comissão do Impeachment no Senado ouve testemunhas no processo contra a presidente Dilma

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É a sétima vez consecutiva em que o comitê do Banco Central não altera a Selic: http://glo.bo/1PifSp2

Copom mantém taxa básica de juros em 14,25% ao ano

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É a menor cotação desde julho do ano passado: http://glo.bo/1YacDa0

Dólar cai mais de 2% e vai a R$ 3,37

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Com essa decisão, ela está fora da Olimpíada: http://glo.bo/1UoV0hq

Tenista Maria Sharapova é suspensa por dois anos por doping

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Há informações de que os dois atiradores seriam palestinos:http://glo.bo/1ZyWxWq

Ataque a tiros em centro comercial de Tel Aviv deixa 3 mortos e 9 feridos

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Ele é acusado de intermediar propina na Petrobras:http://glo.bo/1XFnBWA

Engenheiro Zwi Skornicki, preso na Operação Lava-Jato, assina acordo de delação premiada

G1.GLOBO.COM

 

 

Vitória sobre Bernie Sanders será confirmada em convenção no mês que vem ‪#‎GloboNews‬ http://glo.bo/1UEHvgh

Hillary se torna 1ª mulher candidata à presidência dos EUA por um dos grandes partidos

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PT freta jato particular para Dilma participar de ato em Campinas

 

Paulo Victor Chagas – Repórter da Agência Brasil

O PT fretou um avião particular para transportar nesta quinta-feira (9) a Campinas, em São Paulo, a presidente afastada, Dilma Rousseff, que participa de encontro com cientistas. Por volta das 10h, Dilma e oito membros de sua equipe vão embarcar em Brasília na viagem, a primeira desde que o Planalto restringiu o uso de aviões da Força Aérea Brasileira (FAB) para seus deslocamentos.

Para garantir a segurança da presidente afastada, o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência informou que, como de praxe, agentes vão acompanhar o voo e garantir toda a segurança da equipe durante o transporte e a participação no evento.

De acordo com a assessoria de imprensa de Dilma, a utilização do voo fretado ocorrerá porque não foi possível comprar passagem em um avião comercial a tempo. Ontem (7), após o GSI negar, pela primeira vez, o pedido de transporte em voo da FAB para a presidente, a defesa de Dilma protocolou na Presidência da República um documento direcionado ao presidente interino Michel Temer, em que responsabiliza o Palácio do Planalto por "quaisquer situações que violem" sua segurança pessoal.

Segundo o GSI, todos os protocolos de segurança continuarão sendo seguidos nos deslocamentos da presidente. Primeiro, é necessário que a equipe de Dilma informe o órgão sobre os dados da viagem. Depois, os procedimentos são planejados, conforme o trajeto. No transporte terrestre, do Palácio da Alvorada ao aeroporto, por exemplo, deve haver um comboio com cinco carros e uma ambulância, seguindo orientação da Casa Civil.

Os custos com a segurança são pagos com dinheiro público, já que se trata de uma previsão legal a proteção do presidente da República e do vice por parte do GSI. Já os gastos com a viagem serão bancados pelo PT. De acordo com o partido, as despesas de futuras viagens "ainda serão avaliadas" pela direção nacional do partido.

As recomendações sobre o assunto foram elaboradas pela Casa Civil, após consulta do próprio GSI. De acordo com o documento, a decisão foi tomada porque Dilma está afastada das funções presidenciais e não tem agenda oficial como chefe de Governo, nem como chefe de Estado. Além de impedir que os aviões da FAB sejam utilizados para que a presidente afastada participe de atos políticos, a intenção das restrições foi limitar os deslocamentos que não estejam sendo feitos "a trabalho".

De acordo com um assessor do Palácio do Planalto, está previsto que haja uma restrição ainda maior aos deslocamentos de Dilma, mas o assunto ainda está sendo avaliado. Atualmente, Dilma pode utilizar os aviões oficiais somente no trajeto entre Brasília e Porto Alegre.

 

Agência Brasil

 

CNT: reprovação do governo Temer é de 28%; 11% aprovam e 30% consideram regular

 

Pedro Peduzzi – Repórter da Agência Brasil

Pesquisa CNT/MDA divulgada hoje (8) indica que 11,3% dos brasileiros avaliam positivamente e 28% negativamente o governo interino do presidente Michel Temer. Para 30,2% dos entrevistados, o atual governo é regular, enquanto 30,5% dizem não saber opinar.

No que se refere ao desempenho pessoal do presidente, 40,4% desaprovam, e 33,8% aprovam. Na comparação entre os governos Temer e Dilma Rousseff, 54,8% dos entrevistados disseram que os governos estão iguais e que não percebem nenhuma mudança no país desde que Temer assumiu interinamente o governo. Para 20,1%, o atual governo está melhor do que o anterior, enquanto 14,9% o consideram pior.

A pesquisa revela que 46,6% dos brasileiros acreditam que a corrupção no governo Temer será igual à ocorrida no governo Dilma. Ainda segundo a CNT, 28,3% acreditam que ela será menor; enquanto 18,6% avaliam que será ainda maior.

A CNT perguntou o que o brasileiro pensa em relação ao impeachment da presidente Dilma Rousseff: 62,4% dos entrevistados consideram correta a decisão pelo afastamento e 33% avaliam como um erro. Enquanto 61,5% dizem que o processo foi legítimo, 33,3% avaliam que foi ilegítimo. Para 68,2%, Dilma será cassada e Temer permanecerá no cargo, 25,3% acreditam que Dilma reassumirá o cargo.

Apesar de o impeachment ter sido motivado pelos atrasos nos repasses a bancos públicos para pagamento de benefício sociais feitos pelo governo Dilma, por meio das chamadas pedaladas fiscais, 44,1% dos entrevistados dizem que o motivo do afastamento é a corrupção no governo federal; e 37,3% dizem que o motivo é a tentativa de obstrução da Lava Jato. Apenas 33,2% citam as pedaladas fiscais como o motivo.

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A pesquisa revela que 89,3% das pessoas dizem ter acompanhado ou ter ouvido falar da Lava Jato. Deste total, 66,9% consideram Dilma culpada pela corrupção que está sendo investigada (o que corresponde a 59,7% da população). Também dentro do percentual de pessoas que se disseram informadas sobre a Lava Jato, 71,4% acreditam que o ex-presidente Lula é culpado (o que corresponde a 63,7% do total de pessoas pesquisadas).

A democracia brasileira sairá fortalecida do processo de impeachment, segundo 45,6% dos entrevistados. Já 34,3% avaliam que a democracia sairá enfraquecida. A antecipação das eleições de 2018 para este ano é bem vista por 50,3% dos brasileiros, 46,1% discordam.

A pesquisa perguntou sobre as ações consideradas prioritárias pela população e 57% responderam que o mais importante é gerar empregos. Em segundo lugar, veio como mais importante a melhoria da saúde, que deve ser prioridade em termos de ações governamentais para 41,4% dos entrevistados. O combate à corrupção é o que deve ser priorizado para 30,6% das pessoas consultadas pela pesquisa. A melhoria dos resultados da economia é prioridade para 24,7%; e a redução de gastos do governo, para 15,5%. Em seguida, apareceram como prioridades a melhoria da segurança (14,8%) e as reformas necessárias ao Estado (6,8%).

A CNT avaliou também os governos estaduais e municipais. Segundo a pesquisa, 3,6% dos brasileiros avaliam como ótimo o seu governador; 22,9% consideram-no bom e 34,7% avaliam o governador de seu estado como regular. Para 17,2%, o governador é ruim e para 17,7% ele é péssimo. No âmbito municipal, 4,2% avaliam o prefeito de sua cidade como ótimo; 22,4% como bom; 25,8% como regular; 15,4% como ruim; e 29,8% como péssimo.

O levantamento buscou identificar também as expectativas da população para os próximos seis meses, relativas a emprego, renda, saúde, educação e segurança pública. Para 27,2% da população, os empregos vão melhorar nos próximos seis meses; 33,4% acreditam que a situação vai piorar; e 37,5% acreditam que a situação permanecerá igual. Em relação à renda mensal, 19,8% acreditam que a renda vai aumentar no próximo semestre, enquanto 26,4% acha que a renda vai diminuir; e 51,1% acredita que ficará igual.

Para 20,4% da população, a saúde registrará melhora nos próximos seis meses. O número é menor do que os que acreditam que vai piorar (36,6%) e dos que creem que ficará igual (41,3%). A educação deverá melhorar ao longo do mesmo período, de acordo com a expectativa de 20,7% dos entrevistados, mas piorará, segundo 32,5%; e ficará igual, segundo 45% dos consultados para a pesquisa. Perguntados sobre como acreditam que a segurança pública estará daqui a seis meses, 19,3% disseram que ela estará melhor, 38,8% acreditam que vai piorar e 40,2% que ficará igual.

A pesquisa CNT/MDA ouviu 2002 pessoas em 137 municípios de 25 unidades federativas entre os dias 2 e 5 de junho. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, com 95% de nível de confiança.

 

Agência Brasil

Copom mantém juros básicos em 14,25% ao ano pela sétima vez seguida

Pela sétima vez seguida, o Banco Central (BC) não mexeu nos juros básicos da economia. Por unanimidade, o Comitê de Política Monetária (Copom) manteve hoje (8) a taxa Selic em 14,25% ao ano.
A decisão era esperada pelos analistas, que preveem que a taxa permanecerá inalterada até o fim do ano.

Em comunicado, o Copom informou que a inflação acumulada em 12 meses não permite cortes na taxa de juros.
“O comitê reconhece os avanços na política de combate à inflação, em especial a contenção dos efeitos de segunda ordem dos ajustes de preços relativos. No entanto, considera que o nível elevado da inflação em 12 meses e as expectativas de inflação distantes dos objetivos do regime de metas não oferecem espaço para a flexibilização da política monetária”, diz o texto.

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Essa foi a última reunião do Copom comandada por Alexandre Tombini, que deverá assumir o posto de representante do Brasil no Fundo Monetário Internacional (FMI). A partir do próximo encontro, em 19 e 20 de julho, o comitê será presidido por Ilan Goldfajn, cuja indicação para a presidência do Banco Central foi aprovada ontem (7) pelo Senado.

Os juros básicos estão nesse nível desde o fim de julho do ano passado. Com a decisão do Copom, a taxa se mantém no mesmo percentual de outubro de 2006. A Selic é o principal instrumento do banco para manter sob controle a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Oficialmente, o Conselho Monetário Nacional estabelece meta de 4,5%, com margem de tolerância de 2 pontos, podendo chegar a 6,5%. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o IPCA acumulou 9,32% nos 12 meses encerrados em maio, depois de atingir o recorde de 10,71% nos 12 meses terminados em janeiro.

No Relatório de Inflação, divulgado no fim de março pelo Banco Central, a autoridade monetáriaestima que o IPCA encerre 2016 entre 6,6% e 6,9%. O mercado está mais pessimista. De acordo com o boletim Focus, pesquisa semanal com instituições financeiras divulgada pelo Banco Central, o IPCA fechará o ano em 7,12%.

Há três semanas seguidas, o mercado eleva a estimativa de inflação. Apesar da queda do dólar, o impacto de preços administrados, como a elevação da conta de água em várias capitais, tem contribuído para a manutenção dos índices de preços em níveis altos. Nos próximos meses, aexpectativa é que a inflação desacelere por causa do agravamento da crise econômica.

Embora ajude no controle dos preços, o aumento ou a manutenção da taxa Selic em níveis elevados prejudica a economia. Isso porque os juros altos intensificam a queda na produção e no consumo. Segundo o boletim Focus, os analistas econômicos projetam contração de 3,88% do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos pelo país) em 2016. No Relatório de Inflação, o BC prevê retração de 3,5%.

A taxa é usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas de juros da economia. Ao reajustá-la para cima, o Banco Central segura o excesso de demanda que pressiona os preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Quando reduz os juros básicos, o Copom barateia o crédito e  incentiva a produção e o consumo, mas enfraquece o controle da inflação.

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Agência Brasil

 

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Padilha diz que interferência do governo no processo de Cunha é "zero"

 

Yara Aquino – Repórter da Agência Brasil

O ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, disse hoje (8) que é “zero” a interferência do governo quando o assunto é o processo que o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) enfrenta no Conselho de Ética da Câmara. De acordo com o ministro, o interesse do governo é que as instituições funcionem bem.

Padilha falou sobre o assunto ao ser questionado por jornalistas se o governo tem interferido no processo de cassação do mandato de Cunha. “A independência entre os Poderes faz com que essa pergunta não possa ser respondida pelo governo e, sim lá pelo Legislativo”. E completou “interferência do governo zero”.

“O interesse que se tem hoje é que as instituições funcionem, a Câmara dos Deputados está funcionando normalmente. A questão da limitação ou não da atuação do deputado Eduardo Cunha, primeiro é uma questão do Legislativo, depois do poder Judiciário. Não teve absolutamente nada que ver com o poder Executivo”, disse Padilha, em entrevista coletiva, no Palácio do Planalto.

Aumento de impostos

Ao falar sobre economia, Eliseu Padilha disse que em momento algum o governo do presidente interino Michel Temer afirmou que haverá aumento de impostos no país. Mais cedo, em discurso durante cerimônia no Palácio do Planalto, o presidente da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, disse que é preciso evitar o aumento de impostos para garantir a retomada do crescimento econômico.

“O governo, em nenhum momento, afirmou que, obrigatoriamente, haveria aumento de impostos. Pelo contrário, sempre foi dito que temos que zerar o déficit, mostrar que temos competência para isso, depois a gente pode dialogar com a sociedade. Agora, buscar solução para o problema do déficit público por criação de tributo, ou aumento de alíquota dos já existentes, isso nunca esteve nos plano do atual governo”, disse Padilha.

 

Agência Brasil

 

OAB vai pedir ao Supremo fim do sigilo da delação de Sérgio Machado

 

André Richter – Repórter da Agência Brasil

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) anunciou hoje (8) que vai pedir ao Supremo Tribunal Federal (STF) o fim do sigilo dos depoimentos de delação premiada do ex-presidente da Transpetro, empresa subsidiária da Petrobras, Sérgio Machado. De acordo com a entidade, a medida visa garantir aos advogados que atuam no caso amplo direito de defesa e para informar a sociedade sobre os fatos que foram delatados de forma transparente.

“Vivemos uma crise ética sem precedentes, que dá à sociedade uma oportunidade ímpar de depuração da classe política brasileira. Quanto maior a transparência sobre o conteúdo e a possibilidade de acesso a ele pela sociedade, melhor para o Estado Democrático de Direito”, diz nota da OAB.

Machado é investigado na Operação Lava Jato por supostos desvios na estatal durante o período em que ocupou o cargo. Ele é ex-senador e voltou a ser notícia nas últimas semanas, após divulgações de gravações nas quais manteve conversas com o senador Romero Jucá (PMDB-RR), o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) e o ex-presidente da República e do Senado, José Sarney. Além disso, ele disse nos depoimentos que os parlamentares recebem propina oriunda da estatal.

Ontem (7), um grupo de 16 senadores encaminhou ofício ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot, solicitando que compartilhe os detalhes da delação premiada do ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado, inclusive os áudios de gravações feitas por ele.

No documento, senadores de partidos da base do governo e da oposição argumentam que os trechos da delação que foram divulgados geram “ambiente de insegurança jurídica e política” para as instituições, particularmente o Senado, e a transparência é a melhor defesa contra “interesses ocultos”.

 

Agência Brasil

 

Brasil e Paraguai assinam acordos aéreo e para construção de ponte rodoviária

 

Ivan Richard - Repórter da Agência Brasil

Brasília - Os ministros das Relações Exteriores do Paraguai, Eladio Loizaga (E), e do Brasil, José Serra, durante cerimônia de assinatura de atos, no Palácio Itamaraty (Valter Campanato/Agência Brasil)

Os ministros das Relações Exteriores do Paraguai, Eladio Loizaga (E), e do Brasil, José Serra, durante cerimônia de assinatura de atos no Palácio ItamaratyValter Campanato/Agência Brasil

Na primeira visita internacional recebida pelo governo interino do presidente Michel Temer, o Brasil assinou hoje (8) dois acordos bilaterais com o Paraguai, um na área de aviação e outro para construção de uma ponte rodoviária internacional sobre o Rio Paraguai, entre as cidades de Porto Murtinho (MS) e Carmelo Peralta (Departamento do Alto Paraguai).

O ministro das Relações Exteriores do Paraguai, Eladio Loizaga, agradeceu o convite do governo interino brasileiro e disse estar “consciente” de todos os acontecimentos políticos ocorridos no Brasil. Ele ressaltou o interesse do governo paraguaio em aprofundar as relações comerciais e a cooperação entre os dois países.

O ministro das Relações Exteriores do Brasil, José Serra, afirmou que o fato de o Paraguai ter sido o primeiro país a visitar oficialmente o Brasil após o afastamento da presidenta Dilma Rousseff, pelo Senado no processo de impeachment, ressalta a importância da relação entre os países vizinhos.

“São relações centrais para o Brasil, que se assentam em bases históricas e têm um forte componente humano. Compartilhamos uma longa fronteira. Cerca de 300 mil brasileiros vivem no Paraguai, a segunda maior comunidade de brasileiros no exterior. Nossos vínculos têm-se fortalecido nos últimos tempos, de maneira ampla e diversificada”, acrescentou Serra.

Negócios

Além dos acordos assinados hoje, Serra informou que o Brasil pretende ampliar os negócios com o Paraguai, removendo barreiras não tarifárias e também a parceria na prevenção e combate ao contrabando, tráfico de drogas e de armas.

“Devemos também buscar avançar em outras iniciativas. É fundamental que aproveitemos o potencial hidroviário em nossa região. Brasil e Paraguai estão dispostos a aproveitar melhor o potencial de circulação na Bacia do Prata.”

Sobre o Mercosul, Serra disse haver “ampla convergência” entre Brasil e Paraguai quanto a urgência em avançar na agenda de negociações externas do bloco.

“Conversamos sobre troca recente de ofertas iniciais entre Mercosul e União Europeia. Trabalharemos intensamente para chegar a um acordo equilibrado e vantajoso para o Mercosul. Como já disse, a reciprocidade é a condição para um bom acordo”, destacou o ministro brasileiro.
Acordos
O acordo para início do projeto de construção de uma ponte rodoviária internacional sobre o rio Paraguai foi assinado Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), pelo lado brasileiro, e o Ministério de Obras Públicas e Comunicações, pelo lado paraguaio. Os custos decorrentes da elaboração dos estudos, projetos e construção da ponte serão compartilhados igualmente pelos dois país.

Para Serra, a construção da ponte será “fundamental” para viabilizar a ligação rodoviária entre os portos de Santos, no Brasil, e de Iquique e Antofagasta, no Chile. “Avançar no tema da integração física com o Paraguai ajudará à integração entre nossos países, mas também ampliará a conexão do Cone Sul com o resto da América do Sul e com as regiões mais dinâmicas da economia mundial”, afirmou Serra.

O acordo na área de aviação prevê, entre outros pontos, que empresas aéreas brasileiras e paraguaias terão o direito de sobrevoar o território dos países sem pousar, fazer escalas no território da outra parte, para fins não comerciais, fazer escalas nos pontos das rotas especificadas no Quadro de Rotas, para embarcar e desembarcar tráfego internacional de passageiros, bagagem, carga ou mala postal separadamente ou em combinação.

Além disso, o acordo estabelece que nenhum dos dois países cobrará ou permitirá que sejam cobradas das empresas aéreas designadas tarifas aeronáuticas superiores às cobradas de suas próprias empresas aéreas que operem serviços aéreos internacionais semelhantes.

Intercâmbio

Cada país, reciprocamente, isentará uma empresa aérea designada da outra parte, em conformidade com a legislação nacional, de restrições sobre importações, direitos alfandegários, impostos indiretos, taxas de inspeção e outras taxas e gravames nacionais que não se baseiem no custo dos serviços proporcionados na chegada, sobre aeronaves, combustíveis, lubrificantes e  suprimentos técnicos de consumo.

Segundo o Itamaraty, o Brasil é o principal destino das exportações paraguaias e o principal fornecedor de produtos para o Paraguai. Em 2015, o intercâmbio bilateral alcançou US$ 3,3 bilhões. O comércio bilateral é caracterizado por elevada porcentagem de produtos de alto valor agregado. No ano passado, 93,7% das exportações brasileiras para o Paraguai foram compostas de produtos manufaturados.

 

Agência Brasil

 

São José dos Ausentes amanheceu com termômetros marcando -2°C.
Foto: Felipe Nyland, Agência RBS

Rio Grande do Sul abaixo de 0ºC nesta quinta-feira
O Estado terá dois ápices de frio nesta semana. O primeiro foi nesta madrugada, a mais fria do ano. O segundo será no sábado. Neste início de manhã, os termômetros marcaram -2ºC em São José dos Ausentes, e 1,8ºC em Porto Alegre. Na sexta-feira, o sol deve dar lugar à nebulosidade trazida por uma frente fria que deve avançar pelo Estado. Veja a previsão para a sua cidade.
Delator diz ter pago caixa 2 para campanha de Dilma
Em delação premiada de Zwi Skornicki, operador contradiz depoimento de Mônica Moura — esposa do marqueteiro do PT João Santana —, e afirma ter pago US$ 4,5 milhões para ajudar a financiar a campanha de reeleição de Dilma Rousseff, em 2014.
Comissão de Ética aprova parecer pela cassação do deputado Jardel
Parecer agora será enviado à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e, depois, submetido ao plenário da Casa. O prazo é de 30 dias.
BC mantém a taxa Selic em 14,25% ao ano pela sétima vez
Decisão do Comitê de Política Monetária, tomada por unanimidade, vai ao encontro da expectativa do mercado financeiro.
Preso, "Japonês da Federal" é transferido para sala da Polícia Civil
Detido por corrupção e descaminho, Newton Ishii estava detido na sede da Superintendência da PF em Curitiba.
Em encontro com Temer, Sartori pede socorro no combate à crise financeira
Governador do RS foi o único a ser recebido pelo presidente interino em Brasília. Temer cancelou a reunião que faria com os demais nesta quinta.
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Um encontro entre super-heróis
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Contratado junto ao Palmeiras, Leandro Almeida vem para a vaga de Réver, negociado com o Flamengo.
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Seleção goleia Haiti por 7 a 1
O Brasil venceu o Haiti com facilidade pela Copa América — e a goleada por 7 a 1 rendeu reações bem humoradas na internet

Anatel diz que limite para internet fixa é legal e usado em vários países

Entidades de defesa do consumidor criticaram medida em audiência pública na Câmara

Superintendente de Relações com Consumidores da Anatel, Elisa Vieira Leonel, diz que medida é usada em vários países | Foto: Antonio Augusto / Câmara dos Deputados / CP

Superintendente de Relações com Consumidores da Anatel, Elisa Vieira Leonel, diz que medida é usada em vários países | Foto: Antonio Augusto / Câmara dos Deputados / CP

Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) justificou nesta quarta a adoção de franquia de dados para internet fixa em audiência pública conjunta das comissões de Fiscalização Financeira e Controle; e de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática, na Câmara dos Deputados. Segundo a superintendente de Relações com Consumidores da Anatel, Elisa Vieira Leonel, a medida é usada em vários países e o que a legislação exige é que o serviço não seja suspenso depois de atingida a quantidade de dados prevista no contrato.

“A banda larga é um serviço prestado pelo regime privado e a liberdade do modelo de negócios é prevista na Lei Geral de Telecomunicações. A resolução da Anatel não permite a adoção de franquias, mas estabelece regras. As operadoras são obrigadas a continuar a fornecer o serviço, ou cobrando adicionalmente ou reduzindo a velocidade”, explicou.

Representante das empresas justifica modelo de franquias

O representante das operadoras de telefonia Carlos Duprat, diretor executivo do Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e de Serviço Móvel Celular e Pessoal (SindTelebrasil), alegou que a adoção de franquias de dados é a única maneira de permitir a inclusão digital no País. “A inclusão digital passa pela racionalidade do uso das redes. Quem usa pouco a internet não pode subsidiar quem faz uso muito intenso. Isso é um Robin Hood às avessas. Quem paga hoje é quem usa menos: os pobres. É essa distorção que estamos procurando reduzir, e a oferta de pacotes diferenciados possibilita uma gestão mais eficiente das redes. Temos que ter pacotes para todos os brasileiros. Imaginar que teremos preços baixos para todos, só se vier do céu”, disse Duprat.

Entidades de defesa do consumidor criticam limite

Já as entidades de defesa do consumidor apontaram ilegalidades na limitação do serviço de internet fixa anunciada pelas operadoras de telefonia. Rafael Augusto Zanatta, representante do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), disse que estabelecer limites para tráfego de dados na rede de internet fixa é o mesmo que criar duas internets distintas, a dos pobres e a dos ricos – que podem pagar quando ultrapassarem o limite da franquia.

“Vai afetar os mais pobres. Portanto, além do problema econômico, há um problema social. Seria muito impactante do ponto de vista social, porque seria criada uma internet dos pobres, sem possibilidade de troca de dados”, alertou Zanatta. 

Flávia Lefèvre Guimarães, da Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Proteste) também apontou ilegalidades no estabelecimento de um limite para o tráfego de dados. “O artigo 4º do Marco Civil da Internet diz que o serviço tem que estar disponível a todos. Serviços essenciais não podem ser interrompidos a menos que o consumidor não pague a conta. Além disso, o princípio da neutralidade da rede estabelece que usuários têm que ser tratados de mesma forma”, destacou Flávia.

Os dois representantes das entidades que defendem os direitos dos consumidores também afirmaram que contratos anteriores a 2013, antes do Marco Civil da Internet, teriam de ser refeitos com base na nova legislação. Entidades como a Ordem dos Advogados do Brasil e Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) criticaram a medida e disseram que ela fere o Código de Defesa do Consumidor e o Marco Civil da Internet.

A audiência foi pedida pelos deputados Leo de Brito (PT-AC) e JHC (PSB-AL), presidente da Frente Parlamentar Mista pela Internet Livre e Sem Limites, depois da polêmica que envolveu usuários, entidades de defesa do consumidor, operadoras e a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

Saiba mais

Franquia de dados é o limite de capacidade que os consumidores terão ao contratarem os serviços de banda larga fixa. Ultrapassado o limite, a velocidade será reduzida ou o consumidor terá que fazer um pagamento extra às empresas.

A maioria das operadoras adota o modelo de comercialização de planos de internet fixa com base na velocidade desejada pelo usuário, sem um volume máximo de tráfego permitido, ainda que tenham passado a incluir em seus contratos uma cláusula que permite um limite de dados, a chamada franquia.

 

Correio do Povo

 

Comitê Rio2016 libera novos ingressos para abertura e encerramento da Olimpíada

 

Alana Gandra - Repórter da Agência Brasil

O Comitê Rio 2016 faz hoje (9), a partir das 12h, pela internet , nova liberação de ingressos para as cerimônias de abertura e encerramento da Olimpíada e finais do atletismo masculino, incluindo as provas do campeão jamaicano Usain Bolt dos 100 metros, 200 metros e revezamento 4x100 masculino.

Há ingressos de preços variados no atletismo e para as categorias A, B, C e D das cerimônias. Para a solenidade de abertura dos Jogos Olímpicos, por exemplo, que ocorrerá no dia 5 de agosto, a partir das 19h15, os valores dos tíquetes disponibilizados variam de R$ 600 a R$ 4,6 mil. No encerramento, marcado para o dia 21 de agosto, os ingressos podem ser adquiridos a partir de R$ 600 até R$ 3 mil.

No atletismo, a final dos 100 metros, no dia 14 de agosto à noite, tem preços que variam entre R$ 350 e R$ 1,2 mil. Na final dos 200 metros, também para equipes masculinas, no dia 18 de agosto, os tíquetes são vendidos a R$ 260 até R$ 900, enquanto a final do revezamento masculino 4X100 ocorrerá no dia 19 de agosto, com valores a partir de R$ 350 até R$ 1,2 mil.

As informações foram divulgadas pela assessoria da Diretoria de Ingressos do Comitê Rio 2016.

 

Agência Brasil

 

Conselho de Ética recebe pedido para desarquivar representação contra Jucá

 

Mariana Jungmann - Repórter da Agência Brasil

O presidente do Conselho de Ética do Senado, João Alberto Souza (PMDB-MA), recebeu hoje (8) um recurso contra a sua decisão de arquivar a representação contra o senador Romero Jucá (PMDB-RR) por quebra de decoro parlamentar.

A representação foi feita pelo PDT em razão da divulgação, na imprensa, de áudios em que o senador conversava com o ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, sobre a necessidade de “estancar a sangria” provocada pela Operação Lava Jato e fazia planos de promover um “grande pacto nacional” para isso.

João Alberto decidiu arquivar a representação com base em parecer da advocacia do Senado, que apontou erros formais, como a falta da apresentação de documentos, testemunhas e sugestão de provas que poderiam embasar o processo.

Os senadores João Capiberibe (PSB-AP), Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), Telmário Mota (PDT-RR), Ângela Portela (PT-RR), Regina Sousa (PT-PI) e Randolfe Rodrigues (Rede-AP) assinam o recurso. Não há prazo para que João Alberto Souza submeta o recurso ao pleno do conselho.

 

Agência Brasil

 

ONU aprova declaração política com meta de acabar com a Aids até 2030

 

José Romildo - Correspondente da Agência Brasil

ONU discute combate ao HIV e à aids

ONU discute combate ao HIV e à aidsUnaids/Divulgação

Com o objetivo de acabar com a Aids no mundo até 2030, ministros, funcionários governamentais e representantes de organizações internacionais da área de saúde reuniram-se hoje (8), na sede da Organização das Nações Unidas, em Nova York, e aprovaram uma declaração política sobre ações para enfrentar a doença.

O documento define um conjunto de metas específicas que devem ser atingidas até 2020 para acabar com a epidemia de Aids na década seguinte.

“As decisões tomadas aqui, incluindo o compromisso de zero nova infecção por HIV, zero morte relacionada à Aids e zero discriminação, irão proporcionar o ponto de partida para a implementação de uma agenda inovadora, baseada em evidências e socialmente justa que alcançará o fim da epidemia de AIDS até 2030”, disse o diretor executivo do Unaids, Michel Sidibé.

Saiba Mais

O fim da epidemia de Aids é uma das metas dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, adotados pelos Estados integrantes da ONU no ano passado. Segundo  a diretora do Unaids no Brasil, Georgiana Braga-Orillard, todos os povos do mundo devem se unir para que a meta seja alcançada, principalmente os jovens.

“Vivemos hoje um momento histórico em que realmente o mundo pode vislumbrar o fim da epidemia”, disse Georgiana em declaração à Rádio ONU, ao comentar a aprovação do documento.

O presidente da Assembleia Geral das Nações Unidas, Mogens Lykketofr, disse que a reunião de hoje estabeleceu as bases para um “progresso futuro na criação de resultados mais saudáveis para todos os afetados pelo HIV e na construção de sociedades mais fortes e preparadas para desafios futuros” relacionados à Aids.

Saúde Pública

Ao comentar os desafios dos próximos cinco anos para o combate à Aids no mundo, Sidibé disse que “o mundo tem a oportunidade de acabar com uma epidemia que definiu a saúde pública de uma geração”.

O diretor da Unaids destacou avanços na resposta ao HIV desde a última reunião da Assembleia Geral das Nações Unidas sobre HIV e Aids, em 2011, e lembrou que, em dezembro de 2015, 17 milhões de pessoas tinham acesso a medicamentos antirretrovirais. No mesmo ano, os números de novas infecções pelo HIV entre crianças e de mortes relacionadas à Aids foram significativamente reduzidos. Também houve progresso na redução de mortes por tuberculose entre pessoas vivendo com HIV.

A reunião da ONU sobre HIV e Aids prossegue até sexta-feira (10) em Nova York, com ampla programação com especialistas e autoridades governamentais sobre o assunto.

 

 

Agência Brasil

 

Aprovação parecida

Ueslei Marcelino-14.mar.2012/Reuters

O governo do presidente interino, Michel Temer, tem uma aprovação quase idêntica à de Dilma Rousseff. A pesquisa CNT/MDA, a primeira depois do impeachment, aponta que a gestão do peemedebista é aprovada só por 11,3% dos brasileiros. O governo da petista tinha uma taxa de 11,4%.
A pesquisa ouviu 2.002 pessoas em 137 municípios do país dos dias 2 a 5 de junho. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais. Leia mais

 

 

A vez do 'Japonês da Federal'

Paulo Lisboa/Folhapres

O agente Newton Ishii, que ficou conhecido como o "Japonês da Federal" por escoltar investigados da operação Lava Jato, foi preso pela PF por facilitar o contrabando. Ele foi condenado a quatro anos e dois meses de prisão em regime semi-aberto.
Com a condenação, ele deve ser afastado da Lava Jato e pode ser demitido da PF.
Leia mais

 

Brasil menos pacífico

Fábio Vieira/FotoRua/Estadão Conteúdo

A instabilidade política fez o Brasil perder posições na lista de países mais pacíficos do mundo. É o que mostra relatório do Instituto para Economia e Paz, um centro internacional de estudos sobre desenvolvimento humano.
O país caiu duas posições no ranking em relação ao ano passado e é apenas a 105º mais pacífica entre 163 nações avaliadas no chamado Índice Global da Paz (IGP). Ficou atrás de países como Haiti (89º) e Estados Unidos (103º). A lista aponta a Islândia como o país mais pacífico do mundo. Leia mais

 

 

Mercado agitado

Yasuyoshi Chiba/AFP

O Ibovespa fechou hoje em alta de 2,26%, com 51.629,29 pontos. É a maior alta percentual diária desde que o presidente interino, Michel Temer, assumiu o cargo, em 12 de maio. Com isso, o índice acumula alta de 6,51% em junho e valorização de 19,10% no ano.
Já o dólar comercial teve queda de 2,29%, cotado em R$ 3,37. É a quarta queda seguida da moeda norte-americana e o menor valor de fechamento desde 29 de julho de 2015, quando terminou valendo R$ 3,329. Leia mais

 

Inflação acelera

Bruno Domingos/Reuters

O IPCA, a inflação oficial do país, voltou a acelerar no mês passado, pressionado pelos preços administrados pelo governo, como energia elétrica e esgotos. A taxa ficou em 0,78% em maio, o índice mais alto para o mês desde 2008, segundo o IBGE.
No acumulado de 12 meses, a inflação avançou para 9,32%. Leia mais

 

 

Ruim para o bolso...

Getty Images

O preço dos remédios subiu 10,52% neste ano, de acordo com dados do IBGE. O aumento reflete o reajuste autorizado pelo governo, que passou a valer no fim de março.
A taxa de aumento autorizada foi de até 12,5%, e é traçada com base na inflação passada e na produtividade do setor, concorrência e custo dos insumos dos produtos.Leia mais

 

 

... alívio para o orçamento

iStock/RyanJLane

A Receita Federal liberou a consulta ao primeiro lote de restituições do Imposto de Renda 2016. Também estão no lote restituições residuais de 2008 a 2015.
Para saber se teve a declaração liberada, o contribuinte deve acessar o site da Receita (http://zip.net/bsn4Jn), ou ligar para o Receitafone, no número 146. Leia mais

 

 

Mais uma de fora

AFP PHOTO / WILLIAM WEST

A tenista russa Maria Sharapova foi suspensa por dois anos pela Federação Internacional de Tênis por ter sido pega em um exame antidoping em janeiro. Com isso, a atleta está fora dos Jogos Olímpicos do Rio e só está liberada para competir de novo em 25 de janeiro de 2018. 
Sharapova também vai ter cassado os 430 pontos ganhos por chegar às quartas de final do Aberto da Austrália e vai ter de devolver o dinheiro que recebeu como premiação pelo torneio. Leia mais

 

Rouanet para show privado?

Denis Armelini/UOL

A Rock World, produtora do Rock In Rio, enviou uma proposta ao Ministério da Cultura para captar R$ 8,8 milhões via lei Rouanet para um evento fechado para convidados. A ideia é fazer um show em um palco flutuante montado no rio Negro, em Manaus, no dia 27 de agosto.
O evento vai ser fechado para 200 jornalistas e formadores de opinião. Mas de acordo com a assessoria da produtora, o show vai ser transmitido por telões em Manaus e pelo canal Multishow. Leia mais

 

 

"Meu eloquente discurso é o silêncio", diz Renan sobre pedido de prisão

 

Luciano Nascimento - Repórter da Agência Brasil

Acusado na delação premiada do ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, de tentar obstruir as investigações da Operação Lava Jato, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), falou hoje (8) rapidamente sobre o pedido de prisão feito pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Renan informou que só vai se manifestar a respeito após deliberação do Supremo Tribunal Federal (STF). Acrescentou que até lá seu “mais eloquente discurso será o silêncio”.

Brasília - Presidente do Senado, Renan Calheiros chega ao plenário da Casa para presidir a Ordem do Dia (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

O senador Renan Calheiros é um dos personagens da delação de Sérgio MachadoFabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

“Não vou falar sobre isso. Nessa questão, meu eloquente discurso é o silêncio, mas a democracia, como vocês sabem, é um conceito amplo e todas as vezes que nós, como sociedade, demos vazão ao desprezo para a democracia, nós pagamos um preço longo, doído e isso é uma coisa com a qual não podemos mais concordar”, afirmou Calheiros. “Não vou falar nada antes da decisão da Suprema Corte”, concluiu.

Renan é um dos personagens da delação de Sérgio Machado, que também implica outros peemedebistas como o senador Romero Jucá (RR), o presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha (RJ), e o ex-presidente José Sarney (AP). Todos tiveram o pedido de prisão encaminhado ao STF por tentarem obstruir as investigações da Lava Jato. As informações foram divulgadas pelo jornal O Globo. O caso será analisado pelo ministro do STF Teori Zavascki.

Saiba Mais

Ontem (7), Renan divulgou nota informando que o pedido de prisão foi "desarrazoado”, “desproporcional" e “abusivo”. Na nota, Calheiros negou que tenha agido para obstruir as investigações da Lava jato e se disse “sereno e seguro de que a nação pode seguir confiando nos poderes da República”.

“O presidente reafirma que não praticou nenhum ato concreto que pudesse ser interpretado como suposta tentativa de obstrução à Justiça, já que nunca agiu, nem agiria, para evitar a aplicação da lei. O senador relembra que já prestou os esclarecimentos que lhe foram demandados e continua com a postura colaborativa para quaisquer novas informações”, destacou o documento divulgado pela assessoria de imprensa do senador.

Além da prisão, Janot também pediu o afastamento de Renan da presidência do Senado, usando argumentos similares aos empregados no pedido de destituição de Cunha da presidência da Câmara e do mandato de deputado federal, o que acabou sendo atendido pelo STF.

Segundo a reportagem, gravações feitas por Machado mostram Renan, Sarney e Jucá discutindo medidas para barrar as investigações da Lava Jato.

Na delação, o ex-presidente da Transpetro também afirmou que, durante os 12 anos que permaneceu no comando da empresa, distribuiu R$ 70 milhões em propina para polítcos do PMDB, incluindo Renan, Sarney e Jucá.

Ainda de acordo com O Globo, os investigadores consideraram os indícios apontados nas gravações mais graves que as provas que levaram o ex-senador Delcídio do Amaral à prisão, em novembro do ano passado, e à perda do mandato, em maio, por tentativa de manipular uma delação, a do ex-diretor Internacional da Petrobras Nestor Cerveró.

 

Agência Brasil

 

Atentado em centro comercial de Tel Aviv deixa quatro mortos e sete feridos

 

Juliana Russomano - Repórter do Radiojornalismo

Atentado em centro comercial de Tel Aviv

Até agora, nenhum grupo reivindicou o ataque ao centro comercial de Tel AvivJuliana Russomano/Agência Brasil

Dois atiradores palestinos abriram fogo hoje (8) à noite contra o Sarona Market, centro comercial de luxo em Tel Aviv, em Israel. O atentado ocorreu por volta 21h30 (horário local, 15h30 no horário de Brasília), deixando quatro mortos e sete feridos, entre eles um dos terroristas, de acordo com informações do Hospital IchiLov, que atendeu as vítimas.

O outro atirador foi preso e interrogado pela polícia. Os policiais não deram detalhes sobre os suspeitos, mas informaram que eles são jovens palestinos e que pertencem à mesma família.

Segundo relato de testemunhas, antes dos disparos os terroristas teriam gritado "Al Akbar", que significa "Deus é grande" em árabe. O vendedor Evi Levi, de 31 anos, estava lanchando próximo ao local do atentado e viu os dois homem saindo correndo do centro comercial.

Segundo Levi, os dois estavam vestidos como judeus ultraortodoxos e passavam despercebidos entre os frequentadores do local.

Até agora, nenhum grupo reivindicou o ataque. Uma conta no Twitter ligada ao Hamas, grupo de resistência islâmica, que controla a Faixa de Gaza, um dos territórios palestinos, parabenizou os dois e deu a entender que novos ataques devem ser realizados durante o Ramadã, o mês de jejum dos muçulmanos e um dos cinco pilares do Islã, que teve início na segunda-feira (6).

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, esteve no local com o ministro da Defesa e líder da extrema direita Avigdor Libermann, e declarou que o governo deve tomar uma série de medidas contra esse tipo de atentado.

O governo brasileiro condenou o ataque e, ao transmitir os pêsames aos familiares das vítimas, manifestou repúdio a todas as formas de terrorismo.

O último atentado terrorista em Tel Aviv ocorreu no dia 8 de março, quando um palestino matou um norte-americano e feriu outras nove pessoas com uma faca.

 

Agência Brasil

 

Procuradoria-Geral da República cria nova força-tarefa da Lava Jato no Rio

 

André Richter – Repórter da Agência Brasil

A Procuradoria-Geral da República criou uma nova força-tarefa de investigadores da Operação Lava Jato para atuar nos desdobramentos do caso no Rio de Janeiro. O grupo vai atuar em conjunto com as duas equipes de investigadores que atuam na operação, em Brasília e em Curitiba. 

O novo grupo será composto pelos procuradores José Augusto Simões Vagos, Eduardo Ribeiro Gomes El-Hage e Lauro Coelho Júnior, todos do Ministério Público Federal (MPF) no Rio de Janeiro.

No Rio de Janeiro, a Lava Jato apura se houve desvios nas obras da Usina Nuclear Angra 3. Esses fatos são investigados na 16ª fase da Operação Lava Jato, assim como denúncias de irregularidades em outras obras da Petrobras.

Com base no depoimento de delação premiada de Dalton Avancini, ex-executivo da Camargo Correa e réu na Lava Jato, a força-tarefa descobriu que os crimes ocorriam a partir do pagamento de propina de executivos da Andrade Gutierrez ao ex-presidente da estatal Othon Luiz Pinheiro, acusado de receber R$ 4,5 milhões.

Em depoimento prestado na Polícia Federal, antes de ser denunciado,  Othon disse que nunca exigiu ou recebeu vantagem financeira, e que não recebeu orientação do governo federal e de partidos para cobrar doações financeiras de empreiteiras.

 

Agência Brasil

 

Japonês da Federal é preso em Curitiba por facilitar contrabando

 

Daniel Isaia – Correspondente da Agência Brasil

A Polícia Federal (PF) prendeu ontem (7), em Curitiba, o policial federal Newton Ishii, conhecido popularmente como Japonês da Federal, que ficou conhecido ao  conduzir presos da Operação Lava Jato. Ele está detido na Superintendência da PF para cumprir mandado expedido pela Vara de Execução Penal da Justiça Federal de Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná.

Newton foi condenado a quatro anos e três meses de prisão em virtude da Operação Sucuri, deflagrada em 2003, que investigava o envolvimento de 19 agentes na entrada de contrabando no país através da fronteira com o Paraguai. A defesa do Japonês da Federal chegou a recorrer da condenação, mas o Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou o recurso na semana passada.

A partir da Operação Sucuri, foram abertos três processos contra Newton, um na esfera criminal, outro administrativo e um terceiro por improbidade administrativa. Eles tramitam sob segredo de justiça.

A Agência Brasil entrou em contato com o escritório do advogado Oswaldo Loureiro de Mello Júnior, que defende o Japonês da Federal e outros 14 réus da operação, mas o criminalista não retornou as ligações.

Operação Lava Jato

O policial federal Newton Ishii foi citado durante conversa gravada entre o ex-senador Delcídio do Amaral; o filho de Nestor Cerveró, Bernardo Cerveró; e o advogado Edson Ribeiro. O diálogo foi divulgado em novembro do ano passado e levou à prisão de Delcídio

Na conversa, o ex-senador se refere ao agente federal como “policial bonzinho”. Em seguida, Edson afirma que “o japonês” seria o carcereiro da PF responsável pelo vazamento de informações sigilosas da Operação Lava Jato para a imprensa. Minutos depois, o advogado chega a citar o nome de Newton.

Diálogos

Veja abaixo a transcrição dos trechos da gravação em que o agente é citado:

DELCÍDIO: Alguém pegou isso aí e deve ter reproduzido. Agora quem fez isso é que a gente não sabe.

EDSON: É o japonês. Se for alguém, é o japonês.

DIOGO: É o japonês bonzinho.

DELCÍDIO: O japonês bonzinho?

EDSON: É. Ele vende as informações para as revistas.

BERNARDO: É, é.

DELCÍDIO: É. Aquele cara é o cara da carceragem, ele que controla a carceragem.

BERNARDO: Sim, sim.

(...)

EDSON: Só quem pode tá passando isso, Sérgio Riera.

BERNARDO: Mas eu já cortei...

EDSON: Newton e Youssef.

DELCÍDIO: Quem que é Newton?

BERNARDO: É o japonês.

EDSON: E o Youssef, só os dois. [vozes sobrepostas] O Sérgio, porque o Sérgio traiu...

BERNARDO: Sim. Ele fez o jogo do MP, assinou. Tá..tá

(...)

EDSON: Quem é que poderia levar isso pro André?

BERNARDO: Eu acho que é carcereiro. O cara dá 50 mil aí pra você.

EDSON: A gente num entende, pô!

BERNARDO: Carcereiro, Newton... os caras são muito legais.

 

Agência Brasil

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        Mesmo com sol, frio será intenso nesta quinta-feira no RS - Crédito: Samuel Maciel

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        Prime Cia. Imobiliária - Imobiliária em Porto Alegre / RS

        Resultado de imagem para prime cia imobiliária

        http://www.primeciaimobiliaria.com.br/

         

        Pelo menos 16 morreram em acidente com ônibus de universitários em SP - Crédito:  Rede Record / Reprodução / CPSÃO PAULO

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        Superintendente de Relações com Consumidores da Anatel, Elisa Vieira Leonel, diz que medida é usada em vários países - Crédito: Antonio Augusto / Câmara dos Deputados / CPTECNOLOGIA

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        Obras da segunda Ponte do Guaíba estão paralisadas - Crédito: Mauro Schaefer / CP / MemóriaPORTO ALEGRE

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        Seleção aplicou goleada com tranquilidade pela segunda rodada do torneio centenário - Crédito: Hector Retamal / AFP / CP

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