Estados vão devolver para a União 10.000 km de estradas

por DIMMI AMORA

Já com falta de dinheiro para cuidar das rodovias pelas quais é responsável, o governo federal vai ter de reassumir mais 10 mil quilômetros de estradas.
Os trechos estão sendo devolvidos após quase 15 anos de divergência entre a União e os Estados sobre quem seria o responsável por tomar conta dessas estradas.
Em 2002, a União e 15 governos estaduais acertaram que 14,5 mil quilômetros de rodovias federais passariam a ser administrados pelos Executivos estaduais.
Para isso, foram prometidos recursos federais anuais para a manutenção dessas estradas.
No primeiro ano os recursos (R$ 1,8 bilhão) foram liberados. No ano seguinte, a fonte de dinheiro secou.

MÁ CONSERVAÇÃO
O resultado é que a maioria dessas vias hoje está em mau estado de conservação e o governo federal terá de reassumir a manutenção da maioria dessas estradas.
Uma medida provisória, que está para ser aprovada no Congresso, tenta agora solucionar o caso de vez.
O governo federal ficará com 10 mil quilômetros e os Estados continuarão responsáveis pelo restante.
Voltam para a União as estradas que ligam capitais, as que são usadas para o escoamento da safra e as que chegam às regiões de fronteira e aos portos.

Mas a conservação dos 52 mil quilômetros de estradas federais que estão com o Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), responsável pelas vias, vem sofrendo com falta de recursos desde 2014.
De acordo com José Alberto Ribeiro, presidente da Aneor (Associação Nacional das Empresas de Obras Rodoviárias), o custo mensal para manter as estradas federais gira em torno de R$ 800 milhões. Mas, neste ano, estão sendo liberados apenas R$ 300 milhões mensais.
E o governo ainda tem que pagar R$ 600 milhões em atrasados.
"O Dnit, que já não tinha recursos para manter o que estava descoberto, agora vai ter mais 10 mil quilômetros", afirma Ribeiro.
"O que tem não dá para manter a malha inteira. [Haverá] uma necessidade para aumentar o seu recurso para manutenção", diz ele, lembrando que o governo federal não está usando recursos da Cide, tributo vinculado à manutenção de rodovias, para essa função.
A mais recente pesquisa da CNT (Confederação Nacional do Transporte), que analisou a conservação das rodovias do país sob gestão pública, aponta que 66% das estradas estão em estado de conservação regular, ruim ou péssima. Corredores de tráfego como a BR-158/GO, a BR-222/PA e a BR-010/DF-TO foram considerados os piores do país.
MANUTENÇÃO
O diretor-geral do Dnit, Valter Casimiro Silveira, afirma que haverá os recursos necessários para cuidar de toda a malha.
Segundo ele, o governo federal já vinha fazendo a manutenção da maior parte dos trechos que estão voltando para a União. O governo tem contrato de manutenção fixa para 85% da malha sob seus cuidados.
Casimiro lembrou ainda que, com a aprovação da nova metal fiscal no Congresso, com deficit previsto de R$ 170 bilhões, já foi enviado ao Ministério do Planejamento pedido de autorização para aumentar os gastos efetivos do Dnit com as estradas.
"Nós tínhamos feito um planejamento em que seria possível neste ano manter o pagamento da manutenção das rodovias. Mas teríamos de parar as obras de ampliação. Agora será possível voltar a fazer obras", afirmou o diretor-geral do Dnit.

Fonte: Folha Online - 05/06/2016 e Endividado

 

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Henrique Alves acusado

Alan Marques/ Folhapress

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, afirmou ao STF que o ministro do Turismo, Henrique Eduardo Alves, atuou para obter recursos desviados da Petrobras em troca de favores para a empreiteira OAS.
Parte do dinheiro do esquema desbaratado pela operação Lava Jato teria abastecido a campanha de Alves ao governo do Rio Grande do Norte em 2014, quando ele acabou derrotado. Leia mais

 

Aécio maquiou a CPI?

Charles Sholl/Futura Press/Estadão Conteúdo

Janot também solicitou uma ação de busca a apreensão no Senado para coletar dados para o inquérito que apura a acusação de que o presidente do PSDB, senador Aécio Neves, atuou para 'maquiar' dados da CPI dos Correios, em 2005.
Mas a medida foi abortada depois que o Senado garantiu que daria acesso irrestrito aos documentos. A suspeita sobre Aécio foi levada à Procuradoria-Geral da Repúlbica pelo ex-senador Delcídio do Amaral, delator da Lava Jato. Leia mais

 

Quem estiver na Lava Jato tem de sair

Alan Marques/ Folhapress/7.dez.2015

Eliseu Padilha, ministro-chefe da Casa Civil, afirma que a operação Lava Jato não vai desestabilizar o governo Temer. Ele diz que quem for envolvido terá de entregar o cargo.
Padilha disse também que o governo estuda lançar um pacote de 'medidas de impacto'.Leia mais

 

Crise econômica

Danilo Verpa/Folhapress

Investidores estrangeiros que lucraram na Bolsa de São Paulo com a aposta no impeachment da presidente Dilma Rousseff estão batendo em retirada.
Em maio, as vendas de ações superaram as compras em R$ 1,8 bilhão, puxando o Ibovespa, principal indicador do mercado acionário brasileiro, para uma baixa de 10% no mês. Nos três meses anteriores, o saldo havia sido positivo. Leia mais

 

Mais provas do crime

Gabriel de Paiva/Agência O Globo

A Polícia Civil do Rio de Janeiro tem um segundo vídeo que comprovaria de forma inquestionável que a adolescente de 16 anos foi abusada e tentou reagir aos abusos. A informação foi divulgada na noite de ontem pelo programa Fantástico, da TV Globo.
A delegada Cristiana Bento explicou que o vídeo foi encontrado pela polícia no mesmo celular da primeira gravação, que foi divulgado nas redes sociais e provocou comoção nacional e internacional. Ainda de acordo com as investigações, a jovem foi violentada em dois momentos diferentes no dia do crime. Leia mais

 

Mau tempo

A chuva acompanhada de um vendaval na noite de ontem deixou um rastro de destruição na cidade de Jarinu, a 68 km de São Paulo. Uma pessoa morreu e outras 50 ficaram feridas.
O tempo segue fechado e com previsão de chuvas em boa parte do Estado de São Paulo nesta segunda-feira. Leia mais

 

Paulistas vão bem no Brasileirão

Divulgação/Palmeiras

Três times lideram o Campeonato Brasileiro com 13 pontos depois de seis rodadas: Corinthians, Grêmio e Internacional. O Palmeiras completa o grupo dos quatro primeiros com 12 pontos ao vencer o Flamengo por 2 a 1 na tarde de ontem.
O São Paulo bateu o Cruzeiro fora de casa por 1 a 0 e assumiu a sexta posição na tabela, com 10 pontos. O time mineiro está na zona do rebaixamento, com apenas 5 pontos. Leia mais

 

Copa América

Xinhua/Martín Zabala

Sem Messi, que se recupera de uma contusão, a Argentina estreia hoje pela Copa América contra o Chile, o atual campeão, às 23h. Pelo mesmo grupo, às 20h, a Bolívia enfrenta o Panamá.
Você pode acompanhar esses jogos ao vivo pelo aplicativo Placar UOL ou pelo siteuol.com.br. Leia mais

 

 

Warriors atropelam Cavs

Thearon W.
 Henderson/Getty Images/AFP

O Golden State Warriors venceu na noite de ontem o Cleveland Cavaliers por 110 a 77 na segunda partida das finais da NBA, e abriu 2 a 0 na série melhor de sete partidas.
Somente três equipes na história da NBA conseguiram reverter uma desvantagem de 2 a 0 nas finais: Boston Celtics (1969), Portland Trail Blazers (1977) e Miami Heat (2006).Leia mais

 

 

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Oi quer transformar multas em serviços melhores

por NELSON VASCONCELOS

Saiu no Diário Oficial da União a proposta de acordo a ser feito entre a operadora e a Anatel, trocando R$ 1,5 bilhão de multas por investimentos
Rio Não é sempre que aparecem boas notícias a respeito das empresas de telefonia celular. Pois bem. Saiu no Diário Oficial da União a proposta de um acordo a ser feito entre a operadora Oi e a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), trocando R$ 1,5 bilhão de multas por investimentos. A empresa não pagará nada à Anatel, mas terá que gastar a grana na melhora de sua rede, ampliando a cobertura e até, benzadeus, melhorando o atendimento ao cliente.
Vamos torcer para que a Oi faça a sua parte, até mesmo por questões de sobrevivência. Uma série de erros administrativos, ao longo dos últimos anos, levou a Oi a acumular uma dívida de R$ 55 bilhões, segundo o Convergência Digital. Ainda há outros R$ 2 bilhões em multas a serem renegociadas somente com a Anatel.
E por falar na agência reguladora, parece que as empresas de telefonia estarão bem à vontade para limitar seus planos de dados, questão que está provocando muita discussão porque os clientes podem acabar no prejuízo. A Anatel até que deixa claro que o consumidor não pode sair perdendo no consumo de internet, que é muito mais que simples entretenimento. Até aí morreu o Neves.
Só que, ao mesmo tempo, a agência lembra que o setor tem que dar lucro, para atrair investimentos. Ou seja: vamos nos preparar para usar menos a internet nossa de cada dia.
Fonte: O Dia Online - 05/06/2016 e Endividado

 

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Cliente será indenizada por queda em shopping center

A 8° Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo manteve sentença que condenou shopping center da Capital a indenizar cliente que caiu em corredor do estabelecimento. O valor foi fixado em R$ 20 mil a título de danos morais.
Consta dos autos que a autora se dirigia a um dos banheiros do centro comercial quando escorregou e caiu, deslocando o ombro. Segundo ela, o incidente se deu pelo fato de o piso estar molhado e sem sinalização e que, em razão da queda, precisou passar por cirurgia e ficar afastada de suas atividades.
Para o relator do recurso, desembargador Grava Brazil, ficou caracterizada a negligência do estabelecimento ao não sinalizar corretamente o local e, por isso, manteve a condenação fixada. “Não há dúvida de que a queda trouxe diversos prejuízos à pessoa da apelante, materializados não só na dor após o deslocamento do braço em razão da queda e na angústia pela falta de auxílio adequado imediato, mas também na cirurgia e nas sessões de fisioterapia que precisou fazer e no afastamento do trabalho.”
A decisão, unânime, contou com a participação dos desembargadores Salles Rossi e Pedro de Alcântara da Silva Leme Filho.
Apelação n° 1002502-77.2014.8.26.0009
Fonte: TJSP - Tribunal de Justiça de São Paulo - 05/06/2016 e Endividado

 

Empregado que sofreu agressões de superior pelo WhatsApp será indenizado

Representante da empresa disse que se o empregado não fosse para casa ia levar a polícia para colocá-lo para fora, a ponta pés. “O que você tá pensando? Seu moleque! Quem manda aí sou eu! Seu M.”
Agressões verbais e ameaças feitas pelo superior hierárquico a um empregado, por meio do Whatsapp, levaram a Justiça do Trabalho a condenar uma empresa a pagar indenização, a título de danos morais, no valor de R$ 3 mil, a um analista de suporte.
De acordo com a juíza do Trabalho Larissa Lizita Lobo Silveira, titular da 2ª vara de Brasília/DF, a aplicação de punições por parte do empregador deve ser feita com limites e critérios, respeitando a honra e a moral dos empregados.
O autor da reclamação diz que prestou serviços para a empresa na função de analista de suporte, entre junho de 2014 e agosto de 2015. Ele narra que sofreu agressões de seu superior, que lhe impôs tratamento de rigor excessivo, com palavras de baixo calão, e que chegou a ameaçar retirá-lo de seu local de trabalho por meio de força policial. Já a empresa afirmou, em defesa, que o autor da reclamação sempre laborou com desídia. E que, por conta da constante insubordinação, o trabalhador se recusou a deixar o ambiente de trabalho certo dia, oportunidade em que foi avisado que seria obrigada a chamar a polícia para convidá-lo a retirar-se da empresa.
O trabalhador juntou aos autos cópia da conversa que teve com o representante da empresa, por meio do whatsapp, em um dia em que se atrasou para o trabalho, e cujo conteúdo não foi questionado pela empresa. Na conversa, entabulada a partir das 10h27, o superior diz que o horário de início da jornada diária é às 8 horas, com tolerância de 15 minutos, e manda o trabalhador voltar para casa e retornar no dia seguinte, revelando que ele teria registrado falta no dia. O autor da reclamação tentou justificar o atraso, ressaltando que estava no hospital, que tinha atestado para o período da manhã, e que a empresa não dispensava o mesmo tratamento para outros empregados que se atrasavam. E disse que não voltaria para casa. Ao final da conversa, já às 10h51, o representante da empresa diz que se o empregado não fosse para casa ia levar a polícia para colocá-lo para fora, a ponta pés. “O que você tá pensando? Seu moleque! Quem manda aí sou eu! Seu M.”, concluiu o superior hierárquico na conversa por meio do aplicativo.
“Pela transcrição do diálogo acima referido, verifico que o representante legal da reclamada extrapolou do seu poder diretivo em face do reclamante, revelando o abuso de direito, nos termos do art. 187 da Código Civil."
Para a magistrada, ficou clara a violação aos direitos da personalidade do autor, “na medida em que o tratamento dispensado pelo representante legal da empresa foi desproporcional e desarrazoado, em típico abuso do poder diretivo concedido ao empregador, configurando-se a sua responsabilidade”.
A tese de defesa empresarial, no sentido de que o reclamante era desidioso e insubordinado no exercício de suas funções, ressaltou a magistrada, não serve para justificar o abuso de poder cometido pelo representante legal da empresa. A aplicação de punições por parte do empregador deve ser realizada com limites e critérios, em especial respeitando a honra e a moral dos empregados, fazendo-se prevalecer o fundamento da dignidade da pessoa humana, previsto no artigo 1º (inciso III) da CF/88, concluiu a magistrada ao fixar em R$ 3 mil o valor da indenização por danos morais.
Processo: 0001368-15.2015.5.10.002
Veja a íntegra da decisão.
Fonte: migalhas.com.br - 04/06/2016 e Endividado

 

 

Walmart é condenado por etiquetar objetos de pessoais de vendedora para revista

Prática foi considerada inegável invasão de privacidade.
O Walmart foi condenado ao pagamento de indenização de R$ 5 mil por danos morais a ex-funcionário por etiquetar seus objetos pessoais produtos de uso pessoal e de higiene íntima, durante revista na empresa. A condenação foi mantida pela 6ª turma do TST.
O autor, que trabalhou como vendedor no supermercado de agosto de 2006 até julho de 2013, alega que era submetido à revista por meio de um sistema de etiquetagem de seus pertences e, até 2010, pela verificação dos armários. Além disso, era submetido a revista de seus pertences (bolsas e sacolas) na saída do trabalho.
O TRT da 9ª Região considerou a revista "inegável invasão de privacidade", e que o sistema de etiquetagem ia "além de pretenso controle visual". "A revista realizada pela reclamada em seus empregados dentre os quais o reclamante, demonstra que, aos olhos daquela, todos são suspeitos, salvo prova em contrário, o que enseja injusto constrangimento."
O Walmart recorreu dessa decisão, alegando que a realização de revista em pertences, sem contato físico, feita de forma impessoal, não ultrapassaria os limites do poder diretivo. Sustentou que agiu apenas com intenção de proteger seu direito de propriedade.
No entanto, o relator, desembargador convocado Paulo Marcelo de Mirando Serrano, não constatou violação aos artigos 5º, inciso XXII, da CF, e 944 do CC, como alegou a empresa, que pretendia reduzir o valor da indenização. "A quantia estabelecida como indenizatória guarda pertinência com os danos sofridos pelo empregado, e foi fixada com base no princípio da razoabilidade", concluiu.
Processo: 403-10.2014.5.09.0678
Veja a decisão.
Fonte: migalhas.com.br - 05/06/2016 e Endividado

 

Construtoras resistem a devolver valores, apesar de jurisprudência do STJ

A crise econômica que afeta o Brasil nos últimos anos fez da construção civil uma de suas maiores vítimas. Além de muitas construtoras suspenderem novos empreendimentos e oferecerem brindes e prazos maiores para pagamento, boa parte dos consumidores teve de devolver imóveis comprados por não conseguir pagar as prestações.
A queda de 8% no valor dos imóveis nos últimos 12 meses, segundo o índice FipeZap, e a taxa de desemprego em 11,2% no último trimestre, de acordo com o IBGE, confirmam as dificuldades enfrentadas pelas duas pontas dessa relação. A inflação alta — em abril, o IPCA registrou variação de 9,28% no acumulado dos últimos 12 meses — também afeta diretamente as prestações devido aos reajustes previstos em contratos.
A devolução de imóveis, apesar de já possuir jurisprudência consolidada no Superior Tribunal de Justiça, sempre acaba gerando um conflito entre consumidor e construtora. O advogado Eduardo Veríssimo Inocente, do escritório EVI – Sociedade de Advogados, destaca que a Súmula 543 da corte determina que, havendo culpa exclusiva da construtora/vendedor, deverá ser devolvido ao comprador o valor total das parcelas, corrigidas monetariamente.
“Caso a rescisão seja por parte do consumidor, mesmo que justificada por motivo de foro íntimo, o percentual de retenção da parte vendedora poderá variar entre 10% e 25%, dependendo do caso em questão”, explica Veríssimo.
Segundo o advogado, o STJ entende que, quando o comprador já entrou no imóvel, a construtora pode reter até 25% dos valores pagos, devolvendo o remanescente corrigido. “Quando o consumidor ainda não entrou, o vendedor pode reter até 15% do que já foi pago, restituindo o restante com correção monetária. É importante observar que o valor pago a título de sinal também compõe o montante que deve ser devolvido.”
Esse entendimento do STJ foi usado no REsp 907.856, quando a corte definiu que o consumidor pode rescindir o contrato e pedir a restituição dos valores pagos por não ter mais condições de pagar as prestações, mesmo havendo cláusula contratual prevendo a retenção total. No recurso, o dispositivo foi anulado e considerado abusivo.
As formas e condições da restituição, quando houver rescisão, foram definidas pela 2ª Seção do STJ com base no artigo 543-C do Código de Processo Civil em recurso repetitivo. “É abusiva cláusula que determina a restituição dos valores devidos somente ao término da obra ou de forma parcelada, no caso de resolução de contrato de promessa de compra e venda, por culpa de quaisquer contratantes”, explica o colegiado.
Se a devolução dos valores ocorrer apenas depois de terminada a obra, o STJ entende que a prática retarda o direito do consumidor à restituição da quantia paga, violando, assim, o artigo 51, II, do CDC. A demora para devolver os valores também é caracterizada como vantagem exagerada para o fornecedor, conforme o inciso IV do mesmo artigo.
Havendo resolução do contrato, segundo a seção, “deve ocorrer a imediata restituição das parcelas pagas pelo promitente comprador — integralmente, em caso de culpa exclusiva do promitente vendedor/construtor, ou parcialmente, caso tenha sido o comprador quem deu causa ao desfazimento” (REsp 1.300.418).
Jurisprudência farta
No Pesquisa Pronta, há jurisprudência e diversos acórdãos sobre a relação de consumo envolvendo construtoras. O material traz, principalmente, julgados da 3ª e da 4ª Turma do STJ, especializadas em Direito Privado.
O tribunal considera o Código de Defesa do Consumidor aplicável aos contratos de compra e venda de imóveis apenas quando o comprador for o destinatário final do bem. De acordo com a 3ª Turma, o uso do CDC é válido porque o código “introduziu no sistema civil princípios gerais que realçam a justiça contratual, a equivalência das prestações e o princípio da boa-fé objetiva” (REsp 1.006.765).
Para o STJ, o CDC pode ser aplicado em relação à corretora imobiliária responsável pela realização do negócio (REsp 1.087.225) e também nos contratos em que a incorporadora se obriga a construir unidades imobiliárias mediante financiamento (AREsp 120.905). A corte entende que o contrato de incorporação é tanto pela Lei 4.561/64, que dispõe sobre o condomínio em edificações e as incorporações imobiliárias, quanto pelo código do consumidor.
A publicidade veiculada pelas construtoras também faz parte do contrato para o STJ. Um dos processos julgados na corte tratava do caso em que várias pessoas compraram diversos imóveis sob a promessa de que seria constituído um pool hoteleiro. Entretanto, vendida a proposta de hotel, ocorreu interdição pela prefeitura em virtude de a licença ser apenas residencial.
A empresa vendedora tentou anular a interdição remodelando o projeto anunciado, mas as mudanças não satisfizeram os compradores. No caso, o STJ entendeu que era cabível indenização por lucros cessantes e dano moral (REsp 1.188.442).
Outro descumprimento que gere indenização, de acordo com o STJ, é o atraso na obra. A construtora deve pagá-la conforme consta no contrato, além de arcar com os danos materiais, como o custo da moradia usada pelo consumidor durante o período em que a obra não é finalizada ou o valor correspondente ao aluguel do imóvel.
Restrição de valores
O STJ também têm restringido os valores de eventuais indenizações, dos juros e das taxas de corretagem. Sobre as compensações por danos morais, a corte entende que certos fatos são apenas de meros aborrecimentos. Mesmo assim, a jurisprudência da corte estabelece que o atraso na entrega do imóvel permite indenização, além de multa prevista em contrato (AREsp 521.841).
Em relação aos juros, o STJ define que cláusulas que preveem a incidência de alíquotas para compensar os valores de prestações anteriores à entrega das chaves não são ilegais ou abusivas. Os ministros da 2ª Seção entenderam, por maioria de votos, que, como a compra parcelada é uma escolha do consumidor, a cobrança dos juros é válida, desde que estabelecida no contrato (EREsp 670.117).
As cobranças de comissão de corretagem em contratos de também foram analisadas pelo STJ. Para o tribunal, o ônus da corretagem é da vendedora, exceto quando o consumidor contratar o corretor para pesquisar e intermediar a negociação. "Em regra, a responsabilidade pelo pagamento da comissão é do vendedor; contudo, considerando os elementos dos autos, justifica-se a distribuição da obrigação" (Ag 1.119.920).
Porém, a taxa não pode ser cobrada se o negócio não foi concluído porque as partes desistiram (AREsp 390.656). Segundo a ministra Nancy Andrighi, o artigo 725 do Código Civil de 2002 permite a cobrança, mas o novo CPC indica que o julgador deve refletir sobre o que é resultado útil a partir do trabalho de mediação do corretor, pois a intenção das partes em comprar não justifica o pagamento de comissão (REsp 1.183.324).
Fonte: Conjur - Consultor Jurídico - 05/06/2016 e Endividado

 

Dilma toma escracho em pizzaria ontem em São Paulo

Na guerra política, as coisas são dinâmicas. Há alguns meses, a cada escracho público, os petistas reclamavam de “fascismo”. Porém, desde o afastamento de Dilma, os próprios petistas co…

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Cresce o clamor pela divulgação do inteiro teor das delações da Operação Lava Jato

Na classe política, poucos escapam. Infelizmente, o envolvimento de políticos no ‘Petrolão’ é generalizado e atinge a todos os partidos. Diante desse quadro…

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Brigada Militar Salva Pessoa em local de risco no Morro do Farol de Torres RS

Na última semana, uma mulher, natural de Santo Ângelo e moradora de Torres, mostrava-se desorientada com visíveis sinais de alteração psicomotora e…

JORNALNORTESUL.COM.BR|POR ANDRESA MIGUEL

 

Prepare a japona: as temperaturas no Paraná vão cair

GAZETADOPOVO.COM.BR

 

Decisões judiciais elevam custo de cirurgias e congestionam UTIs

Os gestores públicos se queixam de que a crescente judicialização atrapalha o planejamento das políticas.
Segundo Humberto Fonseca, secretário de Estado da Saúde do Distrito Federal, o preço de produtos tende a ficar, por exemplo, mais alto.
Uma prótese que normalmente é comprada a R$ 20 mil pode chegar a R$ 80 mil para atender à urgência da demanda judicial.
"Isso prejudica todo o nosso planejamento em saúde. Para fazer cumprir esses mandatos, deixamos de atender outras prioridades", diz.
No Distrito Federal, em 2015, a Secretaria de Saúde recebeu 1.711 mandados judiciais para vaga em leito de terapia intensiva e 824 para cirurgias e outros procedimentos. Segundo Fonseca, na maioria dos casos de cirurgias judicializadas, não há risco iminente de morte.
No Estado de São Paulo, entre as demandas atendidas por força da lei, há desde cirurgias cardíacas e de redução de estômago a decisões (quatro no total) que determinam a inscrição de pacientes na lista de transplantes sem a avaliação de equipe médica especializada, o que fere uma política nacional em vigor há 20 anos.
Em relação às cirurgias cardíacas infantis, por exemplo, há hoje 2.500 crianças na fila de espera –metade de outros Estados. Os serviços de saúde do Estado têm condições de atender 1.250 por ano.
"É uma cirurgia complexa, não há cirurgiões-cardiologistas infantis suficientes e são poucos os hospitais que oferecem", diz David Uip, secretário de Saúde.
Segundo ele, a forma como as liminares são cumpridas pode trazer mais prejuízos do que benefícios: "Não sabemos se a criança tem realmente indicação para a cirurgia naquele momento, se a transferência de um hospital para o outro não aumenta o risco de morte".
Fonte: Folha Online - 05/06/2016 e Endividado

 

Companhia aérea indenizará clientes por extravio de bagagem e atraso em voo

A 38° Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo manteve sentença que condenou empresa aérea ao pagamento de indenização por danos morais e materiais por extravio de malas e atraso em voo. Os valores foram fixados em R$ 5,1 mil por danos materiais e R$ 10 mil a cada um dos autores pelos danos morais suportados.
Consta dos autos que os autores (uma família de três pessoas) contrataram o serviço para viajar a Istambul, com escalas na Espanha e na Itália. Porém, ao chegarem à cidade turca constaram que suas bagagens haviam sido extraviadas – as malas só foram devolvidas 10 dias após o ocorrido. Ainda segundo os clientes, a viagem de retorno atrasou em mais de quatro horas.
Ao analisar o pedido, o relator do recurso, desembargador Eduardo Siqueira, afirmou que a sentença não merece reparo, uma vez que ficou caracterizado o dano suportado pelos autores, e negou provimento à apelação.
Os desembargadores Spencer Almeida Ferreira e Fernando Sastre Redondo também integraram a turma julgadora e acompanharam o voto do relator.
Fonte: TJSP - Tribunal de Justiça de São Paulo - 03/06/2016 e Endividado

Kassab terá que explicar fusão de ministérios em audiência no Senado

O ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab, terá que explicar a fusão dos ministérios das Comunicações e da Ciência e Tecnologia, ocorrida com o início do governo interino de Michel Temer. O ministro vai participar na próxima terça-feira (7) de uma audiência pública na Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática do Senado, quando o assunto será questionado.

Segundo o presidente da comissão, senador Lasier Martins (PDT-RS), a fusão gerou uma contrariedade muito grande na comunidade científica. “Queremos saber se não vai ficar mais fraco ainda do que já está, se não prosseguirá tão grande o descaso que já ocorre nos últimos governos com relação à aplicação de verbas para pesquisas. Queremos tirar isso a limpo”, disse Lasier à Agência Brasil.

Recentemente, em reunião com representantes do setor de radiodifusão, o ministro Kassab defendeu a fusão dos dois ministérios, justificando que existe sinergia entre as comunicações, a ciência, a inovação e a pesquisa.

Durante a audiência pública, os senadores também vão questionar o ministro sobre a destinação dos 14 fundos setoriais para a ciência e tecnologia, especialmente o Fundo Nacional para o Desenvolvimento da Ciência e Tecnologia e Fundo para o Desenvolvimento Tecnológico das Telecomunicações (Funttel). “Descobrimos que nos últimos cinco anos a soma desses fundos já chegou a R$ 21 bilhões das empresas contribuintes. Mas apenas 13% foram realmente usados para investigações científicas e tecnológicas”, disse Lasier.

Para o senador Lasier, é fundamental que se valorize o setor de pesquisa e inovação no país. “Essa é uma matéria estratégica para o desenvolvimento do Brasil. Hoje vivemos muito de exportação de carne, soja, mas o que dá dinheiro para o país é a agregação de valor, que se consegue através das inovações”, acrescentou.

O governo Temer terá que explicar ao Supremo Tribunal Federal as mudanças administrativas implantadas. Uma ação do PDT questiona os limites da atuação do presidente interino para nomear novos ministros e fazer alterações na estrutura do Executivo após o afastamento de Dilma Rousseff no processo de impeachment.

 

Agência Brasil

 

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Castelo da Fiocruz recebe exposição interativa sobre o coração humano

 

Akemi Nitahara – Repórter da Agência Brasil

Até 25 de junho, a exposição interativa Vias do Coração pode ser visitada no Museu da Vida, no Castelo da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Desde a semana passada no campus de Manguinhos da instituição, na zona norte do Rio de Janeiro, a mostra itinerante é inspirada nos modelos internacionais de museus científicos, reunindo painéis, conteúdos eletrônicos, vídeos e atividades lúdicas sobre o coração e a prevenção de doenças.

O biólogo do Museu da Vida Miguel de Oliveira, que participou da revisão científica da exposição, explica que o foco é a hipertensão e o diabetes. No entanto, para entender essas doenças, ele diz que é preciso primeiro conhecer melhor o sistema circulatório.

“A gente faz uma viagem no sistema circulatório, vendo detalhes sobre o funcionamento do coração, do que é feito o sangue, como está construído o sistema circulatório, para onde ele leva os nutrientes, de onde ele traz o lixo da célula, as coisas que não prestam mais. Tudo isso para entender o que é a hipertensão, doença crônica que acomete várias pessoas no mundo, uma das causas de morte mais sérias na população, e o diabete tipo 1 e tipo 2”, declara Oliveira.

A exposição também traz a explicação de conceitos como insulina e glicemia, além de dicas para conviver com as doenças. “A mostra vai focar em cima da hipertensão e do diabetes, como evitar essas doenças. Primeiro, entender o que são essas doenças, o que se pode fazer para controlá-las e como conviver com elas, tendo uma forma de vida saudável, fazendo exercícios, comendo comida de qualidade, equilibradamente”, acrescenta o biólogo.

São nove estações com atividades lúdicas e linguagem acessível. Entre as atrações está um coração gigante que mostra com som amplificado as diferentes frequências do batimento cardíaco, de acordo com a situação da pessoa, como em repouso ou fazendo exercício físico. Outra instalação calcula quantas vezes seu coração bateu desde o seu nascimento.

A mostra foi criada em 2008 no modelo itinerante, dentro do projeto Ciência Móvel da Fiocruz. Ela já passou por dez cidades e foi vista por 155 mil pessoas.

 

 

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Agência Brasil

 

7 estratégias para vender e ganhar dinheiro como afiliado eduzz

Posted: 06 Jun 2016 12:00 AM PDT

Blog Marketing Online - Marketing Online/Vendas Diretas/ O site eduzz é uma das maiores vitrines virtuais no Brasil. Hoje vai aprender como ganhar dinheiro como afiliado eduzz que dispõe de produtos de praticamente todos os segmentos existentes e, assim, vai construindo sua rede de negócios....
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Após ser demitido, Azzolin cobra na Justiça o pagamento de horas extras.
Foto: Mateus Bruxel / Agência RBS

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DF e municípios terão que ampliar matrículas em creches para receber adicional

 

Mariana Tokarnia - Repórter da Agência Brasil

Os municípios e o Distrito Federal terão que aumentar as matrículas em creches ou atingir patamar mínimo para receber o benefício máximo transferido pelo governo federal. A regra está em medida provisória publicada essa semana no Diário Oficial da União. O benefício extra é destinado a escolas que tenham estudantes beneficiários do programa Bolsa Família.

Os recursos adicionais são estabelecidos em lei de 2012 e fazem parte da ação Brasil Carinhoso, proposta no governo da presidente afastada Dilma Rousseff. Os recursos são usados para melhorar a oferta de educação, garantindo o acesso e a permanência dos estudantes de baixa renda na escola.

Inicialmente, as escolas recebiam 50% a mais por estudante do valor transferido por meio do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), independentemente de terem aumentado ou não as matrículas de um ano para o outro. Em 2015, outra medida provisória estabelecia que o valor transferido seria de até 50%, podendo ser inferior.

Agora para receber um adicional por estudante de até 50% a mais, os municípios e o DF terão que ampliar as matrículas nas creches, que atendem a estudantes de até 4 anos recém completos ou ter pelo menos 35% das crianças nessa faixa etária matriculadas. A regra vale para 2016 e 2017.

A partir de 2018, os municípios terão que cumprir uma meta que será estabelecida pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário (MDSA) para receber o benefício máximo. Caso não cumpram a meta, esse apoio cai para até 25% a mais do valor transferido por aluno.

Para o presidente da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), Alessio Costa Lima, a medida é negativa e vai aumentar a desigualdade entre os municípios. "Os municípios menores são os menos capacitados, e com a MP podem ser duplamente penalizados. Não conseguem expandir as matrículas porque não têm recursos próprios suficientes e deixam de receber recursos porque não conseguem expandir as matrículas", disse. "Acho que é uma visão equivocada. Tem que haver um incentivo aos municípcios e não punição", defendeu Alessio.

De acordo com o secretário Executivo do MDSA, Alberto Beltrame, a meta a ser cobrada dos municípios ainda será estabelecida. "Vamos conversar com todas as instâncias para definir metas realistas e que possam, de fato, avaliar tanto quantitativamente quanto qualitativamente o atendimento dessas crianças", disse.

A intenção é que as metas sejam definidas até julho deste ano para que possam ser colocadas em prática em 2018. "Não vemos isso como uma forma de prejudicar o município. Não é nossa intenção criar dificuldade para além daquelas que já são conhecidas, que os municípios enfrentam".

Crianças com deficiência

A medida provisória também incluiu na transferêcia adicional as crianças com deficiência, beneficiárias do Benefício de Prestação Continuada (BPC), independentemente de serem beneficiárias do Bolsa Família. "A MP trouxe algo novo que é importante, que é a atenção a microcefalia, em função da proliferação do vírus Zika", disse Beltrame.

De acordo com o secretário executivo, há 25 mil crianças beneficiárias do BPC que não estão no Bolsa Família, logo não recebem a transferência adicional. A inclusão dessas crianças significará um repasse adicional de R$ 41 milhões por ano aos municípios.

A inclusão de crianças de até 4 anos em creches é uma das metas do Plano Nacional de Educação (PNE). Até 2024, 50% das crianças devem estar matriculadas em creches. Atualmente, 29,6% estão matriculadas.

 

Agência Brasil

 

Briga de torcidas marca jogo entre Flamengo e Palmeiras em Brasília

 

Karine Melo – Repórter da Agência Brasil

O jogo entre Flamengo e Palmeiras no Estádio Mané Garricha, em Brasília, pela sexta rodada do Campeonato Brasileiro, neste domingo (5) teve momentos de tensão. Uma briga entre torcedores dos dois times no intervalo da partida atrasou em 15 minutos o início do segundo tempo.

Segundo a assessoria de comunicação da Polícia Miliar do Distrito Federal, integrantes da Mancha Verde, torcida organizada palmeirense iniciaram a briga na área de bares e banheiros do anel inferior do estádio. Os palmeirenses estavam tentando ir para o lado flamenguista e chegaram a arrancar cadeiras do estádio para atacar os adversários. Cerca de 30 torcedores do Palmeiras foram encaminhados à 5ª Delegacia de Polícia e um policial ficou ferido.

Também houve confronto do lado fora da arena. Nos dois momentos, os policiais usaram sprayde pimenta para conter os torcedores. Com o vento, o gás também atingiu alguns jogadores no campo.

Depois da confusão, a partida seguiu normalmente e terminou em vitória do Palmeiras por 2 a 1, com gols de Gabriel Jesus e Jean, para o Palmeiras, e de Alan Patrick, para o Flamengo. Para evitar novos confrontos, as duas torcidas saíram do estádio escoltadas por grupos táticos da Polícia Militar.

 

Agência Brasil

Suíços rejeitam salário mínimo a todos os cidadãos do país

Da Ansa Brasil

Os suíços rejeitaram, em plebiscito neste domingo (5), a proposta de conceder um salário mínimo básico de 2.250 euros mensais a todos os cidadãos do país, de acordo com os primeiros resultados do pleito divulgados por institutos de pesquisa.

Os dados da votação revelados até o momento apontam que 78% dos eleitores votaram "não" ao projeto que prometia garantir "uma vida digna e participação na vida pública aos que inclusive não exercem nenhuma atividade lucrativa".

A iniciativa partiu de um grupo de cidadãos suíços independentes. Tanto o Parlamento quanto o governo suíço já haviam dito que não concordavam com a medida e alegaram que os cofres públicos não suportariam o rombo.

A proposta previa a concessão de 2.500 francos suíços (cerca de 2.250 euros) para adultos e de 625 francos suíços (560 euros) para jovens e crianças, independentemente de seu nível social, e de duração vitalícia. Apesar da derrota, os autores da proposta não se deram por vencido e disseram que a votação serviu para "conscientizar" sobre a necessidade de um novo contrato social entre governo e população.

Na teoria, a medida afirma que, sabendo que contam com uma renda básica mensal, as pessoas seriam livres para escolher suas profissões, trabalharem como voluntárias e até se dedicarem às suas famílias. A ideia surgiu inicialmente em 1516 pelo britânico Thomas More.

No Brasil, o ex-senador Eduardo Suplicy (PT) defendia a medida, em um projeto chamado "Renda Básica de Cidadania". No referendo de hoje, os suíços também tiveram que se posicionar sobre outros temas, como serviços públicos e financiamento de transporte.

 

Agência Brasil