O Império da Vingança, por Voltaire Schilling*



“...mas de ruins princípios, é sabido, jamais bons resultados têm saído.”
Shakespeare – A Tragédia do Rei Ricardo II, ato II, 1595-6


Em meio aos duros tempos de ocupação romana da Palestina (I a.C. - II d.C.), a Revolução da Cruz, liderada por Jesus Cristo, propôs um radical mudança ética: o inimigo, o que atormenta e oprime, deveria ser amado e não mais odiado. Foi um esforço do Nazareno em banir o terrível costume da vendetta, prática tão comum na bacia do Mediterrâneo, que obrigava a vítima, ou um parente dela, a reagir pela exposição do sangue do ofensor. Intentou ele estabelecer um patamar elevado entre os homens – ainda que utópico – para contornar a rotina de brutalidade. Estancar um ciclo sem fim de crimes seguidos de represálias, recomendando ao ofendido, ainda pensando seus ferimentos, perdoar o seu agressor.
Não houve na história do Ocidente, e isto é seguro, propósito do evangelho, mais desrespeitado e desconsiderado do que esse, visto que a vingança sempre foi muito popular. Mostra a História que vingar-se é um dos instintos humanos mais incontroláveis que se conhece. Quem é humilhado não vira tolerante. Ao contrário, quer descarregar num outro, de preferência mais fraco, o que acabou de padecer. Os alemães, por exemplo, indignados pelas condições impostas pelo Tratado de Versalhes, de 1919, e mais ainda pelas existências absurdas das indenizações de guerra fixadas pelos vencedores de 1918 (o que causou a mais violenta inflação ocorrida numa sociedade industrial moderna de que se tem conhecimento, a débâcle do marco de 1923), viram na oratória chauvinista e belicista de um ex-comandante chamado Adolf Hitler, líder do partido nacional-socialista, a possibilidade de vir a executar a grande revanche.
Com os franceses não se deu muito diferente (ainda que em menor proporção). Tendo a pátria ocupada por quatro anos pelas tropas nazistas (1940-44), envergonhados com a fraca resistência que opuseram ao invasor, logo que se viram livres dos generais nazistas, não tiveram nenhum remorso em , terminada a guerra na Europa, irem reprimir os vietnamitas (1945-1954) e, em seguida, os argelinos, insurgidos contra eles (1956-1961). Usaram então as mesmas práticas de torturas e espancamentos que tanto lamentaram terem sofrido antes, nas mãos da Gestapo. Descontaram nos colonizados as aflições que sofreram nas mãos dos alemães.
Por que Harry Truman, o presidente dos Estados Unidos em 1945, tendo plena consciência dos devastadores efeitos, deu a ordem para lançarem-se duas bombas atômicas sobre a população civil japonesa? O Japão, por acaso, já não estava nas últimas, prostrado, sem marinha e sem aviação? Vingança! Nada senão vingança. Carregava Truman dentro de si a amargura, comum a todos os norte-americanos naquela ocasião, pelo ultraje causado pelo ataque à base de Peral Harbor, destruída de surpresa pela esquadra de Tojo em 8 de dezembro de 1941. A taça da vingança americana somente secou com o calor dos artefatos que incineraram o povo de Hiroshima e Nagasaki.
Sente-se que idêntica circunstância de psicologia coletiva deu-se agora aom a reeleição do presidente George W. Bush. Mesmo sabendo que o republicano mentiu para eles e para o mundo (ainda que a administração Bush tenha exposto os Estados Unidos ao vexame universal revelado pelas fotografias da prisão de Abu Ghraib, em Bagdá, e que até agora, com o bombardeio e ocupação do Iraque, já tenha vitimado uns 100 mil iraquianos), foi consagrado com a maior votação popular da história eleitoral do país: quase 60 milhões de votos. Para as multidões norte-americanas, George W. Bush é o vigador do 11 de Setembro, a desforra das Torres Gêmeas. A destruição das cidades do Iraque e de outras que ainda virão, é a Hiroshima dele.
Poderia, afinal ser diferente? Se os civilizados descendentes de Goethe e de Beethoven, se os herdeiros de Victor Hugo e do doutor Pasteur, povos com sólida cultura humanista, quando em crise, não resistiram ao chamado primitivo das Erínias – as fúrias postas a serviço da vingança –, como seria possível esperar que esta pobre gente de Ohio, de Oklahoma, do Missouri, do Alabama ou das Carolinas, berço da Ku-Klux-Khan, beatos que acreditam que Charles Darwin foi um agente do demônio, poderia reagir de outra forma? Como votariam diferente do que votaram? É o eleitorado que anda com a Bíblia nas mãos quem mais deseja ver o sangue esguichar, são eles os maiores entusiastas do Império da Vingança.


Historiador


Fonte: zero Hora, 6 de novembro de 2004, página 15.

O Balu

O templo do tango em Porto Alegre era o Balu. Ficava no primeiro andar do abrigo de bondes da praça XV. Ali se apresentava todas as noites uma legítima orquestra típica argentina, com cantante, interpretando os tangos da moda em Buenos Aires e Montevidéu. Era frequentado por casais e estudantes. O programa da minha turma da João Telles era ouvir tangos e tomar chope no Balu todos os sábados. Éramos uns oito ou dez, todos irmãos: Guaracy e Pery Menezes Moreira, Manoel e Miguel Meyer, Harri e Ernani Endres, Beto e Sylvio Scalzilli, meu irmão Celso Alcaraz Gomes e eu. Tínhamos entre 17 e 20 anos, estudávamos no ginásio e nos preparávamos para os embates da vida, ao som de “Percal”, “Gricel”, “Tristeza marina” e, sobre todos, o grande “Mano a mano”. Para outro dia pelo local. Do velho reduto tangueiro, nada mais resta. A não ser a melodia, que ouço ainda e que nos acompanhará para sempre.


Fonte: Flávio Alcaraz Gomes, página 4 de 14 de abril de 2005.

O escandaloso favorecimento em prol do Corinthians no Campeonato Brasileiro, por Lúcio Machado Borges*

Muita gente não gosta que fale neste assunto, principalmente a imprensa esportiva de São Paulo, mas está na cara, mais uma vez neste Campeonato Brasileiro, assim como tem acontecido todos os anos no Campeonato, o flagrante favorecimento em prol do Corinthians. Todas as pessoas que me conhecem sabem que eu sou torcedor do Grêmio. O que me chama a atenção é que sempre que o Grêmio joga contra o Corinthians, tem algum lance polêmico que sempre favorece ao Corinthians. Aonde eu quero chegar? Bom, no último domingo, na partida entre São Paulo e Corinthians, onde o Coringão foi massacrado pelo São Paulo, escapou com muita sorte da derrota. O grande problema é que no último lance desta partida é que teve um pênalti legítimo em prol do São Paulo, onde um jogador do Corinthians, que eu confesso que não me lembro qual foi, tirou a bola, que iria ao gol com a mão. Ocorre é que o mesmo lance aconteceu na partida do Corinthians contra o Sport, mas desta vez a arbitragem marcou o pênalti em prol do Corinthians. É interessante que quando é para o Corinthians, sempre o pênalti é marcado. O Grêmio já foi várias vezes prejudicado da mesma forma contra o Corinthians. E posso afirmar que isso não é coincidência...


*Editor do site RS Notícias


Artigo escrito no dia 13 de agosto de 2015

O bloqueio a Cuba, por Rogério Mendelski

Raúl Castro se encontrou com Barack Obama na sede da ONU e ambos trataram do novo relacionamento diplomático entre Cuba e EUA, com saliência para o tema “embargo econômico”, em vigência desde 1962 por determinação executiva do presidente John Kennedy, um ano depois do rompimento de relações diplomáticas baixado pelo presidente Dwight Eisenhover. O dirigente cubano quer Obama use seus poderes executivos “de maneira mais agressiva” para suspender o embargo
Raúl Castro, acostumado a ter poderes imperiais na ilha de sua propriedade, em sociedade com seu mano Fidel, talvez não tenha se dado conta de que a atual relação econômica Cuba-EUA só será modificada pelo Congresso americano. Lá, nos EUA, não existe medida provisória nem decreto presidencial que altere uma lei aprovada pelo Congresso, no caso, em 1991. Por mais que o presidente Obama diga com sinceridade que quer o fim do bloqueio, é a maioria republicana nas duas casas (Câmara de Representantes e Senado Federal) que vai decidir se o embargo continua ou não. Em 2016 tem eleição presidencial nos EUA. Os republicanos acreditam que podem derrotar os democratas, e a maioria do seu eleitorado não aprova o fim do bloqueio, pelos menos nos moldes exigidos pelos cubanos que falam em indenizações bilionárias pelas perdas com o cerco econômico determinado pelos EUA. Se os democratas vencerem, darão continuidade à tese sobre o fim do embargo, o que será um bom motivo para investidores americanos se dirigirem para a ilha dos irmãos Castro com seus negócios envolventes e sedutores, mas sob nova legislação com o aval do Congresso.


Bobagem castrista (1)


O regime comunista de Cuba é sinistro e tragicamente cômico, especialmente quando se manifesta através de mensagens nos outdoors espalhados por Havana. Um deles, agressivo, provoca gargalhadas nos turistas não engajados na esquerda da ilha.


Bobagem castrista (2)


Até bme pouco tempo, um outdoor dava o seguinte recado: “Se os yankees não podem viver a 90 milhas de um país socialista, que se mudem!”. A realidade se encarregou de desmoralizar a mensagem castrista.


A desmoralização


O recado sugerido que os americanos se mudassem e ficassem longe do paraíso socialista não foi aceito pelos cubanos. Mas, ao contrário, todos os milhares de fugitivos da ilha gostariam que a distância marítima entre Cuba e os EUA fosse bem menos do que 90 milhas.


Guantânamo (1)


Cuba quer a devolução da base de Guantânamo e as indenizações pelos prejuízos do embargo. Os americanos – republicanos – exigem as indenizações pelas desapropriações promovidas por Fidel Castro em 1961.


Guantânamo (2)


A baía de Guantânamo está ao Sul da ilha de Cuba e tem uma área de 116 km² e foi arrendada aos EUA sem data de término contratual. Desde 1903, os EUA pagam ao governo de Cuba aluguel anual de 4.085 dólares, sem reajuste.


Guantânamo (3)


Fidel Castro nunca quis receber os valores do aluguel, desde que rompeu relações com os EUA exigindo a devolução da base. No entorno de Guantânamo se encontra a única área minada em todo o continente americano.




Fonte: Correio do Povo, página 6 de 1º de outubro de 2015.



iG Último Segundo: Deputados favoráveis ao impeachment comemoraram muito a vitória da Chapa 2 na votação.



Instituto Liberal de São Paulo
A bolsa de valores - que nada mais é do que a soma da ação humana de milhares de pessoas atuando na compra e venda de ações - tem clareza de que o impeachment d...
Ver mais

Infográfico: Entenda como funciona o processo de impeachment




iG Último Segundo: Foi formada a comissão que avaliará o pedido de impeachment. O que acontece agora? Veja, em detalhes, o passo a passo do processo de impeachment.

Os deputados da base governista chegaram a quebrar duas urnas na tentativa de obstruir a votação secreta.
Eduardo Cunha já pediu que a segurança Legislativa entre em ação para permitir que as votações sejam realizadas
EXAME.ABRIL.COM.BR|POR RACHEL GAMARSKI,IGOR GADELHA,DANIEL CARVALHO E BERNARDO CARAM


O custo da estratégia do governo, por Taline Oppitz

Líder da bancada do PP na Assembleia, Frederico Antunes usou a tribuna ontem para fazer apelo ao governador José Ivo Sartori, pelo envio à Casa do projeto de ampliação dos saques dos depósitos judiciais de 85% para 95%. A iniciativa, que conta inclusive com o apoio da oposição, garantiria R$ 1,1 bilhão de fôlego, ao Tesouro do Estado e viabilizaria a complementação do pagamento da folha do funcionalismo por cerca de três meses. A manifestação pública de Frederico é o reflexo de entendimento que tem tensionado o clima nos bastidores. É cada vez mais incompreensível, para a opinião pública, integrantes dos demais poderes e entre os próprios aliados do governo, a resistência do Piratini em encaminhar o projeto ao Legislativo. O tema tem gerado divergências internas inclusive no próprio governo. De fato, a aprovação da proposta pode ampliar os riscos de derrota do projeto de aumento do ICMS em plenário. Por outro lado, no entanto, a estratégia política do governo, para viabilizar a elevação de imposto, não apenas coloca em risco serviços essenciais, como na área da segurança o que expõe toda a população à própria sorte, mas representa, no mínimo, descaso com a dignidade dos servidores públicos.

Nenhum?

O governador deveria se informar melhor junto ao Tribunal de Contas antes de afirmar, categoricamente, como fez em entrevista à Rádio Guaíba, de que não há nenhum servidor no Estado recebendo acima do teto de R$ 30.471,11.

Pegou mal

Não repercutiu bem na Assembleia a série de entrevistas de Sartori à imprensa. A avaliação foi a de que o governador utilizou tom que beirou à brincadeira ao falar da crise no Estado e de que tentou dividir o ônus com o parlamento.

Somente se pedirem

Ciro Cimoni reconhece que há movimento nos bastidores para que coloque o seu nome à disposição para assumir a presidência da Assembleia em 2018, ano em que o cargo ficará com o PDT. Ele afirma, no entanto, que não fará nenhum movimento, a não ser que ocorra pedido de colegas de bancada. Marlon Santos é o indicado do PDT ao cargo.

PSB e PDT fazem convites oficiais a Paim

Dois partidos oficializaram ontem convites de ingresso ao petista Paulo Paim. Durante as homenagens a Getúlio Vargas, representantes do PDT fizeram o convite. Em seguida, foi a vez de o grupo de senadores socialistas procurar e surpreender o gaúcho. Colecionando atritos e posições contrárias com seu partido e com o Planalto, Paim já definiu pelo desembarque do PT. A definição sobre seu destino ocorrerá até dezembro. Apesar dos atritos, o senador tem afirmado, nos bastidores, que não sairá com mágoas. Paim está sendo assediado por outros partidos, mas a tendência é de que opte entre PSB e PDT. Com o recente entendimento do Supremo Tribunal Federal, de que os mandatos do sistema majoritário – senadores, prefeitos, governadores e presidente – pertencem ao eleito, não ao partido, ele não enfrentará ameaças com a troca.

Apartes

Foi marcada para o dia 3 audiência pública sobre o projeto do Executivo que cria a Lei de Responsabilidade Fiscal Estadual. A audiência será presidida por Stela Farias, que solicitou o encontro. Sindicatos de categorias do funcionalismo, contrários à proposta, que vincula a concessão de reajustes à receita, entre outros pontos, prometem lotar o Teatro Dante Barone da Assembleia.
A Famurs protocolou na Comissão de Finanças da Assembleia três propostas ao Plano Plurianual: a garantia dos repasses integrais do transporte escolar, o investimento de 12% do orçamento estadual em saúde com prioridade na atenção básica dos municípios e a conclusão das obras de acesso asfáltico.
Gilmar Sossella coletou durante a sessão plenária as assinaturas de todos os 55 deputados em ofício que será encaminhado ao ministro da Fazenda, Joaquim Levy. O documento solicita abertura de linha de crédito especial à aquisição de áreas para a implantação de distritos industriais nos municípios. Em uma pesquisa feita pelo gabinete de Sossella, 97 prefeituras gaúchas afirmaram ter interesse em implantar ou expandir seus distritos industriais.


Fonte: Correio do Povo, página 3 de 26 de agosto de 2015.

O círculo vicioso da violência e da criminalidade no RS, por Claudio Lamachia

Crônica de mais uma tragédia anunciada, as últimas semanas nos deram mais uma demonstração da absurda e crescente onda de criminalidade em nosso Estado. Quantas pessoas mais terão de ser assassinadas para que algo de novo seja produzido pelos homens públicos que têm a responsabilidade de dirigir a segurança pública do nosso Rio Grande do Sul?
A crise econômica é inegável. Ela é sentida por todos, dia após dia, com a falta de prestação qualificada de serviços básicos aos cidadãos e até mesmo no atraso dos salários do funcionalismo público. A dívida com a União está sendo paga com o sacrifício da vida de gaúchos, que hoje são assassinados nas ruas e nos corredores dos hospitais por falta de investimento do Estado.
Vivemos em um cenário de guerra. Porto Alegre é uma das capitais mais violentas do Brasil, com alta taxa de homicídios, furtos e roubo de carros. A violência afasta a população das ruas. Muito da crise econômica que vivemos é reflexo do medo que acomete as pessoas. Antes de tributar ainda mais o bolso combalido do cidadão, é preciso corrigir o rumo seguido até aqui.
Não retomaremos o caminho da estabilidade econômica enquanto a segurança não for prioridade. Ela é fundamental para que se estabeleça um ciclo virtuoso de fomento ao empreendedorismo. A pequena economia – maior geradora de empregos – sofre com os prejuízos causados pelo número reduzido de rondas policiais e pelo avanço da criminalidade. São os pequenos roubos que levam o faturamento do microempresário.
Para a retomada econômica é fundamental que se comece fazendo o básico: garantir ao cidadão a liberdade de ir e vir com segurança e tranquilidade. A exemplo do que foi feito durante a Copa do Mundo, é preciso que haja mais policiais nas ruas que seja efetivado o monitoramento por meio de câmeras ligadas às delegacias.
Se há um legado da experiência vivida em 2014, é o de que com pouco de boa vontade, investimentos, criatividade e valorização profissional a Brigada Militar e a Guarda Municipal são capazes de promover a transformação de que precisamos.


Advogado, vice-presidente nacional da OAB


Fonte: Correio do Povo, página 2, editorial da edição de 14 de outubro de 2015.

O caso Dreyfus, por Flávio Alcaraz Gomes

No final do século XIX, a França foi sacudida por um clamoroso erro judiciário. O capitão Alfred Dreyfus, oficial judeu do Estado-Maior do Exército francês, foi injustamente acusado de traição. Julgado, Dreyfus foi desterrado para a Ilha do Diabo, na Guiana Francesa. Contudo, as evidências do julgamento tendencioso e do anti-semitismo emergiram, causando enorme comoção social. Ainda assim, os militares franceses mantiveram a condenação. O episódio que, a essa altura, já engolfara todo o país, teve seu zênite com a carta de Émile Zola ao presidente da República, publicada no matutino L'Aurore, intitulada J'Acuse (Acuso), denunciando a brutal ignomínia.


Fonte: Correio do Povo, página 4 de 11 de novembro de 2005.

Galileo Missão 11 & 12 #ESA

Publicado em 8 de dez de 2015
Em 17 de dezembro de satélites Galileo 11 e 12 será lançado no topo do foguete Soyuz lendário do Porto Espacial Europeu na Guiana Francesa. Dez anos após o lançamento do GIOVE A, em 28 de Dezembro de 2005, Galileo é agora uma realidade.

Crédito: Agência Espacial Europeia, ESA

Submarino russo lança mísseis contra EI pela primeira vez

Publicado em 8 de dez de 2015
Pela primeira vez desde o início da campanha russa na Síria, as forças navais russas golpeado chamado Estado Islâmico (IS; anteriormente ISIS / ISIL) alvos na Síria a partir de um submarino no Mar Mediterrâneo, foi anunciado na terça-feira.
Crédito: Ruptly TV


ID do vídeo: 20151208-075
Video on Demand: http://www.ruptly.tv
Contato: cd@ruptly.tv


EN
International Waters: Russian submarine launches missiles against IS for first time

For the first time since the beginning of the Russian campaign in Syria, Russian naval forces struck so-called Islamic State (IS; formerly ISIS/ISIL) targets in Syria from a submarine in the Mediterranean Sea, it was announced on Tuesday.


Video ID: 20151208-075
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O dia em que a esquerdalha e os gigolôs do dinheiro público fecharam a Assembleia gaúcha, por Lúcio Machado Borges*

Incrível o que a esquerdalha raivosa gaúcha fez, nesta terça-feira, dia 15 de setembro de 2015, apoiada pelos sindicalistas e pelos partidos de esquerda, fecharam a Assembleia gaúcha. Nem na época da ditadura a “Casa do Povo” foi fechada pelos militares.
Como sempre acontece quando o PT está na oposição aqui no Rio Grande do Sul, os partidos de esquerda e entidades representativas dos servidores estaduais como a Fessergs, o Cpers/Sindicato e a CUT, que ficam sempre buscando o confronto.
Por causa desta malta, que representa os servidores estaduais é que o Rio Grande do Sul está passando por sérias dificuldades financeiras. Se a Previdência Estadual tivesse sido fortalecida há 25 ou 30 anos atrás, com uma cobrança suplementar dos servidores que desejam se aposentar com um valor adicional para os servidores que desejam se aposentar recebendo acima do teto do INSS, além de privatizações de empresas deficitárias, o Estado do Rio Grande do Sul não estaria hoje passando por sérias dificuldades financeiras.
Estes gigolôs do dinheiro público não querem perder a mamata, a boquinha e por isso é que eles fazem esta lavagem cerebral em cima dos servidores estaduais e da população gaúcha se posicionar contra as mudanças estruturais que o Estado do Rio Grande do Sul precisa fazer.



*Editor do site RS Notícias


Artigo escrito no dia 16 de setembro de 2015.


Delcídio se sentiu abandonado pelo PT


Grupo também defende mudanças na política econômica e o afastamento de Eduardo Cunha da presidência da Câmara:http://glo.bo/1XTD0Dl


Por 272 a 199, a oposição foi a vencedora para integrar a Comissão Especial de impeachment. Veja quem são os confirmados.
Chapa Unindo o Brasil venceu a eleição, contrariando a indicação dos líderes dos partidos para grupo que conduzirá o processo de cassação de Dilma Rousseff
EXAME.ABRIL.COM.BR|POR RAPHAEL MARTINS


O dia seguinte, por Taline Oppitz (16.10.2015)


Não bastassem as dificuldades financeiras, que estão levando a um duro ajuste fiscal, o governo gaúcho e as prefeituras terão de enfrentar e buscar alternativas para resolver os danos gerados com as chuvas dos últimos dias, agravados pelo forte temporal que atingiu o Rio Grande do Sul na noite de quarta-feira, vitimando três pessoas. O dia de ontem foi de socorro e auxílio às comunidades atingidas, integradas por milhares da famílias, algumas que perderam tudo. Além das ações imediatas colocadas em prática pelos agentes locais, como prefeituras e Palácio Piratini, e da solidariedade da população de todo o Estado, que se mobiliza para atender os desabrigados e os resistem em deixar suas casas em áreas de risco, há articulações para garantir recursos emergenciais do governo federal que, por sua vez, também enfrenta sérios problemas de caixa. Apesar da sinalização positiva da União, por meio de manifestação do ministro interino da integração, Carlos Vieira, que está no Rio Grande do Sul para analisar a situação, a liberação de recursos depende de ritos burocráticos, que demandam tempo para serem cumpridos. O cenário posterior ao emergencial também não é promissor.. Além dos estragos na safra e em transportes, áreas como a de infraestrutura que envolve as já deterioradas estradas estaduais, exigirão obras que vão bem além das tradicionais medidas paliativas.


Deputada pede acesso a informações


Presidente da Frente Parlamentar em Defesa do Serviço Público, Stela Farias entregou ao presidente do Tribunal de Contas, Cezar Miola, ofício requerendo acesso ao relatório da inspeção especial no Tribunal Administrativo de Recursos Fiscais (Tarf) e na Divisão de Processos Fiscais (DPF), ambos vinculados à Subsecretaria da Receita Estadual. Apenas em 2014, o Tarf e a DPF analisaram mais de 5 mil processos decorrentes de questões tributárias, envolvendo valores superiores a R$ 8 bilhões. A auditoria do TCE foi iniciada após a deflagração da Operação Zelotes. Miola garantiu acesso às informações quando a inspeção estiver concluída.


De novo no front


Ivan Cláudio Marx, procurador da República que tomou o depoimento de Lula no inquérito que investiga suposto tráfico de influência em favor da Odebrecht, é gaúcho e foi um dos responsáveis pela condução e apresentação da denúncia contra 32 réus na Operação Rodin.


Um Brizola no PSol


O vereador do Rio de Janeiro Brizola Neto irá se filiar hoje ao PSol em ato em Porto Alegre. Brizola Neto deixou o PDT por discordar “do abandono programático e fisiologismo do partido”. O evento está marcado para as 15h, no plenarinho da Assembleia Legislativa. O vereador, que há algum tempo sustenta divergências públicas com a cúpula nacional trabalhista, teria sido impedido de concorrer à reeleição pelo PDT carioca em 2016. Ele é neto de Leonel Brizola e irmão da deputada estadual gaúcha Juliana Brizola.


Apartes


Acontece hoje, às 9h30min, no Teatro Dante Barone da Assembleia, a primeira de uma série de audiências públicas promovidas pela Comissão de Finanças para debater o orçamento do Estado para 2016. Às 16h, outra audiência será realizada em Caxias do Sul. O prazo para entrega de emendas se encerra dia 28. Ontem, a direção do Cpers entregou da comissão, Luís Augusto Lara, emenda que não aborda o pagamento do piso, mas reajuste de 13,01%.


Fonte: Correio do Povo, página 4 de 16 de outubro de 2015.

O futuro dos planos de saúde, por Maira Caleffi

O futuro do tratamento de pacientes que utilizam planos de saúde está em debate. A Agência Nacional de Saúde (ANS) mantém aberta até o dia 18/8 a Consulta Pública nº59 para discutir o novo rol de tratamentos a serem cobertos pelos planos privados em 2016 e 2017. Uma importante questão em jogo é o fato de que o órgão poderá seguir as recomendações da Conitec (Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde – SUS) para definir procedimentos que devem ser ofertados pelos planos. Com a medida, recomendações feitas para o SUS passam a ser referência para os planos privados e importantes medicamentos podem ser removidos da cobertura obrigatória definida pela ANS. Um exemplo disso é a proposta de retirada da indicação do medicamento everolimo para tratamento do câncer de mama avançado do novo rol de procedimentos e eventos em saúde dos planos.
O everolimo, em específico, é registrado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) desde 2013 e há um programa de estudos que comprova que ele posterga o uso da quimioterapia tradicional e alivia rapidamente os sintomas dessa doença. Há mais de uma década nenhuma medicação inovou tanto no tratamento de pacientes com câncer de mama avançado e hormônio-dependente com este medicamento.
Em janeiro de 2014, a própria Agência Nacional de Saúde (ANS) incluiu o medicamento em seu rol de procedimentos a fim de aumentar a qualidade e a expectativa de vida das mulheres que sofrem com câncer de mama avançado. O tratamento foi incluso em função da Lei dos Medicamentos Orais, que resultou na admissão de 37 medicamentos para o tratamento oncológico com administração oral nos planos de saúde, tendo em vista a possibilidade de realização do tratamento em casa, com mais conforto para o paciente e reduzindo o índice de internações em clínicas e hospitais. Agora, a ANS propõe retirar a indicação do medicamento para essa doença, o que é um retrocesso.
A consulta pública é um instrumento que permite que a população manifeste seus interesses, podendo se posicionar concordando ou não com o que está proposto. Diversas entidades médicas e associações de pacientes defendem a ilegitimidade da decisão de a ANS utilizar as recomendações da Conitec como parâmetro para inclusão ou exclusão de medicamentos do rol de procedimentos da saúde suplementar. Pensando nisso, a Federação Brasileira de Entidades Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama (Femama), o Colégio Brasileiro de Radiologia e Diagnóstico por Imagem (CRB), a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), a Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC) e a Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) criaram algumas contribuições à Consulta Pública (www.femama.org.br), que ficam disponíveis para qualquer pessoa que compartilhe da ideia de que não é aceitável a supressão de direitos já adquiridos de acesso e tratamentos.

Presidente voluntária da Femmama


Fonte: Correio do Povo, edição de 15 de agosto de 2015, página 2.