Cuba enfrenta uma grave crise humanitária marcada por apagões de até 18 horas diárias, colapso no sistema de saúde e escassez generalizada de medicamentos e alimentos. Uma reportagem da revista VEJA revela a dura rotina da população, que convive diariamente com a falta de energia elétrica, ventiladores ou ar-condicionado.Segundo a reportagem, médicos têm sido obrigados a realizar cirurgias sem anestesia para preservar os poucos insumos disponíveis para casos mais graves. Medicamentos armazenados em geladeiras são frequentemente perdidos devido à interrupção constante do fornecimento de energia. O diesel para geradores hospitalares é caro e escasso, agravando ainda mais a situação.A crise energética é agravada pela interrupção do fornecimento de petróleo da Venezuela, considerado uma “linha vital” para o país. A produção nacional de energia atende apenas cerca de 40% da demanda, deixando a população em situação de extrema precariedade.A reportagem destaca que a população está dividida sobre as causas da crise: muitos mais velhos atribuem os problemas ao embargo econômico dos Estados Unidos, enquanto os mais jovens demonstram maior insatisfação com o governo cubano e o modelo econômico vigente. Todos os entrevistados, porém, expressam desejo de mudança.A escassez afeta também serviços básicos como coleta de lixo e transporte público, e aumenta a desigualdade: quem recebe ajuda do exterior consegue acessar o mercado paralelo, enquanto a maioria sofre com a falta generalizada.A situação atual é descrita como uma das mais graves dos últimos anos, com impacto profundo na vida cotidiana dos cubanos.

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