OIT: desaceleração econômica na América Latina e no Caribe pode afetar emprego

O diretor-geral da Organização Internacional do Trabalho (OIT), Guy Ryder, disse hoje (10), durante a 7ª Cúpula das Américas, no Panamá, que a desaceleração econômica nos países da América Latina e do Caribe terá impacto sobre o mercado de trabalho, podendo gerar aumento do desemprego e da informalidade. Para reduzir esse impacto, ele defende a necessidade de empreender um processo de transformação produtiva que gere empregos.

“Depois de quase uma década de avanços significativos, durante os quais o desemprego regional caiu para taxas mínimas históricas, agora temos de nos preparar para um aumento nos próximos anos”, disse Ryder.

Saiba Mais

Segundo a OIT, a taxa média de desemprego urbano na América Latina e no Caribe caiu de 11% para 6,1% nos últimos dez anos. Este ano, com a continuidade do crescimento econômico lento, a taxa pode atingir 6,3%. Divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa de desemprego no país subiu para 7,4% nos meses de dezembro, janeiro e fevereiro, saindo de 6,5% nos meses de setembro, outubro e novembro de 2014.

“Temos que encontrar outros modelos de desenvolvimento que gerem mais e melhores empregos para todos”, disse Ryder, referindo-se aos países da América Latina e do Caribe. Segundo ele, é preciso diversificar o modelo de produção e incluir mais pessoas e empresas nos frutos do crescimento econômico. Somente para absorver os jovens que entrarão no mercado de trabalho, será preciso criar 50 milhões de empregos na região, afirmou o diretor-geral da OIT.

No Panamá, Ryder participa de vários fóruns com líderes empresariais do continente americano, representantes de governo e também com sindicalistas. Segundo ele, é difícil criar postos de trabalho quando a economia não vai bem e é difícil mudar modelos em vigor, mas é necessário começar a trabalhar neste sentido, com diálogo entre as partes envolvidas.

“O diálogo social é fundamental para alcançar a equidade na região, que é muitas vezes descrita como a mais desigual do mundo”, afirmou Ryder. De acordo com a OIT, o setor informal é muito forte na região, empregando 47% dos trabalhadores. Além disso, seis de cada dez jovens só encontram emprego em condições de informalidade.

 

Agência Brasil

 

Piffero garantiu confiança num acerto com o jogador, mas que "vai doer no bolso" - Crédito: Ricardo Giusti

Inter

Renovação com Alex ocorrerá
com redução salarial

Inter

Julgamento do caso Fabrício será após semifinal do Gauchão

    Bolzan prestigiou aniversário do Inter como "gesto de civilidade" - Crédito: Fabiano do Amaral Grêmio

    Bolzan projeta liberação de torcida mista em reunião com BM

     

    Incêndio em tanques de combustível em Santos é controlado pelos bombeiros depois de nove dias:

    http://glo.bo/1yetqyz

     

    Nova fase da Lava Jato investiga fraudes em contratos da Saúde e da Caixa

    Polícia Federal (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

    Polícia Federal começa hoje nova fase da Operação Lava Jato, com a prisão de sete pessoasMarcelo Camargo/Agência Brasil

    A 11ª fase da Operação Lava Jato, deflagrada na manhã de hoje (10) pela Polícia Federal, investiga a existência de um esquema criminoso de fraude em contratos de publicidade do Ministério da Saúde e da Caixa Econômica Federal. Segundo a PF, as novas investigações revelam que o deputado cassado André Vargas (sem partido-PR) é suspeito de receber propina da agência de publicidade Borghierh Lowe Propaganda e Marketing Ltda., responsável pelas contas publicitárias do banco estatal e do Ministério da Saúde.

    Saiba Mais

    André Vargas foi um dos sete presos hoje pela PF. Além disso, a Justiça Federal no Paraná decretou o sequestro de uma casa do ex-deputado em Londrina (PR). Além do ex-petista, foram presos preventivamente os ex-deputados federais Luiz Argôlo (SD-BA) e Pedro Corrêa (PP-PE) – condenado na Ação Penal 470, o processo do mensalão. Foram levados ainda para a Superintendência da PF, em Curitiba, Leon Vargas, irmão de André Vargas, Ivan Vernon da Silva Torres, Elia Santos da Hora (secretária de Argôlo) e Ricardo Hoffmann, diretor da agência Borghierh Lowe Propaganda.

    “Em síntese, a agência de publicidade Borghierh Lowe Propaganda e Marketing Ltda teria contratado serviços das empresas E-noise, Luis Portela, Conspiração, Sagaz e Zulu Filmes para a realização de serviços de publicidade para as referidas entidades públicas [Caixa e Ministério da Saúde], e as orientado a realizar pagamentos de comissões de bônus de volume nas contas das empresas Limiar e LSI controladas por André Vargas e seus irmãos”, informa trecho do despacho do juiz federal 13ª Vara Federal de Curitiba Sérgio Moro, responsável pelos processos decorrentes da Lava jato.

    Deflagrada em março do ano passado para investigar um esquema de corrupção em contratos da Petrobras envolvendo as maiores empreiteiras do país, além de partidos e agentes políticos, o Ministério Público Federal e a Polícia Federal passam, agora, a investigar esquemas criminosos em contratos em outros órgãos públicos sem relação direta com a estatal de petróleo. “A partir de agora, os contratos de publicidade passam a ser um dos focos de investigação da Lava Jato”, disse o delegado federal Márcio Anselmo.

    Presos hoje, os ex-deputados federais Luiz Argôlo e Pedro Corrêa são suspeitos de receber propina do doleiro Alberto Youssef oriunda de fraude em contratos da Petrobras. Argôlo também é apontado pelo MPF e pela PF como sócio de Youssef. O ex-parlamentar baiano foi citado no ano passado, mas, como tinha foro privilegiado, as investigações foram interrompidas e retomadas após ele deixar o Congresso. 

    O Ministério da Saúde informou que divulgará uma nota sobre o assunto. A Caixa disse que abrirá apuração interna para averiguar os fatos e que encaminhará imediatamente todos os contratos relacionados às empresas citadas à Controladoria-Geral da União, Polícia Federal e ao Ministério Público. A empresa de publicidade Borghierh Lowe Propaganda e Marketing Ltda. não atendeu às ligações da Agência Brasil.

     

    Agência Brasil

     

    Bairros terão aplicação de inseticida - Crédito: Betina Carcuchinski/PMPA

    Saúde

    Porto Alegre tem mais dois casos de dengue confirmados

     

    Uma de suas obras em bronze,

    Exposição

    Mostra inédita de Marino Marini estreia neste sábado no Iberê

     

    Se projeto for aprovado monumento a Castelo Branco, no Parcão, terá que mudar de nome - Crédito: Carla Ruas / CP Memória

    Porto Alegre

    Câmara recebe que extingue nomes ligados à Ditadura

    Imposto pode subir para garantir ajuste fiscal pelo governo

    Ministro da Fazenda não descartou aumento na Contribuição Social sobre Lucro Líquido - Crédito: Fabio Rodrigues Pozzebom /Agência Brasil/  CP

    Imposto pode subir para garantir ajuste fiscal pelo governo

    Levy não descartou aumento na Contribuição Social sobre Lucro Líquido

      Trânsito

      Três mulheres morrem em acidente na ERS 324, em Nova Prata

      TJ aceitou justificativa da prefeitura de que a lei trata de tema de competência privativa do Poder Executivo - Crédito: Samuel Maciel / CP Memória

      Porto Alegre

      Justiça suspende lei que obriga ar-condicionado nos ônibus

        Tenente da BM é morto na zona Norte de Porto Alegre - Crédito: Mauro Schaefer Polícia

        Tenente da BM é morto na zona Norte

          Obama e Raúl Castro apertam as mãos em encontro histórico - Crédito: Presidência Panamá/AFP/CP

          Cúpula das Américas

          Obama e Raúl Castro apertam as mãos em encontro histórico

           

          Especialistas querem que museu de Cora Coralina mostre artista mais humana

           

          Andreia Verdélio – Enviada Especial Edição: Lílian Beraldo

          Casa de Cora Coralina às margens do Rio Vermelho (Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

          Casa de Cora Coralina às margens do Rio Vermelho Marcello Casal Jr/Agência Brasil

          A velha casa da ponte, forma como Cora Coralina chamava o lugar onde nasceu, tinha um valor afetivo muito grande para a poetisa. Depois de viver 45 anos no estado de São Paulo, ela volta a morar em Goiás e vende doces para juntar dinheiro e comprar a casa que um dia foi de seus pais. Hoje, restaurada, a casa abriga o museu Casa de Cora Coralina, inaugurado em 1989. Não é difícil encontrar o lugar. Às margens do Rio Vermelho, de longe, o busto de uma senhora na janela já aponta o caminho certo.

          Diretora do museu Casa de Cora Coralina, Marlene Vellasco, diz que a obra da escritora reflete a vida dura e simples que ela levou (Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

          Diretora do museu Casa de Cora Coralina, Marlene Vellasco, diz que a obra da escritora reflete a vida dura e simples que ela levouMarcello Casal Jr. / Agência Brasil

          “Ela convivia nesse quintal, aqui criou seu mundo imaginário e as irmãs não entendiam por que ela brincava com as formiguinhas, com as rolinhas, sua imaginação fluía nesse quintal”, conta a diretora do museu, Marlene Vellasco, explicando que a Casa não tem apoio institucional e é mantida com a venda de ingressos, de souvenirs e de projetos especiais dos quais participam.

          >> Confira o especial sobre Cora Coralina

          Neto de Cora Coralina, Paulo Sérgio Bretas de Almeida Salles chegou a morar nove meses na casa com a avó. Segundo ele, Cora, que viveu até os 95 anos, marcou profundamente sua vida. “Quando vim para a universidade, em Brasília, comecei a conhecê-la e, entendendo mais do mundo, entender a poesia dela. Foi uma descoberta para mim. Ela me aconselhava, mas jamais repreendendo, e sim, dirigindo meu pensamento.”

          Paulo se diz influenciado até hoje pelas lições de otimismo da avó. “Não era um otimismo ingênuo, ele vinha acompanhado da receita de transformação pelo trabalho. O trabalho faz mudar”, diz ele que é biólogo e secretário de Ciência e Tecnologia do Distrito Federal.

          O neto da poetisa destaca que, na juventude de Cora, a família não entendia muito bem essa forma diferente de ver o mundo, mas convivia com aquilo. Ele também desfaz alguns mitos sobre a história da saída de Cora de Goiás.

          Saiba Mais

          “Ela se casou com um homem que era casado, mas separado, e foi viver com ele. Aquilo, para a sociedade, não era uma coisa trivial, mas ela lutou pela relação. A história de que ela teve uma grande briga com a família é um mito. A mãe dela inclusive mandou um bilhete dizendo que sentia muita falta dela, nada que indicasse desavença, mas é claro, que a mãe sentiu a pressão da sociedade.”

          Outro mito que Paulo Sérgio desfaz é a de que ela e o marido tenham fugido a cavalo. “Cora não era mulher de fugir, isso não combina com Cora Coralina, ela enfrentou todas as dificuldades com altivez”, disse ele, explicando que existem registros que mostram que eles fecharam as contas, pagaram as dívidas, atitudes próprias de quem vai se mudar, aí sim, pressionados pela situação.

          A escritora era corajosa, e a visita ao museu dá uma dimensão das coisas que ela enfrentou na vida. Para a professora da Universidade Federal de Goiás (UFG) Maria Meire de Carvalho, entretanto, o museu Casa de Cora Coralina quer “esconder” a parte humana, a pessoa que erra, que tem fragilidades e angústias. “Eles escolheram o recorte que querem contar da história, mas ainda não é apresentada a Cora que eu vejo, por exemplo. A poesia da vida sofrida, de uma mulher anciã que foi reconhecida no final da vida, essa é a história. Existe uma mulher que tem muito mais poder que aquela que é apresentada. As coisas que ela não podia denunciar, ela colocou na poesia, várias Coras ainda estão para serem descobertas.”

          Professora de literatura da Universidade Estadual de Goiás Ebe Maria de Lima Siqueira diz que vida e obra de Cora Coralina ainda precisam ser compreendidas pela população da cidade (Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

          Professora de literatura da Universidade Estadual de Goiás Ebe Maria de Lima Siqueira diz que vida e obra de Cora Coralina ainda precisam ser compreendidas pela população da cidadeMarcello Casal Jr. / Agência Brasil

          Segundo a professora de literatura da Universidade Estadual de Goiás (UEG) Ebe Maria de Lima Siqueira, Cora apresenta em sua obra as várias fases de sua vida.

          “Quando pegamos os poemas da infância, se não tomar cuidado, pensamos que ela foi uma criança infeliz, muito abandonada pela mãe que queria um filho homem e nasce mulher, por uma casa feita de mulheres tradicionais e ela fugia à regra, o abandono das irmãs que a preteriam pela sua fragilidade física. Enfim, se você tiver esse olhar superficial para poesia você pensa: meu Deus, que tragédia é essa?”

          A professora explica, entretanto, que é possível perceber que ela foi uma criança que inventava, que brincava com os insetos, fazia os próprios brinquedos, tinha amigos imaginários. “Talvez o fato de Cora ter dado ênfase nesse aspecto mais doloroso, evidencie apenas uma mulher de ressentimentos, mas não, ela era um ser humano que também tinha os momentos de angústia, solidão, a fragilidade maior dela era o fato de ser só, mas ela resolve isso de alguma forma quando se volta para a leitura e para a escrita”, disse Ebe.

          Essa dedicação da escritora acabou rendendo a ela títulos e prêmios ainda em vida. “Ela ganha o troféu Juca Pato [da União Brasileira de Escritores], que mulher nenhuma havia ganhado até então”.

          Para Ebe, falta ao museu incentivar essa interação da poesia de Cora com a cidade e a casa que ela tanto amou. “Se tomarmos Cora pela poesia, vamos ter uma capacidade muito grande de nos reconhecermos ali, de vermos a nossa face espelhada. Precisamos, então, desinstitucionalizar o museu, deixar ele ser uma casa viva.”

          “Eu penso que é isso que Cora imagina que deveria acontecer. Precisamos ocupar os espaços culturais dessa cidade com as pessoas dessa cidade e Cora é aquela que está na frente, nos guiando”, completa a especialista, sugerindo a criação de projetos sociais – como uma cooperativa de doceiras – que possam ser apoiados pelo museu.

           

           

          Agência Brasil

           

          Bombeiros trabalham para evitar novos focos de incêndio em Santos

           

          Marli Moreira - Repórter da Agência Brasil Edição: Stênio Ribeiro

          Saiba Mais

          Pelo nono dia seguido, os bombeiros continuam trabalhando no local do incêndio que atingiu seis tanques de combustíveis, no último dia 2, da empresa Ultracargo, no terminal da Alemoa, em Santos, litoral paulista. Na manhã de hoje (10), eles extinguiram de vez os focos do último tanque onde havia queima pelo armazenamento de gasolina. Mas o incêndio já estava controlado desde ontem (9).

          O desafio agora é afastar qualquer ameaça de ressurgimento do fogo, por causa do derramamento de combustíveis próximo ao solo. Por isso, a missão está concentrada no resfriamento da área dos diques de contenção, onde existe a mistura de água utilizada no combate ao incêndio com combustíveis que vazaram e restos da espuma lançada sobre as chamas.
          Os bombeiros trabalham também na procura e fechamento de válvulas das tubulações.

          Estava prevista para hoje (10), a chegada de técnicos norte-americanos especializados em lidar com esse tipo de ocorrência, mas a equipe não veio. Segundo a prefeitura de Santos, os técnicos ainda devem vir, nos próximos dias, em data ainda indefinida.

           

          Agência Brasil

           

          Reunião do Confaz termina sem consenso sobre redução do ICMS

           

          Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil Edição: Fábio Massalli

          A reunião do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), hoje (10) em Goiânia, terminou sem acordo sobre a redução do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) interestadual – cobrado quando uma mercadoria passa de um estado para outro. A medida é considerada essencial para pôr fim à guerra fiscal entre os estados.

          Segundo o Confaz, Ceará, Paraná, Rio Grande do Norte e Pernambuco votaram contra o convênio.  O Amazonas prometeu enviar uma resposta até o início da próxima semana. As regras do Confaz, órgão que reúne o Ministério da Fazenda e os secretários de Fazenda de 26 estados e do Distrito Federal, exigem que os acordos sejam aprovados por unanimidade.

          Goiás, Espírito Santo e Santa Catarina, três estados que anteriormente tinham se manifestado contra os termos da unificação do ICMS, reverteram a posição e votaram a favor. O fechamento do acordo facilitaria a aprovação, pelo Senado, da resolução que unifica, de forma gradual, a alíquota do ICMS interestadual em 4% em oito anos. Mesmo assim, os parlamentares podem votar o tema sem a concordância dos quatro estados. O texto está parado na Casa desde 2013.

          Ao abrir o encontro, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, havia pedido que os estados chegassem a um acordo. Ele reiterou a necessidade de que o ICMS seja uniformizado. O ministro prometeu estudar formas de criar fundos federais ou instrumentos financeiros que compensem a perda de arrecadação dos estados, mas disse que é cedo para se comprometer com valores ou fórmulas e que os empréstimos não podem provocar prejuízo fiscal à União.

          No último dia 31, em audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, o ministro tinha admitido a possibilidade de que o prazo para a convergência das alíquotas fosse estendido para até dez anos. Para ele, o importante é a unificação do ICMS sair do papel para dar clareza de regras e atrair investimentos privados nos estados.

           

          Agência Brasil

          STF autoriza prisão do ex-deputado Pedro Corrêa

          Ex-presidente do PP, Pedro Corrêa, foi preso também por participar do Mensalão - Crédito: Bobby Fabisak / JC / CP Memória

          Lava Jato

          STF autoriza prisão do ex-deputado Pedro Corrêa

           

          No Panamá, Dilma defende investimentos em educação e infraestrutura

           

          Paulo Victor Chagas – Repórter da Agência Brasil Edição: Fábio Massalli

           Integração Produtiva para o Desenvolvimento Inclusivo (Roberto Stuckert Filho/PR)

          Dilma fez uma defesa do que chamou de “grande esforço de ajuste fiscal” como medidas necessárias ao reequilíbrio do crescimento brasileiro Roberto Stuckert Filho/PR

          Em discurso nesta sexta-feira (10), na Cidade do Panamá, a presidenta Dilma Rousseff destacou, diante de plateia de empresários de diversos países do Continente Americano, os investimentos em infraestrutura e em educação necessários para que o Brasil continue crescendo “de forma sustentável” e citou a integração regional como um dos compromissos a ser priorizado por ela nos próximos anos.
          Ela fez também uma defesa do que chamou de “grande esforço de ajuste fiscal” que vem promovendo no país como medida necessária ao reequilíbrio do crescimento brasileiro.

          A presidenta iniciou sua fala celebrando a “acelerada inclusão social” ocorrida no Brasil, que já foi “um país extremamente desigual”. “Eu quero dizer que a grande mudança que o Brasil deseja e encaminhou nesses últimos anos é se transformar em um grande país de classe média. Esse é o objetivo da nação brasileira”, afirmou.

          Dilma discursou ao lado dos presidentes dos Estados Unidos, Barack Obama; do México, Enrique Peña Nieto, e do Panamá, Juan Carlos Varela. Eles participaram, na Cidade do Panamá, de um debate do Foro Empresarial das Américas, cujo tema este ano é Integração Produtiva para o Desenvolvimento Inclusivo. Na noite de hoje, os chefes de Estado e de Governo dos 35 países das Américas e do Caribe participam da abertura da 7ª Cúpula das Américas, também no Panamá.

          Em uma breve fala inicial, a presidenta disse que a infraestrutura e a inovação são fatores estruturais para a continuidade do crescimento brasileiro. Dilma classificou a educação de “único jeito” de assegurar inclusão social permanente. Quanto à infraestrutura, a presidenta apontou como fundamentais tanto investimentos logísticos quanto urbanos.

          “Mobilidade urbana e habitação como infraestruturas sociais são fundamentais. Junto com ferrovias, portos, aeroportos e toda expansão energética necessária para assegurar o crescimento”, afirmou. Algumas obras que o Brasil desenvolve com outros países americanos nesse quesito foram citadas pela presidenta como exemplos de parcerias com diferentes governos e empresários, como o Porto de Mariel em Cuba, o Pólo Petroquímico da Cidade do México e a construção e o financiamento dos gasodutos sul e norte na Argentina.

          “Acho que a integração regional das nossas economias funciona como um fator que expande as nossas fronteiras, oportunidades e economias. Daí porque o Brasil se dedicou nos últimos anos a investir fortemente na integração de infraestrutura”, disse.

          Após defender, no discurso, a importância da inovação para a melhoria de renda dos brasileiros e o desenvolvimento de setores-chave do país como agricultura e indústria, Dilma voltou ao tema quando respondia aos empresários. Segundo ela, a ciência e a tecnologia podem fomentar um aprimoramento na quantidade mas também na qualidade do ensino dos países.

          “O grande desafio de países como o Brasil é a educação – consideramos que ela tem que estar no centro do processo tanto de crescimento econômico quanto de inclusão social”, destacou a presidenta, complementando que é necessário que o país exerça atividades que agreguem valor. “Eu acho que a América Latina, e todos nós temos de almejar sermos produtores de valor agregado, utilizadores do conhecimento como forma de garantir que os nossos povos de fato tenham acesso a um padrão de vida de classe média.”

          O presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento, Luis Alberto Moreno, foi o mediador do debate, para o qual centenas de líderes empresariais foram convidados. Nomes como Mark Zuckerberg, fundador e presidente do Facebook, foram confirmados como oradores do evento.

           

           

          Agência Brasil

           

          Atores e amigos lamentam morte da crítica teatral Bárbara Heliodora

           

          Alana Gandra e Paulo Virgilio - Repórteres da Agência Brasil* Edição: Aécio Amado

          O Hospital Samaritano confirmou a morte hoje (10), de manhã, da crítica teatral Bárbara Heliodora, de 91 anos. Ela estava internada desde março passado. O corpo será velado amanhã (11) no Cemitério Memorial do Carmo, no Caju, zona portuária do Rio de Janeiro, a partir das 8h. A cerimônia de cremação está programada para as 15h.

          Bárbara Heliodora

          Bárbara Heliodora traduziu boa parte da obra de ShakespeareVanor Correia/Governo do Estado do Rio de Janeiro

          A secretária de Estado de Cultura, Eva Doris Rosental, disse que o teatro brasileiro está de luto com a perda de uma pessoa que dedicou toda a vida a ele, como uma das críticas mais respeitadas do país, traduzindo Shakespeare, escrevendo livros e ensinando a arte do palco a gerações de alunos.

          A atriz Zezé Motta lamentou a morte e disse à Agência Brasil que Bárbara Heliodora era uma mulher que sabia tudo de teatro e deu uma grande contribuição para o setor, não só com suas pesquisas, mas como crítica também. “Tem pessoas que implicam com a crítica, mas eu acho que crítica faz parte. Uma vez, ela me criticou, mas para mim foi útil. Eu mexi no que ela tinha criticado e ficou melhor o show. Enfim, foi uma grande perda. Mas ela deixou um legado que várias gerações vão ainda usufruir.”

          “Bárbara era uma pessoa importante para o teatro brasileiro”, definiu a atriz Cristina Pereira. Segundo Cristina, apesar da avaliação rigorosa das peças teatrais, que a fazia temida pela classe teatral, os atores e as atrizes ficavam esperando com ansiedade a crítica de Bárbara Heliodora. “A opinião dela fazia parte do cotidiano do teatro. É uma grande perda. Era uma mulher de personalidade, uma intelectual, uma pessoa culta, conhecedora e amante do teatro. Ela fez parte da nossa vida de atores, de operários da arte.”

          “Amiga da vida inteira”, a diretora teatral e atriz Jacqueline Laurence lamentou também a morte de Bárbara, a quem considerava uma mulher apaixonada pelo teatro, que foi se tornando uma das personalidades culturais mais importantes do país, com uma enorme contribuição à cultura brasileira. "Marcou o grande público e a classe teatral inteira com a sua personalidade, sua presença, a força do seu trabalho crítico e incentivador do teatro”, disse Jacqueline. A diretora ressaltou que Bárbara sempre soube separar a relação de amizade com ela de sua condição profissional como atriz e diretora de teatro. Para Jacqueline Laurence, Bárbara Heliodora foi a maior crítica de teatro de toda uma geração.

          Considerada a maior autoridade no Brasil na obra de William Shakespeare, Bárbara Heliodora, filha mais nova do casal de intelectuais Anna Amélia e Marcos Carneiro de Mendonça, atribuía à mãe a paixão pela obra do dramaturgo inglês. Em 2005, por ocasião do lançamento de um de seus livros sobre o autor - O Homem Político em Shakespeare - ela se definiu, em entrevista ao jornal O Globo, do qual era crítica teatral, como “presidente do fã-clube de Shakespeare”.

          Na ocasião, Bárbara contou que, aos 12 anos, ganhou da mãe Anna Amélia o primeiro volume das obras completas do dramaturgo. “A partir daí, Shakespeare tem sido um grande e bom amigo ao longo dos anos”. A carreira de crítica teatral começou em 1958, no hoje extinto jornal Tribuna da Imprensa. No mesmo ano, ela se transferiu para o Jornal do Brasil, onde assinou uma coluna teatral até 1964. Reconhecida pela seriedade, erudição e rigor de seu trabalho, ela decidiu naquele ano afastar-se da crítica para atuar na direção do Serviço Nacional de Teatro (SNT).

          Do final da década de 1960 até 1985, Bárbara Heliodora exerceu o magistério, primeiramente no Conservatório Nacional de Teatro e depois no Centro de Letras e Artes da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Uni-Rio), onde foi titular da cadeira de História do Teatro. A partir de 1986, voltou a exercer a crítica teatral, primeiramente na revista Visão e depois no jornal O Globo, até janeiro do ano passado, quando decidiu deixar o cargo, aos 90 anos de idade.

           

          Agência Brasil

           

          Professores de São Paulo decidem manter greve

           

          Bruno Bocchini - Repórter da Agência Brasil Edição: Marcos Chagas

          Os professores paulistas decidiram hoje (10), em assembleia geral, manter a greve iniciada há 28 dias. A assembleia dos professores, realizada na Praça Roberto Gomes Pedrosa, próxima ao Palácio dos Bandeirantes, teve a presença de pelo menos 5 mil pessoas, segundo a Polícia Militar.

          Saiba Mais

          Após a decisão, os professores seguiram para a sede do governo paulista. Eles reivindicam a abertura de negociação com o governo do estado, além de reajuste de 75,33% para equiparação salarial com as demais categorias de nível superior e a incorporação do bônus concedido aos professores, com base no rendimento dos profissionais.

          Na última semana, os professores bloquearam o tráfego em rodovias para pressionar o governo a negociar. Ontem (9), a Rodovia Anchieta foi fechada por cerca de uma hora pelos profissionais de ensino de São Bernardo do Campo.

          Em nota, a Secretaria da Educação do Estado disse que permanece aberta ao diálogo e que, neste ano, reuniu-se quatro vezes com os sindicatos que representam os servidores.

          "Os professores da rede estadual paulista que receberam reajuste salarial em agosto contam com piso salarial 26% superior ao estabelecido em todo o país, com um aumento salarial de 45% nos últimos quatro anos. Este mês a pasta iniciou o pagamento do maior bônus da história, que totaliza R$ 1 bilhão", destaca a nota.

           

          Agência Brasil

          Obama e Castro têm encontro histórico no Panamá

          Obama e Raúl Castro apertam as mãos em encontro histórico - Crédito: Presidência Panamá/AFP/CP

          Obama e Castro têm encontro histórico no Panamá

          Cúpula teve primeira conversa entre presidentes de EUA e Cuba em 50 anos

            Trânsito

            Três mulheres morrem em acidente na ERS 324, em Nova Prata

            TJ aceitou justificativa da prefeitura de que a lei trata de tema de competência privativa do Poder Executivo - Crédito: Samuel Maciel / CP Memória

            Porto Alegre

            Justiça suspende lei que obriga ar-condicionado nos ônibus

              Tenente da BM é morto na zona Norte de Porto Alegre - Crédito: Mauro Schaefer Polícia

              Tenente da BM é morto na zona Norte

               

              Trinta anos sem Cora: poesia foi marcada por memórias de vida simples e dura

               

              Andreia Verdélio - Enviada Especial Edição: Lílian Beraldo

              “Este nome não inventei, existe mesmo, é de uma mulher que vive em Goiás: Cora Coralina. (...) Na estrada que é Cora Coralina passam o Brasil velho e o atual, passam as crianças e os miseráveis de hoje. O verso é simples, mas abrange a realidade varia. (...) Assim é Cora Coralina, repito: mulher extraordinária, diamante goiano cintilando na solidão (...).”

              Publicadas em 1980 no Jornal do Brasil, as palavras de Carlos Drummond de Andrade levaram a obra da poetisa Cora Coralina – que morreu há 30 anos, no dia 10 de abril de 1985 – ao restante do país.

              >> Confira o especial sobre Cora Coralina

              Nascida na cidade de Goiás em 1889, Cora começou a escrever em 1911. Eram contos e crônicas publicados nos jornais da época. Depois da Semana de Arte Moderna de 1922, ela se reconheceu no modernismo e seguiu esse caminho, ficando conhecida como poetisa.

              Saiba Mais

              “O que Cora produziu está muito bem escrito no ideário modernista, ela trabalha com verso livre, busca o cotidiano, o coloquial, ela tem versos longos contaminados da prosa. Pensando que escreveu até as vésperas da morte, ela continua escrevendo em um tempo contemporâneo, mas persiste nesse ideário”, explicou a professora de literatura da Universidade Federal de Goiás (UFG) Goiandira de Fátima Ortiz de Camargo.

              A pesquisadora diz que o tema da memória e a recuperação do passado foram recorrentes na poesia de Cora. “A cidade, a sua geografia, os casarios, os becos, as pessoas mais simples, a irmandade de Cora com os páreas, a mulher da vida, o presidiário, aquele que está à margem, a solidariedade, tanto que o aniversário de nascimento dela, 20 de agosto, se tornou o dia do vizinho em Goiás. Ela acredita que vivemos com o outro e temos que cantar o outro com uma responsabilidade social.”

              “Cora é uma poetisa que tem uma linguagem mais rude, como as pedras da cidade de Goiás. Embora sua poesia transcenda limites de tempo e local, é uma poetisa de fala mais direta, as imagens dela são como incrustações no meio dos versos”, define Goiandira.
              O primeiro livro de Cora, Poemas dos Becos de Goiás e Estórias Mais (1965), foi publicado quando ela tinha 76 anos. “A obra dela é uma obra real, ela toca as pessoas, não é uma obra voltada ao sentimentalismo, mas ela não usa palavras negativas em sua obra. ‘Não posso, nunca, jamais’ são expressões que não aparecem, mas aparecem as palavras dureza, pedra. A pedra é uma palavra recorrente na sua obra, no sentido de dureza, de enfrentamento da vida”, explicou a diretora do museu Casa de Cora Coralina, Marlene Vellasco.

              A poetisa, que viveu até os 95 anos, ainda publica mais dois livros em vida: Meu Livro de Cordel, em 1976, e Vintém de Cobre - Meias Confissões de Aninha, em 1983.

              Para a professora de literatura da Universidade Estadual de Goiás (UEG) Ebe Maria de Lima Siqueira, Cora Coralina fez uma escolha pela simplicidade. “Ela escreveu sobre gente simples, sobre as mulheres que ela via passar pela janela, a lavadeira, a mulher roceira, a proletária, a linguaruda.”

               

              Agência Brasil

               

              Vida e obra de Cora Coralina são marcadas por ideais feministas e libertários

               

              Professora da Universidade Estadual de Goiás Ebe Maria de Lima Siqueira explica que a academia mudou sua percepção sobre a obra de Cora Coralina

              A poetisa Cora Coralina é considerada por estudiosos e especialistas em sua obra como uma mulher forte e libertária. Embora não tenha incorporado o discurso feminista, a forma como ela se impôs na sociedade machista e conservadora em que vivia fez com que também pudesse ser estudada sob a perspectiva de gênero.

              Nascida e criada na cidade de Goiás, Cora saiu de lá em 1911 para poder viver ao lado do advogado Cantídio Tolentino de Figueiredo Bretas, que era casado. Criou quatro filhos trabalhando no interior de São Paulo, após a morte do marido. E, 45 anos depois, teve a coragem de voltar para buscar suas memórias e escrever sobre aquele espaço. “Na cidade de Goiás, como antiga capital do estado, havia uma agitação cultural forte e mulheres inscritas no tradicionalismo, no conservadorismo da cidade, mas que também atuavam”, disse a professora de literatura da Universidade Federal de Goiás (UFG) Goiandira de Fátima Ortiz de Camargo.

              >> Confira o especial sobre Cora Coralina

              Cora publica seus primeiros textos no semanário A Rosa, dirigido por ela própria e outras poetisas. De acordo com Goiandira, a poetisa, que viveu até os 95 anos, não se inspira apenas nas mulheres, mas lia poetas como Almeida Garrett e textos que vinham do exterior. “Ela estava alguns passos à frente dessas mulheres que escreviam nos moldes tradicionais, sonetos, poesia metrificada, ou simbolista ou parnasiana. Elas tinham medidas. Cora não, Cora era da desmedida. Seus primeiros versos assustaram tanto as pessoas que os imputaram ao primo dela Luiz do Couto”, contou Goiandira.

              Professora da Universidade Federal de Goiás Maria Meire de Carvalho ressalta a poesia de Cora Coralina como ação política de emancipação das mulheres (Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

              Professora da Universidade Federal de Goiás Maria Meire de Carvalho ressalta a poesia de Cora Coralina como ação política de emancipação das mulheresMarcello Casal Jr. / Agência Brasil

              Saiba Mais

              “Eu vejo a Cora como uma feminista de vanguarda”, explicou a professora da UFG Maria Meire de Carvalho.

              Doutora em gênero e estudos feministas pela Universidade de Brasília (UnB), a especialista diz que Cora atuou ativamente, mas não se reconhecia como feminista, assim como outras mulheres que romperam padrões a seu tempo.

              “Às vezes as mulheres têm medo de dizer que são feministas porque pega mal. Mas esse pegar mal na sociedade já mostra a cultura machista. Uma feminista é aquela que tem metas que ultrapassam as impostas. E as ações de Cora estavam totalmente envolvidas no processo de emancipação das mulheres”, explica Maria Meire.

              Professora de literatura da Universidade Estadual de Goiás Ebe Maria de Lima Siqueira diz que vida e obra de Cora Coralina ainda precisam ser compreendidas pela população da cidade (Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

              Professora de literatura da Universidade Estadual de Goiás Ebe Maria de Lima Siqueira diz que a vida e a obra de Cora Coralina ainda precisam ser compreendidas pela população da cidadeMarcello Casal Jr. / Agência Brasil

              Para a professora de literatura da Universidade Estadual de Goiás Ebe Maria de Lima Siqueira, essa face de Cora, como uma mulher que estava rompendo limites, estava muito clara na cabeça dela, embora o conservadorismo da formação que recebeu também fosse muito presente.

              “Ela dizia que mulher não devia trabalhar, tanto que ela cuidou dos filhos, foi dona de casa, e, enquanto esses filhos não se encaminharam, ela não deu seu grito de independência”, disse Ebe.

              Para a pesquisadora, Cora tinha essa consciência de gênero, mas não no sentido de uma liberação sexual. Embora tenha sido ousada para o tempo dela, pelos registros históricos e depoimentos, ela foi fiel ao marido e a essa memória até a morte. “Para romper isso ainda precisaria de mais 50 anos de vida de Cora, tanto que voltar para a cidade de Goiás tinha esse papel [de rompimento]. Quando ela diz que está escrevendo para gerações futuras, ela sabia que não ia encontrar eco na sua geração”, disse Ebe.

              Para Maria Meire, a crítica dela é um autorretrato. “Ela fala muito de memórias da infância, ela tinha a perspectiva de que era a menina mal-amada, a menina feia da ponte da Lapa, aquela que estava fora dos padrões normativos, todos esses rótulos. E depois de ter a coragem de voltar à cidade, ainda continua sendo rotulada. Por isso que eu falo, não precisa descrever e colocar na testa de nenhuma mulher que ela é feminista. São suas ações que imprimem esses significados.”

              A professora Ebe Maria conta que desenvolve um projeto na cidade de Goiás chamado Mulheres Coralinas, que tem o papel de levar a poesia de Cora como inspiração para 150 mulheres que estão, de certa forma, excluídas de uma vida social, política e econômica. “Gostaríamos que a poesia de Cora reverberasse nas mulheres para que elas pudessem ver que podem conseguir uma independência. É uma porção de pejorativos e ablativos que imprimiram na carne dessa poetisa, e tenho apostado nas novas gerações para desmanchar isso.”

               

              Agência Brasil

              OUTLET ROSSI 2015

              image OUTLET ROSSI 2015 - rsnoticias.net

               

              ROSSI PANAMBY DE 128M² POR R$ 698.700,00

               

              image rossi panamby - www.rsnoticias.net

               

              MAIORES INFORMAÇÕES:

              LUIS AUGUSTO BORGES

              FONE (51) 8039-0049

              e-mail: lborges.foxter@gmail.com

              Não existe previsão de aumento de impostos, afirma Sartori

              Em entrevista ao Jornal do Almoço, governador voltou a defender cortes no orçamento e negar impacto negativo na saúde, educação e segurança

               

              Não existe previsão de aumento de impostos, afirma Sartori Felipe Nyland/Agencia RBS

              Foto: Felipe Nyland / Agencia RBS

              O governador José Ivo Sartori negou que haja previsão de aumentar impostos no Rio Grande do Sul. Em entrevista ao Jornal do Almoço nesta sexta-feira, o governador alertou que qualquer informação neste sentido é apenas especulação.

              Relembre oito frases ditas pelo governador Sartori após eleito
              Confira os principais fatos do governo Sartori desde 1º de janeiro

              Ao ser questionado sobre o uso de Parcerias Público-Privadas, uma medida fortemente defendida por Sartori na campanha eleitoral, ele disse que no segundo semestre deste ano o governo deve começar a utilizá-las para fazer investimentos.

              Sartori também se defendeu das críticas à falta de propostas e investimentos do seu governo:
              Primeiros 100 dias de Sartori no Piratini têm apoio de empresários e críticas da gestão anterior
              Governo rebate críticas e destaca "trabalho e austeridade" como marca dos 100 dias

              – O problema é que as pessoas estão acostumadas com quem vem e promete e promete. Quando tiver coisa para fazer, eu vou anunciar, mas não vou vir aqui fazer show.

              O governador voltou a defender os cortes no orçamento e reafirmar a má situação dos cofres do Estado. Porém, negou que as medidas de contenção de gastos tenham impacto negativo nas áreas da saúde, educação e segurança.
              Aperto nas contas marca primeiros 100 dias de governo Sartori
              Governo Sartori apresenta primeiras propostas à Assembleia

              – Nós estamos em dia com todas as obrigações, todas as casas hospitalares. Não houve corte de hora-extra (de brigadianos), mas tem que ter limitação. As vezes as horas-extras não eram usadas para serviço.

              *Zero Hora

               

              Incêndio em tanques de combustível em Santos é controlado pelos bombeiros depois de nove dias:

               http://glo.bo/1yetqyz

               

              Incêndio em tanques de combustível em Santos é controlado pelos bombeiros depois de nove dias - www.rsnoticias.net

              Na chegada ao Panamá para a Cúpula das Américas, Dilma diz que o Brasil quer ser um país de classe média

               

              http://glo.bo/1I0rOsw

               

              Na chegada ao Panamá para a Cúpula das Américas, Dilma diz que o Brasil quer ser um país de classe média - www.rsnoticias.net

               

              (Reprodução/Zero Hora)

              Em uma semana
              Jardel dispensa segundo chefe de gabinete

               

              A atualização foi uma forma de legitimar uma pesquisa de cientistas da Universidade de Londres (AFP/DPA/OLIVER BERG)

              Admitido pelos EUA
              Maconha pode reduzir células cancerígenas

               

              (Agência RBS/arte ZH)

              Hora do Café
              Menino se emociona em funeral para seu peixe

               

              O negócio é que vai uma turma mais simplória, disse Ed Motta sobre o público brasileiro (Divulgação/Daryan Dornelles)

              Ed Motta se desculpa
              "É fruto da minha cabeça lotada de paranoias"

              (Vagner Rosario/Futura Press/Estadão Conteúdo)André Vargas, terceiro ex-deputado detido, chega à sede da PF para depoimento

              Nova fase da operação
              Juiz bloqueia R$ 40 mi de dois ex-deputados presos na Lava-Jato

              (Luis Macedo/Agência Câmara,Gustavo Lima/ Câmara dos Deputados e Mário Brasil/Agência RBS/Montagem)

              Três ex-deputados e outras quatro pessoas são presos

              (Agência Câmara/Lucio Bernardo Jr.)

              Investigado pelo STF, Heinze presta depoimento à PF

              (Reprodução Facebook/Divulgação)

              Cúpula das Américas
              Dilma se encontra com Mark Zuckerberg no Panamá

              O carro passou em frente ao bitrem, colidiu contra a mureta que divide as pistas e capotou (PRF/Reprodução Víde)

              BR-116
              VÍDEO: carro capota após ser arrastado por carreta

              (Divulgação/Hudson Nogueira/PMPA)

              Ônibus de Porto Alegre
              Justiça derruba lei que obrigava ar-condicionado
              Zona Norte da Capital
              Tenente da Brigada Militar é morto durante assalto

              (Reprodução/Reprodução)

              No RS, no Brasil e no mundo
              Onde serão os protestos antigoverno no domingo

              (Felipe Nyland/Agencia RBS)

              Balanço dos 100 dias
              Não há previsão de aumento de impostos, afirma Sartori

              (Ag. RBS/Lizie Antonello)

              Tragédia na Kiss
              Pai se exalta e precisa ser retirado de audiência judicial

              Operação também envolveu mandados de busca e apreensão (Divulgação/Ministério Público do RJ)

              Lavagem de dinheiro
              Sob investigação, empresário gaúcho é solto no RJ

              Fogo atingiu seis tanques de combustíveis da empresa Ultracargo (ESTADÃO CONTEÚDO/MAURICIO DE SOUZA)

              9º dia
              Bombeiros extinguem incêndio em Santos

               

              thumbnail

              Vídeo
              Carro capota após ser arrastado por carreta na BR-11...

              thumbnail

              Reconhecimento
              Yuri Mamute terá 100% de reajuste salarial no Grêmio

              Aluna é mandada para casa por roupa 'reveladora' em escola dos EUA

              Aluna é mandada para casa por roupa 'reveladora' em escola dos EUA.

               glo.bo/1HYJdBM pic.twitter.com/oljZdkvU73

              Ver no Twitter

               

              Denarc prende 6 traficantes em duas ações na Mathias Velho, Canoas, e Restinga, POA. 10,6 kg de maconha apreendidos

               @RdGaucha #GauchaHoje

              Ver no Twitter

               

               

               

               

               

               

               

               

               

               

               

               

               

               

               

               

               

               

               

               

              Carta aberta dos maçons à presidente Dilma!!! (E-mail recebido aqui no RS Notícias)

               

              MUDAR DE CASA

               

               

               

              #GauchaHoje Dívida atrasada do cartão de crédito triplica em um ano

               wp.clicrbs.com.br/acertodecontas… @RdGaucha

              Ver no Twitter

               

              Veja 10 coisas ilegais ou muito estranhas que estão à venda na deep web r7.com/ccBB

              Ver no Twitter

               

              PROVÁVEL Inter para o jogo contra o Brasil, com reservas e preservações

               @FuteboldaGaucha

              Ver no Twitter

               

              RT @JornalOGlobo URGENTE: Avião de pequeno porte cai na Praia do Leblon.

               glo.bo/1z1LM0T

              Ver no Twitter