Bancos pedirão teto maior para crédito imobiliário

por ALINE BRONZATI

Abecip irá pedir ao governo para aumentar o limite do valor dos imóveis financiados pelo SFH de R$ 750 mil para, pelo menos, R$ 1 milhão

A Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), que representa os bancos, irá pedir ao governo para aumentar o limite do valor dos imóveis que serão financiados pelo Sistema Financeiro da Habitação (SFH), de R$ 750 mil (em algumas capitais) para, pelo menos, R$ 1 milhão. Estudos sobre o tema serão concluídos nas próximas semanas, segundo o presidente da entidade e diretor do Bradesco, Octavio de Lazari Junior, e têm como objetivo aquecer o setor e evitar o aumento do desemprego na construção civil.

A última elevação no teto do preço dos imóveis que podem ser financiados pelo SFH ocorreu há pouco mais de um ano, em outubro de 2013. Na ocasião, o governo aumentou o limite de R$ 500 mil (antes, em todas as regiões) para R$ 750 mil em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Distrito Federal. Nos demais Estados, porém, o teto foi para R$ 650 mil.

Apesar da escassez de recursos da poupança, que registraram resgates pelo segundo mês consecutivo, preocupar o mercado, o presidente da Abecip explica que é importante manter a cadeia produtiva em funcionamento. A preocupação, segundo Lazari Junior, é com o nível de emprego no setor que tem uma folha de pagamento de mais de 3,3 milhões de pessoas.

"O setor de construção precisa continuar produzindo, pois temos milhões de empregos envolvidos, além de ser um dos mais importantes da economia. Em São Paulo e no Rio de Janeiro, que respondem por 60% do crédito imobiliário, é muito difícil encontrar imóveis de até R$ 750 mil", justifica o presidente da Abecip, em entrevista exclusiva ao Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado.

Em janeiro, o nível de emprego na construção teve queda de 0,34%, em comparação a dezembro. Em um ano, a retração chegou a 6,14%. Foram fechadas 11,4 mil vagas em janeiro, segundo o Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP) e a Fundação Getulio Vargas. Em 12 meses, os postos fechados somam 216.297.
Fonte: Estadão Online - O Estado de S.Paulo - 12/03/2015 e Endividado
 

Dólar encosta em R$ 3,16 e fecha no maior valor em quase 11 anos

O dólar chegou a encostar em R$ 3,16 nesta quinta-feira (12) e fechou no maior valor em quase 11 anos afetado pelo pessimismo com a economia brasileira e por preocupações com os desdobramentos da operação Lava Jato.

Também pesou um relatório da agência Fitch de classificação de risco que estimou que a moeda deveria subir para R$ 3,75 para que as exportadoras brasileiras retomassem sua competitividade.

O dólar à vista, referência no mercado financeiro, subiu 1,23%, para R$ 3,159, o maior valor desde 14 de junho de 2004. No mês, a moeda já sobe 10,7%, enquanto no ano o avanço é de 19,3%.

O dólar comercial, usado em transações no comércio exterior, avançou 1,02%, a R$ 3,161, o maior patamar desde 14 de junho de 2004. No mês, a divisa se valoriza 10,7%, e no ano a alta é de 18,7%.

O Ibovespa, principal índice do mercado acionário brasileiro, fechou praticamente estável, com leve queda de 0,05%, a 48.880 pontos. Das 68 ações negociadas, 43 subiram, 22 caíram e três fecharam estáveis.

PRESSÃO

A moeda foi pressionada por uma preocupação com a economia brasileira, após dados ruins de desemprego e com o relatório do Banco Central que jogou pessimismo ao cenário de inflação.

A taxa média de desemprego do país no trimestre fechado em janeiro fechou em 6,8% -superior ao patamar de 6,5% do trimestre encerrado em dezembro.

Por outro lado, o Banco Central demonstrou pessimismo com a inflação no ano, elevando suas projeções para o aumento da energia elétrica e outros preços administrados.

Mas um dos fatores apontados por analistas foi relatório da agência de classificação de risco Fitch. No documento, ela estimou que o dólar teria que se fortalecer até R$ 3,75 para levar a competitividade das exportadoras brasileiras aos níveis de 2004.

Segundo a Fitch, muitas empresas continuarão precisando de medidas de proteção para enfrentar a ameaça de importações. Produtoras de celulose como Fibria e Suzano, afirma a Fitch, foram capazes de resistir à pressão sobre os custos na última década devido à rápida taxa de crescimento do pé de eucalipto.

Já o setor de minério de ferro, por outro lado, tem desempenho misto. Segundo a Fitch, a Vale é uma líder global, devido a suas dimensões e à qualidade de seu minério, mas CSN, Usiminas e Gerdau têm dificuldades diante dos baixos preços do minério.

"O dólar estava estacionado entre R$ 3,10 e R$ 3,12 pela manhã, mas o comentário da Fitch causou a valorização da moeda", afirma Reginaldo Galhardo, gerente de câmbio da Treviso Corretora.

Galhardo lembra ainda que, em outros anos, as altas seguidas da moeda americana levariam o Banco Central a atuar no mercado, o que não tem ocorrido agora. "O investidor, antigamente, via que com as altas constantes o BC entrava no mercado para saber se era demanda pela moeda ou mera especulação. Hoje ele nem alterou seu programa de rolagem de contratos com vencimento em 1º de abril", avalia.

Para Maurício Nakahodo, economista do Banco de Tokyo-Mitsubishi, outro fator que pesou foi a ameaça de estender a política de valorização do salário mínimo, aprovada na última terça-feira (10), para aposentados e pensionistas.

"Se for aprovado, é ruim do ponto de vista do ajuste fiscal, pois pode atrapalhar a meta de superavit primátio", ressalta.
Na manhã desta terça, o Banco Central deu sequência ao seu programa de intervenções no mercado de câmbio, negociando contratos de swap cambial (equivalentes a uma venda futura de dólares).

CENÁRIO EXTERNO

Durante a manhã o dólar chegou a ser cotado a R$ 3,07 após dados sobre as vendas no varejo nos Estados Unidos decepcionarem por causa do clima frio no país.

O Departamento do Comércio informou nesta quinta-feira que as vendas no varejo caíram 0,6% após contração de 0,8% em janeiro. O declínio nas vendas no mês passado foi quase generalizado, sugerindo que o clima frio e com neve que cobriu os EUA na segunda metade de fevereiro pode ter sido um fator

O dado é um dos observados pelo Federal Reserve (Fed, banco central americano) na hora de definir sua política monetária. Atualmente, discute-se quando a autoridade monetária americana vai começar a subir sua taxa referencial de juros.

Um aumento dos juros deixa os títulos americanos -considerados de baixo risco e cuja taxa de remuneração acompanha a oscilação do juro básico- mais atraentes aos investidores internacionais, que preferem aplicar seus dólares lá a levar os recursos para países de maior risco -como emergentes, incluindo o Brasil.

Das 24 principais divisas americanas, um total de 17 se apreciaram em relação ao dólar. O real sofreu a maior desvalorização do dia.

BOLSA

A Bolsa, após ensaiar sua segunda alta na semana, cedeu e encerrou o dia perto da estabilidade. O volume financeiro no pregão foi de R$ 6,6 bilhões, em linha com o giro médio diário no ano.

A principal pressão sobre o índice foram as ações da Petrobras, que chegaram a subir mais de 3%, mas fecharam em baixa. Os papéis preferenciais –mais negociados e sem direito a voto– da petrolífera caíram 3,30%, para R$ 8,50. As ações ordinárias, com direito a voto, perderam 2,24%, para R$ 8,28.

"Há notícias de que o ministro Joaquim Levy não vai autorizar uma emissão de títulos que a empresa faria lastreados no crédito de cerca de R$ 9 bilhões que a Petrobras tem junto à União e à Eletrobras", afirma André Moraes, analista da corretora Rico.

Na ponta positiva do Ibovespa, as ações da CSN subiram 2,88%, a R$ 5,35, após a empresa registrar lucro líquido de cerca de R$ 67 milhões no quarto trimestre, revertendo resultados negativos sofridos nos três meses imediatamente anteriores e no mesmo período de 2013.
Fonte: Folha Online - 12/03/2015 e Endividado


JUVENTUDE DO DEMOCRATAS DO RIO INICIA PESQUISA PRESIDENCIAL NA CAPITAL! 45% NÃO MARCARAM NENHUM DOS NOMES DE 2014!
          
(J-DEM-RIO) 1. A Juventude foi a campo (07) para realizar pesquisa de intenção de voto para Presidente da República apresentando os mesmos nomes dos candidatos em 2014. Fomos a três bairros: Largo do Machado, Tijuca (Praça Saens Peña) e Campo Grande (Calçadão). Ao total foram 180 entrevistas, sendo 60 em cada bairro. Além disso, 50% de homens e 50% de mulheres em cada bairro. Em breve iremos pesquisar outros três bairros: Madureira, Gávea e Ilha do Governador, com a mesma amostragem.
          
2. Resultados por bairro e o total. LARGO DO MACHADO: AÉCIO - 21,65% / DILMA - 15% / MARINA -  18,3% / Nenhum 45,05% / TIJUCA: AÉCIO - 25% / DILMA - 15% / MARINA - 13,3% / Nenhum 46,7% / CAMPO GRANDE: AÉCIO 21,65% / DILMA - 24,95% / MARINA -  8,4% / Nenhum 45%

3. TOTAL 3 BAIRROS:  AÉCIO - 22,76%  /  DILMA - 18,31% / MARINA - 13,3% /  Nenhum - 45,63%.
 
Ex-Blog do Cesar Maia
 
 
 

Cabe ao médico, e não ao plano de saúde, definir tempo de internação

A definição quanto ao tempo de internação do paciente e dos meios e recursos necessários ao seu tratamento cabe ao médico que o assiste, e não ao plano de saúde. Com esse entendimento a 3ª Turma do Superior Tribunal de Justiça condenou uma seguradora de saúde a reembolsar os gastos com pernoite no hospital após cirurgia, bem como dos honorários da instrumentadora que acompanhou o procedimento.

A segurada ajuizou ação de revisão de cláusulas contratuais de apólice coletiva de seguro-saúde cumulada com obrigação de fazer e com indenização de danos materiais e morais. Narrou que precisou de cirurgia para tratar de sinusite e amigdalite. Disse que enviou o orçamento previamente à seguradora, solicitando autorização, o que foi autorizado com internação em apartamento. No entanto, a seguradora negou o reembolso da despesa com instrumentador (R$ 800) e com o pernoite no hospital (R$ 471,92). Também afirmou que foi feito apenas o repasse de valores ínfimos em relação àqueles efetivamente pagos ao médico e ao anestesista.

Em primeiro e segundo graus, os pedidos foram julgados improcedentes. A Justiça considerou que a segurada não seria uma consumidora vulnerável a ponto de não compreender as cláusulas do contrato, porque, sendo advogada, tinha “ciência dos limites de reembolso de cada tipo de intervenção”, que são proporcionais às mensalidades e de acordo com os limites de cada categoria de plano.

As instâncias ordinárias também consideraram válida a justificativa de não reembolsar a despesa com a instrumentadora e a referente ao pernoite, “por se tratar de critério pessoal de trabalho do médico, e não de procedimento padrão e fundamental à manutenção da saúde do paciente”.

Recurso Especial
A segurada recorreu ao STJ. O relator, ministro João Otávio de Noronha, constatou que ela recebeu o manual do segurado, onde está explícito que, no sistema de livre escolha (autorizado pela Lei 9.656/1998), o beneficiário pode escolher médicos, hospitais e demais serviços de saúde não credenciados, sendo posteriormente reembolsado das despesas nos limites do que foi pactuado.

De acordo com o ministro, o Código de Defesa do Consumidor (CDC) incide na relação estabelecida entre as partes, não importando as condições profissionais e pessoais peculiares do consumidor, nos termos da Súmula 469 do STJ. Quanto à recusa do plano de saúde a reembolsar as despesas com pernoite no hospital e com a instrumentadora da cirurgia, a 3ª Turma entendeu que a cláusula contratual é abusiva e aplicou o CDC.

O ministro Noronha verificou que a recusa “não se ampara na inexistência de cobertura para o risco, mas sim no cabimento de um juízo de conveniência quanto à necessidade da adoção de ambos”, o que deve ser definido apenas pelo médico, não pelo plano de saúde. Com informações da Assessoria de Imprensa do STJ.

REsp 1.458.886
Fonte: Conjur - Consultor Jurídico - 12/03/2015 e Endividado



Para consumidor, gasolina, comida e luz são as ′vilãs′ da alta dos preços

Percepção é positiva em relação a finanças pessoais e pessimista com país.
93% acreditam que crise hídrica tem gerado despesas adicionais.


Na avaliação de consumidores, os “vilões” da alta dos preços nos primeiros meses do ano foram combustíveis, com 24% das opiniões, alimentação (23%) e energia elétrica (18%), segundo pesquisa divulgada pela Boa Vista SCPC (Serviço Central de Proteção ao Crédito).

Outros reajustes que pesaram no orçamento foram impostos (11%), moradia, aluguel e condomínio (7%), transportes e conduções (5%), educação (4%), água (3%), telefonia (2%).

Apesar desses aumentos, a maioria dos pesquisados (57%) acredita que a situação de suas finanças pessoais está igual ou melhor que no ano passado, enquanto 43% acham que o quadro de suas finanças piorou nos primeiros meses de 2015. Essa percepção é de todas as classes de renda: na A/B, 63% consideram que a sua situação financeira está igual ou melhor este ano, percentagem que foi de 56% tanto na classe C quanto na D/E.

Já em relação à economia brasileira, o sentimento do consumidor é bem mais pessimista: 83% do total considera que o cenário econômico piorou nos primeiros meses deste ano. A piora foi mais sentida nas classes C e D/E, ambas com 85% do total dos respondentes, em comparação aos 78% da classe A/B.

Crise hídrica
De acordo com o levantamento, 93% dos consumidores acreditam que a crise no abastecimento de água em alguns estados afeta a economia do país e tem gerado despesas adicionais no orçamento. A percepção é maior na região Sudeste, com 95% das menções, contra 88% no Nordeste. Na comparação entre as classes sociais, 96% dos consumidores das classes A e B acreditam que a crise de abastecimento interfere na economia.

Segundo a pesquisa, 83% dos consumidores tiveram despesas extras no orçamento doméstico para administrar a crise de água e energia elétrica.
O levantamento foi realizado com 1.477 consumidores entre os dias 6 e 23 de fevereiro.
Fonte: G1 notícias - 12/03/2015 e Endividado



Crise do Petrolão afeta até prostituição

Com o estrago da corrupção da Petrobras e a queda de arrecadação, lojas não param de fechar em 23 cidades do Rio

O efeito cascata da crise do petróleo provocada pela Operação Lava Jato e a queda do preço do barril de petróleo empurraram o comércio para o atoleiro. A ponta mais sensível da cadeia produtiva sentiu o duro golpe da retração de investimentos da Petrobras e das obras do Comperj. E parece até que uma nuvem negra estacionou sobre os municípios do Rio. O ouro que reluziu no vai e vem diário de milhares de ávidos consumidores foi substituído pelo fecha-fecha das lojas em pelo menos 23 cidades do estado. Resultado da redução drática na arrecadação dos comerciantes, que chega a 40% nos dois últimos meses — em comparação ao mesmo período de 2014.

No Mercado de Peixe de Macaé, donos de barracas que vendiam camarão em grandes quantidades a qualquer preço não vendem hoje nem para hotéis e restaurantes Foto:  Ernesto Carriço / Agência O Dia

Queda tão acentuada que levou os comerciantes de Itaboraí — cidade onde Petrobras constrói o Comperj — a apelar para a fé. E logo num município que cresceu ouvindo as histórias dos milagres da imagem do Cristo que chorava no Santuário do Jesus Crucificado, no distrito de Porto das Caixas. Haja fé: a Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL) estima que as vendas caíram 40% e dezenas de comerciantes encerraram as atividades desde que a Operação Lava Jato expandiu as investigações, em novembro. Era a interrupção do milagre econômico que mutiplicou por dez a arrecadação comercial ao levar 34 mil operários para trabalhar no Comperj, a partir de 2008, e atraiu as grandes redes varejistas.

A redução para 4.400 operários nos canteiros de obra causou um baque na cidade e em pelo menos 13 municípios vizinhos. Pior: com as empresas enroladas na investigação tirando o pé do investimento e outras praticamente extinguindo a operação, criou-se uma legião de demitidos comprando a crédido que deixaria de honrar nos meses seguintes. Aluguéis, alimentos, remédios... Virou um ciclo de calotes na cidade, onde cada morador tem uma história de prejuízo para contar.

Algumas, na verdade, têm latifúndio de dinheiro a receber. Só não sabem quando. O empresário Marcos Paulo Pieres e Silva, 33 anos, foi um dos primeiros a investir na cidade. Saiu da vizinha Teresópolis, alugou um prédio e instalou a Pousada do Trabalhador para receber centenas de operários de outros estados para trabalhar no Comperj. Seguiu certinho a cartilha dos empreendedores: aplicou cada centavo ganho na ampliação do negócio e ergueu dois anexos.

Para quitar dívidas, Marcos Paulo, que instalou uma pousada em Itaboraí, vendeu até a mobília quando os hóspedes voltaram para a cidade natal Foto:  Alexandre Vieira / Agência O Dia

Uma história com direito a final feliz se não fosse a Lava Jato arrastar a empresa Alusa para o mar de lama. O principal cliente do empresário afundou e deixou uma dívida de R$ 450 mil pelo alojamento de quase 500 funcionários. Ele tentou se manter por alguns meses na esperança da retomada dos negócios, até que mês passado começou a vender toda a mobília para quitar parte dos débitos de R$ 350 mil com os fornecedores. “Passei o carro, meus cartões pessoais foram cortados e as minhas filhas só continuam estudando graças à diretora, que deu duas bolsas”, detalha Marcos Paulo. “Acreditava que a Petrobras era um porto seguro”, disse.

A segurança no negócio foi justamente o que arrastou comerciantes para Itaboraí e as vizinhas Cachoeira de Macabu e Tanguá. Com a subida dos preços de aluguéis e alimentação, se tornaram a opção de cidade mais barata e receberam centenas de operários. Cada um ampliou o negócio da forma que podia e casas no Centro se transformaram em alojamentos e pensões. Com uma súbita inflação. O aluguel de um apartamento simples passou a R$ 1,5 mil. Era o eldorado para cidades humildes, que entrou em depressão ao ver o retorno dos operários à cidade natal.

“Aqui tá morto. Voltamos à estaca zero, a ser o que éramos antes. Até pior por causa dos calotes”, explicou a administradora de imóveis Daniela Jesus, com escritório bem no Centro de Papucaia, distrito de Cachoeira de Macacu, onde a queda no movimento nas lojas chega a 30%. O roteiro de cidade fantasma também se encaixa em Tanguá e Rio Bonito, onde as vendas são estimadas em 26% e 20%, respectivamente.

Como O DIA mostrou ontem, pelo menos 50 mil trabalhadores perderam o emprego no estado desde a fase mais dura da Operação Lava Jato. A maior parte (32 mil operários) concentra-se nos 14 municípios ao redor do Comperj e foram impactados pela redução das obras. Os demais estão no cinturão das cidades atingidas pelo freio nos investimento e a queda nos royalties, desde que o preço mundial do barril do petróleo despencou.

CRISE ATINGE ATÉ A PROSTITUIÇÃO

O que mais se escuta em Macaé, nestes tempos de crise, é que os macaenses apertaram o cinto e estão cortando todos os supérfluos. O impacto da retração econômica chegou às ruas. Em todos os sentidos. Se muitos trabalhadores deixaram as mais diversas regiões do país em busca das oportunidades surgidas na cidade considerada a‘capital do petróleo’, o mesmo se pode dizer das garotas de programa que deixaram Copacabana, no Rio, de olho no alto poder aquisitivo da população masculina em Macaé.

Garotas de programa que trocaram Copacabana por Macaé em busca de clientes com os bolsos cheios há três anos fazem promoções atualmente Foto:  Ernesto Carriço / Agência O Dia

“Está ruim de afrouxar esse cinto. Ninguém aqui abre mais o bolso para nada. A crise está braba. Há dois, três anos a gente chegava a fazer 15 programas por dia, cobrando em média R$ 120 em cada um. Agora só contamos com um programinha ou outro, às vezes não rola nenhum. Mesmo com promoção”, conta Bruna, de 27 anos, que agora cobra R$ 100 por uma hora de prazer.

Colega de Bruna, Fernanda lembra com saudade das festinhas bancadas pelo “turma do petróleo” que trabalhava em alto-mar. Assim que voltavam ao continente, patrocinavam festas e mais festas que duravam dias inteiros. O eldorado do petróleo era também o da prostituição.

“Era para ter resolvido a nossa vida. Tínhamos noite inteiras de rainha aqui em Macaé. Muito melhor do que no Rio de Janeiro. Nem se comparava. A galera tinha grana mesmo. Esbanjava em tudo. Foram as melhores festas da minha vida. Esse oásis durou até outubro do ano passado”, acrescentou Bruna.

OÁSIS NEGROS, RIO DAS OSTRAS E MACAÉ AMARGAM DIAS DE DECADÊNCIA

Os anos dourados sonhados pelos moradores do Norte Fluminense deram lugar a tempos de incerteza e falta de perspectiva. A situação em Macaé, apontada há alguns anos como Eldorado do petróleo, é desesperadora. O secretário municipal de Desenvolvimento Econômico e Tecnológico, Vandré Guimarães, admite a situação tensa.

“A crise não é coisa nossa. É mundial. O preço do barril caiu pela metade e isso afeta todas as cidades que vivem de royalties no mundo todo. No Brasil fica pior devido aos escândalos recentes, mas o problema é o preço do barril, que interfere na economia da cidade, do petroleiro ao pipoqueiro”, justifica Vandré.

A crise em Macaé salta aos olhos. Numa simples caminhada pela Avenida Rui Barbosa, a principal da cidade, dezenas de lojas estão fechadas ou prestes a fechar. As outras, abertas, estão às moscas.

“O movimento em dezembro foi 20% pior do que em 2013. E o de agora já caiu mais 20% em relação a dezembro. Há um clima de insegurança. Ninguém está comprando nada com medo do que pode acontecer. Felizmente não demitimos ninguém, mas já reduzimos muito as compras”, contou Wallace Araújo, gerente das Casas Lealtex, uma das maiores do Calçadão.

Mesma sorte não tiveram quatro dos 19 funcionários da papelaria VM, que foram dispensados esta semana. Segundo o proprietário, Mário Loureiro, com queda de 35% nas vendas, novos cortes podem acontecer ainda este mês.

“Tive prejuízo de R$ 750 mil. Coloquei o material escolar à disposição das distribuidoras. Não tenho como pagar a ninguém sem comprador na loja. Se quiserem, podem vir aqui pegar tudo de volta”, disse Mário, se referindo aos produtos à venda.

No tradicional Mercado de Peixe, o cenário é desolador. Uma das donas de barraca, Dona Marilene, como é conhecida, reclama de queda das vendas em aproximadamente 50%. “Não vendo mais nada para hotéis e restaurantes. E gente que vinha aqui comprar camarão sem nem olhar o preço, não vem mais. Tá complicado para trabalhar”, lamenta.

Vizinha a Macaé, Rio das Ostras vive uma situação semelhante. Em Costazul, que costumava ficar lotada durante o verão, a maioria dos quiosques está fechada. As casas à beira-mar, alugadas por temporada, estão vazias, bem como hotéis e pousadas.

“Tivemos o pior verão dos últimos dez anos Em vez de turistas, vieram ‘duristas’. Todo mundo duro. Teve gente que sentou no quiosque, trouxe isopor com cerveja e quentinha com comida. Não consumiu um real” contou Jorge Armando, o Doda, há 23 anos em Costazul.

O casal Débora Siqueira e Cleber de Araújo sabe bem o que é isso. Ela, como funcionária da Petrobras. Ele como recém-demitido da prestadora de serviços Fluke Engenharia. “Fomos demitidos entre mais de 400. A empresa em Rio das Ostras fechou. As pessoas vinham para cá com a ilusão de serem petroleiros. Viemos atrás de tudo o que prometiam. Agora vivemos a angústia, o ócio, a incerteza com o futuro”, se desespera Débora.

Na rua onde há cinco anos não havia sequer uma quitinete para alugar, sobram casas e apartamentos vazios com placas de ‘vende-se’ na porta. Em meio aos problemas, ainda sobra bom humor para Débora e Cléber contarem como tudo mudou em Rio das Ostras. “Já tivemos Carnaval aqui com Claudia Leitte, Jota Quest, Ivete Sangalo, Thiaguinho e Luan Santana. Este ano a única atração foi uma pelada com atores de Malhação. Entendeu a crise?”, comparou Débora.
Fonte: O Dia Online - 13/03/2015 e Endividado
 

Casal de brasileiros troca escritório pelo mundo e fatura R$ 2,5 milhões viajando

Muitos sonham em deixar o emprego para começar seu negócio próprio ou viajar pelo mundo. O casal Emerson Viegas, 32, e Jaqueline Barbosa, 26, fez os dois e hoje fatura R$ 2,5 milhões ao ano enquanto conhece novas cidades e países.

Para trabalhar, eles alugam casas já com mobília e internet em sites como Airbnb ou Alugue Temporada. A experiência os levou a criar o site Nômades Digitais, com dicas para quem deseja trabalhar viajando como eles.

Viegas conta: "Trabalhamos nas casas que alugamos, mas também em cafés, quiosques de praia, parques, bares e onde mais tiver uma conexão a internet. Nós conseguimos transformar lugares inspiradores em escritório só abrindo o laptop".

Mas não foi fácil. "Não se larga tudo de uma hora para outra. Por um ano fizemos sacrifícios de ′classe média′, não compramos roupas, não fomos a restaurantes, baladas ou cinema", diz Viegas, sobres os esforços para juntar dinheiro.

  Divulgação  
O casal Emerson Viegas e Jaqueline Barbosa, criadores dos sites Nômades Digitais, Casal sem Vergonha e Hypeness
O casal Emerson Viegas e Jaqueline Barbosa, criadores dos sites Nômades Digitais, Casal sem Vergonha e Hypeness
O casal se conheceu em 2009. Barbosa atuava como tradutora e professora de inglês e estava próxima do topo da carreira. Viegas trabalhava há dez anos como publicitário, ganhava R$ 12 mil por mês e comandava uma equipe de dez pessoas.

"Eu tinha o que as pessoas buscam, e o que eu também buscava, mas estava em um momento de muita frustração profissional", ele afirma, e continua: "Isso se estende a uma frustração com a vida pessoal, pois, quando você não está feliz com seu trabalho, você acaba ′vivendo′ só aos finais de semana".

Depois de muito planejamento e economia, os dois saíram de seus empregos para se dedicarem integralmente a dois sites que criaram, o Hypeness, sobre inovação e tecnologia, e o Casal sem Vergonha, que fala sobre sexo e amor para casais.

A verba inicial era suficiente para sustentá-los por um ano e sua ocupação passou a ser cuidar dos sites, mas nunca trabalhavam aos finais de semana, para preservar o relacionamento.

Viegas afirma: "Nosso faturamento em 2014 foi de R$ 2,5 milhões. Os negócios ligados ao Hypeness representam 60% do nosso faturamento anual; ao Casal sem Vergonha, 30%; e ao Nômades Digitais, 10%".

Ele ainda diz que hoje o Hypeness tem 5 milhões de visitas e 4 milhões de visitantes únicos por mês. Já a audiência do Casal sem Vergonha é de 7 milhões de visitas e 5 milhões de visitantes únicos por mês.

A empresa tem 13 funcionários nas áreas de conteúdo, tecnologia da informação e comercial. Além da publicidade nos sites, Viegas afirma que a dupla se preocupou em diversificar as fontes de receita: "Fazemos consultoria para marcas dentro do mercado de cada site, analisamos protótipos e produzimos conteúdo para várias marcas".

Além disso, Viegas afirma que investir em produtos próprios é o caminho para produtores de conteúdo na internet fazerem dinheiro. Assim, eles estão lançando seu primeiro produto dentro do Casal sem Vergonha, o livro "Mulheres boas de cama - Guia prático para você revolucionar sua vida sexual", pelo selo Novas Ideias da Editora Nova Conceito.

Devem também disponibilizar no final de março o primeiro curso em vídeo do site. "Será um curso voltado para casais, para que sejam mais felizes no sexo e no amor, quase uma terapia de casal, mas será do nosso jeito, mais prático", diz Viegas.

ERRO DE PRINCIPIANTE

Viegas conta que, no início, eles erraram ao não investir todo o tempo de trabalho que podiam no projeto. "Quando fizemos isso tudo mudou, a audiência e as relações comerciais melhoraram muito", diz.

Outro erro foi ficar muito preocupado em manter a lucratividade e demorar para contratar. Ele afirma: "Acabamos acumulando todas as funções, mas não devemos ser o motor da empresa, e sim o volante que dá a direção certa".

Ele também aconselha empreendedores a delegar e criar processos que não dependam de si, para que haja tempo para criar novos serviços interessantes. "Quando automatizamos o negócio a audiência e faturamento aumentaram", ele conta.

No começo dos negócios, a dupla viveu por um ano e meio em uma agrovila em Ilhabela, litoral de São Paulo. "No começo de 2014 começamos a vida de nômade digital. Já havíamos viajado para fora em algumas ocasiões, mas em 2014 o roteiro foi sem parar: Florianópolis, Rio de Janeiro, Búzios, Los Angeles, São Paulo, Zurique, Amsterdam, Berlim, Barcelona, Ilhabela, Las Vegas, São Francisco e Denver", diz Viegas.

Eles acabam de montar uma casa em Florianópolis que deve ser uma base para onde voltam entre as viagens e descansam, mas ainda em 2015 devem passar por Toronto (Canadá), Nova Zelândia e Suíça, ficando ao menos um mês em cada destino.

Viegas afirma que o casal escolhe o destino pela relação custo-benefício, mas também realizam viagens patrocinadas por anunciantes que, nesse caso, escolhem o destino. Ele diz que eles não têm planos de seguir determinado roteiro ou passar por todos os continentes, por exemplo.

"Seguimos o que os nômades antigamente faziam. Enquanto uma localidade os fazia felizes e supria a suas necessidades, eles ficavam. Quando desejavam estar em outro lugar, eles simplesmente partiam", diz.

A regra de não trabalhar aos fins de semana permanece e o casal chega a trabalhar 14 horas seguidas para em seguida tirar uma tarde para aproveitar a cidade em que está.

A maioria dos empregados dos sites também é ′nômade digital′ e vive em São Paulo, Curitiba, Berlim, Barcelona, San Francisco e Portugal.

Colaborou GABRIELA STOCCO, de São Paulo
Fonte: Folha Online - 12/03/2014 e Endividado


 FAM-RIO: MANIFESTO SOBRE O DENOMINADO "PROJETO DE RENOVAÇÃO DA MARINA PÚBLICA DA GLÓRIA"  PELA EMPRESA COMERCIAL BRMARINA!

Preocupados que estamos com os graves e irreversíveis danos que o novo projeto de intervenção, com grandes obras, poderá ter para o patrimônio natural e histórico cultural brasileiro e mundial – o Parque do Flamengo -, as várias entidades da sociedade civil estão solicitando às autoridades internacional (UNESCO), nacional e municipal a paralisação das obras de intervenção na área do Parque Público do Flamengo, área esta denominada Marina da Glória, e que representa 10% da área do parque público, pelos motivos que destacamos abaixo, especialmente:

1. A intervenção representa um fortíssimo impacto ambiental nesta área do Parque, sem que qualquer Estudo de Impacto Ambiental (EIA) ou Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV) tenha sido requerido ou apresentado. O EIV é uma exigência do art.36 do Estatuto da Cidade (Lei Federal n.10.257/2001) combinado com o art.445 da Lei Orgânica do Município do Rio de Janeiro (LOM). E o EIA, a nível municipal é uma exigência do 444 da LOM.

2. A autorização para o novo projeto da Marina Pública da Glória, dada pela presidência do IPHAN, em carta de novembro de 2014, dirigida ao Secretário Municipal de Parcerias Público-Privadas contraria o tombamento do projeto original do Parque Público do Flamengo, bem como as determinações do Conselho Consultivo do IPHAN, que considera a área non aedificandi, salvo quanto ao que foi previsto, em extensão, altura e forma no projeto original. Qualquer alteração desses critérios significa alteração substancial do próprio tombamento do Parque, e teria que ser objeto de deliberação do próprio Conselho Consultivo do IPHAN, sob pena de nulidade do ato praticado por autoridade não competente.  O projeto para uma nova Marina Pública da Glória aumenta substancialmente não só a área edificada, como a área construída (impermeável do parque), bem como dobra, em altura a construção original, consolidando a altura dos toldos ilegais existentes.

3. O Parque Público do Flamengo é sítio especialmente protegido internacionalmente como Unidade de Conservação, conforme compromisso declarado no documento oficial nacional/municipal, página 98, do Dossiê Rio de Janeiro de candidatura da Cidade ao título de Paisagem Cultural Mundial, a ser especialmente protegido como tal.  A UNESCO, nas suas Orientações para sítios declarados patrimônio mundial, no seu parágrafo 96 normatiza que: “A proteção e gestão dos bens do patrimônio mundial devem garantir que o valor universal excepcional e as condições de integridade e/ou autenticidade, desde sua inscrição, sejam mantidas ou até melhoradas no futuro”.  Portanto, o grande nível de intervenção proposto para o que foi apresentado como Unidade de Conservação, inclusive com o corte de 300 árvores é um atentado ao compromisso internacional de integridade e autenticidade deste sítio, especialmente mencionado no mapa do Dossiê Rio Patrimônio Cultural Mundial da UNESCO.

4. Na aprovação do novo projeto privado e de amplas atividades comerciais e mercantis na área, as decisões judiciais anteriores não foram consideradas pelas autoridades municipal e federal, colocando em risco a exequibilidade futura das mesmas, pela criação de situações de fato quase que irreversíveis e de grande impacto financeiro, criando uma situação de constrangimento judicial futuro, com desprezo administrativo à futura eficácia das lides judiciais.

Finalmente cabe transcrever a norma da Lei Orgânica do Município do Rio de Janeiro, art.235, infringida, que clara, objetiva e transparente diz:

“art.235 – As áreas verdes, praças, parques, jardins e unidades de conservação são patrimônio público inalienável, sendo proibida sua concessão ou cessão, bem como qualquer atividade ou empreendimento público ou privado que danifique ou altere suas características originais”

Queremos que a lei seja cumprida no Rio, e pelo Rio!

OBS.: A Assuma (Associação dos Usuários da Marina da Glória) apoia o manifesto da Fam-Rio.
 
Ex-Blog do Cesar Maia


Decreto deve reduzir espera por troca de produto com defeito a até 12 dias

por MURILO RODRIGUES ALVES

Novas regras, fruto de negociação entre governo e setor produtivo, definem que substituição de produto com defeito seja feita de forma mais rápida - hoje, cliente espera até um mês; texto está pronto para ser assinado pela presidente Dilma Rousseff

BRASÍLIA - O governo e o setor produtivo chegaram finalmente a um acordo sobre a lista de produtos que devem ter a troca acelerada em caso de defeito. Foram necessários dois anos para a Secretaria Nacional do Consumidor, a indústria e o comércio entrarem em um consenso sobre as mercadorias consideradas essenciais e sobre os prazos em que os itens devem ser trocados.

O Estado obteve o decreto que está na Casa Civil, pronto para ser assinado pela presidente Dilma Rousseff. Telefone celular, televisão, máquina de lavar roupas, geladeira, fogão e produtos para saúde - que devem ser definidos pelo Ministério da Saúde - estão elencados como itens essenciais, que terão de ser trocados quando tiverem “comprometimento de características ou funcionalidades que impeçam sua adequada utilização”.

O decreto, que entra em vigor logo após a assinatura pela presidente, regulamenta o artigo 18 do Código de Defesa do Consumidor (CDC). A Lei diz que, em caso de defeito de produto essencial, o consumidor pode trocar a mercadoria imediatamente por outra em perfeitas condições.

Hoje, quando há defeito ou vício, o consumidor precisa enviar a mercadoria à assistência técnica e pode aguardar até 30 dias para a troca. O decreto vai diminuir o prazo para reparo de produtos essenciais em duas etapas. Nos seis primeiros meses em que o decreto estiver em vigor, o prazo será de 10 dias úteis nas capitais, regiões metropolitanas e no Distrito Federal e de 15 dias nas demais cidades. Depois desse período, os prazos serão reduzidos para 8 e 12 dias úteis, respectivamente.

Atraso. Quando lançou o Plano Nacional de Defesa do Consumidor, em 15 de março de 2013, a presidente prometeu baixar o decreto em um mês. As negociações, porém, demoraram muito mais. O anúncio da presidente, que chegou a afirmar no discurso que os problemas deveriam ser solucionados “na hora” em que fossem notificados, fez com que indústria e comércio trocassem farpas. Em um primeiro momento, o varejo repassou a responsabilidade à indústria, que, por sua vez, avisou ao governo que o custo do aumento dos estoques para casos de devolução seria transferido ao cliente, com impacto na inflação. A advertência preocupou a equipe econômica e colocou a lista em “banho-maria”.

O governo se viu obrigado a reconhecer que não poderia exigir troca imediata por questões de logística. Por isso, os prazos variam de acordo com a proximidade de grandes centros urbanos. Além disso, o setor produtivo argumentou que não poderia fazer a troca imediata sem vistoria técnica - principalmente nos produtos com softwares. Foi preciso também entender a peculiaridade do comércio eletrônico e a forma como são entregues as compras online.

“É o ótimo? Não. Mas estou convencida de que é o bom e a melhor saída que conseguimos depois de um trabalho árduo de negociação”, afirma Juliana Pereira, titular da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), órgão ligado ao Ministério da Justiça. “Aguardo ansiosamente para que esse decreto se torne realidade normativa.”

O acordo se aproxima do que é feito na União Europeia, segundo a secretária. Lá, os produtos têm garantia de dois anos e há uma presunção normativa de que, se o problema ocorrer nos seis primeiros meses, é provável que seja falha na fabricação. Em todos os casos, a empresa faz uma análise. Já nos Estados Unidos, o modelo de negócio permite que as trocas sejam feitas imediatamente quando o consumidor não está satisfeito com o produto, mesmo que a mercadoria não tenha defeito.

A grande maioria da indústria e do comércio já segue os primeiros prazos estabelecidos no decreto, diz Benjamin Sicsú, da Samsung. Ele participou das negociações como representante da Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos (Eletros). “Fazer leis para serem seguidas é mais demorado do que fazer regras que não serão cumpridas”, afirma.
Fonte: Estadão Online - O Estado de S.Paulo - 12/03/2015 e Endividado

Las Rocas - Condomínio Residencial - 13.3.2015

Para maiores informações, entrar em contato com o corretor de imóveis Lúcio Borges (51) 9194 3742 ou através do e-mail: luciomachadoborges@gmail.com

LAS ROCAS - CONDOMÍNIO RESIDENCIAL
APRESENTAÇÃO
Não é coincidência que o Las Rocas tenha sido lançado no 15º aniversário da empresa. Mais do que coroar a sua atuação, o empreendimento representa o início de um novo momento para a Clave. Com projeto da Núcleo Arquitetura e conceituação de Mc Terra Lima, será o maior condomínio já construído pela construtora e incorporadora da Zona Sul.
Localizado em um terreno de 24 mil metros quadrados na orla do Guaíba, abrigará apenas 23 casas, totalmente isoladas, que terão até 570 metros quadrados de área construída com muito espaço livre, muita área verde preservada e excelentes pátios privativos. Plantas flexíveis com opção para até seis suítes é apenas um dos grandes diferenciais deste projeto.
O condomínio terá uma completa infra-estrutura de serviços, segurança e lazer, contando com salão de festas, sala de jogos, quadra de tênis coberta, sala de fitness, sauna, brinquedoteca, playground, piscina aquecida com raia e muito mais.
Responsável pela conceituação do projeto, o engenheiro Terra Lima destaca que o empreendimento é um marco para a empresa pelo tamanho e pela ousadia. Mesmo apresentando algumas novidades, como é o caso da independência total entre as casas, Terra Lima acredita que o Las Rocas traz em si o jeito da Clave de “fazer casas com jeito de casas”, com o qual ele mesmo se identifica. “A casa significa o ninho de uma família. Em um condomínio de casas, a privacidade é fundamental”, diz o engenheiro. Um dos pontos altos no que diz respeito à conceituação do projeto é a valorização da convivência dos moradores, que está presente em detalhes como a churrasqueira integrada à área social, servindo como uma extensão da sala e formando um espaço gourmet diferente para reunir a família e os amigos. Outro exemplo é a preocupação em garantir proximidade com privacidade. Em sintonia com o fato de os filhos saírem cada vez mais tarde da casa dos pais, o projeto conta com uma planta flexível, que possibilita a existência de até seis suítes. Conceitos afinados com a marca Clave, como qualidade de vida, tranquilidade, segurança e contato com a natureza, é claro, também estão presentes.
     
Entrega: PRONTO PARA MORAR! 


IDEA São Vicente - Capitânia Investimentos Imobiliários - 13.3.2015

Para maiores informações, entrar em contato com o corretor de imóveis Lúcio Borges (51) 9194 3742 ou através do e-mail: luciomachadoborges@gmail.com

Para maiores informações, entrar em contato com o corretor de imóveis Lúcio Borges (51) 9194 3742 ou através do e-mail: luciomachadoborges@gmail.com





Aschneider Absolut Business - Cyrela

Para maiores informações, entrar em contato com o corretor de imóveis Lúcio Borges (51) 9194 3742 ou através do e-mail: luciomachadoborges@gmail.com

MODERNO, FUNCIONAL E AGRADÁVEL. TOTALMENTE VOLTADO AOS NEGÓCIOS.

O Aschneider Absolut Business apresenta um novo conceito comercial. Integrando a funcionalidade à segurança e o design ao conforto, oferece ambientes de trabalho mais inteligentes. Está localizado a 3 quadras da Rua D. Pedro II (Terceira Perimetral), ponto estratégico para acessar o aeroporto e o centro da cidade, e a poucos minutos do Shopping Moinhos de Vento. Com infraestrutura completa, voltada ao seu negócio, o empreendimento é o lugar certo para dar suporte às necessidades da rotina profissional.
 

O Projeto

O Aschneider Absolut Business possui uma área de 3.448,57m², que abriga única torre. Nela, estão salas comercias de 43 a 333m² que podem comportar desde consultórios médicos a ateliês de moda e escritórios. Tudo depende da necessidade do seu negócio.

CARACTERÍSTICAS DO PROJETO

  • 1 torre comercial
  • 3448,57 m² de terreno
  • 10 pavimentos
  • 14 conjuntos por pavimentos
  • 126 unidades
  • 137 vagas de estacionamento

CARACTERÍSTICAS DAS SALAS

  • 41 a 333 m² de área privativa
 

Facilities

Espelhos d’água
Hall social
Café
Sala de convenções
Salas de reuniões
Copa de apoio
Sanitários
Copa funcionários
Vagas de estacionamento para deficientes
Manobrista estacionamento
Sala de segurança
Estacionamento coberto

Porto Alegre - Higienópolis

A FACILIDADE DE TRABALHAR EM UM BAIRRO CENTRAL
O Bairro Higienópolis oferece uma excelente infraestrutura aos frequentadores. Está localizado a aproximadamente 5 km do Aeroporto Internacional Salgado Filho e a pouco mais de 5 km do centro da capital gaúcha. O comércio no bairro também é facilitado, com diversas lojas e o Shopping Moinhos de Vento. Higienópolis é o bairro ideal para quem gosta de conforto, praticidade e agilidade.

O QUE HÁ NA REGIÃO

PRAÇA PROVÍNCIA DE SHIGA
Esta praça foi financiada pelo governo do Japão para celebrar a fraternidade entre Shiga e o Rio Grande do Sul. O local tem arquitetura típica japonesa, com esculturas, fonte, lago e até uma ponte de pedra.
MOBILIDADE URBANA
Por ser um bairro central, há facilidade de locomoção, principalmente para o centro da capital, inclusive usando a bicicleta como meio de transporte.


  • 41 e 333 m2 de área privativa
  • Terreno de 3.449 m2














River - Apartamento no bairro Petrópolis em Porto Alegre - 13.3.2015

Para maiores informações, entrar em contato com o corretor de imóveis Lúcio Borges (51) 9194 3742 ou através do e-mail: luciomachadoborges@gmail.com

River Alto Petrópolis

Segmento
Residencial

Bairro
Alto Petrópolis

Cidade
Porto Alegre

Construtora
Equipe

Lançamento
Fev / 2010

Conclusão
Fev / 2013

 

River Alto Petrópolis | Condomínio Residencial no bairro Alto Petrópolis em Porto Alegre


Descrição do Empreendimento | River Alto Petrópolis

Prédio elegante, inteligente e ecológico - Uma única torre em centro de terreno - 15 pavimentos - Lobby com pé-direito duplo - Todas paredes em alvenaria - 2 elevadores - Guarita - Sala para terceiros - Sistema de captação de águas pluviais para os jardins - Medidor individual de água Infraestrutura de lazer completíssima - Salão de festas com churrasqueira - Sala de jogos - Sala de fitness - Playground Térreo com espelho d’água, pergolado e lindos jardins com plantas nativas brasileiras Cobertura com churrasqueira e piscina aquecida debruçada sobre uma vista de cinema.

Tipologias do Empreendimento | River Alto Petrópolis

Área
Tipo
Vagas
Dormitórios
Entrega
Valor
Planta

67,97m²
Apartamento
1
2
01/02/2013
R$ 541.695

Características do Empreendimento | River Alto Petrópolis

  • Agua Quente
  • Churrasqueira
  • Fitness
  • Gás Central
  • Medição Agua Individual
  • Medição Gás Individual
  • Piscina Adulta
  • Piscina Aquecida
  • Portaria 24hs
  • Sala de Jogos
  • Salão de Festas
  • Elevador
  • Playground
  • Zelador
  • Interfone

River - Apartamento no bairro Petrópolis em Porto Alegre - www.rsnoticias.net

San Remy - Dimak

Para maiores informações, entrar em contato com o corretor de imóveis Lúcio Borges (51) 9194 3742 ou através do e-mail: luciomachadoborges@gmail.com

AMPLOS APTOS 3 DORMITÓRIOS COM 102m² PRIVATIVOS
1 suíte, living com lavabo, cozinha com churrasqueira, charmoso salão de festas, piscina e localizado na melhor região do Menino Deus. Conheça o San Remy!
 
 
 



Residencial Mônaco - Dimak

Para maiores informações, entrar em contato com o corretor de imóveis Lúcio Borges (51) 9194 3742 ou através do e-mail: luciomachadoborges@gmail.com

Amplos apartamentos de 3dormitórios e lindas coberturas com churrasqueira e lareira.
Hall de Entrada Decorado,Infra Estrutura Completa e segurança pra você e sua família.
 
APTOS 3 DORMITÓRIOS E COBERTURAS COM CHURRASQUEIRAS
Com a mais bela e perene vista do nosso lago Guaíba, o residencial Mônaco vem oferecer sofisticação e tranquilidade num dos bairros mais disputados da cidade.
 
 
 


SP: vereadores aprovam criação de botão do pânico para mulheres ameaçadas

Projeto de lei aprovado pela Câmara Municipal de São Paulo cria um sistema de proteção para vítimas de violência doméstica que vivem sob ameaça. As mulheres receberão um dispositivo de botão do pânico, um aparelho que, ao ser acionado, envia uma mensagem com a localização da pessoa para a Guarda Municipal Metropolitana. O equipamento terá um serviço via satélite para indicar o ponto exato onde a vítima da ameaça está.
O projeto prevê que o equipamento seja entregue gratuitamente a qualquer mulher que tenha feito uma denúncia formal e corra risco de agressão. O aparelho também terá um sistema de captação de áudio ambiente. De acordo com a vereadora Edir Sales (PSD), autora do projeto, a gravação pode auxiliar na produção de provas para processo criminal ou de medidas protetivas de urgência.
A aivista Maria Fernanda Marcelino, integrante da Sempreviva Organização Feminista e da Marcha Mundial das Mulheres, considerou o projeto positivo, mas ressaltou que as vítimas ainda enfrentam problemas para levar adiante denúncias de agressão e ameaças por causa da lentidão da Justiça. “O Judiciário é muito lento. Não funciona para os casos de agressões contra as mulheres, para a aplicação da Lei Maria da Penha.”
“Muitas vezes, o Judiciário é tão lento e o processo não começa porque sequer a intimação foi entregue em mãos para o agressor”, acrescentou Maria Fernanda. Para a ativista, o sistema só garantirá mais segurança às mulheres se essas questões forem resolvidas.
O projeto foi inspirado em uma iniciativa piloto lançada pelo Tribunal de Justiça do Estado do Espírito Santo em parceria com a prefeitura de Vitória. Na capital capixaba, foram distribuídos 100 dispositivos para mulheres que estavam sob medida protetiva de urgência.
Desde que começaram a funcionar, os botões do pânico foram acionados 18 vezes. No último dia 3, a Guarda Municipal de Vitória fez a décima segunda prisão por acionamento do sistema. Segundo a prefeitura, o atendimento aos chamados é feito em menos de 10 minutos pela Patrulha Maria da Penha, grupamento específico para atender a tais casos. A unidade conta com quatro viaturas e cada equipe tem um smartphone que permite localizar a vítima.
Segundo o prefeito de Vitória, Luciano Rezende, o sistema tem permitido o combate à violência contra a mulher em situações em que antes faltavam instrumentos para impedir esse tipo de crime. “Agora, o Estado entra na casa das vítimas por meio desse aparelhinho que é acionado ao primeiro sinal de ameaça contra a mulher. Ameaça feita, muitas vezes, pelos próprios maridos, companheiros, namorados e até filhos”, destacou. A prefeitura de Vitória estuda ampliar o programa com a distribuição de mais aparelhos.

Agência Brasil

Brasil tem 340 municípios em situação de risco para dengue e chikungunya


dengue
Nordeste  concentra  a  maioria  dos municípios com risco de epidemia de dengue Arquivo Agência Brasil
Levantamento do Ministério da Saúde divulgado hoje (12) mostra que 340 municípios brasileiros estão em situação de risco para epidemias de dengue e chikungunya. De acordo com os dados, 877 cidades estão em alerta para ambas as doenças.
Segundo o ministério, 1.844 municípios participaram do Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa), de janeiro a fevereiro deste ano, e registraram aumento de 26,38% em relação aos participantes em 2014.
Os números mostram que uma capital está em situação de risco, Cuiabá, e 18, em situação de alerta: Aracaju, Belém, Belo Horizonte, Campo Grande, Fortaleza, Goiânia, Macapá, Maceió, Manaus, Palmas, Porto Alegre, Porto Velho, Recife, Rio de Janeiro, Salvador, São Luís, São Paulo e Vitória.
Conforme o levantamento, a Região Nordeste concentra a maioria dos municípios com índice de risco de epidemia (171), seguida pelo Sudeste (54),  Sul (52), Norte (46) e Centro-Oeste (17).
Na Região Nordeste, o armazenamento inadequado de água é responsável pela maioria dos criadouros do mosquito Aedes aegypti (76,5%). No Norte, o principal problema é o lixo (48,2%). No Sudeste, os depósitos domiciliares respondem pela maior parte dos criadouros (52,6%). No Centro-Oeste e no Sul, o principal foco do mosquito é o lixo (51,6% e 52,7%, respectivamente).
De acordo com o ministro da Saúde, Arthur Chioro, levantamento é uma ferramenta importante para direcionar ações de prevenção e combate à dengue e à febre chikungunya. "É um dispositivo que orienta a ação não apenas de autoridades sanitárias, mas da própria comunidade, em cada cidade, em cada região. Ele representa a capacidade de mapear a situação em diferentes cidades, com graduação de riscos diferentes".

Agência Brasil