MST e Via Campesina mantêm protestos pelo país

Em continuidade à série de atos da Jornada Nacional de Lutas pela Reforma Agrária, iniciada na semana passada, integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e da Via Campesina promovem manifestações hoje (12) em cinco estados: São Paulo, Rio Grande do Sul, Alagoas, Bahia e Rondônia. Eles protestam pela reforma agrária e contra o avanço do agronegócio.
Na capital paulista, cerca de 5 mil camponeses, de acordo com o MST, marcharam no início da tarde até a sede da Secretaria-Geral da Presidência da República, onde entregaram a pauta de reivindicações.
No Rio Grande do Sul, integrantes da Coordenação de Movimentos Sociais, que reúne várias entidades, participam de um ato “em defesa da classe trabalhadora e da Petrobras”. A manifestação também pede a realização de um plebiscito sobre a convocação de uma assembleia constituinte exclusiva para tratar da reforma política.
“Queremos uma Constituinte da reforma política para acabar com a influência das grandes empresas e do poder econômico na política brasileira, sequestrada no último período por cerca de 10 grandes empresas, que financiaram todos os partidos”, defendeu, em nota, o dirigente estadual da Via Campesina Marcelo da Silva.
Manifestantes participam da Jornada Nacional de Lutas das Mulheres Camponesas na Esplanada dos Ministérios (José Cruz/Agência Brasil)
Manifestantes participam da Jornada de Lutas das Camponesas, terça-feira, em BrasíliaJosé Cruz/Agência Brasil
Em em Porto Velho, cerca de mil mulheres da Via Campesina, do MST, do Movimento dos Atingidos por Barragens e da Comissão Pastoral da Terra fizeram um protesto pela reforma agrária em frente ao Palácio Presidente Vargas, sedo do governo de Rondônia. Representantes das camponesas foram recebidas pelo vice-governador, Daniel Pereira, pela direção estadual do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e da Caixa Econômica Federal.
Em Alagoas, segundo o MST, aproximadamente 5 mil sem-terra, que ontem (11) fizeram uma marcha em Maceió, participaram hoje de reunião com o governador Renan Filho para reivindicar celeridade no processo de desapropriação de imóveis para fins de reforma agrária no estado.
Na Bahia, aproximadamente 6 mil trabalhadores rurais continuam em marcha de 116 quilômetros da cidade de Feira de Santana até a capital, Salvador. Os camponeses iniciaram a caminhada segunda-feira (9) e devem chegar à capital na próxima segunda-feira (16). O ato, segundo o MST, quer chamar a atenção do Poder Público para a violência no campo e para a necessidade de reforma agrária.
A Frente Parlamentar da Agropecuária condenou a ações do MST e da Via Campesina. “Muitos dos protestos são marcados por atos de violência que nem sociedade, nem o setor produtivo de alimentos estão dispostos a tolerar”, disseram, em nota, deputados da bancada ruralista.
No documento, os parlamentares ligados ao agronegócio repudiam o que classificam de “verdadeiro desmonte das novas tecnologias implantadas pela Emater [Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural], Embrapa [Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária] e por outras instituições que cuidam da descoberta e implantação de pesquisas no campo”, em relação a protestos de camponeses em unidades de pesquisa agronegócio e multinacionais do agronegócio.

Agência Brasil

Battisti é solto após conseguir habeas corpus  - Crédito: Reginaldo Castro / AFP / CP
Polícia

Italiano Cesare Battisti é solto após obter habeas corpus




Comissão da Verdade de SP pede punição de torturadores da ditadura militar


Elaine Patrícia Cruz - Repórter da Agência Brasil Edição: Stênio Ribeiro
A Comissão da Verdade Rubens Paiva, da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), iniciada em 12 de fevereiro de 2012, encerrou hoje (12) seu trabalho, apresentando relatório final em que pede – entre 150 recomendações temáticas e 18 gerais – a punição dos agentes responsáveis por torturas, desaparecimentos e mortes durante a ditadura militar. O relatório final será encaminhado à Comissão Nacional da Verdade, ao Arquivo Público Nacional e ao Ministério Público Federal.
“Houve 150 recomendações [finais], mas eu destacaria duas que motivaram a criação da Comissão da Verdade Rubens Paiva: a localização dos restos mortais dos desaparecidos para que as famílias possam dar um sepultamento digno e a punição aos torturadores de ontem e de hoje. O Brasil não pode manter a impunidade, sob pena de ser um Estado de constante violação dos direitos humanos”, disse Maria Amélia de Almeida Teles, coordenadora da assessoria da comissão estadual.
A comissão pediu que sejam revistas e aprofundadas as investigações sobre as mortes dos ex-presidentes da República João Goulart e Juscelino Kubitschek, já que, na visão de seus integrantes, há indícios de que as mortes tenham sido planejadas por agentes da ditadura. Recomenda também a desmilitarização das polícias, a criação de locais de memória dos desaparecidos políticos, bem como a criação de mecanismos de enfrentamento, prevenção e erradicação da tortura, de assassinatos e desaparecimentos forçados por agentes públicos, e que sejam devolvidos, simbolicamente, os mandatos dos deputados estaduais paulistas cassados durante a ditadura.
A comissão pede também que o Estado brasileiro crie políticas e mecanismos permanentes de reparação e indenização às vítimas das violações de direitos humanos cometidas por agentes da ditadura militar e a responsabilização civil e administrativa das empresas que contribuíram com o regime e a perseguição de trabalhadores.
Sugere também que sejam incluídos nos currículos escolares informações e reflexões sobre a ditadura e as consequências que ainda persistem. “Nossa maior recomendação é que as pessoas saibam o que foi a ditadura e quais suas consequências. Esse é nosso maior grito de alerta”, destacou o presidente da comissão, deputado Adriano Diogo (PT), que também foi preso e torturado na ditadura.
Para Amélia Teles, o trabalho da comissão foi baseado principalmente na busca pela verdade e deve ser perpetuado em outras instâncias. “O trabalho não pode se encerrar hoje. O Ministério Público Federal e demais órgãos públicos têm de colher esses relatórios – tanto esse [da comissão estadual] quanto da Comissão Nacional e de outras comissões – e tomar as providências jurídicas que permitam o devido processo legal dos acusados de tortura, assassinatos, estupros e desaparecimentos forçados”, disse ela.
“Para alcançar a verdade ainda falta muita investigação, a abertura dos arquivos militares e a cooperação, principalmente, do Ministério das Forças Armadas e das Relações Exteriores, que têm documentos fundamentais para o avanço das pesquisas e das investigações”, acrescentou ela.
O relatório final estará disponível na plataforma virtual Verdade Aberta. São 26 capítulos temáticos, 188 casos detalhados de pessoas mortas e desaparecidas, além de todas as recomendações e o conteúdo desenvolvido pelos grupos de trabalho. A plataforma é multimídia, com vídeos das audiências públicas, fotos e documentos levantados pela comissão, além de três livros publicados durante o trabalho da Alesp.
Presente à apresentação do relatório final da comissão estadual, o ex-coordenador da Comissão Nacional da Verdade (CNV), Pedro Dallari, elogiou os trabalhos e disse que todas as comissões da verdade (legislativas, sindicais, setoriais, universitárias e outras que foram criadas em todo o país) "ajudaram a multiplicar o que já vinha sendo feito" pela CNV.
“As investigações que realizamos não começaram conosco e não vão acabar conosco. Vêm de antes, com os documentos contemporâneos da época em que as violações foram praticadas, e seguirá. Esses relatórios é que permitirão que pesquisadores nas universidades e nos movimentos sociais e a imprensa deem continuidade à investigação. Tenho segurança de que, nos próximos anos, muitas coisas vão ainda acontecer. No âmbito do governo federal, o que tem em discussão é a comissão de seguimento. O relatório da Comissão Nacional defende que haja continuidade do trabalho para que as recomendações possam ter acompanhamento por parte do governo”, disse Dallari.

Agência Brasil

 

Grupo Estado Islâmico aceita lealdade do Boko Haram

Comentarista comparou a aparência da primeira-dama com o elenco do filme - Crédito: StarTraks / Divulgação / CP
Gente

Apresentador é demitido após comentário sobre Michelle Obama

 

Rio: denunciados PMs envolvidos na morte de mulher arrastada por viatura


Vladirmir Platonow - Repórter da Agência Brasil Edição: Aécio Amado
O Ministério Público (MP) do Rio de Janeiro denunciou dois policiais militares pela morte da auxiliar de limpeza Cláudia Ferreira, baleada em um tiroteio com traficantes no Morro da Congonha, em Madureira, na zona norte do Rio, em 2014.
Claudia foi arrastada por cerca de 350 metros pela viatura policial, ao cair da mala do veículo, quando era levada para um hospital. Os policiais Rodrigo Boaventura e Zaqueu Pereira Bueno foram denunciados por homicídio doloso qualificado. A notícia foi divulgada hoje (12) pelo MP.
A 2ª Promotoria do 3º Tribunal do Júri entendeu que houve dolo eventual na conduta dos policiais, pois eles assumiram o risco de causar morte ao fazer disparos de fuzil em uma situação em que qualquer pessoa que passasse pelo local poderia ser atingida.
O MP concluiu que Rodrigo e Zaqueu, e mais quatro PMs que participaram da ação, alteraram o cenário do crime, na medida em que removeram o corpo de Claudia do local onde ela foi baleada, colocando-o no interior da viatura, a pretexto de socorrê-la, mesmo sabendo que já se encontrava morta.
Também foi denunciado o traficante Ronald Felipe dos Santos, por tentativa de homicídio qualificado contra os policiais e por associação para o tráfico. Na época do crime, a defesa dos policiais alegou que o motorista da viatura não se deu conta de que a porta traseira do veículo estava aberta e que Claudia estava sendo arrastada na pista. De acordo com a defesa, o motorista só descobriu isso quando foi alertado por outro policial.

Agência Brasil


 

Secretaria de Comunicação da Câmara será comandada por um deputado


Iolando Lourenço - Repórter da Agência Brasil Edição: Stênio Ribeiro
A Câmara aprovou hoje (12) projeto de resolução que permite ao presidente da Casa escolher o secretário de Comunicação Social entre os deputados no exercício do mandato. O atual cargo de diretor da secretaria será transformado em diretor executivo. A proposta foi elogiada por muitos deputados e criticada por outros que temem a partidarização dos veículos de comunicação da Câmara.
O presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), rebateu as críticas e disse que a medida é urgente. Segundo ele, a Mesa Diretora comprometeu-se a criar um conselho para elaborar a política de imagem da Casa. "Ninguém está falando de mudança de linhas editoriais, estamos falando de parcerias com TVs legislativas, programação, temas sem cobertura", destacou. Ele disse que hoje, antes do início da reunião da Comissão Parlamentar de Inquérito da Petrobras, a TV transmitia um programa de chorinho.
Outro projeto que muda a estrutura da Câmara, aprovado hoje, é o que cria a Secretaria de Relações Internacionais, que engloba a assessoria internacional e o cerimonial da Casa. O comando da nova secretaria também será exercido por um deputado, a ser nomeado pelo presidente da Câmara. A nova secretaria terá como atribuições estabelecer diretrizes da diplomacia parlamentar da Câmara, promover a cooperação com parlamentos de outros países e apoiar as delegações e comitivas da Casa em missão oficial.
Outro projeto aprovado pelos deputados regulamenta as entidades de autogestão de saúde. O texto, que será apreciado pelo Senado, permite a continuidade de seu funcionamento sem a necessidade de constituir nova empresa. O projeto isenta fundações, sindicatos ou associações que exerçam a autogestão de planos de saúde, de constituir pessoas jurídicas independentes para operar esses planos.

Agência Brasil


Fernando Bezerra é incluído no rol de investigados









Dólar chega a R$ 3,16, maior cotação em dez anos


Danilo Macedo - Repórter da Agência Brasil Edição: Luana Lourenço
Depois de operar em baixa durante a manhã, o dólar comercial voltou a subir e encerrou o dia hoje (12) com alta de 1,08%, cotado a R$ 3,161, maior valor da moeda norte-americana desde 14 de junho de 2004, quando fechou a R$ 3,165.
Depois de fechar ontem (11) cotado a R$ 3,12, o dólar chegou a cair para R$ 3,08 na manhã de hoje, mas reverteu a trajetória em seguida. A moeda estadunidense subiu 3,44% na semana, com fechamento em queda apenas na terça-feira (10). No mês, a alta acumulada chega a 10,7% e, no ano, a 18,91%.
No início do ano, a divulgação de dados que mostram a recuperação da economia dos Estados Unidos, como o maior consumo de bens duráveis (automóveis e eletrodomésticos), acentuou a valorização do dólar em relação ao real, ao reforçar as perspectivas de que o Federal Reserve (Fed, o Banco Central norte-americano) aumente os juros da maior economia do planeta.
Juros mais altos nos países desenvolvidos reduzem o fluxo de capital para países emergentes, como o Brasil, pressionando o dólar para cima.

Agência Brasil





Gabrielli nega existência de corrupção sistêmica na Petrobras

O ex-presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, disse hoje (12), em depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras, na Câmara dos Deputados, que não acredita na existência de um esquema de corrupção sistêmica na companhia petrolífera. Para ele, os pagamentos de propina são fruto da ação de “alguns corruptos”. Ele reconheceu, no entanto, que a empresa deve aprimorar os controles internos para descobrir atos ilegais.
“Não há corrupção sistêmica na Petrobras. Isso não quer dizer que não haja corrupção na empresa. Mas não é sistêmica, é individualizada, por causa de alguns corruptos. Mas precisamos avançar nos controles internos, que não conseguem detectar [esquemas de corrupção]”, enfatizou.
Gabrielli ressaltou que a compra da Refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos, foi um bom negócio. “Com certeza absoluta. Não tenho dúvida disso”, disse. A afirmação provocou risadas no plenário, uma vez que a refinaria gerou prejuízo de US$ 792,3 milhões à Petrobras.
 O ex-presidente da Petrobras José Sérgio Gabrielli depõe na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga denúncias de irregularidades na estatal (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)
O ex-presidente da Petrobras José Sérgio Gabrielli depõe na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga denúncias de irregularidades na estatalFabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
O depoimento de Gabrielli serviu de palco para um embate entre a oposição e a base governista. Depois de uma série de explicações técnicas sobre o desempenho da empresa ao longo dos anos, em resposta às perguntas do relator Luiz Sérgio (PT-RJ), parlamentares de oposição tomaram a palavra e acusaram frontalmente Gabrielli. Eles questionaram o fato de o ex-presidente da empresa não conhecer os repasses de propina.
“Ou o senhor é um incompetente de mão cheia ou é um dos capos. [Pedro] Barusco devolveu 97 milhões [de dólares] que não eram dele. Eram seus?”, perguntou o deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS). “O senhor tinha que ter vergonha. O senhor é cúmplice de um assalto de proporções gigantescas”, completou Lorenzoni.
Durante a fala do deputado Carlos Sampaio (SP), lídero do PSDB na Câmara, os ânimos se exaltaram. Sampaio disse que hoje a empresa vale um terço do que valia. Gabrielli, então, interveio exaltado: “Eu entrei e ela valia 15 bilhões [de dólares], e agora vale 60 bi[lhões de dólares]. Vale quatro vezes mais que no tempo do senhor”.
Em seguida, Sampaio acusou Gabrielli de mentir em seu depoimento. “O depoente não veio aqui para ajudar ninguém a não ser a si mesmo. Ele faz mau a essa CPI, fez mal ao Brasil, veio dizer inverdades”. O deputado, então, foi interrompido por uma discussão generalizada.
A deputada Maria do Rosário (PT-RS) reclamou do tom utilizado por Sampaio e questionou o tratamento acusatório dispensado a Gabrielli. “Vocês foram muito bons com Barusco aqui. Respeito!”, referindo-se ao depoimento ocorrido no dia anterior, do ex-gerente de Serviços da estatal Pedro Barusco. O deputado Afonso Florence (PT-BA) pediu que a CPI abordasse também atos de corrupção praticados em 1997 e 1998, conforme havia explicado Barusco.
“Essa cronologia começou em 1997, 1998, disse um réu confesso. Se há tantos indícios de que houve corrupção entre 1997 e 1998, temos que investigar esse período também”. Já o deputado Valmir Prascidelli (PT-SP) defendeu Gabrielli e criticou os colegas de oposição. “O senhor saiba que existem deputados aqui que defendem os criminosos confessos, que dilapidaram a Petrobras. Tem uns aqui que trataram muito bem o senhor Barusco, faltou colocarem gelinho na água dele. E hoje tentam hostilizar o senhor aqui, que fez uma ótima gestão na Petrobras e não está sendo acusado de nada."
Gabrielli iniciou seu depoimento fazendo a defesa da Petrobras e um balanço da sua gestão frente à empresa, que ele qualificou como positiva, pois a companhia ampliou sua produção e exploração. “Com a descoberta do pré-sal, temos uma produção nessa área superior a 800 mil barris por dia. Para você produzir a mais de 6 mil metros de profundidade é preciso ter estrutura para isso. Uma estrutura tecnicamente desafiadora, de sucesso para a Petrobras”.

Agência Brasil




MEC garante que todas as renovações de contratos do Fies estão asseguradas


Mariana Tokarnia - Repórter da Agência Brasil Edição: Stênio Ribeiro
O Ministério da Educação (MEC) divulgou, na tarde de hoje (12) nota para tranquilizar os estudantes que ainda não conseguiram renovar o contrato do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). Segundo a pasta, todos os que firmaram contratos até 2014 têm assegurado o aditamento. Ao todo, foram renovados mais de 830 mil contratos de um total de 1,9 milhão. O sistema ficará aberto até o dia 30 de abril.
"Todos têm assegurado o aditamento de seus contratos", destaca a nota. A pasta esclarece que, a qualquer momento em que for feito o aditamento, ele vale desde o início do semestre. A lentidão no sistema, enfrentada por alunos, está sendo corrigida, acrescenta o MEC.
O MEC informa ainda que, além das renovações, há vagas para novos contratos, mas não menciona quantas.
Em nota anterior, a pasta ressalta que usa critérios de qualidade, distribuição regional e disponibilidade de recursos para liberar os financiamentos, e que os cursos com nota 5 (avaliação máxima) serão todos oferecidos. Nos que têm notas 3 e 4, são considerados aspectos regionais como, por exemplo, localidades que historicamente receberam menos financiamentos.
O Fies oferece corbertura da mensalidade de cursos em instituições privadas de ensino superior a juros de 3,4% ao ano. O estudante começa a quitar após 18 meses da conclusão do curso. Desde 2010, o Fies acumula 1,9 milhão de contratos e abrange mais de 1,6 mil instituições.

Agência Brasil

 

Postal: Justiça não impedirá atraso nos salários

Justiça argentina vai convocar junta médica para esclarecer morte de promotor


Monica Yanakiew - Correspondente da Agência Brasil/EBC Edição: Luana Lourenço
A Justiça argentina vai convocar uma junta médica para esclarecer novas dúvidas que surgiram sobre a morte do promotor Alberto Nisman, há quase dois meses. Ele foi encontrado no banheiro de sua casa, com um tiro na cabeça, quatro dias depois de acusar a presidenta da Argentina, Cristina Kirchner, de acobertar os responsáveis por um dos piores atentados da história do país.
A decisão foi tomada pela promotora responsável pelo caso, Viviana Fein, que reconheceu divergências entre o laudo oficial, que diz que Nisman se suicidou, e uma investigação paralela feita a pedido da família do promotor.
De acordo com a investigação não oficial, Nisman foi obrigado a se ajoelhar de frente para a banheira e recebeu um tiro por trás, de um revólver calibre 22, encontrado ao lado do corpo. Essa descrição detalhada está no relatório de 93 páginas feito pelos peritos contratados pela ex-mulher de Nisman, com base nos dados fornecidos pelos responsáveis da investigação oficial.
Apesar dos dados serem os mesmos – fotografias do corpo na posição em que foi encontrado, manchas de sangue, resultados da autópsia – as conclusões das duas equipes de peritos são muito diferentes. Segundo os especialistas da Suprema Corte, Nisman morreu na tarde do dia 18 de janeiro e não há provas suficientes para determinar se foi suicídio ou homicídio. Já os peritos contratados pela família dizem que ele foi assassinado um dia antes, que agonizou e teve o corpo removido do local onde foi morto.
A polêmica sobre o caso aumentou hoje (12) quando a promotora Viviana Fein disse desconhecer um dos trechos do relatório, o item 12, que descreve a forma como Nisman teria sido morto: “No momento de receber o disparo a vítima deve ter estado com um joelho no chão”, diz o trecho.  Os peritos explicam que chegaram a esta conclusão pelas manchas de sangue encontradas na cena e porque, se Nisman estivesse de pé, teria sofrido lesões nas costas e na cabeça, na hora de cair – o que não aconteceu.
“Não há nenhum item 12. Não sei do que se trata”, disse a promotora. “Não falamos sobre a mecânica da morte.” A juíza Sandra Arroyo Salgado, ex-mulher do promotor, reagiu às declarações. “Ela está faltando com a verdade”, disse, ao garantir que o trecho está no relatório entregue à Viviana.
Em seguida, a promotora reconheceu que sabia da existência do item 12, mas disse que não comentou o conteúdo porque Sandra lhe pediu sigilo sobre o documento da investigação paga pela família.
Viviana Fein informou que o relatório foi aceito como parte da investigação e que vai investigar “as dissidências, que praticamente são totais, em relação a autópsia” com a convocação da junta médica.
Nisman era o promotor responsável pelas investigações do atentado de 1994 contra o centro comunitário judaico Amia, que matou 85 pessoas e feriu mais de 300, em Buenos Aires. Ele acusou o Irã de ter planejado o ataque.
Em janeiro deste ano, o promotor acusou Cristina Kirchner de conspirar com o Irã para acobertar os supostos terroristas. O motivo, segundo Nisman, seria um acordo econômico entre os dois países em que a Argentina compraria petróleo iraniano e venderia trigo e armas. Nisman seria ouvido no Congresso argentino no dia 19 de janeiro, mas foi encontrado morto na véspera.

Agência Brasil

 

Câmara aprova regulamentação dos direitos dos empregados domésticos

A Câmara dos Deputados aprovou, há pouco, o projeto de lei complementar que regulamenta os direitos e deveres do empregado doméstico. Foram 319 votos a favor e 2 contra. Um acordo entre líderes partidários e o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), adiou para a próxima semana a votação das emendas e dos destaques que visam a modificar o texto aprovado.
Antes da votação do projeto, os deputados aprovaram, por 190 votos a 174, um requerimento de preferência para votar uma emenda substitutiva apresentada pela deputada Benedita da Silva (PT-RJ) antes do texto aprovado pela comissão que analisou o projeto original do senador Romero Jucá (PMDB-RR). O texto de Jucá foi apresentado em 2013 e aprovado pelo Senado.
Com a aprovação do requerimento, foi colocada em votação, e aprovada, a emenda substitutiva da deputada Benedita, que incorporou sugestões dos domésticos e do governo. A emenda mantém em 12% a contribuição previdenciária do empregador, que tinha sido reduzida para 8% no texto aprovado pelo Senado.
Os direitos e deveres dos domésticos foram estabelecidos pela Emenda Constitucional 72, aprovada e promulgada pelo Congresso Nacional. Entre os direitos estão, por exemplo, o seguro-desemprego, indenização por demissão sem justa causa, conta no Fundo de Garantia do Tempo de Serviço, pagamento de horas extras, adicional noturno, seguro contra acidente de trabalho e jornada diária de 8 horas.
A maioria dos deputados elogiou a aprovação da emenda de Benedita da Silva em substituição ao texto do Senado. No entanto, a proposta aprovada poderá sofrer alguma alteração na votação das emendas e destaques. Alguns deputados disseram  que não adianta ter lei boa e não ter emprego e que é preciso ter os dois.
Depois de votada as emendas e os destaques, o projeto aprovado retorna ao Senado para nova apreciação, já que o texto dos senadores foi modificado na Câmara. Depois de aprovado pelo Senado, o projeto será encaminhado à sanção presidencial.

Agência Brasil

Polícia Federal prende Cesare Battisti em São Paulo


Michèlle Canes - Repórter da Agência Brasil Edição: Luana Lourenço
O ex-ativista italiano Cesare Battisti foi preso hoje (12) na cidade de Embu das Artes, em São Paulo. O anúncio foi feito pela Polícia Federal (PF) em nota à imprensa. Segundo o texto, a PF “cumpriu mandado de prisão administrativa para fins de deportação do italiano Cesare Battisti”. O mandado foi expedido pela 20ª Vara da Justiça Federal no Distrito Federal.
Até a deportação, Battisti ficará preso na Superintendência Regional da PF em São Paulo. “Todas as medidas administrativas necessárias para o cumprimento da deportação estão sendo tomadas”, diz a nota. A PF não informou para que país Batistti será enviado.
Cesare Battisti
O ex-ativista italiano foi preso em São Paulo e
pode ser deportado    ArquivoAgência Brasil
No início deste mês o italiano teve o visto brasileiro cancelado. A juíza federal de primeira instância em Brasília Adverci Rates Mendes de Abreu, atendendo a pedido do Ministério Público Federal, considerou ilegal ato do Conselho Nacional de Imigração, que concedeu a Battisti o visto de permanência definitiva no Brasil.
Para a juíza, o italiano deve ser deportado, o que não afrontaria a decisão presidencial de não extraditá-lo, tomada pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2010. Na decisão, a magistrada determinou que a União implemente procedimento de deportação para o México ou a França, países pelos quais Battisti passou antes de chegar ao Brasil.
O ex-ativista foi condenado na Itália à prisão perpétua por homicídio.  Em 2004, ele fugiu para o Brasil, onde foi preso três anos depois. O governo italiano pediu extradição dele, que foi aceita pelo Supremo Tribunal Federal (STF). No entanto, no último dia de seu mandato, Lula decidiu que Battisti deveria ficar no Brasil, e o ato foi confirmado pelo STF em seguida.

Agência Brasil



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Governo planeja assentar 120 mil famílias nos próximos quatro anos


Ana Cristina Campos - Repórter da Agência Brasil Edição: Aécio Amado
O governo federal planeja assentar cerca de 120 mil famílias nos próximos quatro anos, disse hoje (12) o ministro do Desenvolvimento Agrário, Patrus Ananias. “Não podemos aceitar que as pessoas fiquem morando debaixo de lona. A nossa prioridade é assentar as famílias acampadas. Já temos o levantamento de 60 mil famílias que foram cadastradas pelo Ministério de Desenvolvimento Social e Combate à Fome e vamos agora cadastrar aproximadamente 60 mil famílias”, disse o ministro, na primeira reunião do ano do Conselho Nacional de Desenvolvimento Rural Sustentável.
 Implicações para as Políticas Públicas (Antonio Cruz/Agência Brasil)
Ampliar infraestrutura dos assentamentos é desafio, diz o ministro Patrus AnaniasArquivo/Agência Brasil
Segundo Patrus Ananias, a meta é assentar as famílias nos próximos quatro anos. “Vamos levantar as terras públicas disponíveis, mas também vamos trabalhar com as terras privadas que possam ser, nos termos da lei, desapropriadas ou compradas.”
De acordo com o ministério, no ano passado, 22,3 mil famílias foram beneficiadas com a reforma agrária, e, desde 2011, foram assentadas cerca de 101 mil famílias.
Para Patrus Ananias, outro desafio é ampliar a infraestrutura dos assentamentos, dotando-os de condições para a melhoria de vida dos assentados. “A prioridade também é transformar os assentamentos em espaços autossuficientes, com efetiva produção agrícola, e com acesso à educação, cultura, inclusão digital, atividades esportivas, água, saneamento e estradas.”
Representantes do governo e de entidades ligadas à agricultura debatem, até amanhã (13) a implementação do Plano Nacional de Desenvolvimento Rural Sustentável e Solidário, voltado para a agricultura familiar e a agroecologia. O público-alvo do plano são agricultores familiares, assentados da reforma agrária, extrativistas, povos indígenas e quilombolas, mulheres e jovens do campo.

Agência Brasil


 

Renúncia já, por MIGUEL REALE JÚNIOR

REPASSAR !!!
O ESTADÃO - 08/03/15


Renúncia já
MIGUEL REALE JÚNIOR
A indignação em vista do descalabro moral e gerencial do governo veio à tona com a elevada rejeição da presidente. Fala-se cada vez mais em impeachment, cassação do seu mandato pelas vias legais. Em entrevista concedida por José Dirceu em junho de1992 ao programa Roda Viva, disse o então deputado: ―Não se faz impeachment na Câmara e no Senado, ele acontece na sociedade; eu disse e quero repetir que o impeachment não se resolve no Congresso Nacional, se resolve nas ruas e se resolve com uma coalizão político-partidária‖. Porém, além dos fatores sociais e políticos, consistentes no apoio das ruas e na expressiva maioria parlamentar, há de se ter, para o impeachment, a acusação de ação ou omissão enquadrável em algum dos 65 tipos de conduta descritos na Lei n.º1.079, de 1950. Nos governos Lula e no primeiro mandato de Dilma, poder-se-ia encontrar a violação ao dever de probidade na administração pela ausência de zelo da moralidade administrativa, não se tornando efetiva a responsabilidade dos subordinados em face de delitos funcionais, tal como preceitua o artigo 90, item 3, da Lei 1.079. Primeiramente, entendo que as infrações políticas que podem levar ao impeachment são exclusivamente previstas na forma dolosa, ou seja, intencional. Assim, os fatos devem revelar a intenção do governante de não tomar providências em vista da improbidade cometida por subordinados, o que circunstâncias a seguir lembradas podem indicar. Em 2009, sendo Lula presidente da República e Dilma chefe da Casa Civil e presidente do Conselho de Administração da Petrobrás, instalou-se no Senado a CPI da Petrobrás, tendo em vista, principalmente, relatórios do Tribunal de Contas da União (TCU) revelando sobrepreços na obra da Refinaria Abreu e Lima. No dia da instalação da CPI, Lula declarou que a comissão não era do Senado, era do PSDB, e só impatriotas punham a Petrobrás em investigação, tendo a certeza de não haver irregularidades na empresa e Dilma, ―revoltada‖, afirmou que a Petrobrás tinha a contabilidade das mais apuradas do mundo. Lula interferiu na composição da CPI, combinando com o líder do PMDB, Renan Calheiros, a indicação da relatoria para o sempre governista Romero Jucá, ambos possíveis beneficiários dos desvios, segundo o procurador da República. Fernando Collor fazia parte da CPI e foi cooptado por Lula em troca do poder de nomear dois diretores da BR Distribuidora, suspeita de repassar importâncias ao senador. Os diretores sugeridos por Collor foram aprovados pelo conselho de administração presidido por Dilma. Estava tudo armado para o ocultamento. Romero Jucá, no relatório da CPI, concluiu que as indicações de sobrepreço na Abreu e Lima decorriam da aplicação equivocada de índices pelo TCU, certo deque o tribunal viria a concordar com suas assertivas. Lula e Dilma trabalharam para o fracasso das investigações do Senado e sabiam de tudo, segundo o doleiro Alberto Youssef. Na CPI encobriram-se irregularidades que só vieram à tona em março de 2014, sem nenhuma contribuição do governo Dilma. Já presidente da República, Dilma manteve a diretoria que administrava a Petrobrás, deixando que continuassem a surrupiar quantias astronômicas, impossíveis de não ser percebidas, e em parte desaguadas na tesouraria do seu partido. Mas mesmo que fique configurada conivência da presidente com os malfeitos, ao deixar sem apuração os desvios ao longo do tempo, tipificando-se, eventualmente, a conduta descrita no artigo 90, item 3, acima lembrado, todavia, essa omissão dolosa teria ocorrido no período passado. A pena do impeachment visa a exonerar o presidente por atos praticados no decorrer do mandato. Findo o exercício da Presidência, não se pode retirar do cargo aquele cujo governo findou. Diz o artigo 15 da Lei do Impeachment que a denúncia deverá ser recebida se o denunciado não tiver, por qualquer motivo, deixado o cargo. E Dilma deixara o cargo de presidente por ter terminado o mandato, tomando posse de outro, que se iniciou em 10 de janeiro com faixa presidencial e juramento. Assim, se há manifestações nas ruas e grave crise de governabilidade, complicada por inflação e estagnação, falta, no entanto, fato concreto entre janeiro e março deste ano constitutivo de infração política a justificar o impeachment. Com tempo para agir, o governo repensa a não aplicação da Lei Anticorrupção às empresas, que poderia levar ao impeachment, como bem suscitou Modesto Carvalhosa. Se não há crime de responsabilidade, pode haver crime comum, por ora com pedido de arquivamento. Na entrevista de 1992 ao Roda Viva, José Dirceu disse ser uma via a renúncia de Collor em razão de não ter ―condições éticas e políticas de continuar governando o País‖. Tal sucede com Dilma. Há uma revolta em face da imoralidade do ―desgoverno‖. Soma-se o amplo espectro político da corrupção revelado pelo procurador-geral da República, com ministros, presidentes do Legislativo e outros líderes do Congresso Nacional investigados no escândalo. Houve um ataque frontal à democracia com promiscuidade organizada entre Executivo e Legislativo. As bases da República foram corroídas no seu cerne. Apodreceram o Brasil. No próximo dia 15, a passeata dos indignados deve clamar por patriótica e ampla renúncia. Dilma não tem condições éticas e políticas para governar, carente de qualquer credibilidade pelo passado nefasto e por ausência de autoridade moral: é apenas a triste condutora de sua herança maldita com um séquito de ex-ministros investigados. A saída da crise é ainda mais estreita com representação do procurador-geral, pois Eduardo Cunha e Renan também devem renunciar à presidência de suas Casas. Malgrado a presunção de inocência, não contam com as imprescindíveis confiança e independência para desinfetar o Brasil. Renúncia já: a única via em busca de pacto sério para reconstrução do País.
ADVOGADO, PROFESSOR TITULAR SENIOR DA FACULDADE DE DIREITO DA USP, MEMBRO DA ACADEMIA PAULISTA DE LETRAS, FOI MINISTRO DA JUSTIÇA

Ex-ativista Cesare Battisti recebe habeas corpus e volta para casa

Ex-ativista Cesare Battisti recebe habeas corpus e volta para casa: http://glo.bo/1EFaScP

MMS Spacecraft Separation #Nasa

Publicado em 13 de mar de 2015
The four Magnetospheric Multiscale, or MMS, spacecraft separate from the Centaur upper stage as they are deployed into orbit. Liftoff took place from Cape Canaveral Air Force Station's Space Launch Complex 41 at 10:44 p.m. EST.

Credit: NASA Kennedy

Liftoff of Atlas V rocket with MMS spacecraft

Publicado em 13 de mar de 2015
The Atlas V rocket lifts off from Space Launch Complex 41 at Cape Canaveral Air Force Station carrying four Magnetospheric Multiscale, or MMS, spacecraft on a mission to study magnetic reconnection. Scientists believe MMS will provide insights into the fundamental process that occurs throughout the universe. Liftoff was at 10:44 p.m. EDT.