Click no título acima para continuar lendo o artigo.
As principais notícias do dia. Política, economia, notícias internacionais, agronegócio e empreendedorismo.
Youtube Video SEO dicas para indexar os seus vídeos
Click no título acima para continuar lendo o artigo.
Liceu de Aristóteles: novo parque arqueológico em Atenas
AFP/Arquivos
Sítio arqueológico do Liceu de Aristóteles, em Atenas, na Grécia, em 2009
Da AFP
O sítio arqueológico do Liceu de Aristóteles, descoberto em 1996, no centro de Atenas, e restaurado nos últimos anos, foi aberto ao público nesta quarta-feira, informou o Ministério da Cultura grego.
Este novo "parque arqueológico", com cerca de um hectare, oferece uma viagemao universo do filósofo grego Aristóteles (384 a 322 a.C.) a algumas centenas de metros do Parlamento, em pleno centro da capital grega.
Foi lá, perto do templo consagrado a Apolo Lykeios - que deu nome à escola - que Aristóteles fundou sua academia, por volta do ano 335 aC, após retornar da Macedônia, em consequência da partida de seu aluno, Alexandre, o Grande, para as guerras de conquista.
Na escola peripatética, cujo nome vem do grego antigo 'peripatetikós' - "que ama caminhar debatendo", Aristóteles costumava dar aulas aos seus alunos enquanto caminhava.
Além dos vestígios de dois templos, entre os quais o de Apolo, o local compreende as ruínas de uma palestra, local de luta, onde seus alunos treinavam a arte da guerra.
O liceu constitui uma das três grandes escolas filosóficas da Antiguidade grega, ao lado da Academia de Platão e da Escola Cinosargo, criada pelos cínicos após a morte de Sócrates (339 a.C.).
Foi durante os trabalhos de escavação de um terreno destinado, a princípio, a dar lugar a um museu de arte moderna, que foram encontrados os vestígios do famoso Liceu, que os arqueólogos procuravam há séculos. Situado no prolongamento do museu bizantino, o local ficará aberto das 08h00 às 20h00.
Youtube Super Power
Click no título acima para continuar lendo o artigo.
Mas que P-T- coincidência!... (E-mail recebido aqui no RS Notícias)
|
Mas que PuTa
coincidência!
Não sei quem é o autor, mas, realmente, é muita coincidência.
Tudo que é palavra ruim tem o PT no meio.
|
Como aumentar visitas em blog
Click no título acima para continuar lendo o artigo.
Já começou a gozação!!!
Já começou a gozação!!!
| |||||
Curso de Consultoria de Moda Online Grátis
A insustentável desonestidade intelectual
Os sofistas, na Grécia Antiga, valiam-se de técnicas de argumentação em que o que menos importava era a verdade. Importava vencer a discussão. Para tanto, desenvolveram a erística, expediente baseado na habilidade verbal e na acuidade de raciocínio, manejadas de modo a confundir o interlocutor.
É bem verdade que o truque só funcionava com gente menos preparada, que, ontem como hoje, corresponde à maioria dos que ocupam os espaços públicos de debate. Sócrates, Platão e Aristóteles não caíam nessa armadilha. Mas quantos desses dispomos?
No curso do tempo, o termo sofisma passou a designar uma mentira com aparência de verdade, que se serve de premissa falsa, tida por demonstrada (mesmo não tendo sido). A partir dela, possibilita a construção de raciocínios lógicos, que lhe dão aparência de realidade. Essa técnica foi resumida, em seu conteúdo moral, na máxima de Joseph Goebbels, o ministro da Propaganda de Hitler: "Uma mentira, repetida mil vezes, vira verdade".
O preâmbulo vem a propósito de recente entrevista que concedi ao jornal inglês "The Guardian". O entrevistador parte do princípio, jamais demonstrado --e não colocado ao exame do entrevistado--, de que o produtor rural é um antiambientalista voraz, inimigo dos índios e que "empurra no Congresso seus lobbies".
Quem lê supõe que se trata de verdades inquestionáveis, já que a entrevistada não se manifesta sobre elas. Não cogita do simples fato de que tais questões não lhe foram postas, o que lhe permitiria desmontá-las sem maiores dificuldades.
Se, ainda assim, ele mantivesse seus pontos de vista, tudo bem: a liberdade de opinião é intocável, mas ao menos permitiria ao leitor confrontá-la com a do entrevistado. Estariam então preservadas as liberdades dos três. Não o fazendo, permitiu-se imputar à entrevistada e ao agronegócio, sem chances de defesa, epítetos como "face do mal" ou "rainha do desmatamento".
Poucos temas têm se prestado tanto à ação desses predadores da inteligência como o ambiente. Premissas falsas, como essas, circulam como dogmas, propiciando a construção de discursos, com requintes técnicos, que desorientam o público não especializado. Na ponta mais moderada, criticam a ação humana no planeta; na mais radical, postulam sua exclusão.
Vejamos algumas dessas premissas falsas relativas ao Brasil, sustentadas pelo entrevistador. A mais repetida: o Código Florestal "enfraqueceu" a legislação ambiental". É falso. O código, votado pelo Congresso --inclusive com o apoio da maioria dos que integram a bancada ambiental--, após cinco anos de discussão, é a mais rigorosa legislação do setor em todo o mundo.
Não apenas manteve os percentuais de conservação de vegetação nativa como estabeleceu a integral recuperação de todas as áreas desmatadas ilegalmente. Criou o CAR (Cadastramento Ambiental Rural), que, ao relacionar os mais de 5,2 milhões de imóveis rurais brasileiros, permite monitorar a proteção da vegetação nativa em cada bioma. Fui uma das vozes mais empenhadas na inserção desse dispositivo no código.
No entanto, somos acusados do contrário: de ter defendido o afrouxamento dos controles. Basta uma simples pesquisa nos arqui- vos do Congresso, num computador doméstico, para que se constate o que sempre defendi: a necessi- dade de uma legislação clara e permanente, que inexistia até a aprovação do código.
Ah, sim, o desmatamento. Segundo a sofística em curso, estaria em aumento contínuo, sobretudo depois do código. Mas, segundo dados do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), o desmatamento está em queda há dez anos. A área desmatada em 2013 foi 79% menor do que o registrado em 2004.
É com esse tipo de argumentação que lidamos. E quem perde é o público, induzido a condenar o setor mais dinâmico e moderno da economia brasileira, que lhe garante expressivos superavit comerciais há décadas, gerando emprego e renda.
* Kátia Abreu, 52, senadora (PMDB-TO) e presidente da CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil), escreve aos sábados nesta coluna.