sábado, 24 de outubro de 2020

Ricardo Gomes quer reduzir a alíquota do IPTU comercial em Porto Alegre

 Candidato a vice na chapa de Sebastião Melo foi entrevistado no Esfera Pública



Candidato a vice-prefeito de Porto Alegre na chapa de Sebastião Melo (MDB), Ricardo Gomes (Dem) afirmou nesta sexta-feira que, se eleita, a dupla cancelará os aumentos de IPTU previstos até 2026 e reduzirá a alíquota do IPTU comercial para voltar a estimular o emprego, a renda e a venda e aluguel de imóveis. Primeiro dos candidatos a vice entrevistado pelo Esfera Pública, da Rádio Guaíba, Gomes, que se identifica como liberal, também se comprometeu a não aumentar nenhum imposto na Capital.

“A soma dos impactos do cancelamento e da redução de imposto que vamos propor dá aproximadamente 1,1% do orçamento de Porto Alegre”, afirmou, explicando que este percentual será compensado com corte de despesas, o que considera bastante fácil de se fazer. “Temos um estudo muito concreto para fazer uma redução de tributo que vai ajudar a gerar emprego e renda”, comentou. 

O candidato, que já integrou o governo Nelson Marchezan Júnior, disse que rompeu com o atual prefeito justamente pelo aumento do IPTU. Segundo ele, era possível fazer a revisão da planta sem aumentar os valores dessa forma. Gomes afirmou que o risco de um desentendimento com Melo não existe, pois suas visões – mais à direita, pelo seu lado, e mais de centro, no caso do candidato a prefeito – se complementam. 

As pautas da chapa, salientou, também passam pela criação de programas de microcrédito e de qualificação profissional para que as pessoas que ficaram desempregadas durante a crise provocada pela pandemia do novo coronavírus possam se recolocar. Ainda mencionou a necessidade de recuperar o ano letivo e tentar atender as consultas e cirurgias que deixaram de ser feitas em função da Covid-19. 

Sobre a vacina contra a doença, além de considerar opcional, Gomes afirmou que considera mentirosa a promessa de candidatos em adquiri-las. De acordo com ele, a imunização, independente do país de origem, só chegará à população através do Ministério da Saúde e com autorização da Anvisa.


Rádio Guaíba e Correio do Povo

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