Aumento de impostos. Lá e aqui, por Taline Oppitz
Deputados
de oposição, entre eles os do PT, estão empenhados nas críticas
ao projeto do Executivo gaúcho, de aumento de alíquotas do ICMS,
mas ficarão em situação desconfortável no embate – que promete
ser duro – que se dará na sessão plenária durante a votação da
proposta. Apesar das resistências por aqui, em Brasília estão em
análise pelo Palácio do Planalto diversas iniciativas para
viabilizar a ampliação das receitas da União. Todas elas passam
pelo aumento de impostos. Além da recriação da CPMF, que
dependeria de aval dos parlamentares, outra alternativa seria a
elevação de tributos que não precisam do aval do Congresso
Nacional e poderiam ocorrer por decreto da presidente Dilma Rousseff,
como Cide, IPI, e IOF. O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, chegou a
reconhecer na última semana que o aumento do Imposto de Renda “pode
ser um caminho” para reforçar o caixa do governo federal. Na
quinta-feira, um dia após a agência Standard & Poor's rebaixar
a nota do Brasil na classificação de segurança para investimentos,
em coletiva, Levy não de pronunciou sobre medidas visando à redução
da máquina publica, defendeu que os brasileiros estão dispostos a
pagar mais impostos para viabilizar o ajuste fiscal e que a medida
deve ser vista como “um pequeno investimento” dos contribuintes
para o país voltar a crescer.
Redução
A
Câmara de Bento Gonçalves aprovou por unanimidade na última semana
dois projetos de autoria da prefeitura estabelecendo a redução de
impostos. Um deles incentiva a regularização de transações
imobiliárias através da redução da alíquota e aumento da
possibilidade de parcelamento do Imposto sobre a Transmissão de Bens
Imóveis (ITBI). Após a sanção do prefeito Guilherme Pasin, o
ITBI, para quem regularizar a aquisição de imóvel até o dia 18 de
dezembro de 2015, será de 1,4% e poderá ser pago em duas parcelas.
Incentivo
Outro
projeto aprovado em Bento Gonçalves institui o Programa de
Recuperação fiscal do Município, o Refis 2015, e autoriza o
recebimento, à vista, com descontos, de valores de débitos de
contribuintes, com vencimento até o dia 30 de junho de 2015, com
IPTU, ISSQN, taxas e contribuições de melhoria. As ações fazem
parte da Política de Incentivo ao Desenvolvimento Econômico que
será apresentada segunda-feira a empresários da região.
Queda de braço
O
presidente da Câmara de Porto Alegre, Mauro Pinheiro, está
enfrentando resistências à regularização da carga horária, que
indica a obrigatoriedade do cumprimento de 40 horas semanais, regime
para o qual a maioria dos servidores da Casa é contratada, com
gratificação. Ao anunciar a regulamentação da norma, as
principais reações vieram acompanhadas pelo argumento de que “o
trabalho de 36 horas semanais era uma tradição” na Casa. Segundo
a presidência, no entanto, a jornada reduzida de forma irregular
resultou, apenas em 2014, no pagamento de cerca de R$ 1,5 milhão em
horas extras. Apesar das resistências, Mauro Pinheiro decidiu
acelerar o processo de contratação do ponto eletrônico. O contrato
com a Procempa foi assinado na última terça-feira.
Apartes
A
Câmara dos Deputados realiza sessão solene, terça-feira, em
homenagem aos 10 anos de criação do PSol. Na data, será inaugurada
exposição sobre o partido na Casa.
Fonte: Correio do Povo, página 3 de
13 de setembro de 2015.
Comentários
Postar um comentário