Duque de Wellington: o título nobiliárquico criado para o herói de Waterloo

 


O título Duque de Wellington é um dos ducados mais antigos e prestigiosos do Pariato do Reino Unido. Criado em 1814, ele foi concedido ao general Arthur Wellesley como reconhecimento por suas vitórias na Guerra Peninsular e, especialmente, pela decisiva vitória na Batalha de Waterloo, em 1815, onde comandou as forças aliadas ao lado do marechal prussiano Blücher contra Napoleão Bonaparte.Sempre que se menciona “o Duque de Wellington” sem maiores especificações, a referência quase sempre diz respeito ao primeiro titular do título, o famoso estadista e militar britânico de origem irlandesa.Criação e títulos subsidiáriosO ducado foi instituído em 11 de maio de 1814, junto com o título de Marquês Douro. Entre os títulos subsidiários estão:
  • Marquês de Wellington (1812)
  • Conde de Wellington (1812)
  • Visconde Wellington (1809)
  • Barão Douro (1809)
Além desses, os Duques de Wellington herdaram títulos irlandeses, como Conde de Mornington, Visconde Wellesley e Barão Mornington.O primeiro duque também recebeu honrarias estrangeiras por seus serviços militares:
  • Príncipe de Waterloo (Países Baixos)
  • Duque de Ciudad Rodrigo (Espanha)
  • Duque da Vitória e Marquês de Torres Vedras (Portugal)
  • Conde de Vimeiro (Portugal)
Residências da famíliaA sede principal da família Wellesley é Stratfield Saye House, em Hampshire. A icônica Apsley House, em Londres — conhecida como “Número Um, Londres” —, pertence ao English Heritage, mas a família ainda mantém um apartamento privado no local.Lista dos Duques de Wellington
  1. Arthur Wellesley, 1.º Duque de Wellington (1769–1852) — o herói de Waterloo
  2. Arthur Wellesley, 2.º Duque de Wellington (1807–1884)
  3. Henry Wellesley, 3.º Duque de Wellington (1846–1900)
  4. Arthur Wellesley, 4.º Duque de Wellington (1849–1934)
  5. Arthur Wellesley, 5.º Duque de Wellington (1876–1941)
  6. Henry Wellesley, 6.º Duque de Wellington (1912–1943) — morto em combate na Segunda Guerra Mundial
  7. Gerald Wellesley, 7.º Duque de Wellington (1885–1972)
  8. Arthur Wellesley, 8.º Duque de Wellington (1915–2014)
  9. Charles Wellesley, 9.º Duque de Wellington (nascido em 1945) — atual titular
O herdeiro aparente é Arthur Gerald Wellesley, Marquês Douro (nascido em 1978), filho do 9.º Duque. Seu filho, Arthur Darcy Wellesley, Conde de Mornington (nascido em 2010), é o segundo na linha de sucessão.O Ducado de Wellington permanece como um símbolo da vitória britânica e aliada sobre Napoleão e da importância histórica de Arthur Wellesley, considerado um dos maiores comandantes militares de seu tempo.

PM de São Paulo aposenta tenente-coronel investigado por feminicídio

 


A Polícia Militar de São Paulo transferiu para a reserva o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos, preso preventivamente sob suspeita de feminicídio e fraude processual. A portaria foi publicada nesta quinta-feira (2 de abril de 2026) no Diário Oficial do Estado.Geraldo Neto é o principal suspeito da morte da esposa, a policial militar Gisele Alves Santana, ocorrida em 18 de fevereiro deste ano no apartamento do casal, no bairro do Brás, centro de São Paulo. Ele nega o crime e alega que a mulher cometeu suicídio após ele manifestar desejo de divórcio.Com a transferência para a reserva, o oficial passará a receber aposentadoria proporcional de idade com base no salário integral que recebia. Em fevereiro, seu salário bruto era de R$ 28.946,81, segundo dados do Portal da Transparência.A Corregedoria da PM já havia aberto processo de expulsão do tenente-coronel em março. Se a expulsão for confirmada, ele perderá definitivamente a patente e o direito à remuneração. A Secretaria de Segurança Pública informou que o processo administrativo continua em análise mesmo após a transferência para a reserva.Entenda o casoGisele Alves Santana foi encontrada morta com um tiro na cabeça. Apenas o casal estava no apartamento no momento do ocorrido.Inicialmente registrado como suicídio, o caso foi reclassificado para morte suspeita após a família da vítima denunciar que Gisele vivia em um relacionamento abusivo, marcado por excessivo controle, ciúmes e submissão por parte do marido.A Polícia Civil apontou várias inconsistências na versão apresentada por Geraldo Neto. Entre as evidências levantadas pela perícia estão:
  • Marcas de unhas no pescoço e no rosto de Gisele;
  • Manchas de sangue da vítima na bermuda e na toalha do tenente-coronel;
  • A posição do corpo e da arma, que indicariam manipulação da cena do crime.
Análises de mensagens trocadas pelo casal também revelaram um relacionamento instável, com brigas frequentes e sinais de que era Gisele quem desejava a separação, enquanto o marido resistia.Tanto a Justiça Militar quanto a Justiça Comum decretaram a prisão preventiva de Geraldo Neto, que foi detido em 18 de março e permanece preso.A investigação segue em andamento nas duas esferas: na Polícia Civil (Justiça Comum) e na Corregedoria da PM (Justiça Militar).A Secretaria de Segurança Pública reafirmou o compromisso da instituição com a legalidade e a disciplina.

IPM conclui que não houve crime na morte de agricultor durante ação da Brigada Militar em Pelotas

 


A Corregedoria-Geral da Brigada Militar concluiu o Inquérito Policial Militar (IPM) que investigava a morte do agricultor Marcos Daniel Nörnberg, ocorrida em janeiro deste ano, em uma propriedade rural no interior de Pelotas. O relatório final aponta que não houve conduta criminosa por parte dos policiais envolvidos na operação.De acordo com o documento, a ação teve origem em uma operação para localizar suspeitos de um roubo com sequestro registrado dias antes na zona rural do município. Durante a abordagem, houve intensa troca de tiros entre os policiais e o morador da residência.A perícia indicou disparos realizados tanto de fora quanto de dentro da casa, configurando uma situação de “fogo cruzado”. O IPM destaca que há elementos técnicos que apontam para disparos efetuados pelo agricultor com um rifle calibre .22 no interior do imóvel.O relatório conclui que a atuação dos policiais do 4º BPM e do 5º BPChq foi legítima e ocorreu dentro dos protocolos operacionais. “O resultado morte derivou de uma intensa e caótica troca de tiros iniciada pelo morador sob erro de percepção”, registra o documento.A investigação também descartou a hipótese de tortura contra a esposa do agricultor, Raquel Nörnberg. A perita do Instituto-Geral de Perícias respondeu expressamente “NÃO” quando questionada se as lesões eram compatíveis com o crime de tortura.Falhas operacionais apontadasApesar de concluir pela ausência de crime, o IPM identificou falhas na condução da operação, especialmente na fase de planejamento. O relatório critica a “completa ausência de delineamento tático”, com ordens genéricas de averiguação e sem definição clara de comando ou planos de contingência. Ainda assim, o documento classifica o episódio como um “erro de avaliação de risco e excesso de ímpeto operacional”, sem dolo ou má-fé dos envolvidos.Investigação da Polícia Civil segue em andamentoParalelamente ao IPM, a Polícia Civil ainda investiga o caso. A delegada Walquíria Meder, titular da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Pelotas, pediu afastamento das investigações. O delegado Thiago Carrijo, que assumiu o caso, informou que o inquérito deve ser concluído nos próximos 15 a 30 dias.ReaçõesA viúva do agricultor, Raquel Motta Nörnberg, manifestou indignação com o resultado do IPM. “É muito triste um relatório desses. Quem cometeu os crimes e quem analisou pertencem ao mesmo lado”, disse. Ela afirmou que pretende federalizar a investigação e contratar um perito particular.O advogado Rafael Romeu, que defende os policiais, sustentou que os agentes atuaram em legítima defesa e dentro da técnica policial. “Eles deram ordem verbal por mais de um minuto e vinte segundos antes do primeiro disparo contra os policiais”, argumentou.Em nota, a Brigada Militar informou que o IPM foi encaminhado à Justiça Militar e permanece sob sigilo. A instituição disse que só se manifestará de forma conclusiva após o término das duas investigações (IPM e Polícia Civil).O caso ocorreu em 15 de janeiro de 2026 e continua gerando repercussão na região Sul do Rio Grande do Sul.