EUA vão impor tarifas de até 100% sobre produtos farmacêuticos de marca

 


O presidente Donald Trump anunciou a imposição de tarifas de importação de até 100% sobre produtos e ingredientes farmacêuticos patenteados (de marca). A medida, justificada por motivos de segurança nacional e saúde pública, foi oficializada pela Casa Branca nesta quinta-feira (2 de abril de 2026).De acordo com o comunicado, as tarifas entrarão em vigor em 120 dias para as grandes empresas e em 180 dias para as empresas menores.Detalhes das tarifas
  • 100% — para a maioria dos produtos farmacêuticos patenteados importados;
  • 15% — para medicamentos provenientes da União Europeia, Japão, Coreia do Sul, Suíça e Liechtenstein;
  • Tarifa reduzida — para produtos do Reino Unido, conforme acordo farmacêutico recentemente firmado;
  • 0% — para empresas que assinarem acordos de preços de Nação Mais Favorecida (NMF) com o Departamento de Saúde e Serviços Humanos (HHS) e acordos de nacionalização com o Departamento de Comércio (válido até 20 de janeiro de 2029);
  • 20% — para empresas que firmarem apenas os acordos de nacionalização com o Departamento de Comércio.
Base legal e impactosA medida foi tomada com base na Seção 232 da Lei de Expansão Comercial de 1962, que permite ao presidente impor tarifas para proteger a segurança nacional.Segundo a Casa Branca, as tarifas já estimularam cerca de US$ 400 bilhões em novos compromissos de investimento por parte de empresas farmacêuticas americanas e estrangeiras, que serão direcionados para produção e operações nos Estados Unidos durante o mandato de Trump.A decisão representa uma forte intervenção do governo americano no setor farmacêutico global e deve impactar significativamente o preço e o fluxo de medicamentos importados para o mercado dos EUA.

Carlos Vinícius recebe sondagens do Inter Miami e Atlanta United, mas prioriza renovação com o Grêmio

 


O centroavante Carlos Vinícius, artilheiro do Grêmio na temporada 2026, está sendo sondado por dois clubes dos Estados Unidos: o Inter Miami, de Lionel Messi e Luis Suárez, e o Atlanta United. Apesar do interesse americano, o jogador tem como prioridade renovar seu contrato com o Tricolor e permanecer em Porto Alegre.O empresário do atacante, Flávio Ribeiro, confirmou ao Correio do Povo que o foco atual é a permanência no Grêmio. “É natural recebermos sondagens não só dos Estados Unidos, como também da Europa, Ásia, Arábia Saudita e até do próprio Brasil. Mas, no momento, só abrimos negociação com o Grêmio para renovar”, afirmou.Carlos Vinícius tem contrato com o Grêmio até o final de 2026. As conversas para a renovação começaram em março e a direção tricolor pretende avançá-las e concluí-las antes da metade do ano, evitando que o jogador possa assinar um pré-contrato com outro clube a partir de julho.O vice-presidente de futebol do Grêmio, Antônio Dutra Júnior, também demonstrou otimismo em relação à permanência do centroavante. Em entrevista à ESPN nesta quarta-feira (2), ele destacou que o jogador entende o projeto de longo prazo do clube e que a nova comissão técnica favorece a continuidade.“Estamos conversando e nos próximos dias devemos finalizar algumas tratativas. Ele quer permanecer, é algo que nos agrada”, disse Dutra Júnior.Situação de ArthurAlém de Carlos Vinícius, o Grêmio também trabalha pela permanência do volante Arthur. O jogador, emprestado pela Juventus até junho, já manifestou publicamente o desejo de ficar no clube. Dutra Júnior tratou a negociação com otimismo, mas reconheceu que será necessário conversar com a Juventus para definir a permanência em definitivo.Carlos Vinícius é, ao lado de Arthur, um dos principais nomes do atual elenco gremista. Sua possível permanência é vista como peça-chave para os planos do Grêmio em 2027.

China deve responder por um em cada três carros vendidos no Brasil em dez anos, prevê ex-presidente da Anfavea

 


As marcas chinesas devem continuar avançando rapidamente no mercado brasileiro. Segundo projeções do ex-presidente da Anfavea e consultor Rogélio Golfarb, em dez anos um a cada três veículos vendidos no país será de origem chinesa.Atualmente com 10% de participação no mercado, as marcas da China devem dobrar essa fatia para 20% em 2030 e chegar a 35% em 2035.Golfarb, que foi vice-presidente de assuntos governamentais da Ford e hoje comanda a consultoria Zag Work, apresentou as estimativas durante encontro com jornalistas. Ele destaca que o avanço chinês ocorrerá especialmente nos segmentos de maior volume, como os de entrada, picapes, vans e caminhões.Vantagem competitiva deve persistirPara o consultor, as marcas chinesas continuarão competitivas mesmo quando começarem a produzir localmente e passarem a arcar com os custos de produção no Brasil.A principal razão é a capacidade de trazer da China, a baixo custo, componentes essenciais das novas tecnologias automotivas, como baterias para carros eletrificados, semicondutores, telas e demais peças eletrônicas.“As marcas chinesas estão ganhando espaço, independentemente do crescimento do mercado, pela vantagem competitiva que as outras não têm”, afirmou Golfarb.Ele comparou um sedã elétrico da Tesla (Model 3) com um modelo similar chinês, ambos fabricados na China. O veículo chinês sai cerca de US$ 4 mil mais barato, principalmente graças à maior integração produtiva (US$ 2,4 mil) e à escala de produção (US$ 1,8 mil). Subsídios governamentais e prazos mais longos para pagamento de fornecedores têm peso menor.“Todo mundo acha que a grande competitividade chinesa é o incentivo, não é. Integração e escala são 88%”, explicou.“Recebemos o dream team”Golfarb enfatizou que as empresas chinesas que estão chegando ao Brasil são grandes montadoras globais e não devem desaparecer. “Recebemos o dream team. Vieram ao Brasil empresas de peso”, disse.Ele também comentou as recentes parcerias de montadoras tradicionais com marcas chinesas, como a Stellantis com a Leapmotor e a General Motors com a Hyundai, e afirmou que a indústria automotiva vive uma disrupção sem precedentes.“E não vai voltar ao que era antes”, concluiu.As projeções de Golfarb indicam uma transformação profunda no mercado brasileiro de veículos nos próximos anos, com as marcas chinesas ocupando espaço cada vez maior entre os consumidores.

“Sensação de raiva e impotência”, desabafa Alan Rodríguez após empate do Inter com o São Paulo

 


O empate em 1 a 1 com o São Paulo, na noite desta quarta-feira (1º de abril de 2026), no Beira-Rio, deixou um gosto amargo no Internacional. Após abrir o placar e ter chances de vencer, o Colorado cedeu o empate no final e desperdiçou a oportunidade de somar três pontos importantes em casa.A frustração foi evidente nas declarações do meia Alan Rodríguez, que entrou durante o segundo tempo. “A sensação é de raiva e de impotência. Deixamos escapar um resultado muito importante na nossa casa. Aqui, os três pontos têm que ficar no Beira-Rio”, lamentou o jogador.Rodríguez reconheceu que o time vinha em um momento positivo, com duas vitórias consecutivas e ganhando confiança na tabela do Campeonato Brasileiro. No entanto, o tropeço interrompeu a reação colorada.“O time está pegando confiança. Vamos melhorar. Agora, é levantar a cabeça e ir para o próximo jogo”, completou o meio-campista, projetando o confronto deste domingo contra o Corinthians, fora de casa.O volante também comentou as constantes mudanças na escalação feitas pelo técnico Paulo Pezzolano. Segundo ele, o elenco está adaptado e preparado para responder às escolhas do treinador.“Temos um elenco em que todos estão prontos para jogar ou ficar no banco. O treinador coloca em campo quem entende ser o melhor para o momento, mas todos precisam estar preparados para entrar”, afirmou.Com o empate, o Inter permaneceu com 9 pontos e segue na parte intermediária da tabela do Brasileirão. O próximo desafio será no domingo, contra o Corinthians, na Neo Química Arena.