Frente deve causar chuva forte nas áreas de enchente da Grande Porto Alegre

 Chuva prevista para as próximas horas não vai interferir na baixa dos rios, onde os níveis já declinam, conforme a MetSul

MetSul alerta para o alto risco de chuva forte com pancadas torrenciais 

Uma frente quente que avança de Norte para Sul vai trazer chuva para as áreas mais atingidas pelas enchentes, como a Grande Porto Alegre.

MetSul alerta para o alto risco de chuva forte com pancadas torrenciais, que podem vir com raios e trovoadas, não se descartando temporais isolados.

A instabilidade mais forte ocorre na noite deste sábado, no Norte do Estado, sobretudo na região da Serra gaúcha, onde chove forte em vários pontos. O tempo já apresenta chuva na área metropolitana.

Entre a madrugada e de manhã, a instabilidade mais forte migra para Sul, com elevado risco de chuva forte a localmente intensa, raios e trovoadas em pontos entre o Centro e o Leste do RS, sobretudo entre os vales, a Grande Porto Alegre e o Litoral Norte.
Ao longo do domingo, a chuva avança mais para o Sul. Com isso, vai abrir o tempo em muitas cidades, com sol e nuvens. A temperatura fica mais elevada na Metade Norte do Estado, com sensação de tempo quente e abafado. No Sul gaúcho, há chance de chuva da tarde para a noite.

A MetSul ainda esclarece que a chuva prevista para as próximas horas não vai interferir na baixa dos rios, onde os níveis já declinam. O máximo que pode ocorrer é reduzir o ritmo de baixa temporariamente em algumas localidades, mas, no geral, a tendência é de baixa da maior parte dos rios.

A massa de ar quente que avança na retaguarda da frente é a que cobre o Brasil neste momento, com temperaturas excepcionalmente altas no Paraná, Centro-Oeste e o Sudeste do Brasil.

Esta massa de ar quente cobre o Rio Grande do Sul na segunda-feira, dia que será de sol e nuvens na maioria das regiões, com forte a intenso calor para esta época do ano. As máximas superam 30ºC em diversas cidades. No extremo Sul gaúcho, há alto risco de chuva forte e temporais.

Correio do Povo

Em novo boletim, Defesa Civil do RS confirma 55 mortos, e outros sete em investigação

 Pasta informou que o número de desaparecidos é de 74 pessoas

Equipes do órgão estadual seguem atuando para atender a população afetada e garantir a segurança da população 

A Defesa Civil Estadual atualizou na tarde deste sábado, as 18h, os números da tragédia em decorrência das chuvas no Rio Grande do Sul.

São 317 municípios atingidos, com 510.585 gaúchos afetados pelos transtornos causados pelas enchentes. Até o momento, a Defesa Civil Estadual contabiliza 69.242 pessoas desalojadas, 13.324 pessoas em abrigos e outras 107 feridas.

Segundo a instituição, são 55 mortes confirmadas, e 74 desaparecidos. Neste momento, também, há sete óbitos em investigação. As equipes seguem atuando para atender a população afetada e garantir a segurança da população.

Óbitos confirmados
Bento Gonçalves (3)
Boa Vista do Sul (2)
Bom Princípio (1)
Canela (2)
Caxias do Sul (4)
Encantado (1)
Farroupilha (1)
Forquetinha (2)
Gramado (6)
Itaara (1)
Lajeado (1)
Montenegro (1)
Pantano Grande (1)
Paverama (2)
Pinhal Grande (1)
Putinga (1)
Salvador do Sul (2)
Santa Cruz do Sul (3)
Santa Maria (6)
São João do Polêsine (1)
São Vendelino (2)
Segredo (1)
Serafina Corrêa (2)
Taquara (2)
Três Coroas (1)
Vale do Sol (1)
Venâncio Aires (3)
Vera Cruz (1)

Óbitos em investigação
Caxias do Sul (1)
Pinhal Grande (1)
Santa Cruz do Sul (1)
Santa Maria (1)
Três Coroas (3)

Alertas
Para aumentar o nível de prevenção, as pessoas podem se cadastrar para receberem os alertas meteorológicos da Defesa Civil estadual. Para isso, é necessário enviar o CEP da localidade por SMS para o número 40199. Em seguida, uma confirmação é enviada, tornando o número disponível para receber as informações sempre que elas forem divulgadas.

Também é possível se cadastrar via aplicativo Whatsapp. Para ter acesso ao serviço, é necessário se registrar pelo telefone (61) 2034-4611 ou clicando aqui. Em seguida, é preciso interagir com o robô de atendimento enviando um simples "Oi". Após a primeira interação, o usuário pode compartilhar sua localização atual ou qualquer outra do seu interesse para, dessa forma, receber as mensagens que serão encaminhadas pela Defesa Civil estadual.

Correio do Povo

Nível do rio Guaíba volta a subir em Porto Alegre

 Cota estava em 5,22 metros às 20h deste sábado

No fim da tarde deste sábado, nível registrou baixa de 2 cm 

Após baixa de 2 centímetros, o nível do rio Guaíba voltou a subir na noite deste sábado, 4. A medição mais recente feita pela prefeitura de Porto Alegre registrou cota de 5,22 metros às 20h. Registro foi obtido por meio da régua da Secretaria Estadual do Meio Ambiente e Infraestrutura (SEMA) e Agência Nacional de Águas (ANA).

A previsão da MetSul é de novas chuvas na Grande Porto Alegre na noite deste sábado, com risco de pancadas torrenciais. Ao longo de domingo, a instabilidade deve avançar para a região Sul.

Correio do Povo

Chuvas no RS: ministro diz que domingo será dia decisivo

 Governo federal intensifica presença no Estado e Lula volta três dias após primeira viagem para tratar da tragédia



O ministro da Secretaria de Comunicação Social, Paulo Pimenta, disse, no início da noite deste sábado, em Porto Alegre, que o governo está estabelecendo o domingo como uma espécie de dia decisivo para poder medir a evolução da tragédia climática no RS e planejar as próximas ações. O presidente Lula também volta pela segunda vez ao Estado neste domingo, em um intervalo de apenas três dias, para acompanhar a situação. Os governos federal e estadual estão organizando encontros de trabalho conjuntos e há expectativa, entre prefeitos, do anúncio de novas medidas de socorro.

Na segunda-feira o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, deverá participar, também em Porto Alegre, de uma reunião com senadores, deputados federais e estaduais, para tratar de recursos liberados via emendas.

Pimenta, o ministro do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, e o governador Eduardo Leite fizeram uma breve atualização da situação à imprensa após uma reunião realizada à tarde. Questionado sobre quais as regiões são consideradas mais críticas neste momento, Pimenta citou a região Metropolitana da Capital. Ele assinalou ainda que a Região dos Lagos e São Lourenço também registra aumento das águas, e há preocupação com as consequências do que isto poderá ter em outras áreas. Ressalvou, contudo, que, no Vale do Taquari, as informações são de diminuição no nível das águas, com trabalhos de resgate quase concluídos. O governador Eduardo Leite, por sua vez, voltou a afirmar que o RS vai precisar de medidas “absurdamente excepcionais, tanto em termos de processos como de recursos.”

Pimenta e Góes estão na Capital gaúcha desde a manhã. O governo federal instalou, junto à sede da Famurs, no bairro Menino Deus, um escritório para tratar diretamente com os prefeitos sobre a calamidade provocada pelas chuvas que assolam o Estado.

Conforme os dados atualizados neste sábado, 317 dos 497 municípios gaúchos estão afetados pelos eventos climáticos extremos da semana. Há 62 mortes confirmadas e 74 pessoas permanecem desaparecidas.

Correio do Povo

Rio Guaíba permanece elevado neste sábado, mas chuvas não devem agravar enchentes no RS

 Ruas de Porto Alegre foram invadidas pelas águas do rio Guaíba

Ruas de Porto Alegre foram invadidas pelas águas do rio Guaíba 

O nível do rio Guaíba seguirá elevado ao longo deste final de semana diante da enorme vazão de rios ainda alcançando a área de Porto Alegre. No sábado, o Rio Grande do Sul registrará chuva na maioria das cidades.

Entretanto, as pancadas não irão agravar a cheia já consolidada na Capital. Na última atualização, a elevação das águas estava em 4,70cm.

Conforme a MetSul, a instabilidade será maior no Norte com risco de chuva forte a muito forte em pontos da Serra e Aparados, onde estão as nascentes de rios dos vales.

No extremo Sul, o tempo fica firme. Ocorrem intervalos de melhoria temporária. Temperatura amena, sem muito frio, fato relevante com muitas pessoas fora de casa.

MetSul Meteorologia e Correio do Povo

“Façam algo por nós”, “não há resgate”, “não temos para onde ir”: os relatos comoventes no supergrupo das ilhas de Porto Alegre no WhatsApp

 Moradores, alguns ainda ilhados, usam o espaço virtual para compartilhar informações diante da tragédia da enchente

Eldorado do Sul Bairro Picada alagado 

O grupo "Vendas e informações das ilhas" tinha, nesta sexta-feira, 1.024 membros, exatamente o limite permitido pelo WhatsApp. Diante da já maior enchente da história de Porto Alegre, atingida na noite de hoje, moradores do Arquipélago ou com raízes no local utilizaram o espaço virtual como importante ferramenta de comunicação por meio de fotos, vídeos e áudios, pedidos de socorro e resgate. A região das ilhas é uma das que mais sofre com cheias na Capital, mesmo muito menores do que a atual.

A reportagem acompanhou o grupo por algumas horas, e ouviu alguns membros do mesmo, solicitando permissões para publicação dos nomes, a respeito de suas impressões diante da tragédia, ou sobre como eles próprios e seus familiares estavam. Um morador, Dennis Lima, também da Pintada, contou que na Escola Estadual de Ensino Fundamental (EEEF) Maria José Mabilde, na mesma ilha, além dele, havia cerca de 20 pessoas, entre crianças, adultos e idosos. "Juntou um monte de gente para se abrigar", contou Lima.

Outro morador, identificado como Fábio disse que estava no segundo piso de uma casa na rua Nossa Senhora da Boa Viagem, na Ilha da Pintada. "Precisamos que seja feito algo por nós, estamos no segundo piso", pediu ele. "Ontem à tarde veio o último caminhão do Exército. Disseram que voltariam e não voltaram. Agora estamos aqui sem água potável, sem alimento, com crianças pequenas e idosos. Já pedimos para todos os órgãos e ninguém vem". Vanessa Rosa, da Ilha das Flores, contou que não conseguia contato com a Defesa Civil pelo telefone 199.

"O pessoal não tem para onde ir e não há resgate", comentou. "Tem muita gente pedindo por ajuda, na região das ilhas e Eldorado do Sul". A funcionária pública CIbelle Chaves mora no município de Tapes, no sul do estado, mas já viveu na Pintada. Atualmente, disse que aluga sua casa na ilha para uma idosa humilde com um neto que tem Transtorno do Espectro Autista (TEA). Ambos saíram do local ontem.

"Pago o IPTU regularmente, e depois da enchente de 2018, não tive mais psicológico para viver lá. Hoje pago meu aluguel com o valor que recebo da casa da ilha. Minha casa deve estar com água acima das janelas. Não tenho condições de pagar aluguel do meu bolso, porém serei obrigada, pois minha casa provavelmente estará condenada. Mesmo assim, não terei coragem de alugar para alguém sabendo que pode estar com a estrutura afetada", relatou Cibelle.


Para facilitar de alguma forma eventuais resgates ainda necessários, um número compartilhado como sendo da Defesa Civil Municipal pede para ser enviado quantidade de pessoas em um local, se há idosos, crianças, pessoas com necessidades especiais, se estão isolados ou ilhados, e a forma de acesso ao local, de barco ou aeronave. Demais relatos comovem, com pessoas perguntando sobre o paradeiro de mães, pais e irmãos, questionando sobre a retirada de pessoas em botes e chegada na Usina do Gasômetro, entre outros compartilhamentos de informações. A marca de 4,77 metros, por exemplo, que superou a grande enchente de 1941 em Porto Alegre, também causou surpresa.

"Estamos desde ontem tentando tirar meu sogro, ajudou várias pessoas e quando chegou a vez dele, ninguém para socorrer", disse uma usuária. "Alguém que está no Gasômetro, por favor, minha irmã está com o filho menor e uma senhora, correndo risco da casa cair", afirmou outra. Números de contato para resgates, inclusive de outros municípios, como Eldorado do Sul, são também compartilhados.

Hoje pela manhã, havia em um hotel no bairro Picada, em Eldorado, às margens da BR 290, por volta de cem pessoas aguardando para serem resgatadas. O local foi cedido pelo proprietário como abrigo, porém a água subiu acima do limite do térreo e manteve presas as famílias. Apenas uma das inúmeras situações pelas quais estes moradores estão passando neste dia trágico e histórico.

Correio do Povo

Não vai ter limite orçamentário para ajudar o RS, diz ministro

 Paulo Pimenta e Waldez Góes virão ao Estado no sábado

Paulo Pimenta e Waldez Góes virão ao Estado no sábado 

O governo federal irá montar um escritório permanente em Porto Alegre para acompanhar as operações de socorro ao Rio Grande do Sul, que vive a maior tragédia de sua história por causa das fortes chuvas.

Os ministros da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, Paulo Pimenta, e da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, irão neste sábado para a Capital.

Em entrevista à TV Brasil, o ministro Paulo Pimenta disse que o escritório funcionará até que todas pessoas sejam resgatadas. Centenas de famílias estão ilhadas em diversas áreas do Estado com difícil acesso em razão do alto volume dos rios e o mau tempo e 68 pessoas estão desaparecidas. Mais de 8 mil pessoas já foram resgatadas.

governo federal já disponibilizou embarcações para os resgates, caminhões, retroescavadeiras para desobstrução das vias. Antenas serão enviadas para o restabelecimento da comunicação e internet. O Ministério da Justiça autorizou a ida de 100 agentes da Força Nacional para apoiar as operações no estado.

"Não vai ter limite orçamentário para que a gente possa dar o apoio necessário para construir cada casa, cada estrada, cada ponte, cada escola, cada unidade de saúde, devolver a dignidade e as condições de trabalho e de segurança para nosso povo", disse o ministro.

Agência Brasil e Correio do Povo

Rio Guaíba avança a 4,80m e Porto Alegre registra maior enchente da história

 Fenômeno de 2024 superou a marca das cheias de 1941

Fenômeno de 2024 superou a marca das cheias de 1941 

Com as águas avançando pela cidade, o nível do rio Guaíba atingiu 4,77m, às 21h desta sexta-feira, conforme a Rede Hidrometeorológica Nacional. Trata-se do maior registro já feito na cidade. O número é superior aos 4,76cm registrados na histórica enchente de 1941 em Porto Alegre. Mais tarde, escalou a 4,80m, e manteve a mesma profundidade às 23h.

Às 20h, o nível estava em 4,70cm. Mais cedo, às 16h, a marca era de 4,58cm.

No Centro Histórico, as águas superaram o sistema de contenção de cheias e avançaram pelas vias chegando até a Praça da Alfândega.

Pelo menos 39 pessoas morreram com o desastres das chuvas que acomete o Rio Grande do Sul. A Região Metropolitana tinha diversos pontos alagados e dezenas de vias bloqueadas, gerando dificuldades para levar ajudar aos desabrigados.

Correio do Povo

Prefeitura de Canoas teme "consequências catastróficas" e faz apelo para moradores evacuarem áreas de risco

 Bairros Mathias Velho, Harmonia, Central Park e Cinco Colônias podem ser afetados pelas águas



O secretário de Obras de Canoas, Guido Bamberg, fez um apelo para que os moradores dos bairros Mathias Velho, Harmonia, Central Park e Cinco Colônias evacuem suas casas na noite desta sexta-feira e busquem um lugar seguro.

Bamberg teme o avanço expressivo das águas caso as contenções não sejam suficientes na Região Metropolitana de Porto Alegre. "As consequências, infelizmente, podem ser catastróficas", alerta.

O Executivo está auxiliando na retirada das famílias e informa que o local que está recebendo desabrigados é o prédio 11 da Ulbra, no bairro São José. Os demais estão lotados.

Correio do Povo

Visitas em presídios de Charqueadas estão suspensas neste final de semana

 Determinação de suspensão é da Superintendência dos Serviços Penitenciários

Estão suspensas neste final de semana visitas de familiares a presos que estão recolhidos em presídios do município de Charqueadas. A medida decorre da situação de calamidade pública do Estado. Segundo o Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário do Rio Grande do Sul (GMF/RS), a determinação de suspensão é da Superintendência dos Serviços Penitenciários do Estado do Rio Grande do Sul (Susepe).

O GMF relata ainda que estão sendo adotadas diferentes medidas com o objetivo de resguardar a integridade física dos detentos em situação de risco, dentre as quais a transferência provisória para estabelecimentos prisionais da região menos afetados, o que será oportunamente detalhado a todos familiares e instituições interessadas.


Correio do Povo