O BRASIL DA DESORDEM

 Como pode haver democracia num país em que o alto judiciário dá a si próprio o direito de mandar em tudo?

J.R. Guzzo


O Brasil continua a caminhar, agora com passo mais rápido, para uma situação de desordem. O encerramento de uma eleição presidencial é sempre o fim da guerra e o começo da paz, sobretudo se é você quem ganha. Não no Brasil de hoje. A eleição acabou, Lula, a esquerda e o STF ganharam — mas em vez de uma volta à normalidade o que está se vendo, por parte dos ganhadores, é a promoção das tensões, o esforço para eliminar adversários e o avanço das ações totalitárias. Lula disse em seu primeiro discurso depois da eleição que quer governar o país “para todos”, e não apenas para os que votaram nele. Seria excelente se ele tivesse realmente essa intenção — e os meios práticos para fazer o que promete. Mas os primeiros dias que se seguiram à proclamação dos resultados pelo TSE indicam o contrário de uma pacificação geral. O ambiente é de reforço do regime de exceção criado pelo alto judiciário nos últimos anos — e da emergência, em torno do novo presidente, de um PT e uma esquerda mais extremistas, mais violentos e mais empenhados do que nunca em demolir com a sua “democracia popular” — a única que aceitam — a democracia das liberdades públicas, dos direitos individuais do cidadão e do respeito à lei.

Qual a lei que permite ao chefe da “justiça” eleitoral se intrometer em greve de motorista de caminhão?

O movimento dos caminhoneiros, que bloqueou estradas por todo o Brasil em protesto contra o resultado das eleições (veja matéria nesta edição) foi, sem dúvida, um fator de agitação — e, além disso, uma agressão clara ao direito de ir e vir, ao impedir o uso das mesmas estradas para todos os cidadãos. O consórcio esquerda-mídia-judiciário, naturalmente, explodiu em indignação automática contra esses “atos antidemocráticos” e contra o que descreveu como a “conivência” do governo com os caminhoneiros. Mas não é aí que está o foco da infecção. De um lado, e em meio a exigências histéricas de repressão ao movimento, o presidente da República acabou tendo a atuação mais efetiva de todas para acalmar os ânimos, ao pedir o fim dos bloqueios e o cumprimento da lei. De outro, os indignados com as ameaças à “democracia” são exatamente os mesmos que continuam a desrespeitar as leis e a bloquear o funcionamento normal dos mecanismos democráticos — ou os que lhes dão apoio.

O que pode haver de democrático na atuação do ministro Alexandre de Moraes em relação aos caminhoneiros? O ministro, na sua condição oficial de presidente do TSE, expediu ordens, exigiu providências, ameaçou a Deus e a todo mundo com punições extremadas. Mas a eleição não acabou? O seu dever funcional não está encerrado? Qual a lei que permite ao chefe da “justiça” eleitoral se intrometer em greve de motorista de caminhão? Ou em qualquer coisa que não tenha a ver com as suas funções legais de organizador da votação e da apuração dos votos? Como faz com o seu inquérito perpétuo contra tudo o que ele considera “atos antidemocráticos”, Moraes parece estar criando a eleição sem fim — continua a baixar decretos como fez sem parar durante a campanha eleitoral. Se ele se permite a entrar no movimento dos caminhoneiros, que deve ser tratado — e foi — com os instrumentos legais em vigor, porque não entraria na lei do zoneamento urbano, no horário de funcionamento da alfândega ou naquilo que lhe der na telha? Ninguém iria dizer nada, a começar pelos seus colegas de STF; não disseram agora, não disseram em seus três anos de inquérito ilegal e não vão dizer nunca. O ministro Moraes criou um governo paralelo no Brasil. Imaginou-se que seu propósito era tirar o presidente Bolsonaro da presidência e colocar Lula no seu lugar. Conseguiu, junto com os seus colegas, aquilo que pretendia. Qual o sentido de continuar fazendo, depois das eleições, o que tem feito até agora? Perseguir os opositores do futuro governo Lula? Isso é desordem — um passo a mais na caminhada que começou quatro anos atrás, quando a esquerda e o STF não admitiram a vitória de Bolsonaro nas eleições e 2018 e lançaram o projeto de sabotar seu governo e de impedir a sua reeleição.

O último ataque feito por Barroso às instituições e ao sistema legal do Brasil é um despacho que revoga, para efeitos práticos, o direito à propriedade privada da terra

O ministro Moraes, naturalmente, não é o único a operar esse governo paralelo. Um dos seus acionistas mais agressivos é o ministro Luís Roberto Barroso. Ele está empenhado, cada vez mais, em impor aos cidadãos obrigações que não existem nas leis. Serve-se de seu cargo no STF para desapropriar os poderes do Congresso e para escrever legislação por conta própria. Pior que tudo, está socando em cima da população o modelo pessoal de Brasil que tem em sua cabeça. Não é o Brasil que está definido na Constituição Federal, ou no resto do sistema legal em vigência no país. Como outros colegas, Barroso acredita que esse estado de coisas está “errado”, que nem o Legislativo e nem o Executivo têm capacidade para consertar os erros e que cabe ao STF, portanto, a tarefa de “melhorar” a sociedade. É a “justiça propositiva”, ou “ativismo judicial”. O Brasil, de acordo com os seus princípios, tem de se comportar como o ministro Barroso e os colegas acham que deve, e não como a lei determina; o único desenho que serve é o desenho deles mesmos, excluindo-se todos os demais. E quem está em desacordo com o desenho dos ministros? Não teria o direito de argumentar que só o Congresso, onde é representado, tem autorização para decidir como a sociedade brasileira deve ser? Não, não tem direito a nada. Tem apenas de obedecer aos ministros e viver no país que eles querem.

O último ataque feito por Barroso às instituições e ao sistema legal do Brasil é um despacho que revoga, para efeitos práticos, o direito à propriedade privada da terra — rural e urbana, pelo que deu para entender. Ele vinha cozinhando a coisa já há tempo; assim que foi proclamada a vitória de Lula, anunciou a sua decisão. A partir de agora, os juízes não podem mais dar sentenças de reintegração de posse, devolvendo aos seus legítimos donos propriedades que foram invadidas — mesmo nas ações em que já se decidiu a desocupação das áreas. Tribunais de justiça estaduais e tribunais regionais federais devem instalar “imediatamente” comissões de “conflitos fundiários”, que passam a fazer “inspeções judiciais” e “audiências de mediação” antes de qualquer decisão que determine a devolução da área ocupada a seus proprietários. As “comunidades afetadas” têm de ser ouvidas e o seu “direito à moradia” tem de ser “respeitado”; não pode haver, “de forma nenhuma”, separação dos membros de uma família. Ou seja: de hoje em diante, segundo Barroso, o cidadão que teve a propriedade invadida não pode pedir que a justiça devolva o que lhe pertence legalmente; tem de negociar o seu direito com o invasor, dentro das tais “comissões”. Também não pode se defender por conta própria. E se o MST, ou os movimentos de “sem teto” não quiserem sair, ou se não for feito acordo nenhum na “comissão” durante os próximos 25 anos? Não se sabe.

É tudo absolutamente ilegal. Que lei permite ao STF fazer uma coisa dessas? Quem autorizou o ministro ou o STF a criarem regras que mudam o exercício do direito de propriedade? As “comissões” de que fala o despacho não existem na legislação brasileira; só existem no mundo mental de Barroso. Quem vai estabelecer quantos membros elas devem ter, quem serão eles, quais os procedimentos que se devem seguir, que prazos tem de ser cumpridos? Quem tem sua propriedade invadida faz o que, enquanto isso tudo não se resolve? A alegação, da pior qualidade, é que a propriedade tem de se subordinar a uma “função social”. E por acaso são os ministros do STF que decidem qual é a “função social” disso ou daquilo? É uma alucinação. O direito à propriedade faz parte das chamadas “cláusulas pétreas” da Constituição — aquelas que não podem ser mudadas nem com a aprovação de um projeto de emenda constitucional. Está entre os direitos fundamentais do cidadão brasileiro, estabelecidos no artigo 5 da lei fundamental da nação. Mas e daí? Para o STF não existe cláusula de pedra, ou de qualquer material — a única coisa que vale é a vontade dos ministros. É democracia, isso? Como pode haver democracia num país em que o alto judiciário dá a si próprio o direito de mandar em tudo? Não pode; só pode haver tumulto.

Os militares, hoje, são a última barreira que separa o Brasil de uma ditadura esquerdosa, do modelo Venezuela-Cuba-Nicarágua, e garante as liberdades constitucionais para o cidadão brasileiro

No mesmo momento em que ministro Moraes cria o estado de eleição perpétuo e o ministro Barroso revoga o direito à propriedade privada tal como ele é definido em lei, o PT se agita para jogar mais combustível na fogueira da desordem. Sua última ação é mexer com os militares. As Forças Armadas estão quietas desde que o general João Figueiredo encerrou o seu mandato como presidente da República, em 1985. De lá para cá, nunca mais interferiram em nada; não deram um pio durante os governos Lula-Dilma, não criaram problema nenhum para o regime democrático, não colocaram o mínimo obstáculo para a normalidade da campanha eleitoral ou para a volta de Lula à presidência. Têm agido de forma estritamente profissional e apolítica — não se sabe, francamente, o que estariam fazendo de errado, ou por que teriam de mudar alguma coisa. Mas o PT, mal encerrada a votação, já começa a inventar um “problema militar” no Brasil; na verdade, quer mudar os fundamentos que regem as Forças Armadas para transformá-las numa parte do aparelho petista, como um departamento qualquer lotado de companheiros” e obediente em tudo aos donos do governo.

Os militares, hoje, são a última barreira que separa o Brasil de uma ditadura esquerdosa, do modelo Venezuela-Cuba-Nicarágua, e garante as liberdades constitucionais para o cidadão brasileiro. O PT, já há muito tempo, quer eliminar esse estorvo aos seus projetos — acha que nunca conseguirá mandar 100% no Brasil enquanto as Forças Armadas forem o que são hoje. Agora, ainda a dois meses da posse de Lula, já falam em “reforma” do Exército, Marinha e Aeronáutica. Querem criar uma “Guarda Nacional” que substituirá Exército como a principal força armada do país e servirá de milícia para executar ordens do governo. Falam em eliminar o artigo 142 da Constituição, que prevê intervenção militar em caso de ameaça às instituições. Propõem um “comando político” para o Exército, e a substituição do atual sistema de promoções dos oficiais, baseado em critérios objetivos de mérito, por um modelo em que o governo nomeia quem sobe de patente. Pretendem mudar os currículos das academias de formação de oficiais — e fazer a “integração” das Forças Armadas brasileiras aos exércitos da “América Latina”, com o consequente rompimento de seus pontos de contato com o sistema de defesa dos Estados Unidos.

O que pode sair de bom disso aí? Rigorosamente nada — de novo, como no caso do STF, é uma agressão grosseira ao que está escrito na Constituição, e um fator de agitação pura e simples para a normalidade da vida nacional. Qual o problema concreto do Brasil que essas mudanças vão resolver? O que o brasileiro vai ganhar de útil com qualquer uma delas? Quem, a não ser o PT, tem o mínimo interesse em alguma dessas mudanças? Essa é, mais que qualquer outra, a questão central no Brasil de hoje — a ameaça objetiva à manutenção da democracia, através da anulação das regras constitucionais e da promoção da desordem. Com certeza, há preocupações sérias com a gestão da economia, com a volta da corrupção (agora garantida oficialmente pelas decisões do STF) e com a retomada do processo de destruição da Petrobras e outras estatais. Mas é a liquidação do regime democrático que aparece como o pior de tudo. O PT, a esquerda e o STF, mais a mídia em peso, estão falando há quatro anos que Bolsonaro é o maior perigo que jamais surgiu para a democracia brasileira; a única salvação era votar em Lula. Pois aí está: não há mais Bolsonaro nenhum, e querem continuar violando a lei para salvar as “instituições”, o estado de direito e todas as virtudes presentes sobre a face da Terra. É muito cedo, obviamente, para dizer que o governo Lula vai ser assim ou assado; ele não anunciou, sequer, os nomes dos seus principais ministros, nem deu alguma pista decente sobre o que pretende fazer, fora a declaração sobre um Brasil de “todos”. Sabe-se, com certeza, que a política fundamental de Lula é cuidar dos seus próprios interesses; se for bom para ele, qualquer coisa serve. Também é certo que nunca presidiu o país com um PT tão extremista como o de hoje, nem com um Supremo que se comporta como esse, e nem com uma mídia que está à esquerda de ambos. Se achar que o seu melhor interesse não está aí, a coisa tenderia a se acalmar. Se achar que a “democracia popular” lhe dará a chance de não sair nunca mais do governo, vai apostar tudo na desordem.

Revista Oeste

A SUPREMA COLHEITA

 

Recado ao Lula, por Caio Coppolla - especial para Revista Oeste

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Conteúdo completo em http://bit.ly/RecadoAoLula Assine e prestigie a liberdade de expressão: http://RevistaOeste.com/Caio SOBRE O PAÍS QUE LULA HERDARÁ: Lula, antes do Brasil se livrar do PT, em 2016, a economia encolheu 7%, quase 3 milhões de empregos formais foram extintos, mais de 60.000 brasileiros eram assassinados por ano, e as empresas estatais eram antros de corrupção e fontes de prejuízo. Agora, a sorte lhe sorri (mais uma vez): o senhor receberá, de mão beijada, um Brasil muito melhor do que o país em crise que seu partido-quadrilha entregou ao povo quando foi expulso do poder há 6 anos. Apesar da pandemia, da seca e da guerra, nossa economia cresce com responsabilidade fiscal, preços sob controle e geração de emprego: são 5 milhões de novas vagas com carteira assinada desde 2019 e o desemprego, formal e informal, recuou quase 30% de lá pra cá – o menor índice em 7 anos, com a maior população ocupada já registrada: 100,2 milhões de trabalhadores. A previdência – responsável pelo maior déficit nas contas públicas – foi reformada e os gastos com funcionalismo diminuíram pela primeira vez. As empresas estatais saíram do vermelho e, ano passado, apresentaram lucro recorde: 187 bilhões de reais – só a Petrobras contribuiu com mais de R$230 bilhões aos cofres públicos, por meio de impostos, dividendos e royalties. Com um governo defensor da lei e da ordem, atingimos a menor taxa de homicídios da série histórica e o menor número de invasões de terra. Houve redução de impostos sobre produção e consumo, e ampliação de investimentos em renda básica: o Auxílio-Brasil paga o triplo do que pagava o Bolsa-Família, para 8 milhões de lares a mais. O país se digitalizou e 40 milhões de cidadãos passaram a integrar o sistema bancário, incrementado pelo Pix, uma nova forma gratuita e instantânea de pagar e receber. Um novo marco legal trouxe investimentos privados para o saneamento básico de grandes metrópoles: a previsão é que, na próxima década, 9 em cada 10 lares tenham acesso a coleta de esgoto – no país que herdamos do Partido dos Trabalhadores, nem metade dos domicílios contavam com esse serviço.

Asteroide “assassino de planetas” está escondido no brilho do Sol e pode colidir com a Terra algum dia

 Rochas espaciais deste tamanho são grandes o suficiente para causar extinção em massa


Um asteroide “assassino de planetas” que está escondido no brilho do Sol foi finalmente detectado, e a rocha espacial gigante pode colidir com a Terra um dia.

O objeto “potencialmente perigoso” de 1,5 km de largura, chamado de 2022 AP7, é uma das várias grandes rochas espaciais que os astrônomos descobriram recentemente perto das órbitas da Terra e de Vênus.

Atualmente, o 2022 AP7 cruza a órbita da Terra enquanto nosso planeta está do lado oposto do Sol, mas os cientistas dizem que ao longo de milhares de anos, o asteroide e a Terra começarão lentamente a cruzar o mesmo ponto mais próximos, aumentando assim as chances de um catastrófico impacto.

O asteroide, descoberto ao lado de outros dois próximos da Terra pelo Observatório Interamericano Cerro Tololo, no Chile, foi descrito em estudo publicado em 29 de setembro no The Astronomical Journal.

“Até agora, encontramos dois grandes asteroides próximos da Terra com cerca de 1 km de diâmetro, um tamanho que chamamos de ‘assassinos de planetas'”, disse o principal autor do estudo, Scott Sheppard, astrônomo da Carnegie Institution for Science em Washington, D.C., USA, em comunicado.

Asteroides “assassinos de planetas” são rochas espaciais que são grandes o suficiente para causar um evento global de extinção em massa se colidirem com a Terra.


Para encontrar os asteroides, os astrônomos treinaram a Dark Energy Camera do Telescópio Cerro Tololo Víctor M. Blanco de 4 metros no interior do sistema solar.

O brilho do sol torna as observações impossíveis durante a maior parte do dia, então os pesquisadores tiveram apenas duas janelas de dez minutos de crepúsculo a cada noite para fazer suas observações.


“Apenas cerca de 25 asteroides com órbitas completamente dentro da órbita da Terra foram descobertos até hoje devido à dificuldade de observar perto do brilho do Sol”, disse Sheppard. “Provavelmente existem apenas alguns asteroides próximos da Terra com tamanhos semelhantes para encontrar, e esses grandes asteroides não descobertos provavelmente têm órbitas que os mantêm no interior das órbitas da Terra e Vênus na maior parte do tempo.”

A NASA rastreia as localizações e órbitas de cerca de 28 mil asteroides, seguindo-os com o Asteroid Terrestrial-impact Last Alert System (ATLAS), conjunto de quatro telescópios que podem realizar varredura de todo o céu noturno a cada 24 horas.

A agência espacial sinaliza qualquer objeto espacial que chegue a 193 milhões de km da Terra como “objeto próximo à Terra” e classifica qualquer corpo grande dentro de 7,5 milhões de km do nosso planeta como “potencialmente perigoso”.

Desde que o ATLAS foi colocado online em 2017, ele detectou mais de 700 asteroides próximos da Terra e 66 cometas.

Dois dos asteroides detectados pelo ATLAS, 2019 MO e 2018 LA, atingiram a Terra, o primeiro explodindo na costa sul de Porto Rico e o segundo caindo perto da fronteira de Botsuana e África do Sul. Felizmente, esses asteroides eram pequenos e não causaram nenhum dano.

A NASA estimou as trajetórias de todos os objetos próximos da Terra para além do final do século. A Terra não enfrenta nenhum perigo conhecido de uma colisão apocalíptica de asteroides pelo menos nos próximos 100 anos, de acordo com a NASA.

Mas isso não significa que os astrônomos pensem que devam parar de procurar. Em março de 2021, por exemplo, um meteoro do tamanho de uma bola de boliche explodiu sobre Vermont com a força de 200 quilos de TNT.

Ainda mais dramaticamente, uma explosão de um meteoro em 2013 acima de Chelyabinsk, na Rússia, gerou explosão aproximadamente igual a cerca de 400 a 500 quilotons de TNT, ou 26 a 33 vezes a energia liberada pela bomba de Hiroshima, ferindo cerca de 1,5 mil pessoas.

Agências espaciais em todo o mundo já estão trabalhando em possíveis maneiras de desviar um asteroide perigoso, caso algum venha em nossa direção. Em 26 de setembro, a espaçonave DART, da NASA redirecionou o asteroide não perigoso Dimorphos empurrando-o para fora do curso, alterando a órbita do asteroide em 32 minutos no primeiro teste do sistema de defesa planetário da Terra.

A China também sugeriu que está nos estágios iniciais de planejamento de uma missão de redirecionamento de asteroides. Ao lançar 23 foguetes Longa Marcha 5 no asteroide Bennu, que oscilará a 7,4 milhões de quilômetros da órbita da Terra entre os anos 2175 e 2199, o país espera desviar a rocha espacial de um impacto potencialmente catastrófico com nosso planeta.

Com informações de Live Science

Imagem destacada: Vadim Sadovski/Shutterstock


Olhar Digital 

Carla Zambelli diz estar nos EUA para levar relatório sobre censura à Corte de Direitos Humanos

Deputada teve redes sociais suspensas pela Justiça; anteriormente ela disse que a viagem era para tratar de assuntos pessoais

deputada federal reeleita Carla Zambelli (PL-SP) disse nesta sexta-feira (4) que está nos Estados Unidos para entregar à Corte Interamericana de Direitos Humanos um documento com relatos sobre censura e violação de direitos humanos no Brasil.

"A minha equipe está fazendo um material robusto sobre os problemas que nós estamos passando no Brasil em relação aos nossos direitos humanos. E vou levar até Washington, na Corte Interamericana de Direitos Humanos, e dizer o que a gente está passando," disse a deputada em uma entrevista feita por videoconferência a um canal de notícias brasileiro.

A corte à qual a deputada se refere, no entanto, está sediada em São José, na Costa Rica. O órgão que tem sede na capital americana é a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH). Os dois órgãos fazem parte do Sistema Interamericano de Proteção dos Direitos Humanos (SIPDH).

A Comissão em Washington é uma entidade consultiva, que formula recomendações. Já a Corte, em São José, tem competência litigiosa. As pessoas, grupos ou entidades que não sejam o Estado, não podem apresentar casos junto à Corte, mas podem recorrer à Comissão que, após análise, pode endereçar os assuntos à Corte.

Questionada pelo R7, na última quinta-feira (3), se a ida dela aos Estados Unidos tinha ligação com as recentes decisões judiciais contra ela, a parlamentar afirmou que está "cumprindo agendas pessoais" e vai aproveitar a ocasião "para estudar meios de assegurar e restaurar a liberdade de expressão no Brasil junto a autoridades americanas".

Na segunda-feira (31), por determinação do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Zambelli teve os perfis nas redes sociais suspensos. A decisão impõe multa de R$ 150 mil por descumprimento e envolve acusações de que a deputada espalhou informações falsas sobre o processo eleitoral, além de ter incentivado a realização de atos antidemocráticos.

PGR pede ao STF para interrogar Carla Zambelli

A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu permissão ao Supremo Tribunal Federal (STF) para tomar o depoimento de Carla Zambelli antes de decidir se abre uma investigação sobre a parlamentar devido ao episódio em que ela apontou uma arma de fogo em direção a um homem, em São Paulo.

Em 29 de outubro, véspera do segundo turno das eleições, Zambelli e os seguranças dela se envolveram em uma confusão no bairro dos Jardins, em São Paulo. Segundo ela, um homem a abordou e a provocou quando ela estava em um restaurante. Em determinado momento, com armas na mão, Zambelli e um segurança passaram a correr atrás do homem. O segurança chegou a fazer um disparo para o alto.

A deputada gravou um vídeo no dia do ocorrido e disse que pegou o revólver depois de ter sido agredida e xingada.

O depoimento da deputada foi solicitado pela vice-procuradora-geral da República, Lindôra Maria Araujo. "Com o escopo de averiguar preliminarmente as circunstâncias fáticas que envolvem autoridade com prerrogativa de foro perante o egrégio Supremo Tribunal Federal, urge sejam adotadas diligências investigativas para o completo esclarecimento dos fatos", afirmou.

"Ante o exposto, o Ministério Público Federal, a título de diligências preliminares, requer seja autorizada a oitiva da deputada federal Carla Zambelli Salgado, a ser realizada pela Procuradoria-Geral da República, sem prejuízo de outras oitivas decorrentes que se afigurem necessárias", complementou a vice-procuradora-geral da República.

R7 e Correio do Povo 

Manifestantes convocam greve-geral para 2ª e pedem adesão de empresários

 

Em Minas Gerais, a Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH) e a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG) não se pronunciaram sobre os protestos

Manifestantes protestam em frente ao Exercito em Belo Horizonte — Foto: Fred Magno

Movimentos de direita estão convocando pelas redes sociais uma greve geral em todo o país para a próxima segunda-feira (7). O comunicado divulgado por diversos apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PL) pede para que empresários fechem suas "empresas, fábricas e comércios". O grupo diz que o protesto é "contra a instalação do comunismo" no país.

Desde o início da semana, diversos grupos protestam contra o resultado das eleições e pedem intervenção militar. Em Belo Horizonte, os atos têm acontecido em frente à sede do Comando da 4ª Região Militar do Exército, na Avenida Raja Gabaglia, na altura do bairro Gutierrez, na Região Oeste de Belo Horizonte.

Os manifestantes no local tem feito, inclusive, rodízio para permanecerem em uma espécie de acampamento na via. Uma barraca de lona foi montada em um ponto de ônibus como base de apoio ao movimento. Lá, os manifestantes distribuem mantimentos para quem quiser participar do movimento. Alguns apoiadores do presidente também têm montado barracas na calçada e dormido no local.

"Greve geral"
Para esta segunda-feira, os atos previstos estão sendo organizados pelo Movimento Nacional de Resistência Civil (MNRC). O site do movimento foi registrado em nome do empresário e do presidente do Instituto Federalista, Thomas Raymund Korontai. Na página oficial do grupo, constam diversos movimentos de direita que fazem parte da organização, entre eles, o Movimento Direita Minas.

A reportagem de O Tempo procurou representantes do grupo no Estado, mas não obteve retorno. Segundo o MNRC, o movimento é composto por "lideranças de movimentos civis e juristas". "O Movimento Nacional de Resistência Civil é de todos os brasileiros que decidiram dar um basta nas ilegalidades, fraudes e negociatas que beneficiam criminosos", diz um trecho do grupo publicado no site oficial.

Em Minas Gerais, a Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH) e a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG) não se manifestaram sobre os protestos. Já a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Faemg) informou que não iria se pronunciar sobre o assunto.

Em São Paulo, algumas empresas já estão se mobilizando para apoiar o movimento. É o caso do grupo "MiuKids". Em suas redes sociais, a empresa, especializada em produtos infantis, informou que irá liberar, a partir desta sexta-feira (4), por tempo indeterminado, todos os funcionários que quiserem participar de "movimentos patriotas".

Segundo a gerente Thabata Reckziegel, o posicionamento do grupo "não diz respeito somente sobre os resultados das eleições", mas sim "sobre o restabelecimento da ordem, referente às injustiças da qual foi o processo eleitoral". "Não estamos contestando as eleições somente, mas sim as violações constitucionais que ocorreram e estão ocorrendo", afirmou Thabata, que não quis informar quantos funcionários a empresa possui.

Fundada pelo chinês Jorge Zhao, o grupo foi alvo de críticas, mas também de apoio nas redes sociais. "Restabelecimento da ordem? A única desordem nesse momento são o impedimento da liberdade das pessoas, de irem e virem. Aprendam a perder. Um absurdo fomentar essas manifestações", contestou uma internauta. "Adorei a coragem de postar. Não podemos nos calar", disse outra seguidora.

Fiscalização
De acordo com o tenente-coronel da Polícia Militar (PM), Flávio Santiago, a corporação acompanha e monitora eventuais mobilizações organizadas pelas redes sociais. Segundo o militar, a PM está preparada para uma eventual "greve geral". Até o momento, a corporação ainda não contabilizou quantas autuações foram emitidas por conta das manifestações bolsonaristas. 

"Em relação aos autos de infração, eu não tenho como contabilizar, as ações ainda estão fortes nas rodovias e tem infrações que não são propriamente desse movimento. É uma ação de muito trabalho que vem desde o planejamento anterior à eleição, do dia da eleição e do pós. O efetivo militar empregado é intenso, até o momento não tivemos necessidade do uso da força. A Polícia Militar fez intervenções pontuais para a liberação das vias e isso favoreceu para que as interdições fossem parciais no Estado", avaliou o tenente coronel.

Segundo ele, Minas Gerais chegou a ter 55 pontos de bloqueio nas estradas estaduais, mas desde quinta-feira (3), todos os trechos foram liberados. "A PM sempre acompanha as redes sociais para que tenhamos capacidade de fazer com que haja sempre policiamento para evitar maiores problemas", finalizou.

A reportagem também procurou a Polícia Rodoviária Federal (PRF) e questionou sobre as atuações emitidas pela corporação e sobre quais ações têm sido realizadas desde o início das manifestações, mas há quase uma semana dos protestos, o órgão não se manifestou.

No início da semana, autoridades da área de segurança pública montaram um gabinete de crise para lidar com o bloqueio das rodovias que cortam Minas Gerais. De acordo com o Ministério Público Federal (MPF), o procurador-chefe Patrick Salgado Martins instaurou uma notícia-fato para reunir todos os documentos e informações sobre as manifestações.

Segundo o órgão, foi requisitado à PRF-MG cópia de todos os processos instaurados com as ocorrências dos bloqueios, vídeos, fotos, multas, pessoas e veículos identificados. "Quando o MPF receber esses processos eles serão separados por local do ilícito (cível e criminal), por responsável e será enviado a todos os membros do MPF-MG com atribuição para prosseguir na apuração e responsabilização, civil e penal, dos envolvidos", informou em nota.

O Tempo

PEC da Transição é a proposta para pagar promessas de campanha de Lula; entenda

 Ideia é retirar do teto de gastos promessas feitas por Lula; Congresso será responsável por determinar os valores


A chamada PEC da Transição, anunciada na última quinta-feira (3) pela equipe do governo eleito de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), será oficialmente apresentada nesta terça-feira (8). A matéria prevê a liberação de verba acima do teto de gastos para poder financiar as promessas de campanha do petista. A ideia é que a equipe de Lula indique quais políticas precisariam extrapolar o teto, mas sem a imposição de valores. Quem vai determinar quanto será destinado a cada tema será o Congresso Nacional, na votação do Orçamento de 2023.

"A PEC não pode ter previsão de valores. O valor, quem libera é o Congresso Nacional", informou o deputado federal Enio Verri (PT-PR), um dos parlamentares da equipe de transição. "A PEC tem como papel principal dar a mínima condição para o Brasil funcionar a partir de janeiro", completou.

Segundo o ex-governador do Piauí e senador eleito Wellington Dias (PT), que também integra a equipe de transição, a articulação segue em duas linhas: "A equipe técnica vai se debruçar para quantificar o valor necessário em cada ponto crítico, em cada ponto que tem insuficiência de recursos para 2023. Ao mesmo tempo, [trabalham] a proposta de uma emenda que cria uma excepcionalidade para garantir legalmente os recursos necessários", disse.

R7 e Correio do Povo

PGR pede para Ministério da Justiça ajudar a PRF a liberar rodovias em MT

 Solicitação do procurador-geral da República, Augusto Aras, foi feita ao ministro Anderson Torres por um ofício, neste sábado (5)

procurador-geral da República, Augusto Aras, pediu neste sábado (5) ao ministro da Justiça e Segurança Pública, Anderson Torres, reforços adicionais para ajudar a Polícia Rodoviária Federal (PRF) a desbloquear "estradas que cortam vários municípios" de Mato Grosso. A solicitação foi feita por meio de um ofício.

De acordo com a Procuradoria-Geral da República, Aras reporta informações recebidas da unidade do Ministério Público Federal (MPF) no estado, que apontam manifestações na região de Guarantã do Norte, fechando a ponte de acesso a cidades próximas à BR-163.

O procurador-geral da República também menciona o baixo efetivo da PRF na região de Nova Mutum, formada por outros seis municípios, com apenas 54 policiais em campo e quatro viaturas.

"Além disso, nos municípios de Lucas do Rio Verde, Sinop e Comodoro, embora os bloqueios tenham sido desfeitos pelas autoridades policiais, há sinais da organização de novos bloqueios", informa a PGR.

Comboio em direção a Cuiabá

A PGR informa também que, segundo informações repassadas ao ministro Anderson Torres, um comboio de 200 caminhões segue em alta velocidade de Sorriso para Cuiabá, numa distância de 397km, para paralisar a capital mato-grossense.

Protesto contra resultado das urnas

De acordo com a corporação, 999 manifestações foram desfeitas em todo o Brasil desde o início das manifestações, na noite do último domingo (30), após o segundo turno das eleições. As interdições são realizadas por caminhoneiros que não aceitam o resultado das urnas, que elegeu Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como o futuro presidente do país.

O que diz a PRF

De acordo com o diretor-geral da PRF, Silvinei Vasques, esta é a maior operação da história da PRF, com o uso do maior efetivo da corporação.

"A sede do nosso departamento em Brasília, as nossas superintendências, as sedes das nossas delegacias e a nossa universidade estão com as suas atividades administrativas encerradas. Todos os policiais, desde [a última] segunda-feira [31] estão na estrada operando. Estamos trabalhando muito, uma operação complexa", afirmou por meio de um vídeo divulgado nessa sexta-feira (4).

Na última quarta-feira (2), o MPF pediu que seja instaurado um inquérito policial sobre a postura de Vasques, desde 30 de outubro, data do segundo turno das eleições. O pedido tramita em regime de urgência. O MPF pede investigação sobre as fiscalizações que a PRF realizou em veículos que transportavam eleitores, especialmente na região Nordeste, no dia da votação, e se as abordagens prejudicaram o exercício do voto.

Caso fique comprovado que eleitores foram afetados, Vasques pode responder pelos crimes de prevaricação e de violência política, ambos previstos no Código Penal.


R7 e Correio do Povo

Manifestações

 Cobra-se de Jair Bolsonaro uma manifestação mais contundente no sentido de pacificar o país, de defender de forma veemente a liberação de rodovias. Bolsonaro, salvo uma hecatombe, tem data para sair do Palácio do Planalto. Mas pergunto: e Lula?

Guilherme Baumhardt


Centenas de milhares de brasileiros, em todo o país, foram às ruas vestindo verde e amarelo. Antes de chamá-los de golpistas (o caminho mais óbvio e, também, o mais preguiçoso) é preciso ir um pouco além. A Constituição traz o artigo 142 – “As Forças Armadas (...) destinam-se à defesa da Pátria, à garantia dos poderes constitucionais e, por iniciativa de qualquer destes, da lei e da ordem”. As situações nas quais o emprego da força deve ocorrer, porém, ainda são tema de debate. Alguns já veem motivos para isso – um Supremo Tribunal Federal que age além das suas atribuições é o mais latente.

Se é verdade que na soma dos votos Lula venceu, é verdade também que não foi uma disputa com paridade de armas e forças (e nem me refiro a recursos de campanha, mas do ponto de vista de justiça eleitoral, com decisões absurdas tomadas pela Corte a favor da campanha petista). Além disso, os sinais que surgiram após o pleito são preocupantes. Na manifestação após a votação, o atual presidente do TSE, Alexandre de Moraes, não economizou saliva na hora de falar em “controle” e “regulação” para as próximas disputas, inclusive sobre as redes sociais – coisa típica de republiqueta ditatorial.

Cobra-se de Jair Bolsonaro uma manifestação mais contundente no sentido de pacificar o país, de defender de forma veemente a liberação de rodovias. Bolsonaro, salvo uma hecatombe, tem data para sair do Palácio do Planalto. Mas pergunto: e Lula? Por que não se cobra dele sinais que poderiam trazer tranquilidade? No lugar de receber o esquerdista Alberto Fernández, por que ele não anuncia logo quem será o ministro da Economia? Não me venham com a desculpa esfarrapada de que é preciso esperar as negociações (argh) com partidos da base, na construção do “presidencialismo de coalizão” (o nome bonito e cheiroso dado a uma coisa fétida) para definir o titular da pasta.
O cabeça da economia sempre foi atribuição do presidente da República, nunca entrou nas negociações para composição de governo. Zélia Cardoso de Mello foi escolha de Fernando Collor. Itamar Franco definiu Fernando Henrique Cardoso. FHC, por sua vez, chancelou Pedro Malan, assim como Lula escolheu Antonio Palocci e, depois, Guido Mantega (uma tragédia). Jair Bolsonaro escolheu e chancelou Paulo Guedes. Lula poderia anunciar, por exemplo, Henrique Meirelles, um nome que está léguas distante em termos de liberalismo econômico de Paulo Guedes, mas que produziria algum efeito calmante, mas não o fez. Porque?

Sobre o risco de ditaduras – sim, no plural – cabe um alerta. Se as atuais manifestações populares são vistas com ressalvas, pelo risco de detonarem a volta dos militares, não podemos cair na armadilha da memória curta e da visão míope. Há um risco real de que o Brasil vire uma ditadura de esquerda. Um único mandato conservador não equilibrou forças. Ainda há maioria progressista no STF. Além disso, parcela do Congresso já mostrou que é apenas uma questão de preço para sair de um lado e ir para o outro.
A obsessão lulista em desarmar a população lembra muito a Venezuela de alguns anos atrás, em que uma população sem condições de reagir sucumbiu a milícias e grupos paramilitares. Os generais que eram oposição a Hugo Chávez, antecessor e criador de Nicolás Maduro, foram todos defenestrados. Ou seja, antes de falar em democracia e tomar como base o resultado das urnas – algo legítimo –, é preciso lembrar que há um conceito muito mais importante e anterior ao simples ato de votar e definir um vencedor: chama-se liberdade. Sem ela, a história nos ensina que até mesmo ditaduras podem produzir eleições – em Cuba, acredite, há votação, mas zero liberdade.

Não sou entusiasta da volta dos militares, algo sempre traumático e que traz a supressão de liberdades. Mas também não fecho os olhos para o risco real de uma ditadura de esquerda no país. As próximas semanas devem trazer respostas.

Correio do Povo