RS terá sol e frio nesta quarta-feira

 Mínimas serão abaixo de 10ºC na maioria das cidades gaúchas



A quarta-feira começa com muitas nuvens, chuva e garoa no Norte e no Nordeste gaúcho pela circulação de umidade de um ciclone. Contudo, o Sul e o Oeste do Estado devem ter sol logo cedo. No decorrer do dia, a nebulosidade diminui, e o sol aparece também em Porto Alegre, segundo a MetSul.

No Nordeste gaúcho, entre os Aparados e o Litoral Norte, o tempo melhora mais tarde. O dia começa frio, e não se afasta geada na fronteira com o Uruguai. A tarde será amena. Na Capital, a temperatura vai variar entre 10 ºC e 16 ºC.

O vento sopra fraco a moderado na maioria das áreas, já que o campo de vento intenso do ciclone não alcança o Rio Grande do Sul. 

Mínimas e máximas no RS nesta quarta

Torres 12 ºC / 14 ºC
Caxias do Sul 7 ºC / 12 ºC
Ausentes 3 ºC / 7 ºC
Vacaria 5 ºC / 9 ºC
Erechim 7 ºC / 13 ºC
Santa Rosa 8 ºC / 18 ºC

Correio do Povo


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Grêmio goleia Operário e chega a 17 jogos de invencibilidade na Série B

 Tricolor faz 5 a 1 na Arena e agora é vice-líder da competição



O Grêmio segue confortável no G-4 da Série B. A goleada por 5 a 1 sobre o Operário, na Arena, na noite desta terça-feira, também amplia a expressiva marca de invencibilidade na competição: o Tricolor chega a 17 jogos sem perder. Há quase um turno sem perder, o Tricolor vai a 43 pontos, e abre dez pontos para o quinto colocado.

Depois de um começo pouco organizado, Campaz abriu o placar no fim do primeiro tempo. No início da etapa final, Diego Souza marcou mais uma vez, e o terceiro foi de Biel. Elkeson marcou duas vezes no fim e decretou a goleada. Kalil anotou o de honra para os visitantes.

O Grêmio volta a campo no sábado, quando enfrenta o CRB, no Estádio Rei Pelé. A partida, válida pela 24ª rodada da Série B, acontece às 20h30min.

Pressão incomoda o Tricolor, mas Campaz marca no fim 

Mesmo com a volta de Bitello de suspensão, Roger Machado optou por manter Lucas Leiva, de boa atuação na vitória por 2 a 1 sobre o Guarani, no time titular. Desta forma, o time foi o mesmo que venceu a partida em Campinas, com o atacante Guilherme também entre os 11 iniciais. O lateral Nicolas, que era dúvida justamente por ter saído mais cedo por problema no ombro após uma queda, teve condições e foi para o jogo normalmente. 

O Grêmio se mostrou, desde o início, o time mais organizado em campo. Biel sofria faltas em sequência quando acionado pela direita, e o Tricolor conseguia trocar passes no campo do adversário. Já o Operário, pressionado pelos donos da casa, não conseguia sair de trás sem ser na base do chutão e, rifando a bola, a oferecia insistentemente sempre de volta ao Grêmio.

Apesar disso, a primeira chance de perigo foi do Operário, em falha individual de Lucas Leiva. Aos 7 minutos, o volante teve um momento de desatenção e perdeu a bola para Felipe Garcia. O jogador do Fantasma roubou a bola e avançou com ela dominada. Bateu de longe e, mesmo com Brenno atento e na bola, ela desviou antes e foi para escanteio, evitando um prejuízo maior para o Tricolor.

O bom começo não se confirmou. Foi o Operário quem, depois de fazer sua primeira descida, teve mais finalizações. Aos 25, eram 3 mais perigosas dos visitantes. As descidas eram constantes nas costas de Rodrigo Ferreira, mais uma vez um dos piores do Grêmio em campo. Ele dava espaços, obrigando o time a fazer faltas pelo setor, o que se refletiu em bronca da torcida, que perdeu a paciência com o lateral. 

A realidade poderia ter sido outra se, aos 26 minutos, a bola que ele recebeu na direita, campo de ataque, estivesse sido colocada em posição legal. Ele foi a linha de fundo e cruzou rasteiro para Guilherme, que complementou para o gol vazio, no que seria a abertura do placar. No entanto, nem precisou muito tempo para que o VAR confirmasse a posição adiantada de Rodrigo Ferreira, anulando o lance.

Até boa parte do primeiro tempo, o Grêmio teve dificuldade de finalizar em boas condições. Mas, no fim do primeiro tempo, voltou a ameaçar e melhorou. Aos 43, Guilherme recebeu, girou com categoria e bateu forte. Vanderlei defendeu e, no rebote, Biel bateu por cima. A chegada foi um prenúncio do gol, dois minutos depois. A bola sobrou na esquerda para Campaz e ele finalizou com força, no canto, sem chances para Vanderlei, abrindo o placar e levando o Grêmio com vantagem de 1 a 0 ao intervalo.

Segundo tempo com breve susto, mas ampla vantagem

A característica do jogo se manteve no início da segunda etapa. Logo aos 6 minutos, na primeira chance de gol, o Grêmio marcou. Villasanti ajeitou de cabeça, da entrada da área, buscando Diego Souza na marca do pênalti. O centroavante artilheiro ajeitou e, em um lance meio esquisito, mandou para as redes. A arbitragem flagrou impedimento mas, após revisão do VAR, o 2 a 0 foi confirmado.

A larga vantagem não durou muito. Em resposta na ofensiva seguinte, o Operário descontou. Agora, a investida foi pelo lado esquerdo da defesa. E o Tricolor voltou a ser vazado em um problema recorrente nos últimos jogos: pelo alto. Após o levantamento, Kalil, que havia entrado no intervalo, subiu mais que a zaga do Grêmio para descontar.

Mas o Grêmio não sentiu, especialmente porque encontrou no talento de Diego Souza não só um artilheiro, mas um garçom. Uma das referências técnicas do time foi o responsável por pelo menos meio gol deste terceiro do Tricolor. Aos 18, ele dominou a bola no meio e, cercado por jogadores do Operário, conseguiu achar grande passe em profundidade pelo meio para Biel. Livre, ele só teve o trabalho de deslocar Vanderlei para fazer o 3 a 1.

Com uma vantagem mais confortável, aí sim o Grêmio voltou a criar chances, inclusive para ampliar. E Roger conseguiu sacar seus dois reforços, que tiveram atuação mais discreta nesta terça-feira. Lucas Leiva e Guilherme deixaram o campo para as entradas de Bitello e Janderson. Depois, Elkeson e Gabriel Silva entraram nos lugares de Diego Souza e Campaz.

Ainda houve tempo para a arbitragem expulsar o zagueiro Thales, que fez falta dura em Elkeson, ao atingi-lo na nuca com as travas da chuteira. Com um a mais e já perto do fim, Elkeson deu números finais a goleada, anotando duas vezes. Assim, o Grêmio caminhou ainda mais tranquilo para a vitória, chegando ao 17º jogo de invencibilidade, consolidado no G-4 da Série B.

Série B - 23ª rodada

Grêmio 5

Brenno; Rodrigo Ferreira, Geromel, Bruno Alves e Nicolas; Villasanti, Lucas Leiva e Campaz; Biel, Guilherme e Diego Souza. Técnico: Roger Machado

Operário 1

Vanderlei; Arnaldo, Thales, Reniê e Fabiano; Ricardinho, Rafael Chorão e Tomas Bastos; Paulo Victor, Getterson e Felipe Garcia. Técnico: Matheus Costa

Gols: Campaz (45/1T), Diego Souza (6/2T), Kalil (10/2T), Biel (18/2T) e Elkeson (44, 48/2T)

Arbitragem: Bruno Arleu de Araújo (RJ)

Cartões amarelos: Bitello (Grêmio)

Cartões vermelhos: Thales (Operário)

Local: Arena do Grêmio, em Porto Alegre (RS)

Data e hora: 09/08, às 19h

Público: 11.387 torcedores

Renda: R$ 346.304,00

Correio do Povo



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Rosa Weber - História virtual

 

Rosa Weber
Rosa Weber
Ministra do Supremo Tribunal Federal do Brasil
Período: 19 de dezembro de 2011
até a atualidade
Nomeação por: Dilma Rousseff
Antecessor(a): Ellen Gracie
Vice-Presidente do Supremo Tribunal Federal do Brasil
Período: 10 de setembro de 2020
até a atualidade
Antecessor(a): Luiz Fux
52º Presidente do Tribunal Superior Eleitoral do Brasil
Período: 14 de agosto de 2018
até 25 de maio de 2020
Antecessor(a): Luiz Fux
Sucessor(a): Luís Roberto Barroso
Ministra do Tribunal Superior Eleitoral do Brasil
Período: 24 de maio de 2016
até 25 de maio de 2020
Antecessor(a): Dias Toffoli
Sucessor(a): Alexandre de Moraes
Ministra do Tribunal Superior do Trabalho do Brasil
Período: 21 de fevereiro de 2006
até 19 de dezembro de 2011
Nomeação por: Luiz Inácio Lula da Silva
Antecessor(a): vaga criada pela Emenda Constitucional nº 45[1]
Sucessor(a): Hugo Carlos Scheuermann[2]
Desembargadora do Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região
Período: 23 de agosto de 1991
até 20 de fevereiro de 2006[3]
Juíza do Trabalho da 4ª Região
Período: 19 de maio de 1976
22 de agosto de 1991[3]
Dados pessoais
Nascimento: 2 de outubro de 1948 (73 anos)
Porto Alegre, Rio Grande do Sul
Cônjuge: Telmo Candiota da Rosa Filho
Alma mater: Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Rosa Maria Pires Weber[nota 1] (Porto Alegre, 2 de outubro de 1948)[3] é uma magistrada brasileira, atual ministra e vice-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ex-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e ex-ministra do Tribunal Superior do Trabalho (TST).

Formação e atividade acadêmica

Rosa Weber foi aprovada em primeiro lugar no vestibular para o curso de Direito na Faculdade de Direito da Universidade Federal do Rio Grande do Sul em 1967. Concluiu o curso em 1971, também em primeiro lugar e recebendo a "láurea acadêmica Prof. Brochado da Rocha". Na mesma universidade, realizou curso de extensão universitária de Preparação à Magistratura, em 1972, e de Processo do Trabalho, em 1974. Foi professora na Faculdade de Direito da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul entre 1989 e 1990.[3][6]

Início da carreira

Desempenhou as funções de auxiliar de protocolo da Inspetoria Seccional do Ministério da Educação, na cidade de Porto Alegre, em 1968; assistente superior da Secretaria da Administração do Estado do Rio Grande do Sul, de 1974 a 1975; e auditora-fiscal do trabalho da Delegacia Regional do Trabalho do Estado do Rio Grande do Sul, de 1975 a 1976.[3]

Magistratura do Trabalho

Ingressou na magistratura em 1976, por concurso, como juíza do trabalho substituta. Em 1991, foi promovida para o segundo grau de jurisdição, tornando-se desembargadora do Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região.[6] Ocupou diversos cargos administrativos até alcançar a presidência desse tribunal, exercida entre 2001 e 2003.[6][3]

Em 2005, foi indicada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para o cargo de ministra do Tribunal Superior do Trabalho, a partir de lista tríplice votada pelos integrantes do próprio tribunal, para vaga destinada a juiz de carreira.[6] Após sabatina, seu nome foi aprovado no plenário do Senado Federal por 44 votos a favor e 7 contrários.[7] A posse no TST ocorreu em 21 de fevereiro de 2006.

Supremo Tribunal Federal

Em 8 de novembro de 2011 foi indicada formalmente[8] pela presidente Dilma Rousseff para a vaga deixada pela aposentadoria da ministra Ellen Gracie Northfleet no Supremo Tribunal Federal (STF).[9]

Após sabatina na Comissão de Constituição e Justiça, teve seu nome aprovado por 19 votos favoráveis e 3 contrários.[10] Em 13 de dezembro o plenário do Senado ratificou a aprovação por 57 votos favoráveis, 14 contrários e uma abstenção.[11] Durante essa votação, dois senadores se manifestaram contra sua indicação, Demóstenes Torres (que acabou sendo cassado do Senado em 11 de julho de 2012) e Pedro Taques. Afirmaram que Rosa Weber não demonstrou ter a exigência constitucional de "notável saber jurídico" durante a sabatina, em razão de não haver respondido diversas perguntas formuladas pelos senadores. Dentre os parlamentares que defenderam a indicação, o senador Marcelo Crivella disse ter enxergado na ministra um apurado entendimento do "espírito da lei", o senador Pedro Simon declarou que Rosa Weber esteve tímida e tensa durante a sabatina, mas elogiou seu currículo, e o senador José Pimentel afirmou que o saber jurídico da candidata ao STF já havia sido verificado em sabatina anterior, quando Rosa Weber fora aprovada como ministra do TST, cargo que também exige tal requisito.[12]

Empossada na manhã de 19 de dezembro de 2011,[13] é a terceira mulher a integrar a Suprema Corte, tendo sido as primeiras Ellen Gracie, a quem Rosa Weber substituiu, e Cármen Lúcia, que ainda exerce o cargo. Dentre elas, Weber é a primeira magistrada de carreira.

Foi ministra do Tribunal Superior Eleitoral de maio de 2016 até maio de 2020, em vaga destinada a membro do STF, assumiu a presidência da corte eleitoral em 14 de agosto 2018, deixando em 25 de maio de 2020.[14]

Vida pessoal

Filha do médico José Júlio Martins Weber e da pecuarista Zilah Bastos Pires, é casada com Telmo Candiota da Rosa Filho, procurador do Estado do Rio Grande do Sul aposentado, com quem teve dois filhos.[6]

Notas


  1. Anteriormente conhecida por seu nome de casada, Rosa Maria Weber Candiota da Rosa.[4][5]

Referências


  • «Mensagem (SF) n° 4, de 2006». Senado Federal. Consultado em 22 de outubro de 2017

  • «Ministros do TST» (PDF). Senado Federal. Consultado em 12 de novembro de 2016

  • «Ministra Rosa Weber» (PDF). Supremo Tribunal Federal. Consultado em 12 de julho de 2018

  • «Rosa Maria Weber Candiota da Rosa» (PDF). Supremo Tribunal Federal. Consultado em 20 de junho de 2019

  • «Votos decisivos na Lava Jato e no mensalão marcam ministra Rosa Weber». Folha de S. Paulo. 9 de setembro de 2018. Consultado em 25 de julho de 2019. Rosa Maria Weber Candiota da Rosa se apresentou assim ao ser sabatinada em 2011, indicada para suceder à ministra Ellen Gracie no Supremo Tribunal Federal (STF) (atualmente ela utiliza seu nome de solteira: Rosa Maria Pires Weber).

  • «Mensagem nº4 de 2006». Senado Federal. 22 de dezembro de 2005. Consultado em 11 de fevereiro de 2018. Arquivado do original em 22 de julho de 2015

  • «Mensagem (SF) n° 4, de 2006, tramitação». www25.senado.leg.br. Senado Federal. 2006. Consultado em 11 de fevereiro de 2018

  • «Diário Oficial da União, Seção I». pesquisa.in.gov.br. Imprensa Nacional. 8 de novembro de 2011. Consultado em 11 de fevereiro de 2018

  • Sadi, Andréia (7 de novembro de 2011). «Dilma escolhe ministra do TST para vaga de Ellen Gracie no STF». Folha de S.Paulo. Consultado em 11 de fevereiro de 2018

  • «Ministra Rosa Weber é aprovada pela CCJ do Senado». www.stf.jus.br. STF - Supremo Tribunal Federal. 6 de dezembro de 2011. Consultado em 11 de fevereiro de 2018

  • «Senado aprova Rosa Weber para o cargo de ministra do STF». www.stf.jus.br. STF - Supremo Tribunal Federal. 13 de dezembro de 2011. Consultado em 11 de fevereiro de 2018

  • «Aprovada indicação de Rosa Maria Weber ao STF». Senado Federal. 13 de dezembro de 2011. Consultado em 11 de fevereiro de 2018

  • Brígido, Carolina; Carvalho, Jailton de (19 de dezembro de 2011). «Rosa Maria Weber toma posse no Supremo Tribunal Federal». O Globo. Consultado em 11 de fevereiro de 2018

  • Precedido por
    Ellen Gracie
    Ministra do Supremo Tribunal Federal
    19 de dezembro de 2011 - atualidade
    Sucedido por
    Precedido por
    Luiz Fux
    Presidente do Tribunal Superior Eleitoral
    14 de agosto de 2018 - 25 de maio de 2020
    Sucedido por
    Luís Roberto Barroso

     

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    Povos nórdicos - História virtual

     Os nórdicos (ou povos nórdicos) eram um grupo etnolinguístico Germânico-setentrional do início da Idade Média, que falavam a língua nórdica antiga.[nota 1][1][2][3][4] O idioma pertence ao ramo germânico do norte das línguas indo-europeias e é o predecessor das línguas germânicas modernas da Escandinávia. Durante o final do século VIII, os noruegueses iniciaram uma expansão em larga escala em todas as direções, dando origem à Era Viquingue. Nos estudos em língua inglesa desde o século XIX, comerciantes, colonos e guerreiros nórdicos têm sido referidos como viquingues. A identidade dos nórdicos (Norsemen) deu origem aos seus descendentes modernos,[5] os dinamarqueses, islandeses, [a] faroeses, [a] noruegueses e suecos,[6] que são geralmente referidos como 'escandinavos' em vez de nórdicos.[7]

    1. História dos termos Norseman e Northman

      Expansão e zonas de influência viquingue

      A palavra Norseman aparece pela primeira vez em inglês no início do século XIX: o atestado mais antigo da terceira edição do Oxford English Dictionary é de Harold the Dauntless, de Walter Scott, em 1817. A palavra foi cunhada usando o adjetivo norse, um préstimo inglês do holandês durante o século XVI com o sentido de 'norueguês' e que na época de Scott havia adquirido o sentido "de ou relacionado à Escandinávia ou seu idioma, especialmente nos tempos antigos ou medievais".[8] Assim como no uso moderno da palavra viquingue, a palavra norseman não tem base particular no uso medieval.

      O termo Norseman faz eco dos termos que significam 'Northman', aplicado aos falantes de nórdico pelos povos que estes encontraram durante a Idade Média.[9] A velha palavra frâncica Nortmann ("Northman") foi latinizada como Normannus e consequentemente usada em textos latinos. A palavra latina Normannus penetrou o francês antigo como Normands. Dessa palavra originaram em português os normandos e a Normandia, que foi ocupada pelos nórdicos no século X.[10]

      A mesma palavra entrou nas línguas hispânicas e nas variedades locais de latim com formas que começam não apenas em n-, mas em l-, como lordomanni (aparentemente refletindo a dissimilação nasal nas línguas românicas locais).[11] Este formulário pode, por sua vez, ter sido emprestado ao árabe: a importante fonte árabe primitiva Almaçudi identificou os invasores de Sevilha em 844 não só como Rūs, mas também al-lawdh’āna.[12]

      Outros nomes

      Nórdicos (viquingues) representados invadindo a Inglaterra. Ilustração iluminada da Miscelânea do século XII sobre a vida de St. Edmundo (Biblioteca e Museu Morgan)

      Nos estudos modernos, viquingue é um termo comum referindo atacantes nórdicos, especialmente em conexão com ataques e saques monásticos pelos nórdicos às ilhas britânicas. Em nórdico antigo e inglês antigo, esse termo significava pirata.[13][14][15]

      Os eslavos, árabes e bizantinos conheciam-nos como os rus ou Rhōs (Ῥῶς), provável derivação de várias utilizações de rōþs-, isto é, "relacionado ao remo", ou da área de Roslagen, no centro-leste da Suécia, de onde a maioria dos nórdicos que visitavam as terras eslavas originou. Arqueólogos e historiadores contemporâneos acreditam que esses povoamentos escandinavos nas terras eslavas, deram origem aos nomes dos países: Rússia e Bielorrússia.

      Uso escandinavo moderno

      As línguas escandinavas modernas têm um termo comum para os nórdicos: nordbo, ( em sueco: nordborna, em dinamarquês: nordboerne, em norueguês: nordboerne ou nordbuane no plural definido), usado para referir povos antigos e modernos dos países nórdicos e falantes duma das línguas germânicas escandinavas.

      Geografia

      Os escandinavos nórdicos estabeleceram poderes e populações no que é hoje a Grã-Bretanha (Inglaterra, Escócia, País de Gales), Irlanda, Islândia, Rússia, Bielorrússia, França, Sicília, Bélgica, Ucrânia, Finlândia, Estónia, Letónia, Lituânia, Alemanha, Polónia, Groenlândia, Canadá [16] e Ilhas Feroé.

      Em Portugal (e Galiza) os nórdicos atacaram, invadiram e pilharam povoações costeiras, incluindo Lisboa, ao longo de vários séculos.[17] Faziam incursões esporádicas mais no interior das rias nortenhas e continuaram a sul do Algarve, rumo ao Mediterrâneo e Norte de África. Existem algumas influências Nórdicas em populações costeiras na zona da Póvoa de Varzim onde as “marcas” ou Siglas Poveiras se identificam com “marka” rúnicas.[18] A Lancha Poveira e outros tipos de embarcações tradicionais do Norte de Portugal são também atribuídas às incursões e pequenas populações viquingues estabelecidas entre os séculos IX e XI.[19]

      Notas


      1. Out of convenience, "Scandinavians" is commonly used as a synonym for "North Germanic peoples" even though Icelanders and Faroe Islanders do not inhabit Scandinavia today. The term is therefore given a cultural rather than geographical sense.

      Referências


    2. Fee, Christopher R. (2011). Mythology in the Middle Ages: Heroic Tales of Monsters, Magic, and Might: Heroic Tales of Monsters, Magic, and Might. ABC-CLIO. [S.l.: s.n.] ISBN 978-0313027253

    3. McTurk, Rory (2008). A Companion to Old Norse-Icelandic Literature and Culture. John Wiley & Sons. [S.l.: s.n.] ISBN 978-1405137386

    4. «The North and the Depiction of the "Finnar" in the Icelandic Sagas». Scandinavian Studies. 82: 257–286. JSTOR 25769033

    5. Leeming, David A. (2014). The Handy Mythology Answer Book. Visible Ink Press. [S.l.: s.n.] ISBN 978-1578595211

    6. Kristinsson, Axel (2010). Expansions: Competition and Conquest in Europe Since the Bronze Age. ReykjavíkurAkademían. [S.l.: s.n.] ISBN 978-9979992219

    7. Kennedy, Arthur Garfield (1963). «The Indo-European Language Family». In: Lee. English Language Reader: Introductory Essays and Exercises. Dodd, Mead. [S.l.: s.n.]

    8. Davies, Norman (1999). The Isles: A History. Oxford University Press. [S.l.: s.n.] ISBN 978-0198030737. [Norman Davies Resumo divulgativo] Verifique valor |resumo-url= (ajuda)

    9. "Norseman, n.", "Norse, n. and adj." OED Online, Oxford University Press, July 2018, https://www.oed.com/view/Entry/128316, https://www.oed.com/view/Entry/128312. Accessed 10 September 2018.

    10. "Northman, n." OED Online, Oxford University Press, July 2018, https://www.oed.com/view/Entry/128371. Accessed 10 September 2018.

    11. Louis John Paetow, A Guide to the Study of Medieval History for Students, Teachers, and Libraries, Berkeley: University of California, 1917, OCLC 185267056, p. 150, citing Léopold Delisle, Littérature latine et histoire du moyen âge, Paris: Leroux, 1890, OCLC 490034651, p. 17.

    12. Ann Christys, Vikings in the South (London: Bloomsbury, 2015), pp. 15–17.

    13. Ann Christys, Vikings in the South (London: Bloomsbury, 2015), pp. 23–24.

    14. Oxford English Dictionary 🔗. Oxford University Press

    15. An Icelandic–English Dictionary 2nd edition by William A. Craigie ed. Oxford University Press. 1957

    16. An Anglo-Saxon Dictionary. Oxford University Press

    17. Linden, Eugene (dezembro 2004). «The Vikings: A Memorable Visit to America». Smithsonian Magazine. Cópia arquivada em 24 de setembro de 2015

    18. «Os Vikings em Portugal e na Galiza»

    19. «Siglas Poveiras»

    20. «Lancha Poveira» (PDF)

     

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