Vagner Mancini é confirmado como técnico do Grêmio para temporada 2022

 Anúncio foi feito oficialmente em entrevista coletiva pelo vice de futebol Dênis Abrahão



Em entrevista coletiva na tarde desta segunda-feira, o vice de futebol do Grêmio, Dênis Abrahão, confirmou a permanência do técnico Vagner Mancini para a temporada 2022. O técnico terá a missão de tentar recolocar o Grêmio na elite do futebol brasileiro após o rebaixamento para a Série B. 

"Conversei com Vagner Mancini, ratifiquei o contrato de Mancini, de outubro de 21 a dezembro de 22 e estabelecemos metas, de economia interna. Desta forma, vamos continuar o contrato estabelecido em meados de outubro", explicou o dirigente. 

O treinador chegou durante o Campeonato Brasileiro com a missão de evitar a queda, algo que não aconteceu. Ele foi o quarto técnico do Grêmio na temporada, depois de Renato Portaluppi, Tiago Nunes e Luiz Felipe Scolari. “A minha convicção foi no fato que ele pegou um clube sem conhecer e conseguiu num curto espaço de tempo tirar o melhor deles. Se ele chegasse um pouquinho antes, pelo percentual dele e número de jogos, o Grêmio ficaria entre os 6 primeiros", acrescentou Abrahão. 

Denis e Mancini chegaram praticamente juntos ao clube. O vice de futebol teve sua permanência confirmada no domingo. Hoje, foi a vez do treinador ter seu cargo mantido. Depois da última rodada. "Mancini é experiente, conhece a cultura do Grêmio, foi jogador desse clube em 95, fez um trabalho sem indicar nenhum jogador, pegou um time pronto, trabalhou exaustivamente". A permanência de Dênis Abrahão também era dúvida após a queda. No entanto, neste domingo, o clube confirmou a manutenção do vice de futebol. 

Thiago Gomes e Marcelo Oliveira deixam o clube

O dirigente também comunicou as saídas do auxiliar permanente, Thiago Gomes, e do coordenador técnico, Marcelo Oliveira. Eles foram desligados do quadro de funcionários do clube nesta segunda-feira. 

"Dois grandes profissionais que não fazem mais parte do departamento de futebol do Grêmio, iniciando assim um processo de reformulação do nosso departamento de futebol", sintetizou. 




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Bolsonaro diz que entregará “um Brasil bem melhor lá na frente”

 


O presidente Jair Bolsonaro afirmou que “bem lá na frente” irá entregar um Brasil melhor do que aquele que ele recebeu ao assumir o cargo, em 2019. Em discurso realizado neste fim de semana, na Escola Naval, Bolsonaro declarou ainda que as Forças Armadas “voltaram ao cenário nacional”, e que todos querem “paz, tranquilidade e harmonia”.

As declarações de Bolsonaro foram dadas durante discurso que durou cerca de seis minutos, quase ao final da cerimônia de Declaração de Guardas-Marinha, que formou 197 aspirantes da força.

“As Forças Armadas, há pouco tempo esquecidas, hoje voltam ao cenário nacional. O nosso trabalho cada vez mais vem sendo reconhecido por toda a nação”, discursou Bolsonaro, que fez ainda uma referência à Segunda Guerra Mundial, encerrada há 76 anos. “Centenas de colegas da Marinha, e por volta de 500 do nosso Exército e Aeronáutica, perderam suas vidas combatendo o nazismo e o fascismo.”

Acrescentando que “nós somos a esperança da garantia da nossa liberdade”, Bolsonaro agradeceu a Deus “pela missão que desempenho no momento” e disse que entregará um País melhor “bem lá na frente”. “Tenho certeza que lá na frente, bem lá na frente, entregaremos um Brasil a quem nos suceder bem melhor do que aquele que recebemos.”

A cerimônia de Declaração de Guardas-Marinha foi realizada em campo aberto, debaixo de sol muito forte. Pelo menos três aspirantes, entre as quais duas mulheres, acabaram desmaiando e precisaram ser atendidas.

Inflação

Bolsonaro não mostra, porém, números que indiquem que o Brasil está melhorando. Sob pressão do encarecimento dos combustíveis, a inflação oficial no País ficou em 0,95% em novembro, a mais elevada para o mês desde 2015, segundo os dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na última semana.

O resultado veio praticamente no piso das estimativas de analistas do mercado financeiro, que previam alta de 1,10%. Ainda assim, a taxa acumulada em 12 meses atingiu 10,74%, o maior patamar desde novembro de 2003.

A surpresa positiva abriu a possibilidade de a inflação encerrar o ano abaixo dos dois dígitos, avaliou a economista-chefe da Veedha Investimentos, Camila Abdelmalack. “Olhando as leituras do atacado, temos indicações de que pode se manter a tendência de arrefecimento dos alimentos, apesar da sazonalidade de fim de ano”, explicou a economista, cuja projeção preliminar de 0,70% para o IPCA de dezembro pode ser reduzida, já que considerava uma alta de preços ao redor de 0,85% para alimentação e bebidas.

Segundo Camila, o alívio no índice de novembro deve ter pouco impacto no cenário do Banco Central (BC), que já deu sinais de levar menos em conta a inflação sobre os rumos da taxa básica de juros, a Selic.

A taxa do IPCA de dezembro tem que ficar abaixo de 0,68% para que a inflação não rompa a barreira dos dois dígitos no ano, calculou Pedro Kislanov, gerente do Sistema Nacional de Índices de Preços do IBGE. “Na minha conta, se for 0,68% já bate os 10%, está praticamente cravando 10%. O nosso cálculo é feito no sistema com 15 casas decimais. Se for de 0,74%, já vai para 10,07%”, disse Kislanov.

Segundo ele, a inflação elevada no País não é resultado de uma pressão de demanda, mas sim de aumentos de preços de bens e serviços monitorados pelo governo, como a energia elétrica e a gasolina, que geram uma inflação de custos. As maiores contribuições para o IPCA acumulado em 12 meses são da gasolina (2,49 pontos porcentuais), energia elétrica (1,36 ponto), etanol (0,45 ponto), gás de botijão (0,43 ponto) e automóvel novo (0,42 ponto). Nos últimos 12 meses, a gasolina já ficou 50,78% mais cara.

Em novembro, os gastos das famílias com transportes dispararam 3,35%, praticamente 76% de toda a inflação do mês. A principal pressão partiu novamente da gasolina, com alta de 7,38%, o maior impacto individual no IPCA. Houve altas também nos preços do etanol (10,53%), óleo diesel (7,48%) e gás veicular (4,30%). Os automóveis novos, automóveis usados e motocicletas também subiram.

Em habitação, a energia elétrica aumentou 1,24%, enquanto o gás encanado subiu 2,00%. O gás de botijão ficou 2,12% mais caro, a 18ª alta consecutiva, acumulando um aumento de 47,84% desde junho de 2020.

O Sul

Vacinação contra a Covid: 65% da população brasileira está totalmente imunizada

 


Os dados do consórcio de veículos de imprensa divulgados às 20h deste domingo (12) mostram que 139.339.569 pessoas tomaram a segunda dose ou dose única de vacinas e, assim, estão totalmente imunizadas. Este número representa 65,32% da população. A dose de reforço foi aplicada em 20.469.025 pessoas. Um total de 159.839.190 (74,93% da população) tomou ao menos a primeira dose de vacinas.

Somando a primeira dose, a segunda, a única e a de reforço, são 319.647.784 doses aplicadas desde o começo da vacinação. O número de vacinados em primeira dose ficou negativo, em -379.095 doses, assim como o número de vacinados nas últimas 24 horas (-261.168). Isso ocorreu porque Bahia e Distrito Federal informaram número de primeiras doses menor do que o divulgado anteriormente. As secretarias ainda não esclareceram a razão da diferença.

Dezessete estados não divulgaram novos dados. Desses, 15 (AC, AL, AP, GO, MA, MT, PB, PR, RJ, RO, RR, RS, SC, SE, TO) tiveram problemas na divulgação de dados de vacinas neste domingo (12), um dia depois de hackers terem invadido o site do Ministério da Saúde, o aplicativo e a página do ConecteSUS – plataforma que mostra comprovantes de vacinação contra a Covid-19. Ceará e MG não atualizam os dados de vacinação aos finais de semana.

Números

— Total de pessoas que receberam pelo menos uma das doses necessárias: 159.839.190 (74,93% da população
— Total de pessoas que estão totalmente imunizadas (que receberam duas doses ou dose única): 139.339.569 (65,32% da população)
— Total de doses aplicadas: 319.647.784 (87,68% das doses distribuídas para os estados)
— 9 Estados e o DF divulgaram dados novos: PE, DF, PA, PI, ES, RN, MS, SP, AM, BA
— 17 Estados não divulgaram dados novos: AC, AL, AP, CE, GO, MA, MG, MT, PB, PR, RJ, RO, RR, RS, SC, SE, TO

Total de vacinados, segundo os governos, e o percentual em relação à população do Estado:

— AC – 1ª dose: 566.240 (62,44%); 2ª dose + dose única: 432.866 (47,73%); dose de reforço: 18411
— AL – 1ª dose: 2.345.592 (69,7%); 2ª dose + dose única: 1.818.964 (54,05%); dose de reforço: 181631
— AM – 1ª dose: 2.723.261 (63,78%); 2ª dose + dose única: 2.185.050 (51,17%); dose de reforço: 296972
— AP – 1ª dose: 507.972 (57,88%); 2ª dose + dose única: 343.535 (39,14%); dose de reforço: 9751
— BA – 1ª dose: 10.438.947 (69,66%); 2ª dose + dose única: 8.612.042 (57,47%); dose de reforço: 979325
— CE – 1ª dose: 6.911.100 (74,79%); 2ª dose + dose única: 6.205.610 (67,16%); dose de reforço: 719315
— DF – 1ª dose: 2.295.052 (74,17%); 2ª dose + dose única: 2.054.821 (66,41%); dose de reforço: 253974
— ES – 1ª dose: 3.092.596 (75,27%); 2ª dose + dose única: 2.705.144 (65,84%); dose de reforço: 548482
— GO – 1ª dose: 5.235.405 (72,65%); 2ª dose + dose única: 4.215.698 (58,5%); dose de reforço: 481554
— MA – 1ª dose: 4.488.636 (62,75%); 2ª dose + dose única: 3.502.420 (48,96%); dose de reforço: 310020
— MG – 1ª dose: 16.521.914 (77,16%); 2ª dose + dose única: 14.723.631 (68,76%); dose de reforço: 2091036
— MS – 1ª dose: 2.033.922 (71,64%); 2ª dose + dose única: 2.022.691 (71,24%); dose de reforço: 494201
— MT – 1ª dose: 2.541.765 (71,25%); 2ª dose + dose única: 2.062.206 (57,81%); dose de reforço: 176421
— PA – 1ª dose: 5.468.550 (62,3%); 2ª dose + dose única: 4.167.417 (47,48%); dose de reforço: 359579
— PB – 1ª dose: 3.092.431 (76,17%); 2ª dose + dose única: 2.490.146 (61,34%); dose de reforço: 342135
— PE – 1ª dose: 7.209.842 (74,52%); 2ª dose + dose única: 6.020.080 (62,22%); dose de reforço: 873340
— PI – 1ª dose: 2.552.750 (77,61%); 2ª dose + dose única: 2.153.650 (65,47%); dose de reforço: 225441
— PR – 1ª dose: 9.029.039 (77,85%); 2ª dose + dose única: 7.884.753 (67,99%); dose de reforço: 943969
— RJ – 1ª dose: 13.001.532 (74,45%); 2ª dose + dose única: 10.814.400 (61,93%); dose de reforço: 1788139
— RN – 1ª dose: 2.603.739 (73,12%); 2ª dose + dose única: 2.265.726 (63,63%); dose de reforço: 351122
— RO – 1ª dose: 1.197.996 (66%); 2ª dose + dose única: 1.000.208 (55,1%); dose de reforço: 104654
— RR – 1ª dose: 360.832 (55,28%); 2ª dose + dose única: 258.991 (39,68%); dose de reforço: 19623
— RS – 1ª dose: 8.904.911 (77,66%); 2ª dose + dose única: 7.997.283 (69,74%); dose de reforço: 1370365
— SC – 1ª dose: 5.776.792 (78,72%); 2ª dose + dose única: 5.094.416 (69,42%); dose de reforço: 577890
— SE – 1ª dose: 1.729.251 (73,95%); 2ª dose + dose única: 1.497.892 (64,05%); dose de reforço: 183905
— SP – 1ª dose: 38.154.199 (81,79%); 2ª dose + dose única: 35.976.441 (77,12%); dose de reforço: 6685778
— TO – 1ª dose: 1.054.924 (65,63%); 2ª dose + dose única: 833.488 (51,85%); dose de reforço: 81992

O Sul

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Alvo de ataque hacker, Ministério da Saúde diz que os dados sobre a vacinação contra o coronavírus foram recuperados

 


O Ministério da Saúde informou neste domingo (12) que o processo para recuperação dos registros dos brasileiros vacinados contra a Covid-19 foi finalizado, sem perda de informações.

“Todos os dados foram recuperados com sucesso”, afirmou a pasta em nota. O ministério disse ainda que, “no momento, a pasta trabalha para restabelecer o mais rápido possível os sistemas para registro e emissão dos certificados de vacinação”.

O aplicativo e a página do ConectSUS – plataforma que mostra comprovantes de vacinação contra a Covid-19 – ficaram fora do ar. O sistema foi invadido por hackers na madrugada de sexta-feira (10). O problema também afetou o sistema de notificação de casos da doença.

Segundo o ministério, foram atingidos os seguintes sistemas: e-SUS Notifica (sistema de notificação de casos de Covid); SI-PNI (Sistema de Informação do Programa Nacional de Imunização) – que tem informações sobre cobertura vacinal e vacinação contra outras doenças no País; ConecteSUS e funcionalidades como a emissão do Certificado Nacional de Vacinação Covid-19 e da Carteira Nacional de Vacinação Digital, que estão indisponíveis no momento.

O Sul

Passaporte da vacina: governo deve editar nova medida para adequar regras de entrada no país após decisão do Supremo


 

O governo federal deve editar uma nova portaria com regras para a entrada de viajantes no Brasil, atendendo à decisão do ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF). Os detalhes da medida foram discutidos em reunião, realizada neste domingo (12), no Palácio do Planalto. O presidente Jair Bolsonaro é contrário ao passaporte da vacina, usado em grande parte dos países e defendido por especialistas para frear o contágio pela covid-19.

Barroso determinou no sábado (11), a obrigatoriedade do passaporte de vacina. Agora, os viajantes que não puderem comprovar a imunização serão impedidos de entrar no País. O ministro do Supremo levou em consideração o avanço da variante Ômicron, cujos estudos preliminares já mostraram risco maior de transmissão e perda parcial da proteção dada pelas vacinas. Oito casos da nova versão do vírus já foram confirmados em território nacional – o último, na cidade de São Paulo, é de um idoso sem histórico de viagem ao exterior, o que indica transmissão local da cepa.

Em sua decisão, anunciada no sábado, Barroso citou a gravidade da pandemia, sobretudo “com a existência de autoridades negacionistas”. A ordem foi dada em ação movida pelo partido Rede Sustentabilidade, que acusa o governo de ‘omissão’ por não revisar as restrições para desembarques internacionais, como recomenda Anvisa.

A Casa Civil confirmou que se reuni Asram neste domingo representantes da Casa Civil, Ministério da Saúde, Infraestrutura e Relações Exteriores, além da Anvisa e Advocacia-Geral da União (AGU), que analisa possível recurso à decisão do ministro. Segundo apurou a reportagem, a AGU vai esperar a notificação do STF para avaliar a possibilidade de recorrer.

A reunião durou mais de quatro horas. De acordo com a Casa Civil, participaram técnicos dos órgãos envolvidos – nenhum ministro estava presente. A nova portaria, ainda segundo o ministério, deve ser publicada o mais rápido possível, já que a decisão de Barroso passa a valer a partir da notificação dos órgãos do governo envolvidos no controle das fronteiras. A comunicação oficial deve sair no Supremo nesta segunda-feira, dia 13.

Antes do despacho do ministro, o governo federal sinalizou que o passaporte de vacina poderia ser substituído por quarentena de cinco dias para não vacinados, mas a medida, que passaria a valer a partir no sábado, foi adiada em uma semana após o ataque hacker aos sistemas do Ministério da Saúde. A invasão tirou do ar dados de vacinação contra a covid-19 de usuários que acessam a plataforma Conecte SUS. Neste domingo, o governo diz que os registros de vacinação foram recuperados, mas os sistemas continuam indisponíveis para a população.

A decisão de Barroso foi tomada em caráter liminar. Ao determinar que o governo federal exija o comprovante de vacinação para viajantes que entrarem no Brasil, o ministro solicitou que o processo fosse incluído para julgamento no plenário virtual do Supremo. A ministra Rosa Weber, presidente em exercício da Corte, marcou o início do julgamento para esta quarta-feira (15), com término na quinta-feira (16), às 23h59. A Corte entre em recesso no dia 17. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

O Sul

Ainda não há previsão de quando será julgado o habeas corpus que mantém em liberdade os quatro condenados pelo incêndio na Kiss

 


Ainda sem data definida, a Justiça do Rio Grande do Sul analisará o habeas corpus que mantém em liberdade os quatro réus do processo sobre o incêndio na boate Kiss, mesmo com as suas condenações anunciadas na última sexta-feira (10). Eles receberam sentenças de 18 a 22 anos de prisão por homicídio simples com dolo eventual.

O grupo, formado por dois sócios da casa noturnas e dois integrantes da banda musical que se apresentava na noite da tragédia, chegou a ter a sua prisão imediata anunciada pelo juiz Orlando Faccini Neto. Mas este precisou suspender a medida porque o advogado de defesa do empresário Elissandro “Kiko” Spohr, sócio da Kiss, havia solicitado habeas corpus preventivo.

Ao atender o pedido, o desembargador Manuel José Martinez Lucas definiu que a liminar fosse estendida aos demais condenados: “Na hipótese em que o réu responde a todo o processo em liberdade, às vezes por vários anos, a condenação não justifica, por si só, a decretação da prisão”.

O magistrado projetou que a Câmara Criminal deve apreciar o mérito do habeas corpus em um colegiado de três desembargadores – ainda não há previsão de quando isso será feito, mas já se sabe que uma definição poderá sair somente em dois meses.

Julgamento histórico

O mais longo julgamento já realizado no Rio Grande do Sul chegou ao fim nesta sexta-feira (10), com a condenação dos quatro réus pelo incêndio que matou 242 pessoas na boate Kiss, em Santa Maria (Região Central), na madrugada de 27 de janeiro de 2013.

Foram dez dias consecutivos de sessões no Fórum Central de Porto Alegre, duração inédita na história do Judiciário gaúcho – até então, o recorde pertencia aos cinco dias de júri (em março de 2019) dos quatro réus pela morte do menino Bernardo, em Três Passos (Região Noroeste do Estado).

No caso da boate Kiss, desde a semana passada prestaram depoimento 32 pessoas, incluindo 28 testemunhas ou informantes e os quatro acusados. Antes disso, as responsabilidades haviam sido apuradas em seis processos judiciais. O principal tramitou na 1ª Vara Criminal da Comarca de Santa Maria, acabou desmembrado e originou outros dois.

A escolha de Porto Alegre como local da sessão se deve ao fato de que, no ano passado, foi concedido à defesa de três dos quatro réus (Elissandro, Mauro e Marcelo) um “desaforamento”, expressão jurídica que significa a transferência de um julgamento para outra comarca que não aquela da cidade ou região onde o crime foi cometido.

O acusado Luciano não manifestou interesse nesse tipo de troca. No entanto, o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJ-RS) determinou que ele fosse mantido com os demais réus, em um único julgamento.

Sentenciados por homicídio simples com dolo eventual, os acusados receberam penas de 18 a 22 anos de prisão em regime inicialmente fechado. Conforme o Ministério Público (MP), ao não prevenir a possibilidade do incêndio e agir em desacordo com a legislação eles cometeram homicídio simples com dolo eventual ao assumirem o risco de causar mortes.

O dolo eventual é configurado quando o indivíduo opta por praticar o ato, mesmo prevendo, admitindo ou aceitando o risco de produzir o resultado indesejado.

Dentre os elementos destacados pela acusação no julgamento estão a superlotação da Kiss na noite da tragédia, o uso de uma espuma no teto para isolamento acústico que no incêndio liberou gases tóxicos, o que provocou a maioria das mortes, e o uso e manejo irregulares pela banda Gurizada Fandangueira de artefatos pirotécnicos em ambiente fechado, dentre outros pontos.

Relembre a tragédia

O incêndio da boate Kiss ocorreu na madrugada de 27 de janeiro de 2013. Na ocasião, casa noturna promovia a festa universitária “Agromerados”, com a apresentação da banda Gurizada Fandangueira.

Durante a festa, o produtor de eventos do grupo, Luciano Bonilha, acendeu um artefato pirotécnico que estava na mão do então vocalista Marcelo de Jesus dos Santos. O fogo atingiu um material inflamável utilizado em parte do teto sobre o palco e as chamas se alastraram rapidamente.

Em pânico, o público teve dificuldades para deixar o local e 242 pessoas (a maioria jovens) acabaram morrendo no interior do estabelecimento, por asfixia causada pela fumaça tóxica. Outras 636 vítimas ficaram feridas.

O caso de Santa Maria foi o incidente com número maior número de mortes simultâneas na história do Rio Grande do Sul. Também está em segundo lugar no ranking brasileiro, que tem no topo o incêndio do Gran Circo Norte Americano, ocorrido em 1961 na cidade de Niterói (RJ) e que deixou um saldo de 503 perdas humanas.

O Sul