Irã recusa cúpula no Paquistão e tensão escala com bloqueio naval e ataques no Golfo de Omã

 


O governo do Irã anunciou que não participará da rodada de negociações agendada para esta segunda-feira, em Islamabad, com a delegação dos Estados Unidos. A decisão ocorre em um momento crítico, restando apenas três dias para o fim do cessar-fogo de duas semanas no Oriente Médio. Teerã justifica a ausência citando o bloqueio naval imposto por Washington aos seus portos e o que classifica como "exigências irracionais" do governo de Donald Trump, que recentemente ameaçou destruir a infraestrutura do país caso um acordo não seja assinado.

A tensão entre as potências atingiu um novo patamar neste domingo, após um destróier americano disparar contra a casa de máquinas do cargueiro iraniano "Touska" no Golfo de Omã. Segundo o presidente Trump, a embarcação tentou burlar o cerco naval e foi interceptada pelas forças dos EUA. O incidente reforça o clima de desconfiança em Teerã, onde lideranças como Mohammad Ghalibaf apontam profundas divergências nas discussões e temem que os diálogos diplomáticos sejam apenas uma estratégia americana antes de uma nova ofensiva militar.

Enquanto as negociações travam, o impacto econômico e humanitário se agrava. O tráfego marítimo no Estreito de Ormuz, vital para o comércio global de energia, caiu a zero neste domingo após novos ataques a navios mercantes. No Líbano, embora um cessar-fogo parcial esteja em vigor, Israel e Hezbollah trocam acusações de violações, mantendo a região em estado de alerta máximo. Com a contagem regressiva para o término da trégua oficial, a comunidade internacional observa com pessimismo as chances de uma paz duradoura antes do fim do prazo de 72 horas.


Blue Origin faz história ao lançar e recuperar primeiro foguete New Glenn com propulsor reutilizado



A Blue Origin, empresa aeroespacial de Jeff Bezos, alcançou um marco tecnológico decisivo neste domingo ao lançar e pousar com sucesso um foguete New Glenn utilizando um propulsor reutilizado. A operação, realizada em Cabo Canaveral, na Flórida, coloca a companhia em um novo patamar de competição com a SpaceX, de Elon Musk, ao dominar a técnica de recuperação vertical em plataformas marítimas para foguetes de grande porte. O veículo de quase 100 metros de altura decolou às 7h25 (horário local), levando a bordo um satélite de comunicações da operadora AST SpaceMobile.

A missão executou com precisão a separação dos estágios, permitindo que o propulsor retornasse para um pouso vertical controlado em uma balsa no Oceano Atlântico cerca de nove minutos após a partida. Apesar do sucesso no reaproveitamento do hardware — que passou por um rigoroso processo de recondicionamento e troca de motores após um voo em novembro —, a Blue Origin relatou que o satélite foi inserido em uma órbita diferente da planejada. A equipe técnica ainda avalia os impactos dessa variação para a funcionalidade do equipamento em órbita.

A consolidação do New Glenn é peça-chave na estratégia de Bezos para o programa lunar Artemis, da Nasa, que visa levar astronautas de volta à superfície da Lua até 2028. A corrida espacial ganha contornos de urgência geopolítica, com o governo dos Estados Unidos pressionando por resultados antes do término do mandato de Donald Trump, buscando assegurar a liderança tecnológica frente aos avanços da China. Com a reutilização de propulsores, a Blue Origin espera aumentar a frequência de suas missões e reduzir drasticamente os custos operacionais no acesso ao espaço.

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