Mikhail Gorbatchov - História virtual

 

Mikhail Gorbatchov
Михаил Горбачёв
Mikhail Gorbatchov em 1986.
7.º Secretário-Geral do Partido Comunista da União Soviética
Período11 de março de 1985
24 de agosto de 1991
VicesEgor Ligatchov (1985–1990)
Vladimir Ivashko (1990–1991)
Antecessor(a)Konstantin Chernenko
Sucessor(a)Vladimir Ivashko
9.º Presidente da União Soviética[nota 1]
Período1 de outubro de 1988
25 de dezembro de 1991
Vice-presidenteGennady Yanayev (1990-1991)
Antecessor(a)Andrei Gromiko
Sucessor(a)Cargo abolido
Dados pessoais
Nome completoMikhail Sergueievich Gorbatchov
Nascimento2 de março de 1931 (90 anos)
StavropolUnião Soviética
ProgenitoresMãe: Maria Gopkalo
Pai: Serguei Gorbatchov
Alma materUniversidade de Moscou
Prêmio(s)Nobel da Paz (1990)
Prêmio da Paz Albert Einstein (1990)
EsposaRaíssa Gorbachova (1953–1999)
Filhos1
PartidoIndependente (1991–2001, 2004–2007, 2014–presente)
União dos Social Democratas (2007–2014)
PSDR (2001–2004)
PCUS (1950–1991)
ReligiãoAteísmo
ProfissãoJurista e agrônomo
AssinaturaAssinatura de Mikhail Gorbatchov
WebsiteThe Gorbatchov Foundation
Líder da União Soviética
 Chernenko  · Último titular

Mikhail Sergeevitch Gorbatchov ou Gorbachev[nota 2] (em russoМихаи́л Серге́евич ГорбачёвGLC (Stavropol2 de março de 1931) é um estadista e político russo. Oitavo e último líder da União Soviética, foi Secretário-Geral do Partido Comunista da União Soviética (PCUS) de 1985 a 1991. Foi chefe de Estado do país de 1988 a 1991, na posição de Presidente do Presidium do Soviete Supremo de 1988 a 1989, Presidente do Soviete Supremo de 1989 a 1990 e Presidente da União Soviética de 1990 a 1991. Ideologicamente, sua identificação inicial era com os ideais marxistas-leninistas, tendo, entretanto, no início da década de 1990, se inclinado à social democracia.

De origens russas e ucranianas, Gorbatchov nasceu em Privolnoye, Krai de Stavropol em uma família pobre camponesa. Nascido e criado durante o governo de Josef Stalin, operava colheitadeiras em uma fazenda coletiva durante sua juventude, antes de filiar-se ao Partido Comunista, que, à época, governava a União Soviética sob um regime unipartidário de orientação marxista-leninista. Durante seus estudos na Universidade Estatal de Moscou, casou-se com sua colega de faculdade Raíssa Titarenko em 1953, dois anos antes de graduar-se em direito. Ao mudar-se para Stavropol, trabalhou para a Komsomol, organização juvenil do PCUS e, após a morte de Stalin, tornou-se um forte apoiador das reformas desestalinizadoras do líder soviético Nikita Khrushchov. Foi nomeado Primeiro Secretário do Comitê Regional de Stavropol do PCUS em 1970, posição na qual supervisionou a construção do Grande Canal de Stavropol. Em 1978, retornou a Moscou para tornar-se Secretário do Comitê Central do PCUS e, em 1979, entrou para o Politburo. Após os três anos que se seguiram desde a morte do líder soviético Leonid Brezhnev, após os breves governos de Yuri Andropov e Konstantin Chernenko, o Politburo elegeu Gorbatchov Secretário-Geral, tornando-o chefe de governo de facto, em 1985.

Apesar de seu compromisso de preservar o estado soviético e seus ideais socialistas, Gorbatchov acreditava que reformas políticas significativas eram necessárias, especialmente após o acidente nuclear de Chernobyl de 1986. Ordenou a retirada soviética da Guerra do Afeganistão e participou de diversos encontros com o presidente dos Estados Unidos Ronald Reagan para limitar a proliferação de armas nucleares e acabar com a Guerra Fria. No que diz respeito à política interna, implementou a glasnost ("transparência"), política que aumentava as liberdades de expressão e imprensa, e a perestroika ("reestruturação"), política que objetivava descentralizar a tomada de decisões no âmbito econômico, com o propósito de aumentar a eficiência econômica. Suas medidas democratizantes e a formação do Congresso dos Deputados do Povo enfraqueceram o sistema estatal unipartidário. Gorbatchov recusou-se a intervir militarmente nos vários países do Bloco do Leste que abandonaram suas orientações marxistas-leninistas nos anos de 1989 e 1990. Um sentimento nacionalista crescente ameaçava o colapso da União Soviética, levando partidários marxistas-leninistas a tentarem um golpe de Estado contra o governo de Gorbatchov em agosto de 1991. Subsequentemente, houve a dissolução da União Soviética contra os desejos de Gorbatchov, levando-o a renunciar em dezembro. Após deixar o cargo, criou a Fundação Gorbatchov, tornou-se crítico dos governos dos presidentes russos Boris Yeltsin e Vladimir Putin, e fez campanha pelo movimento social-democrata russo.

Considerado uma das figuras mais importantes da segunda metade do século XX, Gorbatchov continua uma figura controversa. Galardoado com um grande número de prémios, incluindo o Prêmio Nobel da Paz, foi amplamente elogiado por seu papel pelo fim da Guerra Fria, pela redução dos abusos de direitos humanos na União Soviética e por sua tolerância tanto à queda dos governos socialistas do leste europeu quanto à reunificação da Alemanha. Por outro lado, na Rússia, é constantemente escarnecido por não ter impedido o colapso soviético, evento que resultou em um declínio da influência russa no mundo e precedeu uma crise econômica.


Infância e juventude


Mikhail Sergueievitch Gorbatchov (em russoLoudspeaker.svg? Михаи́л Серге́евич ГорбачёвIPA: mʲɪxɐˈil sʲɪrˈgʲeɪvʲɪʨ gərbɐˈʨof) nasceu em 2 de março de 1931, no território de Stavropol. Filho de cristãos, seu pai, Serguei Gorbatchov (1909-1976), era russo, e sua mãe, Maria Gopkalo (1911-1993), era ucraniana.

Durante a guerra, quando o jovem Gorbatchov ainda tinha dez anos, o território onde sua família morava foi ocupado por tropas alemãs, e seu pai partiu à frente de batalha. Após a libertação da cidade, chegou à família a notícia de que o pai havia perecido entre os heróis.

Aos 13 anos, passou a dividir a escola com o trabalho de campesino, em um kolkhoz. A partir dos 15, começou a trabalhar de auxiliar de eletricista em uma maquinaria. Em 1948, foi laureado com a Ordem do Estandarte Vermelho do Trabalho, como eletricista exemplar. Aos 19 anos, candidatou-se a uma vaga no PCUS, mas seria aceito somente dois anos mais tarde, com recomendações do diretor e dos professores de sua escola. Ainda em 1950, ingressou na faculdade de Direito da Universidade Federal de Moscou, onde graduou-se em 1955. Em setembro de 1953, casou-se com Raíssa Titarenko, que conhecera na universidade. Já licenciado, trabalhou na promotoria de Stavropol, enquanto na vida política ficou encarregado da direção do departamento de agitação e propaganda do Komsomol da região, até 1962.


Carreira


Em 1961, Gorbatchov foi um dos delegados do XXII Congresso do Partido Comunista que, entre outros assuntos, definiu a ruptura sino-soviética. Em 1966, então com 35 anos, completou os estudos no Instituto Agrícola como economista-agrónomo. Começou, então, a progredir rapidamente na sua carreira política. Em 1970, foi nomeado ministro da Agricultura e, no ano seguinte, membro do Comitê Central. Em 1972, dirigiu uma delegação soviética à Bélgica e, dois anos mais tarde, em 1974, tornou-se representante do Soviete Supremo. Passou a fazer parte do Politburo em 1979. Lá recebeu a protecção de Iuri Andropov, chefe do KGB, também natural de Stavropol, e foi promovido durante o breve período em que Andropov fora líder da União Soviética, antes da sua morte, em 1984.

As posições que tomou no partido deram-lhe a oportunidade de realizar viagens a diversas partes do mundo, o que terá influenciado o seu ponto de vista político e social, como líder do seu país. Em 1975, dirige uma delegação à República Federal da Alemanha e em 1983 lidera outra ao Canadá, onde se encontra com o primeiro-ministro Pierre Trudeau, com os membros da Câmara dos Comuns e do Senado.


Governo



Gorbatchov presidindo sessão do Soviete Supremo da URSS.

Com a morte de Konstantin Chernenko, Mikhail Gorbatchov é eleito pelo Politburo como líder da União Soviética, a 11 de março de 1985.

No posto, inaugura diversas reformas e campanhas, que a longo prazo conduziriam o país a uma economia de mercado, ao fim do monopólio do poder central do PCUS e, posteriormente, à desintegração da União Soviética.

Uma de suas primeiras atividades políticas foi a contraditória campanha contra o alcoolismo, criada em 1985, que levou a um aumento de 45% nos preços das bebidas alcoólicas,[1] e consequentemente a uma redução na produção de álcool e vinhos e à escassez de açúcar nos mercados por conta da produção clandestina de bebidas alcoólicas. Por outro lado, a sociedade registou um aumento na expectativa de vida e uma considerável redução no número de crimes cometido sob efeito do álcool.

Em 1986, Gorbatchov teria de lidar com o acidente nuclear de Chernobil, após a explosão do reator da usina da cidade, localizada na Ucrânia, que provocou uma onda de radiação por toda a Europa.

Economia

A máxima econômica do governo de Gorbatchov era a aceleração, frequentemente associada ao aumento da produção industrial e consequente melhora no bem-estar da população em um rápido período. A campanha acabou contribuindo para as primeiras cooperativas e iniciativas de reforma. A transformação das companhias financiadas pelo estado em companhias autossuficientes, junto da retirada das restrições ao mercado externo, representou a introdução dos primeiros elementos de uma economia de mercado dentro da União Soviética, até então um país socialista. A introdução de sistemas de cartão de crédito para o comércio de alimentos culminaria na hiperinflação, resultando no baixo poder de compra e posterior desaparecimento de produtos alimentícios dos estoques. Sob Gorbatchov, a dívida externa da União Soviética só crescia. Em 1985, a dívida externa era de 31,3 bilhões, enquanto em 1991, o valor era de 70,3 bilhões.

Índice19851991
Reservas de ouro2500 t.240 t.
Dívida externaUS$ 31,3 bilhõesUS$ 70,3 bilhões
Rublo/dólar0,64 rublos/dólar90 rublos/dólar
Crescimento econômico+2,3%-11%


Índice de nascimentos (vermelho) e mortes (preto) na Rússia, entre 1979 e 1993.


Taxa de fecundidade na Rússia, entre 1979 e 1993.



Política

As reformas políticas de Gorbatchov introduziram eleições para o Soviete Supremo e comitês regionais, a anistia ao cientista e crítico Andrei Sakharov, seguida do término da perseguição a dissidentes, a remoção da censura na mídia e em trabalhos culturais e a supressão de conflitos locais, com destaque à manifestação dos jovens em Alma-Ata, à intervenção no Azerbaijão e à repressão aos movimentos nacionalistas das repúblicas do Báltico. Eventos importantes marcaram o modelo político de Gorbatchov, incluindo:

  • A reforma interna no PCUS, resultando na formação de diversas plataformas políticas e na consequente abolição do sistema unipartidário, com a remoção constitucional do artigo que definia o Partido como a força motriz e guia da nação;
  • A reabilitação das vítimas do regime de Stálin, após décadas de silêncio;
  • O fim da Guerra do Afeganistão e a retirada das tropas soviéticas;
  • A intervenção do exército em Baku, na madrugada de 20 de janeiro de 1990, contra a Frente Popular do Azerbaijão. Mais de 130 pessoas morreram, incluindo mulheres e crianças.

A política da Glasnost foi um dos pontos principais do governo de Gorbatchov. Apresentado em 1986, em meio a conflitos nacionalistas e à insatisfação social, o projeto consistia na abertura política, que tinha por objetivo trazer ao país a transparência e a liberdade de expressão.

Política externa

Em 1985, Gorbatchov viajou ao Reino Unido, onde encontrou-se com Margaret Thatcher, após um período de tensas relações entre a primeira-ministra britânica e os antecessores de Gorbatchov no Kremlin. Em 1988, o presidente soviético anuncia que a o país abandonava oficialmente a Doutrina da Soberania Limitada, ao admitir que a Europa de Leste tinham o direito de adotar regimes democráticos, se desejassem. Seu porta-vozGuennadi Guerassimov, em tom cômico, denominou esta disposição como Doutrina Sinatra. Isto levou à corrente de revoluções ocorridas nos países do Pacto de Varsóvia, através das quais o socialismo entrou em colapso. Essas revoluções ocorreram de forma pacífica e diplomática, como na Alemanha, com a queda do muro de Berlim, sendo a única exceção a Romênia, cujo recém-instalado governo revolucionário julgou e executou o ditador Nicolae Ceausescu. Terminava assim a Guerra Fria, o que justificou a atribuição do Nobel da Paz a Gorbatchov, em 15 de Outubro de 1990

A crise

Ver artigo principal: Queda da União Soviética

A gradual democratização da União Soviética levou à perda de poder por parte do Partido Comunista, resultando na divisão do Partido entre as alas liberal, moderada e conservadora. A ala liberal, chefiada por Boris Iéltsin e Anatoli Sobtchak, defendia uma abertura completa do país para o capitalismo e a independência de todas as repúblicas que estavam sob domínio soviético. A ala moderada, liderada pelo próprio Gorbatchov, defendia a manutenção do Estado soviético e a continuação das reformas políticas e econômicas, enquanto a ala conservadora, liderada por Egor Ligatchov e Guennadi Ianaiev e composta dos políticos conhecidos como linhas-duras, era partidária da instalação de um novo regime que desse fim às reformas neoliberais e iniciassem um novo período político e econômico para a URSS. Em poucos dias, um impasse político se instauraria na União Soviética.

Em agosto de 1991, os conservadores se aliaram ao KGB para derrubar Gorbatchov e dar fim às suas reformas. Os liberais, porém, com o comando de Boris Iéltsin, enfrentaram os golpistas para manter Gorbatchov no poder. Entre 19 e 21 de agosto, o presidente soviético foi encarcerado em uma dacha na Crimeia. Enquanto isso, em Moscou, os liberais detinham os golpistas, e passados os três dias, Gorbatchov retornou ao poder.

Os planos de Iéltsin, contudo, não eram favoráveis a Gorbatchov. Conforme o líder liberal ganhava cada vez mais partidários, a popularidade de Gorbatchov abaixava constantemente. O presidente demitiu e encomendou a prisão dos membros do Politburo que tomaram a iniciativa do golpe e que mais tarde ficariam conhecidos como a Gangue dos Oito.

Boris Iéltsin, que antes defendera Gorbatchov, agora tomava o poder de suas mãos. Declarando a Rússia uma república independente da União Soviética, Iéltsin proíbe a atividade do PCUS em solo russo, e em 8 de dezembro alia-se aos presidentes de Ucrânia e Bielorrússia para apresentar a soberania destes países sobre o poder central soviético. Neste momento, os dois poderes se conflitavam. Sem qualquer domínio ou autoridade, Gorbatchov, representando a URSS, reconhece a vitória de Iéltsin e a independência das ex-repúblicas soviéticas, e então resigna ao cargo, sem antes declarar a União Soviética oficialmente extinta. Toda a estrutura governamental soviética tornava-se nula, bem como o posto de Gorbatchov. Na noite de 25 de dezembro de 1991, a bandeira soviética foi retirada do mastro do Kremlin, o mais alto símbolo de poder na Rússia.


Vida pós-soviética


Em termos gerais, Gorbatchov é bem visto no mundo Ocidental graças à sua contribuição para o fim da Guerra Fria. Contudo, na Rússia, a sua reputação não é tão favorável devido à crise económica e social que se instalou logo após a queda da URSS.

Criou a Fundação Gorbatchov em 1992. Em 1993, fundou também a Cruz Verde Internacional. Foi um dos principais promotores da Carta da Terra, em 1994. Tornou-se, igualmente, membro do Clube de Roma.

Edifício da Fundação Gorbachev em Moscou.

A 17 de Junho de 1995 foi agraciado com a Grã-Cruz da Ordem da Liberdade de Portugal.[2]

Obteve menos de um por cento dos votos na eleição presidencial de 1996.[3]

Gorbatchov encontra-se com o presidente Vladimir Putin.

Em 1997, Gorbatchov entrou num anúncio da Pizza Hut, que passou na televisão norte-americana.

26 de Novembro de 2001, Gorbatchov fundou, igualmente, o Partido Social Democrata Russo, como resultado da união de vários partidos que partilhavam esta ideologia. Demitiu-se como líder partidário em Julho de 2004 em consequência de desacordos com o presidente do partido em relação às opções tomadas durante as eleições de Dezembro de 2003.

No início de 2004, Gorbatchov registrou a sua marca de nascença, na testa, devido à sua utilização por uma marca de vodka que lhe fazia referência. O caso é tanto mais curioso quanto Gorbatchov implementou algumas leis de combate ao alcoolismo enquanto líder da União Soviética. A referida marca de vodka entretanto mudou de rótulo.

Em 8 de Fevereiro de 2004, foi galardoado com um Grammy, juntamente com Bill Clinton e Sophia Loren pela narração conjunta do disco Prokofiev: Peter and the Wolf/Beintus: Wolf Tracks sobre Pedro e o lobo, de Prokofiev, uma versão moderna da história, com intuitos ecológicos - o que vai ao encontro das preocupações ambientais que têm marcado os últimos anos.

É considerado crítico do presidente Vladimir Putin. Em 2011, vinte anos após sua renúncia, Gorbatchov aconselhou que Putin deixasse a presidência, por conta da onda de protestos em massa que tomaram conta do país após as eleições legislativas daquele ano, afirmando que para salvar tudo o que o presidente já fez de positivo, ele teria de renunciar. Putin respondeu às críticas de Gorbatchov através de seu porta-voz, enfatizando que um ex-líder que conseguiu quebrar o país hoje pede a renúncia de outro líder que salvou a Rússia do mesmo destino.


Notas


  1.  Cargo denominado Presidente do Presidium do Soviete Supremo entre 1 de outubro de 1988 e 25 de maio de 1989, Presidente do Soviete Supremo de 25 de maio de 1989 a 15 de março de 1990 e Presidente da União Soviética de 15 de março de 1990 a 25 de dezembro de 1991.
  2.  Devido à falta de convenções para a transcrição do alfabeto cirílico ao latino, seu nome é corriqueiramente grafado como GorbatchevGorbachevGorbatchofGorbatchov, entre outras variações. Uma possível transcrição fonética para o português seria Mihaíl Sirguiêivitch Garbatchóf. O nome da introdução está de acordo com as regras específicas da comunidade.


Referências


  1.  «Cópia arquivada». Consultado em 16 de novembro de 2018. Arquivado do original em 2 de dezembro de 2013
  2.  «Cidadãos Estrangeiros Agraciados com Ordens Portuguesas». Resultado da busca de "Mikhail Gorbatchov". Presidência da República Portuguesa. Consultado em 15 de abril de 2015
  3.  «Gorbachev 'forms political party'» (em inglês). 1 de outubro de 2008. Consultado em 2 de março de 2021


Ligações externas



Wikipédia

TSE apresenta notícia-crime ao STF contra Jair Bolsonaro

 Presidente da República teria divulgado informações sigilosas do inquérito que investiga o ataque hacker sofrido pela Corte em 2018



Os ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) encaminharam, nesta segunda-feira, notícia-crime ao Supremo Tribunal Federal (STF) solicitando a apuração de eventual crime na divulgação de informações sigilosas contidas no inquérito que investiga o ataque hacker sofrido pela Corte em 2018.

Os alvos da notícia-crime são o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), deputado federal Filipe Barros (PSL-PR) e o delegado da Polícia Federal (PF) que coordena o inquérito. O crime que se busca apurar é o de divulgação de segredo.

"Há indícios, portanto, de que informações e dados sigilosos e reservados do Tribunal Superior Eleitoral tenham sido divulgados, sem justa causa, inicialmente pelo Delegado de Polícia Federal, e, na sequência, pelo Deputado Federal Felipe Barros e pelo Presidente da República, Jair Messias Bolsonaro", afirma o documento.

"Por se tratar de conjunto de informações que deveriam ser de acesso restrito e podem causar danos à Justiça Eleitoral e ao próprio processo democrático de realização e apuração das eleições, solicita-se, ainda, a concessão de medida cautelar criminal com o objetivo de remover as referidas publicações das redes sociais", completa.

O presidente da República teria divulgado informações sigilosas do inquérito que investiga o ataque hacker sofrido pela Corte em 2018 em uma live nas redes sociais, além de ter falado sobre em uma entrevista à uma rádio. A notícia-crime será analisada no inquérito das fake news, de relatoria do ministro Alexandre de Moraes, que irá comandar o TSE no ano que vem.

"Isso porque a publicação das informações da Justiça Eleitoral encontra-se igualmente vinculada ao contexto de disseminação de notícias fraudulentas acerca do sistema de votação brasileiro, com o intuito de lesar ou expor a perigo de lesão a independência do Poder Judiciário e o Estado de Direito".

O TSE garante que o ataque ao seu sistema interno investigado pela PF não representou qualquer risco à integridade das eleições de 2018. A Justiça Eleitoral afirma ainda que, desde a ocasião, novos cuidados e camadas de proteção foram introduzidos para aumentar a segurança dos demais sistemas informatizados devido à alteração do cenário mundial de cybersegurança.

A notícia-crime é assinada pelos ministros Luís Roberto Barroso, Luiz Edson Fachin, Alexandre de Moraes, Luis Felipe Salomão, Mauro Luiz Campbell Marques, Sérgio Silveira Banhos e Carlos Bastide Horbach.

R7 e Correio do Povo

Comissão da Câmara aprova reforma eleitoral com o chamado distritão

 Proposta muda sistema proporcional para o majoritário na escolha de parlamentares


A comissão especial da Câmara aprovou nesta segunda-feira a PEC 125/2011, ou PEC da reforma política, que muda o atual sistema eleitoral brasileiro. Na sequência, os deputados começaram a votar emendas do parecer da relatora Renata Abreu (Podemos-SP).

O chamado "Distritão" já foi votado e rejeitado duas vezes pelo plenário da Câmara, em 2015 e em 2017. Tanto que na semana passada não houve consenso entre os parlamentares e a votação foi adiada.

O relatório de Renata Abreu prevê a adoção do sistema eleitoral majoritário na escolha dos cargos de deputados federais e estaduais em 2022. É o chamado “Distritão puro”, no qual são eleitos os mais votados, sem levar em conta os votos dados aos partidos, como acontece no atual sistema proporcional.

Hoje, para eleger um deputado, um partido precisa de uma quantidade determinada de votos. Para isso, todos os votos dados para deputados do mesmo partido contam. Então, se um candidato tem 1 milhão de votos, mas precisa de apenas 200 mil para se eleger, ele "puxa" colegas do mesmo partido ou coligação.

Sistema misto

Segundo a relatora, o “Distritão” valeria apenas em 2022 pela falta de tempo para dividir os estados em distritos menores com zonas eleitorais correspondentes. Já em 2024, a ideia é fazer um sistema misto, em que cada estado seria dividido em distritos.

O eleitor votaria duas vezes, uma para o candidato do distrito e outra para os candidatos das listas partidárias, como acontece hoje.

Outra mudança sugerida pela relatora é que os votos dados a mulheres valerão em dobro na hora de os partidos dividirem o Fundo Partidário; o que deve estimular candidaturas femininas. Renata Abreu ressalta que hoje 900 câmaras municipais não têm nenhuma vereadora.

Voto preferencial

Está previsto, ainda, o voto preferencial nas eleições para presidente, governador e prefeitos. A ideia, segundo a relatora, é organizar as preferências dos eleitores, ao invés de dar-lhes uma única opção. Para isto, o eleitor poderá indicar até cinco candidatos, em ordem de preferência. Na contagem de votos, serão aferidas as opções dos eleitores até que algum candidato reúna a maioria absoluta dos votos. O objetivo é facilitar a eleição daqueles que reúnem maior apoio e menor rejeição. A proposta, contudo, só se aplicará a partir das eleições de prefeito em 2024.

Após a aprovação da PEC, a proposta ainda precisa passar por dois turnos de votação nos plenários da Câmara e do Senado. A aprovação depende de, no mínimo, 308 votos de deputados e 49 senadores em cada uma das votações em Plenário.


R7 e Correio do Povo

Frase do dia - 10.08.2021

 



Fonte: https://www.facebook.com/culturaemdoses/posts/1292688781146458

Frio retorna com ingresso de massa de ar polar no RS nesta terça

 Termômetros caem a partir do fim da tarde



O Rio Grande do Sul terá o retorno do frio a partir desta terça-feira. Uma massa de ar polar ingressa no território e traz muita nebulosidade no começo do dia.

De acordo com a MetSul Meteorologia, pode haver chuva em pontos isolados, mas já no fim do dia o tempo estará seco e firme na maior parte do Estado. A partir do fim do dia, o frio se intensiica, e a sensação térmica cai. 

Em Porto Alegre, sol aparece, e pode haver chuva. A mínima na Capital é de 11°C, e a máxima fica na casa dos 18°C.

Mínimas e máximas no RS 

Torres 12°C / 18°C
Vacaria 9°C / 15°C
Santa Maria 11°C / 17°C
Bagé 7°C / 15°C
Erechim 12°C / 17°C

MetSul Meteorologia e Correio do Povo


Felipão projeta um mês para Douglas Costa estar em "melhores condições" no Grêmio

Torcida faz manifestação de apoio ao Grêmio na saída da Arena

Grêmio vence 1ª em casa no Brasileirão com virada sobre a Chapecoense

 Alisson e o estreante Borja, de pênalti, marcaram em triunfo por 2 a 1 na Arena na noite desta segunda-feira, diante do lanterna


Muito pressionado por conta do momento ruim, o Grêmio chegou a levar um grande susto nesta segunda-feira. Saiu atrás do lanterna do campeonato, com gol relâmpago no primeiro ataque. No entanto, virou e bateu a Chapecoense por 2 a 1, na Arena. Com o resultado, o Tricolor venceu a primeira em casa pelo Brasileirão, chegou aos 10 pontos e ganhou fôlego na luta contra o rebaixamento, mesmo se mantendo na vice-lanterna. 

A Chapecoense saiu na frente, com gol de Anselmo Ramon, no início do confronto. Alisson empatou para o Grêmio e, de pênalti, o estreante Borja, fez o dele e sacramentou a vitória. O Grêmio volta a jogar pelo Brasileirão sábado, quando enfrenta o São Paulo, às 21h. A partida, válida pela 16ª rodada, acontece no Morumbi.

Virada após tropeço inicial

A grande expectativa era se o centroavante Borja iniciaria a partida. Faltando menos de uma hora, o mistério foi desfeito, e o colombiano confirmado entre os titulares de Felipão. No gol, Chapecó seguiu como titular, ainda sem o retorno do campeão olímpico Brenno. O volante Thiago Santos, que já havia entrado, começou entre os 11, assim como Douglas Costa.

O Grêmio tomou um susto logo no começo do jogo. Aos 4 minutos, no primeiro ataque, os catarinenses abriram o placar. Após jogada pela esquerda, o cruzamento rasteiro chegou até Anselmo Ramon, que venceu Geromel e se antecipou para fazer 1 a 0 no marcador. 

O Grêmio sentiu e esteve perto de levar o segundo, dois minutos depois, em um lance muito estranho. Geuvânio chutou da entrada da área, ela tocou na trave esquerda e, na volta, bateu nas pernas de Chapecó, quase entrando. No rebote, o goleiro salvou um chute à queima roupa de Anselmo Ramon.

Os ânimos se acalmaram a partir dos 17 minutos, quando o Tricolor igualou o marcador. Alisson tabelou com Darlan, recebeu de volta e avançou. Ele arriscou de longe, e a bola foi no canto direito do goleiro João Paulo. 

A virada veio após jogada do estreante. Borja foi derrubado pelo zagueiro Derlan, com participação de Alisson no cruzamento. O árbitro Marcelo de Lima Henrique assinalou pênalti, convertido com categoria pelo colombiano, para fazer 2 a 1 e levar o Grêmio em vantagem ao intervalo.

Grêmio garante a vitória em segundo tempo morno

Com a vantagem e mais confortável na partida, o Tricolor iniciou o segundo tempo comandando as ações, enquanto a Chapecoense esbarrava nas suas limitações de um time que ainda não venceu no Brasileirão. Aos 4, quase Douglas Costa sofreu um segundo pênalti. Por um passo, o lance foi fora da área, e Jean Pyerre cobrou a falta na barreira.

Ainda assim, muito por conta da transição lenta e falta de intensidade do meio campo do Tricolor, a Chapecoense ensaiou alguns ataques perigosos. O meia Jean Pyerre, mais uma vez, atrapalhou o desenvolvimento do setor. Lento, errou muitos passes, entregando a bola para o adversário explorar a velocidade.

Na tentativa de dar variar as jogadas do setor, Felipão promoveu duas trocas. Sacou o apagado Douglas Costa, e colocou Léo Pereira. Promoveu também a entrada de Lucas Silva na vaga de Darlan, que vinha fazendo boa partida e dando mobilidade ao meio campo, optando por manter Jean Pyerre por mais tempo em campo.

No fim, o Grêmio ainda teve a chance de sacramentar a vitória. Em contra-ataque rápido pela esquerda, Luiz Fernando limpou para o meio e arriscou o chute. Ela desviou na zaga e sobrou para Leo Pereira, livre, que bateu de primeira e desperdiçou. Apesar disso, o lance não fez falta, porque o Grêmio administrou e venceu sua primeira partida em casa no Brasileirão.

Campeonato Brasileiro - 15ª rodada 

Grêmio 2 

Chapecó; Vanderson, Geromel, Ruan e Cortez; Darlan (Lucas Silva), Thiago Santos, Jean Pyerre (Maicon), Alisson (Diogo Barbosa) e Douglas Costa (Leo Pereira); Borja (Luiz Fernando). Técnico: Luiz Felipe Scolari

Chapecoense 1

João; Matheus Ribeiro, Kadu, Derlan e Busanello; Anderson Leite (Foguinho), Léo Gomes (Moisés Ribeiro) e Geuvânio (Ravanelli); Mike (Felipe Baxola), Denner e Anselmo Ramon (Perotti). Técnico: Pintado

Gols: Anselmo Ramon (4/1T) Alisson (17/1T), Borja (31/1T)

Cartões amarelos: Anselmo Ramon, Derlan e Denner (Chapecoense); Darlan (Grêmio)

Arbitragem: Marcelo de Lima Henrique (RJ)

Local: Arena do Grêmio, em Porto Alegre (RS)

Data e hora: 09/08, às 20h


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