Varejistas enfrentam atraso de entregas, falta de produtos e aumento de preços

por Nicola Pamplona e Thais Carrança
Lojistas de calçados temem gargalo de mercadoria no fim do ano; alta de custos comprime margens
Com as vendas em lenta recuperação, em meio ao relaxamento do isolamento social na maior parte do país, o varejo enfrenta uma nova dificuldade: a de repor estoques.
Comerciantes de setores diversos relatam atrasos de entrega pela indústria, falta de produtos e aumento de preços, que comprimem margens diante da impossibilidade de repasse ao consumidor com a economia ainda enfraquecida.
A pesquisa Pulso Empresa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), divulgada nesta quarta-feira (2), mostrou que 45,4% dos entrevistados enfrentaram dificuldade de acesso a insumos, matérias-primas ou mercadorias na segunda quinzena de julho, acima dos 38,6% que enfrentavam o problema na quinzena anterior.
O contratempo é mais frequente entre pequenas empresas –45,5% relataram esse tipo de dificuldade– e no comércio varejista (71,9%) e de veículos, peças e motocicletas (70,4%).
“Tem fornecedor que está demorando o dobro para entregar, que manda uma parte e a outra vem depois, coisa que não era costumeira, existia uma entrega mais regular”, relata Jorge Dib, diretor da Univinco (União dos Lojistas da Rua 25 de Março e Adjacências) e do Depósito de Meias São Jorge.
Segundo Dib, os lojistas da 25 de Março, na região central de São Paulo, também têm enfrentado dificuldades na entrega de embalagens, particularmente em papelão. Ele avalia que a origem do problema está na indústria, que enfrenta falta de matéria-prima em alguns casos e está trabalhando com pessoal reduzido, por conta do distanciamento social nas empresas.
Conforme a Folha mostrou no domingo (30), vários setores da indústria têm enfrentado falta de suprimentos, como aço e resinas plásticas, e aumento de custos, em meio à alta do dólar, queda da produção de insumos devido à pandemia e retomada da manufatura mais rápida do que o esperado.
No varejo de autopeças, o problema não é só de atraso nas entregas, mas de falta de produtos.
“Existe um gargalo logístico por conta da parada da economia chinesa durante quatro meses no primeiro semestre”, afirma Francisco De La Tôrre, presidente do Sincopeças-SP, que representa 27 mil lojas de autopeças no estado.
“Isso está se refletindo agora: o mundo voltou a operar, a recuperação está sendo mais rápido do que se esperava, então há um problema de fornecimento e de aumento de preços, por conta do câmbio. Alguns grupos de autopeças têm aumento de até 30% até julho.”
Segundo De La Tôrre, essa alta de custos está sendo absorvida pela cadeia. “Todos os players –varejo, atacadistas, importadores e fabricantes– estão abrindo mão de margens, porque não temos um consumidor em condição de absorver esses aumentos, estamos diante de um consumidor mais pobre.”
A inflação ao consumidor segue contida, em alta de 2,31% em 12 meses até julho, segundo o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo). Já no atacado, os custos estão em alta, com o IGP-M (Índice Geral de Preços ao Mercado), que é composto em 60% pelos preços ao produtor, acumulando avanço de 13,02% em 12 meses até agosto.
O descompasso entre os dois índices é um indicativo dessa perda de margem das empresas relatada pelo representante do setor de autopeças. Mas há temor de que, com a melhora da atividade esperada para 2021, a alta de preços do atacado seja repassada aos consumidores, elevando a inflação.
No comércio de calçados, o medo é o de que falte produto para as vendas de fim de ano.
“Estamos com um problema seríssimo, os representantes da indústria estão nos ligando e, além de eles estarem com turno reduzido, estão com problemas de matéria-prima, com preços subindo e alguns componentes em falta”, diz Leonardo Annichinno, diretor da Ablac (Associação Brasileira de Lojistas de Artefatos e Calçados) e das Lojas Esporte Total, que tem sete unidades em Capivari e Piracicaba, no interior paulista.
“Estamos fazendo pedidos normalmente, mas as entregas já estão todas para dezembro. Precisamos do sapato no comecinho daquele mês, mas muitos não estão garantindo a entrega, então acredito que pode haver falta de produtos no fim de ano.”
Segundo o IBGE, o problema enfrentado pelos varejistas revela um descompasso na capacidade de retomada do comércio e da indústria.
“Quando o isolamento é flexibilizado, as vendas respondem rápido, mas a capacidade de fornecer não se ajusta no mesmo ritmo”, disse o analista do IBGE Alessandro Pinheiro. “A gente vê aí um problema de abastecimento, que foi provocado pelo choque. O choque atingiu primeiro o lado da demanda e depois foi para o lado da oferta.”
Ainda assim, o instituto não avalia que seja uma questão estrutural, com impactos significativos no processo de retomada da economia após o período mais duro da pandemia.
A última pesquisa de confiança do varejo feita pela CNC (Confederação Nacional do Comércio) ainda aponta estoques elevados no setor, mas a entidade admite que gargalos na produção de insumos e mercadorias pela indústria podem estar dificultando a reposição, principalmente em pequenas empresas.
Segundo Izis Ferreira, economista da CNC, pelo poder de compra, as grandes redes varejistas acabam sendo beneficiadas nos pedidos à indústria e o pequeno varejo, que já costuma trabalhar com estoques mais reduzidos, acaba enfrentando atrasos nas entregas. “Existe um gargalo aí que está aos poucos sendo desfeito.”
No geral, porém, pelo levantamento da confederação, o sentimento do varejista é o de que o nível de estoques hoje está acima do adequado, reflexo das semanas de portas fechadas no período mais duro da pandemia. A última sondagem da CNC aponta que 35,1% dos entrevistados convivem com estoques altos. Em março, antes da pandemia, eram 22,2%.
Apesar das dificuldades de fornecimento, a pesquisa Pulso Empresa do IBGE mostra de maneira geral um quadro de melhora na percepção das companhias em relação aos seus negócios.
Na segunda quinzena de julho, 37,5% das empresas relatavam sofrer impactos negativos da pandemia sobre suas atividades, abaixo dos 44,8% da quinzena anterior e dos 70% da primeira edição da pesquisa, referente à primeira quinzena de junho.
“A gente vê trajetória de melhora quinzena a quinzena”, disse o gerente da pesquisa do IBGE, Flávio Magheli.
O número de entrevistados que disse ter sofrido impacto negativo nas vendas caiu de 46,8% para 34,4% entre as duas quinzenas de julho. Já o contingente daquelas que enfrentaram dificuldade para efetuar pagamentos de rotina passou de 47,4% para 38,9%.
O instituto ressalta, porém, que a evolução é heterogênea e depende do nível de abertura de cidades e estados. No Centro-Oeste, onde o pico da pandemia ocorreu mais tarde, por exemplo, 41% das empresas dizem ter vendido menos no período pesquisado. Já no Sudeste, esse percentual cai para 32%.
“Cada região está numa fase diferente na retomada gradual das atividades econômicas, passando de um controle mais restrito para um normal controlado. E obviamente isso se reflete na maior capacidade de fornecer produtos e também da capacidade de receita e gasto das próprias famílias”, comentou Magheli.
Fonte: Folha Online - 03/09/2020 e SOS Consumidor

Prorrogação de auxílio emergencial aumenta restrições para recebimento de benefício

por Gustavo Uribe
Medida provisória que estende a ajuda federal veta o recebimento a brasileiros que residam no exterior e a presos em regime fechado
A medida provisória que prorrogou por mais quatro meses o auxilio emergencial impõe mais restrições ao recebimento do benefício, estendido até dezembro.
A iniciativa que prevê o pagamento de parcelas de R$ 300 foi publicada na edição desta quinta-feira (3) do Diário Oficial da União. Para garantir o benefício, foi aberto crédito extraordinário de R$ 68 bilhões.
O texto da medida provisória estabelece que não receberá a ajuda federal, por exemplo, brasileiros que residam no exterior e presos que cumpram regime fechado.
Eles chegaram a receber parcelas anteriores do auxílio, mas, em julho, foram excluídos por decisão do governo federal.
Ela ainda determina que quem já é beneficiário não precisará requerer o pagamento das quatro parcelas, contanto que continue a atender os critérios de recebimento.A media provisória manteve regra da iniciativa anterior, editada em abril, que limita o recebimento das parcelas a dois integrantes da mesma família.
O novo benefício só é previsto a maiores de 18 anos, com a exceção de mães adolescentes. Ele ainda é vetado a jovens com menos de 24 anos matriculados em unidades de ensino superior ou de ensino técnico.
O valor e o período de extensão do benefício foram definidos na segunda-feira (31), em reunião do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) com o ministro da Economia, Paulo Guedes.
No encontro, o ministro, que defendia novas parcelas de R$ 200, cedeu ao apelo do presidente por uma quantia de R$ 300.
Com a liberação dos recursos, o custo do auxílio emergencial sobe de R$ 254,2 bilhões para R$ 321,8 bilhões. O valor é mais que o triplo do estimado para o programa inicialmente, no começo da pandemia (R$ 98 bilhões).
O auxílio é a medida que mais demanda recursos dentre as criadas pelo governo durante a crise do coronavírus e seu custo também representa mais que o triplo do déficit primário registrado pelo governo em 2019 (rombo de R$ 95 bilhões).
Fonte: Folha Online - 03/09/2020 e SOS Consumidor

Procon-SP aplicou R$ 28,5 milhões em multas por preços abusivos


Ao todo, cinco mil farmácias, supermercados, hipermercados e outros estabelecimentos do comércio do estado foram fiscalizados pelos agentes
O Procon de São Paulo aplicou R$ 28,5 milhões em multas a fornecedores que cobravam preços abusivos de produtos e cometiam outras infrações, durante o período da pandemia da Covid-19. 
De acordo com dados do órgão, só na capital paulista, as multas somam quase R$ 5 milhões, enquanto no interior as penalizações chegaram a R$ 23,5 milhões.
Ao todo, cinco mil farmácias, supermercados, hipermercados e outros estabelecimentos do comércio do estado foram fiscalizados pelos agentes.
"Itens considerados essenciais, durante a pandemia, como álcool em gel, máscaras de proteção, alimentos, entre outros, não devem ter os seus preços elevados de forma injustificada", destacou o Procon-SP em nota. Até 20 de agosto, foram registradas 7.600 reclamações, 8.300 denúncias nas redes sociais e 4.600 consultas e dúvidas sobre questões de consumo relacionadas à covid-19. A maior parte das reclamações é contra agências, que têm 3.986 registros, enquanto as companhias aéreas somam 1.726 queixas.
Fonte: economia.ig - 03/09/2020 e SOS Consumidor

Reforma administrativa prevê fim de licença-prêmio, aumento retroativo e férias acima de 30 dias

Proposta foi apresentada pelo governo federal nesta quinta

Reforma prevê fim de licença-prêmio, aumento retroativo e férias acima de 30 dias

A proposta de reforma administrativa apresentada pelo governo federal prevê a eliminação do que o governo chama de "distorções", benefícios a servidores como licença-prêmio, aumentos retroativos, férias superiores a 30 dias por ano e adicional por tempo de serviço.
De acordo com a apresentação divulgada pelo ministério da Economia nesta quinta-feira, serão eliminadas ainda a aposentadoria compulsória como punição, o pagamento de parcelas indenizatórias sem previsão legal, adicional ou indenização por substituição não efetiva, redução de jornada sem redução de remuneração, salvo em casos de saúde, a progressão ou promoção baseada exclusivamente em tempo de serviço e a incorporação ao salário de valores referentes ao exercício de cargos e funções.
Entre os motivos para a eliminação dos benefícios, o ministério da Economia cita o distanciamento da realidade dos demais cidadãos, a ausência de regras uniformes e gerais sobre vantagens e benefício, o impacto "injusto" para a sociedade, que onera as contas públicas.

Período de experiência 

A iniciativa do ministério ainda prevê um período de experiência de dois anos antes que os novos concursados sejam efetivamente empossados no serviço público. Atualmente, quem passa em um concurso público assume o cargo imediatamente após a nomeação, com um estágio probatório de dois anos. Apesar de poder ser demitido neste período, já ocupa um cargo público. Com a reforma, o vínculo ainda é considerado uma etapa do concurso público e apenas os candidatos mais bem avaliados serão empossados. 
Os técnicos da equipe econômica explicaram que o concursado terá que mostrar competência e a ideia destaca a meritocracia. 
As mudanças serão válidas apenas para os servidores que forem contratados após a eventual aprovação do Congresso Nacional e da sanção presidencial da reforma. Portanto, não haverá mudança nos vencimentos e na estabilidade dos antigos funcionários. 
Participaram da apresentação o secretário especial da Secretaria Especial de Desburocratização, Gestão e Governo Digital do Ministério da Economia, Caio Mário Paes de Andrade; o secretário especial adjunto, Gleisson Rubin; e o secretário de Gestão e Desempenho de Pessoal, Wagner Lenhart.

Veja alguns pontos que mudam no funcionalismo com a reforma:

1) Estabilidade 

Atualmente, todos os cargos do funcionalismo público possuem estabilidade. Com as mudanças, apenas as atividades exclusivas do Estado vão conseguir estabilidade depois do vínculo de experiência. 

2) Vínculo de experiência

O governo propõe a criação do ínculo de experiência para substituir o estágio probatório. Este vínculo será considerado uma etapa do concurso público, o que significa que a seleção não dá direito automático ao cargo. De acordo com o governo, "os mais bem avaliados serão efetivados". 

3) Acúmulo de cargos

De acordo com o governo federal, a proposta traz mais limitações ao exercício de outras atividades para ocupantes de cargos típicos de Estado e menos limitações para os servidores em geral. 

4) Desligamento dos servidores

Hoje, um servidor público só pode ser desligado em duas ocasiões específicas: infração disciplinar ou se ele for condenado em uma sentença transitada em julgado. Para o governo, esse modelo é engessado. A proposta do governo prevê a demissão de servidores por desempenho insuficiente, tanto para servidores atuais como para os futuros empossados.
A equipe econômica, porém, destacou que, em nenhuma hipótese, será possível decisão arbitrária por parte da administração. Inclusive, disseram que, no texto da PEC encaminhada ao Congresso, há um dispositivo que é categórico: jamais um servidor poderá ser demitido por motivos exclusivamente político-partidários. A demissão, portanto, deverá ser impessoal.
No caso dos futuros servidores, após o término do período de experiência, será possível desligamento em alguns casos a serem discutidos no Congresso. A equipe econômica afirmou que o Congresso, por meio de lei, poderá determinar em quais hipóteses poderá haver o desligamento.

5) Vedações constitucionais

A reforma visa eliminar algumas situações atuais no funcionalismo como a concessão de licença-prêmio e férias superiores a 30 dias por ano. O governo entende que há muitos cargos com regras próprias e com funções parecidas e salários diferentes. 
Algumas das situações que devem deixar de acontecer com a reforma são redução de jornada sem redução da remuneração, a aposentadoria compulsória como punição e também as promoções ou progressões exclusivamente por tempo de serviço.

Tramitação da PEC

A primeira fase é a apresentação da PEC, que tem como ponto central o novo regime de vínculos e a modernização organizacional. Em seguida, serão enviados projetos de lei complementares e ordinárias para realizar ajustes na administração pública. Por fim, o texto que for aprovado pelo Congresso Nacional será regulamentado e se torna lei. 


Agência Estado, R7 e Correio do Povo

É normal o WhatsApp pedir a confirmação em duas etapas várias vezes?

por Altieres Rohr
Tira-dúvidas também responde perguntas sobre roubo de chip e vazamento de senhas.
Se você tem alguma dúvida sobre segurança da informação (antivírus, invasões, cibercrime, roubo de dados etc.), envie um e-mail para g1seguranca@globomail.com. A coluna responde perguntas deixadas por leitores às quintas-feiras.

Pedido de confirmação em duas etapas no WhatsApp
Todos os dias o WhatsApp está pedindo a confirmação de duas etapas, às vezes mais de uma vez. Devo me preocupar? – Rayssa dos Santos
É normal que o WhatsApp solicite periodicamente a sua senha de confirmação em duas etapas.
Esse comportamento não pode ser ajustado ou modificado e não há um período específico definido para a solicitação da sua senha.
A solicitação do PIN também não é indício de que que haja algum risco para sua conta – é apenas um procedimento normal e periódico.
De acordo com a documentação do WhatsApp, essa solicitação periódica do PIN tem apenas o intuito de lembrá-la do PIN que foi configurado. Portanto, a solicitação não é resultante de qualquer acontecimento ou problema em sua conta.
Contudo, vale a pena esclarecer que a solicitação do PIN é diferente de dois outros eventos relacionados à conta do WhatsApp: 
  1. A solicitação do PIN é diferente do bloqueio por biometria. Esta é uma configuração separada e não tem relação com a confirmação em duas etapas. O bloqueio por biometria pode ser ativado ou desativado na seção "Privacidade" das configurações (ao contrário da confirmação em duas etapas, que é recomendável, o blog não recomenda o uso da função de bloqueio por biometria, porque ele deve ser configurado no seu celular como um todo, não em aplicativos específicos).
  2. Quando criminosos tentam ativar o seu número da conta do WhatsApp em outro aparelho, você receberá um SMS de ativação. Esse SMS deve ser ignorado e o número não deve ser fornecido a ninguém.
Roubo de chip pode dar acesso ao WhatsApp?
Tenho um número de celular e, há tempos, uso WhatsApp normalmente. Porém, devido a uma queda do aparelho, notei que o celular está sem o chip, mas o WhatsApp continua funcionando normalmente e desconfio que alguém próximo tenha tido acesso e esteja monitorando a minha conta. Como posso fazer neste caso? Apenas mudando o número resolve? Consigo localizar este chip furtado? – Bruna Guimarães
Bruna, se o WhatsApp está funcionando no seu celular, isso significa que ele não foi ativado em outro aparelho. Pela regra atual, WhatsApp não pode ser ativado em dois smartphones simultaneamente.
O que pode ser feito para monitorar o WhatsApp é autorizar uma sessão do WhatsApp Web. A configuração do WhatsApp fica no próprio WhatsApp, em um menu específico.
Basta tocar no botão de três pontos e então em "WhatsApp Web". Caso você suspeite de que alguma sessão tenha sido autorizada sem o seu consentimento, desative todas e autorize novamente as que você utiliza.
Como a configuração do WhatsApp Web ocorre dentro do WhatsApp, o roubo do chip não permite que uma pessoa autorize uma sessão do WhatsApp.
A sessão do WhatsApp Web, por sua vez, pode ser autorizada por qualquer pessoa que tenha acesso irrestrito ao seu celular. É essencial configurar uma senha de bloqueio de tela em seu aparelho para evitar que isso ocorra.
Lembre-se que você pode (e deve) proteger a sua conta do WhatsApp ativando a confirmação em duas etapas (entre nas configurações do WhatsApp, toque em "Conta" e então em "Confirmação em duas etapas").
Mesmo que seu chip ou linha sejam roubados, o bloqueio do PIN vai impedir o ladrão de acessar sua conta, ao menos por sete dias.
Sempre que você perceber algum problema com o chip, seja roubo ou problema de funcionamento, procure sua operadora o quanto antes e cadastre seu número em um novo chip. Isso vai desativar o seu chip antigo e resguardar sua linha.
Resumindo:
  • O acesso à sua linha ou chip pode dar acesso à sua conta de WhatsApp, mas isto não dá acesso às suas conversas passadas, apenas aos seus grupos;
  • O acesso ao seu aparelho de smartphone pode ser usado para autorizar uma sessão do WhatsApp Web. Isto, sim, dará acesso a todas as suas conversas, contatos, grupos e mídia recebida;
  • Você deve ativar a confirmação em duas etapas no WhatsApp para evitar perder a conta em caso de roubo de linha ou chip;
  • Você deve configurar uma senha de bloqueio de tela no celular para que bisbilhoteiros não possam autorizar sessões do WhatsApp Web 
CPF é cadastrado no IMEI?
Eu comprei um celular para presente e, no momento da compra, o vendedor cadastrou meu CPF. Acredito eu que meu CPF está vinculado ao número de IMEI deste aparelho.
No caso foi para a minha ex-namorada, então não me preocupei no momento. Mas, agora que não estamos juntos, não sei qual vai ser o destino do aparelho.
Existe a opção de trocar o CPF do número IMEI? – Bruno Arruda
O IMEI do aparelho não tem cadastro ou vínculo com seu CPF. Porém, o IMEI do celular muitas vezes consta da nota fiscal de venda, que é registrada em nome do comprador.
É apenas nesse sentido que o IMEI estaria "associado" ao seu CPF. Seria preciso consultar a nota fiscal para verificar se essa informação realmente consta lá, mas, de um jeito ou de outro, isso não faz muita diferença.
A atividade do smartphone não é associada ao IMEI, mas sim a outros identificadores, como o endereço de IP e o IMSI, que está no chip (não no aparelho) e identifica o assinante (usuário) de um serviço de telefonia ou dados móveis.
Ou seja, desde que o smartphone não seja usado com uma linha ou serviço de internet em seu nome, você não deve ter problemas. No caso de linhas pré-pagas, é bastante fácil consultar o seu CPF e descobrir se há alguma linha irregular.
Um aparelho de celular também pode ficar cadastrado em sua conta Apple ou Google. Para iPhones, que são associados a um ID Apple, confira o documento de ajuda da Apple com instruções atualizadas.
Quando o celular usa o Android, que é associado a uma conta Google, o aparelho deve ser desvinculado no gerenciamento de dispositivos da conta Google.
Fonte: G1 - 03/09/2020 e SOS Consumidor

Amazon anuncia 5º centro de distribuição no Brasil com 'expansão extraordinária' do ecommerce


Novo centro será o maior da empresa no país, com mais de 100 mil metros quadrados. A Amazon anunciou nesta quinta-feira (3) a inauguração de seu quinto e maior centro logístico no Brasil, na esteira da expansão do comércio eletrônico com as medidas de isolamento social para conter a pandemia da Covid-19.


Localizado em Cajamar, região metropolitana de São Paulo, o centro tem mais de 100 mil metros quadrados e, segundo a empresa, ajudará nos planos de atender mais clientes de entregas rápidas.
"A Amazon está animada em expandir nossas operações de logística na região de São Paulo, gerando empregos adicionais e aumentando nossa capacidade para lidar com o crescimento extraordinário que temos registrado no Brasil", afirmou em nota o responsável pela Amazon no Brasil, Alex Szapiro.
O centro é o quarto da Amazon na Grande São Paulo, além de outro em Cabo Santo Agostinho, Pernambuco, lançado em novembro de 2019 para atender a região Nordeste.
O movimento da companhia norte-americana, que diz oferecer no país cerca de 30 milhões de produtos, incluindo itens de pequenas e médias empresas, acontece simultaneamente aos esforços de empresas da cadeia para ampliarem suas estruturas de logística para dar conta do aumento da demanda do ecommerce.
Em agosto, a companhia de logística Sequoia, especializada em ecommerce, pediu registro para uma oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) e listagem na B3.
O Mercado Livre contratou 60 carretas e buscará outras 90 até o fim do ano para ajudar nas entregas de encomendas, enquanto busca dar vazão ao aumento expressivo das operações e depender menos de terceiros.
Em abril, a Via Varejo anunciou a compra da startup ASAPlog, especializada em soluções de logística e conexão de transportadoras em longas distâncias. 
Fonte: G1 - 03/09/2020 e SOS Consumidor

Supermercados denunciam altas de mais de 20% no preço de itens da cesta básica

por Thais Carrança
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Câmbio e aumento das exportações explicam carestia, que afeta mais famílias mais pobres
Associações representativas do setor de supermercados lançaram nesta quinta-feira (3) cartas públicas chamando a atenção para a alta de preço de itens da cesta básica, que chega a superar 20% no acumulado de 12 meses em produtos como leite, arroz, feijão e óleo de soja.

As entidades avaliam que a alta, que tem se acelerado no período recente, se deve ao efeito do câmbio sobre o aumento das exportaçõese diminuição das importações desses itens, além do crescimento da demanda interna impulsionado pelo auxílio emergencial.
Os supermercadistas rechaçam alternativas como tabelamento de preços, mas têm buscado interlocução com o governo para discutir o problema, propondo por exemplo a retirada de tarifas de importação.
 Até julho, o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), índice de preços oficial do país, acumula alta de 2,31% em 12 meses. Mas, no mesmo período, o item de alimentação e bebidas já subiu 7,61%.  
“O setor supermercadista tem sofrido forte pressão de aumento nos preços de forma generalizada repassados pelas indústrias e fornecedores. A Abras (Associação Brasileira de Supermercados), que representa as 27 associações estaduais afiliadas, vê essa conjuntura com muita preocupação”, escreveu a entidade em nota oficial.“Reconhecemos o importante papel que o setor agrícola e suas exportações têm desempenhado na economia brasileira. Mas alertamos para o desequilíbrio entre a oferta e a demanda no mercado interno para evitar transtornos no abastecimento da população, principalmente em momento de pandemia”, completa a entidade.
Ronaldo dos Santos, presidente da Apas (Associação Paulista de Supermercados), conta que o setor tem tratado do tema com o governo.
“Entendemos que estamos sob um regime de livre mercado, os produtores precificam de acordo com o mercado internacional e a exportação é livre. Mas pedimos para que o governo olhasse para a taxa de importação para itens básicos como o arroz, para talvez conter um pouco a alta de preços interna”, diz Santos.
Segundo ele, a Apas tem orientado seus associados a manter política de negociação forte com fornecedores, não comprar além do necessário, não aumentar margens, e oferecer alternativas de substituição aos consumidor, com marcas mais baratas ou produtos mais em conta, como as massas, que têm subido menos do que o arroz.
André Braz, coordenador de índices de preço do Ibre-FGV, afirma que um grupo de produtos formado por arroz, farinha de trigo, açúcar refinado, açúcar cristal, frango em pedações, carne bovina, carne suína e óleo de soja acumula alta de 28,98% no atacado em 12 meses até agosto.
Ao consumidor, essa mesma cesta de itens subiu 23,8% em 12 meses.
Segundo o economista, a diferença de cinco pontos percentuais entre os preços no atacado e no varejo se deve a algum atraso nos repasses, competição no varejo ou formação de estoques. Mas a forte alta de preços ao comprador final mostra que não existe represamento, que o aumento de custos está sendo repassado.
“Temos assistido a uma desvalorização forte do real frente ao dólar. No ano passado, em agosto de 2019, o câmbio médio era de R$ 3,90, agora ele é de R$ 5,33, uma desvalorização cambial não desprezível, na casa de 37% em 12 meses”, diz Braz.
Segundo ele, os alimentos de cesta básica são fortemente correlacionados ao câmbio, por serem negociados em bolsa. Com a desvalorização cambial, tem havido uma demanda maior no mercado internacional por produtos brasileiros, o que é bom para a balança comercial, mas provoca desabastecimento no mercado doméstico, pressionando preços.
O economista explica que essa forte alta do preço dos alimentos não tem se refletido na taxa acumulada do IPCA, porque muito serviços que compõem a cesta do índice estão com preços em queda ou estáveis, como restaurantes, cabeleireiro, consultas médicas, conserto de veículos, cinemas e passagens aéreas, que estão com a demanda reprimida devido à pandemia.
No entanto, a forte alta dos alimentos pesa particularmente para os mais pobres. “Quanto menos se ganha, mais se compromete do orçamento com alimentos. A família mais humilde tem uma percepção de que a inflação está muito mais alta do que a média divulgada.”
Fonte: Folha Online - 03/09/2020 e SOS Consumidor

Covid-19: Hidroxicloroquina reduz risco de morte em 30%, diz estudo


Maia diz que imagem do Brasil na área ambiental afasta investimentos



O “novo normal” é um artifício linguístico para não ser chamado de IDIOTA.