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Manifestantes invadem Ministério de Energia no Líbano
Protestos tomaram as ruas de Beirute após as explosões ocorridas há quatro dias


Manifestantes invadiram neste sábado o Ministério de Energia de Beirute. A ação é parte de ações organizadas contra diversos ministérios, em meio à manifestação popular contra as autoridades consideradas responsáveis pela explosão no porto da capital, há quatro dias. As detonações mataram mais de 150 pessoas e feriram mais de 6 mil.
De acordo com imagens transmitidas ao vivo pela televisão libanesa, os manifestantes invadiram o edifício governamental sob o olhar impotente das forças de segurança. O setor de Energia é considerado um símbolo da má gestão dos serviços públicos e da corrupção da classe política do Líbano.
Na Praça dos Mártires, epicentro da contestação popular desde outubro passado e onde os manifestantes se reuniram neste sábado sob o lema "Dia do Julgamento", guilhotinas foram instaladas. "Vingança, vingança, até a queda do regime", gritavam os manifestantes, alguns usando máscaras, outros bandeiras ou retratos das vítimas da explosão. As forças de segurança tentavam impedir alguns grupos de avançar em direção ao parlamento.
Nas ruas adjacentes à manifestação em grande parte pacífica, apesar das tensões, agentes de segurança dispararam gás lacrimogêneo, enquanto confrontos limitados os colocaram contra alguns manifestantes que atiravam pedras.
"Depois de três dias limpando os escombros e curando nossas feridas, é hora de deixar nossa raiva esvair e puni-los por matar pessoas", declarou Farès al-Hablabi, de 28 anos. "Devemos nos levantar contra todo o sistema. A mudança deve ser compatível com a escala do desastre", acrescentou este militante que saiu às ruas no momento da eclosão do levante popular em 17 de outubro de 2019.
Se o movimento perdeu força nos últimos meses, especialmente devido à pandemia de coronavírus - que continua se agravando no Líbano -, a tragédia pode reanimá-lo. "Não temos mais nada a perder. Todos devem ir para as ruas", disse Hayat Nazer, uma militante por trás de muitas iniciativas de solidariedade.
AFP e Correio do PovoManifestantes em Beirute tomam à força Ministério das Relações Exteriores
Milhares de libaneses saíram às ruas para protestar contra a classe política

Videoconferência de doadores
AFP e Correio do Povo

Manifestantes enfurecidos invadiram o Ministério das Relações Exteriores neste sábado em Beirute, enquanto a indignação cresce entre os libaneses quatro dias após a gigantesca explosão que comoveu o mundo. Milhares de libaneses saíram às ruas para protestar contra a classe política que eles culpam pelas terríveis explosões que devastaram parte da capital, matando mais de 150 pessoas e ferindo 6.000.
Nos arredores da Praça dos Mártires, tradicional epicentro de contestações populares na capital, houve confrontos entre as forças de segurança, que lançaram bombas de gás lacrimogêneo, e jovens armados com pedras. Para os libaneses, atingidos por uma grave crise econômica, a explosão foi a gota d'água e alimentou um movimento de protestos que havia começado em outubro contra a classe política, considerada corrupta e incompetente, mas que havia perdido força devido à pandemia da Covid-19.
Em um discurso transmitido na televisão, o primeiro-ministro do Líbano, Hassan Diab, anunciou que irá propor a antecipação de eleições legislativas, ao acreditar que somente um sufrágio permitirá "sair da crise estrutural". O mandatário afirmou estar disposto a permanecer "por mais dois meses" no poder, enquanto as forças políticas entram em acordo sobre o tema.
A Cruz Vermelha libanesa informou pelo Twitter que 63 pessoas ficaram feridas na manifestação e foram levadas ao hospital, enquanto outras 173 receberam atendimento médico no local. Enquanto as forças de segurança se concentravam em manter a ordem na manifestação, cerca de 200 manifestantes, liderados por oficiais da reserva do exército, tomaram à força a sede do Ministério das Relações Exteriores, proclamando o local "sede central da revolução", segundo imagens transmitidas ao vivo pela televisão.
"Vingança"
O general da reserva Samir Rammah urgiu através de um megafone a população a perseguir "todos os corruptos", enquanto manifestantes arrancavam e pisoteavam o retrato do presidente Michel Aoun.
Ao grito de "Abaixo o reino dos bancos", outro grupo de manifestantes invadiu a sede central da Associação de Bancos, no centro da capital, e atearam fogo no local antes de serem expulsos pelo exército, segundo um fotógrafo da AFP que acompanhou os fatos. Outros manifestantes tomaram o Ministério do Comércio, assim como o de Energia, segundo a televisão local.
A polícia libanesa informou pelo Twitter que um agente de segurança morreu nos confrontos, após um ataque ao hotel Le Gray, enquanto ajudava pessoas que estavam presas no edifício.
Na Praça dos Mártires, o lema de milhares de pessoas era "Dia do Julgamento", com a instalação de guilhotinas de madeira nas ruas. A hashtag #enforquemeles circula há vários dias nas redes sociais.
"Vingança, vingança, até a queda do regime", gritavam os manifestantes, alguns usando máscaras, outros bandeiras ou retratos das vítimas da explosão, enquanto as forças de segurança tentavam impedir alguns grupos de avançar em direção ao parlamento, de acordo com correspondentes da AFP.
21 desaparecidos
O incidente de terça-feira no porto, cujas circunstâncias ainda não estão claras, teria sido causado por um incêndio que afetou um enorme depósito de nitrato de amônio, um produto químico perigoso.
O desastre deixou pelo menos 158 mortos, mais de 6.000 feridos, incluindo 120 em estado crítico, de acordo com o ministério da Saúde libanês, além de quase 300.000 desabrigados.
O ministério também revisou o número de pessoas desaparecidas, indicando que agora seria de 21, contra os cerca de 60 previamente informados. A embaixada da Síria anunciou neste sábado que 43 de seus cidadãos estão entre as vítimas.
E a Holanda anunciou que a esposa de seu embaixador no Líbano Jan Waltmans faleceu em decorrência de ferimentos sofridos nas explosões. O presidente Michel Aoun, cada vez mais criticado, deixou claro na sexta-feira que se opõe a uma investigação internacional, dizendo que as explosões poderiam ter sido causadas por negligência ou por um míssil.
Cerca de vinte funcionários do porto e da alfândega foram presos, segundo fontes judiciais e de segurança.
Neste contexto, o líder do partido Kataeb, Samy Gemayel, anunciou neste sábado sua renúncia junto com outros dois deputados do histórico partido cristão após o desastre no porto, dizendo que havia chegado a hora de construir um "novo Líbano". Sua renúncia acontece após uma decisão semelhante por dois outros parlamentares nesta semana.
Dois dias após a visita de Macron, que criticou severamente a classe política, uma videoconferência de doadores em apoio ao Líbano acontecerá no domingo, co-organizada pela ONU e pela França, segundo informou a presidência francesa à AFP. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que participará. "Todo mundo quer ajudar!", tuitou.
O Líbano atravessa uma severa crise econômica, depois de não pagar sua dívida, e seus líderes não conseguiram chegar a um acordo sobre um resgate econômico com o Fundo Monetário Internacional (FMI).
O presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, que viajou a Beirute para mostrar a "solidariedade" dos europeus, assegurou aos libaneses que eles "não estão sozinhos". A UE já liberou 33 milhões de euros.
O chefe da Liga Árabe, Ahmad Aboul Gheit, junto com o vice-presidente turco, Fuat Oktay, e o ministro das Relações Exteriores, Mevlüt Cavusoglu, também visitarão Beirute para assegurar seu apoio.
Número de mortos seria muito maior se seguíssemos Bolsonaro, diz Mandetta
Ex-ministro da Saúde vê “sabotagem enorme” do presidente no combate à Covid-19


Demitido em abril do Ministério da Saúde, Luiz Henrique Mandetta (DEM) afirma que o presidente Jair Bolsonaro soube, no começo da crise, que o Brasil iria ultrapassar 100 mil mortos, caso ignorasse recomendações de autoridades sanitárias. Para ele, apesar de "sabotagem enorme" de Bolsonaro, o cenário seria "infinitamente pior" se o presidente tivesse imposto uma estratégia de isolamento vertical.
"A gente conseguiu, durante um intervalo, falar para a população brasileira a realidade. E as pessoas conseguiram montar algumas defesas. Muita gente permanece fazendo o que é correto. Se fosse aquela história de quarentena vertical, sai todo mundo de casa e somente pessoas acima de 65 anos ficam, teria sido um número infinitamente superior", disse Mandetta ao Estadão.
Ex-deputado federal e ortopedista, Mandetta foi demitido do governo após semanas de disputas com o presidente sobre pontos vitais da estratégia de combate à Covid-19, como a necessidade de distanciamento social. Ele deixou a Saúde com cerca de 30 mil casos e 2 mil mortos pela covid-19.
"Ele (Bolsonaro) foi negacionista desde os primeiros dias. Entregou o jogo no primeiro tempo. A gente tentava trazê-lo de volta para a realidade. Mas ele se recusou", disse Mandetta. "E se recusa até hoje a encarar a realidade, de que é falso o dilema entre economia e saúde."
Para o ex-ministro, a marca de 100 mil mortos pode servir de "choque de realidade" para o governo assumir a gravidade da pandemia. Mandetta avalia que o País está passando pelo pior momento da doença, mas que em setembro "os números provavelmente vão ficar melhores".
Mandetta afirma que não tratou publicamente, como em declarações à imprensa, sobre previsões de mortos pela doença, mas que Bolsonaro sempre soube da gravidade da pandemia. Segundo o ex-ministro, o presidente preferiu ouvir auxiliares que "falavam o que ele queria escutar" e apontavam uma crise de no máximo três meses, que deixaria mil mortos.
"O pior cenário não é esse (100 mil mortos)", afirmou ele, citando o caos de Manaus como exemplo negativo de combate ao novo coronavírus. "Até falência funerária eles tiveram. Aquilo era o pior quadro. E se tivesse prevalecido a vontade dos negacionistas, ia acontecer o mesmo no Brasil todo. A gente ganhou tempo. Conseguimos salvar mais vidas, pois deu para o sistema se organizar", afirma.
Genocídio
Mandetta afirma que "não gosta de banalizar" o uso do termo genocídio, mas que Bolsonaro foi, no mínimo, negligente no combate à Covid-19. "É tipo um abandono de incapaz. Você calar o ministério no meio da maior crise sanitária é jogar o povo para a própria sorte."
Para o ex-ministro, que já afirmou que pretende se candidatar ao Planalto em 2022, a estratégia de Bolsonaro pode pesar em futuras disputas políticas. "Ele aposta que as pessoas não vão ter memória. Vai depender muito da leitura, do poder de indignação das pessoas. Vejo que em países que têm a eleição neste ano, como os EUA, a leitura tem sido extremamente dura com negacionistas", afirmou.
O ex-ministro afirma ser irônico que Bolsonaro "debocha" da ciência, mas aposta na vacinação para encerrar a crise. "Tomara que tenha solução. A gente torce. Mas é ruim criar essa expectativa, na tentativa das pessoas diminuírem a sua defesa, seus cuidados, colocando essa sensação de que a vacina está logo ali."
Procurado pelo Estadão, o Palácio do Planalto informou que não comentará as críticas de Mandetta.
Agência Estado e Correio do Povo
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Inter estreia no Brasileirão 2020 com vitória sobre o Coritiba, no Couto Pereira
Paolo Guerrero marcou o gol da vitória no segundo tempo com assistência de Thiago Galhardo

Correio do Povo

O Inter estreou no Campeonato Brasileiro 2020 com uma vitória sobre o Coritiba, por 1 a 0, na noite deste sábado, no Paraná. Em um Couto Pereira sem torcida, devido à pandemia da Covid-19, o Colorado só conseguiu marcar o gol no segundo tempo, com Paolo Guerrero.
O peruano marcou o seu oitavo gol da temporada aos 26 minutos da etapa final, após a entrada de Galhardo e Boschilia, que foram titulares no Gre-Nal, mas iniciaram no Paraná no banco de reservas devido ao desgaste físico. Com o resultado, o Colorado arranca na primeira rodada do nacional com três pontos.
O Inter volta aos gramados na próxima quinta-feira, às 19h30min, para enfrentar o Santos, no estádio Beira-Rio. Já o Coritiba pega o Bahia, na quarta-feira, às 20h30min, no Pituaçu, em Salvador.
Inter cria pouco e tem dificuldades ofensivas
O jogo começou com o Coritiba atacando a saída de bola do Inter e pressionando no campo ofensivo. Porém, não conseguiu furar o bloqueio defensivo e, a partir dos 10 minutos, perdeu o domínio das ações para o Colorado, que passou a jogar no campo ofensivo dos donos da casa.
A primeira oportunidade ocorreu aos 14 minutos. Guerrero lançou Pottker, que cruzou rasteiro. A defesa afastou e, no rebote, desequilibrado, Saravia chutou e o goleiro Wilson espalmou pela linha de fundo. Com muitos erros de passe e cobranças constantes de Coudet, a equipe do Inter tinha dificuldades para armar jogadas ofensivas.
Aos 27, Patrick Vieira cobrou falta da intermediária, pela esquerda de ataque, a bola quicou na pequena área, na frente de Lomba, que teve que fazer um novo movimento para segurar firme. Dois minutos depois, Patrick recebeu passe de Guerrero e deu excelente lançamento para Moisés, que entrava em velocidade pela esquerda. O lateral bateu forte, mas Wilson espalmou pela linha de fundo.
Matheus Galdezani – que esteve no Inter ano passado, mas se lesionou e sequer atuou com a camisa colorada – arriscou de longe e a bola explodiu no travessão de Lomba aos 38, na melhor oportunidade do primeiro tempo. Cinco minutos depois, Praxedes deu passe para Marcos Guilherme na entrada da grande área. O atacante bateu rasteiro, mas a bola saiu desviada à direita da meta de Wilson.
Guerrero marca após passe de Galhardo
O Inter começou o segundo tempo com uma postura mais ofensiva e aos 10 criou a primeira oportunidade. Lindoso cruzou da direita, Pottker ganhou do marcador e cabeceou, mas a bola passou perto do poste direito de Wilson. Aos 15, Patrick passou por dois marcadores, invadiu a área e foi derrubado por Nathan Silva dentro da área, mas o árbitro carioca Bruno Arleu de Araújo, que estava bem próximo, entendeu como jogada normal e não deu o pênalti.
Dois minutos depois, Guerrero recebeu dentro da área e ajeitou de peito para Pottker. O atacante chutou de primeira. Só não correu para o abraço porque Wilson deixou a meta e fechou o ângulo, em mais uma importante defesa.
Apesar de pressionar, o Inter não tinha profundidade e tinha dificuldade de furar o bloqueio defensivo dos paranaenses. Para tentar mudar a situação, aos 23, Coudet retirou Praxedes e Marcos Guilherme para as entradas de Thiago Galhardo e Boschilia. Brilhou a estreia: três minutos depois, Galhardo recebeu dentro da grande área e passou para trás, quase na marca do pênalti, onde Guerrero chutou de primeira para o fundo das redes. Inter 1 a 0 Coritiba.
Na sequência, Coudet retirou Guerrero e Patrick e colocou Zé Gabriel e D’Alessandro, respectivamente. Com a vantagem no placar e com a nova formatação, o Colorado passou a aguardar os donos da casa para contra-atacar. Teve poucas oportunidades para ampliar, mas saiu de gramado com a vitória e os três pontos.
Campeonato Brasileiro - 1° rodada
Inter 1
Marcelo Lomba; Saravia, Bruno Fuchs, Víctor Cuesta e Moisés; Rodrigo Lindoso, Praxedes (Boschilia), Marcos Guilherme (Galhardo) e Patrick (D’Alessandro); William Pottker e Paolo Guerrero (Zé Gabriel).
Técnico: Eduardo Coudet
Marcelo Lomba; Saravia, Bruno Fuchs, Víctor Cuesta e Moisés; Rodrigo Lindoso, Praxedes (Boschilia), Marcos Guilherme (Galhardo) e Patrick (D’Alessandro); William Pottker e Paolo Guerrero (Zé Gabriel).
Técnico: Eduardo Coudet
Coritiba 0
Wilson; Patrick Vieira, Rodolfo Filemon, Sabino e William Matheus; Nathan Silva, Matheus Galdezani (Matheus Bueno), Ruy (Renê Júnior) e Gabriel (Wanderley); Robson (Welissol) e Igor Jesus (Sasá).
Técnico: Eduardo Barroca
Wilson; Patrick Vieira, Rodolfo Filemon, Sabino e William Matheus; Nathan Silva, Matheus Galdezani (Matheus Bueno), Ruy (Renê Júnior) e Gabriel (Wanderley); Robson (Welissol) e Igor Jesus (Sasá).
Técnico: Eduardo Barroca
Gol: Guerrero (26min/2ºT)
Cartões amarelos: Saravia, Fuchs, Cuesta e Praxedes (I) e Sassá e Welissol (C)
Cartões amarelos: Saravia, Fuchs, Cuesta e Praxedes (I) e Sassá e Welissol (C)
Árbitro: Bruno Arleu de Araújo (Fifa/RJ)
Auxiliares: Thiago Henrique Neto Correa Farinha e Daniel do Espirito Santo Parro (ambos do RJ)
Árbitro de vídeo: Carlos Eduardo Nunes Braga (RJ)
Local: Estádio Couto Pereira, em Curitiba (PR)
Auxiliares: Thiago Henrique Neto Correa Farinha e Daniel do Espirito Santo Parro (ambos do RJ)
Árbitro de vídeo: Carlos Eduardo Nunes Braga (RJ)
Local: Estádio Couto Pereira, em Curitiba (PR)
Correio do Povo
Toffoli decreta três dias de luto no STF em memória aos 100 mil mortos por Covid-19
Com a medida, Supremo não vai realizar "celebrações, comemorações ou festividades"


O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, decretou luto oficial de três dias na Corte em homenagem aos 100 mil mortos pela Covid-19 no Brasil. O País contabiliza neste sábado à tarde, 8, um total de 100.240 óbitos pelo novo coronavírus, segundo dados do levantamento realizado pelo Estadão, G1, O Globo, Extra, Folha e UOL com as secretarias estaduais de Saúde.
Com o luto oficial, o Supremo não vai realizar "celebrações, comemorações ou festividades", de acordo com a decisão de Toffoli. O presidente do STF divulgou uma mensagem de solidariedade às famílias daqueles que perderam a vida por causa do novo coronavírus. "Os reflexos e as dores oriundas da pandemia são inúmeros e imensuráveis. Mas a maior de todas as dores é, sem dúvida, a perda de alguém que amamos. Isso é algo que jamais pode ser restituído ou compensado", afirmou Dias Toffoli na mensagem.
Com novos casos se alastrando pelo interior, duas a cada três cidades brasileiras já perderam alguém para a Covid-19. Toffoli classificou a pandemia como a maior da humanidade e pontuou que o País "jamais" viveu uma tragédia com essa dimensão.
Na mensagem, o presidente da Corte declarou que "a esperança, o espírito de fé e a Ciência sejam nossos guias para que possamos encontrar meios de superação" e destacou o exercício de "solidariedade e o espírito fraternal" diante das perdas humanas.
Agência Estado e Correio do Poovo
Congresso decreta luto oficial de quatro dias após 100 mil mortes por Covid-19
Decisão foi tomada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre

Agência Estado e Correio do Povo

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), informou neste sábado que o Congresso decretou luto oficial de quatro dias em solidariedade "a todos os brasileiros afetados pela pandemia e às vítimas desta tragédia". O anúncio, feito no Twitter, ocorreu depois que o Brasil ultrapassou a marca de 100 mil mortes. Com o luto oficial, as sessões na Câmara e no Senado só serão retomadas na quarta-feira (12).
"Hoje é um dos dias mais tristes da nossa história recente. O Brasil registra 100 mil vidas perdidas para a Covid-19. O Congresso Nacional decreta luto oficial de 4 dias em solidariedade a todos os brasileiros afetados pela pandemia e às vítimas desta tragédia", escreveu Alcolumbre.
Em março, Alcolumbre foi diagnosticado pela Covid-19 e permaneceu duas semanas em quarentena domiciliar. Ele retomou as atividades depois disso. O Senado, porém, realiza sessões remotas para evitar o risco de disseminação da doença no Congresso Nacional. A retomada dos trabalhos presenciais, inicialmente prevista para agosto, é incerta. Quando o País atingiu 10 mil mortes, o Congresso decretou três dias de luto.
"Não podemos nos conformar, nem apenas dizer #CemMilEdaí. São mais de 100 mil mortos; 100 mil famílias que perderam entes para a Covid. Que a ciência nos aponte caminhos e que a fé nos dê esperança", escreveu o ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Sérgio Moro.
O governador do Maranhão, Flávio Dino (PC do B), também repercutiu a marca de 100 mil mortes nas redes sociais. "Quem disse que poucos morreriam? Quem gerou aglomerações em passeios irresponsáveis? Quem sabotou uso de máscaras? Quem debochou das mortes, alegando não ser coveiro? Quem divulgou remédios "milagrosos", sem ser médico? São as perguntas do Tribunal da História para Bolsonaro", escreveu Dino.
Até a publicação deste texto, o presidente Jair Bolsonaro não havia se manifestado.
O Brasil já registrou 100.240 mortes causadas em consequência do Covid-19. Desde as 20h de ontem (7) foram mais 538 óbitos, informou o consórcio de imprensa formado por Estadão, G1, O Globo, Extra, Folha e UOL. Desde as 20h de ontem também foram diagnosticados 21.732 novos casos. O total de pessoas que têm ou já tiveram a doença no País chega a 2.988.796.
Hoje (8/08/2020) é um dos dias mais tristes da nossa história recente. O Brasil registra 100 mil vidas perdidas para a covid-19. O Congresso Nacional decreta luto oficial de 4 dias em solidariedade a todos os brasileiros afetados pela pandemia e às vítimas desta tragédia.— Davi Alcolumbre (@davialcolumbre) August 8, 2020
Agência Estado e Correio do Povo
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