Facebook e WhatsApp param de responder a pedidos de Hong Kong sobre seus usuários

Território tem acesso liberado para redes sociais, mas legislação aprovada pelo Parlamento chinês abriu caminho para mudanças radicais

Facebook explicou que se baseia um procedimento global para responder às solicitações dos governos

O Facebook e seu serviço de mensagens WhatsApp anunciaram nesta segunda-feira que não vão mais responder a pedidos do governo e das autoridades de Hong Kong por informações de seus usuários. A decisão será aplicada "enquanto se aguarda uma nova avaliação" da recente lei de segurança nacional imposta pela China em Hong Kong, informaram as duas redes sociais em comunicados separados. Isso permitirá uma "avaliação rigorosa e consulta com especialistas em direitos humanos" sobre a situação no território, explicaram.
Hong Kong, ex-colônia britânica, foi devolvido à China em 1997 sob um acordo que lhe garantia certas liberdades, incluindo acesso livre à Internet, ao contrário da China continental, onde, por exemplo, Google, Twitter e Facebook são bloqueados. Mas, na semana passada, o Parlamento chinês adotou uma legislação sobre a segurança nacional de Hong Kong, abrindo caminho para mudanças radicais e a um potencial autoritarismo.
"Acreditamos que a liberdade de expressão é um direito humano fundamental e apoiamos o direito das pessoas de se expressar sem medo por sua segurança e sem medo de outras repercussões", explicou um porta-voz do Facebook.
O texto adotado pelo regime comunista de Pequim visa reprimir a subversão, a secessão, o terrorismo e o conluio com forças estrangeiras, em resposta ao movimento de contestação lançado no ano passado contra o poder central na antiga colônia britânica. É muito controverso porque viola, segundo seus críticos, o princípio 'um país, dois sistemas', que visa garantir em Hong Kong as liberdade inexistentes na China continental.
O Facebook explicou que se baseia um procedimento global para responder às solicitações dos governos para obter informações de seus usuários. A análise de cada solicitação depende da política interna da plataforma, leis locais e normas internacionais de direitos humanos.
Por seu lado, o WhatsApp observou que "as pessoas têm o direito de ter uma conversa online privada". O aplicativo lembrou que seu sistema criptografado protege as mensagens de 2 bilhões de pessoas em todo o mundo diariamente. "A confidencialidade nunca foi tão importante como agora, e estamos determinados a fornecer serviços de mensagens privados e seguros para nossos usuários em Hong Kong", disse um porta-voz.
A virada autoritária de Hong Kong, que abriga um grande número de empresas financeiras globais, é duramente denunciada nos Estados Unidos. Na semana passada, o Senado dos Estados Unidos adotou por unanimidade um texto em apoio aos "direitos humanos e à democracia" em Hong Kong, enfurecendo Pequim.
Os senadores também aprovaram uma medida que proibiria a venda à polícia de Hong Kong de gás lacrimogêneo, balas de borracha e outros equipamentos destinados a reprimir as manifestações. Essas ações legislativas aumentaram as tensões entre Washington e Pequim, já em conflito pelo comércio, pelo Mar da China Meridional e pelo novo coronavírus.
AFP e Correio do Povo

Bolsonaro veta uso obrigatório de máscara em prisões

Presidente também incluiu veto sobre estabelecimentos comerciais utilizarem placas sobre uso de máscara e capacidade máxima dos locais

Bolsonaro veta uso obrigatório de máscara em prisões

O governo federal publicou nesta segunda-feira (6) uma retificação à lei que trata do uso obrigatório de máscaras no país, incluindo dois vetos ao texto. Segundo o despacho no Diário Oficial da União, assinado pelo presidente Jair Bolsonaro, fica vetada a obrigatoriedade do uso de máscara em prisões e em estabelecimentos de cumprimento de medidas socioeducativas. Também não será necessária a colocação de cartazes em estabelecimentos comerciais abertos durante a pandemia que informem sobre o uso de máscara e a capacidade limite do local. 
De acordo com o texto sancionado por Bolsonaro na sexta-feira (3), os brasileiros devem usar máscara em espaços públicos e privados acessíveis ao público. No entato, Bolsonaro vetou trechos da lei, não obrigando o uso em igrejas, escolas e estabelecimentos comerciais. 
Apesar da determinação federal, é preciso usar máscara caso haja legislação estadual ou municipal que obrigue o uso. De acordo com decisão do Supremo Tribunal Federal, estes locais têm autonomia para adotar as medidas que acharem necessárias para combater a pandemia de coronavírus. 

R7 e Correio do Povo

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- Dimensões (LxAxP): 55cm x 141,6cm x 61,3cm
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Webinar discute avanços na qualidade dos trigos nacionais

Inscrições são gratuitas e transmissão acontece ao vivo pelo YouTube e Facebook

 Nos últimos dez anos, o aumento no rendimento das lavouras criou novos cenários para a cultura

Os alimentos à base de trigo, como pães, macarrão, biscoitos e bolos estão presentes em 100% dos lares brasileiros. Temos um robusto mercado consumidor e um grande potencial de áreas para o cultivo. Nos últimos dez anos, o aumento no rendimento das lavouras brasileiras criou novos cenários para trigo e o sistema produtivo vem se adaptando às exigências do consumidor. A performance tecnológica do grão também evoluiu muito e está atendendo as demandas das grandes indústrias de processamento de farinhas, pães e derivados. Esse cenário promissor será tema do Webinar "A qualidade dos trigos nacionais", promovido pela Biotrigo Genética no dia 8 de julho, às 8h30, no formato on-line, ao vivo, gratuito e aberto ao público em geral. 
O Webinar, que tem como principal objetivo integrar o setor produtivo e a troca de conhecimento, terá a participação do francês Sébastien Jollet, doutor em enzimologia e Diretor de Exportação para as Américas do Grupo Eurogerm, que palestra sobre a visão internacional da qualidade dos trigos nacionais. O tema da palestra do Diretor Geral da Eurogerm Brasil, Maurício Sandri, será a panificação dos trigos nacionais com maior participação no mercado brasileiro. Segundo Sandri, para o produto mais complexo que é o pão, houve uma melhoria tecnológica da farinha nos últimos anos. "Os pães conseguem ter mais volume, melhor tecnologia, melhor característica de processamento, uma melhora visível porque se segmentaram, então hoje existem variedades que efetivamente respondem melhor a um determinado processo industrial subsequente, outras variedades que são mais adaptadas para aplicações específicas, como os trigos branqueadores, que produzem um pão bem claro ou massas frescas com uma coloração atrativa para o consumidor". A qualidade do trigo nacional também reduziu a dependência da importação de farinhas especiais para produção de panetone e pães de forma, por exemplo, que tem especificidades próprias e levam uma carga de fibras maior. "Hoje as cultivares de trigo nacionais estão adaptadas para aplicações específicas e isso revolucionou o atendimento das grandes indústrias de processamento de farinha", comenta.
A supervisora de qualidade industrial da Biotrigo, Kênia Meneguzzi, vai apresentar o panorama da safra de trigo 2020 e as cultivares mais semeadas no Brasil. Ela explica que o evento foi criado para mostrar as características dos trigos nacionais e o quanto elas evoluíram em termos de parâmetros de qualidade industrial. "Atualmente existem cultivares de trigo para atender diferentes demandas da indústria e do consumidor final. São trigos para panificação, biscoito, massa, malte, entre outros. A partir do momento que há um alinhamento, entre a pesquisa, produtor, indústria e consumidor, abrem-se novas oportunidades para aproveitar melhor a produção interna", destaca. O tema da palestra do diretor e melhorista da Biotrigo, André Cunha Rosa, será a evolução dos trigos no Brasil. O Webinar tem a mediação do gerente comercial para a América Latina da Biotrigo Genética, Fernando Michel Wagner.
Como participar
Para mais informações sobre a programação e para fazer a inscrição antecipada basta acessar o link e, no dia e horário dos eventos, conectar-se aos links das transmissões no YouTube e Facebook que serão enviados por email aos inscritos. O webinar conta com patrocínio da Acergs (Associação das Empresas Cerealistas do RS), Ampla (Performance industrial), Debroker Corretora de Mercadorias, Sinditrigo PR, Sinditrigo RS, Serra Grãos Corretora de Cereais e Sementes e apoio da Fecoagro (Federação das Cooperativas Agropecuárias do Estado do Rio Grande do Sul) e Acesc (Associação das Empresas Cerealistas do Estado de Santa Catarina).
Essa será a quarta transmissão promovida pela Biotrigo Genética em 2020. Os webinars no formato on-line, ao vivo, gratuito e aberto ao público em geral substituíram os tradicionais Seminários Técnicos presenciais da empresa. Os primeiros eventos envolveram a cultura do trigo na produção de grãos e para alimentação animal contaram com mais 28 mil acessos pelo YouTube e Facebook, com participantes de 10 países - Paraguai, Peru, Chile, Uruguai, EUA, Irlanda, Alemanha, Reino Unido, Bolívia e de 14 estados brasileiros.
Serviço
Webinar "Qualidade dos trigos nacionais"
Data: 8 de julho - quarta-feira
Horário: 8h30
Link para inscrição AQUI.

Correio do Povo

Ponte entre Cotiporã e Bento Gonçalves é interditada novamente

Segundo a prefeitura, não há previsão de liberação do local

O aumento do nível do rio das Antas provocou a interrupção do tráfego

A ponte entre Bento Gonçalves e Cotiporã, foi interditada novamente na manhã desta segunda-feira. O aumento do nível do rio das Antas provocou a interrupção do tráfego no local. A água já cobre parte da pista, nos dois sentidos, e a interdição está sinalizada antes da chegada à ponte.
De acordo com a prefeitura de Cotiporã, a alternativa para os motoristas que precisam se deslocar de um município para o outro é utilizar a BR 470, por Veranópolis, e posteriormente acessar a RS 359 até Cotiporã. Esse percurso aumenta o tempo de viagem em cerca de uma hora. Ainda segundo a prefeitura, não há previsão para liberação da ponte.

Correio do Povo

Defesa Civil de São Leopoldo (RS) monitora rio do Sinos

Nível do rio chegou a 4,30 metros

A marca está acima do nível de normalidade de 2,50 metros

A Defesa Civil de São Leopoldo monitora o nível do rio do Sinos que chegou a 4,30 metros. Com a constatação de nível superior a 3,50 metros, o órgão mantém o protocolo de monitoramento intensivo, pois segundo o coordenador técnico do órgão, Fabiano Camargo, a marca está acima do nível de normalidade de 2,50 metros.
“O nível se mantém estável e sem apresentar riscos no momento. Lembrando que o primeiro local a ser atingido é a rua da Praia, quando o rio do Sinos fica superior aos 4,50 metros”, explica.
Ele salienta que a Defesa Civil também aproveitou a oportunidade para revisar os critérios para ativação do protocolo de alerta conforme disposto no Plano de Continência para Inundações de São Leopoldo (PLACON) tendo em vista que, conforme a Sala de Situação da Secretaria Estadual do Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema), não descarta mais períodos de chuvas ao longo desta segunda-feira.
Em São Sebastião do Caí, volta a preocupação para os moradores das áreas ribeirinhas. Por volta das 8 horas da manhã desta segunda-feira, o rio Caí já tinha passado dos 7,50 metros, cerca de cinco metros acima do nível normal, o que colocou as autoridades locais em estado de alerta. Segundo a Defesa Civil, se a previsão de que chova mais de 60 milímetros na Serra, a partir desta terça-feira, se confirmar, uma segunda enchente pode ocorrer em menos de sete dias na cidade.

Correio do Povo

239 cientistas contrariam OMS e afirmam que a covid-19 é transmitida pelo ar

Daniel Castellano/SMCS/Divulgação
239 cientistas contrariam OMS e afirmam que covid-19 é transmitida pelo ar
Mais de 230 pesquisadores de 32 países assinaram uma carta aberta endereçada à Organização Mundial da Saúde (OMS) por ter minimizado os riscos de uma contaminação do novo coronavírus pelo ar. A OMS acredita que a covid-19 é espalhada principalmente por gotículas de saliva expelidas quando as pessoas tossem, falam ou espirram, por exemplo. Segundo os cientistas, evidências apontam que partículas menores do Sars-CoV-2 também podem infectar as pessoas.
Kevin Frayer/Getty Images
Imunidade de rebanho contra covid-19 é inatingível, diz estudo
Desde o começo da pandemia do novo coronavírus, a imunidade de rebanho é um tema muito discutido. Adotada por países como a Suécia, a teoria, na prática, teve consequências graves. O país nórdico era, até maio deste ano, o primeiro no ranking de mais mortes por milhão de habitantes pela covid-19 — e foi ultrapassado em junho pelo Brasil. Um novo estudo espanhol, publicado na revista científica The Lancet, aponta que a imunidade de rebanho é inatingível.
Getty Images
Revisão de 40 estudos indica ineficácia de testes rápidos de covid-19
Não há evidência de que os testes rápidos sirvam para o diagnóstico da covid-19. É isso que indica um estudo de revisão que avaliou dados de 40  países. Os pesquisadores concluíram que o resultado de 34% dos testes rápidos considerado falso negativo podem indicar que pessoas infectadas pelo novo coronavírus sejam identificadas como saudáveis.
FG Trade/Getty Images
Economistas lançam manifesto por reforma do Estado brasileiro pós-pandemia
Para se esquivar da polarização entre desenvolvimentistas e liberais, alas com diferentes visões sobre o tamanho e o papel do Estado na economia, os autores do documento propõem uma agenda pós-covid focada no aumento da eficácia das políticas públicas e no enfrentamento dos problemas crônicos do Brasil.
Tomaz Silva/Agência Brasil
Empreendedores menos escolarizados sofrem mais com a pandemia, diz estudo
A crise causada pelo coronavírus atingiu os pequenos negócios como um todo. Do total, 87% relatam ter perdido faturamento desde que a situação da doença se agravou no país. Nova pesquisa do Sebrae com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), no entanto, mostra que os impactos não foram uniformes. Os pequenos negócios geridos por donos com menor nível de escolaridade foram mais afetados. 

Aliados divergem de estratégia do governo para conter pandemia

Base não tem movimento coordenado em defesa da aplicação de medidas de distanciamento

Eduardo Leite em uma das videoconferências sobre o Distanciamento Social

Partem de dentro, mais do que de fora do governo, as resistências e oposições que pressionam o governador Eduardo Leite (PSDB) em sua política de enfrentamento ao coronavírus e, em particular, o modelo de Distanciamento Controlado implementado pela administração tucana. A tal ponto que a situação do RS, nestas semanas mais “difíceis” da disseminação da pandemia, é descrita por políticos experientes como uma versão ‘suave’ do que a população já assiste a nível nacional. Uma sobreposição de práticas e discursos antagônicos que confundem a sociedade.
Enquanto Leite voltou a solicitar que a população adote um isolamento maior e as rodadas recentes do Distanciamento Controlado evidenciaram a piora do quadro do Estado, parte de deputados, prefeitos, vereadores e lideranças políticas e econômicas que compõem seu contingente de apoio silencia ou se manifesta em sentido contrário. Na prática, não existe um movimento coordenado do bloco político que forma o governo a trabalhar a favor da manutenção do isolamento ou de medidas que restrinjam atividades como modo de minimizar situações de exposição a doença. Entre correligionários, deputados e prefeitos dos maiores partidos governistas, como MDB, PP e PTB, ou mesmo o PSDB e o PSB, via de regra, alternam três posturas: ouvem calados as reclamações de fatias do eleitorado e setores empresariais que são contra o distanciamento; prometem se empenhar junto ao governo para diminuir as restrições; ou criticam abertamente a manutenção das regras de fechamento.
A postura em prol da abertura é patente no MDB, o maior partido da base no Legislativo. “O governador devia usar as bandeiras como alerta a população, fazer chamadas maciças na imprensa para permitir todos os cuidados. Agora, trabalhar com paredes proibitivas a partir disso, na minha visão, é um pouco de autoritarismo. Todo mundo já sabe que tem que usar máscara, que precisa fazer assepsia das mãos. Essa determinação de que pode uma coisa, mas não pode outra, não resolve o problema”, argumenta o presidente do MDB/RS, deputado federal Alceu Moreira.
O presidente da Comissão de Economia da Assembleia, deputado Sebastião Melo (MDB), também tece críticas ao modelo. “O governador e os prefeitos fecham, mas dificilmente abrem a possibilidade para que os que fecham não morram de fome. O tempo é que vai nos dizer se onde as políticas contra o coronavírus tiveram mais sucesso isto aconteceu devido ao isolamento ou em função dos protocolos adotados”, diz. Mesmo com o Legislativo operando em regime virtual, Melo fez questão de presidir as audiências da comissão da Assembleia, adotando o isolamento após testar positivo para o coronavírus, no final de junho.
“Bandeira vermelha na Serra. (...) Temos até domingo para demonstrar, com números, que a região pode permanecer na bandeira laranja. Prefeituras e comunidades estão fazendo as suas partes” postou no twitter, na noite de sexta, outro emedebista, o deputado Carlos Búrigo, após a região de Caxias do Sul receber pela terceira vez a bandeira vermelha, ter contestado a classificação em duas das semanas anteriores (com sucesso em uma), e partir agora para a terceira confrontação. Mesmo com a deterioração evidente de seus indicadores, e da detecção de surtos em empresas e estruturas públicas que assustaram a população, o movimento segue intenso nas ruas das principais cidades, como Caxias.
A postura de não adesão à estratégia de intensificar o distanciamento não é exclusiva do MDB. No PP, sigla do chefe da Casa Civil, do presidente e do líder do governo na Assembleia, as manifestações também seguem a linha da flexibilização e da ‘defesa da economia’. “Precisamos começar a analisar o que está ocorrendo do ponto de vista da economia. A alternativa é assumir um pouco mais de risco com todos, arrochar nos protocolos e fiscalizações e aumentar as campanhas com os grupos de risco, esses sim devem ter mais restrições” elenca o líder da bancada do PP na Assembleia, deputado Sérgio Turra. A manifestação tem pontos em comum com posturas externadas pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e com manifestos públicos divulgados por entidades empresariais.

Confrontações se repetem entre prefeitos aliados

No comando das prefeituras, partidários de siglas da base reverberam as posições externadas por deputados, de não alinhamento ou oposição à estratégia do Executivo. Leite e o Distanciamento Controlado já receberam críticas duras de prefeitos como os de Uruguaiana, Ronnie Mello (PP) e de São Gabriel, Rossano Gonçalves (PL). Ou o de Vacaria, Amadeu Boeira, que é do PSDB. Ele tentou reverter judicialmente a bandeira vermelha.
Na Fronteira Oeste parte dos prefeitos ensaiou uma rebelião contra o modelo. Na Serra, o prefeito de Garibaldi, Antônio Cettolin (MDB), chegou a obter liminar para cancelar a bandeira vermelha, revertida pelo presidente do Tribunal de Justiça (TJ). Foi a partir da decisão do TJ, e de uma ofensiva desencadeada pelo Ministério Público, que vários gestores municipais de siglas aliadas que descumpriam regras do Distanciamento Controlado recuaram de ações mais ostensivas.
Mas, na prática, as contestações e a estratégia de driblar regras e ignorar descumprimentos são parte da realidade nos municípios. Na Serra, os prefeitos de Caxias do Sul, Flávio Cassina (PTB), e de Bento Gonçalves, Guilherme Pasin (PP), adotam tom mais ameno, mas em prol da manutenção da abertura de estabelecimentos e da restrição pontual da circulação. O mesmo ocorre com Canoas, comandada pelo petebista Luis Carlos Busato. Sem enfrentamento explícito à administração estadual, a cidade foi, por exemplo, uma das primeiras a permitir, na metade de abril, a reabertura de academias mediante protocolos específicos. Há 15 dias, a região de Canoas pediu reconsideração da bandeira vermelha. Não conseguiu. O pouco apreço ao distanciamento seguiu evidente nas ruas e a situação se agravou. Na última sexta, a prefeitura de Canoas anunciou a suspensão de novas internações em suas UTIs.
A surpresa em relação ao apoio às políticas para evitar situações de contágio acabou vindo da oposição. No sábado pela manhã, após a região de Rio Grande receber bandeira vermelha na última rodada do Distanciamento Controlado, o prefeito da cidade de Rio Grande, Alexandre Lindenmeyer (PT), anunciou em live nas redes sociais que o município, ao invés de questionar o Executivo estadual, vai intensificar as restrições, implementando, a partir desta segunda, a bandeira preta, como forma de conter a disseminação do coronavírus.

Porque a população resiste às restrições de circulação 

A posição de lideranças de legendas aliadas não responde, sozinha, pelas dificuldades em relação a manutenção de um distanciamento mais rigoroso neste mês de julho. O próprio governador Eduardo Leite (PSDB) alternou seu discurso em diferentes momentos. No início, em março, incorporou o jargão ‘fique em casa’. Depois, ao longo de parte de abril, maio, e um pedaço de junho, quando uma certa euforia tomou conta do Estado, baseada na crença de que a pandemia poderia não atingir com mais força os gaúchos, Leite também relaxou o discurso sobre o isolamento.
E flexibilizou sucessivamente o modelo de Distanciamento Controlado. Uma ferramenta que, para parte de matemáticos, epidemiologistas e estatísticos, já nasceu ‘elástica’, porque, ao priorizar indicadores de leitos e internações ao invés de testes e número de casos positivos, detecta o descontrole da doença não na fase inicial, a da transmissão, e sim na final, quando há a saturação das estruturas de saúde. Não por acaso, o Executivo “corre atrás do prejuízo”, nas palavras de um deputado aliado. Na quinta, 2, Leite prometeu aumento das testagens e a utilização, mesmo que tardia (a partir de agosto), de um aplicativo para rastreamento de contatos.
Para além das alianças de ocasião e das flexibilizações no discurso e no modelo, outros dois fatores, conforme lideranças e analistas políticos, dificultam a nova adesão da população a medidas mais restritivas de circulação. Um foi pontual, mas teve efeito duradouro sobre a credibilidade do modelo estadual. Foi quando, no final de semana de 20 de junho, após a região Metropolitana obter bandeira vermelha naquela rodada do Distanciamento Controlado, o prefeito de Porto Alegre, Nelson Marchezan Júnior, anunciou que a Capital manteria práticas não permitidas pela classificação da bandeira vermelha.
O Executivo gaúcho se movimentou com rapidez, e conseguiu evitar que o princípio de crise desencadeado pelo discurso desconexo entre os dois expoentes da nova geração do PSDB do RS afundasse o Distanciamento Controlado. Na segunda-feira seguinte, Marchezan participou da live do governador, e ambos reafirmaram sua consonância. Na sequência, o prefeito acabou por anunciar medidas mais restritivas que as determinadas no modelo estadual. Os questionamentos sobre o quanto os critérios políticos influenciam o modelo científico, contudo, se solidificaram.
E, com eles, avaliações que atribuem a postura de negociação constante do governador a “falta de pulso”, um entendimento que resume o segundo fator destacado por quem analisa os desdobramentos políticos da estratégia do governo. “É importante que se diga que os modelos que vem sendo adotados, não apenas no RS, mas em outras cidades e estados, foram criados a partir de determinados comportamentos que, no Brasil, na prática, não se confirmam. A imagem das pessoas com a máscara no queixo resume o nosso padrão. Ele é o de não cumprimento de regras, ou o de cumprimento apenas ‘em público’, e de não aceitação de autoridade”, assinala o professor do Departamento de Ciência Política da Ufrgs, Rodrigo González.
Segundo González, dentro desta cultura, quando uma parte abre margem para negociação, a resposta, não raro, é altamente individualista. Ao invés de comemorar a disposição para o diálogo e chegar a um bom termo para todas as partes, a tendência de quem está do outro lado da mesa é intensificar a pressão no sentido de obter ainda mais concessões.
“Este componente cultural é um agravante no nosso caso. Que piora com a inexistência de uma autoridade nacional que de fato coordene o processo de enfrentamento à doença. Aqui no RS, além disso, talvez o erro também tenha sido cair em um certo otimismo sobre a evolução da pandemia. Mas é difícil para o decisor avaliar isso no momento em que ocorre. É bem mais fácil entender depois, como está acontecendo agora.”

Correio do Povo

China adota medidas após caso de peste bubônica

Pelo menos 146 pessoas foram colocadas em quarentena

As autoridades da cidade de Bayannur, na Mongólia interior, no norte da China, anunciaram uma série de medidas após a descoberta de um caso de peste bubônica no fim de semana. O homem, um pastor, encontra-se hospitalizado em condição estável, informou a comissão sanitária local, em um comunicado divulgado no domingo.
A comissão proibiu a caça e o consumo de animais suscetíveis de transmitir a peste - em particular, as marmotas - até o fim do ano. Também determinou que os moradores devem informar se encontrarem um roedor morto, ou doente.
A bactéria Yersinia pestis pode ser transmitida para o homem por pulgas que tenham mordido um rato infectado. Embora esta doença muito contagiosa seja rara na China e seja tratável, pelo menos cinco pessoas morreram desde 2014, segundo a Comissão Nacional de Saúde da China.
Hoje, divulgou-se na Mongólia o caso suspeito de um adolescente de 15 anos, anunciou a agência de notícias chinesa Xinhua. O jovem teve febre depois de comer uma marmota que teria sido caçada por um cão, detalha a agência.
Outros dois casos foram confirmados na semana passada na província mongol de Hovd: dois irmãos também teriam comido carne de marmota, ainda conforme a Xinhua. Pelo menos 146 pessoas que estiveram em contato com ambos foram colocadas em quarentena.

AFP e Correio do Povo

Faturamento real na indústria sobe 11,4% em maio ante abril, diz CNI

Emprego e a massa salarial no setor continuaram a cair no quinto mês do ano

Resultado interrompeu a sequência de quedas no indicador

Corroborando a avaliação da equipe econômica de que o fundo do poço da crise decorrente da pandemia de Covid-19 ocorreu em abril, o faturamento, as horas trabalhadas e a utilização da capacidade na indústria cresceram em maio. De acordo com os Indicadores Industriais apurados pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), no entanto, o emprego e a massa salarial no setor continuaram a cair no quinto mês do ano.
Os dados divulgados nesta segunda-feira mostram que, após o enorme tombo de abril, o faturamento das fábricas brasileiras cresceu 11,4% em maio, já considerando os efeitos sazonais entre os dois meses.
O resultado interrompeu a sequência de quedas no indicador após as paralisações ocorridas em diversas unidades industriais em março e em abril - com retrações de 4,2% e 23,5%, respectivamente.
"É óbvio que a base estava muito deprimida com quedas muito fortes nos meses anteriores. Em situação normal, uma alta dessa magnitude seria para se comemorar muito, mas na verdade é uma recuperação bem tímida diante da perda", avaliou o economista da CNI Marcelo Azevedo.
A retomada em maio, de fato, não significou uma recuperação plena na indústria. Na comparação com o mesmo mês do ano passado, o faturamento ainda apresentou uma perda de 17,7%. No acumulado dos cinco primeiros meses do ano, a retração nas vendas do setor foi de 8,1% na comparação com 2019.
O início da recuperação no faturamento refletiu nas horas trabalhadas nas fábricas, que cresceram 6,6% em relação abril, considerando o ajuste sazonal. Com isso, a utilização da capacidade instalada na indústria chegou a 69,6% em maio, alta de 2,6 pontos porcentuais em relação ao mês anterior (67,0%).
Da mesma forma que o faturamento, a evolução desses indicadores em maio ficou aquém do registrado no mesmo mês do ano passado. No caso das horas trabalhadas, ainda houve uma retração de 18,4%, enquanto a utilização da capacidade instalada ficou 8,5 p.p. abaixo dos 78,1% de maio de 2019.
"Ainda é cedo para cravar uma recuperação em forma de V. Imaginamos um V mais aberto. Ainda há incertezas muito grandes. Se pandemia voltar, com passos atrás nas medidas de isolamento social, pode haver um movimento em forma de W no gráfico. Não é o nosso principal cenário, mas não podemos descartar", acrescentou o economista.

Emprego

Apesar dos indicadores de produção esboçarem um começo de recuperação no setor em maio, a indústria continuou demitindo no período, ainda que em um ritmo menor. Os dados da CNI mostram uma retração de 0,8% no emprego na comparação com abril. Em relação a maio de 2019, a queda foi de 4,7%.
"O mercado de trabalho sempre tem certa defasagem, tanto nos bons como nos maus momentos. Os empresários precisam ter mais certeza sobre a tendência da produção antes de tomarem decisões sobre o emprego. Confirmando a recuperação da atividade em junho, isso vai se refletir de uma forma mais forte nas vagas de trabalho", projeta Azevedo.
A massa salarial real na indústria recuou 8,1% em relação a abril e 15,4% na comparação com maio de 2019. A queda no rendimento médio real no setor foi de 6,5% no mês e de 11,3% no comparativo anual.
Azevedo lembra que ambos os indicadores são influenciados pela alta da massa salarial nos meses anteriores causada pelo pagamento de indenizações nas demissões efetuadas. Além disso, há as medidas de redução de jornadas e salários autorizadas pelo governo na pandemia.

Agência Estado e Correio do Povo