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Pelo menos um terço dos bares e restaurantes não voltarão a funcionar, diz presidente da Abrasel-RS
Crise no combate ao novo coronavírus afetou o setor que busca alternativas para o atual momento

Correio do Povo

O setor de bares e restaurantes é um dos mais impactado pela crise, em decorrência das medidas sanitárias aplicadas, no combate ao novo coronavírus. A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes - Seccional RS (Abrasel-RS) tem cerca de 400 associados. Destes, segundo a presidente do Conselho de Administração da entidade, Maria Fernanda Tartoni, mais de 130 estabelecimentos poderão fechar as portas.
O que corresponde a ⅓ dos associados, com base em dados do levantamento feito pela associação. “Alguns estabelecimentos estão com faturamento zero há mais de 40 dias. Mas é uma situação emergencial, porque a priori, há possibilidade de volta ao funcionamento a partir de 31 de maio”, contou.
Alternativas
A solução que a maioria dos empresários do ramo encontra, segundo Maria Fernanda, é operar com tele-entrega e retirada em balcão. Uma forma que é insuficiente para manter o negócio funcionando de forma adequada, conforme Maria.
No seu restaurante, na avenida Nova York, bairro Auxiliadora, em Porto Alegre, a receita obtida com esta operação corresponde apenas 15% do resultado com a abertura normal. “Estamos trabalhando para sobreviver e para chegar ao final. Este ano o que temos em mente é passar por isso da forma mais ilesa possível”, planejou.
Entretanto, segundo a presidente da entidade, há situações ainda piores no segmento. “Restaurantes de shoppings não têm nem essa opção (da tele-entrega ou retirada)”, revelou.
Além da readequação das operações, os estabelecimentos têm realizado manobras, como suspensão de contrato e a adesão à medida provisória (MP) da crise, que são válidas por 60 dias. “E estes dias estão se encaminhando para o final e não temos previsão de retorno para o trabalho”, informou.
Projeções
Há também proprietários de restaurantes utilizando empréstimos para pagamento de algum resquício de salário, além de promover a renegociação com locatários de imóveis e fornecedores que, segundo Maria Fernanda, “seguem na mesma situação que a gente”.
Uma saída pode ser a antecipação da abertura para meados deste mês. “Mas vamos ver a curva de contágio, com fica”, disse. Entretanto, até isso acontecer, a empresária afirmou que ela e muitos de seus colegas de setor estão vivendo um momento introspectivo. “É de se pensar, porque não sabemos como será pela frente”.
O retorno é algo visto com certo ceticismo, até porque não se sabe nada que seja efetivo e o quanto ainda irá demorar, de acordo com Maria Fernanda. “Aqueles que conseguirem voltar, terão que se preparar para um novo consumidor que irá surgir”, acreditou.
Este novo consumidor será mais rigoroso com a higiene e criterioso nas suas escolhas. “Também terá um critério financeiro também. Muitos perderam o poder aquisitivo. Vai ter uma demanda menor de clientes”, estimou. “Não sabemos se vai voltar aos patamares de antes”, concluiu.
Correio do Povo
Negócios não resistem à crise da Covid-19 e colocam em xeque sonhos de empreendedores
Empresas tiveram que fechar as portas de foma temporária ou definitiva em Porto Alegre

Atividades tiveram que ser interrompidas. Foto: Alina Souza
Correio do Povo
Empreender no Brasil já é difícil, mas a crise econômica em decorrência das medidas de combate ao coronavírus acabou determinando o fechamento temporário e a alteração de funcionamento de muitos empreendimentos. Manter um negócio se tornou um desafio.
De acordo com a pesquisa Monitoramento dos Pequenos Negócios na Crise, do Sebrae-RS, feita em abril, 70% dos empreendimentos foram afetados negativamente. Também tiveram 91% de redução no faturamento. E destes, 62% apresentaram uma redução de mais de 50% no faturamento. Em decorrência deste cenário, alguns já não aguentaram e encerraram as atividades de forma definitiva. O cenário, também repleto de incertezas, ainda pode corroborar com fechamentos.
Na rua Professor João de Souza Ribeiro, 1010, no bairro Humaitá, zona Norte de Porto Alegre, havia uma sorveteria. O ex-militar Jonatan Nunes Linhares, 28 anos, no dia 3, teve que executar uma difícil missão: fechar o negócio definitivamente. Há cerca de sete meses, depois de ter deixado as Forças Armadas após oito anos de trabalho temporário, ele e a esposa resolveram abrir o estabelecimento.
“Foi a primeira experiência como empreendedor. A ideia surgiu por um estudo que eu e ela realizamos aqui no bairro Humaitá e percebemos que aqui poderia ter uma sorveteria com buffet de cachorro-quente, o que não existia aqui no bairro”, relembrou.
Mas veio a pandemia do novo coronavírus e, com ela, a exigência de realizar tele-entrega ou retirada no balcão, o que acabou afetando em cheio o desempenho nas vendas e, por consequência, dificultar o custeio de despesas como energia, água e aluguel. “Para não virar uma bola de neve, tomamos a decisão de fechar para não ter um prejuízo muito grande”, ratificou Linhares. No último dia de funcionamento da sorveteria, ele torrou o pequeno estoque com 50% de desconto.
“Crise é bastante violenta”
“A crise é bastante violenta. É muito grave”, afirmou o diretor-superintendente do Sebrae-RS, André Vanoni de Godoy. “Não sabemos quando a situação vai melhorar. Esta crise tem como característica, não poupar ninguém. Há setores que ampliaram seus ganhos, como aqueles que operam por tele-entregas. Mas toda cadeia produtiva é atingida”, apontou.
Para ao menos ter uma renda, Linhares afirma que vai trabalhar justamente com entregas e vai utilizar a moto e a mochila que era usada na sorveteria para isso. “Seguir adiante é complicado, já que minha experiência profissional é militar. Então, acabei ficando com a moto e com a mochila que era do negócio, e me cadastrei em aplicativos de delivery e também fiz contatos com estabelecimentos do bairro para fazer entregas”, contou.
O percentual de 44% de empresas gaúchas que pretendem manter seus negócios é razoável, de acordo com o levantamento do Sebrae-RS, que apontou ainda um índice de 27% de negócios que pretendem buscar um reposicionamento. “É um lado menos dramático, com empresários pensando em reposicionar suas empresas. Estes estão olhando para crise com outro prisma”, acreditou Godoy.
Negócios criativos
Neste ambiente hostil, empresas cujos negócios estão mais atrelados à economia digital e criativa têm mais chances de sobreviver. “Aquelas empresas que estão mais ligadas a negócios tradicionais, a crise fez com que perdessem o contato com seu consumidor. Nós imaginamos que o fluxo de pessoas vá demorar a voltar ao normal”, projetou o especialista. “Airbnb e Uber são digitais, mas por depender de pessoas se tornaram empresas inviabilizadas”, acrescentou Godoy.
O executivo do Sebrae ainda acredita que o momento, por mais desafiador que tenha se apresentado, vai colocar muitos trabalhadores que perderam seus empregos no caminho do empreendedorismo. “Tanto é que a modalidade de abertura de MEI (Microempreendedor individual) teve um crescimento muito expressivo como alternativa à falta de emprego. Não se pode falar mais de emprego tradicional, mas de ocupação. E o emprego não vai voltar a ser como era antigamente”, disse.
Mesmo em meio à crise, Godoy acredita que ideias mais alinhadas ao momento poderão ter uma vantagem adiante. “O fato de começar por necessidade, não quer dizer que ele não possa fazer um bom negócio”, concluiu.
Correio do Povo
Bolsonaro faz reunião com empresários e Toffoli e diz temer "colapso da economia"
Presidente foi ao Supremo para levar a situação do setor industrial diante da crise do novo coronavírus

Agência Estado e Correio do Povo

Enquanto o País bate recordes diários de mortes por coronavírus e Estados temem a superlotação do sistema de saúde, o presidente da República, Jair Bolsonaro, afirmou ter preocupação com o "colapso da economia". "Economia é vida", disse. A declaração foi feita durante reunião que promoveu entre empresários e o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, na sede da Corte.
Representantes da indústria e o ministro da Economia, Paulo Guedes, foram ao Supremo com o presidente para levar a situação do setor industrial diante da crise do novo coronavírus. "Estamos com empresários que representam mais de 30 milhões de empregos no País", disse Bolsonaro, destacando que não adianta ficar em casa e a economia ser "esmagada".
Segundo ele, o grupo do empresariado foi ao STF levar as "aflições" do setor. O presidente defendeu que o combate à covid-19 e a manutenção dos empregos são um desafio de todos os Poderes.
Alguns dias após participar de ato antidemocrático contra o STF e o Congresso Nacional, Bolsonaro falou em união para evitar uma crise econômica no País e agradeceu pela acolhida de Toffoli no início da tarde desta quinta-feira, 7.
"A nossa união, a coragem que nós temos para enfrentar esse problema é que pode evitar que o País mergulhe em uma crise econômica. Economia é vida. E um país onde a economia não anda, a expectativa de vida vai lá para baixo", afirmou Bolsonaro. "Então, a razão da vinda dos empresários é isso, todos nós no mesmo propósito e ideal... Preocupados com a vida, sim, mas a questão do emprego e da economia, isso também é vida", emendou.
Venezuela
O presidente disse, ainda, que teme que a economia brasileira fique como a da Venezuela. "Quando Guedes fala da Venezuela, é em referência à economia venezuelana, porque chega um ponto que fica muito difícil recuperar", disse o presidente.
Novas críticas a governadores
Bolsonaro também voltou a criticar as ações de governadores, que em grande parte defendem e mantém o isolamento social como medida de combate da Covid-19, ao dizer que foram "um pouco longe demais nas medidas restritivas". "Alguns Estados foram um pouco longe nas medidas restritivas e as consequências estão batendo na porta de todos."
Bolsonaro sentou entre o presidente do Supremo Tribunal Federal e Guedes. Também estavam presentes ministros como Walter Braga Netto (Casa Civil) e Fernando Azevedo (Defesa). Um dos filhos do presidente, o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), também estava entre os presentes.
Guedes
Paulo Guedes afirmou que "a economia está começando a colapsar" por causa da pandemia de Covid-19. O ministro disse que Bolsonaro sempre alertou que a segunda onda da pandemia seria o colapso na Economia.
"A indústria passou que está difícil e a economia está começando a colapsar. Ao ouvir relato de empresários, presidente disse para compartilhar com Supremo", afirmou Guedes, que atravessou a pé Praça dos Três Poderes junto com Bolsonaro e empresários para se reunirem com Dias Toffoli.
Guedes citou as medidas tomadas pelo governo, as quais, segundo ele, preservaram mais de 5,5 milhões de empregos com programas criados. Para o ministro, a indústria informou que poderia suportar dois ou três meses os efeitos da pandemia na economia, mas "a informação é que talvez os sinais vitais não sejam preservados por tanto tempo", disse. "Em vez de sairmos como urso hibernado, talvez seja o caso (de) o colapso total."
Guedes informou também que pediria que o presidente vetasse o aumento de salários até dezembro de 2021 previsto como contrapartida para o socorro a Estados e Municípios. "A contribuição que pedimos era não haver aumento do funcionalismo", ressaltou Guedes.
Marco Polo de Mello Lopes, presidente-executivo do Instituto Aço Brasil e coordenador da Coalizão Indústria, lembrou que o setor industrial representa 45% do PIB, 65% das exportações e 30 milhões de empregos diretos e indiretos. "Existe a necessidade de colocarmos a roda para rodar", disse.
Coronavírus - Como recomeçar? As lições para o Brasil dar o próximo passo
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Bolsonaro afirma que vetará reajuste de servidores públicos
Afirmação foi dada após a reunião do presidente com Paulo Guedes, empresários e o presidente do STF, ministro Dias Toffoli

R7 e Correio do Povo

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou, nesta quinta-feira (7), que vetará o trecho do plano de socorro aos estados e municípios que possibilita o reajuste salarial para categorias de servidores públicos em decorrência da pandemia do novo coronavírus.
"Volta para o servidor público, que tem estabilidade e tem um salário. Há pouco, uma proposta do presidente da Câmara [Rodrigo Maia] era de cortar 25% para todo mundo. O Paulo Guedes decidiu que poderia ser menos drástico, apenas que até dezembro do ano que vem não tivesse reajuste. E assim foi acertado", disse Bolsonaro.
O presidente lembrou que o Congresso Nacional, porém, "entendeu que certas categorias poderiam ter reajuste", mas foi categórico em seguida. "O que nós decidimos: eu sigo a cartilha de Paulo Guedes na economia. Não é de maneira cega, não. É de maneira consciente e com razão. Se ele acha que deve ser vetado esse dispositivo, assim será feito. Devemos salvar a economia porque a economia é vida", acrescentou.
"Certas medidas minhas não agradam ao setor de cidades, mas eu sou o chefe do Executivo para tomar decisões. E as decisões eu tomo ouvindo os meus ministros. Nessa área, o Paulo Guedes é o senhor da razão, nós, se essa for a orientação dele, vetaremos esse dispositivo [possibilidade de reajuste do funcionalismo público", defendeu.
Pouco antes de Bolsonaro falar, o ministro da Economia disse que sugeriu o veto. "Tô sugerindo ao presidente que vete, que permita que essa contribuição do funcionalismo seja dada para o bem de todos e da opinião pública brasileira [não dar aumento a eles", relatou ao lado do chefe do Executivo.
As afirmações foram feitas após a reunião entre Bolsonaro, Guedes e empresários com o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Dias Toffoli. O encontro não estava na agenda das autoridades e foi marcado de última hora, após um contato telefônico entre Bolsonaro e Toffoli. O encontro foi transmitido pelas redes sociais do Planalto.
Plano de socorro
O plano de socorro aos estados e municípios foi aprovado nesta quarta-feira (6) pelo Senado Federal. A proposta destina repasses de R$ 60 bilhões e a suspensão de dívidas que elevam o impacto total a R$ 120 bilhões aos entes federativos. O texto segue, agora, para sanção presidencial.
O projeto já havia passado pelo Senado, mas, como sofreu alterações de mérito na Câmara, teve de voltar para o crivo dos senadores. A Câmara blindou mais categorias de servidores públicos do congelamento dos salários previsto no texto. Até policiais legislativos, que não têm atividade ligada ao combate da covid-19, ficaram de fora do congelamento, mostrando a força de pressão da área de segurança junto ao Palácio do Planalto e o Congresso.
O congelamento era contrapartida para a aprovação do socorro de R$ 60 bilhões para estados e municípios enfrentarem a doença e a perda de arrecadação com a paralisação da economia por causa do isolamento social. Pelo texto, o congelamento vai até 31 de dezembro de 2021.
Mas o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), decidiu nesta quarta-feira (6) deixar os professores de fora do grupo de servidores que não poderá ter reajuste salarial até 2021. Alcolumbre voltou a incluir os policiais legislativos entre as categorias sem possibilidade de aumento no período.
Ele também manteve entre as carreiras poupadas do congelamento militares das Forças Armadas, agentes da Polícia Federal e Polícia Rodoviária Federal, guardas municipais, agentes socioeducativos, profissionais de limpeza urbana, de assistência social, além dos profissionais da saúde que atuam no combate à Covid-19.
R7 e Correio do Povo
Pandemia faz desempenho da indústria gaúcha ter queda recorde
Fiergs espera mais recuos antes de retomada lenta e gradual

Correio do Povo
A pandemia causada pelo novo coronavírus afetou a indústria gaúcha mais do que a crise de novembro de 2008 e a greve dos caminhoneiros de 2019. É o que apontam os dados do Índice de Desempenho Industrial (IDI). Elaborado pela Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs), o IDI fechou março com recuo de 10,2%.
A queda foi recorde, de acordo com a Fiergs. Em novembro de 2008, no auge da crise financeira internacional, o IDI havia tombado 9,3%. Em maio de 2018, durante a greve dos caminhoneiros, o índice caiu 8,7%.
As perspectivas de recuperação não são positivas, de acordo com o presidente da Fiergs, Gilberto Petry. A entidade aguarda novos recordes negativos. “Com a demanda muito fraca e com os impactos das restrições em toda sua extensão, a queda deve se intensificar em abril e novos recordes negativos devem ser observados”, comentou.
Para Petry, a recuperação será lenta e gradual. E não apenas a redução de taxa básica de juros poderá ser suficiente – ontem, o Copom reduziu a Selic para 3,00%: “Os juros baixos podem auxiliar na disponibilidade de crédito a custos mais acessíveis. Porém, somente a retomada gradual da atividade poderá evitar um agravamento da crise econômica”.
Conforme a Fiergs, entre os componentes do IDI, dois mostraram patamares de recuo sem precedentes: as horas trabalhadas na produção (-13%) e a utilização da capacidade instalada-UCI (-7,9 pontos percentuais), que chegou 74,4% em março, atingindo o piso da série, iniciada em janeiro de 2003. O faturamento real (-7,3%) e as compras industriais (-7,9%) também registraram baixas expressivas.
Como consequência, o emprego acabou afetado (-1,9%), no que foi a a segunda maior queda desde janeiro de 2003. Apenas a massa salarial real (2,1%) cresceu, mas por conta do pagamento de participação em lucros.
Até o início da pandemiam o IDI vinha registrando alta. No entanto, com a queda de março, o IDI fechou o primeiro trimestre com retração de 3,3% ante os primeiros três meses do ano passado.
Menos venda de carros e mais consumo de alimentos
O recuo da atividade industrial no primeiro trimestre ocorreu na maioria das atividades analisadas pela Fiergs, com variação negativa em 10 das 17 abrangidas pela pesquisa. Máquinas e equipamentos (-10,7%) e Veículos automotores (-4,1%) foram os setores com os maiores impactos negativos para o resultado.
Em sentido contrário, Alimentos (5,1%), Produtos de metal (3,5%), Borracha e plásticos (2,5%) e Bebidas (1,5%) trouxeram as maiores contribuições positivas.
Correio do Povo
Socorro da União ao RS é insuficiente para cobrir perdas
Cobertura para queda na arrecadação do ICMS será de 22,7%

Correio do Povo

A parcela que caberá ao RS do auxílio emergencial da União aos estados equivale a 22,7% da arrecadação do ICMS do período. O RS ficará com R$ 1,9 bilhão dos R$ 30,1 bilhões de uso livre a serem destinados aos estados em quatro parcelas mensais a partir deste mês de maio. As projeções foram apresentadas nesta quinta-feira pela Secretaria da Fazenda estadual (Sefaz), em versão atualizada do documento "Pandemia Global – Medidas Econômicas e Fiscais”, após o projeto do auxílio emergencial ter passado novamente pelo Senado na quarta-feira e agora ir a sanção presidencial. As estimativas da Fazenda tomam por base os números de abril a julho de 2019, quando o Estado arrecadou R$ 11,4 bilhões em ICMS (R$ 8,5 bilhões líquidos).
Pelas tabelas elaboradas pela Sefaz, o RS está entre os estados para os quais o auxílio representa um dos menores percentuais da arrecadação do imposto no período: só ganha de Santa Catarina e Minas Gerais (o último da lista). Na outra ponta, Amapá (estado do presidente do Senado e relator da proposta, Davi Alcolumbre), Acre e Roraima são os estados onde o auxílio corresponde aos maiores percentuais da arrecadação: 73%, 54% e 50%, respectivamente.
Nacionalmente, os R$ 30,1 bilhões representam 24,4% da fatia que ficou com os estados do ICMS arrecadado entre abril e julho de 2019. Conforme o levantamento, há “enorme desproporção entre o auxílio fixo em R$ e o ICMS de cada Estado. Estados do Sul e Sudeste, cuja principal fonte de receita é o ICMS, são contemplados com as menores coberturas.”
Na prática, contudo, o percentual tende a representar mais do total arrecadado com o imposto, mesmo que isso não signifique qualquer melhora de cenário, pelo contrário. Porque o Estado já teve perda de ICMS em abril, e estima queda ainda maior para maio. Em abril, o Estado teve uma arrecadação efetiva de ICMS de R$ 2,6 bilhões, queda nominal de R$ 560 milhões (17,7%) sobre o planejado pré-crise, e de 12,9% na comparação com abril de 2019. Para maio, a estimativa é de queda de R$ 911 milhões (nominal de -31,1% sobre o planejado pré-crise e de -29% na comparação com abril de 2019).
A Fazenda já projetou 12 diferentes cenários para os próximos meses de crise. Eles trazem quedas de 20%, 25%, 30% ou 35% na arrecadação de ICMS, combinadas com estimativas para três, quatro e cinco meses. Em valores, apontam perdas que, já descontadas as fatias dos municípios, oscilam de R$ 1,4 bilhão a R$ 3,2 bilhões.
Pandemia faz desempenho da indústria gaúcha ter queda recorde
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