Com alta nas contas de luz, inflação de julho é de 0,19%

por Diego Garcia

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IPCA divulgado pelo IBGE nesta quinta (8) mostra variação de 2,42% em 2019

Julho registrou inflação de 0,19%, a menor variação para o mês em cinco anos, divulgou nesta quinta-feira (8) o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) em sua pesquisa de IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo).

A alta ficou abaixo das projeções dos economistas ouvidos pela agência de notícias Bloomberg, que previam inflação de 0,24% no mês, em mais uma indicação da dificuldade de recuperação da economia brasileira.

O destaque ficou no item habitação, com o aumento nas contas de luz. "O item energia elétrica foi o destaque no grupo habitação, com as contas de luz ficando em média 4,48% mais caras para o consumidor", afirmou o IBGE em nota.

O analista Edson Baccaro, da 4E Consultoria, analisou a influência da energia elétrica no IPCA de julho.

"A partir de diferentes cenários hipotéticos, com alguma margem de erro, estimamos que o IPCA apresentaria estabilidade ou ligeira deflação apenas num cenário que não houvesse qualquer alteração nos preços de energia entre junho e julho. Nos demais cenários, mantendo a bandeira tarifárias entre junho e julho, ou mantendo as tarif as das concessionárias e impostos intactos, em ambos os casos ainda teríamos alguma variação positiva do índice geral", afirmou.

Ele conclui, por outro lado, que o fator foi determinante para a inflaçãode julho. "Não há dúvidas, no entanto, que para o mês de julho a variação dos preços de energia elétrica conduziram o resultado do índice geral", analisou.

Julia Passabom, economista do Itaú que olha para os indicadores de inflação, avaliou que a energia elétrica deve continuar fazendo a diferença para os números de agosto.

"Nesse mês teremos uma bandeira tarifária vermelha patamar 1, então esse pensamento vale para agosto. Na próxima leitura (do IPCA), a projeção é 0,18 por enquanto, a expectativa é que seja de 0,20%, e, desse total, 0,16% seria dessa bandeira vermelha 1 já anunciada", analisou Julia Passabom.

"A gente teve em junho algo atípico, que foi uma bandeira verde. Tivemos uma inflação baixa em junho, quase zerada, e nessa volta a julho voltamos para a bandeira amarela, que em si representa 0,10 pontos percentuais da inflação de julho", explicou a economista. "Também tivemos reajustes de distribuidoras de energias, o mais notável em São Paulo", continuou.

De acordo com a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), a bandeira tarifária verde é sem custos para os consumidores. A amarela, por sua vez, tem custo de R$ 1,50 para cada 100 quilowatts-hora consumidor. Já a vermelha patamar 1 apresenta custo de R$ 4 para cada 100 quilowatts-hora consumidos.

São Paulo, no caso, teve alta de 7,59% nas contas de luz da região metropolitana, por exemplo. Curitiba apresentou reajuste de 3,18% e em Porto Alegre a energia ficou 3,36% mais cara. Já em Rio Branco, a conta ficou 0,40% mais barata.

A atividade econômica do Brasil iniciou o segundo trimestre com recuo em abril depois de terminar os três primeiros meses do ano com contração, pressionada principalmente pelas vendas varejistas e ratificando as preocupações com o crescimento, segundo o Banco CentralAvener Prado - 09.set.2015/Folhapress

Mesmo com a forte alta nessa despesa das famílias, o IPCA de julho foi o mais baixo para o mês desde 2014, quando a inflação ficou praticamente estável, em 0,01%. Em julho do ano passado, o IPCA foi de 0,33%.

Considerados os principais grupos, o maior peso para a alta da inflação foi do grupo habitação. Os demais tiveram impacto praticamente nulo.

Além da conta de luz, outro impacto positivo para a inflação no segmento habitação, que subiu 1,20% em julho, foi a alta em taxa de água e esgoto de 0,73%. Porto Alegre, por exemplo, reajustou suas tarifas em 7,69%, enquanto Recife chegou a 6%.

Já o segmento alimentação e bebidas ficou praticamente estável, variando 0,01% entre junho e julho. Altas em cebola (20,7%), frutas (2,51%) e carnes (1,10%) foram amenizadas por quedas em tomate (-11,28%), feijão carioca (-8,86%), hortaliças (-4,98%, menos 0,01 p.p.) e batata-inglesa (-3,68%).

Esse grupo tem tradicionalmente um peso grande na inflação, porque representa uma parcela importante do consumo das famílias. Com a estabilidade, ajuda a manter a inflação controlada.

Em outro sinal de que consumidores andam com pouca capacidade de consumo, houve deflação nos segmentos de vestuários (-0,52%), saúde e cuidados pessoais (-0,20%) e transportes (-0,17%).

Já nos grupos que apresentaram variação positiva, destacam-se excursão (4,43%) e empregado doméstico (0,24%), ambos no item despesas pessoais. Telefone apresentou alta de 1,46%, reflexo do reajuste de 10% no plano de uma operadora, deixando o grupo de comunicação com 0,57% em julho.

No ano, a variação é de 2,42%, e no acumulado em 12 meses, a inflação está em 3,22%, abaixo da meta estabelecida pelo Banco Central, que é de 4,25%, mas ainda dentro da margem de tolerância.

Na semana passada, o BC promoveu o primeiro corte na taxa Selic, para 6%, em uma tentativa de estimular a economia brasileira, que ainda patina. A redução da taxa foi mais agressiva que o 0,25 ponto percentual esperado.

Com mais um indicador de desaceleração da inflação, a expectativa do mercado financeiro agora é que outros cortes sejam feitos até o final do ano.

Fonte: Folha Online - 08/08/2019 e SOS Consumidor


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MAIS CIDADE, MENOS VIOLÊNCIA!

(Sergio Magalhães, urbanista – O Globo, 03) Uma das mais impressionantes realizações do povo brasileiro é a produção de moradia urbana. Se o crescimento demográfico do país foi gigantesco, o crescimento do número de moradias foi ainda maior.
A partir de meados do século XX, o Brasil multiplicou sua população urbana em 15 vezes, único no mundo segundo importantes estudiosos. Já o número de moradias multiplicou-se 30 vezes. Mas, dos 70 milhões de unidades, quatro quintos foram produzidos sem financiamento.
Sem financiamento, o povo constrói suas casas com muito sacrifício e parcos recursos. (Você já imaginou o que implica erguer a casa sem financiamento, sem herança e sem acertar na loteria?) Por óbvio, a família não pode produzir as infraestruturas sanitárias, elétricas, de mobilidade e os serviços públicos, ação que é própria do coletivo e dos governos — que tampouco os produziram. Logo, em grandes parcelas urbanas, tem-se moradia, mas não se tem cidade.
Ainda assim, consolidou-se no país um extraordinário sistema urbano onde se incluem 20 metrópoles e duas megacidades.
Porém, ainda que a população não venha a crescer, como se prevê, o Brasil construirá mais 40 milhões de moradias nesta geração. Na regularidade, se houver financiamento; na precariedade se ele não existir.
É neste contexto que manter recursos do FGTS dedicados à moradia, como anunciou o governo, é muito importante. O Fundo é fonte essencial de financiamento — ainda que não deva ser o único. Mas como? Insistindo na construção de conjuntos residenciais do tipo Minha Casa Minha Vida (MCMV)? Insistindo em modelo falido desde os tempos do BNH? É hora de rever este caminho.
Nos últimos dez anos, em que foi priorizada a construção de moradias via grandes conjuntos residenciais, tipo MCMV, o déficit habitacional se manteve, e as famílias continuaram construindo somente às suas custas. Porque pouco se investiu em urbanização, bairros populares continuam sem infraestrutura e sem serviço —e sem Estado.
Como habitação é casa + cidade, uma política habitacional que reconheça a realidade brasileira precisa contemplar um tripé programático:
1) produzir moradias;
2) urbanizar as áreas onde o povo construiu e não tem redes e serviços;
3) melhorar as moradias existentes, tirando-as da insalubridade e da precariedade.
A urbanização é tarefa em que o país já teve boa experiência. Os resultados são imediatos em saúde pública, em qualidade de vida e em redução da violência.
Já o crédito para a família melhorar a casa e deixar a insalubridade exige um choque na burocracia financeira. Mas temos bons exemplos com excelentes resultados e lei que dá base para um trabalho conjunto de assistência técnica.
Estas duas últimas modalidades que compõem o tripé são enorme estímulo à indústria de materiais de construção e à mão de obra, reduzindo o desemprego.
Ademais, se as famílias dispuserem de crédito fácil e barato, como as empreiteiras dos grandes conjuntos residenciais do MCMV dispuseram, imaginem!, poderão construir ou comprar moradia na regularidade, onde lhes for mais conveniente. Teremos cidades mais equilibradas, investimentos distribuídos — mais emprego, desenvolvimento econômico e social. Urbanizar bairros populares e financiar a moradia é mais cidade, mais Estado, menos violência.


Ex-Blog do Cesar Maia


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