Defesa Civil Nacional reconhece calamidade pública em Brumadinho | Clic Noticias

Decisão foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União
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Defesa Civil Nacional reconhece calamidade pública em Brumadinho | Foto: Presidência da República / Divulgação / CP
A Defesa Civil Nacional, ligada ao Ministério do Desenvolvimento Regional, reconheceu o estado de calamidade pública em Brumadinho, na região metropolitana de Belo Horizonte (MG). A decisão foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União.
O reconhecimento sumário da situação de calamidade ocorre em casos de eventos anormais, de grande intensidade e impacto, que causam danos e prejuízos e afetam a capacidade de socorro e de assistência local da população. O ministério instalou em Brumadinho um posto de operações para órgãos federais.
Conforme nota da pasta, “o monitoramento da região, das situações climáticas e dos serviços essenciais está sendo realizado 24h por equipe s do Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres (Cenad), que enviam constantemente alertas e informações ao Centro de Comandado criado pela Defesa Civil municipal”.
Doações
O Governo do Estado de Minas Gerais informou que neste momento “não é necessário realizar campanhas de arrecadação de donativos e água para as vítimas atingidas pelo rompimento de uma barragem no município de Brumadinho, região metropolitana da capital mineira”. Conforme informação repassada à imprensa, “agora, a prioridade é resgatar vítimas e evitar novos danos ou ocorrências na região.
Agência Brasil e Correio do Povo

Raquel Dodge cria força-tarefa para investigar tragédia de Brumadinho | Clic Noticias

Equipe deverá conduzir as investigações e manter interlocução com outros órgãos
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Procuradora defendeu mudar os protocolos que atestam a segurança das barragens de rejeitos de mineração | Foto: Douglas Magno / AFP / CP
A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, determinou neste sábado a criação de uma força-tarefa para apurar as responsabilidades da tragédia de Brumadinho (MG). A formalização da força-tarefa será feita após os procuradores naturais do caso indicarem à procuradoria os nomes dos membros. A equipe deverá conduzir as investigações e manter interlocução com outros órgãos como, a Procuradoria-Geral de Justiça de Minas Gerais e Defensoria Pública da União.
Raquel Dodge passou boa parte deste sábado em Brumadinho, onde teve reuniões outras autoridades e encontrou familiares das vítimas. Em entrevista coletiva, a procuradora defendeu mudar os protocolos que atestam a segurança das barragens de rejeitos de mineração. “Minas Gerais tem quase 700 barragens que estão classificadas em razão do risco de rompimento e é preciso garantir que esse risco seja realmente baixo e que essas informações sejam confiáveis”, afirmou.
INSS
O secretário especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Rogério Marinho, usou o Twitter para informar que o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) vai trabalhar para ajudar as vítimas do desastre. “O INSS vai se estruturar para atender as vítimas do desastre de Brumadinho atendendo a determinação do presidente já na terça-feira”, escreveu o secretário especial sem detalhar as ações.
Neste sábado, o presidente Jair Bolsonaro visitou a região do município mineiro que foi atingida lama de resíduos decorrente de rompimento da barragem. Em conversa com o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, Bolsonaro prometeu ajuda do governo federal ao Estado para minimizar os danos e socorrer as famílias.
comitê de crise do Planalto criado para tratar da tragédia se reúne no início da noite de sábado. A expectativa é que o grupo discuta a operacionalização de medidas prometidas ao governo mineiro para atender as famílias atingidas, como liberação de recursos do FGTS e do Bolsa Família.
O governo já reconheceu formalmente o estado de calamidade pública do município, o que facilita o repasse e mobilização de recursos para dar continuidade e celeridade aos trabalhos de resgate na região.
Estadão Conteúdo e Correio do Povo
Com mais de 30 mortos, tragédia de Brumadinho supera Mariana
Brumadinho: Ministro da AGU diz que Vale é responsável

    Justiça de MG bloqueia mais R$ 5 bilhões da Vale para despesas ambientais | Clic Noticias

    Objetivo é que os reparos não se arrastem em processos longos
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    Justiça de MG bloqueia mais R$ 5 bilhões da Vale para despesas ambientais | Foto: sac Nobrega / Brazilian Presidency / AFP / CP
    Após bloquear R$ 1 bilhão da Vale em uma liminar atendendo a um pedido da Advocacia-Geral de Minas, a Justiça de Minas Gerais bloqueou neste sábado mais R$ 5 bilhões da empresa para despesas ambientais, após uma ação cautelar protocolada pelo Ministério Público Estadual. Mais cedo, em coletiva no Aeroporto de Confins, o procurador-geral do MP-MG Antônio Sérgio Tonet já havia falado sobre a ação cautelar.
    “O Ministério Público de Minas Gerais entrou com uma cautelar na comarca de Brumadinho com o valor de R$ 5 bilhões”, afirmou ele. Tonet também disse que o trabalho da Justiça está apenas começando. “Independentemente deste trabalho que agora é coercitivo, nós vamos buscar a responsabilização integral e vamos cobrar da empresa, não só em juízo, mas vamos tentar buscar administrativamente”, esclareceu o procurador.
    O objetivo do Ministério Público é que os reparos não se arrastem em processos longos na Justiça, garantindo que as vítimas e pessoas lesadas pelo acontecimento sejam indenizadas o mais rápido possível. Além disso, Tonet também falou que, antes mesmo da tragédia, o MP já investigava a barragem da Mina do Córrego do Feijão, mesmo ela não estando na lista das 50 barragens sob risco. “O Ministério Público instaurou um processo específico para investigar aquela barragem e cobrou da Vale informações e laudos para atestar a segurança para a população e a natureza”, revelou.
    A Vale apresentou ao final de novembro de 2018 uma petição atestando a segurança da barragem, com laudos e uma perícia de uma empresa externa. Mas para Tonet, isso merece mais investigação, já que a estrutura cedeu. “Nós vamos buscar também junto a Polícia Civil uma responsabilidade criminal em que vamos provar que alguém errou, e já temos essa prova que vamos compartilhar”, pontuou. “E se houver os pressupostos que justificam uma prisão cautelar, não tenho dúvida que nós vamos pedir”, concluiu.
    Estadão Conteúdo e Correio do Povo
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      Procuradora defendeu mudar os protocolos que atestam a segurança das barragens de rejeitos de mineração - Crédito: Douglas Magno / AFP / CP

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          Defesa Civil Nacional reconhece calamidade pública em Brumadinho - Crédito: Presidência da República / Divulgação / CP

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                                              Vale pediu, e conseguiu, autorização para ampliar em 70% exploração na área de barragem rompida | Clic Noticias

                                              Comitê da Secretaria de Meio Ambiente de Minas aprovou empreendimento em dezembro de 2018. Produção chegaria a 17 milhões de toneladas de ferro por ano
                                              Victor Vieira e Marco Antônio Carvalho, O Estado de S.Paulo

                                              SÃO PAULO – A área da barragem que rompeu nesta sexta-feira, 25, em Brumadinho, estava prestes a ver uma intensificação na atividade de exploração mineral de ferro. A Vale pediu e o Conselho Estadual de Política Ambiental (Copam), da Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Minas (Semad), aprovou em 11 de dezembro do ano passado a licença para que a empresa ampliasse a capacidade produtiva da Mina de Jangada e da Mina Córrego do Feijão, estruturas vizinhas, das atuais 10,6 milhões de toneladas por ano para 17 milhões de toneladas por ano.
                                              Tragédia em Minas GeraisBombeiros buscam vítimas após rompimento de lama Foto: Washington Alves/Reuters
                                              A votação no Copam só teve um voto contrário entre os nove conselheiros que decidiram a questão. Mas ambientalistas apontam uma série de problemas na análise do projeto, como a falta de um mapeamento detalhado dos impactos do novo empreendimento, principalmente na bacia hidrográfica do Paraopeba, cujas águas complementam o abastecimento da capital Belo Horizonte, além de cerca de 50 cidades da região metropolitana e do entorno.  A tramitação do pedido se beneficiou ainda de uma mudança em uma deliberação normativa que reduziu as exigências para intervenções de grande potencial poluidor e degradante.
                                              O único voto contrário à aprovação partiu da ambientalista Maria Teresa Corujo, a Teca. Segundo ela, a análise do pedido de ampliação das atividades na mina da Vale foi feito às pressas. “Não foi apresentado um balanço hídrico completo, de quais seriam os reais impactos nas águas do local e do entorno”, disse ao Estado. “Aquela área já precisa muitas vezes de caminhão-pipa para ser abastecida.” Falta no Estado, disse Teca, esforço maior para aprovar legislação mais rigorosa para segurança de barragens. “Desde o ano passado, temos cobrado na Assembleia Legislativa a aprovação do projeto de lei de segurança de barragens”, afirmou.
                                              De acordo com o parecer da Superintendência de Projetos Prioritários (Suppri), da Semad, a Vale buscava licença para expansão das minas desde 4 de agosto de 2015, quando formalizou processo administrativo com essa intenção. As minas fazem parte do complexo Paraopeba da Vale. No caso da Jangada, a exploração ocorre desde 1974, sendo que em 2007 as operações foram assumidas pela Vale após arrendamento da MBR (Minerações Brasileiras Reunidas).
                                              Já a Mina Córrego do Feijão iniciou suas atividades em 1956 por meio da Companhia de Mineração Ferro e Carvão; desde 2003, a operação é feita pela Vale. De acordo com a Suppri, essa mina emprega 613 pessoas de forma direta em três turnos, 24 horas por dia, sete dias por semana. O direito de lavra concedido pelo então Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) engloba uma área de 660 hectares.
                                              Narra o relatório que uma área de influência direta é o povoado de Córrego do Feijão, situado a 14 quilômetros do centro de Brumadinho. A origem do povoado, hoje conhecido como Vila Ferteco, remonta a 1920 com a instalação da Ferteco Mineração. A Superintendência diz que a Vale desenvolvia ações sociais voltando à conscientização ambiental no local.
                                              O geógrafo Klemens Laschefski acompanhou o trâmite do processo no Copam para assessorar famílias da região que faziam reivindicações por mais segurança. Para ele, houve negligência na análise. “O projeto entrou (no Copam) como classe 6, de alto risco e que necessita de um processo de licenciamento profundo, e assim foi tratado até novembro. De repente, virou classe 4, com um licenciamento simplificado, sem estudos necessários para se mensurar as exatas consequências da intervenção”, explicou.
                                              Para ele, ao analisar dessa forma licenciamentos ambientais, os órgãos públicos agem como “motoristas bêbados”. “Eles apostam na sorte. Aprovam licenças com muitas condicionantes (correções a serem feitas ao longo da execução do projeto), mas não há fiscalização nem exigência de cumprimento antes de se passar para a próxima etapa. Os órgãos apostam nas promessas das empresas, que não têm compromisso formal nenhum de cumprimento.”
                                              Ata mostrou voto contrário de conselheira: ‘Irresponsabilidade e insanidade’
                                              A ata da 37ª reunião do conselho mostra a justificativa para o voto contrário de Teca ao projeto de expansão da Vale. “São muito graves todo o rito processual, todos os impactos e o que isso vai significar para essa região. É muito violento continuar testemunhando essa situação de irresponsabilidade, de insanidade em decisões ambientais. Eu quero registrar novamente que esteja tudo transcrito na ata, porque é um instrumento muito importante para alguma coisa no futuro”, disse no encontro em que acabou vencida.
                                              Para a professora Andréa Zhouri, do Grupo de Estudos em Temáticas Ambientais da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), esse tipo de procedimento demonstra uma “mentalidade absolutamente associada à mineração”, associada “de uma forma irracional, sem o devido cuidado atenção à segurança da população e ao meio ambiente”. “O Estado se exime do controle, deixando a tarefa para as empresas, para que elas se automonitorem. Isso é um escândalo”, disse.
                                              Estado questionou a Semad sobre o assunto. A pasta se resumiu a dizer que a licença autorizou o descomissionamento da barragem, ou seja, a retirada do material depositado e posterior recuperação ambiental da área. A secretaria disse ainda que a competência para fiscalização de barragens é da Agência Nacional de Mineração (ANM).
                                              “De acordo com dados do último relatório de barragens divulgado pela Feam (Fundação Estadual do Meio Ambiente) , o Estado tem cadastrado, em seu Banco de Declarações Ambientais (BDA), 688 barragens. Destas, 677 delas têm estabilidade garantida pelo auditor, quatro possuem condição em que o auditor não concluiu sobre a estabilidade, sete possuem estabilidade não garantida pelo auditor. A quantidade de barragens com estabilidade garantida aumentou de 96,7% em 2017 para 98,4% em 2018”, acrescentou a pasta.
                                              A reportagem questionou o governo do Estado e a Vale sobre o assunto, mas não obteve resposta.
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                                              Varejistas adotam infraestrutura de nuvem para aumentar a eficiência operacional | Clic Noticias



                                              A Nutanix, empresa de computação em nuvem empresarial, realizou a pesquisa Enterprise Cloud Index Report para o Varejo, com resultados dos planos dos varejistas do mundo inteiro para adoção de nuvens privadas, híbridas e públicas. O relatório revelou que as cargas de trabalho corporativas estão migrando rapidamente da infraestrutura tradicional de data center para a nuvem. O uso da primeira deverá cair dos atuais 41% para apenas 18% nos próximos dois anos. O varejo tem o segundo maior índice de implantações de nuvem híbrida, representando 21% entre todas as indústrias. Dessa fatia, 93% das empresas indicam a nuvem híbrida como o modelo ideal de TI, superando a média global para outros setores.
                                              O consumidor moderno deseja uma experiência de compra perfeita e omnichannel, ou seja, em todos os canais disponíveis e integrados entre si, seja na loja física, online, dispositivos móveis, aplicativos ou até mesmo via smart TV. Além disso, os varejistas precisam coletar, analisar e manter os dados seguros. Essa pressão para se manter à frente das expectativas do cliente exige que as redes varejistas adotem práticas inovadoras de TI imediatamente.
                                              O relatório da Nutanix também aponta que os varejistas controlam melhor o gasto com nuvem. A sazonalidade e as explosões de tráfego impactam as necessidades de carga de trabalho ao longo do ano. Dessa forma, eles ganham experiência para flexibilizar essas cargas na nuvem pública de acordo com a demanda. Cerca de 69% das empresas de varejo disseram que seus gastos com nuvem pública estavam abaixo ou dentro do orçamento e apenas 29% relataram estar acima do orçamento, em comparação a 35% das empresas globais de outros setores. Atualmente, 15% da nuvem pública é utilizada pelo varejo, comparada a uma média global de 12%, e esse número deve aumentar para 22% nos próximos dois anos. No entanto, com 93% dos varejistas apostando na nuvem híbrida, esse cenário ainda pode mudar.
                                              A perspectiva de adoção da nuvem híbrida em todos os setores reflete um cenário cada vez mais automatizado e flexível o suficiente para que as empresas tenham a opção de comprar, construir ou alugar recursos de infraestrutura de TI com base nos requisitos de seus aplicativos. Para os varejistas, a flexibilidade de escolher a nuvem certa para cada aplicativo é considerada o principal benefício da implantação da nuvem híbrida (18%) seguida de perto usando a nuvem “on the fly” ou sob demanda para suportar períodos de alto tráfego. E justamente devido a essa sazonalidade dos negócios e à variação das necessidades de consumo de TI e de rede ao longo do ano, os varejistas reconhecem a necessidade de manter a TI flexível.
                                              Entre os maiores desafios, mais da metade dos entrevistados afirmam que segurança, conformidade, gerenciamento e o custo total de propriedade (TCO) são fatores decisivos, enquanto no varejo o critério principal é o custo. E, embora 88% dos entrevistados globais esperem que a nuvem híbrida tenha um impacto positivo em seus negócios, 30% dos varejistas acreditam que os recursos dessa plataforma ainda são insuficientes, principalmente no que diz respeito à inteligência artificial (AI) e machine learning.
                                              “Os varejistas têm consciência de como a estratégia e a execução de TI impactam diretamente na experiência do cliente e o resultado final. O aumento da adoção e o crescimento da nuvem híbrida no varejo mostram que os profissionais do setor entendem que o híbrido é a melhor solução para acompanhar as demandas do cliente, mantendo flexibilidade, segurança e controle de custos”, afirmou Chris Kozup, vice-presidente sênior de Marketing global da Nutanix.
                                              Fonte: Mercado e Consumo
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