Preparativos de evento complicam o trânsito no centro de Porto Alegre

Motoristas precisaram ter paciência para chegar às proximidades da Usina do Gasômetro

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Trânsito ficou caótico no Centro de Porto Alegre durante o feriado de Finados | Foto: Mauro Schaefer

O trânsito ficou caótico no Centro de Porto Alegre durante o feriado de Finados. Isto porque, desde às 7h de, a avenida Mauá, uma das principais vias de acesso à região Central, foi bloqueada na esquina com a rua General Bento Martins, onde foi direcionado um desvio. A mudança no trecho ocorreu por conta dos preparativos para o evento Heineken F1 Experience, que será realizado no entorno da Orla Moacyr Scliar no próximo sábado, 10 de novembro. Como a sexta-feira foi ensolarada, muitos motoristas precisaram ter paciência para chegar às proximidades da Usina do Gasômetro. A EPTC instalou placas ao longo da Mauá e das demais vias que terão bloqueios para orientar os motoristas.

Neste ponto, o desvio é realizado pela General Bento Martins, rua Washington Luiz, avenida Augusto de Carvalho. O bloqueio será desfeito às 23h59min de domingo e voltará a ocorrer no dia do evento. Também encontra-se bloqueada, para a montagem do evento, a rua Padre Tomé com a rua Siqueira Campos, e a avenida Presidente João Goulart no sentido Centro/Bairro a partir da praça Brigadeiro Sampaio até a rótula João Belchior Marques Goulart. A partir deste ponto, a Edvaldo Pereira Paiva está bloqueada em ambos os sentidos até a Rótula das Cuias e permanecerá assim até o dia 13.

De acordo com o gerente de Fiscalização de Trânsito da EPTC, Paulo Ramires, as equipes trabalharam “intensamente para buscar a melhor alternativa e poder sinalizar os desvios”. Segundo ele, o fluxo se intensificou à tarde, quando muitas pessoas estavam se deslocando para a Orla. “Começamos justamente no feriado, aproveitando que muita gente foi viajar. As mudanças mais significativas serão feitas a partir de segunda-feira”, ressaltou.

A partir de segunda-feira os veículos que circularem no sentido Centro/Bairro da Mauá poderão acessar a Presidente João Goulart no contrafluxo, orientados por agentes da EPTC. Também haverá bloqueio na avenida Edvaldo Pereira Paiva com a Rótula das Cuias e o fluxo no sentido Bairro/Centro será desviado pela avenida Augusto de Carvalho, Loureiro da Silva, Vasco Alves, Washington Luiz, General Salustiano, Andradas e General Canabarro. Quem trafegar pela Loureiro da Silva no sentido Bairro/Centro encontrará bloqueio nas proximidades da rua General Vasco Alves e também precisará desviar pela Washington Luiz.

Aos usuários do transporte coletivo a EPTC informou que as três paradas da Loureiro da Silva no sentido bairro, localizadas no Gasômetro, na Câmara dos Vereadores e na Receita Federal, ficam desativadas até domingo devido ao desvio realizado pela Bento Martins. A parada do Colégio Parobé estará funcionando normalmente.


Correio do Povo

Haddad teve pior desempenho que Dilma em 70% das cidades brasileiras

Haddad e Dilma durante a campanha. (Foto: Ricardo Stuckert/Fotos Públicas)

2 de novembro de 2018 Brasil, Capa – Caderno 1, Notícias, Política

O desempenho do PT na disputa pela Presidência da República em 2018 foi pior em 69% das cidades do País. Fernando Hadadd, o candidato escolhido pelo partido para 2018, conquistou uma fatia menor de votos do que a ex-presidente Dilma Rousseff em 2014 em 3.828 dos 5.570 municípios do País, segundo dados do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

O cenário foi pior para o partido nos grandes centros. Haddad teve uma fatia menor de votos que Dilma em quase todos os municípios com mais de 500 mil habitantes. As exceções foram São Paulo e Salvador. Junto com Florianópolis, elas foram as três únicas capitais em que o petista conseguiu avançar em relação a 4 anos atrás.

Além dessas cidades, Haddad obteve desempenho melhor que Dilma majoritariamente em municípios menores. Das 1.742 cidades em que o petista teve uma fatia maior dos votos que a ex-presidente, 1.716 têm até 100 mil habitantes.

Para o cientista político e professor da Universidade Metodista Kleber Carrilo, o recuo nas grandes cidades e o avanço nas pequenas está ligado a um maior poder de influência do PT sobre lideranças locais, que é mais forte em municípios menores.

“A influência sobre políticos, como prefeitos e vereadores, é maior nas pequenas cidades. Nos grandes centros, o poder das redes sociais é maior”, diz.

Queda em todos os municípios do RJ

No Rio de Janeiro, um dos 4 redutos do PT que foram conquistados por Bolsonaro nesta eleição, Haddad obteve uma votação pior que Dilma em todos os 92 municípios. E, em parte dos casos, o recuo foi expressivo: dos 15 municípios com maior queda em 2018, 14 são fluminenses. Dos 50, são 19.

O recorde negativo é de Belford Roxo, cidade de 509 mil habitantes onde Haddad teve 31% dos votos válidos – 44 pontos percentuais a menos que os 75% de Dilma em 2014. O município é seguido por outros da Baixada Fluminense, como Queimados e Japeri.

Para Carrillo, a escolha dos eleitores do Rio de Janeiro foi guiada pela segurança pública e pelo pensamento de que a esquerda não sabe lidar com o assunto. Queimados e Japeri estão entre os 10 municípios mais violentos do País, segundo o Atlas da Violência.

“Os fluminenses acham, desde o governo Brizola [do PDT, que governou o Estado de 1983 a 1987 e de 1991 a 1994], que a esquerda é incapaz de resolver questões de segurança. Isso foi refletido também na vitória de Wilson Witzel [do PSC] ao governo”, diz.

Além de Rio de Janeiro, os municípios com maiores quedas pertencem aos Estados de Santa Catarina (11 dos 50) e Minas Gerais (9) e Rio Grande do Sul (7).

Em Santa Catarina, o que pesou contra Haddad foi a ligação histórica do eleitorado a valores mais conservadores, que foram explorados pelo PSL, avalia o professor. O governador eleito do Estado, Comandante Moisés, é do partido de Bolsonaro.

Já em Minas, a rejeição ao governador Fernando Pimentel (PT), que sequer chegou ao segundo turno, prejudicou a candidatura do PT à Presidência. “Os mineiros estão desiludidos com o qual governador e por isso foi um palanque ruim para Haddad no Estado”, diz.

No Rio Grande do Sul, o candidato do PT ao governo, Miguel Rossetto, também não chegou ao segundo turno. A vitória foi de Eduardo Leite, do PSDB, adversário histórico do partido.


O Sul

Justiça do RS determina apreensão dos passaportes de Ronaldinho Gaúcho e do irmão dele

Eles foram condenados em 2015 por construção ilegal na orla do rio Guaíba, em Porto Alegre.

Bolsonaro desautoriza informações sobre recriação da CPMF

Reportagem do jornal O Globo informa que novo governo planeja trocar contribuição patronal ao INSS sobre salários dos funcionários por novo tributo

Por Redação

Paulo Guedes será o futuro ministro da Fazenda de Bolsonaro (@jairbolsonaro/Twitter)

O presidente eleito Jair Bolsonaro desautorizou nesta sexta-feira qualquer informação sobre o possível plano do seu governo para recriar a CPMF, o chamado imposto do cheque que vigorou no país de 1997 a 2007. Esse imposto cobrava 0,38% sobre qualquer transação financeira da população, como saque do salário.

“Desautorizo informações prestadas junto a mídia por qualquer grupo intitulado ‘equipe de Bolsonaro’ especulando sobre os mais variados assuntos, tais como CPMF, previdência, etc”, escreveu ele no Twitter em referência à reportagem publicada pelo jornal O Globo.

Desautorizo informações prestadas junto a mídia por qualquer grupo intitulado “equipe de Bolsonaro” especulando sobre os mais variados assuntos, tais como CPMF, previdência, etc.

— Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) November 2, 2018

De acordo com a reportagem, a equipe econômica do presidente eleito pretende criar um imposto sobre movimentações financeiras para acabar com a contribuição ao INSS que as empresas recolhem sobre os salários dos funcionários. O novo tributo incidiria sobre todas as operações, como saques e transações bancárias. Apesar da semelhança com a CPMF, a equipe econômica rejeita a comparação e afirma que se trata de uma substituição, não da criação de um novo imposto.

A reportagem afirma que a estimativa da equipe econômica é arrecadar ao menos 275 bilhões por ano.

Esta não é a primeira vez que Bolsonaro desautoriza informações prestadas por membros de sua equipe econômica. Ainda durante a campanha, Paulo Guedes, o futuro ministro da Fazenda, defendeu a recriação da CPMF e de um imposto de renda único de 20% para pessoas físicas e jurídicas, segundo o jornal Folha de S.Paulo. Uma taxa também de 20% incidiria sobre a distribuição de lucros e dividendos.

Após a repercussão negativa, Bolsonaro foi ao Twitter desmentir Paulo Guedes, que adotou silêncio e parou de falar com a imprensa.

Nossa equipe econômica trabalha para redução de carga tributária, desburocratização e desregulamentações. Chega de impostos é o nosso lema! Somos e faremos diferente. Esse é o Brasil que queremos!

— Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) September 19, 2018



Veja

Lula está indignado com a escolha de Moro para super ministério da Justiça

O ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva, condenado por corrupcão e lavagem de dinheiro e apontado pelo Ministério Público como comandante máximo da propinocracia, está ‘indignado’ com a escolha do juiz Sergio Moro, responsável pela Operação Lava Jato em Curitiba, para o Ministério da Justiça no governo Bolsonaro.

Quem diz isso é a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, que foi visitar Lula na cadeia ontem, dia 1. Segundo Gleisi, Lula “bem, mas indignado com a nomeação do seu algoz como ministro da Justiça”. “Ao invés de apresentar prova contra mim, aceita ser ministro”.

Gleisi, que é ré na Lava Jato, ainda disse que o PT quer saber desde quando o ‘acerto’ entre Moro e Bolsonaro foi feito, e que o CNJ precisa pautar a denúncia que o Partido dos Trabalhadores fez contra o juiz Moro.

A esquerda agora tenta passar a narrativa que Moro aceitou um cargo ‘político’, e que isso deslegitima seu trabalho na Lava Jato.

A dica para os petistas é que isso não vai funcionar.

A fonte é o Estadão.


MBL News

Witzel e Flávio Bolsonaro vão a Israel comprar drones equipados com armas

O governador eleitor do Rio de Janeiro Wilson Witzel e o senador eleito pelo mesmo estado Flávio Bolsonaro vão juntos a Israel comprar um modelo de drone equipado com armas capaz de atirar enquanto voa. A ideia é ter o equipamento disponível para operações de segurança no Estado.

As forças israelenses já usam drones armados na fronteira com o território palestino.

Witzel e Bolsonaro ainda estudam outro equipamento para a segurança do Rio de Janeiro: um dispositivo capaz de fazer leitura facial no transporte público.

O encontro entre os dois aconteceu na quarta-feira. Flávio Bolsonaro também apoiou a proposta de Witzel de usar snipers para “abater” criminosos portando fuzis.

Witzel ofereceu a Bolsonaro espaço no governo do Rio de Janeiro, mas Flávio recusou fazendo apenas um pedido: que o PT não tenha espaço algum.

As informações são do jornal Extra.


MBL News

Bolsonaro vai demitir petistas em cargos de confiança

Segundo o Radar da Veja, o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) já tem a sua disposição uma lista com petistas que hoje ocupam cargos de confiança no governo federal.

Serão todos cortados.

O governo Bolsonaro iniciará a transição na semana que vem, nomeando 50 assessores responsáveis pela mudança de governo, que será liderada pelo deputado federal e futuro ministro da Casa Civil Onyx Lorenzoni (DEM-RS).

Segundo o atual ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha (PMDB), Bolsonaro terá ao todo 10 mil cargos de livre nomeação no governo federal. A equipe de Bolsonaro, por sua vez, discute o corte de pelo menos 20% dos cargos.

Até agora, 5 ministros já foram confirmados na gestão Bolsonaro: Onyx Lorenzoni para a Casa Civil, Paulo Guedes para a Fazenda, Sergio Moro para a Justiça e Segurança Pública, Marcos Pontes para Ciências e Tecnologia e General Heleno para defesa. O governo deverá ter entre 15 e 17 ministérios no total.


MBL News

Bolsonaro deve transferir embaixada em Israel

Na primeira semana após a eleição de Jair Bolsonaro (PSL), as indicações para a Esplanada dos Ministérios foram o alvo do noticiário. A que mais movimentou o cenário político foi a do juiz Sérgio Moro, para a superpasta da Justiça. As jornalistas Elizabeth Lopes e Clarissa Oliveira, colunista e editora do Broadcast Político comentam a semana política.


TV Estadão

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Deltan Dallagnol: “Moro vai para o Ministério da Justiça por um bem maior”

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O procurador Deltan Dallagnol, coordenador da Lava Jato, postou um longo texto no Faceboook com sua opinião sobre a nomeação de Sergio Moro para o Ministério da Justiça.

Segundo ele, Moro aceitou o convite por um bem maior: “consolidar os avanços da Lava Jato e avançar contra o crime organizado”.

Leiam a íntegra:

“A foto é emblemática: o pacote das Novas Medidas Contra a Corrupção estava em suas mãos na viagem ao encontro do presidente eleito. O juiz Sergio Moro vai ao Ministério da Justiça por um bem maior: consolidar os avanços da Lava Jato e avançar contra o crime organizado, problemas extremamente preocupantes no nosso país, assim como defender o fortalecimento da democracia, que é pressuposto da luta contra a corrupção.

Minha avaliação pessoal – não estou falando neste post pelas equipes que trabalham na Lava Jato, que podem ter diferentes visões desse assunto – é de que a decisão é bastante positiva para a causa anticorrupção e para o país.

Em inúmeras entrevistas, sempre ressaltei que o ambiente de leis favoráveis à corrupção ainda é o mesmo de antes da Lava Jato: prescrição, nulidades, lentidão e penas lenientes favorecem a impunidade. A mensagem do sistema de justiça criminal é de que a corrupção compensa e inúmeros casos do passado provam isso. Nada das leis que favorecem a impunidade mudou até hoje. O que houve foi um caso que fugiu da curva da impunidade, a Lava Jato. Além disso, há muito espaço para avançar contra a corrupção em outras frentes: recuperação de valores, transparência, melhoras no sistema político e eleitoral, incentivo ao compliance, proteção do whistleblower, fortalecimento do controle interno e externo e assim por diante. Tudo isso precisa ser feito e o Ministro da Justiça tem uma posição privilegiada para articular essas mudanças.

Além disso, há muito tempo falo que, hoje, é mais importante para o país mudar o ambiente que favorece a corrupção do que futuros resultados da Lava Jato. Há muitas propostas substanciais, como as 10 Medidas e as Novas Medidas, que poderão ser apreciadas, aperfeiçoadas e aprovadas. É preciso criar um ambiente fértil para que a corrupção não aconteça e para que operações contra a corrupção possam crescer e frutificar em cada cidade onde há esse problema.

Como Ministro da Justiça, o juiz Sergio Moro poderá impactar ainda órgãos muito importantes para o controle da corrupção, como a Polícia Federal, a CGU e o COAF, ampliando sua influência positiva dos casos em Curitiba para todo o país.

Neste momento, precisamos fazer uma análise crítica dos ataques que estão surgindo contra a reputação do juiz e da Lava Jato, como aqueles que acusam o juiz de ter, desde sempre, aspiração política. Isso é ridículo. Se o juiz Sergio Moro tivesse aspiração política, ele poderia ter se tornado presidente ou senador nas últimas eleições com alta probabilidade de êxito. Mentiras como essa serão repetidas, como outras já usadas no passado, mas não vão abalar a Lava Jato, em que atuam não só um juiz, mas 14 da primeira à última instância. A imparcialidade dos atos e decisões são garantidos pelo próprio sistema recursal.

O que vejo é sim uma pessoa que já demonstrou, com árduo trabalho, elevada qualidade técnica e muito sacrifício pessoal ao longo de 4 anos, que se somaram a uma trajetória pretérita respeitada, o seu comprometimento com o interesse público, com o serviço à sociedade e com o país. Vejo ainda o aproveitamento de uma oportunidade pelo juiz para dar o seu melhor a fim de construir uma sociedade com mais justiça social, mais democracia e mais segurança, assim como menos corrupção, menos impunidade e menos crime organizado.

Aqui em Curitiba, a Lava Jato seguirá com outros magistrados. Há ainda bastante por fazer e será feito. Perde-se o grande talento de um juiz, mas a maior parte da equipe seguirá firme lutando contra a corrupção, como profissionais, na operação, e como cidadãos.”


O Antagonista


Marcelo de Moraes

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