Prefeitura de Porto Alegre sancionará até sexta a lei dos Táxis

Legislação exigirá biometria para identificação dos taxistas e exames toxicológicos periódicos

Entre outras novidades, taxistas terão que realizar exame toxicológico uma vez por ano | Foto: Alina Souza

Entre outras novidades, taxistas terão que realizar exame toxicológico uma vez por ano | Foto: Alina Souza

Exigência de biometria para identificação dos taxistas e realização de exames toxicológicos uma vez por ano. Esses são alguns dos termos previstos, e inédito no país, na nova lei geral dos táxis em Porto Alegre, que será sancionado até sexta-feira pelo prefeito de Porto Alegre, Nelson Marchezan Júnior. O texto que foi aprovado em abril pelos vereadores terá vetos, como a que permitia taxistas terem antecedentes por crimes de lesão corporal, porte de armas ou ocorrência relacionada à Lei Maria da Penha. Atualmente, em Porto Alegre há 4 mil veículos de táxi e cerca de 10 mil taxistas.

Durante a apresentação, o prefeito ressaltou que há alguns pontos do projeto que ainda não foram definidos, como a questão envolvendo a cor do veículo. Atualmente a exigência é de que eles sejam laranjas. O projeto padroniza para a cor branca. Para ele, esses pontos não chegam a comprometer o projeto, que traz avanços consideráveis, especialmente no que se refere à modernidade e segurança. Marchezan criticou algumas alterações que foram feitas no texto original encaminhado pelo Executivo e aprovado pelos vereadores. Segundo ele, o táxi é um transporte de passageiro individual público e que deve ter o melhor serviço.

Em função dos vetos, antes de entrar em vigor, o texto terá que ser analisado novamente em plenário pelos vereadores, podendo ser aceitos ou derrubados. Mesmo assim, a expectativa é que assim que for sancionado, as novas regras passem a valer, o que pode ocorrer ainda em junho, como estima do diretor-presidente da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), Marcelo Soletti.

A intenção é que seja definido um cronograma para que todos os profissionais comecem a realizar os exames toxicológicos, que são chamados de longa janela, identificando o consumo de drogas em período de 90 até 180 dias. Ao defender a realização do exame, ele destacou os resultados da mesma exigência em relação aos caminhoneiros, que resultou em 400 mil motoristas que não conseguiram renovar a CNH. “A questão do trânsito é importante pelo impacto que gera, com 50 mil mortes por ano e custos de R$ 50 bilhões por ano em função dos acidentes”, citou.

Ainda nessa semana, destacou Soletti, a previsão é realizar os testes para a implantação do sistema de biometria, que será acoplado junto ao taxímetro, evitando a possibilidade de o táxi ser usado por terceiros não cadastrados e identificados. “Porto Alegre passa a ser referência (no serviço de táxi). Em um curto espaço de tempo teremos um serviço bom novamente”, enfatizou ele.

Os dois pontos, neste momento, representarão aumento nos custos dos taxistas, que ainda não foi calculado, mas representará em mais custos aos motoristas. Apenas o exame toxicológico tem preço médio de R$ 200,00, podendo chegar a R$ 240,00.

Na Capital há onze laboratórios com condições de realizar os testes. Porém, o Sindicato dos Taxistas de Porto Alegre (Sintáxi) está tentando firmar uma parceria com um laboratório para deixar o preço mais acessível. O preço da implementação da biometria ainda não foi estimado. Mesmo assim, o diretor administrativo do Sindicato dos Taxistas de Porto Alegre (Sintáxi), Adão Ferreira, as melhorias vão qualificar o serviço.

“Vemos essas mudanças como qualificação para o serviço de táxi, ao qual podemos dizer agora que não temos um taxista que seja dependente químico e que o sistema está purificado”, disse. Para ele, a prioridade no momento é oferecer bom serviço e conseguir atrair os clientes. “Estamos focados na qualidade”, enfatizou.


Correio do Povo



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Câmara de Vereadores mantém regime de urgência em projeto de Marchezan

Municipários pressionaram parlamentares para que cada proposta passe normalmente nas comissões da Casa

Câmara de Vereadores mantém regime de urgência em projeto de Marchezan | Foto: Leonardo Contursi / CMPA / CP

Câmara de Vereadores mantém regime de urgência em projeto de Marchezan | Foto: Leonardo Contursi / CMPA / CP

Por 21 votos a 13, a Câmara Municipal de Porto Alegre manteve, nesta quarta-feira, o regime de urgência à proposta encaminhada pelo Executivo que busca alterar a concessão de licença especial de aposentadoria dos servidores. O mérito da proposta ainda precisa ser analisado, em até 45 dias.

O prefeito da Capital, Nelson Marchezan Júnior (PSDB) encaminhou um pacote solicitando a urgência em 16 textos. Passível de questionamento, o pedido de Marchezan é analisado em partes pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) antes da votado em plenário. Para os primeiros seis, incluindo o que reajusta o IPTU e muda a data de pagamento de salário e do 13º dos servidores, a CCJ rejeitou a tramitação de urgência, por quatro votos a dois.

Com as galerias lotadas, os municipários passaram a tarde pressionando os vereadores a derrubarem a urgência. Nessa hipótese, cada proposta precisa passar normalmente nas comissões da Câmara, o que torna a tramitação mais demorada. O Sindicato dos Municipários (Simpa) já indicou que se as matérias tramitarem com celeridade na Casa, uma greve pode ser deflagrada.

Polêmica

Após quase cinco horas de sessão, o plenário manteve, em votação nominal, o regime de urgência no primeiro dos seis projetos do pacote de Marchezan analisado nesta quarta. Porém, ao término da votação, o vereador Ricardo Gomes (PP) apresentou uma questão de ordem, solicitando que o resultado da votação seja estendido para os outros cinco projetos do Executivo abrangidos pelo mesmo parecer da CCJ.

Com a questão de ordem, cabe ao presidente da Câmara, vereador Valter Nagelstain (MDB) acatar, monocraticamente, o pedido. “Eu vou decidir até o final da semana e encaminhar a decisão aos demais vereadores. É minha a decisão de estender (regime de urgência) aos outros ou não. Não estou entrando no mérito das questões, de nenhum dos projetos, estou apenas examinado se assiste ao Executivo pedir a prerrogativa de urgência nos projetos ou não”, declarou.

Antes de a votação começar, a vereadora Sofia Cavedon (PT) questionou a presidência da Casa se havia risco de o resultado de uma votação ser estendido aos outros cinco textos. Caso Nagelstein acolha pedido do progressista, Sofia promete recorrer à Justiça para barrar a decisão.


Rádio Guaíba e Correio do Povo



Bombas eram levadas de uma mesquita para um carro estacionado quando explosão aconteceu. TV estatal iraquiana informou que foi uma agressão terrorista contra civis: https://glo.bo/2kV7ky0 #GloboNews

G1.GLOBO.COM

Incidente em Bagdá deixa 19 mortos e quase 100 feridos


“Ganharam os interesses pessoais”, diz chefe da Casa Civil do governo Sartori

Benvegnú disse que salários do funcionalismo estariam em dia se a CEEE fosse privatizada

Mesmo com a derrota, governo segue mobilizado para venda de estatais | Foto: Paulo Nunes / CP Memória

Mesmo com a derrota, governo segue mobilizado para venda de estatais | Foto: Paulo Nunes / CP Memória

Após ser derrotado na Assembleia Legislativa na noite passada, o governador José Ivo Sartori esteve reunido, na manhã desta quarta-feira, com a coordenação de governo e com a Procuradoria-Geral do Estado (PGE) para analisar a repercussão do impedimento do Parlamento para a realização de plebiscito sobre a privatização ou federalização da CEEE, Sulgás e Companhia Riograndense de Mineração (CRM).

Quem falou com a imprensa pelo governo foi o secretário-chefe da Casa Civil, Cleber Benvegnú, que criticou os deputados que votaram contrários à proposta de reduzir de 150 para 90 dias o prazo para convocação de consulta popular. Segundo o secretário, os salários do funcionalismo estariam em dia se a CEEE fosse privatizada e pudesse quitar o débito do ICMS que tem com o Estado.

“Ontem, a oposição e seus aliados de ocasião decidiram não ouvir a população, o que é muito grave. Isso é muito grave, primeiro, do ponto de vista democrático. Porque não ouvir a população em plebiscito? Isso fere um direito do governo de querer ouvir a população. Segundo ponto é sobre gestão: ganharam os interesses pessoais que se sobrepuseram ao interesse público. Era melhor para o Rio Grande do Sul que essas privatizações ou federalizações fossem feitas o quanto antes”, avaliou Benvegnú.

O chefe da Casa Civil disse que mesmo com a derrota, o governo segue mobilizado para encontrar um caminho para a venda das estatais. “Vamos continuar lutando e o governo está estudando medidas para reagir a isso. Medidas das mais diversas formas, como medidas políticas e jurídicas e também sobre o Regime de Recuperação Fiscal no sentido de encontrar alternativas para que o Estado não volte a pagar a dívida, que está na faixa dos R$ 300 milhões por mês”, explicou.

Benvegnú fez uma crítica direta ao PSDB. Dos quatro parlamentares da bancada turcana, apenas a deputada Zilá Breitenbach votou favorável à proposta do governo. “O PSDB tomou uma decisão por indicação do presidente do partido, Eduardo Leite, que é uma decisão que vai contra a história do partido na área de Minas e Energia e na modernização. Só que modernização se faz com atitude, não com discurso”, alegou.

Apesar da crítica do secretário, mesmo se toda a bancada do PSDB votasse junto ao governo, o Piratini não teria os votos necessários para aprovar o Projeto de Lei. O governo teve apenas 23 votos e se todos os deputados tucanos concordassem com o Executivo, o número chegaria a 26. Para aprovar o PL eram necessários 28 votos.

O Piratini tinha o objetivo de realizar o plebiscito junto ao primeiro turno das eleições deste ano e, assim, evitar o gasto de R$ 18 milhões, que seria o valor necessário para fazer uma consulta à população. O rumo que o Piratini vai tomar para a venda das estatais de energia deve ser divulgado ainda nesta semana.

Oposição

Pelas redes sociais, os políticos contrários ao PL do governo comemoraram a rejeição do projeto. O pré-candidato ao Piratini e presidente estadual do PSDB, Eduardo Leite, escreveu que a decisão da Assembleia “salva a pauta da privatização, que poderia vir a ser enterrada num plebiscito feito às pressas e sem o espaço pro melhor debate com a população”.

O pré-candidato do PT ao Piratini, Miguel Rossetto também comemorou o resultado. Através de sua conta no Twitter o petista escreveu:




O único deputado do PSol na Assembleia Legislativa, Pedro Ruas, escreveu no microblog que “o patrimônio do povo continua do povo”, ao saudar a derrota do governador.


Rádio Guaíba e Correio do Povo


CRISE NO RS

Governo estuda ir à Justiça para barrar exigência de plebiscito para venda de estatais



Alexandre Antonov–História virtual

Alexandre S. Antonov

Aleksandr Stepanovich Antonov (Moscou, 1888- 24 junho 1922) (em russo: Алекса́ндр Степа́нович Анто́нов) foi um militante do Partido Socialista Revolucionário, e mais tarde se tornou um dos líderes da Revolta de Tambov contra o regime soviético.[1]

Índice

Biografia

Antonov nasceu em Moscou, mas cresceu na cidade de Kirsanov. Mais tarde, estudou no Tambov Real Institute (Realnoe Uchilische) até que ele foi expulso por proclamações revolucionárias. Com medo de voltar para casa encontrou trabalho como aprendiz em uma fábrica local.

O envolvimento com o PSR

Ele tornou-se membro do partido socialista-revolucionário (PSR) em 1904, quando ele tinha apenas 16 anos, durante a revolução de 1905. Seus colegas de partido incluia a famosa Maria Spiridonova, Yuriy Podbelskiy, e vários outros. Tomando como exemplo os apadrinhados de seu partido, ele juntou-se em suas atividades terroristas, ações que incluiam assassinatos, roubos e outros tipos de expropriação. Logo, ele foi preso e levado a julgamento pelo roubo de um vagão de trem postal, sendo condenado à morte pelo tribunal militar em 10 de março 1910, sendo a sentença comutada para prisão perpétua.[2]

Libertado durante as primeiras semanas da Revolução de Fevereiro pelo manifesto de anistia do Governo Provisório Russo, ele se une, no final do ano de 1917, a ala esquerda do Partido Socialista Revolucionário (SR) e torna-se comandante da milícia do Distrito de Kirsanov, uma crescente tensão se desenvolve entre os Bolcheviques e as milícias que denunciam a política de requisições iniciadas pelo governo.

Papel na Rebelião de Tambov

Durante a Guerra Civil Russa e no período do comunismo de guerra, o apoio do campesinato russo aos bolchevique foi-se gradualmente reduzindo, por este realizar campanhas brutais de requisições de grãos, impondo o confisco forçado do excedente de produção e também a fixação de quotas mínimas obrigatória para a produção agrícola no futuro a fim de garantir o abastecimento das cidades[3] e do Exército Vermelho. Em 1920, devido o peso destas insuportáveis requisições,[4] a violência praticada e a incompetência e venalidade dos locais bolcheviques[1] leva a uma radicalização rápida das massas camponesas e a ruptura do compromisso que o campesinato fizera com os bolcheviques, compromisso feito devido a inicial ameaça de uma vitória dos monarquistas e do Exército Branco[5].

Mapa mostrando a extensão das áreas da insurreição.

Na província de Tambov, em agosto de 1920, a chegada de uma brigada bolchevique para a recolha gratuita dos alimentos desencadeou uma série de revoltas. O Exército Vermelho ocupado em repelir a incursão do exército polonês no seu território, tinha deixado uma pequena guarnição de cerca 3.000 homens para manter sua autoridade no distrito de Tambov. Esta fraqueza inicial e o suporte em massa da população de Tambov à causa insurgente explica o desaparecimento do poder soviético na região entre 1920 e o final de março 1921.[6].

Alexander Antonov rapidamente desempenhou um papel importante na organização da revolta, com outros militantes como Yuri Podblielsky formam em agosto de 1920, a "União dos Camponeses" que irá brevemente dar expressão política ao levante. Em novembro de 1920, Antonov foi nomeado Chefe do Estado Maior do Exército Revolucionário em Tambov e sob sua liderança, o exército cresce entre 20 000 a 40 000 membros [7]

Os insurgentes, apesar da sua falta de equipamentos e desorganização de suas fileiras, mas com o apoio tácito de grande parte da população rural, conhecendo perfeitamente a região, e usando técnicas de guerrilha,[8] conseguem expulsar as tropas do governo.[1]

A partir de março de 1921, para superar a rebelião o governo soviético envia mais de 50 000 soldados comandados pelo general Mikhail Tukhachevsky, apoiados por três trens blindados, 70 canhões e uma unidade de aviação.[9] A coordenação política das operações contra a revolta foi liderada por Vladimir Antonov-Ovseenko.

Os bolcheviques usam massivamente o terror, queimando aldeias suspeitas de abrigar insurgentes, deportando pessoas de seus campos, e até mesmo usando gás venenoso para desalojar os rebeldes dos bosques onde estão refugiados.[10].

Fim

Oprimidos por forças melhor equipadas e numericamente superiores, o exército insurgente se desintegra gradualmente durante o ano de 1921. Em maio, a Tcheka atraiu vários de seus líderes em uma armadilha, simulando a existência de um "congresso clandestino" do (SR) ao qual Antonov enviou delegados. Eles são presos pela polícia política bolchevique (NKVD) que consegue sob ameaça convencer Etkov, um dos assistentes de Antonov, de promover um novo encontro entre representantes de uma revolta fictícia no sul da Rússia - de fato agentes da Tcheka - e parte do pessoal do Exército Insurgente de Tambov, ao se apresentarem a maioria destes foram executados.[11] Em meados de julho, Alexander Antonov é gravemente ferido na cabeça, e passa o comando dos restantes 3 000 - 4 000 rebeldes ao seu assistente Matioukhine que será morto em um confronto em setembro de 1920.

Com a insurreição esmagada, começa uma caçada por vários meses durante os quais Alexander Antonov tenta escapar de seus perseguidores. Em 24 de junho, a NKVD descobre seu esconderijo, ele é morto no tiroteio junto com seu irmão, Dmitriy.

Ver também

Referências

  • James von Geldern. «1921: The Antonov Rebellion» (em inglês). soviethistory.org. Consultado em 23 december 2012. Verifique data em: |acessodata= (ajuda)
  • Jean-Jacques Marie, La Guerre civile russe, 1917-1922. Armées paysannes, rouges, blanches et vertes, Paris, Éditions Autrement, coll. « Mémoires », 2005, p. 187.
  • http://www.marxists.org/reference/archive/goldman/works/1920s/disillusionment/ch16.htm
  • Orlando Figes, La Révolution russe. 1891-1924 : la tragédie d'un peuple, Éditions Denoël, 2007, p. 925.
  • Arno J. Mayer "Les Furies"
  • Orlando Figes, La tragédie d'un peuple, p. 930.
  • Orlando Figes, La tragédie d'un peuple, p. 927.
  • Jean-Jacques Marie, La guerre civile russe, p. 202-204.
  • Arno J. Mayer, Les Furies, p. 335
  • Nicolas Werth, « Un État contre son peuple », in Le Livre noir du communisme, Robert Laffont, 1997
    1. Jean-Jacques Marie, La guerre civile russe, p.226-228.

    Bibliografia

    • Jean-Jacques Marie, La Guerre civile russe, 1917-1922. Armées paysannes, rouges, blanches et vertes, Paris, Éditions Autrement, coll. « Mémoires », 2005.
    • Arno J. Mayer, "La guerre paysanne en Russie : l'Ukraine et Tambov", in Les Furies : Violence, vengeance, terreur aux temps de la Révolution française et de la Révolution russe, Éditions Fayard, 2002, p. 316-350.
    • Nicolas Werth, « Un État contre son peuple », in Le Livre noir du communisme, Robert Laffont, 1997.

    Nota



  • Wikipédia


    Temperatura no RS despenca a partir desta quinta-feira

    Defesa Civil emitiu alerta para chance de geada em praticamente todas as regiões

    Porto Alegre segue com temperaturas baixas nesta quinta-feira | Foto: Alina Souza

    Porto Alegre segue com temperaturas baixas nesta quinta-feira | Foto: Alina Souza

    O inverno só chega dia 21 de junho, mas o frio, bom, este resolver se antecipar. A massa de ar polar sobre o Estado se intensifica e haverá uma queda brusca de temperatura a partir desta quinta-feira. Em Porto Alegre, a quinta-feira será de sol e nuvens. As marcas na Capital devem ficar entre 5°C e 17°C. Há risco de geada em boa parte das regiões, informou a Defesa Civil.

    De acordo com a MetSul Meteorologia, apesar do ar mais frio, o sol aparece em todas as regiões. O ar polar estimula a formação de nuvens que podem provocar chuva passageira em pontos da Metade Norte durante o dia.

    O dia inicia com mínimas menores do que registrado nesta quarta-feira. Apesar da presença do sol, que deve amenizar a temperatura pela tarde, esfria muito a partir do entardecer.

    Segundo o Ceic - Metroclima, o tempo seco deve seguir até sábado na Capital. As próximas madrugadas serão muito frias, estimou o Ceic.

    Mínima e Máxima

    São José dos Ausentes -1°C | 12°C

    Vacaria -1°C | 13°C

    Bagé 5°C | 14°C

    Santiago 5°C | 15°C

    Passo Fundo 3°C | 15°C

    Alegrete 4°C | 16°C

    Rio Grande 6°C | 16°C

    Uruguaiana 5°C | 17°C


    MetSul Meteorologia e Correio do Povo


    Nova tabela de preço do frete será publicada nesta quinta pela ANTT

    Representantes criticaram valores cobrados pela agência

    Nova tabela de preço do frete será publicada nesta quinta pela ANTT | Foto: Alina Souza

    Nova tabela de preço do frete será publicada nesta quinta pela ANTT | Foto: Alina Souza

    A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) publicará nesta quinta-feira uma nova tabela de preço mínimo de frete, abrangendo uma variedade maior de caminhões. Segundo o ministro dos transportes, Valter Casimiro, a agência entendeu que a tabela divulgada em 30 de maio provocou confusão, uma vez que os cálculos do transporte das cargas não contemplavam todos os tipos de caminhões, uma vez que há veículos com dois eixos até nove eixos.

    • Fiergs solicita suspensão imediata da tabela de fretes da ANTT

    "A ANTT identificou alguns problemas na constituição da tabela, que previa apenas um tipo de caminhão, alguns com três eixos, com seis eixos, e que precisava ampliar essa tabela para que contemplasse todo tipo de caminhão e que fizesse a distribuição do custo fixo do frete num caminhão que tivesse mais eixos", disse Casimiro. Com isso, os preços vão mudar.

    De acordo com o ministro, o preço fixo será diluído entre os eixos. Caminhões com mais eixos terão o preço do frete menor. "Quando você coloca todo o custo fixo baseado em poucos eixos, você vai diluir esse custo fixo numa quantidade de eixos muito menor. Então vai onerar mais o frete. Quando você dilui esse custo em um caminhão com mais eixos, você vai diminuir o preço por eixo dessa carga em um caminhão, por exemplo, de nove eixos".

    • Abcam descarta nova paralisação de caminhoneiros

    Reivindicação dos caminhoneiros durante a paralisação que durou mais de dez dias, a primeira tabela com os preços mínimos que os caminhoneiros deverão cobrar no frete foi divulgada no último dia 30. Após críticas de representantes do agronegócio, a ANTT admitiu a possibilidade de ajustar alguns valores.

    Reuniões

    O ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, além de Casimiro e outros membros do governo, se reuniram nesta quarta-feira com entidades representantes dos caminhoneiros. O presidente da Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA), Diumar Bueno, admitiu que podem ser feitos ajustes na tabela.

    "Podemos fazer aperfeiçoamentos, essa janela [de quilometragem] realmente está muito grande. Foi o que pedimos para o ministro do transporte adequar. Assim como também contemplar os caminhões toco, de dois eixos. São os aperfeiçoamentos que devemos ter, mas a tabela permanece".

    Outras alterações, no entanto, ainda podem ocorrer mesmo após a publicação da nova tabela. Isso porque a ANTT promoverá uma audiência pública para ouvir também o setor produtivo, além do setor de transportes. O chamamento da audiência pública será publicado na próxima semana.


    Agência Brasil e Correio do Povo


    ECONOMIA

    Dólar fecha novamente em alta e chega a R$ 3,83



    Maioria do STF suspende voto impresso nas eleições de outubro

    Comprovantes serviriam apenas para auditoria das urnas eletrônicas

    Maioria entendeu que impressão viola princípio constitucional do sigilo do voto | Foto: Rosinei Coutinho / STF / CP

    Maioria entendeu que impressão viola princípio constitucional do sigilo do voto | Foto: Rosinei Coutinho / STF / CP

    A maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, há pouco, suspender o uso do voto impresso nas urnas eletrônicas durante as eleições de outubro. A Corte julga na tarde desta quarta-feira, pedido de liminar da Procuradoria-Geral da República (PGR) para impedir a impressão, criada na minirreforma eleitoral, em 2015.

    Até o momento, votaram contra a impressão do voto os ministros Alexandre de Moraes, Edson Fachin, Luís Roberto Barroso, Marco Aurélio, Rosa Weber e  Ricardo Lewandowski. A maioria entendeu que a impressão viola o princípio constitucional do sigilo do voto. O julgamento continua para tomada dos votos restantes, dos ministros Celso de Mello e da presidente, Cármen Lúcia.

    O relator do caso, Gilmar Mendes, e Dias Toffoli, votaram pela manutenção do voto impresso. Apesar de ser chamado de voto impresso, o mecanismo serve somente para auditoria das urnas eletrônicas, e o eleitor não ficará com o comprovante da votação. Ao entrar na cabine, o eleitor digitará o número de seu candidato.

    Em seguida, um comprovante para conferência vai aparecer no visor da urna. Se a opção estiver correta, o eleitor confirma o voto, e a impressão será direcionada para uma caixa lacrada, que será analisada posteriormente pela Justiça Eleitoral. A fiscalização deverá confirmar se os votos computados batem com os impressos.


    Agência Brasil e Correio do Povo



    Uma troca de mensagens entre o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, do PSDB, e Marcelo Odebrecht foi anexada a uma ação penal da Lava Jato que investiga o ex-presidente Lula: https://glo.bo/2Hq1ugL#GloboNews

    G1.GLOBO.COM

    FHC pediu doação da Odebrecht a candidatos tucanos, mostra troca de e-mails


    Condenada de 63 anos cumpria prisão perpétua por associação ao tráfico: https://glo.bo/2kT2xwH #GloboNews

    G1.GLOBO.COM

    Após lobby de Kim Kardashian, Trump concede perdão a condenada


    Inquérito investiga suspeita de propina de R$ 10 milhões da Odebrecht ao MDB: https://glo.bo/2xO3PCu #GloboNews

    G1.GLOBO.COM

    PF pede quebra de sigilo telefônico de Temer, Padilha e Moreira Franco


    Em entrevista à rádio CBN, o ministro da Casa Civil disse que a redução dos R$ 0,46 do diesel depende do estoque dos postos e do preço médio dos estados: https://glo.bo/2sxaEDB

    G1.GLOBO.COM

    Redução de R$ 0,46 no diesel na bomba não vai ser imediata, diz Padilha


    Pagamento seria por parte de empresas da área portuária, entre elas a Rodrimar: https://glo.bo/2JBC1pW #GloboNews

    G1.GLOBO.COM

    PF vê indícios de mesada de R$ 340 mil a Temer na década de 90



    Vladimir Aleksandrovitch Antonov-Ovseenko–História virtual

    Vladimir Aleksandrovitch Antonov-Ovseenko

    Vladimir Antonov-Ovseenko (em russo: Влади́мир Алекса́ндрович Анто́нов-Овсе́енко; em ucraniano: Володимир Олександрович Антонов-Овсієнко) (Tchernigov, Ucrânia, 9 de março de 1883 (jul.) - Moscovo, 10 de fevereiro de 1939) foi um destacado bolchevique, jornalista, militar e diplomático originário da Ucrânia. Dirigiu o assalto ao Palácio de Inverno que culminou a vitória bolchevique durante a Revolução de Outubro. Foi um dos processados durante o Grande Expurgo stalinista. Utilizava o pseudônimo Schtik no partido e A. Galski na literatura.

    Índice

    Início da carreira militar

    Vladimir Antonov-Ovseenko nasceu em Tchernigov, Ucrânia, em 9 de março (jul.)/ 21 de março (greg.), numa família de oficiais do exército tsarista. Graduou-se no corpo de cadetes de Voronej em 1901, e ingressou, por pressão parterna, na Escola Militar de Engenharia de Mikolaiv. Denunciou o ambiente castrense e foi encarcerado, sendo libertado pouco depois graças à influência do seu pai. Em 1902 abandonou a morada paterna e trabalhou como peão e condutor, até ingressar finalmente na Escola Militar de Petrogrado.

    Atividade revolucionária

    Em 1902 aderiu ao Partido Operário Social-Democrata Russo (POSDR). Durante a sua época como militar na escola de infanteria Vladimir em Petrogrado, fundou um grupo revolucionário de militares. Terminada a sua trajetória na Escola Vladimir, foi destinado a Varsóvia, onde fundou o Comité Militar do POSDR. Porém, foi rapidamente destinado ao extremo oriente. Depois do seu serviço lá, renunciou ao grau de podporutchik (subtenente) para dedicar-se inteiramente à luta revolucionária clandestina. Durante a Revolução de 1905, dirigiu o levantamento operário em Novo-Aleksandria (Polónia) e em Sebastopol (Crimeia). Porém, com o fracasso da revolução, foi detido e sentençado a morte. A pena foi comutada por vinte anos de exílio na Sibéria, mas conseguiu fugir em 1910 e emigrou a Paris.

    Assalto ao Palácio de Inverno

    Como membro da organização militar do POSDR, transladou-se a Helsínquia para dirigir o trabalho de propaganda entre os soldados do norte e os marinheiros da frota balcânica, editando o jornal Volna (Волна: Onda). Em 1917, Antonov-Ovseenko teve uma participação direta nas manifestações contra a Ofensiva Kerenski. Por esse motivo, foi detido junto com outros revolucionários como Fiodor Raskolnikov. Ambos dirigiram uma carta de protesto contra o arresto sem fundamento, e as fontes oficiais soviéticas posteriores indicam que a sua libertação se deu sob fiança.

    Como quer que fosse, jogou um papel relevante na insurreição de outubro como Secretário do Comité Revolucionário de Petrogrado, dirigindo a guarda vermelha, os soldados revolucionários e os marinheiros no assalto ao Palácio de Inverno que terminou com o arresto do Governo provisório russo. No Segundo Congresso dos Sovietes de Todas as Rússias, foi eleito membro do Comité para os Assuntos Militares e Navais do Sovnarkom de Lenin.

    Guerra Civil

    Como especialista militar, em dezembro de 1917, Antonov-Ovseenko foi eleito para o mando do Exército Vermelho no sul do país contra os cossacos de Aleksei Kaledin e contra as forças nacionalistas ucranianas que apoiavam a Rada Central Ucraniana. Dirigiu a entrada dos exércitos russos em Kharkov, então a capital da Ucrânia.

    Em 1919, foi nomeado Presidente do Comité Executivo do Oblast de Tambov, que entre esse ano e 1921 viveu um levantamento camponês anti-bolchevique dirigido por Aleksandr Antonov (анто́новщина: antonovshchina) motivado pela política de recoleção forçosa decretada pelo governo soviético no marco do denominado comunismo de guerra. Em 1921, esmagou a rebelião em colaboração com Mikhail Tukhatchevski, utilizando para isso mais de 30.000 soldados, armas químicas sobrantes da Primeira Guerra Mundial e campos de concentração para familiares dos rebeldes.

    Época soviética

    Durante a guerra civil, Antonov-Ovseenko formou-se como um funcionário do Partido altamente competente. Entre 1922 e 1924 foi nomeado Chefe do Departamento Político do Conselho Militar Revolucionário. Desde esse cargo, levou adiante uma campanha de oposição à concentração de poder na figura de Stalin. Por essa via, aderiu à Oposição de Esquerda dirigida por Lev Trotski. Embora a sua oposição a Stalin, ocupou cargos plenipotenciários nos países limítrofes com a Rússia soviética: Tchecoslováquia (1924), Lituânia (1928) e Polónia (1930). Porém, em 1928, por pressões, foi obrigado a separar-se da linha trotskista. Após essa renúncia, foi nomeado Promotor Chefe da RSFSR (1934) e Comissário Popular de Justiça da RSFSR (1937).

    Entre ambos os cargos, foi designado cónsul geral da URSS em Barcelona (entre 1936 e 1937), onde defendeu a linha stalinista frente aos grupos anarquistas e trotskistas do POUM que controlavam o movimento antifascista na Catalunha.

    A finais de 1937, Antonov-Ovseenko foi destituído dos seus cargos e exiliado na Espanha. Lá, foi arrestado pelo NKVD durante o Grande Expurgo de 1937. Em 8 de fevereiro de 1938 foi sentençado a morte pelo Colégio Militar da Corte Suprema da URSS "por pertença a organização terrorista trotskista e por espionagem". Foi fuzilado em 1939 e reabilitado em 1956.

    Bibliografia

    Ligações externas


    Wikipédia


    Manuela D' Ávila descarta bloco de esquerda nas eleições: "Exaurimos os nossos gestos"

    Pré-candidata à Presidência pelo PCdoB disse que tendência é de quatro postulantes

    Pré-candidata à Presidência pelo PCdoB disse que tendência é de quatro postulantes | Foto: Marcello Casal Jr / Agência Brasi / CP

    Pré-candidata à Presidência pelo PCdoB disse que tendência é de quatro postulantes | Foto: Marcello Casal Jr / Agência Brasi / CP

    Depois de sinalizar que poderia abrir mão de sua postulação à Presidência da República, a deputada estadual gaúcha Manuela D'Ávila (PCdoB) disse nesta quarta-feira, que a tendência no campo da esquerda é a pulverização em quatro nomes.

    Manuela ponderou que o cenário não é o que ela deseja, mas que seu partido fez todos os gestos que podia em prol de uma união com os pré-candidatos do PT, do PDT e do PSOL: o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, condenado e preso em Curitiba, o ex-ministro Ciro Gomes e Guilherme Boulos. "Exaurimos os nossos gestos. Acredito que o desfecho será termos quatro pré-candidaturas. Somos oponentes, adversários estão do lado de lá", disse durante sabatina promovida pelo jornal Correio Braziliense e pelo Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (Sindifisco Nacional).

    Manuela não se considera um óbice à união entre os autointitulados progressistas, mas afirmou que a "vida real" é diferente e que considera um avanço ter assinado um programa com propostas comuns para a crise nacional com Lula, Ciro e Boulos. Propostas Manuela disse ser contra a venda da participação pública nas empresas estatais e acusou o governo de querer promover o desmonte do Estado. Manuela considera que o Brasil vive um processo de desindustrialização "severo" e que não é possível repensar a retomada da atividade industrial entregando o controle das atividades energéticas a multinacionais.

    Ela argumentou que os bancos públicos são fundamentais para disputar as tarifas de juros no mercado com as instituições privadas e propôs desenvolver mecanismos de controle contra a corrupção nas estatais. "Petrobras, Banco do Brasil, Caixa e Eletrobrás são fundamentais para o desenvolvimento do Brasil e retomada do crescimento da economia. Privatização não é um debate moral, é um debate estratégico sobre o que o Brasil precisa ou não para se desenvolver como nação. Se a Petrobras é tão importante, temos que garantir que esteja imune a atos de corrupção."

    Manuela disse que, num eventual governo comunista, poderá haver interferência do governo no Banco Central do Brasil, reduzindo a autonomia informal dada ao banco atualmente. "O Banco Central tem que fazer parte do projeto de desenvolvimento do País. O Estado mínimo só é mínimo para o povo brasileiro, mas é máximo para garantir juros altos para os bancos. A quem serve a autonomia total do BC. Só serve para o sistema financeiro, não serve pera o povo brasileiro."


    Estadão Conteúdo e Correio do Povo


    Planalto chama investigação de ’ficção policial’


    Brasil é único país do mundo que utiliza urnas eletrônicas inauditáveis e obsoletas

    Por

    Marcelo Faria

    Um estudo publicado no site do voto eletrônico pelo engenheiro Amilcar Brunazo Filho, coordenador do Fórum do Voto Eletrônico e um dos maiores especialistas em segurança de dados do Brasil, mostra que as urnas eletrônicas usadas nas eleições brasileiras estão ultrapassadas.

    Exceto no Brasil, modelos de primeira geração foram abandonados por falta de confiabilidade e absoluta dependência do software. Ou seja: modificações intencionais ou erros não detectados no software podem causar erros não detectados nos resultados da votação. Pior: é impossível para qualquer cidadão auditar a votação.

    O ILISP traz mais informações sobre todos os modelos de votação presentes no mundo, incluindo o voto eletrônico e o voto em papel, para qualificar o debate sobre o tema. Confira.

    A primeira geração (DRE)
    País que utiliza:
    Brasil

    Nas urnas de primeira geração, conhecidas por DRE (Direct Recording Electronic), os votos são gravados apenas eletronicamente, sem possibilidade de auditoria por outros meios. Deste modo, a confiabilidade do resultado fica totalmente dependente da confiabilidade do software instalado no equipamento.

    Máquinas DRE foram usadas em eleições oficiais em 1991 na Holanda, em 1992 na Índia e desde 1996 no Brasil. O modelo brasileiro chegou também a ser usado em alguns países latino-americanos entre 2002 a 2006.

    A falta de confiabilidade do modelo DRE (ainda utilizado no Brasil) fez com que, a partir de 2004, ele fosse substituído por outros mais evoluídos e confiáveis. De 2004 a 2012, Venezuela, Holanda, Alemanha, Estados Unidos, Canadá, Rússia, Bélgica, Argentina, México e Paraguai abandonaram o modelo primeira geração.

    Em 2014, a Índia e o Equador também adotaram modelos mais avançados, de maneira que o Brasil é o único país do mundo que utiliza urnas eletrônicas fraudáveis e inauditáveis de primeira geração.

    A segunda geração (IVVR)
    Países que abandonaram sistemas de primeira geração e passaram à segunda geração:
    Argentina, Bélgica, Canadá, Equador, EUA (varia de acordo com o estado), Índia, México, Peru, Rússia e Venezuela

    A segunda geração de urnas eletrônicas, a IVVR (Independent Voter Verifiable Record) prevê a possibilidade de auditoria contábil da apuração por meio de uma segunda via de registro do voto, além do registro eletrônico usual. Este novo registro deve ser gravado em meio independente que não possa ser modificado pelo equipamento de votação e deve ser visto e conferido pelo eleitor antes que este complete a sua votação. No Brasil, é comum este modelo ser chamado de “Voto Impresso Conferível pelo Eleitor” (VICE).

    A principal característica de equipamentos de segunda geração é que passam a ser independentes do software. O Registro Digital dos Votos (RDV) e a sua apuração eletrônica podem ser conferidos por auditoria independente do desenvolvedor do software e do administrador do sistema.

    Houve um teste com urnas de segunda geração no Brasil em 2002, mas ele fracassou pela falta de planejamento e condução da experiência. Em 2004, a Venezuela implantou equipamentos de segunda geração. Desde 2006, equipamentos de segunda geração, com voto impresso ou escaneado, passaram a substituir equipamentos de primeira geração em todos os países que possuem voto eletrônico.

    No último dia 31 de julho de 2017, um teste de confiabilidade das urnas eletrônicas americanas de segunda geração resultou em hackers invadindo as urnas em uma hora e na seguinte declaração de um especialista em cibersegurança (Jake Braun) da Universidade de Chicago: “Sem dúvida, nossos sistemas eleitorais são fracos e suscetíveis”.

    A terceira geração (E2E)
    Países que adotaram ou estão testando sistemas de terceira geração
    : Argentina, Equador, EUA e Israel

    Desde 2008, várias iniciativas começam a apresentar sistemas eleitorais independentes do software e que aprimoravam ainda mais os procedimentos de auditoria, registro do voto, apuração e totalização.

    Na Argentina (2010) foi apresentada uma cédula eleitoral com um chip de radio-frequência (RFID) embutido onde, na mesma célula, estão presentes o registro digital e o registro impresso do voto, deixando a urna responsável apenas por gravar ambos os registros, mas não armazená-los. Esse documento é chamado de “Boleta de Voto Electrónico” (BVE) e propicia maior facilidade para eleitores e fiscais de partido auditarem o registro do voto, a apuração e a transmissão dos resultados.

    Em 2009, no município de Tacoma Park, nos EUA, foi testado o sistema Scantegrity II, onde o voto criptografado é impresso e entregue ao eleitor, que pode verificar seu processamento sem revelar o conteúdo do voto. Em Israel surgiu o Wombat, muito parecido com o Scantegrity.

    As características comuns de todos esses sistemas de terceira geração são a independência do software e a grande facilidade de auditoria independente, de ponta a ponta. Por esse motivo, os sistemas de 3ª geração são designados “End-to-End verifiability” ou, E2E.

    Mesmo com toda a possibilidade de votação criptografada e auditoria, estes sistemas também não estão imunes a falhas. Um vídeo divulgado no final de 2016 mostra, por exemplo, como um aplicativo de celular permite que os votos digitais – registrados no chip – sejam clonados ou tornados inválidos. Ainda assim, o voto impresso na célula seria diferente do voto fraudado, o que possibilitaria a auditoria dos votos e invalidação – ou correta contagem – dos votos fraudados.

    O voto pela Internet
    País que adota o voto pela Internet:
    Estônia

    A Estônia foi o primeiro país a criar um sistema de votação pela Internet. O governo testou o sistema nas eleições regionais de 2005 e, dois anos depois, o modelo foi usado nas eleições nacionais parlamentares. Em 2015, 30% dos votos para o Parlamento da Estônia foram feitos pela Internet, enquanto o restante dos votos são feitos em papel.

    Cada cidadão possui um cartão de identidade dotado de microchip que dá acesso ao site de votação. Isso permite a um estoniano votar, literalmente, de qualquer lugar do mundo.

    Outra possibilidade teórica possível, mas ainda não implantada na prática, é o voto por meio da Blockchain, a rede distribuída e auditável do Bitcoin.

    O voto em papel

    mapa-mundi-sistemas-votacao

    Na ampla maioria dos países do mundo, a votação ainda é feita em papel: em boa parte da América Latina e da América Central, na ampla maioria da Europa e Ásia, e em toda África e Oceania.

    Alguns países tentaram adotar os modelos de urna eletrônica de primeira geração e os rejeitaram por problemas de confiabilidade e transparência: Alemanha, Holanda, Irlanda, Inglaterra e Paraguai.

    De acordo com a decisão do Tribunal Constitucional Federal alemão, o qual baniu as urnas eletrônicas do país em 2009, as eleições devem permitir que qualquer cidadão averigue a contagem de votos e a regularidade do pleito sem possuir conhecimentos especiais, algo que as urnas eletrônicas de primeira geração impedem que aconteça.


    Instituto Liberal