A OCDE está alarmada com o golpe no STF para soltar todos os corruptos, em particular Lula.
O representante da entidade, Drago Kos, disse para a BBC:
“Se o STF mudar sua posição será extremamente preocupante. Espero que eles tomem a decisão certa”.
E mais:
“Se a decisão da Suprema Corte for revista, surge a pergunta sobre qual é o sentido da Lava Jato, já que os condenados não estarão indo para a cadeia”.
O Brasil pleiteia uma vaga na OCDE, que reúne os países mais desenvolvidos do mundo. O STF pode afastar essa possibilidade por muitos e muitos anos.
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Folha de S.Paulo (01) entrevista Sergio Adorno, coordenador do Núcleo de Estudos da Violência da USP. Folha: Há uma escalada de violência no meio político? Sérgio Adorno: Não é recente esse fenômeno dos assassinatos de políticos e também de jornalistas mortos porque seu trabalho ameaça políticos poderosos. Mas até então era mais comum em cidades pequenas e médias, sem tanta repercussão na mídia. De qualquer forma, é preocupante. Está geralmente ligado à polarização e à radicalização. F: Por que a violência ocorre? SA: Primeiramente, nada justifica a violência. Numa sociedade democrática, existem mecanismos institucionais de enfrentamento dos conflitos, como os partidos, os espaços parlamentares, a mídia. O limite do confronto é provocar dano à integridade física do seu opositor. No Brasil, não estabelecemos esse limite. Os conflitos vão se tornando cada vez mais graves e passionais, levando à ideia de que problemas só são resolvidos com a supressão do opositor, transformado em inimigo. Isso faz parte de uma sociedade democrática que ainda lida mal com seus conflitos. Qualquer um pode ter posições políticas divergentes das do candidato Lula da Silva, mas isso não justifica agressão à integridade física de quem quer que seja, tanto dele quanto de seus apoiadores. F: O governador Geraldo Alckmin (PSDB-SP) afirmou inicialmente que o PT colheu o que plantou. SA: Achei que foi uma afirmação de cálculo político. Ele sabe que cresce se tirar uma fatia do eleitorado do [Jair] Bolsonaro, e para isso ele [Alckmin] precisa se colocar numa posição de crítico da esquerda. Eu entendo que é uma estratégia política, ainda que ele possa até acreditar nisso. F: A polarização que vivemos é um combustível? SA: Sim. Ela constrói um mundo de polaridades não negociáveis: certo e errado, justo e injusto, acerto e erro, verdade e mentira. A sociedade democrática é justamente aquela que lida com as diferenças. A polarização é um mal e é incompatível com a vida social. Temos que enfrentar isso, porque a situação sempre pode se inverter. O apedrejador de hoje pode ser o apedrejado de amanhã. Perde-se o controle. A vida democrática precisa de previsibilidade de comportamentos. Se você vai para um debate sabendo que vai matar ou morrer, não é debate, é confronto de forças. F: Era um cenário previsível? SA: Em 2013, com os protestos, começa a se delinear um ajuste de contas de algo que estava sendo fermentado já havia alguns anos. E depois há uma disputa cada vez mais radicalizada, com 2014 mostrando essa divisão nas urnas. Com a rarefação do discurso político, em que não se discutem saídas para o país, mas sim quem tem razão, vem um empobrecimento da vida associativa. Você seleciona com quem quer conversar, só se associa com os semelhantes. F: É possível atribuir a radicalização à esquerda ou à direita? SA: Tem havido uma radicalização dos dois lados, e ela se retroalimenta. Nem toda esquerda é radical, nem toda direita é radical. Mas as forças estavam se armando. Temos uma sociedade que combina três fatores: a crise econômica, os impasses institucionais e o fato de terem vindo a público os mecanismos de corrupção que existiam há tempos, mas que não eram problematizados. É uma combustão agregada. F: E aí as pessoas apelam para a violência? SA: Há uma frustração geral, com candidatos, partidos. Grupos e classes reagem de maneiras diferentes. Um indivíduo pode ficar indiferente, outro pode ficar inquieto, outro extremamente ansioso. Quando essa frustração se transforma em ação política, pode ocorrer uma ação democraticamente aceita, como a realização de protestos, ou os indivíduos podem querer pegar em armas, fazer justiça com as próprias mãos. F: E há tendência a isso no Brasil? SA: Quero crer que não. Você pode se perguntar como tem gente embarcando nesse radicalismo, que é uma atitude absolutamente preocupante. Como sociólogo, procuro pesar as diferentes forças e argumentos, para não embarcar numa visão catastrófica. Senão a gente estimula o medo e a busca de soluções “salvadoras”. Toda saída deve ser prevista no campo democrático, do diálogo, das ideias. F: Faz sentido chamar de fascistas alguns dos atos no Brasil, como fazem certos grupos? SA: O fascismo é um fenômeno muito mais complexo para simplesmente transportá-lo e aplicá-lo na realidade daqui. Mas é claro que há traços que lembram: a intolerância, o apelo à violência e ao pensamento único, a ideia de que a ordem se garante com medidas coercitivas, duras. A sociedade brasileira convive com o chamado autoritarismo socialmente enraizado. Nem a transição da ditadura militar para a democracia conseguiu eliminar o emprego da força como um recurso de poder. Acho que estamos vivendo um momento de reavivamento disso. Paradoxalmente, esse autoritarismo convive com uma cultura política democrática. F: O sr. vê risco de adiamento da eleição de outubro em razão desse reavivamento? SA: Não tenho evidências claras disso. Acho que aqueles que estão se candidatando são os que mais têm interesse em que esse pleito seja realizado. As pessoas estão com muita expectativa de mudança de governo. Basta ver a popularidade do presidente. F: Que saídas podem ser buscadas contra a radicalização? SA: Nesse ponto sou muito convencional: temos que adensar o debate político. Sair dessa coisa rasa de radicalizar entre o bom e o mau, o certo e o errado, e buscar pontos de encontro. Nós, intelectuais e membros da academia, temos que nos recusar a entrar nessa batalha campal. F: E como fazer isso chegar ao eleitor mais comum? SA: É uma tarefa das mais desafiadoras, porque nós muitas vezes falamos para nossos pares. Os partidos também precisariam de uma autocrítica. E o eleitor tem que fazer a sua parte. Eleições são momentos privilegiados para qualificar o debate público.
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Francisco pede fim de "extermínio" na Síria | Foto: Vatican Media / AFP / CP
O Papa pediu o fim do que chamou de ‘extermínio’ na Síria e a reconciliação na Terra Santa. Na última sexta-feira em confrontos com o exército israelense, que deixaram 16 vítimas do lado palestino, no dia mais violento desde a guerra de 2014.
Não me levem a mal, caros leitores. Sei que o momento pede união de todos por pressão aos ministros do STF, prestes a garantir a impunidade geral só para salvar a pele de Lula. Sei que ontem foi Páscoa, e muitos entraram no clima de orações. Sei que há alguns que resolveram endeusar os procuradores mais famosos, imbuídos de um espírito salvacionista quase jacobino. Mas eu não posso perder a piada. Prefiro perder os amigos.
Desde pequeno revelou possuir uma personalidade forte e determinada, como quando em viagem a Europa com sua família no dia 23 de fevereiro de 1887 em que ocorreu um terremoto logo no amanhecer e enquanto seu irmão mais velho Pedro ficara nervoso e chorava, Luís simplesmente ficou impassível, como se a situação pouco o afetasse.[1] As discrepâncias entre ele e o irmão mais velho eram notórias, como seu pai descreveu em uma carta datada de fevereiro de 1889 onde revelou Pedro como "tão incapaz e descuidado nisso (jogar bilhar com dom Pedro II) quanto em tudo o mais".[1] Enquanto Pedro era gentil e simpático, não gostava de estudar e se revelava normalmente desajeitado, Luís tinha força de vontade, era muito altivo e perspicaz.[1] Gaston, o conde d´Eu, afirmou em uma carta em 1890 que o "Bebê Pedro sempre se destaca pela indolência e a inépcia, ao passo que "Luís faz exatamente o mesmo trabalho escolar sozinho, com um prestígio e uma capacidade admiráveis".[2] O príncipe muito cedo revelou interesse pelas letras que, ao se tornar adulto, faria-o dedicar-se a escrever diversas obras que mais tarde publicou relatando suas experiências de viagens: Dans les Alpes, Tour d´Afrique, Onde quatro impérios se encontram, Sob o Cruzeiro do Sul.[3]
Luís, de "natureza irrequieta, a necessidade e ação que, nos anos juvenis, o impelia a esportes impulsionou-o, na maturidade, à ação política".[4] Não sendo a toa que no auge da campanha abolicionista, ele e seus irmãos publicavam um jornal abolicionista no palácio de Petrópolis.[5] Com o golpe de estado que derrubou a monarquia em favor da república em 15 de novembro de 1889, a princesa Isabel preferiu enviar os filhos para Petrópolis, onde mais tarde Luís recordou que "encerrados no palácio, deixaram-nos durante dois longos dias na mais completa ignorância do que se passava lá fora", até que foram entregues de volta aos seus pais e partiram para o exílio forçado.[1] Como não puderam levar nada, a não ser alguns objetos pessoais de mão, a família imperial se viu numa situação financeira muito complicada, que piorou com a recusa de dom Pedro II de cinco mil contos de ajuda de custo oferecidos pelos golpistas.[6] Tiveram que se contentar com a ajuda de amigos e até mesmo do pai de Gaston, conde d´Eu.[1]
Resolveram fixarem-se nos arredores de Versalhes em 1890, quando Pedro tinha quinze anos, Luís treze e o irmão mais novo, Antônio, apelidado de "Totó", nove.[1] Apesar dos mais variados esforços dos monarquistas no Brasil para ressuscitarem a monarquia, após a morte de dom Pedro II em 1891, nenhum membro da família imperial colaborou com nenhum tipo de ajuda, nem mesmo com palavras de apoio explícito. Pedro, irmão mais velho de Luís e herdeiro da princesa Isabel do Brasil e, portanto, do extinto trono imperial do Brasil, tornou-se maior de idade em 1893, mas não possuía capacidade e muito menos desejo para assumir a causa.[1] No mesmo ano Pedro partiu para Viena, capital do então Império Austro-Húngaro para estudar na escola Militar de Wiener Neustadt, pois segundo sua própria mãe, "é preciso que faça alguma coisa e a carreira militar nos parece a única que ele deve seguir". Luís e seu irmão mais novo, Antonio, logo o seguiram para a mesma escola militar.[1]
Vida adulta
Em 1896, Pedro conheceu uma moça chamada Elizabeth de Dobrzenicz e logo se apaixonaram, tendo o casal combinado bastante em termos de temperamento e caráter. Enquanto isso, Luís Maria Filipe Pedro de Alcântara Gastão Miguel Rafael Gonzaga de Orléans e Bragança, "era um ativista; ambicioso e voluntarioso, encarava o mundo como algo a ser conquistado. Praticante de alpinismo, escalou o Mont Blanc em 1896. A uma visita ao sul da África, seguiu-se uma longa e ousada excursão à Ásia Central e à Índia. Sobre essas três experiências ele escreveu e publicou".[1] Não sendo a toa que era justamente Luís, que dona Isabel e o conde d´Eu viam a única pessoa entre os membros de sua família capaz de manter a causa monárquica no Brasil.[1]
Da esquerda para a direita: Luís, Príncipe Imperial, Pedro Henrique, Príncipe do Grão-Pará, Isabel, Imperatriz de Jure do Brazil, princesa Pia Maria, Maria Pia, Princesa-consorte do Brasil, Gastão d´Orléans, conde d´Eu e príncipe Luís Gastão.
Após retornar de suas aventuras em 1907, Luís planejou um projeto ambicioso que seria desafiar o decreto de banimento da família imperial, viajando para o Rio de Janeiro.[1] Sua súbita chegada criou um rebuliço na antiga capital imperial, tendo sido amplamente "noticiado nos jornais, o episódio alcançou grande repercussão nos meios políticos, colocando a família imperial no centro das atenções e muitos monarquistas e curiosos vieram recebê-lo".[4] No entanto, Luís foi impedido de desembarcar e não foi permitido pisar em sua terra natal pelo governo republicano. Inclusive enviou um telegrama a sua mãe dizendo: "Impedido de desembarcar pelo governo, saúdo da baía da Guanabara, na véspera do 13 de Maio, a redentora dos cativos." Algum tempo depois, relatou as experiências dessa viagem em Sob o Cruzeiro do Sul, publicado em 1913.[4]
Em 1908, Luís ficou noivo de uma prima, Maria Pia de Bourbon, sobrinha-neta de sua avó materna, Teresa Cristina de Bourbon-Duas Sicílias, enquanto o seu irmão mais velho, Pedro, herdeiro da princesa Isabel, desejava casar-se com Elizabeth de Dobrzenicz. Tal casamento não seria permitido pela então chefe da casa imperial, a princesa Isabel, pois Elizabeth, ou "Elsi", como era chamada, embora nobre não fazia parte de nenhuma família reinante da Europa, mesmo que alguma deposta.[1] A princesa Isabel, como mãe, não desejava o sofrimento do filho, e concordou com o casamento de Pedro contanto que ele renunciasse ao seu direito ao trono. Pedro, que não possuía interesse em tornar-se imperador, assinou a renúncia no dia 30 de outubro de 1908. Pedro renunciou solenemente, assinando um documento aqui transcrito:
Eu o Principe Dom Pedro de Alcantara Luiz Philippe Maria Gastão Miguel Gabriel Raphael Gonzaga de Orleans e Bragança, tendo maduramente reflectido, resolvi renunciar ao direito que pela Constituição do Imperio do Brazil promulgada a 25 de Março de 1824 me compete à Corôa do mesmo Paiz. Declaro pois que por minha muito livre e espontanea vontade d'elle desisto pela presente e renuncio, não só por mim, como por todos e cada um dos meus descendentes, a todo e qualquer direito que a dita Constituição nos confere á Corôa e Throno Brazileiros, o qual passará ás linhas que se seguirem á minha conforme a ordem de successão estabelecida pelo Art. 117. Perante Deus prometto por mim e meus descendentes manter a presente declaração.
Cannes 30 de Outubro de 1908
assinado: Pedro de Alcântara de Orleans e Bragança
A renúncia foi seguida por uma mensagem de Isabel aos monarquistas brasileiros:
9 de Novembro de 1908, {Castelo de] Eu
Exmos. Srs. Membros do Diretório Monárquico
De todo coração agradeço-lhes as felicitações pelos consórcios de meus queridos filhos Pedro e Luís. O do Luís teve lugar em Cannes no dia 4 com todo o brilho que desejava para ato tão solene da vida de meu sucessor no Trono do Brasil. Fiquei satisfeitíssima. O do Pedro deve ter lugar no dia 14 próximo. Antes do casamento do Luís assinou ele sua renúncia à coroa do Brasil, e aqui lha envio, guardando eu papel idêntico. Acho que deve ser publicada essa notícia o quanto antes (os senhores quererão fazê-lo da forma que julgarem mais adequada) a fim de evitar-se a formação de partidos que seriam um grande mal para nosso país. Pedro continuará a amar sua pátria, e prestará a seu irmão todo o apoio que for necessário e estiver ao seu alcance. Graças a Deus são muito unidos. Luís ocupar-se-á ativamente de tudo o que disser a respeito à monarquia e qualquer bem para nossa terra. Sem desistir por ora de meus direitos quero que ele esteja ao fato de tudo a fim de preparar-se para a posição à qual de todo coração desejo que um dia ele chegue. Queiram pois escrever-lhe todas as vezes que julgarem necessário pondo-o ao par de tudo o que for dando. Minhas forças já não são o que eram, mas meu coração é o mesmo para amar minha pátria e todos aqueles que nos são tão dedicados. Toda a minha amizade e confiança
a) Isabel Condessa D´Eu
O casamento de Luís com Maria Pia foi celebrado em 4 de novembro, e o do Pedro com Elizabete, dez dias depois.[1] Do matrimônio de Luís com Maria Pia nasceram três filhos: dom Pedro Henrique (1909-1981), que se tornou o sucessor direto da princesa Isabel e Chefe da Casa Imperial após o falecimento desta em 1921; Luís Gastão (1911-1931) e Pia Maria (1913-2000). A princesa Isabel não tardou a manifestar sua opinião quanto aos netos, escrevendo em 1914 uma carta dizendo: "envio-lhe uma fotografia minha com meus netos do Luís. Pedro Henrique cada vez se desenvolve mais e é criança inteligentíssima. Os avós têm um amor especial pelos queridos netinhos".[1]
Príncipe imperial
Com a renúncia do irmão, Luís pôde finalmente colaborar efetivamente com o movimento monarquista brasileiro, assumindo claramente sua posição como herdeiro do trono (após sua mãe) e buscando assumir a liderança da campanha restauradora.[7] Seu esforço para reverter todo o mal causado pela inércia da família imperial quanto à causa monárquica foi de grande valia, e em 1909 apresentou um manifesto político aos monarquistas brasileiros que tinha por objetivo retomar a campanha que estava estagnada há alguns anos. Seu intentou logrou sucesso, pois conseguiu reunir correligionários em diversos estados do Brasil.[8] Algumas das cartas do príncipe revelam seus planos de restauração, como a escrita para Martim Francisco de Andrada III:[9]
Luís e sua esposa, Maria Pia. Embaixo, em antigo português: "Principe e Princeza Imperiaes do Brazil"
[…]"quanto me custa ficar aqui, de braços cruzados, quando penso que um punhado de homens decididos bastaria para arrancar a Pátria das garras dos aventureiros que a exploram."
"Ainda não sei qual será a sua atitude na questão das candidaturas. Quanto a mim, julgo ambos os candidatos 'indesejados'; mas a ter de optar, optaria pelo Rui [Barbosa], cujos partidários representam o elemento mais são e de maior prestígio no país. Parece-me mesmo que poderíamos aproveitar o momento para um acordo com os próceres desse grupo, a fim de conseguirmos um esforço comum pela restauração, logo após as eleições presidenciais. Que lhe parece?"
O príncipe atuou de 1907 até 1920, e defendia o federalismo, o serviço militar obrigatório e uma melhoria na qualidade de vida dos operários. No primeiro caso, era a favor de uma maior descentralização e liberdade política e econômica para os estados brasileiros. No segundo, refutava o antigo costume de alistamento das forças armadas baseado em indivíduos provenientes das camadas sociais marginalizadas em favor de uma força militar verdadeiramente profissional formada por elementos de toda a sociedade. O terceiro e mais importante caso era a pregação de uma monarquia amparada numa legislação social que possibilitasse melhores condições de vida para os operários brasileiros.[10] Em carta expôs seus pensamentos:[9]
"Quanto a nós, monarquistas, devemos convencer o operário da verdade de que, no caso de uma restauração, a sua situação só poderia melhorar."
Luís defendia ideias muito a frente de seu tempo e a necessidade de garantir condições dignas de subsistência para os trabalhadores brasileiros seria observada somente trinta anos depois na ditadura de Getúlio Vargas. No início do século XX, tanto o governo quanto os políticos brasileiros sequer admitiam a possibilidade de existência de direitos básicos como férias, greve, horas máximas semanais de trabalho, entre outros. A visão progressista de Luís o fazia ser acusado de "radical" e "socialista" quando na realidade seu intento era justamente impedir a adesão do operariado ao socialismo, comunismo ou mesmo ao anarquismo.[10]
A Primeira Guerra Mundial e últimos anos
Em agosto de 1914, se iniciou a Primeira Guerra Mundial, que na época fora conhecida como "A Grande Guerra". A invasão da França pela Alemanha "ofereceu uma válvula de escape tanto para o idealismo como para o ativismo de Luís, que segundo suas próprias palavras, era um 'soldado no fundo do coração'. Ele e o irmão Antônio precipitaram-se a defender a pátria dos ancestrais". Como a lei os proibia de servir nas forças da nação, por serem membros da família real francesa, ambos se alistaram como oficiais do exército inglês.[1]
Funeral de Luís Maria Filipe de Orléans e Bragança, em 1920.
Em 1915, combatendo nas trincheiras de Flandres e servindo como oficial de ligação, Luís contraiu um tipo agressivo de reumatismo ósseo que o deixou debilitado e incapaz de andar.[1] Foi retirado em estado grave das trincheiras e levado para segurança, a fim de poder recuperar-se da moléstia. Em consequência de suas ações no conflito e por sua bravura, Luís recebeu diversas condecorações: Medalha Militar do Yser, pelo rei Alberto I da Bélgica; Legião de Honra, no grau de cavaleiro, e a Cruz de Guerra, pelo governo francês; a British War Medal, a Victory Medal e Star pelo Reino Unido da Grã-Bretanha.[11] A grave doença contraída nas trincheiras resistiu a todas as formas de tratamento e sua saúde foi piorando cada vez mais, até que a morte o levasse em 26 março de 1920.[1]
Príncipe desconhecido pelos brasileiros atualmente, tendo sido um exemplo de cavalheirismo e seu amor por sua terra natal foi demonstrado em todos os momentos possíveis, ainda mais depois que assumiu a posição de herdeiro da mãe em 1908, envolvendo-se publicamente na campanha de restauração do trono no Brasil e tomando parte ativa nos movimentos monarquistas até a Primeira Guerra Mundial.[4] Suas ideias inovadoras, como a inclusão da questão social com maiores direitos a classe operária e melhor qualidade de vida para os brasileiros na agenda política, numa época em que era considerada "caso de polícia" pelos governantes da República Velha, lhe renderam o epíteto de "príncipe perfeito"[3] ou mais precisamente como rei Albert II dos Belgas falou a seu respeito: "homem como poucos, Príncipe como nenhum".[11]
O Município de Pimenta Bueno, no Estado de Rondônia (Brasil), homenageu Dom Luís e toda a família imperial brasileira, dando por lei municipal a uma de suas ruas no ano de 2010 o nome de "Rua Príncipe Dom Luiz de Órleans e Bragança".[carece de fontes]
Falleceu, inesperadamente, em Cannes, D. Luiz de Orléans e Bragança,- falleceu no exilio onde purgava o crime de ser neto de Pedro Segundo. Herdara as qualidades do avô, sua nobreza d'alma, seu coração, seu amor ás letras. Deixou na memoria de quantos o conheceram a marca indelevel que só consegue imprimir a creatura eleita da elevação moral; e na memoria de quantos o leram, a admiração por um talento de escol. Tentou, mas não conseguiu, pisar a terra da sua patria. O republicanismo ridiculo de Affonso Penna barrou-lhe o passo. Tentou, mas não conseguiu, penetrar na Academia de Letras. Essas duas mesquinharias, porém, só conseguiram amesquinhar o governo e a Academia. Um perdeu optima occasião de mostrar largueza de vistas; outra, a melhor opportunidade de homenagear o seu verdadeiro creador, Pedro Segundo. D. Luiz foi mantido nop exilio porque não cabia cá. Não cabia da mesma fórma que não cabe aqui a Princesa Isabel , essa megera que assignou a lei aurea, nem o Conde d'Eu, esse máo homem que pos fim á Guerra do Paraguay. A República é coherente. Feita para uso e goso duma mediocracia rapinante, recebe de braços abertos os Caillaux e os Bolo-Pachá, mas não permite desembarque aos grandes expoentes da Honra, do Brio, da Intelligencia e da Grandeza d'alma. A presença delles envergonharia o nosso barrete phrygio...
REVISTA do Brasil : publicação mensal de sciencia, letras, artes, historia e actualidades. Rio de JaneirO : O Cruzeiro, v. 14, n. 5, maio 1920 Summario.
Referências
<BARMAN, Roderick J., Princesa Isabel do Brasil: gênero e poder no século XIX, UNESP, 2005
<BARMAN, Roderick J. Princesa Isabel do Brasil: gênero e poder no século XIX. UNESP, 2005
BR História, edição nº 4, Ano 1. Duetto, 2007, pg.35
BR História, edição nº 4, Ano 1, Duetto, 2007
CARVALHO, José Murilo de, D. Pedro II, Companhia das Letras, 2007
CARVALHO, José Murilo de. D. Pedro II. Companhia das Letras, 2007, pg.188
LIMA, Manuel de Oliveira. O Império brasileiro. São Paulo: USP, 1989, p.70-71
BR História, nº 4, Year 1, Duetto, 2007, p.35
MARTINS, Luís. O patriarca e o bacharel. 2.ed. São Paulo: Alameda, 2008, p.148
BR História, nº 4, Year 1, Duetto, 2007, p.31 e p.33
SANTOS, Armando Alexandre dos, Dom Pedro Henrique: o Condestável das Saudades e da Esperança, Editora Artpress, 2006
Bibliografia
BARMAN, Roderick J., Princesa Isabel do Brasil: gênero e poder no século XIX, UNESP, 2005.
CARVALHO, José Murilo de, D. Pedro II, Companhia das Letras, 2007.
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SANTOS, Armando Alexandre dos, Dom Pedro Henrique: o Condestável das Saudades e da Esperança, Editora Artpress, 2006.
Governador Sartori destacou que documentação histórica é fundamental para todas as gerações - Foto: Luiz Chaves/Palácio Piratini
Você consegue imaginar o Rio Grande do Sul com apenas quatro municípios? Pois esta era a realidade do Estado em 1809, data da primeira divisão administrativa. Existiam apenas Rio Pardo, Rio Grande, Santo Antônio da Patrulha e Porto Alegre. De lá pra cá, surgiram 493 cidades. A partir de agora, quem quiser pode conhecer a origem e algumas curiosidades de tantos locais. Está tudo no livro Genealogia dos Municípios do Rio Grande do Sul 1809-2018, que foi lançado nesta segunda-feira (2) pelo governador José Ivo Sartori, no Palácio Piratini.
O trabalho começou em 2015 com muita pesquisa. Técnicos do Departamento de Planejamento da Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão (SPGG) foram atrás de materiais históricos para explicar como chegamos aos atuais 497 municípios. São 59 páginas com conteúdo didático e linguagem acessível para todos os públicos. Além de ilustrações e mapas históricos, o livro traz um diagrama para consultar a data de origem e a árvore genealógica de cada cidade.
Sartori destacou a importância de documentar a história. "Aquilo que não é conhecido não é lembrado. A história é fundamental para todas as gerações. Ainda mais no RS, que só perde pra São Paulo e Minas Gerais em número de municípios. Muitos tiveram que lutar para virar município. E eu digo que isso é patriotismo: gostar do local onde a gente mora e batalhar por ele. Este livro materializa o orgulho dos nossos antepassados".
Obra de 59 páginas explica com conteúdo didático e linguagem acessível como o RS chegou aos atuais 497 municípios - Foto: Luiz Chaves/Palácio Piratini
A primeira edição tem uma tiragem de cinco mil exemplares, que serão distribuídos, de forma gratuita, para prefeituras, escolas públicas e universidades. O secretário de Planejamento, Governança e Gestão, Carlos Búrigo, afirmou que o trabalho reflete uma necessidade de concentrar as informações em um documento só. "Uma das missões da secretaria é cuidar dos municípios, e isso inclui cuidar da história deles. Com o passar dos anos, as pessoas vão esquecendo suas origens, então é importantíssimo fazer esse registro. O Estado tinha essas informações, mas espalhadas. Então, unificamos tudo isso e fizemos um documento de estudo. Só o Estado de São Paulo tem um material assim, o que nos orgulha".
O governador entregou o primeiro exemplar para o prefeito de Pinto Bandeira, último município a se emancipar definitivamente em 2013. "Pinto Bandeira tem muito orgulho de estar aqui como o município mais novo. Saímos de Bento Gonçalves e somos cerca de três mil habitantes com muita força. A união é o nosso lema lá", disse o prefeito Hadair Ferrari.
Primeiro exemplar foi entregue ao prefeito Hadair Ferrari, de Pinto Bandeira, último município a se emancipar em 2013 - Foto: Luiz Chaves/Palácio Piratini
O livro também ficará disponível em formato digital para download no site da SPGG.
Lançamento do livro Genealogia dos Municípios do RS
Lançamento do livro Genealogia dos Municípios do RS Crédito: Governo do Rio Grande do Sul
A ONU e a União Europeia pedem uma investigação independente da morte de 15 palestinos na fronteira entre a Faixa de Gaza e Israel: https://glo.bo/2uDWbZX